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sexta-feira, 20 de março de 2015

Meu bebê mama a todo momento!!

Esta frase é uma das que eu mais escuto no pós parto de várias mulheres, seguida da frase clássica "acho que não tenho leite ou meu leite é fraco!". A imagem a seguir vai de encontro com todas as informações que estou passando abaixo. Quero esclarecer alguns pontos importantes sobre a amamentação de recém nascidos:

1) O primeiro ponto é: bebê chora para se comunicar!! Não, não é porque você não tem leite ou porque seu leite é fraco (isso não existe). Ele pode estar chorando por estar  com a fralda suja, com calor, com frio, com cólicas, com saudades da mãe, porque esta se adequando a vida fora do útero, etc.

2) O leite materno é padrão OURO na alimentação do bebê. Ou seja, igual e melhor que ele não existe!

3) O  colostro, um líquido mais amarelado, é o suficiente para o bebê nos primeiros dias, antes da descida do leite. O bebê não esta passando fome!!

4) O seu leite é feito especificamente para seu bebê

5) O leite materno é de fácil digestão, muito diferente de um leite de vaca ou de uma fórmula infantil. 

6) Sabendo se disso, a frequência com que o bebê vai mamar não é certa, e pode variar muito de criança para criança. Um bebê deve esvaziar bem a mama para pegar leite anterior rico em proteínas, anticorpos e água (por isso bebês NÃO precisam de água) e o leite posterior rico em gorduras. Mesmo um bebê mamando todo o leite, ele pode mamar com frequência ou não. Pode demorar 3-4 horas para vir a mamar novamente, ou pode mamar a cada hora ou menos.


Observem bem o tamanho do estomago de um recém nascido para um bebê de 1 mês. 

Esclarecidos todos estes pontos acima, gostaria muito que as mamães e familiares se acalmassem e confiassem um pouco mais na fisiologia da amamentação. Ah, mais uma coisa, a quantidade de leite produzida pela mãe vai depender da frequência, do estimulo do bebê ao mamar. Ou seja, bebê que mama quando quiser (livre demanda), garante produção adequada de leite para sua necessidade!

A produção de leite pode baixar se a mãe estiver estressada, e não for apoiada nesse momento. Amamentar não é fácil no começo e a mulher deve receber todo suporte possível para estabelecer um aleitamento satisfatório, tranquilo e prazeroso.

Qualquer duvida me mande um e-mail e agende uma consulta. Vou até você!

Ana Luisa Muñoz Rosa

Doula e Consultora em Aleitamento Materno

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Leite congelado que fica rançoso - do Grupo Virtual de Amamentação (GVA)

Este post veio para esclarecer mais uma divida sobre aleitamento, sobre ordenha e armazenamento de leite materno. Particularmente eu não me lembrava mais deste dado importante. Como uma amiga esta passando por isso, resolvi compartilhar para poder ajudar mais mães em aleitamento, que tem seu leite com um gosto rançoso. Leiam o texto que é de um dos membros do grupo.
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Algumas mães produzem uma quantidade maior de lipase (uma enzima que digere gorduras) que outras. Nesses casos o leite materno tem a tendência a ficar "rançoso", cheirar azedo. Aconteceu comigo, e infelizmente eu perdi um monte de LM congelado.

O que fazer nesses casos? Em português, achei esse site que explica direitinho


Aqui:

"Deverá verificar se o seu leite tem tendência a ficar “rançoso”. Isto acontece quando a mãe produz um leite elevado em lipase, a enzima responsável por diminuir a gordura do leite. O que fazer: Testar, congelando o seu leite, e descongelar passado uma semana. Se cheirar a ranço, deverá passar a aquecer o leite extraído, mas sem o deixar ferver, e depois arrefecê-lo rapidamente e congelá-lo."

A sugestão então é de ESCALDAR o LM logo após extrair, ou seja, aquecer numa panela até começar a formar bolhas no canto. Mas NÃO ferver. Viu as primeiras bolhinhas, desliga a panela, põe o leite no frasco de armazenamento, esfria-o rapidamente (faço isso em água corrente fria), e congela.

Testei meu leite após o escalde, e beleza, sem cheiro nem gosto azedo.

Casos assim são raros, mas acontecem. Vale a pena então testar como diz acima.

Agora a pergunta: esse leite escaldado não perde suas propriedades?

Sim, perde algumas, o escalde mata alguns anticorpos. MAS mesmo assim ainda é melhor que LA! E se você puder continuar amamentando o bebê direto do seio pela manhã, noite e finais de semana, o bebê vai continuar recebendo esses fatores imunológicos tão importantes, não é?

sábado, 26 de janeiro de 2013

NOTÍCIA: Amamentação exclusiva salva cerca de seis milhões de crianças no mundo a cada ano, estima OMS.

Minha filhota com 4 meses


Leite materno deve ser a única alimentação da criança até os seis meses de vida.

