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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Visitas na maternidade: o jeito certo de se comportar



O nascimento exige protocolos que vão além das lembrancinhas e presentes. Bom senso e respeito são as palavras de ordem. Se você está prestes a ganhar um bebê, que tal enviar esta reportagem, “despretensiosamente”, aos seus familiares?
Seja breve! Essa é a recomendação mais básica para os visitantes. Vale lembrar que o bom senso prega não visitar nenhuma família de recém- nascido se estiver com febre, resfriado, doença respiratória ou contagiosa. E, acrescenta-se nesta listinha: não levar crianças menores agitadas, daquelas que correm e gritam pelos corredores da maternidade.

Bem, essas dicas soam óbvias demais, mas especialistas garantem que elas ainda são muito valiosas. Sim, há muitas pessoas que não se preocupam com o tempo de permanência e, na ânsia por conhecer o bebê, esquecem-se dos malefícios daquele resfriadinho, tão comum nos dias de hoje.

Num país como Brasil, onde tudo acaba em festa, o nascimento muitas vezes entra na tradição cultural para tudo começar, também, em uma grande festa. Por isso, todo cuidado é pouco na hora de pensar em quem convidar, logo no pós-parto. Ser breve, por exemplo, pode ser impensável para amigos muito calorosos, alegres e acostumados aos velhos cafezinhos do interior, onde os filhos nasciam em casa.

A pediatra Clery Bernardi Gallacci, do Hospital e Maternidade Santa Joana, esclarece que ser breve significa ficar no máximo 15 minutos dentro da maternidade. E, detalhe, caso haja alguma intervenção da equipe médica, a orientação é se retirar do quarto. “Esse período é de recuperação do parto. Os informes médicos são importantes e a presença de uma visita pode dispersar a atenção da mãe. É preferível a pessoa se ausentar do e, na saída do profissional, despedir-se da família”, recomenda Dra. Clery.

Preparando as visitas
É válido dedicar um tempinho para descobrir como a nova família deseja ser recebida. E, para os novos papais, mesmo que desejem festejar, vale pensar na seleção e quantidade dos convidados. Lembre-se: a maternidade é um lugar para a recuperação. Portanto, para poucos e com bom senso.

Pessoas com as quais a mãe tem mais intimidade e liberdade para dizer, por exemplo, que tem sono e precisa dormir são sempre bem-vindas à maternidade. Já colegas de trabalho e parentes mais distantes podem conhecer o bebê pela internet e visitar a família somente após o primeiro mês de rotina em casa, aconselha a doula Ana Paula Garbulho, que atende vários casais grávidos no curso de Cuidados com Bebê e Pós-parto, que ela ministra na cidade de São Paulo.

Ela conta que não conheceu nenhum casal que tivesse o desejo de receber todo mundo na maternidade. O desafio é sempre inverso: como comunicar à família, amigos e colegas que a mãe e o bebê precisam de repouso?

“Eu sempre jogo essa responsabilidade nas costas do pai, que geralmente entende seu papel de proteger a nova família dos parentes, amigos e colegas mais distantes ou inconvenientes”, responde Ana Paula. Já para aqueles mais incompreensivos, a doula indica usar a recomendação médica como justificativa para evitar a visita. “Ninguém vai ficar com raiva do médico”, brinca. Outra sugestão é enviar um email aos colegas de trabalho, amigos e parentes com a foto do bebê e um recadinho de que a família estará com as portas abertas para receber a todos, depois do primeiro mês de vida em casa.

Palpites e Amamentação
Prepare-se! As opiniões indesejadas virão de todos os lados. Mas, elas podem e precisam ser filtradas “Digo sempre que palpites não são pedidos, mas oferecidos de graça. É importante a mãe fazer uma seleção daquilo que lhe faz bem e descartar aquilo que lhe é destrutivo”, ensina a doula.

A pediatra do Hospital e Maternidade Santa Joana diz que parentes mais próximos, como mãe e sogra, devem esclarecer suas dúvidas ou sugestões com a equipe médica, no interior do quarto, na frente da família, antes de recomendar suas vivências. Ana Paula ressalta que uma boa maneira de ajudar é respeitar o aprendizado da nova mãe.

“Cada um tem seu momento de criar o filho e o aprendizado deve ser natural. Cada mulher precisa descobrir pela própria experiência qual vai ser o jeito de amamentar, trocar, brincar e me comunicar”, observa Ana Paula.
A amamentação é um dos alvos prediletos das visitas palpiteiras. O que pode ser muito bom para mãe e o bebê, se elas souberem dar apoio. Lígia Moreiras Senas, doutoranda em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina, diz que palavras de incentivo, amorosas e muita paciência são atitudes que contribuem muito, na hora da amamentação. “É bom ressaltar, também, que uma mãe precisa de exemplos. Não vai ajudar em nada o palpite de uma pessoa que não amamentou seus filhos e se vangloria de que eles sobreviveram”, exemplifica Ligia.

10 Regrinhas básicas para visitas na maternidade
1-Não vá à maternidade se estiver resfriado, com febre, doenças respiratórias ou contagiosas. Não visite o bebê, enquanto não estiver são.

2- Pergunte ao casal quando e onde eles preferem receber sua visita.

3- Seja breve. Não ultrapasse 15 minutos na maternidade e visite a família em casa somente após primeiro mês de vida por, no máximo, meia hora.

4- Antes de comprar flores, verifique com pai se a mãe gosta de recebê-las ou se há alguma contraindicação médica na maternidade.

5- Não leve crianças muito agitadas, que correm e gritam pelos corredores.

6- Não dê palpites sobre o jeito certo de criar o recém-nascido. Suas palavras de incentivo devem contribuir para mãe descobrir um jeito próprio de criar o filho.

7- Visitas íntimas, como mãe e sogra, devem dar suas sugestões ou esclarecer dúvidas diante da equipe médica.

8-Lave as mãos ou passe álcool com gel na hora em que entrar no quarto da. Resista à tentação de pegar o bebê no colo.

9- Retire-se do quarto, caso haja uma intervenção da equipe médica.

10 – Tire foto somente com a permissão dos pais.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Relato da cesárea necessária de Ana Paula pela doula




Conheci a Ana Paula através de um pedido de ajuda à ela, pela minha doulanda Sheila, no facebook. Entrei em contato com ela, e ela foi me contando a história do seu primeiro parto e de como queria apoio de uma doula. Disse que poderia atendê-la sem problemas.
Combinamos o primeiro encontro e nele conversamos muito sobre o que ela passou no parto da sua filha, e do que gostaria que fosse diferente. Depois tivemos mais 2 encontros com muita conversa, massagem, pintura na barriga, risadas e muito carinho. No último encontro combínamos dela me chamar com contrações de 15 em 15 minutos, para eu conseguir chegar a tempo na cidade dela, Imbé.

