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domingo, 7 de agosto de 2011

SMAM 2001- Contribuição Cris de Melo

Nesse domingo, ultimo dia de comemoração da Semana Mundial de Aleitamento Materno, temos a contribuição da colega Doula Cris, de Florianópolis. Ela conta como foi sua experiência em amamentação, e como tudo ocorreu naturalmente, até o desmame. Leiam!!
Sofia recém nascida mamando!
Mesmo antes de ser mãe eu sonhava com a amamentação, sempre que pensava em ter filhos no futuro, eu imagina uma menina em meus braços, mamando e sorrindo. Por tanto sonhar, acabei  engravidando aos 17 anos, do meu querido marido hoje juntos a 6 anos. Me preparei na gestação lendo tudo, ouvindo experiências, e tive medo de passar pelos principais problemas que muitas relatam. Mamilos fissurados, falta de leite, ou o excesso do leite causando mastite, etc.
Quando a Sofia nasceu em Abril de 2007 foi um dia especial, o parto em si não foi como eu queria, passei por uma cesárea desnecessária, mas graças a essa experiência também virei uma Doula. Logo após o nascimento dela, quando chegamos no quarto, minha mãe foi a primeira pessoa a colocá-la para mamar, e foi como colocar algo na tomada. Simplesmente ela encaixou e começou a sugar. Foi emocionante, olhar para seus olhinhos, sentir seu corpo quentinho no meu corpo, não tem como descrever.
E assim, fácil eu amamentei exclusivamente por 6 meses, logo depois introduzi os alimentos pouco a pouco, conforme a pediatra me guiava. Aliás, foi fundamental ter uma pediatra maravilhosa e capaz do meu lado, ela foi a principal pessoa a me incentivar no aleitamento exclusivo. Inclusive quando eu achava que não daria conta de tirar leite todos os dias, para que ela mamasse enquanto eu estudava ( estava terminando o ensino médio).
Ela continuou mamando até completar 1 ano e 6 meses, nessa época eu já não me sentia tão á vontade amamentando, ela mordia muito, brincava no peito ao invés de mamar, e ainda acordava no meio da noite. Sou a favor da amamentação enquanto ela satisfaz mãe e bebê, e resolvi testar, quando ela pedia peito eu brincava com ela e a distraía. Se ela insistisse eu amamentava. Fiz isso um dia todo, e no dia seguinte ela já não pedia mais, e quando eu oferecia ela negava. Ela estava tão pronta para o desmame que fez tão rápido que quase fiquei com uma mastite, e tive que ficar ordenhando muito para não empedrar.
Hoje que ela tem 4 anos, me sinto totalmente realizada com a amamentação, ela raramente fica doente, e se alimenta com tudo. Hoje como Doula incentivo  a amamentação diariamente,e aconselho para que as mulheres se informem para estarem prontas, e que mesmo que tenham dificuldades, não desistam.

Cris De Melo
Doula & Mãe da Sofia 4 anos!

