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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mães que criam os filhos sozinhas

Essa matéria do Guia do Bebê, é muito legal. Decidi publicar para homenagear as mães que por algum motivo se encontram sozinhas durante a gestação e na criação de seus filhos. Não sei o que é passar por isso, mas imagino como eu ficaria se passasse por... A vocês a minha admiração!!

Papel de mãe e papel de pai. Muitas vezes a mãe (ou o pai) tem que assumir as duas funções. As dúvidas, o medo, a insegurança e a solidão podem encontrar aí espaço para entrar, mas a coragem e o amor podem superar tudo isso. Vida de Mãe vai discutir questões como, por exemplo, a decisão de ter um filho sem a presença do pai, as dificuldades da criação sem partilha, a relação com o filho, a ausência do pai e o que fazer para não se anular.
Podemos nos encontrar sozinhas na criação dos nossos filhos por diversos motivos. Porque somos mães solteiras, divorciadas ou viúvas. A coluna conta a história de Vivian, que com apenas dezesseis anos ficou grávida do namorado e hoje é mãe solteira da linda Lavínia, de um ano e sete meses. Ela teve o apoio da família, mas outras adolescentes não têm a mesma sorte. A dor de não poder compartilhar a gestação, seja nas mães adolescentes ou maduras - que optam por levar adiante uma gravidez sem pai - é a mesma. Além da mãe solteira, vamos falar da mulher que se separa depois de uma vida matrimonial e tem que aprender a virar a página e equilibrar o cotidiano ao lado dos filhos, sem a presença paterna diária. E das mães viúvas, que não escolheram seguir criando os filhos sós, mas também têm que superar o sofrimento da perda e encarar a nova condição.
Caminhos distintos, casos diferentes, mas a responsabilidade dobrada que cai sobre todas é a mesma. Elas têm em comum a missão de sustentar e educar o filho, dar amor e responder perguntas, como: "Tenho pai?" "Onde ele está?" Um assunto que muitas vezes ela mesma quer esquecer.
Vivian conta aqui sobre a surpresa de engravidar aos dezesseis anos e a difícil decisão de ter o bebê. Hoje, aos dezenove, ela é mais madura que as garotas da sua idade. E não se arrepende.
Filho não planejado
"Eu era uma adolescente encantada pela vida e sempre tive muito amor de meus pais. Aos quatorze anos comecei a namorar. Tinha certeza que nos amávamos, embora tivéssemos um namoro cheio de idas e vindas. Depois de dois anos e meio juntos fiquei grávida de um filho não planejado. Aos dezesseis anos os adolescentes acham que estão imunes a tudo. Fiquei muito confusa, desesperada, perdi meu chão, como se meu amanhã não existisse mais. Mas nunca pensei em aborto. Eu e o pai da minha filha não estávamos bem, e quando veio a noticia da gravidez já estávamos separados, mas conversamos e decidimos ficar novamente juntos. Ele estava desempregado. Foi difícil aceitar a nova situação, mas desde o inicio tive o apoio incondicional da minha mãe. Passaram dois meses e ele estava cada vez mais distante, parecia que eu era uma obrigação. Decidi que só iria casar depois do nascimento do bebê, para me dedicar ao enxoval da criança primeiro. Ele conseguiu um emprego, entrou para a faculdade, mas não sobraria dinheiro. Disse que era um momento inoportuno e me acusou de não dar força aos sonhos dele. Parecia que não tinha noção que seríamos pais. Ele me abandonou grávida de três meses. Quando estava me acostumando com a idéia de ter um filho, tive que me acostumar com a idéia de ter um filho sem pai. Senti-me incapaz e extremamente sensível. Chorava e me lamentava sempre que via um homem acariciando a barriga da esposa ou um pai brincando com um filho".