Na última semana antes do nascimento, Ana tinha contrações todos os dias mas sem intervalos regulares, que a deixavam sem dormir a noite. Conversávamos todos os dias pelo facebook, para tirar algumas dúvidas e mantermos contato. No dia 27/08, com 41 semanas, pelas 16 hs, Ana manda uma mensagem pelo celular dizendo que as contrações estavam vindo a cada 7 minutos, bem doloridas. Peguei minhas coisas, avisei meu marido e sai pelas 16:40 hs, eram 1 hora e 20 minutos de viagem, chovia muuuito.

Cheguei pelas 18 e 15 hs. Fui recebida pelo marido de Ana, Clayton, que estava muito feliz que Pietro estava chegando. Ana arrecem havia saido do chuveiro, disse que a água morna  aliviava muito as dores. Depois disso ela quis se deitar e tentar descansar. Colocamos uma bolsa de água quente no ventre afim de aliviar as contrações, e estava funcionando bem. Ali ficamos grande parte do tempo, Ana agarrada na minha mão e na do Clayton, e a cada contração Ana respirava com calma, profundamente, apertava nossas mãos e assim superava cada uma delas.

Depois de algum tempo assim, Ana quis tentar caminhar ficar em pé, mas as contrações estavam apertando, vindo a cada cada 3 minutos, durando 1 minuto. Ana se agarrava hora em mim, hora no Clayton e hora em nós dois. Depois de tentar encontrar uma posição para ficar sem succeso, ela decidiu se deitar de lado na cama outra vez. Neste momento as contrações apertaram ainda mais, e vinha a cada minuto e meio, durando quase 1 minuto. Ficamos novamente naquele circulo de apoio, mãos dadas, Ana queria fraquejar mas a encorajávamos mais e mais.

Depois de 2 horas com contrações a cada minuto e meio, pela 12 hs, um pouco mais, Ana quis ir ao Hospital de Tramandaí, mas estava com medo de estar muito cedo, de não deixarem a mim e ao marido entrar, afinal havia falado com o responsável do hospital alguns dias antes.
Chegamos lá, Ana entrou e nós ficamos esperando durantes 30 minutos no lado de fora, até que a enfermeira autorizou minha entrada, e disse que eu poderia ficar no pré parto, parto e pós parto, e o pai no parto e pós parto. Coloquei a roupinha do hospital, e fui ajudar a Ana no banho, pois fizeram o enema (lavagem intestinal). Ela estava palida, cansada e disse com tristeza que estava com 5 cm de dilatação. Falei para ela não pensar no passado e viver este parto, se entregar e tentar relaxar ao máximo.

Fomos para o quarto onde estava mais uma parturiente com sorinho colocado. Era nitido que Ana não estava gostando de ficar ali naquele quarto, exposta, sem intimidade. Mas eu pedia que ela se concentrasse. E as contrações continuavam a vir a cada 2-1 minutos, ela não conseguia mais ouvir direito, e como o pessoal fazia perguntas, pra quê??!!! Afff! Não deixavam ela se concentrar, era um entra e sai, luz acesa... No começo ela ficou sentada, depois resolveu se deitar. As horas foram passando e Ana com coragem vencendo cada contração. As técnicas de enfermagem vinham checar os batimentos de Pietro a cada meia hora. Pelas 3:30 hs Ana recebeu sorinho, sem hormônio, para não “desidratar”, foi dado uma gase molhada para poder “saciar” a sede dela e ganhou buscopan como havia pedido...

Ana começou a dizer que as contrações estavam estranhas, doiam de forma diferente.  Tentei fazê-la se levantar, mas ela não conseguia, sentia dores nas pernas, tinha medo de cair, mudamos de lado, comecei a movimentar o quadril dela, “chutando” que o bebe estivesse mal posicionado, ou algo assim. Mas as dores estranhas continuaram. Pelas 4 hs ouviram os batimentos do Pietro que desceram a 92 bpm, até menos, na contração e não regularizaram em seguida. A técnica de enfermagem avisou o médico que pediu para Ana mudar de posição ou se sentar, para ver se melhorava os batimentos. Ela não conseguiu sentar mas mudou a posição. Os batimentos melhoravamm por alguns poucos minutos e baixavam novamente. O médico avaliou a dilatação, que estava completa, mas o bebê estava alto. Ana disse que não sentia vontade de empurrar.

O médico sugeriu que Ana ficasse em pé novamente, ela não conseguia e insistiu que a dor estava estranha, não parecia algo normal. A equipe esperou mais ou menos uma hora para ver se o bebê descia, e se os batimentos do bebê regularizavam. Mas não aconteceu, era cada vez mais frequente os batimentos baixarem e não voltarem rápido ao normal. Nesse momento o médico avisa para a Ana que ia ser cesárea, avisando a equipe que era uma cesárea de emergêcia. E veio explicar que o bebê estava em sofrimento, não estava descendo e parecia ser um bebezão.

O Centro cirúrgico foi arrumado o mais rápido possível, me deixaram ficar com ela, Ana recebeu anestesia e nesse meio tempo chamaram Clayton para ver o nascimento. Às 5:15 do dia 28/08 Pietro nasceu, com deliciosos 4.540 gramas e medindo 52 cm,  demorou um pouquinho para chorar e foi para neonatologista receber alguns cuidados. Depois ouvimos um choro alto que tranquilizou  a mamãe e o papai dele.

Pietro veio conhecer a mamãe, que beijou demais esse filho e ele ficou quietinho ouvindo a mamãe. Ana foi para a sala de recuperação e Pietro veio logo depois para mamar, mas quis ficar quietinho, dormindo no colo da mamãe.



Quero agradecer a Ana e ao Clayton por me convidarem a presenciar o nascimento do lindo Pietro.

Ana Paula, foste mais além do que muitas mulhares podem imaginar, és forte, guerreira e no final tudo acabou bem. Parabéns querida!

Clayton, o que dizer de um marido tão prestativo, parceiro e carinhoso com a esposa. Foste a fonte de força da Ana, e colaborou integralmente para a vinda de teu filho!

E deixo aqui um agradecimento a coordenação do Hospital de Tramandaí que permitiu a entrada da doula, tanto no pré parto, no CC já que foi preciso e no pós parto.

Analu  – mãe e doula

sábado, 17 de março de 2012

Vídeo: 9 meses...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Quando a demora pode ser fatal !


