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domingo, 31 de março de 2013

Documentário " Um Dia de Vida"

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Entrevista e breve relato de parto de Letícia de Oliveira


Alice, uma boneca de tão linda!


 1-      Como soube das Doulas e porque se interessou em ter este acompanhamento? Já lia muito a respeito do trabalho das doulas há mais ou menos 2 anos antes de engravidar quando comecei a pensar no assunto. No começo, até entender o que realmente era parto humanizado, nem cogitava ter uma, mas a medida que fui me informando, percebi que queria um parto com o acompanhamento de uma doula.

2-      Como escolheu a sua doula? Queria uma doula que morasse próximo a minha casa. Encontrei minha doula no facebook e a conheci num encontro sobre parto.

3-      Como foi ter uma doula no parto? Essencial. Me senti amparada emocionalmente e segura por ter alguém com bastante conhecimento sobre parto.

4-      Por quê decidiu ter um parto normal/ natural? Por que quis ser respeitada, não quis sofrer nenhum trauma no momento que seria o mais inesquecível da minha vida.

5-      Como foi o trabalho de parto e nascimento? Se pudesse voltar atrás,faria algo diferente? Foi longo, tranqüilo e respeitoso. Talvez se pudesse voltar atrás teria ficado mais um tempo em casa antes de ir ao hospital mas, principalmente, teria tentado DORMIR e descansar no início do trabalho de parto.

6-      Se tiver outro filho, pretende parir de novo e ter uma doula ao seu lado? CERTAMENTE.

7-      Como esta se sentindo depois da experiencia de parir, como esta a recuperação pós parto? Após o nascimento me senti como se nunca tivesse parido. Uma sensação maravilhosa. O pós parto foi ótimo no aspecto físico, emocionalmente nem tanto, tive alguns problemas  que interferiram no meu bem-estar.

8-      E os cuidados com o bebê e a amamentação estão seguindo bem? Tive bastante problemas com amamentação justamente por situações de stress que enfrentei referente ao meu trabalho. Amamentei exclusivamente no peito somente 25 dias. Não tinha leite.

9-      Sua experiencia com o parto foi positiva? Sim

10-  Você ficou satisfeita com o trabalho da doula? Sim

11-  Conte em algumas linhas como foi seu parto e ver seu bebe pela primeira vez. Se quiser deixe uma dica para as futuras mães.
Meu parto foi como sonhei, com uma médica excelente e humanizada, uma doula muito dedicada e um marido companheiro.
Um trabalho de parto intenso e cansativo, mas completamente transformador.
Um expulsivo calmo, demorado e que me trouxe uma nova vida.
Claro que aprendemos muito numa primeira experiência e para um próximo parto, sonho mais alto.

Um conselho a quem sonhar com um parto humanizado, busque, informe-se e não aceite os “nãos” que aparecerem. Vale a pena cada sacrifício e renúncia.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

5 PERGUNTINHAS PARA SABER SE SEU MÉDICO É “CESARISTA”

google imagem

Por Ana Cristina Duarte, parteira e Dr. Jorge Kuhn, médico obstetra.
Alguns médicos se fazem de bonzinhos e dizem que “fazem parto normal” para atrair clientes aos seus consultórios, quando na verdade eles só “assistem” partos normais de mulheres que chegam no hospital no expulsivo!
Primeiro que quem faz o parto não é o médico é a mulher, se o médico diz que “faz normal” sinal de que será cesárea na certa. =/
Depois, a grande maioria desses médicos atende por convênio é quer garantir o máximo de retorno das seguradoras então nem se preocupam com suas pacientes.
Se você pretende de fato ter um parto normal, sem riscos desnecessários para o seu bebê, seguem 5 perguntinhas básicas para verificar se o seu obstetra tá na mesma sintonia que você:

1) Doutor, quais as chances de eu ter um parto normal?

Resposta certa: 90%, pelo menos;
Resposta errada: ainda não dá pra saber, depende de como o parto vai caminhando, porque se der algum problema, não posso deixar você e seu filho morrerem, a gente só sabe na hora mesmo…

2) Doutor, quanto tempo dá pra esperar depois da bolsa romper?

Resposta certa: até 96 horas (4 dias), de acordo com o protocolo inglês, ou até 24 horas de acordo com os protolos mais conservadores, desde que o seu bebê esteja bem. Talvez a gente tenha que administrar um antibiótico se depois de 6 horas de bolsa rompida você não tiver entrado em trabalho de parto. E se você não entrar em trabalho de parto espontaneamente após esse prazo, a gente tem que induzir.
Resposta errada: 4 horas, 6 horas no máximo, senão o bebê pode pegar uma infecção mortal!!! E nem adianta induzir. Não nasceu em 6 horas, não nasce mais, pode fazer cesárea!

3) Doutor, a anestesia não dá problema no parto?

