Mostrando postagens com marcador relato de parto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relato de parto. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Relato de parto da Melissa

O Grande Dia...

Bem, meu parto começou a ser planejado antes mesmo da gravidez... Na verdade, nunca havia parado pra pensar seriamente sobre o assunto, até que minha irmã Clarissa teve sua primeira filha por parto normal (com direito a episiotomia, ocitocina, posição ginecológica e por aí vai...) na época isso nos pareceu bom, porém ela sentiu que havia algo errado e que poderia ter outra forma de nascer melhor. O seu segundo filho, nosso Kaio, nasceu de um parto natural, sem nenhuma intervenção médica, uma benção! Após muita pesquisa e informação ela me trouxe o conceito de parto humanizado (que na minha cabeça só poderia ser através do parto vaginal). Fui atrás e descobri que a humanização diz respeito à forma de nascer e não quanto à via de nascimento em si. Depois de quase 2 anos de tentativas tive finalmente meu “positivo” nas mãos! Então começou a saga... Minha GO estava de licença maternidade, consegui consulta com a Dra Ana Codesso (uma das poucas disposta a esperar por um trabalho de parto sem intervenções) pra dali 4 meses, enquanto isso, fui acompanhando com outra GO, que após a primeira glicemia em jejum me encaminhou para uma endócrino, que por sua vez me diagnosticou com diabetes gestacional...( Aliás, muito questionável por mim e pela Dra Ana posteriormente) mas fui acompanhando. Pronto! A primeira coisa que escutei foi: “se teu bebê não nascer até 39 semanas terá que fazer cesárea”... Por um momento meu mundo parou... Mas voltou a girar quando na primeira consulta a Dra Ana me disse: “faremos uma cesárea se houver indicação... E diabetes não é uma delas!”. Então agora era me preparar pro grande dia, conheci a Doula Analu (novamente minha irmã me orientou) que me apoiou em todo o processo e foi fundamental pro meu desfecho. A gravidez foi tranquila, fiz uso de insulina, com 29 semanas tive algumas contrações doloridas que cessaram com uns dias de repouso... Alguma coisa me dizia que ela viria um pouquinho antes... Minha data prevista era 20/07/15 (quando questionada eu sempre dizia: pode ser 2 semanas antes ou depois, justamente pra evitar aquele tipo de perguntas: mas vai esperar? E se passar da hora?). Então, com 34 semanas eu tinha uma leve dor em baixo ventre e 1 dedo de dilatação, fiquei feliz, aquele papo de que mulher não dilata não ia rolar comigo! Parei de trabalhar e fui orientada a fazer repouso (o que não segui bem a risca), me sentia bem, fomos viajar e caminhei um pouco além da conta, então com 36 semanas e 2 dias, no dia de São João, em 24/06/2015, as 02:45 h, senti um líquido escorrer e pensei: não to segurando o xixi... ao ir no banheiro vi que não era urina e sim líquido amniótico! Chamei meu marido do banheiro com “amor minha bolsa estourou”, em 1 segundo ele estava na porta do banheiro sorrindo e disse” é hoje que nós vamos conhecer a Lavínia”. Me bateu um misto de medo e alegria, afinal, ainda faltava quase um mês! Era uma madrugada fria, tomei um banho e voltamos pra cama (sim! Voltamos pra cama, só me restava esperar as contrações antes de acordar médica, doula, vovó, dindas). As 05:35 veio a primeira... Durou poucos segundos e não era aquela dor que eu imaginava... As 06:05 veio outra, pensei: mas de 30 em 30 já... Liguei pra médica que me disse: menininha com 36 semanas quando o trabalho de parto engrenar vem, fica tranquila que ela está pronta! Então avisamos a doula e ligamos pra vovó e dindas! Doula Analu chegou aqui em casa por volta das 09:00 (ainda estava de 30 em 30, sem ritmo certo, sem doer muito), após 2 horas de massagens, exercício na bola e orações, minhas contrações foram pra de 15/15 e 10/10 e 7/7 quase como um milagre, liguei pra Dra Ana que disse: pode ir pro hospital que estou indo. Saí de casa com contrações de 4/4, não acreditava que estava indo tão rápido assim, no carro elas passaram pra de 1/1 minuto e achei que ia parir ali mesmo. Analu me deu muita força, segurava minha mão e me tranquilizava dizendo que ia dar tempo... Não lembro de ter escutado a voz do Gui durante todo o caminho, só me lembro do trânsito... E da dor! Quando chegamos no hospital (as 11:50h, enquanto o Guilherme foi estacionar e fazer a papelada eu fui encaminhada ao CO. Eu já não conseguia caminhar, minha roupa estava molhada e eu gritava a cada contração, não conseguia mais controlar a dor... Me entreguei de vez). Nunca vou esquecer a forma como fui recebida por minha médica... Passou a mão no meu rosto, beijou minha testa, e disse: vamos conhecer teu bebê, pode gritar se tiver dor, esse é o teu momento. Lembro de alguém da equipe perguntando se o acompanhante seria a doula ou o marido (sim! Só é permitido um acompanhante – o plano era a doula e perto da hora de nascer o Gui entraria). Após o exame físico a médica falou: dilatação completa, faz força que ela vem! Pedi pra chamarem o Guilherme e fiquei com medo que ele não chegasse a tempo. Então a dor parou, uma das técnicas perguntou se eu tinha recebido analgesia... Eu não queria intervenções a menos que necessário. Nunca me senti tão abençoada na vida... Como meu trabalho de parto evoluiu tão rápido? Por alguns instantes eu achei que não ia conseguir mas o Gui me disse: faz força amor já estou vendo os cabelinhos... Então as 13:10h a Lavínia nasceu... Perfeita, chorando a plenos pulmões. Veio direto pro meu colo, com os olhinhos arregalados e com a mãozinha segurando minha camisola!! Eu chorava e agradecia, ficamos assim até o cordão parar de pulsar, então foi cortado pelo pai! Após uns 30 minutos levaram ela para os “procedimentos”, só pedi que ela não recebesse o banho, e assim foi, minha filha ficou com o vérnix por 24 horas e por isso não fez hipoglicemia nem precisou de suplemento.. Senti o cheiro do meu líquido amniótico por 24 horas ao cheirá-la! Me senti poderosa, uma fêmea com seu filhote, simples assim! 






segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Relato de parto domiciliar da Analu e nascimento do Joaquim

Colocar as primeiras palavras sobre um evento que mudou minha vida totalmente, é emocionante demais. Colocar cada palavra aqui vai ser um misto de alegria e saudade, mas também lembranças tristes e de superação. Vou começar pelo comecinho, quando vi as 2 listras no teste de farmácia e minha vida deu uma guinada de 180 graus. Fiquei radiante ao ver o positivo pois estava saindo de um luto, uma perda de 7 meses. Na verdade engravidei na época que estaria parindo meu outro filho, a emoção bateu forte. Logo fizemos uma ecografia e la estava o embriãozinho de +/- 6 semanas, e tudo estava indo bem. Não sei bem em que momento me perdi... cai em depressão profunda (ai já começavam os ensinamentos que eu tinha que aprender, profundos e transformadores), foram dias tristes, de muito sofrimento e aprendizado, mas por causa do amor da minha família e apoio de amigos, fui conseguindo sair aos poucos dessa. Logo tudo se normalizou, a felicidade e amor imperavam em minha casa.Os manos eram só alegria e entusiasmo, loucos para conhecer o irmão!

Assim que foi possível voltei a praticar Yoga e assim foi quase toda a gestação. A prática me acalmava, me dava equilíbrio e tranquilidade, e me fez adquirir um pouco mais de autoconhecimento. Fui fundamental na minha gestação.