sábado, 6 de agosto de 2011

SMAM 2001- Contribuição de Melissa Silva Conceição


A Mel assim como a Déa, são irmãs de causa de ideais, que acreditam que a mulher tem o poder sim, de amamentar seu filho, pelo tempo que for necessário. Ela é acreditou nisso e não desistiu!! Leiam seu relato:
Mel e Pedro
Eu sou a Melissa, Mãe do Pedro de 1 ano e 4 meses, Nutricionista. A minha experiência sobre aleitamento materno é ótima, pois graças a Deus, não tive nenhum problema. Durante a faculdade tivemos disciplinas referentes a aleitamento materno e confesso que não tinha nem ideia de como era.
Quando engravidei comecei a prestar mais atenção nas histórias das mães ao meu redor, algumas não tinham leite,outras o leite era fraco, outras o bebê não queria mamar, etc. Só histórias sem sucesso nenhum. Eu com meus peitos tamanho PP, achava que teria dificuldades, mas no decorrer da gravidez observava o peito aumentando e um pouquinho de líquido que aparecia de vez em quando.
Quando o Pedro nasceu logo foi amamentado e nós dois não tivemos nenhuma dificuldade. Ele nasceu na sexta-feira, mas somente na segunda é que pude sentir o peito “cheio”, uma maravilha, achava que ele não daria conta de mamar , pois era muito leite. Mas ele deu conta sim.
No  segundo mês o Pediatra achou que ele estava com fome, porque chorou no momento da consulta. Eu disse que não era bem assim, que fome ele não tinha não. Então, na consulta seguinte a surpresa foi com o peso que não havia aumentado tanto conforme o esperado. O Pediatra então receitou o famoso leite artificial, quando ele começou a escrever na receita eu já comecei a chorar, fiquei indignada e não consegui dormir a noite inteira pensando, será que meu filho estava mesmo com fome? Eu o amamentava em livre demanda, sempre que ele queria. Depois que passou a revolta pensei melhor e decidi não dar o LA, era um absurdo, meu filho sempre foi tranqüilo, atento e vinha se desenvolvendo bem. Nessa hora valeu o conhecimento da minha profissão. A partir daí confesso que não dei mais nenhuma importância para o que os Pediatras diziam durante a consulta, só levava ele mesmo por que era necessário. Aprendi a dar valor ao que tinha aprendido na faculdade, pois estava vivenciando tudo e comecei a me preocupar com as outras mães que diziam ter problemas na amamentação e realmente não recebiam estímulo algum do profissional de saúde que cuidava do seu filho.  Sempre que converso com alguma gestante ou mãe de algum bebê que está em idade de ser amamentado, gosto de passar a minha experiência.
 Graças a Deus, o meu filho não ficou doente nenhuma vez durante o primeiro ano de vida. Nunca precisei comprar mamadeiras, bicos e LA. Mesmo assim recebo olhares atravessados de pessoas que não entendem a importância do aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida. Me mandavam dar chás e LA para quando eu precisasse sair de casa. Ou um suquinho, ou guaranázinho, ou nescauzinho que alimenta. Absurdos que vão passando de geração em geração, e que espero acabem na nossa.
FUTURAS MAMÃES! O Aleitamento materno exclusivo é a melhor  coisa que a gente pode fazer pelos nossos filhos nos primeiros seis meses de vida. Algumas talvez tenham algumas dificuldades, mas nunca devem desistir. Em todos os aspectos o leite materno é ótimo. Na questão de saúde, crescimento e desenvolvimento do bebê (há sempre novas pesquisas falando de todos os benefícios do leite materno ;na recuperação pós parto da mãe (perdi 90% do peso adquirido na gravidez , somente no 1º mês de vida do Pedro); na questão de higiene e praticidade ( não é necessário uso de mamadeiras, nem levantar durante a madrugada para preparar leite); na questão financeira ( já viram quanto custa uma lata de LA e quantos dias dura cada uma?).
O LA é necessário em algumas ocasiões é claro, mas não em todas. O uso deve ser uma exceção e não a regra da alimentação do bebê.
Agora meu filho está com 1 ano e 4 meses, ainda amamentado em livre demanda. Pretendo continuar amamentando até 2 anos ou mais, se for da vontade dele, da minha com certeza vai ser, afinal além de tudo é um momento só nosso, e é nessa hora que consigo mostrar pra ele todo o amor e carinho que sinto por ele !

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

SMAM 2011- Contribuição Andréa Alexsandra Silva Carlos

Andréa é nossa colaboradora de hoje (sei que esta tarde, mas ocorreu um imprevisto, desculpem). Ela é mais que uma colega de profissão, é uma irmã de causa, de ideais! Escreveu um maravilhoso relato de sua história de amamentação, leiam:
Inácio e Déa no mamaço!

Meu filho Inácio nasceu e ficou comigo durante todo o tempo de permanência no hospital. Logo na sala de recuperação eu já tentei amamenta-lo, ele até tentou mamar, mas nada de leite, o bebe não chorava só me olhava e dormia.



