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quarta-feira, 26 de março de 2014

CRIAÇÃO COM APEGO: AQUELE RESUMO QUE VOCÊ SEMPRE QUIS - por Paizinho, Vírgula!

Gente, eu trago este post na integra pra vocês, do Thiago Queiroz, do Blog 'Paizinho, Vírgula', porque simplesmente achei fantástico o conteúdo, que é claro e objetivo. Tenho certeza que ele tirará muitas dúvidas de pais e mães sobre Criação com Apego! Leiam, leiam!!

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Se você já acompanha o meu blog, sabe que eu falo bastante sobre criação com apego. Muitos dirão que eu só falo sobre criação com apego. E isso é verdade. Mas mesmo escrevendo muito sobre isso, eu tenho ideia de como pode ser confuso tentar ler tudo ou entender tudo o que existe por trás da criação com apego. Por exemplo, existem os oito princípios, que funcionam mais como ferramentas que auxiliam na formação de vínculos entre pais e bebês, mas ler todos os textos sobre cada um destes princípios é trabalhoso e, para alguns, até entediante.
Eu entendo, é muita coisa mesmo. Mas isso é algo bom, porque se criação com apego fosse algo tão simples, logo, logo, o assunto ia acabar e eu teria que escrever sobre outra coisa aqui no blog. Talvez gatos. Ou vídeo-game. Mas não! Criação com apego é bem mais complexo, e sempre há algo para refletir sobre, e por isso que eu resolvi fazer um grande resumo com as informações essenciais sobre cada um dos princípios da criação com apego. Para os leitores novos, ou para quem ainda não conhece esse estilo de criação, esse post também será um ótimo ponto de partida.
E, antes de começarmos, só mais um aviso: como este texto é um grande resumo de tudo o que é proposto em termos de criação com apego, muitos detalhes ficaram de fora. Então, se você quiser se aprofundar, eu recomendo ler a tradução dos Oito Princípios da Criação com Apego.

Criação com Apego: uma introdução muito breve

Criação com apego é um termo dado a um conjunto de ferramentas que ajudam os pais a criar vínculos com seus filhos, através do atendimento consistente e amoroso das necessidades do bebê. Esse é o carro chefe, mas no caminho, você acaba ensinando ao seu filho valiosas lições para toda a vida, como empatia e compaixão.
É bom chamar os princípios de ferramentas, porque aí desassocia a falsa impressão de que é preciso seguir todos os princípios para criar com apego. Imagine a criação com apego como uma grande caixa de ferramentas: você avalia cada uma delas e escolhe as que melhor se adequam à sua necessidade.
E pense também que o objetivo principal aqui é auxiliar a criação de um vínculo de apego seguro entre pais e filhos. Para isso, todos têm que estar receptivos emocionalmente para se dar com o coração. Enquanto que para os pais, isso pode requerer uma certa disponibilidade emocional, para os bebês é uma questão de sobrevivência: eles têm uma necessidade real de vínculo, para se orientarem e crescerem.

1. Preparando para a Gestação, Nascimento e Criação

Este é o começo de tudo, literalmente. E, por isso, é uma parte tão importante na criação com apego. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, este princípio não trata apenas de buscar um parto natural, pois ele abrange muitas coisas que vão além disso. Eu sempre gosto de encarar este princípio como o primeiro passo na criação de um vínculo forte com os nossos filhos, então é importante refletir sobre esses pontos.
  • Reflita e tente resolver questões sobre a sua própria infância, procurando ajuda profissional se for preciso
  • Estude e explore as diferentes filosofias de criação
  • Avalie as diferentes opções de parto e cobertura de planos de saúde, para que você possa se planejar
  • Estude sobre o parto natural, sabendo que além das vantagens indiscutíveis para a saúde da mãe e do bebê, o parto é extremamente benéfico para a construção do apego
  • Estude sobre a amamentação
  • Tente permanecer fisicamente ativa durante o parto
  • Pesquise sobre as “rotinas” para cuidados com o recém-nascido como banho, circuncisão, colírios, exames de sangue, coleta de sangue do cordão umbilical, etc. Registre as suas preferências e informe aos profissionais de saúde que assistirão você
  • Considere uma doula para o parto e/ou pós-parto
  • Defina expectativas realistas para ambos pais e bebê
  • Sempre converse com o seu parceiro(a) e discuta as possibilidades
  • Seja flexível!

2. Alimentando com Amor e Respeito

A construção de vínculos fortes através da alimentação é algo que podemos carregar para a vida toda, por isso que este princípio é tão importante. Não se trata apenas de amamentar os filhos, mas também da alimentação consciente dos filhos e do uso dos momentos da refeição como momentos de união com a família.
  • A amamentação é uma das maneiras mais primitivas que uma mãe pode iniciar um vínculo de apego seguro com seu bebê
  • A amamentação satisfaz as necessidades nutricionais e emocionais do bebê melhor do que qualquer outro método de alimentação infantil
  • Alimente o bebê assim que ele der sinais, ou seja, em livre demanda
  • Amamentar continua a ser normal e importante tanto nutricional, imunológica e emocionalmente após um ano
  • Amamentar é uma ferramenta valiosa para a mãe dar conforto e segurança ao bebê, de maneira natural, inclusive para atender às necessidades de sucção do bebê
  • Antes de optar por usar mamadeira e chupeta, informe-se sobre os problemas potenciais que existem no desenvolvimento do bebê com o uso de bicos artificiais
  • Enquanto o bebê estiver sendo amamentado, bicos artificiais também podem provocar confusão de bicos e prejudicar a amamentação
  • Avalie alternativas ao uso de mamadeira e chupeta, como copinho, sonda, entre outros
  • Mesmo quando a mãe não pode amamentar, é importante para o vínculo reservar a alimentação apenas pela mãe
  • Associe o uso da mamadeira e da chupeta com o colo e atenção exclusiva ao bebê, para que não se tornem objetos de transição
  • Comece a introdução aos sólidos quando o bebê der sinais de que está pronto, e não com base na idade
  • Siga os sinais que o bebê dá sobre o que e quanto comer, deixe-o desenvolver seu paladar naturalmente
  • O alimento gradualmente toma o lugar do leite em termos de necessidade calórica, mas amamentar continua a atender muitas outras necessidades, como conforto e desenvolvimento
  • Se a você precisar desmamar antes que o filho dê sinais de que está pronto, faça isso gentilmente

