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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Crianças também ficam ansiosas!


A causa da ansiedade infantil pode ser tanto o ambiente em que vive como uma alteração genética

Ana Paula Pontes
Beto Tchernobilsky
Você é ansioso? Saiba que as crianças também apresentam sinais do distúrbio quando algo as incomoda. A ansiedade está muito associada ao tempo: é quando a projeção mental no futuro é mais forte do que no presente. Esse é um comportamento que pode ser aprendido, mas hoje há estudos que mostram que os genes também podem ter o seu papel nesse quadro. Uma pesquisa realizada por cientistas na Alemanha e nos Estados Unidos mostrou que pessoas com variações do gene que regula o neurotransmissor dopamina, o COMT, possuem mais chance de desenvolver distúrbios de ansiedade. 

Mas a genética é apenas um dos diversos fatores que contribuem para a ansiedade. A questão ambiental, como o convívio em casa com a família, exerce uma função importante no comportamento da criança. 

Os recém-nascidos já podem aprender e desenvolver alterações de ansiedade por influência da mãe. Até os 7 anos, a criança está em um nível de desenvolvimento primitivo, e a família é o alicerce para os seus valores. Se no dia-a-dia, ela presencia briga dos pais, preocupação excessiva deles com trabalho, por exemplo, é provável que fique insegura e ansiosa também. 

“Todo mundo tem um pouco de ansiedade, tanto adulto quanto criança”, diz Rita Calegari, psicóloga infantil do Hospital São Camilo. Algumas pessoas conseguem levar a ansiedade de maneira saudável, mas há quem sofra e isso é prejudicial. O exemplo dos pais é fundamental para que ela aprenda a controlar de forma equilibrada suas emoções. 

Como identificar a ansiedade na criança
A criança ansiosa não se concentra no momento atual. Segundo Rita, até os 6 anos, a insegurança é a principal característica. Ela tem medo de tudo e dificuldades em passar as etapas do seu desenvolvimento, como largar as fraldas ou a chupeta. 

Em idade escolar, o desempenho nos estudos pode ser prejudicado, por não conseguir acompanhar as explicações do professor. Quando está brincando, ela pode atropelar a colega. Se o jogo é de tabuleiro, por exemplo, ela quer jogar a todo o momento e não sabe esperar sua vez. Se for menor, e o brinquedo é de encaixar, pode não conseguir realizar a atividade da maneira que gostaria. 

É claro que, se o seu filho está em época de provas, esperando por uma viagem ou festa de aniversário, ele vai ficar ansioso, mas são situações que não trarão danos para a sua vida. Vale o bom senso dos pais para observar a criança. O problema é quando o sono, a alimentação, o desenvolvimento educacional e social da criança são afetados. 
Como os pais podem ajudar os filhos
- Ensine seu filho a respirar bem devagar, para que ele se acalme; 
- Ao contar uma história, se perceber que ele está disperso, chame-o com carinho e o envolva novamente no enredo; 
- Converse com seu filho. Se perceber uma mudança no comportamento, ajude-o a se expressar, a nomear o que está sentindo; 
- Ofereça saídas práticas. Se estiver muito ansioso por causa de um evento, ajude-o a se distrair, sem fazer comentários sobre seu comportamento. Se estiver comendo muito rápido, peça que acompanhe o seu ritmo; 
- Proponha atividades físicas. Elas relaxam e colocam a criança no presente. 
Se perceber que a rotina e o desenvolvimento da criança estão prejudicados por conta da ansiedade, procure ajuda de um profissional.

Ficar em casa ou voltar ao trabalho?

Minhas amadas gestantes ou recém mães, este texto é bem informativo. Eu não passei por isso pois sou autônoma e aos poucos estou voltando a ativa. Imagino como deve ser angustiante, e até desesperador ter que se separar tão rápido do filhote. A final, recém estamos aprendendo a rotina, nos acostumando com esta nova etapa de nossas vidas... e nossos bebês então. Vamos lutar por mais tempo com nossas crias, porque como diz a especialista, é no primeiro ano de vida que eles irão precisar mais de nós. Leiam...


meus amores


Não existe uma opção certa, mas caminhos que devem ser escolhidos sem culpa e com consciência por cada mãe