Resposta certa: ela pode atrasar um pouco o parto e aumentar a chance do uso de fórceps. Eu prefiro que a gente deixe a decisão para o mais tarde possível. E se o parto puder ser sem anestesia, melhor ainda!
Resposta errada: não! Hoje em dia a anestesia é super segura, feita bem embaixo para você poder ter todas as sensações, mas não sentir a dor. Eu mesmo só faço parto normal com anestesia, porque não gosto de ver paciente minha sofrendo…

4) Doutor, e se passar de 40 semanas?

Resposta certa: a gente vai esperando e monitorando o bem-estar do bebê, pois nunca aconteceu de um bebê ficar na barriga até a infância. Uma hora tem que nascer. Se a gente vê que lá dentro não está tão seguro, então a gente induz (estimula as contrações uterinas). Mas isso dificilmente acontece antes de entrar na 42ª semana.
Resposta errada: a gente induz quando completar 40 semanas, porque depois disso o bebê pode morrer dentro da sua barriga… ou pior… bom, senão entrou em trabalho de parto até 40 semanas, é porque não vai mais entrar. Tem que ser por cesárea mesmo.

5) Doutor, a cesárea é arriscada?

Resposta certa: veja bem, a cesárea é uma cirurgia e tem os riscos de uma cirurgia. O parto vaginal não corta seu abdômen, não há grandes perdas sangüíneas, é um processo fisiológico e de rápida recuperação. A cesárea é uma cirurgia cada vez mais segura, mas ainda assim traz 4 vezes maior taxa de mortalidade do que um parto normal.
Resposta errada: não, hoje em dia a cesárea está superdesenvolvida e quando acontece alguma coisa é muito simples corrigir. E geralmente essas histórias que a gente ouve de cesáreas que deram problema, foi por imperícia de alguém. Eu mesmo nunca tive um problema mais sério fazendo cesárea. Mesmo as hemorragias, choques e convulsões foram resolvidos com alguns procedimentos.
Agora é com você!
Retirado daqui

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Notícia: Doula a quem doer - Apesar da resistência de hospitais, as acompanhantes de parto têm papel fundamental


Compartilhando notícia do Estadão de São Paulo. Texto escrito pela obstetriz Ana Cristina Duarte
Ana Cristina Duarte
Quando em 2001 o primeiro curso de formação de doulas teve lugar no Brasil, por iniciativa de um médico obstetra, ninguém poderia imaginar a importância que essas profissionais teriam num futuro tão próximo. Naquela época raras pessoas sabiam o que era uma doula e sua função. Apesar de ainda hoje se fazer muita confusão, muita gente já conhece as funções a elas atribuídas, sua importância e seu papel no cenário da assistência ao parto.
A doula Maíra Duarte ajuda a mãe Alcione Agnes uma hora após o nascimento de Giulia - www.carlaraiter.com
www.carlaraiter.com
A doula Maíra Duarte ajuda a mãe Alcione Agnes uma hora após o nascimento de Giulia
Doulas são mulheres treinadas para dar suporte durante o parto. Embora elas não possam executar a parte técnica da assistência, têm papel importante durante o processo, o que faz a maior diferença nos resultados. Em outras palavras, pensando num mesmo público, mesma maternidade, mesma equipe de médicos e enfermeiras, são as mulheres acompanhadas por doulas as que serão mais beneficiadas. Os estudos mostram redução de 20% nas taxas de cesariana e de 30% nos nascimentos de bebê com baixa nota nos primeiros minutos de vida, para citar alguns parâmetros, tudo isso sem nenhum efeito deletério.
Os dois modelos de atuação são as doulas do setor privado, remuneradas por seu trabalho de atendimento a clientes que as contratam, e as doulas voluntárias, que trabalham no sistema público sem conhecer anteriormente as gestantes que vão atender. Nos países do primeiro mundo, como Estados Unidos por exemplo, as doulas já estão ativas na assistência há mais de 30 anos.
No Brasil existem entre 2 mil e 4 mil doulas atuantes entre os dois setores, embora não haja um número oficial ou um cadastro único. Neste 31 de janeiro, o Ministério do Trabalho lançou a nova versão da Classificação Brasileira de Ocupações onde figura, pela primeira vez, a ocupação de doula. Não existe uma profissionalização oficial, tal qual ocorre em outras ocupações em que não há execução de procedimentos de risco para a população. Tal qual fotógrafos e cinegrafistas que adentram o recinto do parto, as doulas não executam procedimentos médicos ou de enfermagem, não oferecendo, portanto, riscos à população. As funções básicas da doula são: acompanhar, acalmar, oferecer suporte emocional e físico, realizar massagem localizada, sugerir movimentos, respirações, atitudes, enfim, uma miríade de ferramentas que ajudam a mulher a atravessar o intenso processo que é dar à luz um bebê.
Uma grande polêmica ocorreu essa semana quando dois grandes hospitais privados da capital paulista proibiram a presença de doulas nos partos, alegando risco de infecção, e recuaram após imensa repercussão na mídia e nas redes sociais. A questão, no entanto, passa longe dos alegados riscos.
Estamos falando de relações de poder, de interesses econômicos, de falta de gerenciamento do setor privado.
Uma boa parte dos hospitais privados do Brasil apresenta taxas de cesarianas superiores a 90%. As cesarianas marcadas são o pilar de sustentação financeira das maternidades privadas. Partos normais, apesar de mais seguros, causam prejuízo, ocupam imprevisivelmente o leito por muito tempo, dão trabalho à enfermagem, não têm hora para ocorrer e não podem ser controlados. Doulas, acompanhando mulheres em trabalho de parto que querem muito um parto natural, perturbam a ordem natural de um centro cirúrgico estruturado para cesarianas pré-agendadas. Doulas pedem água, alimentos e explicações. Mulheres acompanhadas de doulas desobedecem às regras da instituição, questionam, desafiam. Pais acompanhados de doulas são mais protetores e questionadores. Doulas incomodam, partos normais incomodam.
Enquanto todos os setores do nosso país não assumirem que as mulheres estão sendo roubadas em seus partos, tanto no setor privado, com suas cesarianas agendadas, quanto no setor público, com seus partos altamente medicalizados e violentos, não poderemos avançar de fato nas crises profissionais. O problema não são as doulas e sua regulamentação. O problema não são as alegadas infecções provocadas pela presença de mais um acompanhante. Estamos falando de um processo de violência coletiva que vem se perpetuando há décadas em nosso país, sob os olhos semicerrados do governo, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, do Ministério da Saúde, das secretarias.
Se nem a Lei do Acompanhante é obedecida em mais da metade das instituições paulistas, o que se dirá de uma iniciativa que deve ser tomada de livre e espontânea vontade pelas instituições para melhorar a assistência às mulheres que desejam um parto suave, prazeroso, positivo, acolhedor? Ainda temos um longo caminho a percorrer, e as doulas continuarão a ter um papel fundamental nesse processo.
ANA CRISTINA DUARTE, OBSTETRIZ PELA USP E INSTRUTORA EM CAPACITAÇÃO DE DOULAS, É COORDENADORA DO GRUPO DE APOIO À MATERNIDADE ATIVA (GAMA) E AUTORA DE PARTO NORMAL OU CESÁREA? O QUE TODA MULHER DEVE SABER - E TODO HOMEM TAMBÉM (UNESP) 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Meu anjo subiu ao Céu...

