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sexta-feira, 12 de junho de 2015

As 50 intervenções desnecessárias durante a gravidez, parto e pós parto !

As 50 Intervenções Desnecessárias durante a gravidez, parto e pós-parto (por Ingrid Lotfi com supervisão técnica de Melania Amorim e Maíra Libertad)


1) Exames pré-natais não incluídos na rotina preconizada pelo Ministério da Saúde do Brasil (os exames recomendados são: grupo sanguíneo e fator Rh, sorologia para sífili...s - VDRL, hemoglobina e hematócrito para rastreamento de anemia, exame de urina tipo I, sorologia para HIV e hepatite B - AgHBs, glicemia de jejum, teste para toxoplasmose-IgM, colpocitologia oncótica se necessário).

2) Exames de efetividade discutível sem prévia discussão com a gestante sobre riscos e benefícios (p.ex. pesquisa de EGB (Estreptococcus do Grupo B)).

3) Prescrição de complexo vitamínico, sem uma indicação clara.

4) Ultrassonografias sem indicação clínica.

5) Dopplerfluxometria em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

6) Ecodopplercardiografia (exame para avaliar o coração) fetal em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

7) Cardiotocografia em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

8) Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

9) Cesariana eletiva sem indicação clínica e/ou sob falsos pretextos (ver lista das "Indicações das desnecesáreas).

10) Exames de toque antes do trabalho de parto, sem indicação clara.

11) Descolamento de membranas antes de 41 semanas de gravidez.

12) Descolamento de membranas sem prévia discussão e autorização da gestante.

13) Restringir a escolha do local de parto.

14) Desencorajar ou proibir o acompanhante/doula no parto da escolha da mulher, ou permitir a entrada de pessoas não autorizadas.

15) Internação precoce.

16) Exames de toque/remoção de rebordo de colo abusivos durante o trabalho de parto e de rotina.

17) Exames de toque/remoção de rebordo SEM o prévio consentimento da gestante.

18) Toque Retal.

19) Jejum, tricotomia (raspagem dos pêlos) e enema (lavagem intestinal).

20) Qualquer restrição à deambulação/liberdade de movimentos.

21) Estabelecer limites rígidos para a duração da fase latente, ativa e do período expulsivo.

22) Atrapalhar o processo fisiológico do parto, desconcentrando a gestante.

23) Monitoração fetal contínua ao invés de intermitente (onde o profissional ausculta o bebê de tempos em tempos com o sonar).

24) Uso rotineiro de soro com ocitocina/indução com misoprostol.

25) Uso rotineiro de analgesia de parto.

26) Oferecer ou insistir na analgesia de parto sem que a mulher a tenha solicitado.

27) Amniotomia de rotina (rompimento da bolsa).

28) Puxos precoces (treinar fazer "a" força, antes que a mulher possa sentir os puxos).

29) Puxos dirigidos ("faça força agora", "força comprida", etc).

30) Manobra de Valsalva (orientar a "trincar os dentes e fazer força").

31) Desestimular a escolha pela mulher da posição/ambiente em que quer parir.

32) Manobra de Kristeller (empurrar o fundo do útero)/pressão de qualquer intensidade no fundo uterino/"só uma ajudinha".

33) Manobra de "divulsão" perineal e/ou massagem perineal sem consentimento da mulher.

34) Episiotomia.

35) Não permitir o nascimento espontâneo.

36) Aplicar fórceps e vácuo de rotina e/ou sem autorização da mulher.

37) Sutura rotineira das lacerações.

38) Revisão instrumental do canal de parto de rotina (fórceps, vácuo extrator).

39) Cesariana intraparto sem indicação precisa e sem caráter de emergência.

40) Ligadura precoce do cordão, sem aguardar parar de pulsar.

41) Entregar um bebê vigoroso ao neonatologista para secar e aquecer, afastando-o da mãe.

42) Aspiração de rotina das vias aéreas do recém-nascido.

43) Passagem de sonda de rotina no recém-nascido, para pesquisar atresia de coanas, atresia de esôfago e ânus imperfurado.

44) Uso rotineiro de Credé (colírio de nitrato de prata).

45) Levar bebês saudáveis para o berçário.

46) Fazer qualquer procedimento com o RN sem consultar e obter autorização dos pais.

47) Não permitir o delivramento (saída da placenta) espontâneo.

48) Revisão manual da cavidade uterina de rotina, mesmo em casos de cesárea anterior.

49) Oferecer bicos, chupetas, mamadeiras, com leite artificial para o recém-nascido.

50) Aplicar vacinas sem o consentimento e autorização dos pais.

sábado, 2 de agosto de 2014

Vamos falar sobre Depressão Pós Parto?

Estou há um tempinho querendo escrever este texto (na verdade escrevo ele de pouquinho em pouquinho, quando as crias liberam, (hehe) e queria também compartilhar outro texto com, na minha visão, boas maneiras de se combater a DPP. Depressão pós parto pelo que percebo é meio Tabu. Não falemos para não pegar a doença, ou, isso não existe é frescura da mãe, entre várias outras coisas que se falam sobre. Mas não se fala muito, não se explica o que é, o porquê de acontecer, do que se trata. Não vejo nem em blogs sobre maternidade que acompanho se abordar o assunto, no que ao eu ver é fundamental, faz parte do universo da maternidade para muitas de nós. Já abordei este assunto aqui no blog, quando falei da minha DPP que tive com o meu primeiro filho. Foi triste, mas superado, graças a Deus!

Pois bem, agora passando por outra DPP, há qual me trouxe sentimentos, pensamentos e vivências intensas, e a qual esta praticamente superada (uhuuuuu), toco novamente no assunto. Sim, DPP existe, é chato, não é frescura, tem haver com os hormônios e você experimenta pensamentos que te deixam transtornada, abatida, triste, sem forças, sem rumo, sem esperança em alguns momentos... Em algumas mulheres ela vem com mais força, são os casos que levam a mulher a ter pensamentos de machucar seu bebe. Em outras é uma tristeza pura, uma insegurança, sentimento de incapacidade de cuidar do seu bebê e também vontade de não cuidar do bebê. Muitas vezes acompanhada por medo e ansiedade enormes!
O tratamento para algumas é simplesmente psicoterapia, para outras medicamentos, para outras (no meu caso) medicamento e psicoterapia. Existem tratamentos alternativos, que podem ser feitos junto com os tratamentos convencionais, e que serão abordados no texto que compatilharei a seguir. Além dos tratamentos convencionais, eu faço tratamento com Reiki, florais, e fui liberada do acupunturista há alguns dias (eeeeeeeeh).