Depois de nove meses de gestação e outros tantos de descobertas, aprendizados e convívio tão íntimo e diário com seu bebê, você precisa, da noite para o dia, se acostumar com a ideia de passar a maior parte do tempo longe dele. É o fim da licença-maternidade. O que fazer? Como vivenciar a maternidade com plenitude e, ao mesmo tempo, retomar a vida profissional? Qual o tempo ideal que a mãe deve ficar única e exclusivamente com seu filho recém-nascido?
Magdalena Ramos, terapeuta familiar e autora do livro "E Agora, o Que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos" (Editora Best Seller), acredita que a grande maioria das mulheres enfrenta, após o parto, um profundo dilema quando o assunto é voltar ao trabalho - sobretudo quando se trata do primeiro filho. "É uma situação muito angustiante e dificilmente tem como ser evitada: a mulher passa nove meses gerando o bebê, enfrenta as dores do parto, mergulha no encantamento de se tornar mãe e de repente, depois de poucos meses, precisa retomar as atividades profissionais e ficar longe do filho. Isso é muito traumático tanto para a mulher quanto para a criança", diz.
De acordo com ela, apesar de as empresas concederem apenas quatro meses de licença-maternidade (ou seis, em alguns casos), o ideal seria que as mães passassem de oito a 12 meses cuidando exclusivamente de seus bebês.
“Depois do primeiro ano, a criança já começa a ficar mais autônoma; passa a se locomover e a se comunicar. Mas nos primeiros 12 meses é importante que a mãe fique o maior tempo possível com o filho, até pela própria amamentação”, recomenda a terapeuta. “Nesse sentido, a internet é uma ótima aliada porque, em muitos casos, permite que a mulher fique em casa sem se afastar completamente do trabalho”, completa.
Depois do primeiro ano, é fundamental para a saúde de toda a família que a mulher volte a cuidar também de outros aspectos de sua vida. “Isso é importante para a autoestima da mãe e para a própria relação conjugal”, justifica.
Ajustes na rotina
Mãe de Tomás, de 3 anos, e de Joaquim, de 6 meses, a arquiteta Katarina Pesci conta que, antes de ser mãe, trabalhava 40 horas por semana. Assim que decidiu engravidar pela primeira vez, resolveu sair do emprego e abrir seu próprio negócio.
“Como o escritório era meu e de uma sócia, não conseguia me ausentar por muito tempo. Por isso, quando Tomás estava com um mês, voltei a trabalhar e depois acabei matriculando-o em um berçário quando ele completou oito meses”, lembra. De acordo com a arquiteta, a experiência não deu certo. “Eu ficava muito triste por ter que ficar longe e ele, por outro lado, ficava muito doentinho, já que viroses são muito comuns neste início de vida”, conta.
Quando engravidou pela segunda vez, Katarina quis fazer diferente. “Eu tinha decidido que passaria o primeiro ano só cuidando do Joaquim, porém assim que ele nasceu acabei me interessando por uma nova profissão: virei confeiteira”, diz ela, que hoje trabalha de casa e busca equilibrar cada vez mais os papéis de mãe e de profissional. “Não consigo ficar longe dos meus filhos, nem longe do trabalho”, afirma.
Estruturação da personalidade
A personalidade humana se estrutura justamente nos primeiros anos de vida. Por isso, para Maria de Fátima Franco dos Santos, psicóloga forense e professora da PUC-Campinas, o ideal seria a mãe não somente cuidar exclusivamente do bebê até ele completar um ano, mas também trabalhar meio período até a criança chegar aos 8 ou 9 anos de idade.
“Em alguns países da Europa, a licença-maternidade pode chegar a três anos. Isso porque os governos entendem que, ao incentivar que as mulheres acompanhem de perto o desenvolvimento de seus filhos nos primeiros anos de vida, previnem a sociedade de problemas relacionados a doenças mentais de crianças e jovens”, explica.
Segundo Maria de Fátima, a infância é uma fase primordial para a formação psicológica do indivíduo. “É por este motivo que terceirizar a educação e o cuidado do bebê é algo tão delicado, pois a criança passa a ter contato com valores e crenças diferentes e nem sempre adequadas”, diz.
A psicóloga também alerta para o sentimento de culpa que, muitas vezes, assola a mulher que precisa retomar sua vida profissional logo após o término da licença-maternidade. “Estamos longe do cenário ideal e a mulher não deve se cobrar tanto. O importante é fazer da melhor forma aquilo que é possível no sentido de promover o acolhimento e o aconchego que a criança precisa”, completa.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Elogie seu filho do jeito certo!