Maternidade
"Minha mãe foi meu anjo da guarda. Aos quatro meses de gravidez ingressei na faculdade com bolsa integral, o que ajudou a manter minha cabeça ocupada. Percebi que tinha que reagir senão iria prejudicar também meu bebê, que dependia de mim e sentia todas as emoções que eu sentia. Vendi de tudo: chocolates, ovos de páscoa, bijuterias... Aos sete meses descobri que esperava uma menina e decidi que se chamaria Lavínia - que significa "A Purificada". E ela nasceu - o bebê mais lindo do mundo. Quando vi aqueles olhinhos me encarando... Aquela criança indefesa e dependente, que precisava de mim para tudo. Foi um momento mágico, único. Ali, na sala de parto, com minha mãe ao meu lado, tive certeza de que tudo valeu a pena. Acabara de nascer minha razão de viver... Depois de seis meses sem qualquer contato com o pai dela; liguei para ele do hospital e perguntei se a registraria. Ele foi ao hospital e deu-lhe seu nome (a única coisa que lhe deu). Foram dias e noites difíceis (quem é mãe sabe o trabalho que um bebê dá). Ficava horas ao lado do berço observando cada traço da minha filha. Ela era minha maior companhia e precisava de uma mãe forte e que valesse em dobro, e não de uma mãe triste e depressiva. Não interrompi minha faculdade e isso me fez muito bem. Lavínia foi crescendo e se tornando uma criança adorável, alegre e muito amada. Mas, como todo bebê, gerando muitos gastos - o que é difícil de levar sozinha. Coloquei o pai dela na justiça e foi estipulado o valor da pensão alimentícia. Agora, ao menos uma vez ao mês ele lembrará que é pai. Perdi a bolsa e tive que trancar a faculdade. Fiquei triste, mas percebi que estava na hora de ir à luta. Comecei a trabalhar; fiz amigos, me senti útil, e percebi que tinha tido uma filha, mas continuava sendo mulher".
Ausência do pai
"O pai dela já ficou até cinco meses sem dar um sinal de vida, nem uma ligação. Muitas vezes corri para o hospital com ela, na emergência, e ele nem ficou sabendo. Esse ano, por exemplo, passei a noite de meu aniversario com ela no hospital, mas nunca sozinha. Deus colocou na vida da minha filha vários pais que a amam e a socorrem sempre que preciso - todos os meus tios e primos são um pouco pais dela. Não há sinal de carinho da parte do pai. Eu me entristecia muito com o silencio dele, mas hoje penso que se ele aparecer bem, mas se não aparecer, não me decepciono mais. Lavínia é muito carinhosa e não suporta me ver triste. Me abraça e me beija; é uma criança cativante. Por outro lado, me questiono muito, pois sei que esta chegando à hora em que ela vai perguntar pelo pai. Já me desespero por antecipação. O que vou dizer a ela? Mas tenho certeza que na hora certa Deus vai me dar estrutura para não desaponta-lá".
Futuro
"Lavínia hoje tem um ano e sete meses e é a minha razão de viver. Mas acho que as mães solteiras acabam se anulando muito por causa dos filhos. Não saio sem ela, não vou à praia ou ao cinema, não namoro. Meus programas mudaram para parquinhos e brinquedos. Às vezes esqueço que tenho 19 anos. Mas não me arrependo, pois sei que nesse momento de criação e de formação de personalidade ela precisa muito da minha figura presente. Adoro curtir cada segundo ao lado de minha linda. Todo o meu sacrifício vale a pena quando vejo um sorriso sapeca em seu rosto, quando dançamos alegremente ouvindo uma musica, quando ela anda de "bi-bi", brinca com o "au-au", dá tchau para o "piu-piu" e diz "mamãe". São esses simples momentos com minha filha que me trazem prazer, inspiração, forças e esperança de um futuro melhor. Não temo o futuro, pelo contrario, o espero ansiosamente, pois sei que Deus nunca dá lutas que não possamos suportar, e foi Ele que me sustentou até hoje, e sei que agora só tenho frutos a colher. Sei que muitas noites em claro e choros ainda me esperam, mas também muitos sorrisos e alegrias. Tenho esperança em um futuro melhor para mim como mãe e como mulher e para minha princesa Lavínia."