Estudo demonstra como falhas no atendimento
obstétrico podem causar mortes de mães



São recorrentes nos noticiários das TVs os casos em que mulheres grávidas acometidas de complicações morrem por falta de assistência em tempo hábil ou até por não chegarem a ser atendidas. Meio milhão de mortes maternas ocorre no mundo anualmente entre gravidez, parto e puerpério - período que sucede ao parto. A grande maioria delas em países em desenvolvimento. Embora essas mortes possam ser evitadas, as causas das complicações que as originaram não são previsíveis. A maior parte das complicações que podem levar a óbitos ocorre em proporções semelhantes nos mais diversos contextos socioeconômicos, mesmo naqueles em que a educação é adequada, o pré-natal cumpre rotinas corretas e que contam com bom suporte nutricional. As complicações não discriminam países ricos ou pobres. O que determina então a gritante diferença entre os índices de mortalidade materna quando comparados países de menor e de maior desenvolvimento? Os indicadores de mortalidade materna se mostram extremamente sensíveis a dois fatores: cuidados obstétricos adequados e, talvez mais importantes, à presteza com que são aplicados.
Estes dois principais indicadores levaram, em 1990, à adoção de um modelo teórico denominado três demoras, Three delays model, com o objetivo de estudar as causas das mortes maternas desde o início das complicações até o óbito. O modelo considera os fatores que interferem na busca pelo cuidado adequado e que podem contribuir para as chances de sobrevivência. Esses fatores são compartimentados em três fases: demora na decisão da mulher e/ou da família em procurar cuidados; demora de chegar a uma unidade de cuidados adequados de saúde; demora em receber os cuidados adequados na instituição de referência.
Com base nesse modelo, Rodolfo de Carvalho Pacagnella, obstetra e professor da Universidade Federal de São Carlos, desenvolveu estudo que permitiu determinar essas demoras no atendimento obstétrico como uma das principais causas de óbito das mães. O trabalho foi orientado no sentido de aprofundar o referencial teórico sobre o tema e avaliar a associação entre demoras na obtenção de cuidados obstétricos adequados e diferentes desfechos maternos segundo o modelo three delays. Com efeito, os pesquisadores constataram que a utilização desse modelo, que antes se atinha às pacientes que morriam, passa a ser estendido para o universo das sobreviventes a partir do conceito de near-miss materno, constituindo uma alternativa ao conceito de mortalidade materna.
O autor da pesquisa explica que esse novo conceito se debruça sobre o estudo dos casos de complicações que potencialmente poderiam ter levado à morte, que não se concretizou devido a intervenções ou cuidados. São os casos que ele chama de “quase morte”. O conceito near-miss materno, que estuda as sobreviventes, permite uma análise mais acurada porque se aplica a um universo que, além de muito maior, é constituído por pessoas que podem ser contatadas. A aplicação exclusiva do modelo “three delays”, conforme concebido, levaria apenas ao estudo dos casos de óbitos, que além de bem menores, inviabilizam verificações diretas com as vítimas. A tese de doutorado, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, foi orientada pelo professor titular de obstetrícia José Guilherme Cecatti.
Modelo e conceito
Para a medida de saúde de uma maneira geral são utilizados alguns índices, como mortalidade infantil no caso de crianças. Para a saúde materna se utilizavam até muito recentemente os índices de mortalidade materna durante gravidez, parto e puerpério. Apesar de importante para diferenciar o desenvolvimento de diferentes países, a mortalidade nesses períodos é relativamente pequena e os números minimizam o problema. Então os profissionais envolvidos com saúde materna e a OMS procuraram entender o problema de maneira mais ampla, de modo a caracterizar um indicador que pudesse refletir com consistência as complicações que ocorrem nos três períodos e que permitisse discriminar países em vários graus de desenvolvimento.
Rodolfo conta que, em um universo de mais de 82 mil partos investigados, 9.555 mulheres apresentaram complicações graves. Dentre estas, 8.645 constituíram casos com complicações consideradas potencialmente ameaçadoras à vida; 770 referem-se a situações com complicações que levaram à falência de órgãos (near miss materno); e 140 delas morreram. Com base em dados sobre demoras ele comparou as ocorrências nesses vários grupos, fato inédito na literatura. Estas comparações o levaram a concluir que as demoras mais significativas ocorreram com as mulheres que chegaram a óbito.
E essas demoras puderam ser localizadas na própria paciente, no sistema de saúde, no hospital, no médico ou profissional de saúde. “Embora isso pareça óbvio, nunca tinha sido antes determinado de maneira sistemática, através de dados concretos, de forma a confirmar os pressupostos de partida: mais demoras, mais mortes”, afirma ele. Para o pesquisador os problemas mais graves decorrem da demora do hospital em ministrar os cuidados adequados. Ademais, emergem também as demoras relacionadas à organização dos serviços de saúde, ao transporte e à comunicação entres os vários níveis de assistência quanto à transferência das pacientes. Os dados mostram que cerca de 40% das pacientes pesquisadas enfrentaram algum tipo de demora. Esse índice sobe para 52% nas mulheres que apresentaram alguma complicação grave. As vítimas de complicações mais graves, que quase levaram à morte, passaram por algum tipo de demora em uma das três fases propostas pelo modelo three delays. E entre as que morreram, 84% enfrentaram pelo menos alguma demora, o que mostra claramente a associação entre demora e evolução da complicação.

Adequação
Rodolfo considera o conceito das três demoras extremamente importante e atual nos trabalhos envolvendo morte materna, principalmente quando associado ao conceito de near-miss, que amplia e dinamiza sua utilização. Para ele, o estudo mostra a adequação do conceito à realidade e sua viabilidade. Dele conclui que quanto maior o número de demoras, mais graves as complicações maternas, especialmente se essa demora ocorrer em nível terciário, ou seja, no local em que a mulher deveria receber o cuidado adequado, que lhe permite a sobrevivência.
A expectativa do professor Cecatti é a de que o estudo leve inicialmente algumas regiões do país a organizar um sistema de vigilância epidemiológica em relação ao atendimento da mulher, semelhante ao que existe nos centros mais desenvolvidos. Constata que a região de Campinas, face à estrutura de que dispõe, caminha célere para isso. Ele defende enfaticamente que cada local que possua unidade hospitalar com atendimento para grávidas tenha pessoal treinado e claramente identificado com os critérios da OMS. “É o que vai permitir identificar casos graves, de forma que diagnosticado o problema a paciente possa ser encaminhada e receber assistência necessária. É a única maneira de testar o alcance dos modelos conceituais que estamos aplicando. Sem dúvida nenhuma, para a redução da mortalidade materna não basta um pré-natal bem feito se não existir um sistema organizado. É para sua consolidação que nossa pesquisa quer contribuir”.
Para Rodolfo, o modelo three delays constitui um importante referencial teórico para o estudo dos casos de near-miss materno e a análise de demoras na assistência obstétrica nesses casos pode fornecer dados precisos sobre as determinantes da mortalidade materna. A frequência de demoras na assistência obstétrica está diretamente relacionada ao pior desfecho materno e são significativamente mais prevalentes entres os casos classificados como de near-miss materno ou de óbitos.
Quanto às pacientes, os dados mostram ainda que se associam positivamente à prevalência de demoras no recebimento do cuidado obstétrico idade da gestante, gestação precoce, cor não branca, baixa escolaridade, antecedentes de aborto e internação pelo SUS.
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■ Publicação
Tese: “Morbidade materna grave: explorando o papel das demoras no cuidado obstétrico”
Autor: Rodolfo de Carvalho Pacagnella
Orientador: José Guilherme Cecatti
Unidade: Faculdade de Ciências Médicas (FCM)
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Retirado daqui

sábado, 26 de novembro de 2011

Vídeo da Concepção ao Nascimento

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Documentário O Renascimento do Parto fala sobre informação, hormônios do amor e opções de parto!