No quarto a mesma coisa, eu o botava pra mamar, mas parecia que ele não tinha força para sugar, sugar o que? não descia leite e ele não reclamava parecia que não sentia fome. No outro dia nada dele mamar eu já estava bem preocupada, pois achava que ele estava com fome, mas o médico e enfermeiras diziam que não me preocupasse que ele tinha reservas... No final do segundo dia eu continuava tentando e nada, então uma enfermeira veio buscar o Inácio para dar infelizmente LA(leite artificial), nessa hora agente pensa só em alimentar o bebe, mais foi muito triste, pois não era o que eu tinha imaginado meu filho tomando LA...o filho de uma nutricionista...

No terceiro dia fomos para casa e nada de leite, na saída o médico receitou spray e medicamento para ver se ajudava a descer, comecei a usar e no final do dia começou a sair um pinguinho de leite fiquei feliz mais era muito pouco, neste dia meu filho tomou LA no copinho em casa.
No outro dia já saia um pouco mais de leite, mas o bebe não conseguia sugar e começou a choradeira, minha e dele, claro ele sentia fome, então eu tirava o pouco que saía com uma maquininha(sei que não é recomendado mas manualmente não saía de jeito nenhum) e dava no copinho, mas não era suficiente ele chorava muito dia e noite, passamos vários dias assim só no LM(leite materno) que eu tirava e que não era suficiente.
Na primeira consulta com a pediatra tive um susto, meu bebe tinha perdido 365g e a médica achou que era uma perda muito grande. Então começamos um tratamento de choque 30ml de LM a cada 2h no copinho, antes é claro botava ele no peito pra incentivar, além de utilizar um método para alongar meu mamilo plano e assim o Inácio conseguir sugar melhor, optei por protetores de seio de silicone com furo, ajudava um pouco. Passei 24h tirando e dando LM para ele, e tivemos um aumento de 100g em 24h, nos próximos dias fomos aumentando a quantidade de leite, pois a minha produção também estava aumentando aos poucos, pra ter uma idéia, o aumento que falo era de mais ou menos 50 ml de leite dos dois seios que eu levava uma meia hora para tirar. De dia corria tudo bem eu tirava tudo o que podia de leite e estocava, mas mesmo assim na madrugada era preciso dar LA.
Foram dias de angustia, fiz de tudo, massagens, banho quente, passei pente no seio, usei sutiã cortado, chorava a cada vez que via meu bebe tomando aquele leite artificial. Bom, não gosto, mas tenho que confessar, até uma mamadeirinha daquelas bem pequeninhas andou por lá, ela servia somente para emergências, eu sabia do risco que corria se a utilizasse direto. Eu tinha medo de ele nunca pegar o seio e eu não conseguir amamentar, de meu leite secar de vez, e até de meu filho não me reconhecer como mãe, ao mesmo tempo ficava tranqüila em saber que ele estava tomando todo o meu leite e que aos poucos a demanda aumentava e mesmo com o protetor de silicone ele estava sugando melhor a cada dia. Meu marido deu grande apoio e ficou preocupado comigo, pois me via chorando, eu dizia pra ele me deixar chorar que o choro me dava mais força para continuar e não desistir. As pessoas à volta nunca me falavam nada, mas eu sentia que não acreditavam que eu ia conseguir, realmente não acreditavam, hoje falam.
Aos poucos fui diminuindo as ordenhas na máquina e dava apenas o seio primeiro sem o protetor, depois com o protetor, e somente se fosse preciso o LA.
Lá por volta de 1 mês e alguns dias, meu filho já estava sugando bem sem o protetor e um belo dia para minha felicidade recusou a fórmula, desde então ele passou a mamar normalmente como se nada disso tivesse acontecido e daí em diante até os 6 meses ele mamou somente LM e como mamou, hoje com 11 meses ainda mama e pretendo continuar amamentando não sei por quanto tempo.
Não tive ingurgitamento nem fissuras, antes que elas me aparecessem passava leite no bico(restinhos de leite para economizar-risos).
Em fim, tenho noção de que a minha experiência serviu para ver que na prática amamentar requer muita perseverança, sei que utilizei de alguns métodos que não são os ideais recomendados, eu estava consciente dos riscos e os utilizei com cautela. Todo o esforço foi recompensado, pois meu filho tomou se não todo, quase todo o leite que saiu do meu peito e isso é o que realmente importa, digo que eu e meu filho vencemos juntos a primeira batalha da vida dele, pois ele também foi forte e não desistiu.