Segundo meu psiquiatra, o que aconteceu foi um apanhado de acontecimentos, que me demandaram bastante durante a gestação do Joaquim, junto com o episódio da internação dele com 13 dias de vida no hospital, devido a uma pneumonia (que me pegou totalmente de surpresa, que teria me causado um estresse pós traumático), mais a desregulação hormonal, tudo junto, me abateram muitissimo, me deixando no estado de “trapo humano”. Com 30 dias de vida do Joaquim, comecei a me perceber estranha, muito chorona, abatida, medrosa, com medo de cuidar do meu filho (afinal, como não percebi que ele estava com pneumonia, a culpa e incapcidade eram minhas (era o que eu pensava)),  não conseguia ouvir o chorinho do Kim que entrava em pânico, cheguei a cogitar dar uma mamadeira pra ele para não ouvi-lo chorar seguido e me dar tempo para descansar, enfim... Com os pensamentos de negligenciar meu filho, de não querer troca-lo, amamenta-lo, dar banho, vinha a culpa por ter estes pensamentos, que já aviso, são totalmente involuntários, não são nossos! Claro que cuidava dele, até porque já conhecia o que a doença fazia e tentava seguir em frente, mas era um desafio.
Nesse momento busquei ajuda, fui falar com uma psicóloga, que me encaminhou para o psiquiatra. Comecei com a medicação e nos primeiros dias já senti uma melhora significativa e, junto com a terapia comecei a me sentir aos poucos mais calma, mais segura, mais capaz. Tenho que ressaltar que tive muita ajuda da minha mãe no período “negro”, ela me lembrava de trocá-lo, olhava ele por mim para me deixar descansar algumas vezes no dia (o que me fazia muito bem, a propósito). Sem minha mãe, não sei como teria sido. Com ajuda, compreensão, acolhimento, fica muito mais fácil enfrentar esta doença, e dar tempo ao tempo para que as coisas voltem ao lugar. E acho que foi isso que me desestabilizou também, achar que tinha o CONTROLE de tudo (gente, NÃO controlamos quase nada nessa vida, isso é FATO) e tive que aprender da pior maneira.

Devido a doença me conheci mais a fundo, descobri que não tenho controle de nada, que não tenho culpa de nada, que tenho que ir mais devagar e viver o AGORA, viver o meu presente, a minha maternidade, ESTA maternidade. Se vier uma doença, enfrentamos, se vier um problema, enfrentamos, devemos seguir sempre em frente. Com esta doença encontrei, reafirmei minha Fé! Orações vazias, por obrigação, não é indicativo de Fé, temos que sentir, que creer com o coração. Aprendi a amar, e aprendi que este é um aprendizado diário, que requer foco e disciplina todos os dias, e não é fácil amar. Amar a Si mesmo, com seus defeitos e virtudes. Amar ao próximo, tolerá-lo, respeitá-lo, entende-lo e o mais dificil, não julgá-lo. Aprendi que Viver é um novidade todo dia, tem dias bons e outros não tanto. E que o medo existe, mas que ele não deve nos paralizar, devemos seguir. Como é a sábia mensagem do face: “Vai! E se der medo, vai com medo mesmo!”.

Bom gente, quis deixar este relato aqui para poder dar uma pontinha de Luz, de esperança para aquelas mulheres desesperadas, que não sabem pelo o que estão passando, ou que tem vergonha de se abrir e falar sobre sua doença (não tenham vergonha), ou que estão esperando passar, e não esta passando (busquem ajuda sim!)... Vocês vão conseguir superar isso. A dica que dou é: tentem se conhecer mais, usem essa doença para mergulhar dentro de si e resgatar o que é preciso. Eu acredito em vocês! Tenham Fé!!! E qualquer coisa, deixem uma mensagem que assim que os filhos permitirem, eu respondo (hehehehe). 

Beijos Analu
Segue o texto...

45 dicas para vencer a depressão pós parto


Confira as indicações de cinco especialistas em diferentes áreas para superar a vulnerabilidade emocional típica do período

O que é a depressão pós-parto?

Após o nascimento de seu filho, muitas mulheres sentem-se mais instáveis emocionalmente. Elas podem sentir-se tristes, preocupadas ou enraivecidas. Esse fenômeno é chamado de melancolia pós-parto, sendo leve e transitório (dura até uma semana).

A depressão pós-parto dura mais tempo e os sintomas são mais graves. Entre 10% e 20% das mulheres acabam desenvolvendo formas mais graves, principalmente as mães mais jovens.

Como ocorre esse tipo de depressão?

A depressão pós-parto pode ocorrer dentro de alguns dias ou semanas após o parto ou após a ocorrência de um aborto. Para 60% das mulheres, esse é o primeiro episódio depressivo de suas vidas. Enquanto as alterações hormonais características dessa fase parecem desempenhar um papel, a totalidade das causas desse fenômeno não é conhecida.

Os fatores de risco que aumentam a chance de desenvolvimento de depressão pós-parto são:

História familiar de depressão, principalmente se essa ocorreu após a gestação; 
História de depressão após gestação prévia; 
História de depressão no passado, em qualquer época da vida; 
Vivência de relacionamento difícil ou muito estressante; 
Dar à luz um filho com problema de saúde ou que chore frequentemente; 
Ocorrência de aborto ou nascimento de bebê morto. 
Gravidez não-desejada. 
Quais os sintomas da depressão pós-parto?