Palavra do especialista:
Márcia Fraga Sampaio - psicóloga do Hospital Memorial Faud Chidid, no Rio de Janeiro, e coordenadora do Centro de Pesquisa e Clínica Psicanalítica Laços.
Para começar, a terapeuta lembra que existem diferenças entre uma mãe solteira e uma mãe separada ou viúva: "Na primeira ela fez uma escolha de ter o bebê ainda que sozinha. Nas outras se imagina que tenha havido um projeto a dois de ter esse bebê e compartilhar o bônus e ônus desse empreendimento, mas... a vida impôs uma mudança nesse projeto. A coragem e a determinação é o ponto em comum entre todas, pois em algum momento é preciso respirar fundo... e encarar as responsabilidades".
Para abordar o tema da forma mais abrangente possível, dividimos nossa conversa com a psicóloga, que analisou a importância do masculino e do feminino na vida de uma criança, as novas responsabilidades da mãe, como administrar o papel integral da criação e educação do filho e como administrar a ausência do pai. Tudo sem a mãe esquecer de si mesma.
Homem e mulher
"Um filho tem sempre um sentido diferente para a mulher do que para o homem. A realização de um filho é sempre maior para a mulher, até porque o "sonho de ser mãe" tem origem na fantasia infantil da menina de ter um bebê e isso é alimentado em seu psiquismo até a idade adulta e é reforçada pela cultura que enaltece a maternidade de forma romântica. Esse ponto fala mais alto na hora de assumir a responsabilidade de encarar uma gravidez sozinha. Para se ter um filho é preciso amadurecer e se tornar adulto definitivamente. Para o homem é mais fácil recuar, mas para a mulher mesmo pensar em desistir trará implicações para seu corpo e suas culpas. Para uma mulher decidir ter um filho, apesar de não poder contar com o pai, vai valer a pena ou não de acordo com o tamanho do seu desejo de ser mãe. É preciso coragem para assumir as responsabilidades sozinha ou mesmo contando apenas com alguma ajuda da família".
Bônus e ônus
"Para assumir o papel de mãe são exigidas algumas renuncias de tempo e de vaidade, entre outras. É importante não abrir mão de sua profissão, de seus interesses, e "tentar" administrar tudo isso, pois assim a mãe mostrará ao seu filho que na vida é preciso ter ideais, profissão, amigos... um novo amor... e é possível que ele em algum momento comece até a participar de tudo isso. Mas para cuidar de um bebê, até que ele ganhe esta autonomia e permita a mãe uma maior liberdade, há um percurso em que dedicação e disponibilidade são exigidas".
Produção independente
"Há mulheres que escolhem uma produção independente - diferente daquela que fica sozinha depois de estar grávida ou com um bebê. Se ela decide ter um filho dispensando a figura masculina pode ter em si a fantasia de ser uma mulher onipotente, a quem não falta nada e um companheiro não é necessário. É sempre melhor para a saúde psíquica de todos que esta fantasia seja frustrada e que seja sentida a falta de alguém do seu lado para dividir as preocupações e a educação de uma criança. É melhor para que a essa criança seja transmitida a idéia de que ninguém vive isolado, independente e onipotente".