Andréa Alexsandra Silva Carlos – Nutricionista

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SMAM 2011: Contribuição de Josiane Pinheiro

Hoje temos a contribuição da queridíssima Josiane Pinheiro, mãe do Érico. Mais um relato belíssimo, e ela conta como o começo foi difícil, e é para muitas mulheres! Mas como querer é poder, Josi superou todas as adversidades e amamenta Érico até hoje, e até quando eles quiserem! Obrigada pela contribuição Josi! Parabéns pela garra!!


Josi mamando!!
Minha experiência positiva com o aleitamento inicia com a minha própria história: fui amamentada até 1 ano e 2 meses de idade, para época bastante tempo (minha bisa morria de vergonha ao sair comigo e com minha mãe, risos), contudo, meus pais sempre creditaram ao aleitamento o fato de eu ter sido uma criança que pouco adoecia, saudável e esperta. Cresci ouvindo isso, portanto nunca me passou pela cabeça não amamentar. Quando engravidei, busquei mais informações e constatei tudo que aprendi por intuição dos meus pais estava embasado. Segue um link de reportagem, entre tantos, para ilustrar: 


http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4991508-EI8147,00-Amamentacao+torna+criancas+mais+inteligentes+diz+estudo.html. 


Érico mamando logo após nascer!
Isso tudo contribuiu para me fortalecer e tornar minha experiência gratificante, mas nem sempre foi assim. Assim como na gravidez a gente ouve falar nas dificuldades de ser mãe, mas o estado de encantamento não nos deixa dar muita importância - ainda bem! -  com a amamentação não foi muito diferente. Quando o Érico nasceu veio mamar direto, pensei que ia ser barbada, como nos cartazes de atrizes amamentando felizes - isso ficaria para mais tarde, pois o início é bem complicado. O primeiro dia foi maravilhoso, ele chorava, ganhava peito e a paz reinava; Entretanto do segundo dia em diante, meu peito começou a doer, rachar, sangrar vi então que a batalha não ia ser fácil. Mas eu não ia desistir, embora muitas vezes eu tenha pensado em fraquejar. Outra dificuldade foi a pressão familiar pelo bico, pois ele mamava muito e me daria um sossego se ele chupasse algo, pois "desse jeito eu não iria aguentar", ou então "ele tá fazendo teu peito de bico"... e assim por diante. Aguentei firme, sei que minha família só quis ajudar a sua maneira, assim como de fato, me ajudou muuuito em tantos outros aspectos, afinal, o que serve pra uns pode não servir para outros. Esse período mais crítico deve ter durado 1 ou 2 meses; me perguntava onde estava o prazer de amamentar, alguém havia me enganado!! Mas ainda bem que o tempo passa e tudo se resolve, ainda mais quando não desistimos do que acreditamos - acho que essa é a grande provação, o obstáculo a "dois passos do paraíso". Descobri então que ninguém havia me enganado! Que alimentar um filho é algo maravilhoso, um presente de Deus! Acredito também que ter superado essas dificuldades tornou a amamentação mais prazerosa ainda. (Esqueci de mencionar que o uso da concha para proteger os seios me ajudou muito, foi uma grande aliada)
Hoje o Érico está com 5 meses e meio, com 8,2Kg, 69cm, se desenvolvendo maravilhosamente bem graças ao aleitamento exclusivo! Nunca teve febre, é uma criança muito sociável e sorridente, mesmo com estranhos, calminho, quase não chora! Isso tudo vale as dificuldades iniciais pois não há palavras para definir o que sentimos ao ver nosso filho crescer e se desenvolver com o alimento que produzimos exclusivamente para ele. É gratificante, prazeroso parar tudo que estamos fazendo para dar peito, colo, carinho... trocar olhares... Não tem preço!! Eu amo muito amamentar!! Quanto ao desmame, quero que ocorra naturalmente, quando ele quiser... Mas desde já, sei que vou sentir falta desses momentos nossos... Acho até que vou ter depressão pós amamentação... risos...