Além da sensação de tristeza e do desinteresse pelas atividades normais do dia-a-dia, os seguintes sintomas caracterizam esse tipo de depressão:

Sensação de incapacidade ou falta de vontade de cuidar do filho; 
Ter pensamentos freqüentes sobre coisas ruins que podem acontecer com a criança, ou sensação de que vai machucar o filho; 
Irritabilidade; 
Apresentar problemas com o sono: em excesso ou insônia; 
Sensação de cansaço extremo relacionado a atividades diárias, como tomar banho e lavar a louça; 
Redução ou aumento excessivo do apetite; 
Sentir-se cansada e sem energia; 
Redução do desejo sexual; 
Sentir-se sem valor; 
Sensação de culpa; 
Problemas de concentração e de memória; 
Sentir-se desolada ou simplesmente não se preocupar com nada; 
Dor inexplicada nas costas ou no abdome, dores de cabeça; 
Sensação de que nunca vai melhorar. 
Algumas pacientes ficam bastante ansiosas, apresentam alucinações ou ilusões. Se a pessoa desenvolve alucinações (escuta vozes ou sons, ou vê coisas que não existem) ou ilusões (interpretação errônea da realidade), o transtorno é chamado de psicose pós-parto.

Como é feito o diagnóstico?

O médico assistente ou um profissional de saúde mental pode definir se os sintomas são devidos a um quadro de depressão pós-parto. Pode ser necessária a realização de alguns exames, para avaliar a presença de desequilíbrios hormonais. No entanto, não existem exames capazes de diagnosticar a depressão pós-parto.

Como é feito o tratamento?

Não se deve tentar vencer a depressão pós-parto sozinha, um profissional capacitado pode ajudar. Ela pode ser tratada com sucesso com o emprego de medicamentos, psicoterapia ou ambos.

1) Medicamentos

Vários medicamentos podem ser usados no tratamento da depressão pós-parto. É importante conversar com o médico, para que seja escolhido um medicamento que não afete o aleitamento materno. Esses medicamentos devem ser tomados por um período de três a seis semanas, para que se obtenha benefício total dos mesmos.

2) Psicoterapia

A consulta com um profissional especializado em saúde mental é bastante útil, na abordagem da depressão pós-parto. A terapia pode durar um curto período de tempo ou por vários meses. A terapia cognitivo-comportamental permite à paciente identificar e mudar processos mentais que levam à depressão. A troca dos pensamentos negativos por pensamentos positivos, pode ajudar a melhorar o quadro depressivo.

3) Tratamentos Alternativos e Naturais

Vários produtos naturais foram sugeridos para o tratamento da depressão pós-parto, porém apenas a erva de São João demonstrou benefício, nos estudos já realizados. Deve ser discutido com seu médico a possibilidade de uso dessa medicação, caso você esteja amamentando.

Vários tratamentos alternativos podem ajudar no tratamento da depressão:

Biofeedback: com essa técnica a pessoa aprende a controlar as funções corporais, como a tensão muscular e as ondas cerebrais. Ajuda no controle da ansiedade, da tensão e na melhora da capacidade de concentração. Deve ser empregada apenas em associação à psicoterapia e aos medicamentos. 
Massagem: ajuda a reduzir o estresse, mas não cura a depressão. 
Técnicas de relaxamento: incluem yoga e meditação. Ajudam a controlar os sintomas depressivos. 
Musicoterapia: pode ser útil para algumas mulheres. 
O que fazer para me ajudar ou a quem eu amo?

A manutenção de um estilo de vida saudável é crucial. Tenha uma vida ativa física e socialmente, especialmente com seu parceiro, pois isso é muito importante. Manter um bom padrão de sono e de alimentação é bastante útil. Adquira o hábito de ter alguns momentos curtos de sono durante o dia, já que você terá que passar boa parte da noite acordada cuidando do bebê; isso ajuda a manter seu nível de energia adequado.

Certas dicas para ajudar na prevenção da depressão pós-parto:

Pratique atividade física adequada para sua condição, antes e após o parto; 
Participe de atividades em companhia de seu parceiro e do bebê; 
Converse com familiares e amigos; 
Peça ajuda se sentir algo; 
Evite consumir álcool e cafeína; 
Tenha uma alimentação saudável; 
Mantenha um bom padrão de sono; 
Empregue técnicas de relaxamento, para reduzir o estresse. 
Monica Martinez

Três dias após o nascimento de Gabriel, sua mãe, Ana, começou a ter crises de choro. Num momento, olhava os pezinhos perfeitos do garoto e chorava porque se sentia a mais feliz das mulheres. No outro, se debulhava porque temia não dar conta de criar um filho. A jovem de 28 anos enfrentou esses altos e baixos até que a criança completou 10 dias, quando os sinais de ansiedade desapareceram do mesmo modo como surgiram: do nada.


Na verdade 80% das mulheres que dão à luz têm depressão, em maior ou menor grau. A condição é temporária e não afeta a habilidade de cuidar do nenê. Contudo, se a tristeza imperar por mais de duas semanas, é preciso buscar orientação médica.

Acupunturista
Agulhas ajudam a combater o baixo-astral

Para a medicina chinesa, a depressão é conseqüência de alterações energéticas causadas pela raiva, frustração e mágoa em lidar com a nova situação. Quem dá as dicas para vencer o problema é Paulo Farber, presidente da Associação Brasileira de Medicina Complementar:

1. Não deixe a depressão se instalar. Há muita perda de líquidos durante o parto e é normal a sensação de calor nos dias seguintes. Contudo, se você se sentir mais irritada e ansiosa do que o normal, busque auxílio.

2. Tente uma sessão. A acupuntura é tão eficaz quanto as drogas antidepressivas, sem apresentar efeitos colaterais. É o que garante estudo chinês realizado com mais de 600 pacientes. 

3. Veja-se como mãe. O conflito emocional pode tirar o equilíbrio energético. Se necessário, busque apoio psicoterápico para se sentir mais tranqüila com o novo papel. 

4. Busque auxílio na natureza. Há ervas, como o hipérico, que são antidepressivos naturais e ajudam a superar essa fase. De qualquer forma, antes de usá-las, fale com seu médico. 