Masculino e feminino
"A idéia de "ser pai e mãe" tem lá suas ressalvas Uma mãe que se ressente por não ter seu companheiro ao seu tem em seu projeto reconstruir sua vida. Existem o masculino e o feminino e, de alguma forma, se precisam mutuamente. Mesmo num casal homossexual tem sempre alguém que fala mais firme e alguém mais doce e acolhedor. Alguém mais decidido, objetivo e alguém mais preocupado com o afeto e mais disponível para a maternidade. A figura masculina e a figura feminina são importantes e é importante que se tenha essa referência. Para educar um filho muitas vezes será preciso falar mais grosso, não recuar diante de um castigo prometido e sustentar tudo isso sozinha não é fácil. Uma mãe sozinha vai precisar dar o carinho e também ser dura, mas é importante não alimentar a fantasia de ocupar esse lugar de macho e fêmea ao mesmo tempo. Isso é difícil e pouco saudável".
Cadê o pai?
"Todo mundo tem pai, e é preciso saber a historia do próprio pai. É uma pergunta sobre a sua própria origem. Se ele faleceu; de que faleceu? Se foi embora; para onde e por quê? Se não souber para onde ele foi, é melhor usar de sinceridade e falar sobre isso. Não permitir que seja um assunto tabu, um mistério que não possa ser conversado. No caso em que o pai se ausentou ou não quis assumir, é melhor dizer a verdade de alguma forma - mesmo que de forma cuidadosa, amenizada. A história de abandono e rejeição ao ser relatada para uma criança deve sempre ser suavizada, se depois de adulto a verdade vier à tona por outras fontes será menos cruel do que saber na infância. Se o pai tem características que não sejam dignas de orgulho, é importante não usar isso para jogar filho contra pai. É sempre importante respeitar a figura de um pai, mesmo com seus defeitos, pois dessa figura vai depender algumas características que essa criança poderá desenvolver. Os filhos podem desejar ser diferente do pai e da mãe, mas também podem querer ser parecidos... Até mesmo nos erros. Se um "defeito" do pai é ressaltado com veemência, o tiro pode acabar saindo pela culatra... E acabar incitando a criança a repetir sem perceber os mesmos equívocos desse pai tão depreciado pela mãe. Funciona mais ou menos como se ao ficar um pouco parecido com aquele que está ausente pudesse trazer de volta a sensação da sua presença. Isso acontece de forma inconsciente, não é proposital".
Saudade
"A saudade de um pai falecido é diferente da saudade de um pai que abandonou. O pai que foi embora não quis ficar perto do seu filho, o falecido foi levado contra sua própria vontade. A rejeição de um pai que quis ir embora é maior. Cabe lembrar que um pai divorciado não necessariamente é um pai ausente. Pois se houver uma relação no mínimo civilizada será possível recorrer a ele em muitas situações".
Caminhando
"Para lidar com tudo isso é importante que a mãe esteja de bem com sua própria história. Momentos de angustia são inevitáveis, mas se ela estiver certa, intimamente, dos motivos que a levaram as suas decisões fica mais fácil dar a volta por cima e seguir seu caminho. Responder a perguntas delicadas de um filho se torna menos difícil se ela estiver preparada para isso e tiver digerido bem os momentos difíceis vividos na separação".
Todas conhecemos casos diversos de mães que se encontram na difícil missão de criar os filhos sozinhas. Mas vale lembrar que, em alguns casos, é o homem que precisa assumir só as responsabilidades diante dos filhos e aí, são eles que têm que se adaptar e se superar diante da dupla função.
Até porque, nós sabemos, não é fácil ser mãe. 