Meu humilde conselho: Acreditar em si, não desistir e contar com recursos que estão aí para ajudar - no meu caso, foi a concha - aconselho. Toda esforço valerá ao ver seu filho crescendo forte e saudável!!

Momento lindo de ser ver!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

SMAM 2011: Contribuição de Priscila Cavalcanti

Este é um relato fornecido pela querida Doula- amiga Priscila Cavalcanti. Um lindo relato sobre amamentação, sobre dificuldades e vitorias! Leiam é muito lindo! Obrigada flor, pela contribuição.

A informação faz a diferença
Quando meu segundo filho, Fernando, nasceu, eu me achava a mãe mais experiente do mundo. Tinha um filho de dois anos, o Henrique, que tinha mamado no peito até nove meses de idade e com quem a amamentação tinha corrido muito bem.
Na gravidez do Henrique, eu tinha feito o cursinho de gestantes do hospital, onde ensinavam que “pega boa” é “boquinha de peixe” e sem fazer estalinho. Não que esteja errado, mas eu achava que isso era tudo e que amamentar o Fernando ia ser “bico” – sem trocadilhos.
Não podia estar mais enganada. O Nando berrava já na maternidade. Mamava muito e berrava mais ainda. Em casa, meus mamilos começaram a ficar cheios de fissuras e as dores eram absurdas. Dor do parto é moleza, perto da dor de fissuras mamilares (pelo menos, para mim). Aí começaram os palpites.
“Para quê isso?”. “Desmama esse moleque, para que sofrer tanto?”. “Amamentei o fulaninho só um mês e ele nunca ficava doente!”. Tudo isso no meio da minha dor: podia ser um diabinho me tentando... Podia, mas não foi. Porque eu estava muito firme na minha decisão de amamentar o Fernando, nas minhas convicções de que o leite materno era o melhor alimento para meu filho. A dor era ruim, mas era algo que eu conseguia isolar, não prestar atenção nela e sim no bebê, que mamava com gosto.
Acontece que, desde que meu primeiro filho nasceu, eu fazia parte de algumas comunidades virtuais de mães recentes e gestantes. Descobri o GAMA, a Ana Cris, as doulas, a Ingrid Lotfi (doula no Rio de Janeiro) e muitas outras organizações e pessoas que incentivavam o parto natural e a amamentação. Essas “descobertas” foram muito importantes, mas a Ingrid Lotfi foi fundamental. As coisas que a Ingrid escreveu lá atrás, em 2003, fizeram a diferença em 2005, na minha insistência em manter o Fernando no peito.
Comecei a tomar algumas medidas para tentar curar meus mamilos. Tomava sol nos seios, passava pomada de lanolina, fiz compressa de casca de papaia, passei chá de casca de romã e usei uma pomada cicatrizante. Foi funcionando aos poucos. Daí, ganhei um intermediário de silicone e quase que meu filho larga o peito: aquela coisa deslocava-se para dentro da garganta dele e causava ânsia. Fora que o leite diminuiu.
Tomei chá da mamãe, tintura de algodoeiro, descansei de montão e o leite foi voltando, o peito sarando e o Fernando sempre mamando.
Não foi uma história longa, porque, aos sete meses do Fernando, ele largou o peito. Insisti por uma semana, mas ele ficou irredutível, fazia cara de nojo e tudo mais.
De qualquer modo, esse é meu relato de apoio na amamentação: o incentivo que a querida Ingrid Lotfi me deu, dois anos antes de meu segundo filho nascer, foram a força de que eu precisava para resistir a tanta pressão para desistir. O apoio é importantíssimo e pode assumir várias formas. Para mim, veio na forma de uma mulher do Rio de Janeiro, que conheci em uma lista, arrumando a maior briga na defesa do parto natural, e que acabou virando minha amiga. Uma amiga que nunca vi de verdade, só em fotos e conversando por emails. O amor escolhe as mais diversas formas de se manifestar. Apoio à mulher que amamenta é amor, sim. Obrigada Ingrid!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