3. Respondendo com Sensibilidade

Este é o coração de toda a criação com apego, pois tudo se resume a estar sensível ao bebê. A sensibilidade na resposta às necessidades do bebê são a base de um vínculo de apego seguro, pois é onde os valores de empatia e compaixão são aplicados no dia a dia. Muitas vezes, você receberá conselhos não solicitados e prejudiciais, alegando que o que praticamos irá mimar o bebê, mas é importante termos sempre em mente que estes conselhos não têm fundamento científico algum.
  • O cérebro dos bebês é muito imaturo e subdesenvolvido no nascimento, por isso eles não são capazes de se acalmar ou dormir sozinhos
  • Entenda os ritmos internos e rotinas naturais do seu bebê, e tente se ajeitar ao redor deles
  • É perfeitamente normal que bebês queiram contato físico constantemente, bebês sentem-se seguros no colo
  • Quando o bebê é deixado chorando durante muito tempo e frequentemente, seu cérebro atinge altos níveis de stress com liberação de hormônios a níveis alarmantes. Isto pode colocá-lo em risco de passar por problemas físicos e emocionais a longo prazo
  • O choro do bebê é a forma mais primitiva e verdadeira de comunicação, então não deveríamos ignorá-la
  • As explosões de raiva, também conhecidas por tantrums ou “birras”, representam emoções reais e devem ser levadas em conta seriamente, mesmo que os motivos pareçam “bobos” para nós
  • Algumas emoções são muito poderosas para o cérebro imaturo de uma criança lidar de uma maneira socialmente aceitável
  • Durante uma explosão de raiva, os pais ajudam mais se derem conforto ao filho, ao invés de ficar com raiva ou punir
  • Mesmo com o filho mais velho, é importante que a conexão seja mantida através do respeito aos sentimentos da criança, e tentando entender as necessidades por trás de seus comportamentos
  • Demonstre interesse nas atividades do seu filho e participe das brincadeiras criadas por ele

4. Usando o Contato Afetivo

Este é o princípio mais perceptível visualmente da criação com apego. Sempre que encontramos alguém carregando seu bebê em um sling ou num wrap, damos aquele sorriso, como se estivéssemos encontrando um semelhante no meio da multidão. Mesmo que apenas carregar o bebê num sling não garanta que a mãe (ou pai) esteja criando com apego, já é algo positivo para o bebê ficar tão próximo ao corpo do seu cuidador. Porém, este princípio não se resume a usar slings, há muito mais que pode ser feito para garantir um contato afetivo.
  • O contato afetivo estimula os hormônios de crescimento do bebê, melhora o desenvolvimento intelectual e motor, e ainda ajuda a regular a temperatura do corpo, batimentos cardíacos e padrões de sono
  • Os bebês que recebem contato afetivo têm mais chances de ganhar peso mais rápido, mamar melhor, chorar menos e serem mais calmos
  • Os momentos da amamentação e do banho oferecem ótimas oportunidades para o contato pele a pele
  • Massagens podem acalmar bebês com cólica, ajudar uma criança a relaxar antes de dormir e dá oportunidade para interações proveitosas
  • Carregar um bebê, ou usar o babywearing atende as necessidades do bebê de contato físico, conforto, segurança, estímulo e movimento
  • Evite o uso de dispositivos destinados a segurar o bebê sozinho, como balanço, pula-pula, carregadores plásticos e carrinhos
  • Mesmo com o filho mais velho, invista em abraços, aconchegos, carinhos nas costas e massagens. Todos estes atendem às necessidades de toque
  • Use brincadeiras e jogos para encorajar a proximidade física
  • Todos os seres humanos (incluindo adultos) desenvolvem-se com o toque e as conexões que ele promove

5. Garantindo um Sono Seguro, Física e Emocionalmente

Há um grande mito de que os bebês devem dormir a noite inteira, e isso acaba gerando frustração e ansiedade imensas nos pais, principalmente quando a primeira pergunta que todo mundo faz é: “o seu bebê já dorme a noite toda?”. Por isso que este princípio é tão importante, para que todos os pais tenham a certeza de que bebês não dormem a noite inteira, por uma questão de sobrevivência.
Bebês precisam da garantia de pais amáveis para sentir-se seguros durante a noite. Muitos bebês podem passar por fases onde dormem por longos períodos de tempo, mas isto não é regra e, mesmo assim, eles podem acordar ocasionalmente devido a pesadelos, dentição, doença ou saltos de crescimento. Os bebês são bastante sensíveis ao stress de seus pais, o que também pode afetar seus padrões de sono.
Portanto, técnicas como o “Nana Nenê”, que consistem em negligenciar as necessidades do bebê deixando-o chorar indeterminadamente, são tão prejudiciais para o desenvolvimento do bebê e para a criação do apego seguro. A única coisa que essas técnicas fazem é ensinar ao bebê que ele não pode mais contar com os cuidados de seus pais depois que o sol se põe, quando que nós deveríamos estar ensinando a eles que o sono é um estado agradável e que não deve ser temido.
  • Cosleeping é o termo dado aos pais que dormem próximos aos seus filhos. Isso inclui tanto dormir na mesma superfície (cama compartilhada), como dormir em superfícies diferentes (berço acoplado, moisés, etc.)
  • A cada dia, novas pesquisas demonstram que a cama compartilhada, quando praticada por pais informados, pode ser segura e benéfica
  • A Síndrome de Morte Súbita Infantil, segundo novos estudos, é reduzida por pais que praticam cosleeping seguro
  • Independente dos arranjos de sono, as rotinas noturnas ajudam todos a relaxar depois de um dia cansativo e criar hábitos de sono mais saudáveis
  • Tenha em mente que as rotinas de sono mudam ao longo do crescimento e amadurecimento do seu filho
  • Ajude o seu filho a aprender a confiar no seu próprio corpo quando ele estiver cansado, reconhecendo sinais de cansaço, e não forçando ele a dormir quando não estiver cansado, ou tentando mantê-lo acordado quando ele estiver cansado, só para cumprir uma rotina
  • Quando a hora chegar do seu filho fazer a transição para sua própria cama, faça com que a transição seja gentil e que os pais respondam aos sentimentos de medo ou tristeza que a criança possa sentir
  • Crianças mais velhas podem ainda apreciar um breve aconchego com seus pais antes de irem para a cama
  • Nem a criação com apego, nem a cama compartilhada precisam atrapalhar a intimidade do casal. Com um pouco de criatividade, incluindo momento e local certo, o casal pode garantir que a intimidade seja mantida