... Bem gente, passando por aqui rapidamente para dar uma notícia muito triste para nós aqui em casa...Há algumas semanas atras anunciei para vocês que estava grávida...de como queríamos este bebê, e que nada importava para nós a não ser a felicidade dos nossos filhos.... Infelizmente há 2 semanas tive um sangramento que durou 5 dias, e mesmo repousando o máximo possível acabei tendo um aborto, o qual descobri ontem através de uma ecografia transvaginal, justamente para ver se estava tudo bem. A médica obstetra que fez o exame disse que se eu não mencionasse que estava grávida não daria para notar qualquer alteração...Dói demais perder um filho...mas dói mais ainda ver meus dois filhos perderem o irmão que tanto desejavam...ontem foi um dia de muitas lágrimas...hoje estamos aceitando e deixando nas mãos de Deus! Ele sabe o que faz...
Temos Fé que tudo vai se ajeitar e confiamos Nele. Agradeço à todos pelas palavras de carinho e apoio, vocês são especiais, e tenho certeza que quando for a hora vamos anunciar nossa 4ª gestação, que irá nos trazer mais um anjo para nos encher de AMOR!



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os gases, por Carlos González




Tanto os bebês como os adultos podem ter gases no estômago ou no intestino (sobretudo no intestino grosso). Mas são duas questões completamente diferentes. 

O gás encontrado no estômago é ar, ar normal e corrente que o indivíduo engoliu (é o que os médicos chamam aerofagia, engolir ar). Os bebês podem engolir ar ao se alimentar, ou ao chorar, também quando chupam dedo ou chupeta. 

O gás que está no intestino é diferente, basta cheirá-lo para percebera. Contém nitrogênio do ar deglutido (o oxigênio foi absorvido pelo tubo digestivo) e gases que são produzidos no próprio intestino pela digestão de certos alimentos e que dão seu odor característico.

Quando um bebê engole muito ar, seria possível que soltasse muito “pum”, porém é mais fácil que o excesso saia por cima, com arrotos. Um excesso de gases no intestino é mais provável que seja proveniente da digestão que do ar deglutido. Quando o bebê não mama corretamente, porque está com a pega errada ou tem outra dificuldade, é possível que tome muita lactose e pouca gordura e a sobrecarga de lactose pode produzir um excesso de gases.
Além disso, por estar com a pega errada, é provável que engula ar enquanto mama. Mas nem a pega incorreta é a principal causa dos gases, nem os gases são o principal sintoma da pega incorreta.