Em entrevista exclusiva à Crescer, a co-autora do longa Érica de Paula afirma que a mulher tem o direito de escolher de que forma vai ter o seu bebê 

Por Carol Patrocinio

Érica de Paula, co-autora do documentário
Érica de Paula é psicóloga, doula e acupunturista especializada em atender gestantes. A paixão pelo mundo da maternidade tomou proporções tão grandes que, ao sugerir uma pauta sobre o assunto para o programa de TV do marido Eduardo Chauvet, em uma emissora de Brasília, o casal resolveu fazer um documentário que acabou tornando-se o longa mais esperado para os interessados da área – O Renascimento do Parto (assista ao trailer aqui) - com estreia programada para março de 2012. “Já prevemos pelo menos dois filmes pela frente, para conseguirmos dar ao assunto a profundidade que ele merece”, acrescenta Érica. 

Em entrevista à Crescer, Érica fala mais sobre o documentário, que conta com depoimentos de grandes nomes da área de saúde, como Michel Odent (um dos precursores do movimento de parto fisiológico no mundo e a primeira pessoa a colocar uma piscina de parto dentro de uma maternidade), e de quem passou por diversas experiências de parto, como o ator Márcio Garcia, 41, e sua mulher, Andréa Santa Rosa, 33, que passou por “uma cesariana, um parto normal hospitalar com intervenções e um parto totalmente fisiológico, natural e domiciliar” para ter os filhos Pedro, 8, Nina, 5, e Felipe, 2. 

Crescer: Por que surgiu a ideia de fazer esse longa?
Érica de Paula:
 Para promover um maior conhecimento da população em geral a respeito dos aspectos fisiológicos, emocionais, culturais e financeiros que estão por trás do parto e nascimento. Tenho observado com espanto o quanto as mulheres são desinformadas quando se trata do parto (ou seja, de uma coisa que acontecerá com o corpo delas), deixando todas as decisões na mão do profissional médico, sem nenhum questionamento mais aprofundado, e se deixando levar por grandes mitos que cercam o assunto. 

Crescer: Você acredita que a situação atual do país, em número de cesáreas, pode ser transformada? Como?
E.P.:
 Acredito no poder da informação, principalmente se essa informação vem corroborada com os dados científicos. Hoje, temos a nosso favor a Organização Mundial de Saúde (que preconiza no máximo 15% de cesarianas), o Ministério da Saúde (que possui diversas políticas públicas a favor do parto normal) e todas as evidências científicas, que provam de forma cada vez mais contundente o quanto é melhor para mães e bebês respeitar aquilo que é fisiológico. Portanto, acredito que, ao promover uma maior conscientização sobre o tema, podemos sim contribuir com a transformação da realidade obstétrica do país. 

Crescer: Muitas mulheres dizem entender os prejuízos da cesárea eletiva e ainda assim fazem essa opção. Você acha que isso deveria ser coibido? Existe um projeto, nos EUA, para criminalizar a cesárea eletiva. Qual sua opinião sobre isso?
E.P.:
 É um assunto polêmico que envolve muitas variáveis. Poder escolher o parto é uma situação muito nova na história da humanidade. Em muitos países (sobretudo nos desenvolvidos), ainda hoje praticamente não existe essa escolha. Há lugares em que a cultura entende que normal é o parto vaginal, e a cesariana é vista como uma cirurgia de emergência, um procedimento para salvar vidas quando algo foge do fisiológico e entra no patológico. Eu sou a favor da escolha consciente. Acredito que a mulher tem o direito de escolher de que forma vai ter o seu bebê, uma vez que isso se dará no corpo dela. Mas isso deveria ser feito de forma consciente, ou seja, levando-se em consideração todos os prós e contras dessa decisão. Infelizmente, não é isso que vemos acontecer no Brasil. E se, diante de todas as informações, ainda assim a mulher optar pela cesariana, sou a favor da cirurgia feita em trabalho de parto, ou seja, após os primeiros sinais dados pelo corpo de que o bebê estaria pronto para nascer. 

Crescer: No filme fala-se muito sobre os “hormônios do amor”. Pode explicar melhor sobre isso?
E.P.:
 Durante o trabalho de parto, a mulher libera um coquetel de hormônios que denominamos hormônios do amor. Isso se deve ao fato de que o principal hormônio do parto, a ocitocina, está presente em outras manifestações de amor, como orgasmo, ejaculação e ejeção de leite. No parto, além de serem responsáveis pelas contrações e todo o processo fisiológico do nascimento, esses hormônios estão profundamente relacionados ao vínculo mãe-bebê. Além disso, esses hormônios atravessam a barreira placentária e são de suma importância para o bebê, não apenas no momento do nascimento, mas no futuro.
Por outro lado, apesar de os hormônios serem importantes, não é isso que define o amor e os cuidados maternos. Não queremos que as mulheres que passaram por uma cesariana ou tiveram seus filhos por meio de intervenções se sintam acusadas de serem menos mães ou de não amarem seus filhos. Não é disso que se trata o filme. Não estamos abordando casos individuais, mas o futuro de uma civilização inteira nascida sem os hormônios do amor. 

Crescer: O que você diria às mulheres que sentem medo do parto natural?
E.P.:
 Digo que é normal termos medo daquilo que não conhecemos. Estamos acostumadas a ter o controle de tudo, e a possibilidade de vivenciar um momento onde precisamos literalmente perder o controle e nos entregar parece realmente algo assustador. Mas, se conseguirmos ultrapassar a barreira do medo, podemos vivenciar uma experiência de absoluta plenitude. É importante ressaltar que grande parte do medo que as mulheres sentem do parto está baseado em mitos (do tipo: minha vagina vai alargar) ou em procedimentos que não são fisiológicos e são feitos de forma inadequada pelos profissionais (por exemplo, a episiotomia, corte na vagina feito sem indicação em mais de 90% dos casos). Por isso, defendemos que não basta o parto ser vaginal, mas sim humanizado, respeitando aquilo que é fisiológico. 


   *Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nasce filha de Dado Dolabella. Parto de Ana Flor foi em casa, na banheira!

'Foi um momento mágico e lindo', disse o ator ao EGO. Bebê é a primeira filha do ator e cantor, que já é pai de João Valentim e Eduardo.

Dado Dolabella e a namorada grávida Juliana Wolter apões estreia de peça em Angra dos Reis (Foto: Thyago Andrade/ Photo Rio News)
Dado Dolabella e Juliana Wolter: pais de Ana Flor
(Foto: Thyago Andrade/ Photo Rio News)Floresceu no jardim de Dado Dolabella. É que nasceu Ana Flor, primeira filha do ator e cantor com a produtora musical Juliana Wolter - ele já é pai de João Valentim e Eduardo.

A bebê nasceu na quarta-feira, 25, às 15h50, pesando 3,400 kg de parto normal, em casa, numa banheira. Juliana teve o acompanhamento de uma doula (profissional que orienta o parto natural), um pediatra e uma parteira. Dado ficou ao seu lado, abraçando Juliana durante o parto.
"Foi um momento mágico e lindo. Foi perfeito. Se eu pudesse voltar atrás, queria que os outros filhos nascessem desse jeito", disse Dado Dolabella ao EGO.
O ator contou que depois de ter tido filho, Juliana agia como se nada houvesse acontecido. A produtora subiu e desceu as escadas do apartamento do casal no Leblon, na Zona Sul do Rio e foi preparar um suco para eles beberem.