A amamentação deve ser a alimentação exclusiva da criança até os seis meses de vida, de acordo com a recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois disso, o bebê pode começar a receber outros alimentos saudáveis, mas a orientação é que seja mantida a amamentação até os dois anos de idade ou mais, decisão que fica a critério da mãe. 

Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas preveníveis. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária.
Segundo a OMS e o Programa das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em torno de seis milhões de vidas de crianças estão sendo salvas no mundo, a cada ano, por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva. 

Contudo, no Brasil, dados da II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno — realizada nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, em 2008 — revela que somente 41% das crianças menores de seis meses de vida estavam em aleitamento materno exclusivo. As demais tinham experimentado outro alimento já nas primeiras semanas ou meses de vida.
— A amamentação é uma estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança. O recomendado à mãe é que ela amamente seu filho até dois anos ou mais — afirma Paulo Bonilha, coordenador de Saúde da Criança do Ministério da Saúde.
Alimentação complementar
Muitos pais e mães se sentem inseguros quando chega a hora de introduzir novos alimentos à dieta das crianças que completam seis meses de idade.
— O profissional de saúde tem um papel fundamental na orientação e no auxílio à família da criança. E o sucesso da alimentação complementar depende de paciência, afeto e apoio de todos envolvidos nos cuidados da criança — afirma Patrícia Jaime, coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.
Como destaca Patrícia Jaime, os hábitos alimentares são formados nos primeiros anos de vida. A oferta de alimentos não saudáveis contribui para o desenvolvimento um modelo de nutrição que favoreça o excesso de peso, deficiências nutricionais e diversas doenças.
Incentivo à alimentação saudável
A partir do próximo mês, o Ministério da Saúde promoverá novas ações de incentivo à alimentação saudável para crianças menores de dois anos, como parte da estratégia da Rede Cegonha, programa que busca dar assistência à mulher e ao bebê. 

Por meio de oficinas de formação, o governo federal pretende capacitar mil profissionais de saúde que atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBS) para que sejam multiplicadores de informações que incentivem, também, o aleitamento materno até o segundo ano de vida da criança.
O objetivo é que o aumento da qualidade dos alimentos consumidos até os dois anos de idade — complementados com leito materno, quando possível — influenciem para a melhoria dos indicadores de saúde das crianças nesta faixa etária.
Para 2013, estão previstas 50 oficinas de capacitação de tutores em todo o território brasileiro. Os cursos vão ocorrer em todos os estados e os profissionais formados terão a responsabilidade de replicar a estratégia a outros profissionais de saúde.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Há cura em suas mamas!





Estudos comprovam que o leite materno é fundamental para a saúde dos bebês e apontam, entre as vantagens, a prevenção de doenças, contribuindo, por exemplo, para a queda do número de mortalidade infantil. Daí a importância da doação para que mais vidas sejam salvas.
A exposição fotográfica será um momento especial em que teremos mais uma oportunidade de incentivar o aleitamento materno e estimular as mães a se cadastrarem como doadoras e assim, ampliar o estoque de leite para distribuição às crianças hospitalizadas que não podem ser alimentadas diretamente pelas mães.
Precisamos de no minímo R$ 4.500 para a exposição acontecer. Neste valor está incluso as despesas com a produção fotográfica, ampliação, folders informativos e de divulgação.
Para saber mais sobre o projeto acesse o site da AMS (Aleitamento materno solidáro)
http://www.amsbrasil.com ou escreva para o e-mail 
aleitamentomaternobrasil@gmail.com
Somos mães apaixonadas por nossos filhos e compactuamos com o ideal da prática da amamentação prolongada.
Também desejamos ajudar mães com dificuldade de amamentar e promover neste espaço a realização do sonho de que as mães que necessitam voltar ao trabalho tenham assegurado o direito da prática da amamentação, o apoio das empresas que as empregam e das escolas de educação infantil e creches para que o aleitamento possa ser contínuo até o tempo ideal para o bebê de acordo com a OMS.
“Não existe um ver que não seja também um olhar nem um ouvir que não seja também um escutar e um modo como olhamos e escutamos é plasmado pelas nossas expectativas, pelas nossas posições e pelas nossas intenções”. JEROME BRUNER
Para saber mais acesse o site da AMS (Aleitamento materno solidáro) 
http://www.amsbrasil.com
Lente Materna fotografia – www.lentematerna.com.br 
Web Filhos – www.webfilhos.com.br

domingo, 18 de setembro de 2011

Em MS, mãe usa picolés de leite materno para amenizar calor de bebê


MÃE DIZ QUE OS PICOLÉS AJUDAM O BEBÊ A ALIVIAR INCÔMODO DOS DENTES. NUTRICIONISTA DIZ QUE, MESMO CONGELADO, LEITE MATERNO MANTÉM PROPRIEDADES.
TATIANE QUEIROZ

Para fazer o picolé, Ariane coloca 50 ml de leite em cada forminha (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)
     
Para fazer o picolé, Ariane coloca 50 ml de leite em
cada forminha (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)