SMAM 2011- Contribuição de Alessandra Flores

Sofia, 1 ano e 7 meses de amamentação!
Alessandra Flores é formanda em Nutrição pela PUC/RS, e esta contribuindo hoje com trechos do texto sobre Aleitamento Materno, do "Guia Nutricional da gestante- Nutrindo Vidas", que ela e a queridíssima Karina Soares Frantzeski (formanda) criaram com muito amor e dedicação! Fui convidada a contribuir em um trecho do Guia falando sobre a Doula, me senti muito honrada pelo convite. Este não é um simples Guia para gestantes, nele não se vê somente a Fisiologia da gestação e do nascimento, de uma forma impessoal, e até fria. Nele se vê a mulher gestante e seu bebê como seres únicos, que devem ser respeitados e cuidados. Logo estará a venda. Obrigada pelo texto querida. Segue o texto:


Aleitamento Materno
Nenhuma voz fala mais alto que o silêncio do olhar entre mãe e filho durante o gesto simples, e ao mesmo tempo complexo, de amamentar. Após o nascimento a primeira reação da mãe é querer o filho junto ao peito, vasculhar cada pedacinho do pequeno bebê para ter certeza de que está tudo bem. É como se cheirasse e lambesse a cria, e em seguida alimenta o filhote com um extinto enigmático, afinal somos mamíferos e não há como fugir da nossa classe do reino animal.
Dar de mamar é um processo que depende de diversos fatores, como por exemplo, a produção de leite que é determinada pela ação hormonal na gestação e intensificada com a prática da amamentação adequada. Há uma grande influencia do meio externo, como os mitos e medos que rodeiam a mulher, além do estilo de vida. A mãe que passa por momentos de estresse no período da lactação pode ficar desmotivada e com isso diminuir a produção de leite. O equilíbrio emocional é muito importante nesse momento.

Aleitamento Materno Exclusivo
O leite materno é um alimento completo e natural, rico em todos os nutrientes necessários, contêm vitaminas, gorduras, açúcares e proteínas, todos apropriados para o organismo do bebê. Por isso é de fácil digestão. Além de nutritivo, há substâncias protetoras que não se encontram no leite de vaca e em nenhum outro leite.
Amamente o seu filho na primeira hora de vida, já na sala de parto, até o 6º mês somente com o leite do peito, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento. O leite materno é suficiente para suprir as necessidades de nutrientes e de água. Essa prática exclusiva é reconhecida por um consenso mundial por trazer muitos benefícios, o aleitamento materno exclusivo é fundamental para a saúde e desenvolvimento da criança devido às vantagens imunológicas e psicológicas de curto e longo prazo.

Vantagens do Aleitamento Materno
O organismo do recém-nascido é estéril, ou seja, livre de bactérias e por isso suscetível a diversas infecções. O leite humano previne infecções gastrintestinais, respiratórias e urinárias, ao mesmo tempo possui efeito protetor sobre as alergias, especificamente, para a alergia à proteínas do leite de vaca que são grandes responsáveis pela maioria das alergias infantis. A proteção que o leite materno proporciona faz com que os bebês tenham uma melhor adaptação ao iniciar a alimentação complementar, já a introdução precoce de alimentos pode desenvolver alergias alimentares.
A partir do 6º mês é preciso iniciar a alimentação complementar, oferecendo outros alimentos, inclusive a água, que deve sempre ser filtrada ou fervida. O leite materno deve continuar sendo oferecido até o segundo ano de vida do bebê.

Vantagens à mãe, ao pai e à família
. Reforça os laços afetivos, pois transmite amor e carinho.
. O corpo da mulher gasta mais energia e com isso ocorre a perda de peso.
· Faz o corpo voltar mais rapidamente ao normal, principalmente o útero.
· Por diminuir o sangramento após o parto, reduz as chances de a mulher ter anemia.
· Diminui o risco de a mãe ter depressão, câncer de mama, de ovário e osteoporose.
· É econômico e prático. Não precisa ser comprado.
· Não é preciso ferver, misturar, dissolver coar e esfriar.