A ideia de ter Ana Flor de parto domiciliar foi inspirada pela atriz Danielle Suzuki. Foi ela quem contou para o ator as maravilhas do parto natural.
"A Danielle disse que era mágico e eu comecei a curtir o fato da minha filha nascer em casa. Fora isso, o nascimento de meus outros dois filhos no hospital, de parto cesárea, me traumatizaram muito. A mãe fica longe do filho, só vê a criança depois. Nada a ver. O que um bebê recém nascido precisa é unicamente do calor da mãe e de tê-la próxima dele", disse.
Cordão umbilical não é cortado de imediato
Dado disse que quando a mãe dá à luz, a temperatura do corpo da mulher aumenta três graus justamente para ela aquecer o bebê. Em casa, o cordão umbilical não é cortado imediatamente como acontecesse no hospital e ele ainda fica preso à criança durante duas horas.
" Esse tempo é o suficiente para ela receber todos os nutrientes do sangue da mãe e isso é riquíssimo para a crianças", disse Dado.
Dado filmou todo o parto. O nome da filha, Ana Flor, foi uma homenagem à irmã de seu padrasto, Ana, que morreu de câncer esse ano. E Flor é 'lindo de se ouvir', disse ele.
"Não tem explicação para definir esse momento. Se pudesse, repetia tudo de novo."

domingo, 23 de outubro de 2011

Revista Crescer: Espere seu bebê querer nascer



Alguns estados americanos estão criando regras para que o parto cesárea não seja mais feito antes das 39 semanas. Saiba por que é importante entrar em trabalho de parto e veja quais são os riscos de agendar a data da cesárea - para você e para o seu filho também

Ana Paula Pontes e Isis Coelho

Sim! Alguns dias fazem muita diferença na vida do bebê. É claro que existem exceções quando a gestação passa das 39 semanas ou, então, quando há realmente um motivo médico para que uma cesárea seja feita. No entanto, o aumento exponencial do número de cesáreas eletivas (aquelas realizadas sem nenhuma necessidade), tendo como consequência bebês com problemas, tem engatilhado uma série de alertas dos médicos sobre essa irresponsabilidade – no Brasil e no exterior.
Nos Estados Unidos, segundo noticiou a Time, hospitais na Georgia, Flórida e Ohio vêm discutindo sobre o parto cirúrgico feito antes de 39 semanas. No Texas, por exemplo, para limitar os partos antes dessa época, uma legislação começou a entrar em vigor no dia 1o deste mês. Mas será que esse é mesmo o melhor caminho?
Para Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês (SP), esse tipo de lei significa um descrédito total da medicina. “Não deveria ter uma norma, e sim moral de todos os médicos. É ensinado em qualquer faculdade de medicina os aspectos fisiológicos do bebê na gravidez (e os riscos de ele nascer fora da hora). Então qualquer cesárea agendada sem razão e que resulte em alguma situação com o bebê é passível de processo”, diz. E reforça: “O que acontece é que, na maioria das vezes, por conveniência de algumas mães e médicos sempre há uma justificativa, mesmo que errada.”
Segundo Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein (SP), apesar do viés desse tipo de ação dos hospitais americanos ser mais no sentido de proteção e responsabilidade legal, a consequência é boa para o bebê. “Criou-se uma cultura de que o bebê está pronto com 37 semanas, porque para fins de trabalhos científicos não consideramos prematuro a partir dessa época. Só que o momento ideal de ele nascer é quando a mulher entra em trabalho de parto, nunca antes disso”, reforça Alexandre.



Tem que esperar, sim!

Logo na primeira consulta com o obstetra, você fica sabendo em qual provável semana seu bebê vai nascer, certo? E aí já começa a planejar o enxoval, a calcular de que signo ele vai ser, ver se o aniversário dele será perto de algum feriado... Até aí, tudo bem. O problema é que muitas mulheres acabam usando essa estimativa para agendar a data do parto e fazer a chamada cesárea eletiva. Com medo do parto normal, por falta de orientação profissional ou até mesmo por comodidade, a data do nascimento, muitas vezes, acaba sendo decidida previamente. E, se por um lado isso ajuda a família a organizar a chegada do bebê, por outro, a data fixa pode levar ao parto antes do tempo ideal porque não se pode descartar um possível erro no cálculo gestacional.
“É importante esperar que a mulher entre em trabalho de parto pois isso indica a maturidade do bebê e evita maiores complicações tanto para a mãe quanto para a criança”, afirma Wladimir Taborda, doutor em medicina pela Universidade Federal de São Paulo, colunista da CRESCER e autor de A Bíblia da Gravidez (CMS Editora). Se o parto for antes da hora, a criança pode desenvolver problemas respiratórios e, até mesmo, ter de passar alguns dias em uma UTI neonatal para compensar o período em que deveria ter ficado no útero.
Uma recente pesquisa mostra consequências ainda mais graves. Conduzido por cientistas da March of Dimes Foundation, organização não governamental norte-americana que encabeça diversas campanhas contra o nascimento prematuro nos Estados Unidos, o estudo analisou 46 milhões de partos. Os pesquisadores concluíram que o risco de morte é maior para os que nascem antes da 39ª semana em comparação com aqueles que chegam até o final da gestação. A taxa de mortalidade infantil foi de 3,9 para cada mil bebês nascidos vivos a partir da 37ª semana, e de 1,9 para na 40ª semana. Como você viu, mesmo que ele não seja prematuro (ou seja, nasça antes da 37ª semana), não significa que esteja pronto. E, como a cesárea é uma cirurgia, a mãe também corre riscos, como infecção, laceração acidental de algum órgão abdominal, trombose, embolia pulmonar ou hemorragia.
Ninguém está dizendo para se deixar de fazer cesáreas. Esse é um procedimento que salva vidas mas, segundo especialistas, só deve acontecer raramente (veja o quadro) . Em casos de diabetes gestacional ou problemas de pressão arterial, o médico também precisa avaliar. Caso vocês cheguem à conclusão que a cesárea é mesmo necessária, espere pelo menos o seu bebê indicar que quer nascer. O ideal é aguardar pelas contrações (que podem acontecer até a 42ª semana), sempre com acompanhamento do obstetra.
Quando a mulher entra em trabalho de parto, o bebê passa por uma preparação para nascer que começa com as contrações uterinas. Elas funcionam como um alerta para a criança, que passa a liberar substâncias para o amadurecimento final do próprio organismo, como o hormônio corticoide, que age no pulmão – se você estiver em trabalho de parto e for preciso uma cesárea de emergência, a criança já vai estar com o organismo mais pronto. Além disso, o seu corpo também estará mais preparado para amamentar graças a hormônios liberados no trabalho de parto. A segunda etapa ocorre no parto. Quando o bebê passa pelo canal vaginal, os pulmões dele sofrem uma compressão que ajuda a eliminar líquidos e fluídos que possam causar algum desconforto respiratório posterior. É por tudo isso que não vale a pena agendar uma cesárea.
Se você ficou aflita porque agendou o parto do seu bebê ou se estava pensando nessa possibilidade, tente manter a calma: você ainda tem tempo. A primeira atitude é conversar com seu companheiro e com o médico que acompanha você. Diga que deseja esperar pelo trabalho de parto. Como você viu, desde que suas condições de saúde e do bebê estejam normais, não há motivo para desistir. E aproveite para discutir com ele sobre o tipo de parto. Se você não ficar convencida que ele vai tentar o parto normal, veja se não é o caso de procurar a opinião de outro especialista ou até trocar de médico. “Bons profissionais estimulam uma segunda opinião e, inclusive, essa pode ser uma prática saudável para ajudar a diminuir a incidência de cesáreas eletivas no país”, afirma Taborda.