A administradora  Ariane Osshiro, de 27 anos, resolveu inovar na alimentação do filho de oito meses e criou uma receita diferente: ela faz picolés de leite materno. A mãe mora em Campo Grande e contou ao G1 que a ideia ajudou o bebê a sentir menos calor e a driblar o incômodo por causa dos dentinhos que começaram a nascer.
“Em Campo Grande as temperaturas são altas na maior parte do ano e o calor deixava meu bebê bem irritado. Por isso tive a ideia de fazer o picolé”, contou a mãe.
O filho de oito meses, Pedro Osshiro, aprovou a ideia da mãe. “Ele adorou o picolé. Às vezes chupa até dois por dia”.
Ela explicou que começou a dar o picolé de leite do peito para o filho depois que ele fez seis meses, que é o tempo mínimo de amamentação recomendado pelos pediatras. Ainda segundo a mãe, o bebê chupa o picolé apenas no período da tarde, entre as mamadas. “É como se fosse um lanchinho nutritivo”, brincou Ariane.
Para fazer cada picolé, a mãe coloca cerca de 50 mililitros de leite em uma forminha caseira já higienizada e depois coloca no congelador. Para tirar o leite do peito ela usa um bomba extratora. “Não dói nada e além disso é rápida e prática”.
A especialista Paula Serafin, que é enfermeira e doutoranda em estudos sobre leite humano, afirmou que gostou da ideia. “Ela criou uma maneira divertida de alimentar o bebê sem deixar de dar o leite do peito que é muito importante para garantir a saúde dele”.
A nutricionista Elisabete Kamiya, que trabalha no banco de leite do Hospital Universitário em Campo Grande, explicou que o leite materno congelado  continua com a mesmas propriedades do leite em estado natural. “O leite materno contém carboidratos como lactose e oligossacarídeos, além de gordura, proteínas e vitaminas", informou a nutricionista.
No entanto, Kamiya aconselha as mães a consultarem o pediatra antes de mudar a alimentação do bebê.

picolé leite materno (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)
Pedro, de oito meses, aprovou a ideia da mãe (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Postagem Coletiva hoje: Para o bebê, o melhor leite é o da mãe!!

Meninas, hoje estou participando de uma postagem coletiva, sugerida pela Ligia Moreira Sena, no qual a ideia é passar informação sobre o leite materno e sua importância! Já que tinha muitas postagens abordadndo este assunto, vou postar uma pesquisa que saiu sobre o leite materno, que fala sobre os benefícios que o leite materno trás para os adolescentes. Ligia parabéns pela iniciativa!!  A imagem ao lado é de Silvia Falqueto. Segue a matéria:

Pesquisa mostra que leite materno é importante 

também na adolescência


O aleitamento é importante para os recém–nascidos, pois o leito materno fornece todos os nutrientes, anticorpos e enzimas necessários durante os primeiros meses de vida da criança.

Os benefícios da amamentação na infância já são conhecidos, tais como redução de doenças alérgicas, doenças infecciosas, prevenção de problemas digestivos, desnutrição, diabetes mellitus e obesidade, por exemplo. Mas relatos sugerem que a amamentação traz benefícios também na adolescência.
Pesquisadores europeus divulgaram um estudo associando o aleitamento durante os primeiros meses de vida a capacidade aeróbica e muscular de adolescentes. Segundo a pesquisa, adolescentes que foram amamentados nos primeiros meses de vida apresentaram maior força nos músculos da perna e apresentaram melhor desempenho no salto horizontal. Foram encontradas diferenças significativas de musculatura e capacidade aeróbica em adolescentes que foram amamentados em relação aos que não foram. "Até agora, nenhum estudo examinou a associação entre amamentação e aptidão muscular ", observou o pesquisador Artero Garcia, da Universidade de Granada. "Nosso objetivo foi analisar a relação entre a duração da amamentação de bebês e sua condição física na adolescência."
O estudo foi realizado através de entrevistas com mais de 2.567 pais, e realização de testes físicos com seus filhos adolescentes com a finalidade de avaliar a capacidade aeróbica e força muscular.
O artigo, publicado no Journal of Nutrition, mostra que adolescentes amamentados na infância tem músculos das pernas mais fortes do que aqueles que não foram amamentados. A força muscular foi maior entre aqueles que foram amamentados por um maior período de tempo. O melhor desempenho no salto horizontal, independente de fatores como quantidade de massa gorda e de músculo ou altura do adolescente, também foi associado ao aleitamento materno. "Os resultados sugerem ainda efeitos benéficos e apoio ao aleitamento materno como superior a qualquer outro tipo de alimentação", disse Artero. "Se todas as crianças fossem amamentadas exclusivamente a partir de seu nascimento com leite materno, seria possível poupar cerca de 1,5 milhões de vidas."
Não só as crianças são beneficiadas, mas as mães também são, pois o aleitamento reduz as chances de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário, de desenvolver a síndrome metabólica, protege contra a osteoporose, estimula a produção de hormônios que auxiliam na contração uterina e evita o sangramento excessivo, e protege contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Além de todas estas vantagens aleitamento materno aumenta o vínculo emocional entre a mãe e a criança tornando ambos menos ansiosos.
Fonte: http://www.jornalciencia.com/index.php?option=com_content&view=article&id=535%3Apesquisa-mostra-que-leite-materno-e-importante-tambem-na-adolescencia&catid=123%3Acorpo&Itemid=504

terça-feira, 7 de junho de 2011

Comprovada presença de anticorpos contra o rotavírus no leite materno


Estudo inédito foi desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Instituto Butantã

