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sexta-feira, 27 de março de 2015

Relato de parto normal da Cíntia- nascimento do João Pedro



Minha gravidez do JP sempre foi muito tranquila, descobrimos por volta de 7 semanas, desde então comecei a ler e me informar sobre tudo que rodeia o mundo da maternidade. Já havia lido sobre parto humanizado, mas somente quando me vi grávida que resolvi pesquisar mais, e fui percebendo que é bem difícil aqui no RS encontrar bons profissionais que atuem nessa área.
Iniciei meu acompanhamento com uma GO e tive que trocar porque a minha DPP compreendia o período de férias dela. Fui fazendo meu pré-natal com uma segunda GO, porém não me sentia confortável, certa vez comentei com ela sobre o que eu havia lido de não haver corte do períneo, o bebê vir direto para o meu colo, não ser aspirado e etc, basicamente ela riu da minha cara e disse que isso era um modismo que a criança nasce cheia de secreção e precisa daquilo.
Continuei o acompanhamento mas ciente que não seria ela a minha GO escolhida, pois acabaria caindo numa "desnecesarea". A essa altura já havia lido sobre doulas e decidi que precisava de uma para me acompanhar e me auxiliar até mesmo na busca de um GO que não fosse cesarista. Googleando por ai, encontrei uma doula da minha cidade, e resolvi fazer contato, foi quando conheci minha querida Analu, marcamos para conversar e a grata surpresa é que ela morava super perto da minha casa.
Avisei então via email a GO que havia encontrado uma doula para me acompanhar, o que ela respondeu com um seco "ok". Tive certeza que estava com a profissional errada. Junto com a ajuda da Analu iniciava  minha busca pelo GO que fosse realizar meu parto, tentei com alguns profissionais que foram as indicadas, mas as agendas estavam lotadas. Tentei consultar com a GO que era da minha mãe, mas ela não atendia mais gestantes, já estava pensando em continuar o acompanhamento com a GO cesarista que por sinal já tinha pedido para agendar  o parto no moinhos, e na hora acabar indo para o o Dom João Becker, hospital da minha cidade, que estava montando um novo CO humanizado e ser atendida pelo plantonista mesmo. Até que uma noite depois de muito rezar e chorar, pensando que meus desejos não seriam respeitados resolvi apelar e abordar de uma maneira nada convencional uma das GOs que antes me haviam sido indicadas.  Na cara dura implorei por uma consulta, já que a agenda dela é lotada. Deus ouviu minhas preces, e conheci a outra mulher que seria essencial no meu parto, a dra. Karla Simons, ela me agendou uma consulta, sabia que agora sim conseguiria fazer meu parto de forma respeitosa.
Nessa época meu ritmo de trabalho estava intenso, o site para qual trabalho estava virando para Amazon, e fiquei várias noites sem dormir, trabalhando na virada, sobre muito stress e eu já por volta das 30 semanas. Na minha primeira consulta com a Karla, tive uma supresa estava com 1 cm de dilatação e ela me pediu repouso. Por duas semanas fiquei afastada do trabalho e mesmo após as duas semanas, meu gestor achou melhor que eu continuasse trabalhando somente remota. De certa forma isso acabou quebrando o ritmo intenso em que eu vinha e acabei não fazendo exercícios aos quais havia me proposto a fazer, como pilates e ioga.
Conforme ia chegando perto das 40 semanas a ansiedade ia aumentando, as pessoas que tinham mais ou menos o tempo que eu de gestação já tinham ganho de cesárea, e eu estava morrendo de medo dele não chegar nas 42 e ter que induzir.