Denise Domingos

Fonte

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

HIPERLACTAÇÃO - Quando muito leite é um problema


Às vezes uma mãe produz mais leite do que o bebê precisa e isso pode tornar as mamadas estressantes e desconfortáveis para o bebê e para a mãe.
A maioria dos bebês de mães que têm leite em excesso ganham peso mais rápido que o normal. Isso não é um problema, a não ser que haja outras dificuldades por causa do excesso de leite.
Alguns bebês cuja mãe tem excesso de leite não mamam o suficiente porque eles têm dificuldades em controlar o forte fluxo e não conseguem se alimentar com facilidade.

Quando uma mãe produz mais leite que o necessário podemos observar alguns dos seguintes comportamentos do bebê: 
• Bebê chora muito e geralmente é irritadiço ou inquieto;
• Às vezes, o bebê pode sufocar, se asfixiar, cuspir ou tossir durante a mamada;
• O bebê parece querer morder ou pendurar-se no bico do peito durante a mamada;
• O leite jorra quando o bebê larga o peito. Especialmente no começo da mamada;
• A mãe pode ter o bico do peito dolorido;
• O bebê pode se contorcer e às vezes grita;
• A mamada parece uma batalha, o bebê pega e larga o peito o tempo todo;
• As mamadas podem ter uma duração curta às vezes de 5 ou 10 minutos no total;
• O bebê parece ter uma relação de amor/ódio com o peito;
• O bebê pode arrotar ou ter gases com freqüência entre as mamadas, com tendência a regurgitar com frequência;
• O bebê pode ter as fezes verdes, moles ou espumosas;
• O peito da mãe está cheio a maior parte do tempo;
• A mãe pode ter frequentemente os canais obstruídos, que pode se transformar em mastite.


Se algum destes comportamentos te parece familiar, pode ser que você tenha uma produção abundante de leite, que pode causar um reflexo de ejeção muito forte e/ou desequilíbrio na produção do leite ralo e do leite gordo.
O comportamento descrito acima pode muitas vezes ser diagnosticado como intolerância à lactose, à proteína de leite, refluxo ou hipertonicidade. Felizmente a produção da maioria das mães superprodutoras se equilibra por volta do terceiro mês de aleitamento. 

Por que isso acontece?

Existem várias razões para que uma mãe produza leite em excesso. Algumas mães produzem muito leite desde o começo. Em alguns outros casos, a abundância é o resultado de maus conselhos. Isto parece acontecer especialmente se a mãe ordenha uma certa quantidade de leite antes da mamada para relaxar o fluxo, para que a mamada seja mais confortável para o bebê. Isto ajuda no começo, mas termina em um problema crônico. 

Uma outra causa pode ser de passar ao segundo peito antes que o bebê tenha terminado o primeiro. Isto acontece quando a mãe amamenta um tempo contado em cada peito ou quando ela tenta achar um peito que o bebê aceite melhor. Os seios de algumas mães são muito sensíveis à estimulação, e trocar de lado várias vezes sem antes acabar com o leite de cada um dos peitos pode resultar em uma superprodução de leite nos dois peitos.

Problemas de superprodução são geralmente criados por maus conselhos. A mãe pode ter sido aconselhada de dar de mamar por alguns minutos de cada lado do peito ou que o bebê deve mamar dos dois peitos a cada mamada. Para uma mãe com superprodução de leite, o bebe se satisfaz tão rápido em um peito que ela acha que tem que tirá-lo mais cedo de um peito para que ele possa ainda mamar no segundo peito. Ele é então tirado do peito antes de mamar o leite gordo, e se enche com o primeiro leite do segundo peito. Grande quantidade de alimento de baixo teor calórico cria um ciclo vicioso: o ventre do bebê parece inchado e desconfortável por causa da alimentação, e ele ainda tem fome, porque não mamou leite gordo suficiente para se satisfazer. Então o bebê chora para que seja alimentado de novo, e a mãe conclui que ela não esta tendo uma quantidade suficiente de leite para alimentá-lo, pois ele nunca está satisfeito.

O primeiro leite tem uma grande quantidade de lactose, um açúcar normal e necessário que em grandes quantidades causa gases e desconforto, freqüentemente com fezes espumosas, líquidas ou verdes.


Após um certo tempo, a lactose pode irritar o tecido dos intestinos, causando uma intolerância secundária à lactose e possivelmente pequenos sangramentos nas fezes que podem ser diagnosticados erroneamente como intolerância alimentar. 
Ajustando o aleitamento para aumentar a quantidade de gordura que o bebe recebe (terminando o peito antes de mudar de lado) geralmente corrige o problema.

Estratégias para abaixar a produção de leite.