6. Provendo Cuidado Consistente e Amoroso

Este princípio costuma ser muito mal interpretado, pois trata da importância que a presença consistente de um cuidador amoroso tem para o desenvolvimento do bebê e para o vínculo de apego seguro. Muitas mães que precisam retornar ao trabalho sentem-se desamparadas por este princípio e sentem que não podem criar com apego se não largarem tudo e ficarem em casa, cuidando de seus bebês. Isto não é verdade.
Não há dúvidas de que bebês têm uma necessidade intensa da presença física de um cuidador amável, consistente e receptivo. Além disso, sabemos que a situação ideal é que esse cuidador seja dos pais, mas isso não é a realidade de muitas famílias. Porém, é importante saber que o cuidado diário e interações amorosas constroem fortes laços. Se o bebê recebe cuidado com amor desde o início da vida, os pais fortaleçem o relacionamento com seus filhos, construindo um vínculo de apego saudável. Mas, se nenhum dos pais pode ser um cuidador em tempo integral, então o bebê precisará de alguém que não seja apenas amoroso e consistente, mas alguém que tenha formado uma ligação com ele.
  • Tente criar maneiras para desenvolver novas rotinas que incluam o bebê, ao invés de tentar fazer com que ele se adeque a uma rotina que existia antes de sua chegada
  • Pense em levar o bebê dormindo para um encontro à noite, praticar exercícios como caminhadas com o bebê no sling, levar um cuidador de confiança junto para noites longas ou eventos especiais
  • Quando separações curtas são necessárias, use um cuidador de confiança que o bebê tenha vínculo e que concorde com a proposta da criação com apego
  • Respeite os sentimentos do seu filho e sobre estar pronto para a separação
  • Entenda que mesmo filhos mais velhos podem ter dificuldades com a separação, às vezes
  • É muito importante que os pais que se separam dos seus filhos usem um tempo dedicado para reconectar com seus filhos após a separação
  • Bebês ficam prontos para a separação em idades diferentes, mas pesquisas mostram que separações por períodos superiores a duas noites seguidas podem ser muito difíceis para crianças com menos de três anos de idade
  • A permanência em creches por períodos superiores a vinte horas por semana podem ser muito estressantes e prejudiciais à saúde do bebê, enquanto ela tiver menos do que trinta semanas de vida. É preferível que a criança esteja em casa, sob os cuidados de um dos pais ou cuidador de confiança
  • Os pais devem desejar e encorajar que seus filhos criem vínculos com seus cuidadores
  • Mudanças frequentes de cuidadores podem ser bastante danosas para o processo de criação de vínculos
  • Faça a transição para um cuidador com uma certa antecedência, antes de qualquer separação efetiva, para que o processo seja gradual e confortável para seu filho

7. Praticando a Disciplina Positiva

A disciplina positiva, para muitas mães e pais, é uma das partes mais desafiadoras da criação com apego, mas é um dos princípios mais libertadores e recompensadores, na minha opinião. Para começar, a disciplina positiva nos coloca numa posição (muito) desconfortável em relação à nossa própria infância, pois nos coloca a refletir e questionar a maneira como a maioria de nós fomos criados. Muitos de nós viveram a era da disciplina autoritária, punitiva e agressiva, mas agora somos convidados a pensar que existem maneiras mais amorosas e empáticas de se criar um filho.
A regra de ouro aqui é: tratar nossos filhos assim como nós gostaríamos de ser tratados. E a disciplina positiva, por si só, é um universo à parte com tantos livros, estudos e informações que seria impossível fazer um resumo perfeito.
  • Pôr medo nos filhos não tem nenhum propósito e cria sentimentos de vergonha e humilhação. O medo é um fator que eleva o risco de comportamento anti-social no futuro, incluindo a prática de crimes e abuso de substâncias
  • Estudos mostram que bater ou aplicar outras técnicas de disciplina física podem criar problemas emocionais e comportamentais
  • A disciplina dura e física ensina aos filhos que a violência é a única maneira de resolver problemas
  • Disciplinas controladoras, ou manipuladoras, comprometem a confiança entre pais e filhos, prejudicando os vínculos
  • A disciplina positiva envolve o uso de técnicas como prevenção, distração, e substituição para guiar gentilmente os filhos para longe do perigo
  • Ajude seu filho a explorar com segurança, vendo o mundo através de seus olhos, e demonstrando empatia enquanto ele experimenta as consequências naturais de seus atos
  • Tente entender a necessidade por trás de um determinado comportamento do seu filho. Eles frequentemente demonstram seus sentimentos através do comportamento
  • Os filhos aprendem através de exemplos, então é importante esforçar-se para oferecer um modelo com ações e relacionamentos positivos
  • Quando os pais reagem de uma maneira que sentimentos de tensão, raiva ou mágoa são criadas, eles podem reparar todos os danos na relação, desde que dediquem tempo para reconectar e pedir desculpas
  • Use a empatia e o respeito
  • Entenda a necessidade não atendida
  • Trabalhe em conjunto para obter soluções
  • Crie um ambiente que propicie o “sim”
  • Evite dar nomes e apelidos
  • Faça pedidos usando afirmativas
  • Converse com o seu filho, antes de intervir
  • Não obrigue seu filho a pedir desculpas
  • Ofereça escolhas
  • Seja sensível a fortes emoções