É extensa a lista dos benefícios à saúde proporcionados pela amamentação o leite materno é rico em nutrientes, vitaminas e agentes imunológicos e contribui para o desenvolvimento intelectual, psíquico e emocional do bebê. A prática é tão importante que o Ministério da Saúde preconiza o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e a manutenção da amamentação até os dois anos de idade. Confirmando a importância da amamentação para a formação do sistema imunológico dos bebês, estudo desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Instituto Butantã identificou a presença de anticorpos contra o rotavírus no leite humano. Os resultados inéditos serão apresentados no 5º Congresso Brasileiro / 1º Congresso Iberoamericano de Bancos de Leite Humano, que ocorrerá de 28 a 30 de setembro, em Brasília.
" A análise do leite humano de mulheres não vacinadas contra o rotavírus identificou a presença de anticorpos no leite materno que podem proteger os bebês contra as doenças diarréicas provocadas pelo vírus" , resume a pediatra Virgínia Spinola Quintal, coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário da USP. Virgínia informa que o sorotipo do vírus estudado o rotavírus g9p é um dos sorotipos presentes na atual vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde e tem prevalência emergente no Brasil.
A quantificação dos níveis de anticorpos presentes no leite humano mostrou que a concentração de agentes imunoprotetores contra o rotavírus varia de mãe para mãe aspecto que ainda será esclarecido pelos pesquisadores. Virgínia explica que, como as mulheres têm concentrações diferentes de anticorpos, não é possível assegurar que, em todos os casos, a mãe transmitirá quantidade suficiente de anticorpos para proteger a criança. Por isso, a vacinação deve permanecer.
"O estudo sugere uma avaliação mais profunda do efeito protetor do aleitamento materno sobre a infecção pelo rotavírus, considerando a possibilidade de interferência da amamentação na resposta da criança à vacina. Os resultados desta investigação podem colaborar para a revisão da atual estratégia de vacinação contra o rotavírus" , a pesquisadora apresenta.
Atualmente, a vacina contra o rotavírus é administrada por via oral em duas doses, aos dois e aos quatro meses de vida. Não há associação com a amamentação porque o efeito protetor do leite humano contra o rotavírus ainda não era conhecido. "É preciso entender como os anticorpos do leite humano e os componentes da vacina interagem, para verificar se a proteção transmitida pela mãe pode neutralizar o efeito da vacina. O objetivo é propor novas estratégias de imunização contra o rotavírus, combinando amamentação e vacinação" , Virgínia adianta.
Os resultados comprovam a eficácia do aleitamento materno como estratégia para a redução da mortalidade infantil uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). As doenças diarréicas estão entre as principais causas de óbito entre crianças menores de cinco anos e a amamentação é internacionalmente reconhecida como estratégia eficaz para redução do problema.
O 5º Congresso Brasileiro / 1º Congresso Iberoamericano de Bancos de Leite Humano reunirá em Brasília representantes dos 23 países que compõem o Programa Iberoamericano da Bancos de Leite Humano (IberBLH), coordenado pela Fiocruz. O Brasil é pioneiro na área e concentra, em todo o país, 200 bancos de leite humano, que compõem a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RedeBLH). O impacto da iniciativa sobre a saúde pública é tão significativo que, em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a RedeBLH como a ação que mais contribuiu para a redução da mortalidade infantil no mundo, na década de 1990.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Doar leite é doar vida! Doar leite é salvar vidas!



Doar leite é doar vida! Doar leite é salvar vidas!

Entre em contato com o Banco de Leite mais próximo e faça a sua doação! Espalhe esta causa nobre!!! clique aqui para achar o banco de leite mais próximo!!

"Muitas mães tem medo de doar leite e não ter o suficiente para seus próprios bebês. Pois fique atenta: essa possibilidade não existe! Quanto mais você estimula sua produção, mais leite você terá. Portanto, sempre que possível, reserve um tempinho para esta nobre arte. Os bebês internados agradecem!", Bianca-Posso Amamentar

Mais informações sobre doação de leite:


sábado, 30 de abril de 2011

O ATO DE MAMAR NO PEITO!