Completei as 40 semanas dia 06 de março, um dia antes minha doula esteve aqui e nos despedimos do barrigão com uma bela pintura e um delicioso escalda pés. Parecia que as horas e os dias não passavam e eu queria me manter ocupada, mas não achava jeito. Sábado fui fazer as unhas dos pés que eu já não conseguia fazer a muito tempo, e deixei as das mãos para eu mesma fazer no domingo. Quando o maridão chegou pedi para sairmos para dar uma caminhada e espairecer um pouco. Fomos ao shopping comi um frango frito com bastante pimenta. Combinamos de domingo sair passar o dia em algum lugar legal porque ficar em casa à espera do JP estava me deixando doida. Dormi assim que chegamos devia ser umas 23:00, as 01:00 do dia 08 domingo, acordei sem sono, depois de muito revirar-me na cama fui no banheiro e o tampão que já vinha saindo aos poucos a algumas semanas saiu com sangue. Nesse momento tive certeza estava começando. Voltei a deitar e comecei a ter contrações elas estavam em intervalos curtos hora de 5 hora de 3 mas não muito doloridas, avisei o marido que levantou e me chamou para um banho, curtimos o barrigão no banho, e depois fui arrumar as coisinhas do bebê, porque sabia que assim que as contrações estivessem bem fortes não conseguiria fazer. Fomos dormir por volta das 4:00, entao mandei mensagem para minha doula que por acaso estava acordada em meio a mamada do seu bebê e respondeu. Combinamos de pela manhã ela vir para cá se as contrações continuassem. Deitei e o sono não vinha, a ansiedade era muito grande e cada vez que estava quase pegando no sono vinha uma contração, rezei, contei carneirinhos e nada!!! Até que as 8:00 não aguentei mais ficar deitada sem dormir e levantamos, avisei a dra. Karla que estávamos em preparação e que achava que ele chegaria hoje. As 09:00 a Ana chegou fomos para a bola e as contrações estavam controladas, tomamos chimarrão, comemos, usamos óleos, só não dava para caminhar o sol estava muito forte. As 15:00 a pelas minhas expressões de dor a Ana sugeriu que fôssemos para o hospital e assim fomos. Chegando ao hospital tive uma contração no saguão, logo um segurança ofereceu a cadeira de rodas, fala sério!!!!!? Havia combinado com a Karla que ao chegar lá a plantonista me examinaria e entraria em contato com ela. Quando a plantonista me examinou veio o balde de água fria estava somente com 3 cm de dilatação. Mesmo assim fui para a sala de parto, a minha GO já havia me falado que não havia chuveiro e que eu teria que ir para outra sala para usar o chuveiro, mas optei pelo mãe de Deus porque poderia ficar com a minha doula e o meu esposo durante o TP. Fui logo tirando a roupa colocando o roupão e fui fazer o antibiótico devido ao streptococus positivo. Pedimos a bola para as enfermeiras. Ficamos ali um tempo na bola e assim que a minha GO chegou fizemos um exame e estava com 6cm. Da bola fui para o chuveiro  e o meu marido maravilhoso ficou lá comigo, enquanto as contrações vinham e eu vocalizava e o Dinho me acalmava. Lá pelas onze novo exame de toque e eu estava com 8cm. Nesse ponto o cansaço e a exaustão de uma noite não dormida começaram a pesar. Não era a dor que trazia o problema era a vontade incontrolável de tirar uma soneca, que não era conseguida devido as contrações nesse ponto comecei a pedir, a implorar por analgesia, embora meu plano de parto deixasse bem claro que eu não iria fazer. Meu marido, minha doula e minha GO tentaram me engambelar a todo custo, sugeriam posições, inclusive posições em que eu pudesse tirar uma soneca nos intervalos, trouxeram a