Depois de muito pensar, avaliar as opções que tínhamos, tomamos nossa decisão quanto a equipe. Começamos o pré natal com o obstetra Ricardo Jones e com a enfermeira Neusa Jones, ambos se mostraram muito atenciosos e logo falamos de nossa intensão de realizar o parto em casa. Dados os valores, saímos de lá decididos a levantar este dinheiro. Minha doula já estava eleita desde a gestação anterior, seria minha amiga querida Juliana Pena, a qual temos uma relação muito sincera, verdadeira. 

Cheguei em casa depois da consulta pensando em várias formas de juntar a grana. Comecei a tentar vender meus produtos mais e mais. Tive a ideia da vakinha com doações espontâneas a causa, fiz 2 rifas, tive ajuda de amigas com mais rifas e promoções. Embora com muitas pessoas ajudando, e eu economizando daqui e dali, não teria conseguido a grana sem a ajuda de pessoas mais que especiais e que AGRADEÇO ETERNAMENTE! Vocês moram no meu coração! TODOS que nos auxiliaram de alguma forma são muito especiais para mim!

Em novembro decidi fazer o Chá de Bençãos do Joaquim. Convidei minhas "douladas" queridas e amigas com seus companheiros, além de é claro, minha doula. A energia do dia era maravilhosa, me senti mimada, paparicada e amada por todos. Depois Juliana, minha doula fez um ritualzinho, onde cada pessoa abençoava a mim e ao Kim. Foi emocionante demais. Depois todas as mulheres fizeram um circulo em minha volta, depositando toda energia ancestral. Realmente foi um dia maravilhoso!

Circulo de mulheres

Depois do comecinho difícil, o final foi um pouco angustiante e triste devido meu marido ter ido trabalhar em outra cidade por 3 meses (mesmo ele viajando para casa todos os dias, mal nos falávamos e o estresse era grande, pouco conseguíamos nos conectar), além das reformas que apareceram de última hora e que deveriam ser feitas. E tinha o calor aqui do Sul de 50 graus que tornavam os dias cansativos e desgastantes. Mas vamos lá! Tínhamos que seguir e me obriguei a me acalmar e concentrar na chegada do pequeno, no meio de toda a bagunça. E assim coloquei uma rotina de ouvir musicas que me tocavam a alma, dançar muito, rebolar na bola, ler partos, ver partos, meditar, me recolher em mim mesma, me ouvir... Meu marido e eu fizemos uma aula de Yoga juntos para resgatar nossa intimidade, nossa conexão e foi uma delicia.

Yoga




Nas consultas com Ric e Zeza tudo corria bem e se encaminhava tranquilamente! Com 36 semanas, na Lua Cheia, senti muitas contrações, cheguei a pensar que Joaquim viria ali (até a avisei minha doula e meu obstetra), e meus planos de parir em casa iriam por terra (parto domiciliar a partir de 38 semanas disse meu obstetra, senão seria no hospital), mas não passou de um ensaio do pequeno e tudo se acalmou depois. Quando estava com 39 semanas comecei a sentir contrações novamente. Elas vinham a cada 2 – 1 hora, e as vezes menos. Mas eu tinha colocado na minha cabeça que até resolver tudo, reforma, marido e calor, eu não iria parir. Queria estar segura e tranquila. E assim foi, depois que a reforma acabou, meu marido não precisava mais ir a outra cidade, e o calor tava dando uma trégua (continuava quente, mas já dava pra ficar na rua) as contrações começaram a vir a cada 1 hora, baixando para 30 minutos.

Fazendo um bolinho delicia!

Bê extravasando a ansiedade

Nós!

Fiquei assim por 10 dias, em pródromos, me preparando. Dia 17 de fevereiro, começou a sair o tampão, comemorei!! Fui fazer um bolo com minha filha Sofia, enquanto Bê comemorava no xbox, rs, e depois tirei fotinhos da barriga me despedindo. No dia 18 recebo a notícia da minha doula de que uma amiga minha, Andrea (que também tinha como equipe Zeza, Ric e Ju) estava em trabalho de parto! Eu vibrei de alegria por ela, tínhamos DPPs perto e tínhamos medo de entrar juntas em trabalho de parto, mas o Universo trabalha por meios incríveis, é sábio!