8. Mantendo o Equilíbrio entre a Vida Pessoal e Familiar

Este é o princípio que é “esquecido” com mais frequência. Muitas vezes, estamos tão imersos na criação de nossos filhos, tão imersos em nossos problemas e dificuldades que nos esquecemos do equilíbrio. Nós esquecemos que nós mesmos temos as nossas necessidades. No mundo ideal, toda a família tem suas necessidades reconhecidas, valorizadas e atendidas, mas isso não é o que acontece no mundo real. Por isso que é tão importante ter sempre ali, no topo da cabeça, esse pequeno lembrete de que as necessidades de todos são importantes e devem ser atendidas sempre que possível.
  • Quando em equilíbrio, os membros da família são mais capazes de ser emocionalmente compreensíveis
  • A melhor defesa contra sentir-se isolado é olhar para fora e criar uma rede de suporte na sua comunidade
  • As necessidades dos filhos devem ser uma prioridade, e quanto mais jovem o bebê, mais intensas e urgentes são suas necessidades. Mesmo assim, ele é uma parte daquilo que envolve a família como um todo, incluindo as necessidades dos pais (como indivíduos e como casal) e dos irmãos
  • Aproveite o hoje, e aceite o fato de que ter filhos muda as coisas
  • Trace metas realísticas
  • Priorize pessoas ao invés de coisas
  • Não tenha medo de dizer “não”
  • Seja criativo para encontrar maneiras de ter um tempo a dois
  • Reserve um tempo para si mesmo
  • Busque ajuda de terceiros para tarefas
  • Tire sonecas
  • Evite sobrecarregar sua agenda
  • Saia de casa
  • Cultive amizades com outros pais que pratiquem criação com apego
  • Lembre-se dos mantras “vai passar” e “é uma fase”

Via: Paizinho, Vírgula! :: http://paizinhovirgula.com/criacao-com-apego-aquele-resumo-que-voce-sempre-quis/?fb_comment_id=fbc_1431973023711791_176518_1432257613683332

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

DEZ RAZÕES PARA DORMIR PERTO DE SEUS FILHOS


Por Jan Hunt, Psicóloga Diretora do “The Natural Child Project”
1. Uma família que dorme unida tira vantagem da facilidade com que um bebê pode ser amamentado, pois não é necessário buscar o bebê em outro quarto para amamentá-lo. Uma mãe que amamenta em uma “cama familiar” pode alimentar seu filho facilmente sem estar totalmente desperta e assim não deixa de obter o repouso de que necessita. Assim, dormir em família incentiva as mães a prolongarem a amamentação e todos os seus inumeráveis benefícios por mais tempo.
 2. Falhas respiratórias são normais nos primeiros meses de vida e se não forem evitadas ou cuidadas podem causar a “síndrome da morte súbita infantil” (SMSI). Pesquisas recentes sugerem que dormir acompanhado pode ajudar a evitar essa triste ocorrência de duas maneiras. Primeiro, pequisas recentes mostraram que a respiração da mãe dá importantes pistas para o filho lembrar de puxar o ar depois de uma expiração, evitando assim a ocorrência da SMSI. Segundo, mesmo que esse sistema falhe, a mãe está próxima para ajudar, acordando a criança. Uma mãe que amamenta tem com seu filho ciclos de sono e sonhos coordenados, o que a torna altamente sensível ao bebê. Se estiverem dormindo próximos, ela acorda automaticamente se houver uma falha respiratória mais longa. Mas se o bebê estiver sozinho, esta intervenção salvadora não será possível.
 3. Em geral se considera a sufocação como um risco de se dormir em família. Mas esse risco só existe em duas situações: um bebê dormindo em um colchão de água, que o impede de se erguer quando necessário, e pais muito intoxicados com álcool ou drogas para atender a criança. É evidente que uma criança que sufoque por qualquer motivo (uma fita do pijama que se enrole no pescoço, vômitos durante o sono ou crises de asma) tem muito mais facilidade em acordar seus pais se estiver dormindo perto deles do que se estiver dormindo em outro quarto.
 4. Qualquer perigo noturno é reduzido, se a criança tiver um adulto próximo. Crianças e bebês morrem em incêndios  sofrem abuso sexual de parentes em visita, caem da cama, são atacados por animais de estimação, sufocam com vômito e podem ser feridos ou morrer de vários modos que poderiam ser evitados por um pai ou uma mãe próximos.
 5. Em geral se tem a impressão errada de que dormir em família facilita o abuso sexual da criança por um dos pais. Mas a verdade é o oposto. É bem menos provável que os pais que criam profundos laços afetivos com seus filhos permanecendo próximos e disponíveis tanto de noite como de dia, tenham atitudes agressivas de qualquer tipo contra as crianças que eles amam e cuidam. Por outro lado o fato de uma criança dormir sozinha jamais foi uma boa proteção contra um pai ou uma mãe com intenção de abusar sexualmente, e pode mesmo facilitar a manutenção do segredo de um dos pais.
 6. O sono em conjunto também pode evitar a agressão da criança ajudando toda a família a obter o repouso necessário, principalmente quando a criança está sendo amamentada. A criança não precisa sofrer desnecessariamente nem chorar para chamar sua mãe, e a mãe pode amamentar semi-desperta. Toda a família acorda descansada, sem os ressentimentos das noites perturbadas pelo choro do bebê. É mais fácil um pai ou uma mãe exaustos agredirem o filho do que se estiverem descansados e tiverem compartilhado o sono tranqüilo da criança durante toda a noite.
 7. O choro é um sinal que a natureza inventou para perturbar os pais, de modo que as necessidades da criança sejam atendidas. Mas o choro prolongado cria tensão para toda a família. Quanto antes as necessidades do bebê forem atendidas, mais tempo o bebê e toda a família poderão repousar, e mais energia terão no dia seguinte. Uma mãe que dorme junto do bebê pode utilizar as reações instintivas que uma mãe tem ao primeiro soluço de seu filho, e com isso evitar a necessidade de choro forte que é tão desconfortável para o bebê quanto para os outros membros da família.
 8. Um sentimento profundo de amor e confiança costuma se desenvolver entre irmãos que dormem próximos, diminuindo a rivalidade entre os irmãos durante o dia. Irmãos que compartilham tanto a noite quanto o dia têm mais oportunidade de construir um relacionamento profundo e duradouro. Bebês e crianças que são separados de outros membros da família durante o dia (pais que trabalham, irmãos que vão à escola) podem se refazer parcialmente dessas ausências e restabelecer vínculos emocionais importantes passando a noite juntos, além do agradável início de manhã em família que em geral não seria aproveitado em outra situação. É claro que trabalhar em casa e desescolarizar podem reduzir as separações e aprofundar os laços familiares durante o dia, assim como o dormir em conjunto faz à noite.
 9. Pesquisas sobre adultos em coma mostraram que a presença de outra pessoa no quarto melhora significativamente a freqüência e o ritmo dos batimentos do coração e a pressão arterial. Parece razoável supor que crianças e bebês também desfrutem desses benefícios à saúde dormindo com outras pessoas no quarto.
 10. Uma criança que é igualmente cuidada de noite e de dia recebe confirmação constante de amor e apoio, em vez de precisar lidar com medo, raiva e sentimento de abandono noite após noite. Crianças que se sentiram seguras dia e noite ao lado de uma mãe ou de um pai amoroso irão se tornar adultos que lidam melhor com as tensões inevitáveis da vida. Como John Holt assinalou com eloquência  ter o sentimento de amor e segurança no início da vida, em vez de “estragar com mimos” uma criança, é como “dinheiro no banco”: um fundo de confiança, auto-estima e segurança interior a que a criança pode recorrer para enfrentar os desafios da vida.
 Fonte: GVA