A CESÁREA É INDICADA QUANDO...

• Há sofrimento fetal ou o bebê tem problemas de crescimento.
• Há placenta prévia (quando essa se interpõe entre o bebê e o colo do útero) ou deslocamento prematuro de placenta.
• Existe uma obstrução vaginal (tumor).
• A mãe tem herpes genital e a lesão está ativa até um mês antes do parto.
• Em casos de gestações múltiplas (não é regra).
• A abertura da mãe for pequena para o tamanho do bebê. (Nota: depois que a mulher dilatou os 10 cm da para se ter a noção se há desproporção céfalo pélvica, não antes disso!)
• A criança está na posição atravessada ou deitada e não foi possível virá-la para a correta.

Por que tantas cesáreas?

O Brasil, infelizmente, é campeão nesse ranking. Enquanto para a Organização Mundial da Saúde o índice aceitável seria 15%, dados do Ministério da Saúde mostram que no Sistema Público de Saúde ela representa 37% dos partos, e pasme: em alguns dos hospitais mais renomados de São Paulo, o número pode ultrapassar a casa dos 90%, segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos da Prefeitura de São Paulo. São multifatoriais as causas que justificam esses altos números.
É verdade que existem casos de mulheres que já chegam na primeira consulta dizendo que não querem tentar parto normal porque ouviu da prima de um amigo que uma mulher teve muita dor durante o parto normal. “O médico não pode se calar diante dessa situação. É preciso conversar com o casal e mostrar que muitos dos temores são infundáveis, e isso deve acontecer durante todo o pré-natal”, afirma Eduardo Souza, obstetra, da Universidade Federal de São Paulo. Mas não se pode dizer que as gestantes são as únicas responsáveis por essa situação.
Os estudos, aliás, contradizem essa percepção. Eles mostram que o parto natural faz parte dos planos da maioria no início da gestação, mas elas acabam desistindo da ideia por falta de informação ou desestímulo do médico que a acompanha ou familiares. Luciana Ivanike Isolani, 30 anos, conta que durante sua primeira gestação nem cogitou a possibilidade de tentar o parto normal. “O médico me desencorajou durante todo o pré-natal dizendo que eu não teria dilatação suficiente. Me senti completamente incapaz.”
Um motivo que explica esse grande número de cesáreas é que esse é um procedimento em que os médicos se sentem no controle da situação, justamente por ser uma cirurgia. “Os profissionais se sentem mais seguros”, afirma Gene Declercq, professor doutor do Departamento de Ciências da Saúde Comunitária da Universidade de Boston (EUA). Outro aspecto é a praticidade, tanto para as mães quanto para os obstetras. O médico consegue se organizar para fazer mais de um parto em um só dia, e não ficar horas acompanhando um único trabalho de parto. “Não é raro que a operação aconteça em dias úteis e em horário comercial, o que reforça a comodidade do agendamento. É comum ocorrer picos de cesáreas em vésperas de feriado”, afirma Maria Esther Vilela, obstetra, coordenadora do Departamento de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde.
E ainda tem um dos pontos mais polêmicos, o fator financeiro. “Por ser uma cirurgia, a cesárea gera um custo maior e, consequentemente, paga melhor”, afirma Souza. A Agência Nacional de Saúde Suplementar afirmou à CRESCER que o fator cultural, ou seja, a mulher não querer o parto normal, é o determinante para o cenário atual, e não apenas a remuneração dos médicos. Mas, com a data agendada, o especialista tem outra vantagem: ele não precisa perder as consultas do consultório.
Para mudar esse cenário, nos últimos anos a humanização dos partos passou a ser discutida por diferentes setores da sociedade. De acordo com Declercq, para que seja realmente significativa, a mudança deve ir além de questões estruturais. “Colocar fotos bonitas na parede e melhorar a cortina do quarto não é suficiente para definir a humanização do parto. É preciso que os profissionais transformem suas práticas, respeitando as decisões da mulher, as encorajando e interferindo somente quando necessário.” Para que você faça a melhor escolha, informação e confiança no seu médico é que vão fazer a diferença. Não queira nada menos que o melhor para você e para o seu bebê.

BENEFÍCIO DO PARTO NORMAL PARA A MÃE

Você já conhece vários motivos, não é? Uma pesquisa norte-americana revelou mais um: mulheres que entram em trabalho de parto e têm os bebês pelo método natural se sentem mais seguras e tranquilas do que as que fazem cesárea.

Outras fontes: A Bíblia da Gravidez (CMS Editora); Arthur Habib, anestesista do Hospital São luiz (SP); Melania Amorim, professora de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal de Campina Grande (PB).; Martha Oliveira, gerente geral de regulação assistencial da Agência Nacional de Saúde Suplementar 

Fonte

Retirado daqui

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Condutas no atendimento ao recém-nascido - Mais um quadro de violência alienada

Texto muito bem escrito pela Fisioterapeuta Angela Rios.  Vamos prestar atenção no depois que o bebe nascer, deixar claro os seus desejos, escrevam seus planos de parto sim, se informem. Muitas coisas feitas nos recém nascidos são desnecessárias!! Leiam o texto...


Em muitos hospitais, nossos bebês ainda hoje são submetidos a procedimentos rotineiros violentos e desnecessários e na maioria das vezes as mães nem sabem disso! Estas condutas vão contra todas as evidências científicas e contra o que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Por quê? Por pura falta de senso crítico? Por falta de conhecimento? Por preguiça de questionar as rotinas e padrões? Me desculpem os médicos (profissão pela qual tenho profunda admiração, mas que muitas vezes é manchada pelos maus profissionais) mas rotinas como estas são simplesmente criminosas.

E que as futuras mamães fiquem atentas, pois os cuidados com o seu filho podem começar antes mesmo do nascimento, questionando ao médico que irá receber a criança sobre os procedimentos que são feitos e quais as indicações das mesmas. Eu fiz isso na minha gravidez, a após o parto meu filho não foi submetido à nenhum procedimento desnecessário, mamou na primeira hora e ficou comigo em alojamento conjunto.