Os gases em excesso no intestino só podem ser eliminados sob a forma de “pum” . Por sorte, não podem fazer o caminho inverso e sair pela boca.

É mais fácil eliminar o ar do estômago (quer dizer, arrotar) em posição vertical que em posição horizontal. Como nossos antepassados estavam sempre no colo de suas mães, em posição mais ou menos vertical, não deviam ter muito problema. No século passado o uso das mamadeiras e dos berços ficou generalizado. Com a mamadeira, o bebê pode engolir muito ar, e no berço é difícil soltá-lo; por isso parecia importante colocar o bebê para arrotar antes de colocá-lo no berço.

Contudo, não parece que os gases incomodam os bebês, salvo em casos extremos. Muita gente pensa que a principal causa do choro em bebês pequenos seja os gases; e muitos dos medicamentos que ao longo do tempo se tem recomendado para a cólica do lactente se supunha que ajudavam a expulsá-los (esse é o significado da palavra carminativo), ou para evitar a formação de bolhas (nunca entendi o porquê, mas sim, algumas gotas para cólicas são antiespumantes).

Nem todos estão de acordo com a causa das cólicas (mais adiante explicarei minha teoria favorita), mas parece que não restam mais  defensores sérios da teoria dos gases. Há muitos anos, quando não se sabia que o excesso de raio x era maléfico e se faziam radiografias por qualquer bobagem, alguém teve a idéia de fazer radiografias dos bebês que choravam (o gás é visto perfeitamente como uma grande mancha negra na radiografia). Comprovou-se que os bebês têm poucos gases quando começam a chorar, porém muitos gases quando levam um tempo chorando. O que ocorre é que engolem ar ao chorar, e como não podem chorar e arrotar ao mesmo tempo, vão acumulando gases até que param de chorar. A mãe costuma explicar assim: “Pobrezinho, estava chorando muito porque estava cheio de gases. Peguei, dei uns tapinhas, ele, conseguiu arrotar e melhorou”. Na realidade, a interpretação correta seria: “Pobrezinho, chorava porque estava com saudade de mim. Quando peguei ele no colo e fiz carinho, ele se tranquilizou e deu um arroto enorme com todo o ar que tinha engolido enquanto chorava”.

Acho que isso explica a importância do arroto no século passado. Quando a mãe tentava colocar o bebê no berço logo após acabar de mamar, o bebê chorava desesperado. Em vez disso, se ficasse com ele no colo e o embalasse um pouco antes de colocá-lo no berço, era mais fácil que o bebê se traquilizasse e dormisse. Durante esse tempo que estava nos braços, claro, o bebê arrotava. E como ninguém queria reconhecer que o colo da mãe era bom para o bebê (como vai ser bom? O colo da mãe é mau, estraga, o bebê não tem que ficar no colo, ou ficará manhoso!), preferiram pensar que era o arroto, e não a presença da mãe, que havia feito o milagre.

A verdade é que muitas mães modernas têm a ideia de que o arroto é importantíssimo, fundamental para a saúde e bem estar do seu filho. Tem que arrotar custe o que custar. Mas os bebês amamentados, se mamaram corretamente, não engolem quase nada de ar (os lábios se fecham hermeticamente sobre o peito, razão pelo qual o ar não entra; e dentro do peito não tem ar, ao contrário da mamadeira). Muitas vezes, os bebês de peito não arrotam depois de mamar. Por outro lado, quando estão com a pega errada, é possível que engulam ar, fazendo um barulho como de beijinhos, porque fica uma frestinha entre os lábios e o peito.
Uma vez uma mãe me explicou que seu filho custa a arrotar, que tem de ficar uma hora dando tapinhas nas costas, que ele chora, inclusivo,de tão mal que fica, até que por fim pode eliminar os gases. Pobre criatura, o que acontece é que não tem gases para eliminar; chora de tantos tapinhas e voltas que dão com ele, e ao final elimina o ar que engoliu enquanto chorava.
Não fique obsessiva com o arroto. Depois de mamar, é uma boa ideia deixar o bebê por um tempo no colo. Isso ele vai gostar. Se nesse tempo eliminar os gases, está bem. E se não, pode ser que não tenha gases. Não lhe dê tapinhas nas costas, não lhe dê camomila, nem erva-doce, nem água, nem nenhum remédio para gases (nem natural nem artificial, nem alopático nem fitoterápico, nem comprado, nem o que tenha em casa).