banqueta, fui pro chuveiro, recebi massagem com óleo da Ana, mas nada aplacava minha imensa vontade de descansar. Minha única vontade era dormir e eu sentia que aquilo estava me travando e eu não conseguia mais relaxar durante as contrações. Implorei analgesia, comecei a pensar de onde veio essa ideia louca de querer parto normal, ainda mais natural, podia ter continuado com a go cesarista e aquilo já teria acabado. Duas horas depois a Karla fez um novo exame de toque e como eu havia imaginado não estava dilatando mais. A Karla então cedeu ao meu apelo, e chamaram o anestesista, ah!!! O bom anestesista! Lá pelas 01:00 do dia 09 tomei a peridural e a dor cessou. Óbvio eu sabia que uma intervenção levaria a outra, que eu teria que receber um pouco de oxitocina, que não saberia como fazer as forças certas e etc, mas eu não queria nem saber, só queria dormir. Assim que a anestesia fez efeito dormi. Foi um soninho tão bom!! Assim que acordei começamos de novo: bola, banqueta, posições na cama... A bolsa rompeu, fui para 9 e 10, mas tinha um rebordo e o bebê estava alto, fiz muita força, fiz número dois alguma vezes, estava muito difícil o bebê descer e eu não sabia onde fazer a força. Estávamos todos cansados, eu principalmente. Meu bebê começou a coroar, força, muita força, troca de posição, mas estava muito difícil sem conseguir fazer a força certa, tivemos que fazer episiotomia porque não aguentava mais, uma intervenção leva a outra, e as 05:14 depois de mais de 24 hrs em TP, meu João Pedro chegou ao mundo, escorregou quentinho e veio direto para o meu colo lindo, calmo, tranquilo. Falei para ele: "chora filho, chora filho" e ele chorou um chorinho lindo, lindo. Tão gostoso! Meu maridão que ficou o tempo todo ao meu lado, cortou o cordão e acompanhou para fazer a pesagem, e demais procedimentos. Nasceu com 3580 kg e 50,5 cm. Ele não foi aspirado, nem recebeu colírio. Assim ele voltou ao meu colo minha Doula foi me ajudar a dar de mama. Estava pegando meu peito e sugando mas senti o mundo girar e sabia que podia desmaiar, pedi para pegarem ele pois fiquei com medo de deixar-lo cair. Logo depois na recuperação quando fiquei melhor coloquei ele no peito e ele sugou!!! Mamou e mamou!!! Não tenho palavras para agradecer a Ana e a Karla! Duas mulheres abençoadas que acima de tudo respeitam a mulher e suas vontades. Todo esse episódio de pedir anestesia e tudo mais me ensinou muito, principalmente a ver que nem tudo está no nosso controle, me ensinou a ter humildade!
A dra Karla, só posso dizer que gostaria que existissem mais profissionais como ela, será que consegues te multiplicar? É tão difícil encontrar profissionais que se importam somente com a mulher e não com seus próprios interesses, te recomendaria 1001 vezes.
A Ana, me ensinou muitas coisas, principalmente a acreditar em mim, sempre apontando caminhos, trazendo soluções, fostes essencial para mim Ana!! Se não tivesse te conhecido provavelmente seria tudo bem diferente. Eu não teria ido atrás da Karla, não teria insistido em me empoderar. És uma mulher iluminada!!!! Gratidão amada!
E o que dizer do meu marido "doulo"? Se eu já te amava antes te amo ainda mais! Meu amor renasceu de uma forma nova depois dessa experiência linda pela qual passamos juntos! Obrigado pela mão, pelo apoio, pelo amor, zelo incondicional, quem dera todas as mulheres tivessem um maridão como eu tenho! Te amo muito, obrigado por estar ao meu lado e por ser um pedacinho daquele lindo pedacinho de nós! Me deste o maior presente! Te amo infinitamente!