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante[1]. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa. 


MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.
Seus textos encontram-se no site www.marcosmeier.com.br e seus livros nowww.kapok.com.br.

Retirado de:  http://avalarini.blogspot.com/2011/05/elogie-seu-filho-do-jeito-certo.html

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nutrição emocional


eu e meus filhotes
Lindo texto traduzido pela  Grasielly Mariano, consultora em aleitamento materno, uma profissional ótima, que me inspira muito!! Grupo do facebook Aleitamento Materno Solidário!


Se durante a primeira infância nossas experiências não foram protegidas, assistidas, e nós tivemos que fazer enormes esforços para se adaptar à essa situação, é provável que quando adultos nós travaremos competições com as nossas crianças devido à fome emocional.
O resultado: Crianças e adultos lutando uns com os outros para chamar atenção, reclamações de que as crianças são “terríveis”, que são muito solicitantes, que estamos doentes e cansados de suas “enfermidades” ou que eles não respeitam os mais velhos. Nós ficamos horrorizados quando eles não vão às aulas, usam drogas, não comem, saem sem permissão ou fazem sexo sem proteção. 
Quando uma criança não recebe nutrição emocional em quantidade suficiente na infância ele ou ela continuará a ser “solicitante”. A única coisa que mudará é a forma através da qual manifestará seu pedido. Eles devem ser adultos agora, mas sua sede e fome por amor não diminuiu. 
Uma criança solicitante, com muitas necessidades, se tornará um adulto desesperado, com muitos anseios por qualquer coisa. Além disso, não importa quanta comida ele coma, que droga o acalma, quão agressivo ele é, quantas pílulas para dormir ele ingere...Ele não terá o cuidado maternal. É um enorme erro buscar nas substâncias o amor que não recebeu quando criança.
Claro que queremos amar e educar nossas crianças. O que acontece é que o amor deve sobrevir de maneira pessoal e coletiva. Mas amar nossas crianças, todos os dias e todas as noites, exige que compreendamos profundamente de onde viemos....Para entender as contradições que sentimos quando nossos pequenos pedem atenção, presença, conexão, aconchego. Se nos sentimos muito solicitados, é preciso iniciar um processo de autoconhecimento, com a finalidade de nos conscientizar acerca de nossas cicatrizes básicas deixadas  por conta da “falta de carinho e palavras”. Tais necessidades da infância não foram satisfeitas no passado. É através do reconhecimento e da consciência deste episódio que teremos condições de decidir o que fazer hoje, o que dizer, como alimentaremos nossa criança que tem sido machucada e ainda está com “fome de amor”. Só assim nossas crianças não herdarão essa tal fome.

Trecho do texto: Emotional Nutrition de Laura Gutman
Tradução: Grasielly Mariano

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Amor de mãe cria confiança nos filhos


Google imagens

Ser mimado com carinhos pela mãe torna a criança capaz de agüentar situações estressantes e difíceis na vida adulta. Pelo menos é o que afirma uma nova pesquisa, que recomenda beijos, abraços e brincadeiras para todas as crianças.
O estudo, feito pela médica Joanna Maselko, em Rhode Island, nos Estados Unidos, analisou mais de 500 pessoas (que foram acompanhadas na infância e, depois, na idade adulta). Os resultados mostram que um laço forte entre mães e filhos pode ser de suma importância.
No estudo, psicólogos analisaram a interação entre mães e seus bebês de oito meses durante um exame de rotina do bebê. Eles julgaram as respostas das mães aos sinais e às necessidades das crianças.
Depois de 30 anos, as "crianças" foram analisadas novamente e responderam um questionário sobre seu bem estar e confiança. Os resultados mostraram que aqueles que tinham uma boa conexão com suas mães quando bebês lidavam com situações estressantes de forma muito melhor.
No entanto os pesquisadores acrescentam que apesar de ajudar na confiança e na ansiedade, os carinhos maternos não influem em outros fatores, como desempenho na escola ou na personalidade dos filhos.
E para tudo há um limite. Se a mãe for "coruja" demais, especialmente quando a criança fica um pouco mais velha, pode causar situações embaraçosas e acabar afastando o filho de si.

sábado, 2 de julho de 2011

Coisas que quero ensinar ao meu filho!!

Texto maravilhoso retirado do site Potencial Gestante. Compartilho com vocês:

por luíza diener


Sabe quando você sai na rua e só se depara com gente mal educada? o sangue chega a ferver e a vontade é de mandar a pessoa pra todos aqueles lugares possíveis e imaginários, mas você simplesmente respira fundo e deixa passar batido?