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Não quero dormir sozinho - texto de Laura Gutman


Este texto foi traduzido pela maravilhosa Simone de Carvalho, da AMS (Aleitamento Materno Solidário). Convido a todos os leitores que se coloquem por um momento no lugar da criança, e tentem entender as necessidades dos pequenos. Segue o texto...

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É claro que as crianças não querem dormir sozinhas! Não querem, nem precisam. Os bebês que não estão em contato com o corpo de suas mães, experimentam um universo sombrio e vazio que está bem longe do bem-estar que os trouxe a partir do período em que viveram no amor do ventre de suas mães.  Recém-nascidos não estão prontos para um salto para o nada: um lugar sem nenhum movimento, nenhum cheiro, nenhum som, nenhuma sensação de vida. Esta separação do corpo da mãe provoca mais sofrimento do que podemos imaginar e define um contrassenso na relação mãe-filho.

Tudo bem se nós trazemos as crianças para a cama. Nós todos seremos felizes. Você só precisa estar atenta para se certificar de que a criança vai dormir com um sorriso, que a noite é suave e não há nada que possa ser contraproducente, quando não há bem-estar. Infelizmente, as mães jovens estão conscientes da nossa capacidade de compreender os desejos de nossos filhos que estão inconfundivelmente claros. 

Circula socialmente a ideia que satisfazer a necessidade de um bebê os transformam em "mimadas", mas, paradoxalmente, e novamente obter o resultado oposto ao esperado, pois, à medida que dormimos corpo a corpo com nossos bebês, também os tocamos e os apertamos... Eles irão reclamar mais e mais. Considere que o "tempo" para as crianças é visto como um fato doloroso e comovente se a mãe não comparece, ao contrário das experiências no útero, onde cada necessidade foi atendida imediatamente. 

Agora, a espera, dói. Se as crianças têm de esperar muito tempo para encontrar conforto nos braços de sua mãe, se agarram aos peitos vigorosamente, mordendo, ferindo ou chorando, só para terem acesso ao corpo materno. O medo é a principal companhia, porque sabem que a ausência da mãe voltará a qualquer momento para atormentá-los. As crianças têm direito de exigir o contato físico, porque são totalmente dependentes dos cuidados maternos. 

Precisamos ter a consciência do seu estado de fragilidade e sabendo o que todos os bebês saudáveis necessitam ao nascer: exigem cuidados básicos adequados para a sua sobrevivência.

A noite é longa e escura, e nenhuma criança deveria passar por isso sozinha. Por quanto tempo? Até que a criança não necessite mais.

Por Laura Gutman      
Tradução: Simone de Carvalho

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estudo recomenda que bebês durmam com as mães

Meu bebê e eu

Muitos médicos não recomendam que as mães durmam com bebês recém-nascidos, especialmente pelo risco de sufocamento. Mas, de acordo com estudo sul-africano publicado na revista Biological Psychiatry, os bebês que não dormem em contato com a mãe ficam mais estressados e, com isso, o sono também é prejudicado.
Os pesquisadores avaliaram o sono de 16 recém-nascidos com apenas dois dias de vida por uma hora. Parte deles dormiu próxima ao peito da mãe, e outra, no mesmo quarto, mas em um moisés. Os cientistas mediram a variabilidade da frequência cardíaca, que é um método mais eficaz para medir os níveis de estresse.
Segundo Nils Bergman, coautor do estudo, o desejável é que o bebê tenha um sono cíclico e a maioria dos bebês que foram separados da mãe não conseguiram ter esse tipo de sono, pois ficaram estressados durante o período.
Entretanto, a prática precisa ser feita com cautela: só nos Estados Unidos, o sufocamento foi a terceira maior causa de mortes infantis.
De acordo com a Academia Americana de Pediatria (APP), o problema não é ter o contato com a mãe, que é de fato bom para o sono da criança, mas sim as consequências do ato.
A indicação é que as mães que quiserem fazer isso devem pedir ajuda a enfermeiras para aprender como monitorar o bebê durante a noite, para que a passagem de ar da criança não fique obstruída.
Saiba mais aqui

sábado, 27 de agosto de 2011

Mais sobre cama compartilhada!