Por último e mais importante a Deus! Que fez as coisas a seu tempo, sempre conforme a vontade dele é sempre tão perfeito!!!!




sábado, 12 de julho de 2014

Relato do parto Humanizado da Paula e nascimento da Helena pela doula



Conheci Paula através do meu marido. A mãe dela era colega do meu marido no banco onde eles trabalhavam. Assim fiquei sabendo que Paula estava sendo acompanhada pela Dra. Ana Claudia, e depois de nos conhecermos, fechamos o acompanhamento. Paula é uma mulher muito tranquila, bem informada e objetiva. Sabia que seu limiar de dor era um, e já foi me avisando que se fosse demais a dor pediria analgesia. Me perguntou se eu me opunha, e claro, disse que não, afinal o parto era dela, e eu estava ali somente para informa-la e a partir disso apoia-la.

Dia 10 de outubro, meu telefone toca, era a Dona Neida avisando que eles estavam saindo de Sto Antonio rumo a POA, que as contrações da Paula estavam vindo a cada 5 minutos, e que foi feita uma avaliação no hospital da cidade onde foi constatado 3 cm de dilatação. Comecei a me arrumar e segui para POA também, rumo ao Hospital Divina Providência.
Fiquei aguardando na porta da emergencia do Hospital, e em alguns minutos depois eles chegaram. Logo vi a Paula no banco da frente, com semblante preocupado, mas assim que me viu deu um sorriso lindo. Tinha um olhar apreensivo, mas sabia o que queria.

Depois de acomodados na sala PPP iniciamos os trabalhos com uma ducha quente. Paula aparentava muita tranquilidade e nenhum desconforto a cada contração. E a cada contração ela solicitava massagem na lombar, se não estivesse no chuveiro, e agradecia dizendo que o alivio era grande. Seu corpo foi se abrindo rápido e logo havia chegado nos 7 cm de dilatação. Mas a partir dai ela pediu, com toda a certeza, a analgesia porque a dor estava intensa e difícil de lidar. A Dra. Ana Claudia explicou a ela que estava indo muito bem, e que nesse ritmo Helena logo estaria nascendo. Que a analgesia podia diminuir o ritmo do trabalho de parto e até parar por algum tempo. Mas Paula estava certa de que a analgesia era necessária, e estava muito tranquila em tomar esta decisão.





Depois de aplicada a analgesia, e a sensibilidade dos pés e pernas voltarem, ela saiu da cama e foi para bola voltando a se movimentar. Ela estava bem tranquila, sentindo as contrações sim,  mas muito mais amenas, e assim pode curtir mais o parto. Rimos, conversamos e ela pode descansar também. Um tempinho depois Helena já se mostrava no canal de nascimento, a dilatação estava completa. Paula ficou sentada na maca e começou a empurrar. No expulsivo a ajudamos e orimentamos, pois ela não sentia as contraçéos começarem e nem onde tinha que empurrar, mas se saiu maravilhosa e minutos depois, de muita coragem e perseverança, Paula deu a luz a pequena Helena, linda e bochechuda. Um pacotinho de gente! Papai Alencar foi muito corajoso e acompanhou a maior parte do processo, não desgrudando da amada até ver sua filhota nascer!





















Depois de se reconhecerem Paula deu o seio a filha começando um belo processo de amor e aprendizagem! Amor em forma líquida nutrindo a bebezinha. Realmente emocionante presenciar a primeira mamada. Depois da família acomodada, e de ter babado um pouquinho a pequena Helena, me despedi da família, cheia de ocitocina e muito feliz por ter tido a oportunidade de presenciar mais um nascimento!



Paula e Alencar gratidão por me convidarem a participar desse dia tão lindo, emocionante e especial! A Helena é linda demais!

Ana Luisa- Doula

Mãe do Bê, da Fifi e do Kim

segunda-feira, 3 de junho de 2013

RELATO DE PARTO NATURAL DA SHEILA PELA DOULA

Mamãe Coruja
Sheila e eu nos conhecíamos virtualmente antes dela engravidar, foi onde ela me contou sobre sua gestação ectópica, como havia sofrido com o procedimento cirúrgico e como tomou consciência de que uma cesárea não era mais o que ela queria para ele e para o futuro filho. Estava com ela em cada descida de fluxo menstrual, dando apoio até o dia em que me falou que havia conseguido conceber. Realmente fiquei muito feliz quando soube!