Do livro Um regalo para toda la vida, de Carlos González

Tradução: Fernanda Mainier
Revisão: Luciana Freitas

No orkut:  http://www.orkut.com/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1122463&tid=5333085158198805945

terça-feira, 26 de julho de 2011

Medicalização do parto e doula

Texto ótimo da Elis de Souza Freitas, explicando claramente o porquê de ser tão importante a gestante estar acompanhada da doula durante o trabalho de parto. Como a doula presta este suporte, na nossa realidade hospitalar, muitas vezes cruel! Leiam e comentem!



Historicamente, o parto passou por muitas modificações ao longo dos tempos, em decorrência da medicalização e dos avanços tecnológicos, e consequentemente com a evolução da medicina. A evolução que trouxe a queda da morbi-mortalidade materna e infantil trouxe também a transformação da parturiente a paciente sujeita a um pacote completo de intervenções médicas.
O parto, que antes era realizado no ambiente domiciliar por mulheres, parteiras ou comadres, passou então a ser comandado por homens em instituições hospitalares e visto como algo terrivelmente perigoso, um evento patológico e que necessita de equipe técnica e instrumentação cirúrgica para assistência. O homem foi, então, dominando o parto com o avançar da medicina, trazendo alívio das dores e salvando vidas em perigo.
A parturiente que tinha total domínio de seu corpo e suas vontades no seu próprio ambiente, passou então a ficar a mercê de comandos médicos, imobilizada, sem direito a movimentação, alimentação, sem direito a sentir a própria dor, a escolher seus acompanhantes, a ficar na posição que se sentir melhor, e muitas vezes sem direito de não ser mutilada.
O bebê que antes ia direto para o seio materno ainda com o cordão pulsando, passou então a ser tratado como um ser em perigo, cortado do seu elo umbilical às pressas, aspirado, sacudido e levado para longe da mãe para avaliação, coleta de dados, injeções e largado em um berço frio em meio a muitos outros.
Enquanto em alguns países, o médico só atua em casos graves, atualmente, o cenário brasileiro beira os 80% de partos cirúrgicos em instituições hospitalares particulares. A nossa média nacional de partos normais é de 60%, sendo a maioria deste percentil de partos repletos de práticas desnecessárias usadas indiscriminadamente. Em alguns países, inclusive, o parto só é hospitalar quando há necessidade, em casos em que a gravidez é considerada de risco, e para os casos de gravidez dentro da normalidade incentiva-se o parto domiciliar, por apresentar menor custo e menor risco de contrair infecções.
Para contribuir com este cenário atual brasileiro, a mídia faz uma propagação maciça de imagens de partos sofridos, onde muitas vezes o desfecho é a morte da mãe ou do bebê, de onde se extrai ainda mais a imagem de que parto é sempre sinônimo de sofrimento e perigo constante, de tragédias.
Com o avançar da medicina, das técnicas cirúrgicas, dos medicamentos, e diante de todo o exposto anteriormente, poucas mulheres se encorajam a enfrentar o trabalho de parto, e com isto perdem seu mais importante rito de passagem. Perdem uma maternidade mais consciente desde o início em que se deixam levar por resultados dados por aparelhos, quando poderiam deixar aflorar a intuição feminina e se conectar com o próprio corpo. Muitas não percebem que o parto é delas, que a elas lhes foi dado este poder e que elas deveriam ser as protagonistas do evento mais importante das suas vidas, ao invés de delegar este acontecimento aos médicos.
Hoje em dia, muitas mulheres optam pela cesárea por medo da dor do parto, por medo das humilhações com as intervenções, medo de ser mutilada, por achar muito demorado e por serem enganadas por seus médicos. As poucas instituições que praticam o parto normal regularmente - geralmente trata-se de instituições públicas -, o praticam de maneira desumana, com episiotomias, analgesias, induções e muitas vezes com muitos maus-tratos, fazendo com que esta opção fique apenas para as que não dispõem de cobertura de um plano de saúde.

Muitas das que desejam um parto normal, acabam sendo ludibriadas por seus médicos com falsas justificativas, e induzidas a fazerem o parto cirúrgico sob alegações infundadas. Muitas dessas alegações são: cordão umbilical enrolado no pescoço, grau de maturidade da placenta, pouco ou muito líquido amniótico, posição fetal, gestação prolongada, bebês muito grandes (macrossomia), prematuridade, diabetes gestacional, entre outras. Acabam confiando em quem deveria realmente atender seus pedidos e não se informam sobre as reais indicações para uma cesária, que quando bem indicada tem efeitos benéficos, que salvam vidas.