Nessas horas a vontade que dá é de reeducar o mundo.
mas, como isso não é possível, eu penso que coloquei um homem neste planeta e posso ensiná-lo a ter a educação que muitos não têm.
Por isso, benjamin, quero que você aprenda essas lições básicas:
espere as pessoas saírem para você entrar
serve para elevadores, ônibus, ruas estreitas e tantas outras coisas.
dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. por isso, ele precisa ser esvaziado primeiro pra depois ser preenchido. não adianta você tentar entrar num elevador cheio de gente tentando sair. NÃO FAZ SENTIDO!
não faça xixi no meio da rua
se as mulheres (que são mijonas por natureza) sabem segurar até encontrar um banheiro, por que os homens não sabem? porque não foram educados para tal.
portanto, meu filho, aprenda não apenas isso, como a ter autocontrole.
e de quebra, limpe o xixi que respinga no vaso e abaixe a tampa. SEMPRE (só não ensino a fazer xixi sentado porque o marido não deixa).
quando chegar de carro a algum lugar, não buzine
especialmente se for em área residencial. o celular foi inventado bem antes de você nascer.
aliás, deixe a buzina pra situações de perigo. e mesmo assim, nada de pesar a mão nela como se não houvesse amanhã.
ouça música em volume moderado
mesmo que você se considere alguém de bom gosto (todo mundo se considera), ninguém é obrigado a ouvir suas músicas. se quiser escutar alguma coisa em uma altura de doer os órgãos, compre um fone de ouvido (serve pra tv também, tá?).
recolha seu lixo
não trata-se apenas daquele papelzinho que você joga no chão ao invés de jogar na lixeira. recolha a comida que você leva ao cinema e a sua bandeja na praça de alimentação. mesmo que tenha funcionários pagos para fazer o serviço, quem fez a bagunça foi você. a obrigação de recolher é sua.
lembre-se que toda vez que você deixa de fazer algo, sempre vai sobrar pra outra pessoa.
aja no mundo virtual como você agiria no mundo real
serve tanto para o que é bom quanto para o que é ruim. aprenda a encarar as coisas de frente e não se esconda atrás de uma tela quando a coisa apertar. gosta de uma menina? olhe no fundo dos seus olhos e fale.
quer terminar um namoro? nunca (eu disse NUNCA) faça isso por telefone, email ou sms.
eu não passei um bebê de mais de 3,6 kg pela minha vagina sem anestesia nenhuma pra ele crescer e virar um covarde.
não fume
nunca nem ponha um cigarro na boca. mas se isso vier a acontecer, lembre-se que essa é uma opção individual, não coletiva. se você quer fazer mal a alguém, faça somente a você mesmo.
não fume perto de outras pessoas.
mesmo que você more sozinho, não fume dentro do seu apartamento, a não ser que seja o último andar do prédio.
não fume no banheiro e muito menos na varanda. de um jeito ou de outro a fumaça vai chegar ao seu vizinho e empestear o lar dele.
por isso, meu filho, mais fácil é nem fumar.
todos são iguais
independente do cargo que a pessoa ocupa, de sua aparência, posição social, religião ou gosto. afinal, todo mundo é igual quando tudo termina com terra por cima e na horizontal .
até o tolo se passa por sábio se ficar calado
não finja que sabe alguma coisa que você desconhece. pior é sair falando pelos cotovelos e só dar mancada.
faça aos outros aquilo que gostaria que fizessem a você
minha mãe sempre me falou isso. acho que resume bem todo o resto.
leia sobre jesus
foi o cara mais fantástico que já pisou nesta terra.
você não é o único ser vivente do planeta
seis bilhões de pessoas já estavam aqui antes de você nascer. aprenda a respeitar o próximo, mesmo que você não goste dele.
você vai se desapontar
mesmo seguindo estes conselhos, você sempre vai se deparar sempre com pessoas que não pensam e muito menos se comportam desta maneira. você vai se estressar e se irritar com elas, mas depois passa. não desista!
estes com certeza não são os únicos conselhos que você irá receber, mas já dão pra começar, né?
Post feito a quatro mãos.
Fonte: http://potencialgestante.com.br/

domingo, 22 de maio de 2011

Como ajudar seu filho a dormir em sua caminha...