Desde este momento começamos a manter um contato mais frequente pelo facebook, e combinamos de nos encontrar em minha casa, assim eu já tomaria alguma aulas de artesanato (rs). Logo em seguida descobri minha gestação, e compartilhei para ela, que ficou radiante em saber. Sheila é uma pessoa extremamente carinhosa, simpática, companheira mesmo. Neste dia solidificamos nossa amizade!

Neste mesmo encontro já conversamos sobre todos os desejos no parto e no atendimento do bebê. Os próximos encontros foram de acordo com a necessidade dela, com uma massagem nas costas, outro dia massagem nos pés, outro uma pintura no ventre, outro exercícios de desbloqueio e vivência, e assim fomos criando mais intimidade que nos ajudaria na hora P.

No dia 20 de abril, Sheila me manda uma mensagem dizendo que a bolsa havia estourado as 15:50 hs, que não tinha contrações, só cólicas leves, mas meu celular não tinha sinal, e eu estava no encontro do grupo. Pelas 17:15 liguei para ela e as contrações haviam começado, de 10 em 10 minutos, e que ela estava bem. Ela mora em Canoas, resolvi encerrar o encontro e fui pegar minhas coisas em casa para ir logo ao encontro deles.

a bolsa estourou!

Quando cheguei as contrações estavam vindo de 7-7 minutos, e Sheila estava no quarto, sentada um pouco angustiada, mas feliz que estava vivendo o TP. Ficamos em torno de 6 horas na casa dela onde ela se manteve ativa, comeu, usou o chuveiro, ganhou massagem, relaxou com musica e rimos muito! Saímos um pouco antes da 01 hora da manhã, do dia 21 de abril, com contrações a cada 5 minutos, diminuindo padrão, por pelo menos 2 horas. Quando chegamos no hospital a Dra. Ana chegou junto e já entramos todos direto para a sala PPP, no hospital Divina Providência.  Sheila foi avaliada, estava com 3cm e colo apagado, o que entristeceu a minha amiga um pouco.


Chá de canela



Canjinha








 Mas continuamos as atividades e Sheila foi para o chuveiro, onde visivelmente as contrações se intensificaram, vindo a cada 2 minutos  Assim ficamos, entre chuveiro, massagem, rebolado, negrinho para a Sheila repor as energias, abraço e massagem do marido, abraço da doula, musica, chuveiro (que não agradava mais, pois intensificava tudo, rs) até as mais ou menos 7 horas da manhã... Dra. Ana havia feito outra avaliação onde Sheila já estava com 7 cm. E de repente, de tanto minha amiga pedir, as contrações foram diminuindo e pararam de vez. Temi um pouco neste instante, mas aguardei, e Sheila aproveitou e descansou. 

ducha quente

apoio do marido

apoio da doula


Mas, a Natureza é sabia! Perto das 10 hs da manhã Dra. Ana enfatiza que é importante Sheila se movimentar para ver se as contrações voltavam, e eu sugeri o chuveiro onde as contrações vinham fortes. Ela ficou na ducha por 10 minutos e nada de contrações, mas quando saiu elas voltaram uma em cima da outra, a cada minuto, e ela percebeu que se realmente se entregasse a cada contração, doeria menos e seria mais fácil de lidar com elas. Em 1 hora Sheila começou a sentir os puxos e chamamos a Dra que constatou dilatação completa.


dilatação completa

Sheila começou a se posicionar da maneira que se sentia bem, começou a empurrar junto com as contrações, mas como estava não ajudava muito na descida do Arthur. Se ajeitou de cócoras com os cotovelos na poltrona, depois o marido e eu a apoiando em cada lado, até que me sentei na poltrona e a segurei pelos braços. Com mais algumas empurradas nasceu Arthur, as 13:30 do dia 21/04, pesando 3465 gramas, medindo 51 cm, apagar 9 e 10, foi direto para a mamãe Sheila. Lindo, lindo! A amigadoula bem boba chorou, claro. E papai Eduardo todo emocionando gravando os primeiro instantes de vida do filho. Sheila cortou depois o cordão e foi para a cama, onde auxiliei ela com a amamentação. Para a emoção da mamãe,  Arthur pegou o seio direitinho e não quis mais largar!