Apenas uma pequena parcela de mulheres realmente luta e se empodera para ter seu tão sonhado parto normal humanizado, buscando informações sobre os tipos de parto, sobre as possibilidades, sobre seus limites reais, confrontando seus médicos e indo em busca de outros que as atendam e respeitem de verdade os seus desejos. E é aí que descobrem o que é uma doula e para quê ela serve. Aprendem o real sentido da palavra doula, que é a mulher que serve, oferecendo apoio afetivo, físico, emocional e informativo para as gestantes.
O que poucos percebem é que a doula, além do atendimento particular, poderia ser muito útil em hospitais públicos, onde ainda se pratica e incentiva bastante o parto normal. Seus serviços seriam úteis tanto para as parturientes em trabalho de parto, que teriam suas dores amenizadas sem o uso de métodos farmacológicos, como para a instituição, que teria uma visível diminuição de gastos economizando material médico-hospitalar.
Ela entra em cena para atender as necessidades da mulher que pari, deixando-a mais a vontade em meio ao ambiente hospitalar e a pessoas desconhecidas, que geralmente criam um certo medo e ansiedade na hora do parto. A doula, então, pode trazer-lhes mais conforto com massagens, com palavras de incentivo, colocando o pai para participar ativamente junto à mãe, satisfazendo as vontades da mulher, fazendo-a sentir-se acolhida, colocando uma música, deixando o ambiente aquecido, com poucas luzes, fazendo uso da água quente seja com banhos de imersão ou chuveirada, informando a parturiente sobre as melhores posições e ensinando técnicas de respiração e relaxamento, utilizando bola suíça, cromoterapia, auriculoterapia, moxabustão, todas as técnicas naturais possíveis para passar segurança e tranquilidade para a mulher trazer seu filho ao mundo de forma saudável, ativa e consciente, evitando assim o uso de analgésicos, de cortes desnecessários, do uso de fórceps, de medicamentos para indução, diminuindo as taxas de cesárias, a duração do trabalho de parto e das internações após o parto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOMES, Solange S. Vivências maternas sobre a participação da doula no parto. São Leopoldo, Unisinos, 2005.
VARGENS, Octavio; SEIBERT, Sabrina; et al. Medicalização x Humanização: O cuidado ao parto na história. UERJ, 2005.
http://birthdoulasofpittsburgh.com/


Elis de Souza Freitas é farmacêutica e mãe, tem 29 anos, vive em Imbituba (SC), e realizou esse trabalho como monografia de conclusão do Curso Online de Formação de Doulas Parto. Julho 2011. Contato: ELIS.FREITAS@GMAIL.COM

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quanto custa ter uma Doula?

Dando uma passeada pelo google, achei este post da Rê que é Fisioterapeuta e Doula, em São Paulo. Achei muito lindo o que foi escrito, e se eu tivesse lido este texto antes, com certeza teria encontrado e contratado uma Doula!!! Como mulher e mãe, peço a vocês mulheres e futuras mães, que não se privem de ter o acompanhamento desta mulher tão especial, a Doula. Não estou "puxando brasa pro meu assado" meninas! É que sei bem como não é ter alguém preparada para te guiar neste turbilhão que é o TP!! Segue o post que tirei do site da Rê, que pegou da Cintia, que pegou da Ingrid, heheehe.

Eu sempre falo que a pergunta deve ser outra, quanto custa não ter uma. E custa muito.

Pode custar o desespero nas últimas semanas da gestação, o sentimento da falta de apoio. Lembrem-se, gravidíssimas são emotivas por excelência - e ser taxada de aberração por desejar o natural é cruel.

Pode faltar o apoio simples para trocar o médico cesarista. Pode faltar alguém que didaticamente lhe ajude com os medos específicos do parto, um ombro amigo que não vai tentar lhe convencer que o corpo é defeituoso.

Pode custar uma ida precipitada à maternidade, que invariavelmente recairá numa série de intervenções - dolorosas, humilhantes e desnecessárias.

Pode faltar em TP alguém experiente, e que possibilite ao pai curtir o momento sem se preocupar em ser responsável. Pode faltar alguém com lide suficiente para lhe lembrar de comer e beber. Alguma sugestão de respiração, massagens, posições e exercícios nas contrações e expulsivo. Pode faltar alguém para lhe dar um ânimo de confiança.

Pode faltar alguém com tato e confiança na amamentação.

As doulas tem a inteligência emocional desenvolvida: sabem o que falar e como, no momento mais vulnerável de nossas vidas. Dão a segurança para que os papais possam curtir o momento sem pressões. É um bicho multi-uso: ajuda a vencer os medos da gravidez, serve de ombro amigo, ajuda a compreender os processos próprios do parto, cronometra contrações, atende o celular, prepara algo para comer. Sugere posições para alívio de dor e também para acelerar algum ponto. Um guia do desconhecido. Diminui estatisticamente as necessidades de analgesia, fórceps e cesáreas - vai menosprezar isso?

E o dinheiro? É pouco. Com certeza, dá-se sempre um jeito de pagar. Não é absolutamente tão caro quanto você imagina, e valeria a pena mesmo que custasse o quádruplo. Passe nesse meu post sobre enxoval e reveja seus conceitos do que é realmente importante. Se você colocar no papel quanto custariam os desdobramentos de uma cesárea e uma amamentação falida, dá muito e MUITO mais do que o custo da doula - sem contar no aspecto psicológico de viver a experiência mais marcante de uma mulher com plenitude.