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Muitos são os questionamentos feitos sobre este método, o de dividir a cama com seu bebê. Já disseram para mim: "Ah, você tem sorte porque acorda sempre!", "Este método não é seguro" , " A criança vai ficar dependente da mãe, não vai largar"e outras coisas. Digo que sorte não é a definição correta! E eu tenho consciência de que tinha que tomar providências com a segurança! Sim, existe itens a serem verificados para você garantir a segurança ao utilizar este método, que trás muitos benefícios à família! Filhos SÃO DEPENDENTES do pai e da mãe, não importa o que digam, os estudos estão ai para mostrar que o bebê se sente SEGURO perto da mãe. Então não entendo a insistência com esta falsa afirmativa, e que na minha opinião é uma maldade afastar a criança, e deixá-la solta em qualquer lugar que seja! Meu filho saiu da nossa cama com 2 anos e pouco, sem traumas, porque não forçamos nem impomos nada. Simplesmente demos a ele a chance de perceber como é bacana dormir na própria cama. PRONTO, foi o suficiente para ele ir dormir no quarto dele. Minha filha de 20 meses, vê o irmão dormindo na cama dele e já dá sinal de que quer a dela..se vamos forçar o processo?? PRA QUE FORÇAR!!
Mas alerto que este método não é para todas as famílias. O natural é a mãe acordar sim, é instinto! E o bebê deve ficar ao lado da mãe, não entre os pais, pois o pai não acorda! Mas vou deixar um texto da Dra. Andréia Mortensen, que explica vários pontos deste método, que para mim e minha família só trouxe benefícios!


NORMAS GERAIS DE SEGURANÇA PARA A CAMA COMPARTILHADA

 

Através de meu livro, SOLUÇÃO PARA NOITES SEM CHORO, é evidente que todos os nossos quatro bebês foram muito bem-vindos em nossa cama familiar. Eu e meu marido Robert temos permitido que nossas crianças dividam nossa cama e nossos filhos, da mesma forma, têm apreciado dividir a cama com os irmãos. Importância crucial, no entanto, é o fato de termos seguido religiosamente todas as recomendações de segurança conhecidas para compartilhar o sono com nossos bebês.
A segurança para trazer um bebê para uma cama de adulto tem sido assunto de muito debate na sociedade moderna, especialmente recentemente. Em 1999 a Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor nos Estados Unidos (CONSUMER PRODUCT SAFETY COMISSION – CPSC), anunciou uma recomendação contra a prática da cama compartilhada com um bebê de idade inferior a dois anos. Todavia, pesquisas de opinião pública demonstram que aproximadamente 70% dos pais efetivamente dividem o sono com seus bebês durante parte da noite ou durante toda a noite. A maioria dos pais que escolhem compartilhar a cama está avidamente comprometida com a prática e encontram muitos benefícios nela.
A recomendação da CPSC é controvertida e têm agitado debates acalorados entre pais, médicos e especialistas em desenvolvimento da infância sobre a acuidade e propriedade desta recomendação; muitos especialistas acreditam que a questão demanda mais pesquisa. Enquanto isso é muito importante você pesquisar todos os pontos de vista e fazer a decisão correta para sua família. E lembre-se: mesmo que você decida-se contra dormir com sua criança você poderá aguardar para dividir o sono com o bebê mais velho, se assim se ajustar a sua família.
A lista de segurança a seguir, bem como muitas referências à cama compartilhada feitas em meu livro e no site da internet, são fornecidas por estes pais que pesquisaram este assunto e têm feito uma escolha instruída a favor da cama compartilhada com seus bebês. Aonde quer que você escolha para seu bebê dormir as sonecas do dia ou o sono da noite, por favor, preste muita atenção às recomendações de segurança e precaução a seguir:
- Sua cama deve ser absolutamente segura para seu bebê. A melhor escolha é colocar o colchão no chão, com a certeza de não existir nenhum vão onde seu bebê possa ficar preso. Tenha certeza de ter um colchão plano, firme e liso. Não permita que seu bebê durma em uma superfície macia, tal como cama d´água, sofá, colchões com a parte superior almofadada, poltronas em formato de “pufe” do tipo que se moldam ao corpo, ou qualquer outro móvel com estrutura flexível que possa ceder.
- Tenha certeza de ter lençóis sob medida, que permaneçam seguramente ajustados e não se soltem em caso de puxados.
- Se sua cama for elevada do chão utilize uma grade de segurança de estrutura entrelaçada para prevenir seu bebê de rolar para fora da cama e seja especialmente cuidadosa acerca de não existir nenhum espaço entre o colchão e a guarda da cabeceira da cama ou a guarda dos pés da cama.
OBSERVAÇÃO: Algumas grades de segurança projetadas para crianças mais velhas não são seguras para bebês porque possuem espaços em sua estrutura que possibilitam a passagem de pequenos corpos ou que estes fiquem presos nelas.
- Se sua cama é posicionada contra uma parede ou outro móvel verifique-a toda noite para ter certeza de que não existe nenhum espaço entre o colchão e a parede ou o móvel aonde o bebê possa ficar preso.
- A criança deve ser colocada entre a mãe e a parede ou a grade de proteção. O pai, irmãos, avós e babás não possuem a mesma consciência instintiva da localização do bebê como sua mãe. Mães: prestem atenção a sua sensibilidade pessoal ao bebê. O seu pequeno deve ser capaz de acordá-la através de um barulho ou movimento mínimo – normalmente até mesmo uma fungada ou ronco é suficiente. Se você descobrir que dorme tão profundamente que somente acorda quando seu bebê emite um choro alto, considere seriamente mudar o bebê para fora de sua cama, talvez para um berço próximo ou ao lado de sua cama.
- Utilize um colchão bem grande para fornecer amplitude de espaço e conforto para todos.
- Considere a possibilidade de uma arrumação de “cama acoplada”, aonde o berço ou segunda cama posiciona-se diretamente ao lado da cama principal.
- Tenha certeza de que o quarto aonde seu bebê dorme e todos os outros quartos a que ele possa ter acesso é a prova de crianças. (Imagine seu bebê engatinhando para fora da cama enquanto você dorme, para explorar a casa. Mesmo que ele não tenha feito isso - AINDA - você pode ter certeza de que eventualmente ele irá fazê-lo).
- Não durma com seu bebê se você tiver bebido álcool, se tiver usado qualquer droga ou medicação, se você em especial costuma dormir profundamente ou se está sofrendo privação de seu sono e acha difícil acordar-se.
- Não durma com seu bebê se você for uma pessoa grande, uma vez que um pai acima do peso constitui-se em risco provado para bebê, na situação da cama compartilhada. Não posso especificar uma tabela de correlação peso/bebê. Se o bebê rolar em sua direção, se existir inclinação ou depressão grande no colchão ou se você suspeita de qualquer outra situação de perigo, aja com segurança e acomode o bebê em um berço ou cama menor ao lado de sua cama.
- Remova todas as almofadas e cobertores durante os primeiros meses. Utilize extrema precaução quando introduzir almofadas ou cobertores, a medida que sei bebê fique maior. Vista o bebê e vocês de forma aquecida para dormir. (Uma dica para mamães que amamentam: como camiseta de baixo e para manter-se mais aquecida, vista uma camiseta comum ou de gola role antiga cortada pelo meio em direção à linha do decote). Tenha em mente que o calor do corpo aumenta o aquecimento durante a noite. Tenha certeza que seu bebê não ficará superaquecido.
- Não vista roupas de dormir com cordões ou fitas compridas. Não use jóia e se seu cabelo for longo, prenda-o para cima.
- Não utilize perfumes ou loções de aromas fortes que possam afetar os sentidos delicados de seu bebê.
- Não permita animais de estimação dormindo na cama com seu bebê.
- Nunca deixe seu bebê sozinho em uma cama de adulto a não ser que esta cama seja perfeitamente segura para ele, tal como um colchão firme no chão de um quarto a prova de criança, e somente quando você estiver por perto ou atenta, escutando o bebê através de um monitor (babá-eletrônica) confiável.
- Até a edição deste livro nenhum aparelho foi criado para uso comprovadamente seguro na proteção do bebê em uma cama de adulto. No entanto, uma quantidade de novas invenções está começando a surgir em catálogos e lojas de artigos para bebês, em resposta ao grande número de pais que desejam dormir de forma segura com seus bebês. Você pode querer verificar alguns produtos tais como redes, calços, berços, prendedores de lençóis etc.