Muita emoção!!


Mãe e filho se reconhecendo... <3

Família linda 
Amo!

Primeiro mamá!

Impressão da placenta

Visita pós parto, amamentação com sucesso!

Arthur !

Sheila e Eduardo, agradeço imensamente por terem me convidado a participar deste momento único na vida de vocês. Foi emocionante demais!

E ainda, te agradeço Sheila pela tua amizade, foste maravilhosa comigo quando eu precisava! Terás minha eterna amizade <3

Agradecendo também a Dra Ana Claudia pelo atendimento que prestou, sem igual!

E agradeço a Deus sempre por ter me colocado neste caminho de Luz!

Ana Luisa
Mãe do Bê e da Fifi

Doula e Nutricionista

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Parto Domiciliar Planejado: algumas coisas que talvez você não saiba - por Ana Cristina Duarte

ANA CRISTINA DUARTE, OBSTETRIZ PELA USP E INSTRUTORA EM CAPACITAÇÃO DE DOULAS, É COORDENADORA DO GRUPO DE APOIO À MATERNIDADE ATIVA (GAMA).

google imagem
Vejo muita gente dando palpite sobre parto domiciliar, especialmente profissionais de saúde, onde demonstram claramente que não fazem a menor ideia do que estão falando. Ouviram um pássaro cantar e já vão falando que é o Galo da Serra, sem nunca terem nem ouvido esse canto, muito menos visto a espécie. Achei por bem enumerar alguns fatos sobre o parto domiciliar planejado (PDP) que podem derrubar alguns mitos.


1) Qual gestante pode ter um PDP?
Gestantes saudáveis, com pré natal sem intercorrências, com um bebê único, posicionado, com mais de 37 semanas, com trabalho de parto espontâneo (não induzido)

2) Até onde vai o PDP? Ou até quando a gestante não pode mais mudar de ideia?
Vai até onde estiver seguro e sem intercorrência ou sem suspeita de possível intercorrência. Batimentos cardíacos fetais normais, mãe em boas condições. A qualquer sinal de possível intercorrência, a opção de retaguarda será acionada e o parto passa a ser hospitalar. A gestante pode mudar de ideia a qualquer momento e ir para o hospital para analgesia ou o que mais quiser.

3) Como se sabe que está tudo bem?
Através dos controles periódicos dos batimentos cardíacos do bebê e dos sinais vitais maternos, o que ocorre durante todo o trabalho de parto.

4) Como esteriliza a casa ou o quarto para o parto?
Isso não existe, nem no hospital, nem em casa. O que se faz no hospital é a limpeza da sala entre um parto e outro com materiais de limpeza, mas a única coisa que é esterilizada no hospital é o que entra em contato com o parto em sim, com as cavidades, cortes, etc. Em casa é a mesma coisa, o que for entrar em contato com "aberturas corporais" estará esterilizado. A questão que preocupa na contaminação hospitalar é o contato da gestante com virus e bactérias que causam doenças e que sempre estão presentes em ambientes hospitalares. Em casa essas bactérias não existem, não houve cirurgias anteriores, tratamento de doentes, nada disso. 

5) Mas e o pós-parto? Como fica a bagunça do parto? Quem cuida do bebê?
Após parto a equipe limpa toda a casa e elimina todos os vestígios do atendimento, materiais com sangue, restos, etc.. Com relação ao bebê, assim como no hospital, após ser examinado e vestido, ele fica sob cuidados dos pais em alojamento conjunto, o mesmo ocorre em casa. Os profissionais farão as visitas pós-parto e estão de prontidão para uma visita imediata durante toda a semana posterior ao parto.