O tampão...

Dia 19 pela manhã saiu o resto do tampão, e eu fiquei aguardando, ansiosa, notícias da Andrea, como ela estava, se já havia parido. Meu cachorro Marley ficou grudado em mim o tempo todo, sabendo o que viria. E neste mesmo dia, na hora do nosso cafezão noturno, as contrações que já estavam a cada 30 minutos, diminuíram de intervalo e ficaram mais doloridas. Então, Ju me avisou por mensagem que Andréa havia parido e que estava indo para casa descansar, e que se mudasse algo que eu a avisasse. Parecia que era só isso que faltava para Joaquim decidir vir de uma vez. Sincronia perfeita! 

Cada contração vinha dolorida e o intervalo estava entre 20- 15 minutos, as vezes menos. Fiquei com pena de avisar minha doula que arressem havia chegado em casa, mas meu marido pensou que fosse melhor e avisou. E eu fui tomar um banho demorado e barulhento, vocalizando e me agachando muito. Meus filhos, Bernardo e Sofia, não conseguiam dormir devido os mantras da mamãe, rs, mas depois de um tempinho caíram no sono. Não consigo colocar horários aqui, mas creio que já era perto das 23 hs. Meu marido foi organizando as coisas, arrumando o quarto, inflando a banheira e esquentando a água. Ele estava entusiasmado, e se eu tinha dúvidas que o parto ia engrenar dessa vez, ele tinha certeza!

Meu altar!

Meu cantinho pronto!



 Me lembro de estar no chuveiro quando minha doula chegou. E depois de um tempo sai do chuveiro e fui para o quarto, que estava lindo com rosas vermelhas e a meia luz, a banheira já inflada e meu marido enchendo ela. Me perdi no tempo, me perdi em mim mesma... Cada contração era uma alegria! Poder viver o trabalho de parto na minha casa me deixava em paz, segura! Fui, me soltei, me despi, me entreguei aquele momento como nunca imaginei que conseguiria fazer.  Meu quarto vibrava AMOR e PAZ. Senti a presença de todas mulheres, minhas ancestrais ali, foi mágico, poderoso! Chamava meu filho em vários momentos, me lembro do meu marido em alguns momentos comigo, de mãos dadas, em outros minha doula me massageando, me oferecendo florais, me dando conforto, me lembrando que eu estava muito bem ... 

Apoio, carinho...

Mãos maravilhosas e água relaxante...


Me lembro em um momento que comecei a sentir vontade de fazer cocô, uma pressão e pensei “esta próximo!” ...Viveria mil vezes, mil vezes este momento, tudo igual, sem mudar nada ... Não sei quando, Ricardo e Zeza foram avisados, e ouvi que eles estavam chegando. Pela primeira vez temi, pensei “ e se eu não estivesse tão avançada, e se estivesse no começo ainda, e se eu travasse?”. Neste momento senti que as contrações aumentaram de intensidade, estavam diferentes, mas não tinha me dado conta do porquê.

Ric e Zeza chegam ... 9 cm!                                 

Fui para a banheira, sai da banheira, e nada estava bom. Claro que passou pela cabeça que uma analgesia naquele momento seria uma boa, rs, mas sabia que logo acabaria. Bateu o momento desespero “o que faço? Pra onde corro? Que posição?” e então Ric e Zeza chegam. Falei qualquer coisa do tipo "Ai Zeza, não consigo" ou "não estou aguentando" e ela me encoraja dizendo palavras de apoio. Ric pede para eu deitar , escuta o coraçãozinho do Joaquim (batia vigorosamente) e então ocorre o primeiro e único exame de toque.... 9 cm!!! Um rebordinho só! Por isso a sensação de perdida, por isso as contrações mudaram. Eu estava no expulsivo! Zeza  junto com a Juliana me apoiavam e encorajavam. Soube que Ric estava lá, porque ele as vezes falava algo, se não nem ia me lembrar dele ali, rs (O Homem de Vidro). Mas ele já estava filmando e fotografando tudinho! Fui para a bola, depois sentei na banqueta de parto, e ali percebi que Joaquim estava descendo. As contrações eram muito intensas, mas eu vocalizava, não tinha como não faze-lo. Decidi ir para a piscina e lá fiquei.