O ATO DE AMAMENTAR
Amamentar é um ato aparentemente simples. O seu sucesso depende de alguns fatores que precisam ser conhecidos e respeitados, como por exemplo, a "pega" do bebê, o modo de oferecer-lhe o peito e os cuidados com as mamas e mamilos.
1 - Como o bebê "pega" o peito materno e retira o leite:
A "pega" correta acontece quando o bebê abre bem a boca, abocanha o mamilo e grande parte da aréola, alcançando os depósitos de leite que estão sob esta região.
Ao fechar a boca, os lábios ficam voltados para fora e vedam a passagem de ar pela boca, favorecendo o correto padrão de respiração pelo nariz.
A língua se posiciona sob o mamilo, à frente, entre os rodetes de gengiva os quais comprimem a aréola, ajudando o mamilo a se alongar em até três vezes o seu tamanho dentro da boca do bebê. Isto é necessário para que o mamilo alcance e toque o ponto de estímulo neural da deglutição, na região posterior do palato ("céu da boca").
A partir de então, o sistema muscular inicia um movimento com a mandíbula, a qual avança, sobe e morde a aréola (aumentando a compressão nos depósitos de leite), retrai abaixa afrouxando de leve (permitindo a liberação do leite) e voltando para a sua posição inicial, em seguida avança novamente, sobe e morde, retrai, ... , num ritmo cíclico e constante.
Ao mesmo tempo, a língua inicia em sua ponta movimentos peristálticos que percorrem-na por inteira, como uma onda.
O leite é expelido dos depósitos da mama, através do mamilo, e guiado com o movimento da língua até a entrada da orofaringe, onde é derramado. Podendo, assim, ser deglutido corretamente.
Portanto, o bebê durante a amamentação consegue o leite por trabalho muscular que ordenha a mama, não havendo em momento algum pressão negativa ou sucção, como infelizmente ocorre com a mamadeira e a chupeta.
A "pega" insuficiente resultará numa ordenha ineficiente, não saciando as duas necessidades básicas do bebê, a fisiológica (por leite materno) e a neural de trabalho muscular (por ordenha).
Ou seja, se o bebê não conseguir uma boa "pega", nem o leite sairá em quantidade suficiente para nutrir e alimentá-lo, nem os seus músculos trabalharão corretamente, com a intensidade e durante o tempo necessários para um perfeito desenvolvimento.
 2- Como oferecer o peito ao bebê corretamente:
As mamas quando muito cheias dificultam a "pega" pelo bebê. Segundo Vinha, 1999, para uma melhor compreensão basta compará-las a um balão de ar também muito cheio. Se o esvaziarmos um pouco, abocanhá-lo torna-se uma tarefa mais fácil.
Da mesma forma, devemos facilitar a "pega" pela boca do bebê verificando as mamas antes de cada mamada, pois para estarem em condições de serem oferecidas ao bebê elas precisam estar macias e não muito cheias ou duras.
No caso da mãe notar suas mamas cheias demais, ingurgitadas, ela deverá retirar o excesso de leite. Isso é feito de maneira bem simples por ordenha manual ou com o uso de bombinhas específicas.
3- Cuidados com as mamas e mamilos:
O maior cuidado para se evitar as rachaduras e os traumas mamilares é a grande abertura de boca do bebê com a "pega" correta, alcançando os depósitos de leite .
Para isso as mamas devem estar macias e os mamilos proeminentes.
Na aréola, ao redor do mamilo, existem as glândulas de Montgomery. Têm a função de lubrificar com sua secreção, uma oleosidade específica, a região a ser abocanhada pelo bebê durante a amamentação, amenizando o atrito entre a boca do bebê e a aréola materna e contribuindo, assim, para evitar rachaduras e traumas nos mamilos.
Muito importante também é a higiene adequada, sem o uso de óleos ou pomadas. O banho deverá ser o habitual e o próprio leite que se deposita sob o mamilo é suficiente para hidratar a região.
Existem no mercado conchas específicas com a finalidade de proteger os mamilos da umidade excessiva, ocasionada pelo leite que eventualmente vaza das mamas. Além de deixá-los com um formato mais proeminente e mais favorável à "pega", elas são indicadas principalmente nos casos de mamilos do tipo invertido ou pouco proeminentes, os quais devem ser trabalhados também com exercícios de exteriorização diários.
Manter as mamas macias, hidratadas por leite materno apenas, arejadas e observar a perfeita "pega" do bebê com a grande abertura de boca é o necessário para evitar lesões que causariam o desmame precoce.
Para os casos de mamilos invertidos alguns exercícios de exteriorização diários são recomendados, sempre 
sob orientação médica.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Pesquisa descobre que o leite materno continha agrotóxicos



O uso de agrotóxicos em lavouras no interior do Mato Grosso será investigado pelo Ministério Público. Uma pesquisa, divulgada ontem pelo Jornal da Band, revelou a contaminação de leite materno por defensivos e herbicidas aplicados nas plantações. O problema acontece na região de Lucas do Rio Verde, onde o efeito do agrotóxico foi verificado no leite materno de 62 mulheres.