6) Quem é o profissional que atende esses PDP?
Enfermeiras obstetras, obstetrizes e médicos podem atender esses partos. Doulas não podem atender partos, elas podem dar assistência emocional, apoio, mas não atendem os partos. As equipes são compostas pelo menos de um profissional desses anterioremente citados, podendo chegar a três profissionais, sendo que todos são capacitados para o atendimento de emergências obstétricas e reanimação neonatal

7) Quais procedimentos podem ser feitos num PDP?
Nenhum procedimento. Para acelerar, induzir, usar fórceps, etc, a gestante é levada ao hospital.

8) O que esses médicos/enfermeiras/obstetrizes levam para o atendimento em casa?
Todo o material estéril (agulhas, seringas, campo estéril para sutura, agulha de sutura, anestésico local, material de sutura, luvas, antisséptico, etc).
Todo o material de reanimação neonatal (tapete aquecido, ambu, máscara, cilindro de oxigênio, material de aspiração, material de transferência, etc).
Todo o material para emergência pós-parto materna (soro, material de punção venosa, drogas anti-hemorrágicas, etc).

9) Tem ambulância na porta?
Não, nenhum país que tem atendimento de parto domiciliar tem ambulância na porta. Essa é apenas mais uma lenda urbana sobre parto em casa.

10) E se acontecer alguma coisa?
Vamos separar o que seria esse "alguma coisa", para facilitar.

a) Com o bebê: se precisar de reanimação, reanima-se em casa, como numa sala de parto qualquer, com ventilação positiva. São as mesmas técnicas e materiais. Mas e se for tão grave que precisar adrenalina? Bebês saudáveis, de pré natal saudável, em partos naturais de termo sem intervenção não necessitam adrenalina. Olhe retrospectivamente para todos os casos de adrenalina e você verá que eram partos prematuros, ou bebês doentes, ou partos absurdamente medicalizados. Se ele tiver alguma malformação inesperada e grave, ele será mantido sob ventilação e transferido para um hospital com UTI neonatal, tal qual se faz em qualquer hospital ou cidade onde não existe UTI neonatal.

b) Com o parto: se for parto pélvico de surpresa, deixa-se nascer com as técnicas normais de parto pélvico; se for distócia de ombros, resolve-se igualmente com as mesmas manobras hospitalares; se precisa de fórceps é porque já era um parto complicado, transfere-se ao longo do parto; se os batimentos não forem bons, transfere-se; se houver mecônio em baixa quantidade e batimentos normais, aguarda-se o parto; se houver muito mecônio ou batimentos anormais, transfere-se.

c) No pós parto: se houver hemorragia, corrige-se com ocitocina, ergotrate e reposição de líquido; placenta retida, transfere-se para remoção no hospital; atonia uterina não é uma entidade de partos normais sem medicalização, mas em tese tranfere-se também. Se houver laceração, os três profissionais têm autorização, técnica e material para suturar sob anestesia local em casa.

11) E dá tempo de resolver?
Os estudos internacionais sobre PDP com equipe experiente mostram que o risco de mortalidade/morbidade não muda em casa ou no hospital e que o PDP é uma opção segura para gestantes de baixo risco. Isso não quer dizer que nada pode acontecer. Mesmo em países com baixíssima taxa de mortalidade, cerca de 1 a cada 500 bebês não viverá fora do útero. E isso poderá acontecer em casa, no hospital, no Brasil, na Dinamarca, nos Estados Unidos.