5. Pratique exercícios físicos. Sobretudo os realizados ao ar livre. 

6. Refresque-se. Para a medicina chinesa, a depressão pós-parto tem uma relação direta com excesso de calor. Assim, tudo o que esfria o corpo é bom, como chá de menta. 

7. Acerte na alimentação. Vegetais picantes, como agrião e rúcula, tonificam o fígado e diminuem o bloqueio energético. Já cravo, canela e gengibre geram calor. Evite-os. 

8. Hidrate-se bem. Beber bastante água, chás e sucos é importante para repor as perdas energéticas ocorridas durante o parto. 

9. Medite. A prática ajuda a pessoa a se harmonizar.

Ginecologista
Conversa com o médico previne problemas

O obstetra tem um papel fundamental nessa fase da vida da mulher. Ele pode interceder junto aos familiares em diversas situações e ajudá-la a se sentir melhor. Veja aqui os conselhos de Abner Lobão, chefe do setor de Pré-Natal da Universidade Federal de São Paulo:

1. Prepare-se para a alta. A depressão começa a se manifestar cerca de três dias após o nascimento do bebê, o que coincide com a saída da maternidade. Aproveite esses dias para tirar as dúvidas com médicos e enfermeiros. 

2. Informe-se. A tristeza pós-parto desaparece rápido. Saber disso torna mais fácil tolerá-la. 

3. Você não está sozinha. Oito entre dez mulheres têm algum sentimento negativo em relação ao momento pós-parto. Portanto, saiba que seu sentimento não tem nada de anormal. 

4. Sensibilize a família. Se você sentir que não vai dar conta do recado sozinha, não deixe o parceiro e os parentes acharem que se trata de frescura. 

5. Peça socorro. O apoio não está chegando espontaneamente? Converse com o médico e peça que ele explique ao pai da criança ou aos familiares tudo o que você precisa. 

6. Dê atenção ao vestuário. Nada de ficar de camisola o dia todo. Mesmo em casa, use roupas que a deixam feliz consigo mesma. 

7. Olho vivo nos cuidados pessoais. No início você pode não ter tempo para usar todos os cremes, mas preserve os rituais essenciais de beleza. 

8. Providencie ajuda. É importante ter uma ajuda profissional para cuidar do bebê. Não dê uma de supermãe. 

9. Evite a automedicação. Não tome medicamentos de qualquer tipo sem receita. A maioria dos remédios passa para o leite e pode trazer prejuízo ao bebê se tomados sem orientação.

Psiquiatra
Tratamento imediato é bem mais eficaz

Rubens Pitliuk, neuropsiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, enfatiza: não existe depressão sem cura. Se o distúrbio não estiver deixando a mamãe cuidar do filho, é o momento certo de procurar auxílio médico.

1. Não rotule os sentimentos. Neuras e insatisfações pessoais nem sempre são sinais da depressão. Portanto, fique atenta a suas sensações para não distorcer seus próprios sentimentos. 

2. Procure se tratar na hora certa. O instante adequado é quando a depressão impede as atividades normais. 

3. Identifique os fatores de risco. A predisposição genética é forte, e a gestação, fator desencadeante. Fique atenta se você tiver casos na família. 

4. Previna novos eventos. Quem sofreu de depressão na gravidez anterior tem mais chances de enfrentar a situação novamente. O uso de antidepressivos nos últimos dias da gravidez, desde que utilizados com recomendação médica, evita 100% dos casos. 

5. Use com segurança. A quantidade de antidepressivos que passa para a criança durante a gravidez e após o parto é insignificante, se o tratamento for feito com um profissional especializado. 

6. Gerencie o estresse. Fatores traumáticos podem funcionar como gatilhos para a doença em pessoas predispostas. Mas não entre em paranóia. 

7. Busque o médico certo. O psiquiatra confirma o diagnóstico clínico e inicia a prescrição medicamentosa. Como saber se a dose está certa? Os sintomas devem passar após 25 dias. 

8. Escolha um bom profissional. Peça a recomendação de amigos, parentes ou do médico da família. 

9. Pense positivo. Depressão é ruim, mas não existe caso que não passe, se bem tratado. E mais: a doença pode ser evitada nas próximas gestações. 

Homeopata
É preciso combater o medo e enfrentar os fatos

Para o homeopata Carlos Roberto Brunini, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, a tristeza está ligada à preocupação com a idéia de não dar conta da situação. Tomar contato com a realidade é o melhor remédio contra receios e inseguranças.

1. Prepare-se bem. O acompanhamento prévio com o homeopata ajuda a ter um melhor estado emocional. 

2. Caia na real. Muitas mulheres têm a fantasia de sair do hospital com um filho meigo e comportado. E se espantam ao levar para casa uma criança que chora e não tem hora certa para nada, como são de fato os bebês.

3. Aceite a situação. Não faça de conta que o sentimento de impotência, de achar que não vai conseguir cuidar da criança, não existe. Ele é real. Mas não fique paralisada. Busque saídas. 

4. Resgate suas histórias de sucesso. Uma ótima forma de lidar com a insegurança é se lembrar das situações difíceis que você já superou na vida. 

5. Envolva o parceiro. A responsabilidade da criança não é exclusiva da mãe. O pai precisa participar de todas as atividades. Se ele não conseguir passar essa segurança para você, recorra a um serviço de aconselhamento. 

6. Confie na natureza. Ela é sábia. Você nasceu com tudo o que precisa para lidar com sua cria. Vá com fé! 

7. Conheça a si mesma. Se sabe que é mais insegura do que a média, invista em acompanhamento psicológico com profissionais habilitados. 

8. Simule situações. Acompanhe o que as outras mães fazem ao lidar com assaduras, cólicas e fraldas. 

9. Marque consulta com o pediatra. Não espere os 15 dias de praxe para fazer todas as perguntas que você tem na cabeça. Agende agora um encontro com o especialista em crianças.

Nutricionista
Alimentos certos dão a energia necessária

A nutricionista Tânia Rodrigues, da RGNutri Consultoria Nutricional, explica como compor a alimentação para minimizar os desconfortos. 