Não é a primeira vez que a pequena cidade, a 350 quilômetros da capital Cuiabá, sofre com o excesso de pulverização de pesticidas. Em 2007, um avião agrícola sobrevoou Lucas do Rio Verde com os bicos do pulverizador abertos e toda a carga química foi espalhada por áreas comerciais e residenciais da região.


O Ministério Público vai investigar o uso excessivo de agrotóxicos nas lavouras e notificar proprietários de chácaras que ficam dentro da área urbana, o que é contra a lei. Segundo a promotora Patrícia Eleutério Campos, a lei determina que, em área urbana, deve ser utilizada apenas a pulverização manual.


Fonte: http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000412976

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Leite materno dá boleia a uma bactéria amiga

Foi dado mais um passo na descoberta da composição do leite materno e das funções dos seus inúmeros ingredientes. A parte que não é digerida é, afinal, muito importante.


Os açucares complexos que constituem 21 por cento da composição do leite materno não são digeridos pelos bebés. Investigadores da Universidade da Califórnia descobriram agora a sua finalidade: eles promovem o desenvolvimento de bactérias benéficas na flora intestinal.

Uma subespécie da Bifidobacterium longum tem um conjunto de genes que lhe permite viver no leite humano. Ela está presente nas fezes dos bebés amamentados e reveste as paredes interiores do intestino, protegendo-o de bactérias nocivas, mas nunca foi encontrada em adultos. Se os bebés não nascem com ela e a desenvolvem nos primeiros meses, essa família de bactérias só pode vir do leite materno, mais concretamente na sua parte não digerível.
Esta parte do leite, que permite o desenvolvimento da bactéria maravilha, é constituída pelos tais açucares complexos, derivados da lactose. Pensava-se que eles não tinham qualquer relevância, uma vez que não serviam o propósito da nutrição. O ADN humano não tem genes capazes de quebrar essas moléculas, e por isso não as digere. Mas a Bifidobacterium longum contém esses genes. Os açucares complexos servem para transportar.
O organismo da mãe encontrou uma estratégia para dar uma protecção extra ao bebé, adaptando a composição do leite para poder oferecer-lhe um componente externo, que pode salvar-lhe a vida. Além da função de revestimento da parede intestinal, promovendo o desenvolvimento das bactérias da família Bifidus, a bactéria serve de isco a bactérias nocivas.
200 MILHÕES DE ANOS DE APERFEIÇOAMENTO: SÓ PODE SER BOM!


Os investigadores estão a esmiuçar a composição do leite humano materno, pois consideram-no «um impressionante produto da evolução natural», resultado de 200 milhões de anos de aperfeiçoamento. E se é importante conhecer todos os ingredientes e as suas funções, desenhados especificamente para o desenvolvimento ideal de um bebé, também acreditam que ele pode fornecer informações sobre formas engenhosas de alimentar e proteger o organismo, seja qual for a fase da vida.

As novas descobertas foram publicadas no Proceedings of the National Academy of Sciences

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ordenha Manual de leite materno

Para as mamães que vão voltar a trabalhar e não querem deixar de amamentar seu filho. Este vídeo explica como deve ser feita a ordenha de forma higiênica e, depois armazenagem deste leite. Pode ser deixado 24 horas dentro da geladeira, ou congelado até 72 horas no freezer ou congelador. Para dar para o bebê, deve-se aquecer em banho-maria e, oferecer no copinho, colher ou seringa. Não deve-se usar mamadeira para o bebê não confundir os bicos, o que pode machucar a mãe.
A ordenha não machuca... se machucar você está fazendo errado. Amamente seu filho exclusivamente ao peito até o 6º mês! Depois vá introduzindo alimentos de forma gradual e, continue a amamentação até os 2 anos ou até quando vocês quiserem. O leite materno não tem contra - indicação, não precisa aquecer, não causa dependência, não faz os peitos caírem e nem é fraco!! Seu filho fica imune a diversas alergias e recebe todos os nutrientes de que precisa para crescer forte e gordinho. Dar um o peito é um Ato de Amor e sensatez!! 
Muito leite pra vocês!!




quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Aleitamento materno


DEFINIÇÕES


É fundamental que haja uma uniformização com relação às definições dos diversos padrões de aleitamento materno. Em 1991, a OMS  estabeleceu indicadores bem definidos de aleitamento materno, que têm sido utilizados no mundo inteiro. São as seguintes as categorias de aleitamento materno internacionalmente reconhecidas:
– Aleitamento materno exclusivo: a criança recebe somente leite humano de sua mãe ou leite humano ordenhado, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, suplementos minerais ou medicamentos;
– Aleitamento materno: a criança recebe leite humano (direto da mama ou ordenhado);
– Aleitamento materno complementado: a criança recebe leite materno e outros alimentos sólidos, semi-sólidos ou líquidos, incluindo leites não humanos.
As categorias aleitamento materno exclusivo e aleitamento materno predominante juntas formam a categoria, na língua inglesafull breastfeeding , ainda sem tradução consensual para o português.
Embora não haja uma definição oficial para alimentos suplementares e complementares, nesta revisão o termo suplemento é utilizado para água, chás e/ou substitutos do leite materno oferecidos a crianças nos primeiros meses de vida; e complemento se refere a alimentos indicados para complementar o leite materno a partir dos seis meses de vida.