A pergunta é: posso não ter doula e ter um belíssimo parto natural? Claro que pode, é tudo uma questão de respeito e conhecimento. Ter doula durante o TP é uma escolha - por exemplo numa casa de parto boa com acompanhante carinhoso ou domiciliar com certas parteiras. Agora num hospitalar, ainda mais no Brasil, acho totalmente improvável - não recomendo em hipótese alguma. Sou da opinião que se vc acha que está em 'dúvida' se quererá uma doula, pegue. Nunca vi nenhuma se arrependendo de ter.

Não caia na besteira de achar que acompanhante fará esse papel: o mais normal é tal pessoa não querer que a parturiente 'sofra', ficam com pena, ou simplesmente se apavoram com o parto. Não é por mal, simplesmente é a falta da segurança e experiência.

Agora, mais importante do que ter doula durante o parto é o apoio de casais grávidos, grupos de mães que amamentam. São de vital importância.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cama compartilhada...

Então resolvi fazer este post, por ter surgido a dúvida se realmente beneficia a criança, se atrapalha a intimidade do casal, riscos, etc. Vou falar aqui da minha experiência e, vou dizer porque acho fundamental, usar a cama compartilhada!
Quando meu menino nasceu, o berço ficou no nosso quarto (até porque só tínhamos um mesmo), e ficava do lado da cama. Até o 3-4° mês de vida, ele dormia sozinho, com os rolinhos e os protetores de berço, por 8 horas seguidas!! Eu, claro que acordava, pois achava que estava morto, imagina um bebê tão pequeno dormir tanto, pensava eu...coisa de mãe de 1ª viagem, hehehe. No 4° mês, ele começou a acordar para mamar, e era a cada 30 minutos, 15 minutos até. Eu estava exausta!! Sem saber da cama compartilhada, coloquei meu filho a dormir na cama, com meu marido e eu. Que maravilha!! Bê quando queria mamar, se mexia um pouco e eu, já sabia. Desta forma ele dormia mais, pois estava comigo, e consequentemente, eu também! Ah, mas e a intimidade de vocês? Gente, existe a sala, o banheiro, a mesa da cozinha... quer melhor coisa que essa... muitos reclamam de variedade, não é?!
Voltando... quando Bê estava com quase dois anos, senti que era hora de colocá-lo na própria cama ( já tínhamos mais um quarto), Bê mostrava interesse também. Começamos a colocá-lo no berço, mas logo em seguida na caminha intermediária, era mais seguro! Ficamos nessa, coloca na cama, conta história, por 4 meses, até que ele começou a gostar. Quem disse que ter filhos é mole!Em seguida engravidei da Sosô, e pensei em ver se ela ficaria no berço depois que nasceu, e que nem o mano...NADA! Depois de 1 mês me desgastando (eram dois bebês agora), e maltratando minha nenêm, coloquei ela comigo. Que maravilha!! Eu dormia mais e ela também. Ela esta com 1 ano e 4 meses, daqui a pouco ira para caminha dela também! Na minha opinião, bebês devem ser amamentados, carregados em slings e se possível, devem dormir com os pais até os 2 anos, onde é visível (que tem filhos sabe) um amadurecimento da criança, eles mudam nesta faixa de idade. Mas é a minha opinião, embasada na minha experiência, com os informações valiosas de especialistas e valorizo bastante o que vivi e vivo, pois sigo os meus instintos e, me coloco no lugar da criança!
 Ai vocês vão me dizer: "A mas o teu menino deve ser um grude, não faz nada sozinho!". Meu filho começou a ir no penico, com quase dois anos e com 2 anos e 4 meses, não usava fralda de dia, antes dos 3 não usava a da noite, porque respeitamos o tempo dele nesta situação e, o interesse, a curiosidade dele em sair das fraldas! Já sabe tomar banho, sem ajuda. E também sabe se limpar depois do cocô! Já foi dormir na casa do amiguinho! E ele tem 4 anos! E por que? Porque respeitamos a curiosidade dele, a necessidade dele! E a a nossa intimidade? Meu marido e eu concordamos que o sofá é ótimo, o chão, o box com uma ducha morninha, a parede....a gente, por favor! INVENTEM!
Vou deixar um artigo, disponibilizado e traduzido, pela Dra.Andréia Mortensen: 


O jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada

Quando dormem juntos, a mãe, ainda sonolenta, precisa auxiliar o bebê a adormecer no meio da noite após uma mamada. Mas os hormonios tranquilizantes liberados na mãe e bebê na amamentação ajudam a mãe a voltar a dormir (quem não se lembra de sentir relaxada e sonolenta após uma sessão de amamentação né?)
Ou seja, quando se dorme com o bebê geralmente não existem acordadas totais com muito choro, não existe aumento na adrenalina, tentativas de ficar acordado enquanto o bebê mama, tentativas de colocar o bebê que tava quentinho nos braços da mamães de volta no berço gelado (promovendo mais adrenalina nessa transferência de local e mais choro) e então tentar adormecer novamente, já temendo a proxima chamada para proxima mamada.