Trechos extraidos do capitulo “Moving from the family bed to independent sleep” do livro The no-cry sleep solution for toddlers and preschoolers, de Elizabeth Pantley. 
Crianças dormindo juntos com seus pais tem sido natural entre seres humanos desde o começo dos tempos, e ainda eh muito comum em varios paises hoje em dia. Nossa sociedade focalizada em independência leva muitas pessoas a acharem que é raro ou até estranho. 
Pesquisas recentes mostraram que mais de 50% do pais tem algum tipo de arranjo de dormir junto com seus filhos. Por um lado, nao eh da conta de ninguem como voce escolheu deixar seus filhos dormirem. Mas por outro lado, seria otimo se pudessemos normalizar o conceito do sono compartilhado de modo que toda sociedade compreendesse que e’ uma opcao natural e popular. 
Antes de decidir por qualquer mudanca reflita bem sobre as razoes que o levaram a isso. 
Gaste alguns dias respondendo essas perguntas e discuta com seu parceiro tambem: 
-Voce, seu marido e seu filho estao dormindo bem? 
- Se ninguem mais no mundo soubesse ou se importasse com sua situacao, voce continuaria do mesmo jeito? 
- Voce acha que ficaria feliz com a mesma rotina que tem agora em 6 meses? E 1 ano? 
- A presenca do seu filho em sua cama esta interferindo em sua vida intima ou voces ainda conseguem varias oportunidades de adequar essas necessidades? 
- Se voce e’ pai ou mae solteira, a presenca de seu filho na sua cama esta te impedindo de que voce faca coisas que quer ou precisa no comeco da noite ou de manhazinha? 
- Voce esta considerando fazer essa mudanca porque voce quer e e’ o melhor para sua familia, ou e’ para satisfazer um amigo, parente, pediatra ou outra pessoa? 
- Voce costumava gostar da presenca de seu filho na cama e agora esta curtindo menos e menos e esta inseguro de como fazer uma mudanca? 
- Se hoje a noite de repente seu filho comecasse a dormir a noite toda em outra cama ou quarto, como voce se sentiria: radiante, feliz, um pouco triste, muito triste, ou deprimido? 
- O que exatamente te incomoda na presenca do seu filho? Ele te acorda? Nao consegue ter tempo sozinho com seu parceiro? Esta preocupado com que os outros pensam da situacao? Voce esta gravida ou planejando engravidar e nao quer a cama cheia de criancas? Explore com carinho as razoes para querer fazer uma mudanca. 
Apos ter refletido bem sobre tudo isso, voce pode decidir continuar assim por mais alguns meses, ou fazer uma mudanca sem pressa, ou fazer uma mudanca o mais rapido possivel.

Tente nao oscilar
 Nao ha duvida que dormir pertinho do seu filho lhe proporcionou muitas alegrias. Nao existe nada mais maravilhoso do que ter seu pequeno perto de ti quando dormem, e nao importa qual idade dele, uma parte de voce vai ficar triste com a mudanca. Se voce decidiu mesmo que a hora da mudanca eh essa, siga em frente com confianca (mas isso nao significa que tem que se apressar, o melhor eh ser gradual). A definicao de gradual varia de crianca para crianca, algumas poderao ter feito a transicao em algumas semanas, para outras alguns meses sao necessarios. 
Durante essa fase, tenha certeza de oferecer muito carinho, abracos, durante o dia, por a crianca esta acostumada com muito contato humano, eles vao sentir falta. 
Quando voce usa metodos gentis e eh paciente com a transicao, tudo ocorrera em paz.

 Fazendo um plano 

Esse plano nao eh algo que deve ser forcado a acontecer em uma noite ou mesmo uma semana. Se voce nao tem uma data limite para isso, coloque um objetivo de 1 ou 2 meses, ou at’e mais, para diminuir a tensao que voce sentira durante o processo. 
Outra coisa a se considerar eh que nao e’ uma decisao tudo ou nada. Existem varios graus de sono compartilhado, e voce pode escolher continuar a dormir com seu filho de noite mas nao nas sonecas, ou preferir que ele comece a noite em sua propria cama mas eh bem vindo em sua cama de madrugada ou no comecinho da manha, ou deixar que ele pegue no sono em sua cama, entao transferi-lo para outra cama, ou ainda permitir que a crianca durma em seu quarto porem em camas separadas, ou em quarto separado mas eh permitido dormir com os pais no caso de pesadelos, ou situacoes especiais como ferias. 
O menu de solucoes
 Leia todas opcoes e selecione algumas que parecem ser certas para voce, e crie um plano personalizado. Siga-o por 1-2 semanas antes de avaliar sua efetividade, porque algumas vezes o comecinho e’ um desafio (afinal de contas voce esta fazendo uma mudanca e tanto para uma crianca que sempre curtiu onde dormia e pode ter feito isso uma grande porcentagem de sua vida, senao a vida toda!) 
Algumas criancas aceitarao a ideia de dormirem sozinhas mais facilmente que outras, em qualquer caso, se voce escolher o plano certo a transição é possível.