As recomendações da OMS para o atendimento ao recém nascido de baixo risco são:



"Imediatamente após o nascimento, deve-se verificar o estado
do recém-nascido. Isto é uma parte integral da assistência ao
parto normal, e a Organização Mundial da Saúde enfatiza a
importância de uma abordagem unificada à assistência materna
e neonatal (OMS 1994c). Os cuidados imediatos consistem em
verificar a permeabilidade das vias aéreas, tomar providências
para a manutenção da temperatura corporal, clampear e cortar
o cordão e colocar o bebê ao seio o mais cedo possível." -
(Maternidade Segura. Guia Prático. OMS, 1996)


Estou lendo (devorando!) a tese de doutorado de Carmen Simone Grilo Diniz "Entre a técnica e os direitos humanos: possibilidades e limites da humanização da assistência ao parto". A autora tem a habilidade de colocar os conceitos de forma clara e discutir as evidências de forma científica e tocante ao mesmo tempo. Até o momento vários trechos me emocionaram, mas este, em especial, senti a necessidade de colocar aqui.

"(...)
Na década de setenta se consolida uma crítica ao tratamento ao recém-nascido e um questionamente às rotinas de assistência, que tinham como pressuposto a necessidade de um conjunto de intervenções de rotina, que se mostraram desnecessárias e potencialmente dolorosas e perigosas.
Além das repercussões do uso de drogas e outras intervenções na mãe, entre outras rotinas tínhamos, no momento do parto, vários procedimentos agressivos ao bebê, como luzes fortes e o aparelho de ar condicionado ligado, forçando o bebê a um choque térmico entre o ambiente intracorporal de cerca de 36 graus e o meio externo. O bebê tinha o cordão clampeado imediatamente, levando a uma supressão súbita de oxigênio e à respiração forçada e dolorosa, era pendurado pelos pés e não raramente, recebia um tapa para atestar sua vitalidade. 
Depois disso, era separado da mãe e levado por outros profissionais, e de rotina, mesmo que estivesse respirando perfeitamente, passava por uma “reanimação” que incluía uma sonda introduzida até o estômago, sofria ainda instilação de gotas profiláticas nos olhos que além de dolorosas, deixavam o recém-nascido com a visão nublada por várias horas ou dias.
O bebê era de rotina separado da mãe para observação por um período variável de algumas horas a um dia ou mais, em um berçário (hoje propõe-se a extinção dos bercários para bebês normais), lugar onde ficava instalado durante toda a estada no hospital. O contato com a mãe era regulado, e em muitas instituições restritos a alguns dos horários das mamadas, pois em outros horários, a criança era alimentada com leite em pó.
Até a década de oitenta, com a permissão dos serviços, era comum que todas as mães recebessem no hospital a visita de uma representante das companhias de leite em pó, vestidas como enfermeiras, que davam latas de leite para os primeiros dias do bebê como amostra. Como não havia orientação sobre amamentação, houve uma tendência generalizada de desmame precoce, com conseqüências catastróficas para a saúde e mortalidade infantis. Os estudos mostraram que os bebês alimentados por mamadeiras em condições de pobreza tinham um risco até 25 vezes maior de morrer no primeiro ano de vida que um bebê amamentado ao seio (UNICEF/WHO/UNESCO, 1989)."

Fonte 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Para as grávidas: o cordão umbilical e a anemia


Minhas queridas futuras mães!!! Texto muito bem colocado do Dr. González, mostrando a importância do bebe receber o sangue extra da placenta, após o nascimento. O texto foi disponibilizado pela maravilhosa Simone De Carvalho. Leiam e conversem com seus obstetras!!



Extraído do livro Un Regalo Para Toda La Vida - Guía de Lactancia Materna, do Dr. Carlos González.

Desde já faz muitas décadas, é costume fechar o cordão umbilical com uma pinça assim que nasce o bebê, em questão de segundos. Isso se faz por temor a que o sangue da placenta passe para o bebê. De fato, o excesso de sangue no bebê pode produzir graves problemas, como trombose ou dificuldade respiratória. Imagino que esse temor tem um fundamento real; talvez um século atrás, alguém teve a idéia de deixar a placenta no alto, como um conta-gota, ou até exprimi-la bem para deixar o bebê cheio de sangue, com resultados desastrosos e então os médicos decidiram fechar o cordão imediatamente. Mas estudos modernos demonstram que o pinçamento rápido demais do cordão também dá problemas. Quando se coloca o bebê sobre o corpo da mãe (que é onde tem que estar) e se espera uns três minutos para cortar o cordão o bebê recebe uns 30% mais de sangue, foi demonstrado que: 
a) esse aumento moderado não é prejudicial para o bebê, não produz trombose nem afeta a circulação do sangue;
b) que as reservas de ferro aumentam e isso diminui a probabilidade de anemia nos primeiros doze meses. Isso foi comprovado tanto em bebês a termo como em prematuros. Assim que veja, muitas anemias em bebês menores de um ano, que dizem que é culpa do leite materno por ter pouco ferro e da mãe por [ì] insistir com a amamentação, na verdade são culpa de quem cortou o cordão com tanta pressa.. A quantidade de ferro do leite materno é adequada, mas a natureza não previu que se inventariam pinças e tesouras. Evidentemente, na natureza nenhum animal põe pinça no cordão, eles esperam que ele pare de pulsar(em alguns minutos) e depois cortam com os dentes. 

Comente com o seu GO

Fonte: GVA

Disponibilizado no grupo do Facebook Aleitamento Materno Solidário

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Parto Domiciliar: baixo risco que vale a pena- por Kalu Brum

Texto que esclarece muito bem que parto domiciliar, observando as condições de saúde da gestante, é muuuuito tranquilo e sem riscos! A jornalista e Doula,  Kalu Brum esclarece vários pontos errados, de uma matéria que saiu na Revista Veja. Leiam com a mente aberta, ok?!