Mudar a maneira de amamentar pode reduzir a quantidade de leite produzido e a quantidade de lactose recebida, aumentando ao mesmo tempo a quantidade de gordura produzida. As mães com superprodução produzem quantidade de leite suficiente em cada peito para uma mamada completa. Uma estratégia é alimentar o bebê com um só peito de cada vez. Se o bebê quer mamar de novo duas horas depois, veja como ele reage ao oferecer o mesmo peito de novo. Nas duas horas seguintes ofereça-lhe somente o outro lado. Os peitos devem assim gradualmente moderar a produção de leite, uma vez que este está sendo mamado com menos freqüência. 

Se estiver desconfortável com o peito que não esta aleitando antes do momento da troca de lado, tirar ou ordenhar um pouco de leite, somente o suficiente para aliviar o desconforto. Não ordenhe muito,pois isto arriscaria estimular o peito a produzir mais leite. Compressas frias –folhas de repolhos geladas ou um saco de ervilhas congeladas – ajudam a aliviar o desconforto e reduz o inchaço de peitos cheios.


Para verificar se a estratégia de alimentar com um só peito por um período prolongado está funcionando veja se o bebê esta mais calmo e parece satisfeito entre as mamadas, também se as fezes se tornaram menos aguadas e mais amarelas. Também verificar se o bebê se engasga, se asfixia e cospe menos durante as mamadas significa que fluxo de estará mais fraco. 

Se achar que o bebê ainda esta tendo dificuldades após 7 dias alimentando-o de um peito de cada vez, aumente o período em que amamenta de um só lado (2 ou 3 mamadas e mesmo mais). Mas é melhor aumentar o período de aleitamento de um só lado devagar e com cuidado, pois alimentando de um só lado por um período muito prolongado pode levar a uma redução de produção muito drástica. 

Se depois de tentar estas técnicas, a alimentação não melhorar de maneira significativa, pode ser necessário tomar medidas mais enérgicas para reduzir a produção de leite. Uma conselheira de aleitamento pode te informar e seu médico pode ajudar a gerar sua superprodução com a utilização de medicação e ervas. Em certas situações um tratamento de 4 a 7 dias com um contraceptivo de baixa dose, que contêm estrógeno e progesterona, pode ser usado para reduzir a produção em um nível mais apropriado. Chá de artemísia tem ajudado a reduzir a produção de algumas mães, assim como o uso de pseudoefedrina.


Estratégias para reduzir a força do reflexo de ejeção.

Quando uma mãe produz um grande volume de leite, o reflexo de ejeção pode ser forte. Todo este leite saindo ao mesmo tempo pode ser mais do que um bebê pode engolir. É como se tentar beber água em posição deitada com uma mangueira aberta a fundo. Além de cuspir, engasgar, e tossir quando o leite chega, o bebê pode tentar controlar o leite puxando o peito e pegar só o bico do peito. Ou ele pode simplesmente dar uma pausa esperando que o fluxo se reduza, o que dá uma sensação de “mordida”. O bebê pode também gritar e se contorcer.

Existem algumas estratégias que podem ajudar a controlar um reflexo de ejeção muito forte sem aumentar a produção de leite. 

A- Colocar o bebê numa posição mais vertical de maneira que a cabeça esteja mais alta que o peito, isto o permitira de controlar melhor as mamadas. 

B- Posicione-se de maneira mais recostada com o bebe por cima. Nesta posição o leite tem que subir para sair o que reduzira a força do fluxo. 

C- A posição de tesoura com a ponta do peito entre o polegar e o dedo médio, ajuda a reduzir o fluxo. 

D- Amamentar o bebê quando ele estiver acordando. Ele vai sugar mais devagar se ele ainda estiver sonolento.

E- Se o bebê começar a cuspir ou engasgar, tire ele do peito e deixe o excesso de leite cair em uma toalha ou pano. Reposicione-o quando a força da ejeção tiver terminado. 