Joaquim estava descendo...

Água, ótimo para diminuir o desconforto!

Cada contração era mais um pouco perto do meu filho. Nisso já estávamos com o Sol raiando, trazendo boas novas. Meus filhos acordaram, foram me ver e ficaram quietinhos na sala assistindo TV, aguardando o maninho chegar. E depois de mais ou menos 1 hora, coloco a mão e sinto os cabelos do Kim... Não acreditei, ele realmente estava chegando. Meu marido já estava na piscina me segurando por trás. Juliana ao meu lado segurando minha mão! Aquela mão...como me marcou, como me fortaleceu a energia da Ju naquele momento. Me lembro que em um momento ela soltou minha mão e eu imediatamente a chamei de volta, era como se uma conexão tivesse se desfeito, como se eu recebesse energia através das mãos da minha doula. Foi muito interessante sentir isso. E tenho certeza que nossas ancestrais estavam através dela me dando a energia que tanto precisava!

As contrações que vinham agora eram poderosas, fortes, doloridas, e eu era só um instrumento de passagem do meu bebê, força eu nem fazia, era somente o poder das contrações ali. Senti a cabeça coroando, aos poucos abrindo passagem, a ardência era grande, até que a cabeça saiu... Nem acreditei! Momentos depois mais uma contração poderosa, e pensei “será que eu serei boa mãe para esta criança?” e ai sai o corpinho do Kim com força para a água, direto para as mãos da minha parteira querida. Agarrei minha cria não acreditando que ele estava ali, nos meus braços, dando um chorinho gostoso. A emoção era grande, Bê e Fifi vieram conhecer o maninho, deslumbrados! Escuto meu marido e doula chorando, emocionados. Papai fazia uns carinhos no filhote. E ali na água ficamos um tempinho nos namorando, nos reconhecendo... Meu corpo todo vibrava, era como se eu estivesse em um mundo paralelo, perfeito, ideal! A dúvida se dissipou da minha mente, era para ser assim, para estarmos todos ali, eu era a MÃE daquela criança. Nós teríamos nossas batalhas para enfrentar, mas seria assim, juntos, com Fé e força.

Bebê coroando...
Em meus braços... Meu presentinho!

Perfeito!

Maninhos babando
Depois fui para a cama e a placenta nasceu logo em seguida. Joaquim ficou ainda um tempinho ligado a ela para depois o papai cortar o cordão, que  estava limpinho! Todo sangue estava com seu dono. Agradeci a árvore da vida por ter nutrido meu filho por 41 semanas e 1 dia. Zeza teve que dar uns pontinhos na laceração que tive. Fiquei um pouco chateada, mas depois aceitei. Depois tivemos a deliciosa surpresa, o mocinho havia nascido com 4140 gramas e 53 cm, enorme!!! Kim quis mamar depois de um tempinho e mamou bastante. Então avisamos a vovó Maria que veio correndo ver o neto recém nascido, estava babando e feliz por tudo ter dado certo.

Papai desligando Kim da placenta

Árvore da Vida

Mamando

Vovó corujando
Com tudo calmo Ric e Zeza se despediram e foram atender outro parto. A fome bateu e pedi para Ju fazer uma batida nutritiva para mim, que estava muito gostosa. Joaquim caiu no sono gostoso. Mais tarde Ju também se despede e ficamos nós 5 lá, juntinhos, o amor estava no ar embriagando a todos. Quando me senti capaz fui tomar um banho revigorante e fiquei pensando em tudo que tinha acontecido. Era real, o sonho aconteceu!

Equipe maravilhosa, fundamental!