1. Coma carboidratos. Pães, massas e cereais aumentam no cérebro a entrada de triptofano, transformado pelo organismo em serotonina, uma substância calmante. 

2. Modere no açúcar. A sacarose causa a liberação de endorfinas, que se relacionam ao bem-estar, o que explicaria a tendência de consumir doces nos períodos de estresse. Não abuse, pois em excesso o efeito pode ser contrário! Uma pequena porção diária, como 30 g de chocolate, basta. 

3. Fracione as refeições. Um cardápio saudável, distribuído em café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar, aumenta a disposição.

4. Fuja das gorduras. Alimentos com alto teor de gordura são de difícil digestão, dando indisposição e moleza. 

5. Evite os estimulantes. Álcool, bebidas com cafeína e cigarros contêm substâncias que podem aumentar a sensação de nervosismo. Prefira chá de ervas, leite desnatado ou suco. 

6. Inclua maracujá na dieta. Além de ser fonte de minerais como cálcio, ferro e fósforo, vitaminas A e C, a fruta possui propriedades sedativas. 

7. Aposte nas proteínas. Frango, peixe, carne vermelha, ovos, leite e derivados, como iogurte e queijos, são importantes para a produção do leite materno e possuem triptofano, substância que melhora o humor. 

8. Abra alas para frutas e sucos. Fontes de vitaminas e minerais, eles são importantes para o bom funcionamento do organismo. 

9. Abuse dos líquidos. Água-de-coco e suco de frutas natural fazem o intestino funcionar melhor

Fonte do texto: http://cantinhodamamaeamandica.blogspot.com.br/2009/07/45-dicas-para-vencer-depressao-pos.html

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amamentar gasta até 700 calorias


foto particular

Após dar a luz, algumas mulheres levam, em média, os mesmos nove meses para perder os quilos adquiridos durante a gravidez. Porém, algumas emagrecem bastante já nos primeiros dias de vida do bebê, isso porque amamentam seus rebentos com um pouco mais de frequência, de acordo com o excesso de fome dos recém-nascidos.
Imediatamente após o parto, ocorre naturalmente a perda de peso, aproximadamente cinco quilos, pela saída do recém-nascido, placenta, líquido amniótico e sangue. Esta redução permanece por mais alguns dias, com a eliminação de líquidos retidos no organismo e normalização das funções intestinais.
Ao amamentar, a mulher produz o hormônio ocitocina, que provoca a contração do útero e estimula o retorno ao tamanho normal. Além disso, o aleitamento consome até 700 calorias por dia, o mesmo que uma hora de corrida.
A segunda medida para perder os quilinhos extras e ajudar na produção de leite é uma dieta pós-parto balanceada. O ideal é consumir cerca de 1900 calorias por dia. Depois do primeiro mês do parto, é esperada uma perda de peso gradual de 1 quilo por mês.
O ideal é consumir proteínas magras, como aves, carnes e ovos. Se preferir peixe, dê preferência aos que contenham ômega 3, como salmão, atum e sardinha. Para absorver bem essas proteínas, deve invistir em alimentos com vitamina B6, presentes em cereais integrais e verduras verdes-escuras.
Cálcio também é importante, pois fortalece os ossos e dentes. É preciso consumir iogurte e leite desnatados; e não esquecer da vitamina C de frutas e legumes, que aumenta as defesas do organismo.
Se a amamentação for exclusiva (por seis meses) conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS), a perda de peso da mãe será mais rápida. Portanto se a mãe parar de amamentar precocemente acabará conservando as calorias que seriam usadas para fabricar leite materno, e então, demorará mais tempo para voltar ao peso pré-gestacional.
Juliana Andrade de Oliveira, mãe de Letícia, de 3 anos, engordou 13 quilos na gravidez, peso perdido já nos primeiros 20 dias após o parto. "Eu sempre fui da corrente de amamentação exclusiva, portanto até os 5 meses e 10 dias, a Leticia só mamou no peito. Foi uma ótima iniciativa, vantagens pra mim e para ela. Mesmo estudando enquanto estava de licença-maternidade, a Leticia só mamou meu leite, mesmo na mamadeira. Nada de água, chás, complementos e fórmulas", relembra.
Ao voltar ao trabalho, criou um esquema especial para a filha continuar tendo acesso ao seu leite. Ela retirava o leite e conseguiu manter o aleitamento até os 10 meses da menina. "Ao retornar ao trabalho, com 5 meses e meio, ela já comia comidinha, mas mamava ao longo do dia três vezes o meu leite. A noite continuei no peito, acordava mais cedo, amamentava, ia pro trabalho, na hora do almoço eu fazia a ordenha no local de trabalho e congelava. Um super esquema, com bolsa térmica e tudo mais", detalha Juliana.
Já a cabelereira Christiane Azevedo engordou só quatro quilos e meio durante toda gestação de sua filha Maria Alice, que está com 4 meses. O médico chegou a desconfiar que ela estaria fazendo dieta, mas a perda de peso ocorreu por ela passar muito mal no início da gravidez. Mesmo assim, não teve problemas de saúde. "Não tive anemia, nem diabetes, minha gravidez foi saudável e minha filha nasceu muito bem de saúde também."
Após o parto, nos primeiros 15 dias, emagreceu 13 quilos e até agora, já totalizou 15 quilos a menos. Ela garante que não fez dieta, muito pelo contrário, come mais do que antes, para não sentir fraqueza, pois a menina mama bastante.
A única recomendação médica é manter a qualidade das refeições, para não prejudicar sua saúde, nem a de sua filha. "A Maria Alice nasceu com 47 cm e 2,8 quilos e hoje está com 65 cm e 6,7 quilos e só se alimenta de leite materno", comenta Christiane. Antes de engravidar, a cabeleireira estava cerca de 15 quilos acima do peso ideal para sua altura (1,68cm) e agora alcançou um equilíbrio saudável.
Por Carmem Sanches

quinta-feira, 24 de maio de 2012

As 50 Intervenções Desnecessárias durante a gravidez, parto e pós-parto - por Ingrid Lotfi

LEIAM COM ATENÇÃO!