Duração da amamentação


Vários pesquisadores têm tentado inferir a duração da amamentação na espécie humana se não houvesse a influência da cultura. De acordo com diversas teorias - baseadas em informações de primatas não humanos, principalmente gorilas e chimpanzés, que têm 98% da sua carga genética idêntica à do homem - o período natural de amamentação para a espécie humana ficaria entre 2,5 e 7 anos . Estudos etnográficos mostram que as crianças tradicionalmente eram amamentadas por 3 a 4 anos, e que usualmente elas deixam de mamar por conta própria nesse período quando lhes é permitido mamar de acordo com a sua vontade.
A OMS recomenda amamentação exclusiva por 6 meses e complementada até 2 anos ou mais. Existem evidências de que não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos 6 meses (salvo em alguns casos individuais), podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança (para maiores detalhes e referências, veja o artigo "Alimentação Complementar" deste suplemento). Por isso, vários países já adotam oficialmente a posição de que a amamentação exclusiva deve se estender até em torno dos 6 meses, inclusive o Brasil .
No segundo ano de vida, o leite materno continua sendo uma importante fonte de nutrientes , além de continuar conferindo proteção contra doenças infecciosas.

Por que amamentar é importante


São inúmeras as vantagens da amamentação para a criança, a mãe, a família e a sociedade em geral.
O efeito mais dramático da amamentação se dá sobre a mortalidade de crianças pequenas, graças aos inúmeros fatores existentes no leite materno, que protegem contra infecções comuns em crianças como diarréia e doenças respiratórias agudas.
A associação entre mortalidade infantil e ausência de aleitamento materno é modificada por diversos fatores de ordem demográfica, socieconômica, dietética e ambiental. A proteção conferida pelo leite materno contra mortes infantis é maior em crianças pequenas, exclusivamente amamentadas, residindo em locais onde há pobreza, promiscuidade, água de má qualidade e alimentos contaminados e de baixa densidade energética. Na Malásia, por exemplo, o número de mortes devido à alimentação com leite não humano de crianças menores de 1 ano foi estimado em 28 a 153 para cada 1000 crianças nascidas vivas, dependendo das condições sanitárias e do acesso à água potável.
Uma meta-análise recente, baseada em seis conjuntos de dados provenientes de 3 continentes (Brasil, Filipinas, Gambia, Gana, Paquistão e Senegal), mostrou uma mortalidade por doenças infecciosas 6 vezes maior em crianças menores de 2 meses não amamentadas, quando comparadas com crianças alimentadas no peito. A proteção diminuía à medida que a criança crescia, variando de 1,4 a 4,1 em crianças de 2 a 12 meses e de 1,6 a 2,1 no segundo ano de vida. A proteção contra mortes por diarréia foi muito maior que a proteção contra mortes por infecções respiratórias nos primeiros 6 meses. Contudo, após esse período, a proteção contra mortes por essas duas doenças foi semelhante. O estudo chama a atenção para o fato de que, enquanto a proteção contra mortes por diarréia diminui dramaticamente com a idade, a proteção contra mortes por infecções respiratórias se mantém constante nos primeiros 2 anos de vida.
O aleitamento materno previne mortes desde os primeiros dias de vida, como comprova um estudo europeu multicêntrico sobre mortalidade por enterocolite necrotizante. Recém-nascidos pré-termo não amamentados ou em aleitamento misto tiveram uma chance 10,6 e 3,5 vezes maior de morrer por enterocolite, respectivamente, quando comparados com seus pares amamentados exclusivamente.
Além de diminuir a mortalidade, o leite materno protege contra incidência e gravidade das diarréias, pneumonias, otite média, diversas infecções neonatais e outras infecções.
Em documento recente, a Academia Americana de Pediatria  cita, entre os benefícios já mencionados, uma possível proteção do aleitamento materno contra a síndrome da morte súbita do lactente, o diabete insulino-dependente, a doença de Crohn, a colite ulcerativa, o linfoma, as doenças alérgicas e outras doenças crônicas do aparelho digestivo.
Além da proteção contra as doenças, o leite materno propicia uma nutrição de alta qualidade para a criança, promovendo o seu crescimento e desenvolvimento. É importante lembrar que as crianças amamentadas podem apresentar um crescimento diferente do das crianças alimentadas artificialmente. Por isso, a curva do National Center for Health Statistics (NCHS) foi considerada inadequada para uso em crianças em amamentação exclusiva, por ter sido construída com crianças cuja alimentação não era leite materno exclusivo. As crianças amamentadas exclusivamente ao seio, mesmo nos países desenvolvidos, apresentam uma diminuição no escore z do índice peso/ idade da curva de crescimento do NCHS a partir do terceiro mês, que persiste até o final do primeiro ano de vida. O mesmo ocorre com o indicador comprimento/idade, porém com uma diminuição menos acentuada e uma tendência a se estabilizar ou mesmo aumentar após o oitavo mês. A OMS está empenhada na elaboração de novos padrões de referência de crescimento, cujos dados já estão sendo coletados em 6 locais diferentes (Brasil, Estados Unidos, Noruega, Gana, Omã e Índia) a partir de crianças alimentadas com leite materno exclusivo até, pelo menos, os 4 meses, e complementado até, no mínimo, 1 ano.