Juliana, nossa doula amada!

Até hoje, 7 meses depois, me lembro da atmosfera da minha casa, do que senti, do que vivi! Sou grata ao Universo por ter tido a oportunidade de viver um parto pleno, respeitoso e amoroso. Desejo tudo o que vivi a todas as mulheres. Parir é lindo, transformador, embriagante. E tudo que estou vivendo hoje é fruto deste momento, e me foi dada a oportunidade de fazer transformações internas profundas, para me tornar um Ser pleno, mais feliz e mais capaz.

Nossos 3 anjos!
  
AMOR!!!!

Gratidão Roberto por estar ao meu lado, sempre tendo da minha capacidade ancestral de parir, e por me dar tanta segurança neste momento. TE AMO demais!!

Gratidão a minha mãe por me incentivar e apoiar nas dificuldades, e por acreditar na minha minha capacidade e na capacidade de todas as mulheres de parir.

Gratidão aos meus filhotes por estarem comigo na chegada do irmão e me darem tanto amor.

Gratidão a minha doula querida que sempre acreditou que minha capacidade de parir era nata e que meu filho nasceria sim em casa, do jeito que eu sonhava! Gratidão por ser esta ponte de ligação com minhas ancestrais! Te amo minha irmã!

Gratidão a Zeza pelas suas mãos e energia e Ric por ser de vidro me deixando a vontade, vocês foram essenciais para que tudo terminasse com segurança.

Gratidão à todos vocês que me ajudaram a concretizar este sonho, seja com as doações ou com as palavras de apoio e incentivo.

Quem quiser assistir a esta história, deixo o vídeo que construí com fotos tiradas pelo meu marido, pela minha doula, e com fotos e vídeo do meu obstetra de "vidro" Ricardo Jones!


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Relato do parto natural da Raquel pela doula

Raquel e eu nos conhecemos através de nossa querida instrutora de yoga, a Ana Mello. Marcamos de nos encontrar na casa dela para conversarmos e, desde aquele momento eu era a doula dela. O tempo estava apertado, pois Raquel já estava entrando no 9º mês e Daniel mostrando que queria vir! Nos encontramos mais algumas vezes e conversamos, e assim nos preparamos tudo o que foi possível. Logo Raquel recebeu instruções da Dra. Ana Claudia para ficar de repouso e ela assim o fez, pois ela queria que ele viesse depois das 38 semanas.

Assim foi, Daniel se comportou direitinho, e no dia 08 de novembro de 2013 a bolsa estourou bem no meio da aula de Yoga. A Ana Mello me ligou avisando e pedi que dissesse a Raquel para ir para casa que eu estava indo também. Um tempinho depois com a Raquel já em casa, começaram as contrações constantes e intensas. Ela já esta com colo bem apagado e com pouca dilatação, então não quis esperar muito em casa, já que íamos pegar estrada de Gravataí a Porto Alegre.

No carro, em cada contração, Raquel respirava e deixava fluir. Quando chegamos ao hospital Dra Ana já estava lá, a avaliou e a dilatação estava completa! Agora era colocar esse anjinho pra fora. Aos poucos Raquel foi se sentindo, se entregando mais e achando a melhor posição em cada contração. Decidiu ficar sentada na maca, agarrada na barra de ferro. O maridão deu todo apoio ficando ao lado, sem esmorecer.


Aos poucos, sem pressa Daniel foi descendo, até que pouco mais de hora ele nasceu, grandão e lindão, com chorinho gostoso de ouvir!! Nasceu pesando 3485 gramas e medindo 50 cm. Raquel e o marido se apaixonaram de cara pelo pequeno. Momento lindo e marcante!









Depois ficamos um tempinho ainda na sala de parto esperando leito na recuperação. Eu segurei o Dani para a mamãe descansar um pouquinho, e babei muito imaginando meu pequeno Joaquim que estava em meu ventre naquele momento, rs. Peguei emprestado o bebê! Depois de um tempinho mais, me retirei e deixei mais uma linda família que acabara de se formar!