As 50 Intervenções Desnecessárias durante a gravidez, parto e pós-parto (por Ingrid Lotfi com supervisão técnica de Melania Amorim e Maíra Libertad)

1) Exames pré-natais não incluídos na rotina preconizada pelo Ministério da Saúde do Brasil (os exames recomendados são: grupo sanguíneo e fator Rh, sorologia para sífilis - VDRL, hemoglobina e hematócrito para rastreamento de anemia, exame de urina tipo I, sorologia para HIV e hepatite B - AgHBs, glicemia de jejum, teste para toxoplasmose-IgM, colpocitologia oncótica se necessário).

2) Exames de efetividade discutível sem prévia discussão com a gestante sobre riscos e benefícios (p.ex. pesquisa de EGB (Estreptococcus do Grupo B)).

3) Prescrição de complexo vitamínico, sem uma indicação clara.

4) Ultrassonografias sem indicação clínica.

5) Dopplerfluxometria em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

6) Ecodopplercardiografia (exame para avaliar o coração) fetal em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

7) Cardiotocografia em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

8) Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

9) Cesariana eletiva sem indicação clínica e/ou sob falsos pretextos (ver lista das "Indicações das desnecesáreas).

10) Exames de toque antes do trabalho de parto, sem indicação clara.

11) Descolamento de membranas antes de 41 semanas de gravidez.

12) Descolamento de membranas sem prévia discussão e autorização da gestante.

13) Restringir a escolha do local de parto.

14) Desencorajar ou proibir o acompanhante/doula no parto da escolha da mulher, ou permitir a entrada de pessoas não autorizadas.

15) Internação precoce.

16) Exames de toque/remoção de rebordo de colo abusivos durante o trabalho de parto e de rotina.

17) Exames de toque/remoção de rebordo SEM o prévio consentimento da gestante.

18) Toque Retal.

19) Jejum, tricotomia (raspagem dos pêlos) e enema (lavagem intestinal).

20) Qualquer restrição à deambulação/liberdade de movimentos.

21) Estabelecer limites rígidos para a duração da fase latente, ativa e do período expulsivo.

22) Atrapalhar o processo fisiológico do parto, desconcentrando a gestante.

23) Monitoração fetal contínua ao invés de intermitente (onde o profissional ausculta o bebê de tempos em tempos com o sonar).

24) Uso rotineiro de soro com ocitocina/indução com misoprostol.

25) Uso rotineiro de analgesia de parto.

26) Oferecer ou insistir na analgesia de parto sem que a mulher a tenha solicitado.

27) Amniotomia de rotina (rompimento da bolsa).

28) Puxos precoces (treinar fazer "a" força, antes que a mulher possa sentir os puxos).

29) Puxos dirigidos ("faça força agora", "força comprida", etc).

30) Manobra de Valsalva (orientar a "trincar os dentes e fazer força").

31) Desestimular a escolha pela mulher da posição/ambiente em que quer parir.

32) Manobra de Kristeller (empurrar o fundo do útero)/pressão de qualquer intensidade no fundo uterino/"só uma ajudinha".

33) Manobra de "divulsão" perineal e/ou massagem perineal sem consentimento da mulher.

34) Episiotomia.

35) Não permitir o nascimento espontâneo.

36) Aplicar fórceps e vácuo de rotina e/ou sem autorização da mulher.

37) Sutura rotineira das lacerações.

38) Revisão instrumental do canal de parto de rotina (fórceps, vácuo extrator).

39) Cesariana intraparto sem indicação precisa e sem caráter de emergência.

40) Ligadura precoce do cordão, sem aguardar parar de pulsar.

41) Entregar um bebê vigoroso ao neonatologista para secar e aquecer, afastando-o da mãe.

42) Aspiração de rotina das vias aéreas do recém-nascido.

43) Passagem de sonda de rotina no recém-nascido, para pesquisar atresia de coanas, atresia de esôfago e ânus imperfurado.

44) Uso rotineiro de Credé (colírio de nitrato de prata).

45) Levar bebês saudáveis para o berçário.

46) Fazer qualquer procedimento com o RN sem consultar e obter autorização dos pais.

47) Não permitir o delivramento (saída da placenta) espontâneo.

48) Revisão manual da cavidade uterina de rotina, mesmo em casos de cesárea anterior.

49) Oferecer bicos, chupetas, mamadeiras, com leite artificial para o recém-nascido.

50) Aplicar vacinas sem o consentimento e autorização dos pais.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A volta pra casa- por Deny Doula


google imagem
A volta para casa, após o nascimento do bebê nem sempre é aquele mar de rosas com o qual tanto sonhamos.
As fantasias de um bebê tranqüilo, sorridente, de uma mulher cheirosa, bem humorada, de unhas feitas caem por água abaixo logo nos primeiros dias, dando lugar à uma sensação de impotência e de fracasso.
Com a suspensão repentina de alguns hormônios da gravidez, a instabilidade emocional reaparece, acompanhada de falta de concentração, cansaço, medo, sentimentos de incapacidade e conseqüentemente de culpa por não estar conseguindo cumprir o papel de mãe perfeita que a sociedade nos cobra.
A mulher muitas vezes vive a maternidade por 24 horas, esquecendo de si mesma, da família e dos amigos. Não encontra tempo para mais nada que não seja cuidar do bebê. Sem perceber, acaba virando escrava da maternidade. Os problemas conjugais vêm à tona, os amigos se afastam, a vida social ..(o que é isso?) acabou de vez, e por aí vai...É nessa hora que aparece um terrível arrependimento pela opção de se ter um bebê.
Mas será que é tão difícil conciliar a maternidade com trabalho, casamento, beleza, vida social, etc?
Não! Isso é mais fácil do que se imagina. Basta ter paciência e planejamento.
Os primeiros dias realmente são mais difíceis. Mãe e bebê estão em adaptação mútua e também à nova vida. Por isso, é importante que a mulher respeite e também se dê esse tempo de adaptação, procurando conhecer seu bebê, seus gostos, suas necessidades e limitações.
Não exigir demais de si e jamais ultrapassar o seu limite.
Não hesitar em pedir ajuda quando precisar. Afinal de contas, ninguém é de ferro. O ideal é que o parceiro a ajude. Isso ajuda a reforçar o vínculo familiar.
Valorizar essa ajuda do parceiro. Muitos homens gostam de se sentir importantes no cuidado com os bebês.
Conversar muito com seu parceiro. O diálogo é a melhor forma para se expor os sentimentos e mostrar as insatisfações. Isso ajuda a relaxar e fortalece o relacionamento.
Quando estiver em um ambiente social, não fale só do bebê. Procure ter assuntos variados.
Procure se gostar. Cuide-se, relaxe.
Faça caminhada ou qualquer outro exercício físico. Faz bem para o corpo e para a mente.
Estabeleça uma rotina para seu bebê. Banho, mamadas, passeio, soninho, de preferência sempre na mesma hora, pois assim ficará mais fácil de você se organizar para uma ida às compras, um encontro com amigas, ou namorar um pouco e deixar seu bebê com alguém de sua confiança. O fato de você estar amamentando, não impede que você concilie tudo isso. A regra continua a mesma.
Faça programas em que seu bebê possa participar e que não o deixem estressado. Evite lugares com alto índice de aglomeração e barulho. Dê preferência aos passeios ao ar livre. 
Lembre-se que o núcleo familiar está se adaptando à nova vida. Adaptações requerem algumas renúncias, mas jamais se anule como mulher, amiga, esposa, profissional, ou mãe. Tenha paciência e disciplina que você consegue!



