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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dor do parto oferece vantagens, afirma especialista


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A dor do parto tem uma série de efeitos benéficos para a mulher e para o bebê que são anulados quando a paciente opta por dar à luz com anestesia epidural, embora a técnica seja útil e imprescindível em alguns casos.
É o que afirma Denish Walsh, obstetra e professor da Universidade de Nottingham, em artigo publicado na revista "Evidence Based Midwifery" no qual explica que a dor é um rito de transição que ajuda a regular o parto.
Segundo Walsh, além de contribuir claramente com a fisiologia do parto, ajuda a fortalecer o vínculo entre a mãe e o filho e prepara a mulher para as responsabilidades da maternidade.
Sem menosprezar o valor da anestesia epidural, que pode ser fundamental em alguns casos, o professor aponta que seu uso aumentou muito nos últimos 20 anos, apesar da disponibilidade de outras alternativas menos invasivas contra a dor.
Entre as vantagens de optar por um parto natural, além de razões médicas, está o prazer desse rito fisiológico que culmina com o nascimento do bebê, junto ao fato de que a própria dor induz à liberação de endorfinas, que dão uma sensação de euforia e bem-estar, destaca o especialista.
Walsh afirma que alguns estudos demonstraram que a anestesia epidural aumenta a probabilidade de ter que induzir as contrações com tratamentos hormonais e é mais frequente o uso de fórceps para ajudar a saída do bebê.
No Reino Unido, o uso da anestesia aumentou 17%, entre 1989 e 1990, e 33%, de 2007 para 2008.
O professor recomenda ao Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) outras alternativas de alívio à dor como ioga, massagem e tratamentos em piscinas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Apenas 16% das mães aleitam nas primeiras 24 horas pós parto




Apenas 16% das mães aleitam nas primeiras 24 horas pós parto
Ninguém duvida dos benefícios do aleitamento natural. Mas o aleitamento nas primeiras horas após o parto não é tão comum como deveria. Um estudo nacional aborda o problema
Você acha que as maternidades favorecem o aleitamento logo após o parto?
A cena de filme é linda e emocionante. A mãe cansada e suada do esforço pós-parto recebe seu bebê para o aleitamento e vai ficar por um tempo nesta calorosa recepção de boas vindas. Difícil não se encantar com a cena, mas ela está ficando cada vez mais rara. Isso mesmo. Aleitamento na primeira hora após o parto é pouco freqüente. Esta é uma das conclusões de um estudo nacional que procurou também identificar os fatores associados à amamentação na primeira hora de vida. Trata-se de estudo transversal realizado com parturientes de maternidades do Rio de Janeiro, nos anos de 1999 a 2001. No total foram analisados mais de 8.000 pares mães-bebês que estavam aptos a amamentar.
          Resultado mais impressionante, para não dizer decepcionante, apenas, 16% das mães amamentaram na primeira hora de vida do recém-nascido. Outros achados da pesquisa; o aleitamento materno nesse período foi menos prevalente entre os recém-nascidos com intercorrências imediatas após o parto; entre as mães que não tiveram contato com os recém-nascidos na sala de parto, naquelas mulheres que tiveram cesariana, e nos partos realizados em maternidade privada ou conveniada com o Sistema Único de Saúde. Mais importante ainda, em nível individual, a amamentação na primeira hora de nascimento foi prejudicada por práticas inadequadas nas maternidades. O fato é que as práticas hospitalares, mas não o desejo e a decisão das mães de amamentar, estão determinando este baixo índice de aleitamento pós-parto. O efeito das normas das maternidades e a ausência de fatores individuais maternos que expliquem o desfecho sugerem que as mães têm pouco ou nenhum poder de decisão sobre essa amamentação e dependem das práticas institucionais vigentes nestes estabelecimentos. Desnecessário dizer que a amamentação na primeira hora de vida é recomendada pela Organização Mundial da Saúde e é importante para o estabelecimento do vínculo mãe-bebê, além de aumentar a duração do aleitamento materno e reduzir a mortalidade neonatal.

          Os resultados deste estudo são ainda piores que dados prévios que já indicavam que a prática da amamentação na primeira hora de vida, no Brasil, é relativamente baixa, ao redor de 43%. Com resultados como esse, pode ser que a cena continue emocionante, mas o filme, neste caso, só pode ser de horror. (Boccolini et al.  Fatores associados à amamentação na primeira hora de vida. Rev. Saúde Pública 2011, 45(1):69-78).
Escrito por Dr. Alexandre Faisal 


 Desabafo da minha querida amiga, mãe e doula Aline Amorim...leiam ... vamos trabalhar mulherada, a vida não é mole, mas podemos optar por momentos maravilhosos...e shô PREGUIÇA!!! Leiam o desabafo...

Queridos, já passou da hora de vocês acordarem pra realidade. Desculpa a minha sinceridade, de verdade! Mas é uma matéria encima da outra que eu tenho postado. Sempre alertando, avisando sobre os perigos de não planejar teu parto, da cesárea sem real necessidade, comprovando os benefícios do parto humanizado, do acompanhamento de uma Doula, dos benefícios do aleitamento materno exclusivo por 6 meses e continuado por 2 anos ou mais, de que bebês precisam de atenção, etc, etc, etc...
Esse lance de não tenho como pagar por um parto humanizado, engravidei de surpresa, estou com muitas dívidas NÃO É IMPEDIMENTO PARA O MESMO!
Assim como voltar a trabalhar não é impedimento para continuar amamentando e não é motivo pra dar mamadeira.
Será que é tão difícil arcar com suas responsabilidades? 
E daí que o pediatra falou que "é melhor dar a mamadeira de leite de vaca enquanto você estiver no trabalho" ? Custa dar uma pesquisada, buscar quem entende do assunto (e quem entende de amamentação é uma consultora em amamentação e é muito difícil um pediatra entender do mesmo) ? Quem sabe o que é melhor pro seu filho é você ou ele?
Não consigo entender as mães transferindo suas responsabilidades para terceiros e sério, confesso que estou cansada disso!
Tem mãe que quer mesmo a cesárea, sabendo dos riscos e tudo mais. Mas foi uma escolha "consciente". Agora o que não dá, são aquelas que ficam se lamentando depois pelo leite derramado. Pera lá! Informações você teve! Não fez pq não quis, não vem com historinhas pra cima de mim, que não cola... Enfim.

O que eu queria realmente falar (desculpem o desabafo) é que cada vez está ficando mais evidente que as coisas no Brasil/Rio de Janeiro estão difíceis.
Se ainda tem a chance de investir no teu parto, invista. Não fique contando com a sorte ou com o bom humor do teu médico do convênio não.
Vá atras! Corra! Conquiste teu parto! Conquiste tua amamentação exclusiva! Descarte os palpites dos vizinhos e das vovós, ouça teu instinto, busque informações corretas. Não espere o tempo passar para depois se lamentar!

#FICAADICA!

Aline Amorim

Mãe e Doula
Informação, ajuda e apoio contínuo no momento mais importante da sua vida.
Apoio que a mãe precisa. Carinho que o bebê sente.


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