12) Mas estar no hospital não faz tudo ser bem mais rápido?
Na prática e em geral não. Tirando raras exceções, uma cesariana "de emergência" vai ocorrer num prazo aproximado de 30 minutos, às vezes até 1 hora, às vezes mais. A maioria dos hospitais brasileiros não possui anestesista de plantão, ou não há um disponível e livre o dia todo, nem mesmo uma sala de cesariana pronta e reservada. A idéia de que o hospital é um lugar onde tudo está pronto e disponível é irreal e mora mais no imaginário popular do que no bloco cirúrgico.

Mais informações sobre PDP:


sexta-feira, 23 de março de 2012

Benefícios de ter uma Doula!


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Você sabia que, por definição, uma doula é uma mulher que oferece suporte contínuo durante o trabalho de parto e o parto? E que, de modo geral, o tipo de suporte que a doula oferece não pode ser substituído nem pelo cuidado da família e amigos, nem mesmo pelo cuidado dos profissionais de saúde que acompanham o parto (sejam eles enfermeiras, parteiras, obstetrizes ou médicos)? Muitas pessoas confundem esses papéis, mas existem inclusive estudos científicos que mostram que eles não são a mesma coisa e que os benefícios de ter uma doula no seu parto são maiores do que aqueles obtidos quando o suporte é da sua rede social ou é um profissional de obstetrícia.

Suporte contínuo significa que uma pessoa oferece apoio durante todo o trabalho de parto e parto para aquela mulher especificamente, no esquema um-a-um (uma pessoa de suporte para uma mulher). Esse tipo de suporte foi analisado em 21 estudos que avaliaram mais de 15.000 mulheres em vários lugares do mundo, para identificar se essa é uma estratégia que melhora os resultados do parto. Estes estudos observaram que ter suporte contínuo resultou nos seguintes benefícios:

  • Um aumento de 8% no número de mulheres com parto vaginal espontâneo
  • Uma redução de 10% na necessidade de analgesia ou anestesia de qualquer tipo durante o parto e de 7% no uso de analgesia ou anestesia regional (raquidiana ou peridural)
  • Uma redução de 31% no número de mulheres que relataram ter sentimentos negativos sobre a experiência de parto
  • Uma redução de 10% no número de mulheres com partos instrumentais (fórceps ou extrator a vácuo)
  • Uma redução de 21% no risco de cesárea
  • Uma redução de 30% no número de bebês com Apgar baixo
Outros indicadores foram avaliados, mas não foi identificado nenhum benefício adicional do suporte contínuo para eles. Alguns desses estudos avaliaram ainda se o tipo de pessoa que oferece o apoio um-a-um tem algum impacto sobre esses resultados. Ou seja, se o benefício é diferente quando esse suporte é prestado por alguém da rede social da mulher, por uma doula ou por um profissional da equipe. E é aí que a atuação da doula se diferenciou dos demais tipos de cuidador. Vejamos como!
  • Uso de ocitocina
    • Equipe técnica do hospital: aumento de 6%
    • Doula: redução de 31%
    • Pessoa da rede social: não houve benefício para esse indicador
  • Parto vaginal espontâneo
    • Equipe técnica do hospital: não houve benefício para esse indicador
    • Doula: aumento de 12%
    • Pessoa da rede social: não houve benefício para esse indicador
  • Cesárea
    • Equipe técnica do hospital: não houve benefício para esse indicador
    • Doula: redução de 28%
    • Pessoa da rede social: não houve benefício para esse indicador
  • Sentimentos ou pensamentos negativos em relação ao parto
    • Equipe técnica do hospital: não houve benefício para esse indicador
    • Doula: redução de 34%
    • Pessoa da rede social: redução de 43%
Referência: Hodnett ED, Gates S, Hofmeyr GJ, Sakala C, Weston J. Continuous support for women during childbirth. Cochrane Database of Systematic Reviews 2011, Issue 2. Art. No.: CD003766. DOI: 10.1002/14651858.CD003766.pub3.

Fonte: Núcleo Carioca de Doulas - https://www.facebook.com/NucleoCariocaDeDoulas


Retirado daqui
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