Há exatos 4 anos e 7 meses Miguel nascia nesta casa, em uma área rural de Nova Lima, localizada a 15 minutos de Belo Horizonte. Minha opção pelo parto domiciliar foi a mais acertada, uma vez que era uma gestante de baixo risco, bebê cefálico etc.
Como sabemos as condições para um parto tranqüilo são as mesmas que necessitamos para o ato sexual: baixa luz, não observação, massagem, ambiente quente, liberdade de movimento, expressão, alimentar-se, beber água.
O parto domiciliar continua sendo uma opção segura que tem feito a cabeça de muitas mulheres, fartas do machismo de um parto hospitalar medicocentrista que leva o Brasil a vergonhosa taxa de 80% de cesarianas na rede privada. Por que um conselho médico resolve ir a uma revista de grande circulação comprar divulgar uma matéria desaconselhando o parto domiciliar? Certamente porque o número de mulheres que  procuram esta modalidade de parto tem crescido, afetando os bolsos e os brios dos senhores do parto. “Assumir riscos alegando uma medicina humanizada é uma involução. A medicina bem feita vai da relação entre médico, gestante e equipe envolvida. E é desse relacionamento que se dá a humanização do parto”Silvana Maria Figueiredo Morandini, obstetra conselheira do Cremesp.
Alguém poderia explicar a essa Dra. que humanização significa protagonismo da mulher no parto. E essa relação  médico, gestante e equipe envolvida, em 80% das mulheres usuárias de plano de saúde leva a uma cesárea desnecessária. Ou será que ao comprar planos de saúde ganhamos doenças como circular de cordão, bacia estreita, pressão alta, falta de dilatação? Ou será que as letras miúdas do contrato não avisam que as práticas obstétricas não serão baseadas em evidências científicas?
E quando é que vão explicar que parto em casa não é debaixo da árvore adubada? Os lençóis são limpos e a  equipe que presta assistência segue regras de higiene e condutas muito efetivas como diminuir o risco de infecção por excesso de toques, por exemplo. E com menos intervenções os riscos de problemas caem consideravelmente.
Alguém podia avisar que os casos de parada de progressão, queda do batimento cardíaco, são causados quase sempre por ocitocina sintética, excesso de anestésico? Que as práticas hiospitalares são medieis (quem já viu um Kristeller e episiotomia que o diga). Ou seja, a maneira de estar seguro, dentro de uma medicina baseada em evidência científica é dentro de casa, com uma equipe estruturada. A chance de dar certo é de 99,9% dos casos. E temos lhe dizer que se você cair na lacuna da estatística, se estiver em casa ou no hospital o fim será o mesmo. Ou será que bebês não morrem em hospitais? Alguém avisou esses médicos que cesáreas repersentam 3 vezes mais riscos para mãe e bebê?
Ninguém avisou esses doutores que a equipe que atende a partos domiciliares precisa ter um treinamento para os primeiros socorros e que a mesma assistência que uma criança teria em um ambiente hospitalar recebe em casa ou na transferência até a chegada ao hospital?
De acordo com Eduardo Souza, obstetra e coordenador científico de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, o parto normal tem índices de complicação relativamente baixos. “As chances de complicar são de, em média, 1%. O problema é que uma vez que acontece uma complicação, mulher e criança estão expostas a riscos que podem ser graves”, diz.
E os riscos da cesárea que na rede pública a mulher temn 80% de chance de ser vítima? Ou seja, combate-se a possibilidade de 1% de complicações e não se olha para os 80% que geram milhões de gastos, com UTIs, infecções neonatais etc?
Riscos  apresentados pela revistinha:
Retenção placentária (Em parto natural? Raríssimo e no caso, é possível uma transferência sem complicação)
Ruptura de colo (Sem o uso de ocitocina? Mais arriscado morrer de infecção hospital)
Atonia uterina, quando o útero não se contrai de maneira regular (isso é detectável durante o trabalho de parto, o que levaria a equipe a optar por uma transferência)
Laceração de partes frágeis do corpo, que podem levar a hematoma anal e na bexiga (a episiotomia é uma laceração de quarto grau. E a queda de bexiga geralmente causada pela força dirigida devido a anestesia ou a contratura irregular do útero pela ocitocina sintética)
Falta de oxigenação (geralmente causada pela ocitocina, anestesia, Kristeller, posição deitada).
Todas essas intercorrências são causadas por profissionais despreparados, intervencionistas e apoiados pela instituição hospitalar.
Quer ler evidencia científica sobre Parto Domiciliar? Aqui tem. A revistinha apresenta um fragmento de pesquisa para direcionar os leitores de acordo com o desejo dos anunciantes.
De acordo com Antônio Júlio de Sales Barbosa, obstetra do Hospital Santa Catarina, hoje já é possível que o parto seja feito de formas mais humanizadas dentro dos hospitais. Ah, é mesmo? Cite o nome de 5 centros obstétricos decentes? Geralmente as equipes humanizadas, as mesmas que atendem a partos domiciliares são as que realizam partos humanizados em hospitais, a despeito das regras das instituições. Quero ver chegar e parir naturalmente (principalmente na rede privada).
Em alguns centros há salas preparadas especialmente para isso, com treinamento adequado da equipe e maior respeito às necessidades e vontades da gestante. “É ela quem escolhe a posição em que deseja dar à luz ou mesmo se quer ou não tomar anestesia no parto normal. Cada vez mais estamos nos preparando para que a mulher tenha voz ativa.”Ah é? Jura? Quem? Só os médicos que realizam partos domiciliares. A grande maioria nem espera a mulher entrar em Trabalho de Parto. Queria saber se dos 80% das cesáreas, quantas foram realizadas em mulheres em Trabalho de Parto Ativo?
Em casa: Segundo as defensoras do parto domiciliar, existe maior conforto em se dar à luz em casa, onde o ambiente é familiar e é possível ter parentes ao redor. Alto lá! Nunca ouvi ninguém escolher um parto domiciliar por isso. A gente sabe que quanto menos gente melhor.
No hospital: A presença de familiares também é permitida dentro dos hospitais, em número limitado. Em algumas instituições já existem quartos adaptados para o parto. Nesses lugares, a decoração é pensada para que o ambiente se assemelhe a um quarto domiciliar. “Antigamente a única opção era ir para uma sala cirúrgica, dessas que se vê na televisão. Mas hoje já existe o que chamamos de labor delivery room, uma sala própria onde ela fica do início do trabalho de parto até depois de dar à luz”, diz Antonio Julio de Sales Barbosa, obstetra do Hospital Santa Catarina. Nossa, sério? Que nos hospitais nem são usadas. Aliás, o Santa Catarina tem quantos % de partos normais?
Em casa: Quando dá à luz em casa, a mulher tem total liberdade para escolher a posição em que quer ter seu filho. Como não há limitação estrutural do hospital, ela é livre para decidir entre dentro da água, de cócoras, de lado ou deitada. Exatamente, e principalmente: respeitada em sua escolha.
No hospital: Quanto mais especializado em parto o hospital, mais infraestrutura ele terá. Isso significa que maternidades, por exemplo, já possuem estrutura suficiente para que a mulher consiga escolher como quer dar à luz. Há desde camas adaptadas para diversas posições, como banheiras em tamanhos adequados para que o obstetra consiga trabalhar. Mas que médicos esperam a mulher entrar em trabalho de parto? Que dirá parto na água?
Em casa: Com o menor uso de medicamentos e de intervenções consideradas desnecessárias, a mulher poderia ainda ter mais controle e uma participação mais ativa no processo do parto, além de ter uma recuperação física mais rápida. Exato, e uma equipe que respeita, apóia e sabe a importância disso.
No hospital: “Nada é feito de maneira obrigatória, a mulher toma anestesia somente quando autoriza ou a solicita”, diz Eduardo Souza, obstetra e coordenador científico de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital São Luiz. De acordo com o especialista, a gestante pode ainda optar pela presença de doulas, acompanhantes especializadas em técnicas não-medicamentosas para o controle da dor. MENTIRA! A maioria dos médicos não aceita doula, a maioria nem espera a mulher em trabalho de parto, a maioria não acredita em parto sem anestesia, ocitocina. Isso sim é perigoso.
Fonte: Revista VEJA
Do Blog Mamiferas
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