 Um pouco por vez
 Se voce puder, faca a transicao em estagios, movendo a crianca para propria cama um pouquinho por vez. Para isso arrume outra cama proximo a sua (pode ser colchao, berco, futon, etc). Comece colocando proximo a sua cama, voce pode colcoar lencois coloridos, com temas infantis, um pequeno cobertor que parece interessante ao seu filho. Chame de “lugar especial”, e quando chegar a hora de dormir tenha certeza que seu filho pegue no sono la (va em frente e deite la com ele, mas assim que ele comecar a pegar no sono, continue segurando as maos ou tocando pes ou seja la o que for que estao acostumados a fazer, e va se distanciando).

Apos alguns dias ou semanas assim, quando voce tiver certeza que ele esta acostumado com sua nova cama, comece a mover um pouquinho distante de sua cama, e finalmente, para seu proprio quarto. 
Leia todas as dicas de como ajudar seu filho a pegar no sono por si s’o (existe um capitulo dedicado a isso, e se preciso posso traduzir em breve). 
-Faca a hora de ir cama especial da familia 
Voce pode querer oferecer horas quando seu filho eh bemvindo em sua cama e horas que incentiva-o a dormir em sua propria cama. Uma ideia e’ conectar isso com a luz do dia: “Quando esta claro la fora, voce pode vir para nossa cama. Ou entao um radio relogio que toca musica de manhazinha quando ele pode visitar sua cama. Deixe claro que só quando a musica tocar ele pode vir. Algumas familias tem um planejamento seminal onde dias de semana eles tem que ficar em suas proprias camas mas sao bem vindos a cama dos pais nos finais de semana. 
-Explique quem, o que, quando e porque 
Essa técnica é unica mas pode funcionar bem com algumas criancas: explica-as seu plano! Explique porque quer fazer uma mudanca (mamae esta acordando muito de noite, esta cansada, voce poderia me ajudar com isso se dormisse em sua propria caminha. Eu posso ler para voce, massagear suas costas, mas entao eu vou dormir na minha cama, e voce pode vir de manha para abracarmos e brincarmos), e como gostaria de fazer. 
Isso não é magica mas envolve seu filho no processo, algumas vezes eles vao se sentir orgulhosos de poder ajudar. Uma boa ideia e’ incluir algumas escolhas, por exemplo, se ele quer dormir no chao perto da sua cama em outra cama. 

Descubra se existe um problema 
Para muitas criancas o unico problema e’ que elas nunca dormiram sozinhas, entao e’ diferente e preocupante para eles, porem para outros, fazer a transicao para cama propria pode trazer medos que eles nunca encararam antes. Observe e ouca seu filho atenciosamente, voce suspeita que ele esta com medo de ficar sozinho no escuro? Ou que existem monstrous no quarto, tem pesadelos e ninguem esta por perto para conforta-lo? Ele esta preocupado com algum evento por vir, como mudanca de casa ou nascimento de irmaozinho? Se voce for capaz de descobrir algum obstaculo desse tipo e resolve-los primeiro voce podera guia-lo a dormir sozinho com confianca. 