Vantagens para o bebê
· O leite materno é um alimento completo.
· Protege o bebê de infecções, alergias, diabetes, obesidade, cáries e outras doenças.
· Mamar no peito desenvolve os músculos da face, por isso contribui para o desenvolvimento da fala e dentição.
· Por ser nutritivo contribui para o desenvolvimento e crescimento da criança.
· É fácil de digerir e por isso facilita a evacuação e evita diarréia.
· Está sempre pronto e na temperatura certa.


O ALEITAMENTO MATERNO TRAZ BENEFÍCIOS À MÃE, AO BEBÊ, À FAMÍLIA E TAMBÉM PARA A SOCIEDADE. POR ISSO, NUTRA, ACOLHA E ACALENTE O SEU FILHO. AMAMENTAR É UM ATO DE AMOR E DE PROTEÇÃO.


Texto retirado do Guia Nutricional da Gestante – Nutrindo Vidas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

SMAM 2001

SMAM 2011

   

Escolha o ícone da SMAM 2011 que mais te agrada e coloque no seu site, blog, orkut, facebook… Baixe aqui!


A WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) lançou um calendário comemorativo da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2011, contendo informações valiosas sobre como desenvolver esse tema tão complexo e atual, sugerido para este ano. Abaixo, vocês encontram o texto traduzido para o português.
Por que 3D?
Quando falamos em apoio à amamentação, a tendência é pensar em 2 dimensões: tempo (da gravidez ao desmame) e lugar (a casa, comunidade, sistema de saúde, etc.). Mas nenhum desses tem muito impacto sem a TERCEIRA dimensão – comunicação!
A comunicação é parte essencial na proteção, promoção e apoio à amamentação.
O que podemos fazer para ter uma experiência 3D – Mexa-se e celebre!
1) Conecte-se com outros ativistas da amamentação por email ou blog, Facebook ou Twitter, e comece a planejar!
2) Entre em contato com comunicadores locais: professores, jornalistas, publicitários, estudantes, líderes comunitários – para ajudá-los a construir e compartilhar mensagens vitais e aumentar a conscientização.
3) Entre em contato com unidades de saúde locais e ajude-os a implementar estratégias de alcance para mulheres grávidas e lactantes ou cursos de treinamento para consultores em aleitamento e aconselhamento em amamentação.
4) Escreva para seu empregador e órgãos governamentais locais ou nacionais e peça patrocínio para um evento da SMAM e, caso necessário, alerte-os sobre a necessidade de prevenir conflitos de interesses evitando apoio ou qualquer forma de colaboração de indústrias ou representantes de produtos abrangidos pelo âmbito da legislação. (No caso brasileiro, da NBCAL).
5) Seja o anfitrião de um evento onde as pessoas podem compartilhar suas histórias com criatividade – uma exposição de arte em conjunto, um monólogo, uma competição de vídeos online, festival de filmes, feira alternativa de artesanato, fórum de discussão virtual, o céu é o limite!
6) Incentive o ensino da amamentação em escolas e universidades e a integração com organizações que já trabalhem com causas sociais para realçar a amamentação através de pontos de vista variados.
7) Fale com as pessoas à sua volta!
Que resultados queremos alcançar este ano?
- Estimular comunidades e unidades de saúde a usar novas tecnologias para atingir o maior  número de pessoas com informações sobre amamentação e alertá-los sobre os conflitos de interesse que surgem, quando entidades que obtêm lucro a partir da venda ou distribuição de produtos abrangidos pelo Código Internacional de Publicidade de substitutos do leite materno (no Brasil, NBCAL) promovem a amamentação.
- Aumentar o alcance do ativismo em prol da amamentação, envolvendo grupos que geralmente demonstram menor interesse (p. ex.: jovens, homens, ativistas de planejamento familiar).
- Desenvolver e melhorar a orientação de técnicas de comunicação em amamentação e treinamento de saúde e buscar particpação ativa dos jovens.
- Através das redes, criar e ampliar canais de comunicação entre diferentes setores, para que a informação e feedback em amamentação possam ser acessados e intensificados.