A associação entre aleitamento materno e melhor desenvolvimento foi demonstrada numa meta-análise recente envolvendo 20 estudos criteriosamente selecionados. Essa meta-análise mostrou que, após ajustes para alguns fatores de confusão, as crianças amamentadas tinham escores de desenvolvimento cognitivo significativamente maiores do que os das crianças, em especial os prematuros, alimentadas com fórmula. Essa diferença foi observada desde os 6 meses até os 15 anos de idade, e tinha uma relação direta com a duração do aleitamento materno.
O aleitamento materno também contribui para a saúde da mulher, protegendo contra o câncer de mama e de ovário e ampliando o espaçamento entre os partos. A eficácia da lactação como anticoncepcional é de 98% nos primeiros 6 meses após o parto, desde que a amamentação seja exclusiva ou predominante e que a mãe se mantenha amenorréica. Outra vantagem para a saúde da mulher que amamenta é a involução uterina mais rápida, com conseqüente diminuição do sangramento pós-parto e de anemia.
De fundamental importância para as famílias mais carentes é o fator econômico. O gasto médio mensal com a compra de leite para alimentar um bebê nos primeiros 6 meses de vida varia de 23% a 68% do salário mínimo . A esse gasto deve-se acrescentar custos com mamadeiras, bicos e gás de cozinha, além de eventuais gastos decorrentes de doenças, que são mais comuns em crianças não amamentadas.
O real impacto social do aleitamento materno é difícil de ser quantificado. Sabe-se que as crianças que recebem leite materno adoecem menos, necessitando de menos atendimento médico, hospitalizações e medicamentos, além de menos faltas ao trabalho dos pais. Como resultado, a amamentação pode beneficiar não somente as crianças e suas famílias, mas também a sociedade como um todo.
Somente no final da década de 80 ficou claro que a amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida é mais segura do que outros tipos de alimentação da criança. O efeito protetor do leite materno contra diarréias e doenças respiratórias pode diminuir substancialmente quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer outro alimento, incluindo água ou chás. Isso se deve ao fato de que a criança não amamentada exclusivamente recebe menos fatores de proteção existentes no leite materno, além de receber alimentos ou água, com freqüência, contaminados.
Em Pelotas, RS, um estudo caso-controle mostrou que as chances de morrer eram bem maiores em crianças que receberam outro tipo de leite . O risco de morrer no primeiro ano de vida, por diarréia, foi 14 vezes maior em crianças não amamentadas e 3,6 vezes maior em crianças com aleitamento misto, quando comparadas com crianças amamentadas exclusivamente. Outro estudo mostrou o efeito do uso de leite artificial nas taxas de internação por pneumonia. Em crianças não amamentadas nos primeiros 3 meses, a chance de hospitalização foi 61 vezes maior do que em crianças amamentadas exclusivamente.
A suplementação do leite materno com água ou chás, até pouco tempo considerada inócua, tem se mostrado nociva à saúde da criança. Estudos no Peru e nas Filipinas mostraram que a prevalência de diarréia dobrou quando água ou chás eram oferecidos às crianças menores de 6 meses, quando comparadas com crianças que só recebiam leite materno.
A suplementação do leite materno com água ou chás nos primeiros 6 meses é desnecessária, mesmo em locais secos e quentes. Mesmo ingerindo pouco colostro nos primeiros 2-3 dias de vida, recém-nascidos normais não necessitam de mais líquidos além do leite materno, pois nascem com níveis de hidratação tecidual relativamente altos.
Além de uma maior proteção contra infecções, a amamentação exclusiva é importante sob o ponto de vista nutricional. A suplementação com outros alimentos e líquidos diminui a ingestão de leite materno, o que pode ser desvantajoso para a criança, já que muitos alimentos e líquidos oferecidos às crianças pequenas são menos nutritivos que o leite materno, além de interferir com a biodisponibilidade de nutrientes-chaves do leite materno, como o ferro e o zinco.
Outro importante aspecto relacionado com o padrão de amamentação é a amenorréia pós-parto. Sabe-se que a amenorréia da lactação depende da freqüência e duração das mamadas. Em comunidades onde as mulheres amamentam os seus filhos por curto tempo e iniciam a alimentação complementar precocemente, a duração média da amenorréia pós-parto é menor, bem como o espaçamento entre os partos.
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Portanto: amamentar não tem contra-indicação! Faz bem para cabeça, corpo e para o bolso da mãe, além de ser essencial para o bebê crescer e se desenvolver!
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