Retirado Daqui

sexta-feira, 8 de abril de 2011

De volta à forma após a gestação

Uma preocupação de quase todas as mães... como faço para voltar a forma de antes? Em primeiro lugar amamente BASTANTE! A mulher gasta em torno de 900 kcal por dia para a produção de leite. Segundo, se alimente bem, em qualidade não em quantidade. Terceiro se movimente! Passei com seu filho pela quadra, vá até o parque tomar sol. Quarto passo: leia a matéria abaixo, esta interessante!
Para ter melhores resultados e voltar à forma, futuras mamães devem praticar atividades físicas durante a gravidez

Ninguém merece sair da maternidade com a impressão de ainda estar grávida. No entanto, essa situação é extremamente comum, ainda mais se a gestante “extrapolou” nas calorias e viu os ponteiros da balança disparar durante os nove meses.
Depois do parto, quando as mulheres começam a se recuperar e a se sentir melhor, uma das primeiras vontades que vem à mente é de recuperar a forma e ter novamente o corpo de antes da gravidez. “Se a mulher praticou exercícios durante a gravidez, recomeçar pode ser mais fácil”, explica o professor e especialista em exercícios físicos para gestantes da academia Rio Sport Center, Marcelo Melo.
De acordo com ele, se a mulher teve uma cesariana, os exercícios podem ser essenciais para o seu bem-estar e saúde. “Eles já podem ser feitos no hospital, como andar e se espreguiçar. Andar é ótimo tanto para quem teve parto normal como para aquelas que tiveram cesariana”. Ele lembra que as mamães podem sentir um pouco de dor no começo, mas os exercícios ajudam na circulação do sangue e possibilitam uma melhor recuperação.
Exercícios têm relação direta com o bem-estar da mulher
Praticar atividade física nessa fase é extremamente importante para as mulheres. Além de grandes aliados na volta ao corpo pré-gestacional, os eles são ótimos para superar períodos desgastantes. “O tempo de dedicação da mãe ao filho é enorme e, exatamente por isso, ela precisa de momentos para espairecer e relaxar um pouco”, alerta Melo.
Cada organismo responde de um modo, mas normalmente o retorno à silhueta ocorre de seis a oito meses após o parto. O professor da Rio Sport recomenda fazer atividades para queimar calorias, fortalecer os músculos, as articulações e a coluna e exercícios de relaxamento. “Aconselho modalidades como Ioga, alongamento, musculação, hidroginástica e natação”.
A Auditora Fiscal Érica Medina Stanciolli está grávida de sete meses do seu terceiro filho e desde os 18 anos pratica exercícios físicos. “Nesta fase da vida da mulher, o exercício tem um papel fundamental porque faz bem à cabeça da gente, deixa a nossa auto-estima lá em cima”, declara. Érica conta de faz musculação e exercícios aeróbicos três vezes por semana. “Nas outras gestações, malhei até uma semana antes do parto”, conta. “Além de me sentir uma grávida bonita, desejada e em forma, a ginástica me deixa mais bem-humorada”.
Nutrição é essencial
De acordo com a nutricionista da Rio Sport, Janaína Lavalli, se a mãe teve uma gestação tranqüila e o parto dentro do planejado com seu ginecologista, após quatro ou seis semanas do parto ela já pode iniciar um programa de perda de peso individualizado, para que ela possa entrar em forma de maneira gradual e de modo que não prejudique a ingestão de nutrientes essenciais para manter uma lactação materna completa. “É imprescindível que um profissional de Nutrição faça este programa alimentar de acordo com a realidade e necessidade da mãe”.
Janaína lembra que só no dia do parto as mulheres já se perdem sete quilos referentes ao peso do neném, líquido amniótico, placenta, útero, mamas. “Além disso, a amamentação exige do organismo materno um dispêndio significativo da maioria dos nutrientes e um gasto de energia extra para produção do leite. A produção de 100 ml leite exige um gasto de 85 calorias”. Ela conta também que a produção média de leite nos primeiros seis meses é de 750 ml por dia, com uma variação de 550 a 1200 ml dependente da dieta e ingestão de líquidos da mãe por dia, e da freqüência de mamadas por dia pelo bebê. “Deve-se enfatizar ainda que a mulher que amamenta tem maiores chances de retornar mais rapidamente ao peso anterior à gravidez”.
Dietas: variedade, moderação e equilíbrio
Desta forma antes de se pensar em dieta “drástica” a mãe já é favorecida apenas com os fatores perdas do parto, gasto calórico aumentado para amamentação e hormônios produzidos na amamentação que favorecem o retorno do útero ao normal. “Portanto, a lactante não tem necessidade de ter sua dieta com restrição de calorias severas, importando mais neste momento a qualidade daquilo que seleciona para comer. Uma alimentação equilibrada, atividade física moderada e o consumo de líquidos serão suficientes para que regresse ao seu peso habitual”.
Neste período, é importante que as mudanças sejam lentas e gradativas. O ganho de peso ocorreu em nove meses, portanto não vai desaparecer em um ou dois meses. “A mãe que se submeta a dietas hipocalóricas ou sem controle de um profissional de Nutrição correrá o risco de ficar estressada, mal humorada, cansada o que não é conveniente a ela, já que nesta fase precisa estar bem preparada para agüentar o período de várias noites mal dormidas, a recuperação do parto e todo o contexto emocional que a envolve”.