Hormonios do stress são presentes em niveis mais baixos em mães e bebês que dormem juntos, especificamente o balanço do hormonio CORTISOL, cujo controle é essencial para crescimento saudavel do bebê.

Em estudos com animais, bebês que permaneceram juntos às suas mães tinha maiores níveis de hormonios do crescimento e enzimas necessaries para crescimento do coração e cérebro (Butler, S.R., et al., "Maternal behavior as a regulator of polyamine biosynthesis in brain and heart of developing rat pups", Science, 1978, p 445-447; Kuhn, C.M., et al., "Selective depression of serum growth hormone during maternal deprivation in rat pups", Science, 1978, p. 1035-1036).
Vários estudos mostram que a fisiologia de bebês que dormem com suas mães é mais estável, incluindo temperatura, regulação de ritmos cardíacos e menos pauses em respiração que bebês que dormem sozinhos (Field, T., Touch in early development, N.J.: Lawrence Earlbaum and Assoc., 1995; Reite, M. and J.P. Capitanio, "On the nature of social separation and social attachment", The psychobiology of attachment and separation, New York: Academic Press, 1985, p. 228-238).

Dois dos maiores responsaveis desse coquetel hormonal são Ocitocina , o hormonio das ligações de afeto- tb conhecido como “hormonio do amor”, e prolactina um hormonio critico para iniciação da lactação que é chamado frequentemente de “hormonio da maternidade”. Ocitocina está envolvida em seja qual face do amor considerarmos- é liberada durante o sexo e tb foi relacionada evocar comportamento maternal se injetado em cérebros de ratas virgens.

Ocitocina sozinha é parte de um balanço hormonal complexo. Um aumento repentino de ocitocina dá motivação ao amor que pode ser direcionado em caminhos diferentes, e por isso existem diferentes tipos de amor (por exemplo, com alto nível de prolactina esse desejo é direcionado aos bebês).

Quando mulheres amamentam, por exemplo, elas recebem altas doces de ocitocina – que estimula reflexo de ejeção do leite e prolactina, que tem um efeito calmante na mãe quando amamenta. Endorfinas, os hormonios do prazer e superioridade tb são liberados durante amamentação e encorajam a mãe a repetir a experiencia de amamentar. Então endorfinas são transferidas do leite materno para o bebê, dando-lhe um senso de contentamento enquanto amamenta. Considerando que níves de prolactina são os maiores durante a noite, faz sentido considerar a proximidade com seu bebê à noite um fator importante na elevação e sentimentos de amor que a mãe sente por seu bebê. Talvez, sem a pressão de ensinar os bebês a dormirem a noite toda o quanto antes, mães poderiam apreciar as mamadas noturnas como uma oportunidade extra de ligação com seus bebês.
Observação: Como citado, a prolactina (hormônio responsável pela produção do leite) é mais produzida durante as mamadas noturnas.
Portanto, é mais do que importante manter e incentivar essa rotina de amamentar nas madrugadas para elevar a produção desse hormônio.
Bebês que são levados a dormir a noite toda desde cedo correm o risco de serem desmamados antes do tempo.
Para mães que curtem dividirem as camas com seus bebês, as pesquisas afirmam- toque e proximidade são elementos essenciais no apego entre vocês, o status hormonal que aumenta o apego é mais efetivo durante as mamadas noturnas, amamentação é mais sucessiva e continuada quando mães e bebês dormem juntos (McKenna JJ, Why babies should never sleep alone: a review of the co-sleeping controversy in relation to SIDS, bedsharing and breast feeding, Paediatr Respir Rev. 2005 Jun;6(2):134-52; McKenna JJ, Mosko SS, Richard CA. Bedsharing promotes breastfeeding. Pediatrics. 1997 Aug;100(2 Pt 1):214-9; Mosko S, Richard C, McKenna J, Drummond S, Mukai D.; Mosko S, Richard C, McKenna J. Maternal sleep and arousals during bedsharing with infants. Sleep. 1997 Feb;20(2):142-50.)

Se, mesmo com todas evidencias, ainda encontra criticismo à sua escolha (por exemplo, ouve comentarios como “ele nunca sairá de tua cama!”), acredite, seus filhos sairão de tua cama!!!
Mas lembre-se que quando entrarem na faculdade, podem muito bem estar dormindo com outra pessoa! 

Fonte: http://camacompartilhada.multiply.com/journal/item/14
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