F- Amamentar deitada de lado é mais suave, pois o leite flui em posição horizontal sem a força da gravidade e o bebe pode deixar o leite excedente cair no lugar de engolir tudo. Faça de maneira que o peito que amamenta fique contra o colchão e não apontando para baixo aumentando assim a força do fluxo.


G- Alguns bebês sofrem com o reflexo de ejeção muito forte de suas mães mamando só um pouco de cada vez, parando e recomeçando freqüentemente. Isto é bom e permita a ele de ir e vir ao peito conforme for a necessidade dele, se assegurando de oferecer ao seu bebe o mesmo peito a cada corridinha de maneira que ele possa ter o creme no final.

H- Amamentá-lo antes que ele esteja com muita fome vai evitar que ele sugue de maneira muito agressiva, Uma sugada mais forte pode causar um reflexo de ejeção ainda mais forte o que dificultara ainda mais a mamada.

I- Embora a maioria dos bebes aleitados não precisem muito de arrotar, as mães que têm grande quantidade de leite vêem seus bebês engolirem ar durante a mamada e terem gases por causa do excesso de lactose. Arrotar freqüentemente pode minimizar os problemas causados por engolir ar. ---> Lembre-se de voltar com o bebê ao primeiro peito ao invés de trocá-lo de peito apos o arroto. 

Resumo  

1. Aleitar em um só peito de cada mamada, continuando a oferecer o mesmo lado por pelo menos 2 horas até a próxima mamada completa.

• Gradualmente aumentar o período de 2 horas em um só peito se necessário

2. Se o outro peito estiver insuportavelmente cheio antes de chegar a hora de trocar de lado, tirar um pouco de leite para aliviar a pressão.

3. Coloque compressas frias para aliviar o desconforto.

4. Dê de mamar antes que ele esteja afamado para evitar que sugue com força.

5. Tente outras posições de aleitamento :

• recostada
• deitada de lado 

6. Use a posição de tesoura com a ponta do peito entre o polegar e o dedo médio pode ajudar a moderar a força de saída do leite.

7. Se o bebê cuspir ou engasgar tire-o do peito deixe o excesso de leite cair em uma toalha e recoloque-o no mesmo peito uma vez que o fluxo diminuir.

8. Deixar o bebe ir e vir ao peito de acordo com a vontade dele.

9. Faça o bebê arrotar com freqüência se ele tem gases.

10. Algumas ervas ou drogas podem ajudar a reduzir a produção de leite.

FONTE: GVA – Grupo Virtual de Amamentação/ORKUT

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Amor de mãe cria confiança nos filhos


Google imagens

Ser mimado com carinhos pela mãe torna a criança capaz de agüentar situações estressantes e difíceis na vida adulta. Pelo menos é o que afirma uma nova pesquisa, que recomenda beijos, abraços e brincadeiras para todas as crianças.
O estudo, feito pela médica Joanna Maselko, em Rhode Island, nos Estados Unidos, analisou mais de 500 pessoas (que foram acompanhadas na infância e, depois, na idade adulta). Os resultados mostram que um laço forte entre mães e filhos pode ser de suma importância.
No estudo, psicólogos analisaram a interação entre mães e seus bebês de oito meses durante um exame de rotina do bebê. Eles julgaram as respostas das mães aos sinais e às necessidades das crianças.
Depois de 30 anos, as "crianças" foram analisadas novamente e responderam um questionário sobre seu bem estar e confiança. Os resultados mostraram que aqueles que tinham uma boa conexão com suas mães quando bebês lidavam com situações estressantes de forma muito melhor.
No entanto os pesquisadores acrescentam que apesar de ajudar na confiança e na ansiedade, os carinhos maternos não influem em outros fatores, como desempenho na escola ou na personalidade dos filhos.
E para tudo há um limite. Se a mãe for "coruja" demais, especialmente quando a criança fica um pouco mais velha, pode causar situações embaraçosas e acabar afastando o filho de si.

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