Não existe alimento completo que sozinho contenha tudo aquilo que nosso organismo necessita para ter bom funcionamento. Portanto é necessário variar a alimentação e combinar os alimentos para que suas interações se completem. O importante é aliar: variedade, moderação e equilíbrio.
Gravidez não é desculpa para ficar parada
Além das atividades para facilitar o trabalho de parto, há outra benefícios importantes como o de conservar o corpo da mulher, evitar dores nas costas, flacidez e melhorar também a circulação. “Quando a grávida pratica exercícios, tem maior facilidade para recuperar o peso depois do parto”, afirma o professor de e especialista em exercício físico em gestantes, diabéticos, obesos, hipertensos, da academia Rio Sport, Marcelo Melo.
Segundo ele, os exercícios devem ser bem acompanhados em mulheres com anemia, sangramento, diabéticas, hipertensas ou que já tiveram parto prematuro em gestação anterior, gestantes com os músculos da pélvis muito fracos (que facilitam o parto prematuro) não pode fazer exercícios.
“Atividades como caminhada sem muito esforço físico, hidroginástica, natação, corrida, sem esforço ou distância exagerados, desde que a mulher tenha costume de praticar esta atividade e bicicleta ergométrica são indicados”, destaca Melo. Ele acrescenta que os exercícios devem incluir a combinação de atividades aeróbias envolvendo grandes grupamentos musculares e atividades que desenvolvam força de determinados músculos.
Já esportes competitivos, especialmente com bola, como basquete, vôlei, futebol, etc. atividades aeróbicas que tenham impacto são contra indicados. ”Durante a gravidez, devido às ações hormonais e a retenção líquida, as articulações ficam mais frágeis, por isso, o cuidado em evitar o alto impacto”.
Para qualquer atividade física com gestante é necessária sempre uma avaliação médica atestando a gestante para a prática de alguma atividade física, e em seguida uma prescrição do profissional de educação física de qual atividade física fazer.
Alerta
No entanto, alerta que alguns fatores devem ser considerados antes de encarar a malhação, mesmo que seja de leve. “Tudo depende do tipo de parto: no normal, a recuperação é rápida, leva de 20 a 25 dias. Já a cesariana é mais demorada, cerca de 40 dias, afinal são mais de 100 pontos internos a cicatrizar”, explica. Melo, lembrando que é fundamental ter liberação do médico. “É preciso analisar diversos fatores para estipular um retorno à atividade física, verificar se não houve complicação na gravidez nem depois dela”.
Algumas dicas para alimentação pós-parto
· Ingestão de líquidos (Água, chá, sucos, vitaminas e água de coco são ótimos durante esta fase) será importantíssimo para manter a produção de leite. Muitas grávidas acham que a produção do leite será diminuída em função apenas de uma dieta hipocalórica e a ingestão de líquidos associada à sucção freqüente pelo bebê nas mamadas é que determinará o volume da produção do leite; a qualidade dos nutrientes do leite será proveniente de uma alimentação equilibrada e que atenda as necessidades da mãe.
· O fracionamento das refeições é muito importante também quando se deseja voltar à forma mais rápido. Pular refeições não ajuda a emagrecer, pelo contrário, nosso organismo se defende aumentando a quantidade de gordura corporal.
· 0 consumo de proteínas deve ser maior, incentivando a ingestão de carnes magras, peixes, leite, queijo, ovos e leguminosas como a soja e o feijão.
· Os carboidratos (presentes nas massas, arroz, batatas, frutas e vegetais) são os nutrientes que devem ser consumidos em maiores proporções em nossa alimentação. Ao contrário do que se pensam, não engordam tanto quanto as frituras e gorduras em geral. É o único combustível que o cérebro utiliza e a sua falta pode causar alteração de humor, além de comprometer bastante a atenção e levar embora a disposição, que neste momento são imprescindíveis a mãe.
· Fibras vegetais podem ser obtidas de legumes, verduras, frutas, aveia, germe ou farelo de trigo: além de regularizarem o intestino da mãe (muitas vezes prejudicado no final da gravidez) ajudam a dar saciedade e promovem absorção do açúcar de forma lenta e contínua, evitando crises alimentares compulsivas e diminuindo a vontade por doces em geral;
· O cálcio presente nos leites e derivados deverão ser consumidos com freqüência pela lactante, mas priorizar fontes pobres em gordura (leite e iogurtes desnatados, requeijões lights, queijos magros) é recomendado quando o objetivo é retornar o peso de forma saudável.
· Use pouquíssimo óleo no preparo das suas refeições. Evite frituras, carnes gordas, excesso de óleo nas preparações, requeijão pastoso, creme de leite e chantilly, banha, torresmos, maionese, manteiga, queijos amarelos (mais gordos), sorvetes e outros cremes doces ou salgados. As gorduras devem ser evitadas, pois são mais facilmente armazenadas do que utilizadas em forma de energia. Use preferencialmente as provenientes dos óleos vegetais, margarina vegetal “light” e o azeite de oliva para temperar saladas.
· Frutas e vegetais são os melhores aliados para uma alimentação equilibrada e saudável. São ricos em vitaminas e minerais essenciais, elevado teor em fibra e pobres em calorias. Sugere-se a ingestão de no mínimos três frutas e cinco porções de vegetais por dia.
por Maria Thereza Barbosa
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