Raquel, gratidão por me deixar te acompanhar no momento mais especial da vida de uma mulher! Foste incrível!
Papai também foi maravilhoso apoiando a mulher neste momento!

Daniel é um lindão!!
<3

sábado, 12 de julho de 2014

Relato do parto Humanizado da Paula e nascimento da Helena pela doula



Conheci Paula através do meu marido. A mãe dela era colega do meu marido no banco onde eles trabalhavam. Assim fiquei sabendo que Paula estava sendo acompanhada pela Dra. Ana Claudia, e depois de nos conhecermos, fechamos o acompanhamento. Paula é uma mulher muito tranquila, bem informada e objetiva. Sabia que seu limiar de dor era um, e já foi me avisando que se fosse demais a dor pediria analgesia. Me perguntou se eu me opunha, e claro, disse que não, afinal o parto era dela, e eu estava ali somente para informa-la e a partir disso apoia-la.

Dia 10 de outubro, meu telefone toca, era a Dona Neida avisando que eles estavam saindo de Sto Antonio rumo a POA, que as contrações da Paula estavam vindo a cada 5 minutos, e que foi feita uma avaliação no hospital da cidade onde foi constatado 3 cm de dilatação. Comecei a me arrumar e segui para POA também, rumo ao Hospital Divina Providência.
Fiquei aguardando na porta da emergencia do Hospital, e em alguns minutos depois eles chegaram. Logo vi a Paula no banco da frente, com semblante preocupado, mas assim que me viu deu um sorriso lindo. Tinha um olhar apreensivo, mas sabia o que queria.

Depois de acomodados na sala PPP iniciamos os trabalhos com uma ducha quente. Paula aparentava muita tranquilidade e nenhum desconforto a cada contração. E a cada contração ela solicitava massagem na lombar, se não estivesse no chuveiro, e agradecia dizendo que o alivio era grande. Seu corpo foi se abrindo rápido e logo havia chegado nos 7 cm de dilatação. Mas a partir dai ela pediu, com toda a certeza, a analgesia porque a dor estava intensa e difícil de lidar. A Dra. Ana Claudia explicou a ela que estava indo muito bem, e que nesse ritmo Helena logo estaria nascendo. Que a analgesia podia diminuir o ritmo do trabalho de parto e até parar por algum tempo. Mas Paula estava certa de que a analgesia era necessária, e estava muito tranquila em tomar esta decisão.





Depois de aplicada a analgesia, e a sensibilidade dos pés e pernas voltarem, ela saiu da cama e foi para bola voltando a se movimentar. Ela estava bem tranquila, sentindo as contrações sim,  mas muito mais amenas, e assim pode curtir mais o parto. Rimos, conversamos e ela pode descansar também. Um tempinho depois Helena já se mostrava no canal de nascimento, a dilatação estava completa. Paula ficou sentada na maca e começou a empurrar. No expulsivo a ajudamos e orimentamos, pois ela não sentia as contraçéos começarem e nem onde tinha que empurrar, mas se saiu maravilhosa e minutos depois, de muita coragem e perseverança, Paula deu a luz a pequena Helena, linda e bochechuda. Um pacotinho de gente! Papai Alencar foi muito corajoso e acompanhou a maior parte do processo, não desgrudando da amada até ver sua filhota nascer!





















Depois de se reconhecerem Paula deu o seio a filha começando um belo processo de amor e aprendizagem! Amor em forma líquida nutrindo a bebezinha. Realmente emocionante presenciar a primeira mamada. Depois da família acomodada, e de ter babado um pouquinho a pequena Helena, me despedi da família, cheia de ocitocina e muito feliz por ter tido a oportunidade de presenciar mais um nascimento!



Paula e Alencar gratidão por me convidarem a participar desse dia tão lindo, emocionante e especial! A Helena é linda demais!

Ana Luisa- Doula

Mãe do Bê, da Fifi e do Kim
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

MundoBrasileiro