- Encorajar especialistas em amamentação e comunicadores experientes a tornarem-se mentores de novos ativistas e recém chegados à nova era da comunicação, independente da faixa etária.
- Explorar, apoiar, reconhecer e implementar comunicações inovadoras com criatividade aproxima e proporciona um espaço para que as pessoas desenvolvam suas idéias.
Você está falando comigo?
Conexão, sinergia, colaboração, parceria: COMUNICAÇÃO. Estas palavras capturam a energia e o poder do desenvolvimento humano. Há vinte anos, no centro Innocenti, um grupo de profissionais de saúde e líderes globais uniram forças para uma causa que vale a pena – o apoio, promoção e proteção da amamentação por todo o mundo. A semana mundial da amamentação foi criada para comemorar a Declaração de Innocenti e, desde então, tornou-se um evento anual celebrado por milhares de pessoas em todo o mundo.
Atualmente, a internet nos traz a possibilidade de encontrar facilmente informação sobre qualquer coisa. Usamos as redes sociais para encontrar rapidamente amigos e familiares que moram longe. Em relação à amamentação, existe muita informação disponível através destes canais. Não há dúvida de que a amamentação fornece uma bagagem de saúde nutricional e preventiva para bebês e crianças, e é uma das práticas mais sustentáveis na Terra. A amamentação também é importante para as mulheres – ajudando-as a perder peso após o parto, protegendo-as contra o câncer de mama e outras doenças, e adiando o retorno da menstruação e ovulação. No entanto, em muitos lugares do mundo ainda travamos uma batalha com os baixos índices de amamentação exclusiva e continuada. Por que existe uma lacuna entre o que sabemos e o que está efetivamente acontecendo, e o que podemos fazer a respeito? Assim como os componentes do leite materno, que formam um complexo vital de nutrientes e células vivas, a interação renovada e animada entre as pessoas é vital para cultivar e apoiar as mães que amamentam! Estas interações fazem com que a mãe saiba que não está sozinha! Enquanto governos locais e nacionais respondem ao crescimento das disparidades no sistema de saúde e recessão econômica em suas comunidades, a amamentação se estabelece consistentemente como uma iniciativa sustentável, democrática e uma resposta de baixo custo a estas pressões. Campanhas tais como a SMAM, Healthy People 2020 nos EUA, One Million Campaign e outras políticas de saúde em muitos países, esclarecem às mães que é possível amamentar.
Com tantas formas de comunicação acessíveis pela ponta dos dedos, agora é o momento perfeito para compartilhar e empoderar. O desafio é encontrar mensagens criativas com as quais possamos nos identificar, envolvendo também espectadores não-tradicionais. Um público importante é a geração jovem. Jovens tem uma variedade de idéias, energia e entusiasmo e desempenham um importante papel na formação do futuro de suas comunidades. Uma mãe precisa sentir-se apoiada, mas este apoio precisa vir de fontes e setores múltiplos, com mensagens corretas e consistentes de todos os seus contatos.
O tema da SMAM 2011 nos lembra que amamentar é uma experiência 3D – uma oportunidade de ter um maior alcance, um investimento em um futuro saudável e, finalmente, uma lente ímpar através da qual vemos o mundo. Lembremos – para obter sucesso nesta campanha precisamos comunicar. Nós somos o mundo, e nós queremos saber porque amamentar é importante. Este ano estamos pedindo a cada um de vocês que amplie seus horizontes, através de todo e qualquer meio de comunicação ao qual tenha acesso, e compartilhe as mensagens necessárias para empoderar toda mulher e toda comunidade, para que tenham sucesso no ideal de amamentação.
Tradução livre de Bianca Balassiano Najm – posso amamentar.
Calendário original em inglês:  wbw2011-calendário
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