Fonte http://www.pantley.com/elizabeth/books/0071381392.php?nid=169&isbn=0071381392

Texto enviado por Andréia Mortensen
Traduzido por Liana Lara


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cama compartilhada...

Então resolvi fazer este post, por ter surgido a dúvida se realmente beneficia a criança, se atrapalha a intimidade do casal, riscos, etc. Vou falar aqui da minha experiência e, vou dizer porque acho fundamental, usar a cama compartilhada!
Quando meu menino nasceu, o berço ficou no nosso quarto (até porque só tínhamos um mesmo), e ficava do lado da cama. Até o 3-4° mês de vida, ele dormia sozinho, com os rolinhos e os protetores de berço, por 8 horas seguidas!! Eu, claro que acordava, pois achava que estava morto, imagina um bebê tão pequeno dormir tanto, pensava eu...coisa de mãe de 1ª viagem, hehehe. No 4° mês, ele começou a acordar para mamar, e era a cada 30 minutos, 15 minutos até. Eu estava exausta!! Sem saber da cama compartilhada, coloquei meu filho a dormir na cama, com meu marido e eu. Que maravilha!! Bê quando queria mamar, se mexia um pouco e eu, já sabia. Desta forma ele dormia mais, pois estava comigo, e consequentemente, eu também! Ah, mas e a intimidade de vocês? Gente, existe a sala, o banheiro, a mesa da cozinha... quer melhor coisa que essa... muitos reclamam de variedade, não é?!
Voltando... quando Bê estava com quase dois anos, senti que era hora de colocá-lo na própria cama ( já tínhamos mais um quarto), Bê mostrava interesse também. Começamos a colocá-lo no berço, mas logo em seguida na caminha intermediária, era mais seguro! Ficamos nessa, coloca na cama, conta história, por 4 meses, até que ele começou a gostar. Quem disse que ter filhos é mole!Em seguida engravidei da Sosô, e pensei em ver se ela ficaria no berço depois que nasceu, e que nem o mano...NADA! Depois de 1 mês me desgastando (eram dois bebês agora), e maltratando minha nenêm, coloquei ela comigo. Que maravilha!! Eu dormia mais e ela também. Ela esta com 1 ano e 4 meses, daqui a pouco ira para caminha dela também! Na minha opinião, bebês devem ser amamentados, carregados em slings e se possível, devem dormir com os pais até os 2 anos, onde é visível (que tem filhos sabe) um amadurecimento da criança, eles mudam nesta faixa de idade. Mas é a minha opinião, embasada na minha experiência, com os informações valiosas de especialistas e valorizo bastante o que vivi e vivo, pois sigo os meus instintos e, me coloco no lugar da criança!
 Ai vocês vão me dizer: "A mas o teu menino deve ser um grude, não faz nada sozinho!". Meu filho começou a ir no penico, com quase dois anos e com 2 anos e 4 meses, não usava fralda de dia, antes dos 3 não usava a da noite, porque respeitamos o tempo dele nesta situação e, o interesse, a curiosidade dele em sair das fraldas! Já sabe tomar banho, sem ajuda. E também sabe se limpar depois do cocô! Já foi dormir na casa do amiguinho! E ele tem 4 anos! E por que? Porque respeitamos a curiosidade dele, a necessidade dele! E a a nossa intimidade? Meu marido e eu concordamos que o sofá é ótimo, o chão, o box com uma ducha morninha, a parede....a gente, por favor! INVENTEM!
Vou deixar um artigo, disponibilizado e traduzido, pela Dra.Andréia Mortensen: 


O jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada

Quando dormem juntos, a mãe, ainda sonolenta, precisa auxiliar o bebê a adormecer no meio da noite após uma mamada. Mas os hormonios tranquilizantes liberados na mãe e bebê na amamentação ajudam a mãe a voltar a dormir (quem não se lembra de sentir relaxada e sonolenta após uma sessão de amamentação né?)
Ou seja, quando se dorme com o bebê geralmente não existem acordadas totais com muito choro, não existe aumento na adrenalina, tentativas de ficar acordado enquanto o bebê mama, tentativas de colocar o bebê que tava quentinho nos braços da mamães de volta no berço gelado (promovendo mais adrenalina nessa transferência de local e mais choro) e então tentar adormecer novamente, já temendo a proxima chamada para proxima mamada.

Hormonios do stress são presentes em niveis mais baixos em mães e bebês que dormem juntos, especificamente o balanço do hormonio CORTISOL, cujo controle é essencial para crescimento saudavel do bebê.

Em estudos com animais, bebês que permaneceram juntos às suas mães tinha maiores níveis de hormonios do crescimento e enzimas necessaries para crescimento do coração e cérebro (Butler, S.R., et al., "Maternal behavior as a regulator of polyamine biosynthesis in brain and heart of developing rat pups", Science, 1978, p 445-447; Kuhn, C.M., et al., "Selective depression of serum growth hormone during maternal deprivation in rat pups", Science, 1978, p. 1035-1036).
Vários estudos mostram que a fisiologia de bebês que dormem com suas mães é mais estável, incluindo temperatura, regulação de ritmos cardíacos e menos pauses em respiração que bebês que dormem sozinhos (Field, T., Touch in early development, N.J.: Lawrence Earlbaum and Assoc., 1995; Reite, M. and J.P. Capitanio, "On the nature of social separation and social attachment", The psychobiology of attachment and separation, New York: Academic Press, 1985, p. 228-238).

Dois dos maiores responsaveis desse coquetel hormonal são Ocitocina , o hormonio das ligações de afeto- tb conhecido como “hormonio do amor”, e prolactina um hormonio critico para iniciação da lactação que é chamado frequentemente de “hormonio da maternidade”. Ocitocina está envolvida em seja qual face do amor considerarmos- é liberada durante o sexo e tb foi relacionada evocar comportamento maternal se injetado em cérebros de ratas virgens.

Ocitocina sozinha é parte de um balanço hormonal complexo. Um aumento repentino de ocitocina dá motivação ao amor que pode ser direcionado em caminhos diferentes, e por isso existem diferentes tipos de amor (por exemplo, com alto nível de prolactina esse desejo é direcionado aos bebês).

Quando mulheres amamentam, por exemplo, elas recebem altas doces de ocitocina – que estimula reflexo de ejeção do leite e prolactina, que tem um efeito calmante na mãe quando amamenta. Endorfinas, os hormonios do prazer e superioridade tb são liberados durante amamentação e encorajam a mãe a repetir a experiencia de amamentar. Então endorfinas são transferidas do leite materno para o bebê, dando-lhe um senso de contentamento enquanto amamenta. Considerando que níves de prolactina são os maiores durante a noite, faz sentido considerar a proximidade com seu bebê à noite um fator importante na elevação e sentimentos de amor que a mãe sente por seu bebê. Talvez, sem a pressão de ensinar os bebês a dormirem a noite toda o quanto antes, mães poderiam apreciar as mamadas noturnas como uma oportunidade extra de ligação com seus bebês.
Observação: Como citado, a prolactina (hormônio responsável pela produção do leite) é mais produzida durante as mamadas noturnas.
Portanto, é mais do que importante manter e incentivar essa rotina de amamentar nas madrugadas para elevar a produção desse hormônio.
Bebês que são levados a dormir a noite toda desde cedo correm o risco de serem desmamados antes do tempo.
Para mães que curtem dividirem as camas com seus bebês, as pesquisas afirmam- toque e proximidade são elementos essenciais no apego entre vocês, o status hormonal que aumenta o apego é mais efetivo durante as mamadas noturnas, amamentação é mais sucessiva e continuada quando mães e bebês dormem juntos (McKenna JJ, Why babies should never sleep alone: a review of the co-sleeping controversy in relation to SIDS, bedsharing and breast feeding, Paediatr Respir Rev. 2005 Jun;6(2):134-52; McKenna JJ, Mosko SS, Richard CA. Bedsharing promotes breastfeeding. Pediatrics. 1997 Aug;100(2 Pt 1):214-9; Mosko S, Richard C, McKenna J, Drummond S, Mukai D.; Mosko S, Richard C, McKenna J. Maternal sleep and arousals during bedsharing with infants. Sleep. 1997 Feb;20(2):142-50.)

Se, mesmo com todas evidencias, ainda encontra criticismo à sua escolha (por exemplo, ouve comentarios como “ele nunca sairá de tua cama!”), acredite, seus filhos sairão de tua cama!!!
Mas lembre-se que quando entrarem na faculdade, podem muito bem estar dormindo com outra pessoa! 

Fonte: http://camacompartilhada.multiply.com/journal/item/14
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