Faca de seu quarto um lugar especial 
Se seu filho ja tem um quarto, estava provavelmente sendo usado como quarto de brincadeiras ou algo assim. Mas agora que ele vai dormir la, pode ajudar fazer uma re-decoracao e criacao de um ambiente mais convidativo ao sono. Voce pode ir as compras de lençóis, cortinas, decoracao de parede, etc, e leve-o junto. O quarto nao precisa ser tradicional, se ele esta envolvido na decoracao podera ser um bom incentivo a dormir la. Voce pode transformar o quarto numa caverna de dinossauros, garagem de caminhao, casa de macaco, ninho de passarinho, hangar de aviao, etc., com um pouco de imaginacao. Use um personagem preferido se seu filho tem. Voce nao precisa gastar uma fortuna com isso, pode usar caixas de papeloes, etc.
Um bom candidato para primeira cama e’ um colchao no chao, pois é seguro e da a crianca liberdade de ir e vir sem perigo de quedas. Voce pode instalar guardas laterais se desejar. 
Quando tudo estiver pronto, comece a transicao. Deite com seu filho na nova cama, mostre-se animado com a mudanca. Voce pode ficar do lado dele até que ele pegue no sono por 1-2 semanas, e depois va saindo aos pouquinhos, para beber uma agua, ou usar o banheiro, e aumentando o tempo que fica fora do quarto. Ou entao sente numa cadeira do lado dele até que ele durma.
O método sorrateiro para pequenos
Se voce tem uma crianca de 1 ano ou pouco mais, isso pode funcionar. Deixe-a pegar no sono na sua cama como costume, e carrega-a para nova cama. Deixe um monitor ligado e se ela acordar, va rapido e ponha-a para dormir rapidamente e deixe-a na nova cama. Se voce usar essa tecnica, pode esperar varias viagens ida e volta para o quartinho, até que a transicao seja completa. Algumas criancas vao dormir periodos maiores de tempo se nao tiver ninguem do lado que faz movimentos e o acorda. Por outro lado outras criancas vao acordar mais porque vao sentir falta da companhia que sempre tiveram. 
Voce pode tentar isso e fazer as transferencias até 3 da manha, por exemplo, e deixa-la em sua cama entao. E ir aumentando esse horario gradualmente. 
Mas como todas ideias em meu livro, isso não é para ser tudo ou nada, mas tem mais chance de funcionar se a crianca ja gosta da nova cama. Entao gaste um bom tempo durante o dia na cama, leia para ela la, amamente la se for o caso, faça o que for preciso para que ela se sinta bem confortavel no novo ambiente. 

Comece com sonecas 
Se seu filho nunca dormiu sozinho, comece trabalhando nas sonecas, e faca o que for possivel (use dicas acima) para que ele se sinta mais confortavel no novo ambiente. 

Crie um novo ritual pre-cama 
Criancas sao criaturas de habito. Se voce fizer seu ritual normalmente mas esperar que ela finalize a noite dormindo num lugar novo, ela vai ter um susto! Para evitar isso modifique um pouco seu ritual, voce pode utilizar um diagrama com fotos da sequencia de eventos do ritual (existe um capitulo com dicas de como fazer esse diagrama caso interessar mais tarde posso traduzir tambem). 

Va com ela… por um tempinho 
Se voce esta transferindo seu filho para um novo quarto, pode dormir la nas primeiras noites para fazer o processo menos assustador. Conforme ele vai se habituando la, voce pode usar a tecnica “Ja volto”: apos o ritual, ponha-a na cama e arrume uma desculpa para sair, diga ja volto! E va aumentando o tempo que fica fora do quarto. Com o tempo voce podera dizer: Volto amanha de manha J... 
Lembre seu filho que voce vai estar bem pertinho, no quarto ao lado, e que qualquer coisa pode te chamar, assim ele nao ficara com tanto medo de dormir sozinho. 

De-lhe permissao para te chamar 
Se voce prefere nao ter seu filho como visitante noturno, nao incentive-o a vir para sua cama de noite, diga-lhe para te chamar e de-lhe um sininho se preciso. Ou voce pode usar um monitor de duas vias. Quando te chamar, va rapidamente e ponha-o de volta para dormir. Se ele vier ao seu quarto, traga-o de volta e lembre-o que pode te chamar se precisar. Esse conforto de saber que pode chamar a mamae ou papai vao ser importantes nessa fase, ele vai saber que nao precisa ficar com medo pois voces estao pertos, e gradualmente essas visitas e chamadas vao diminuindo at’e que todos durmam a noite toda! 

De-lhe companhia 
Se seu filho sempre dormiu contigo ele pode se sentir sozinho no novo quarto. De-lhe varios bichos de pelucia, ou entao uma caixinha de musica, ou um CD player (tenha um CD relaxante para tocar), ou uma fita com gravacao das vozes de papai e mamae. 
Se objetos inanimados nao funcionam, tente um animalzinho como tartaruga, aquario, incentive seu filho a fazer companhia ao novo amiguinho de noite. (atencao! Gatos e cachorros nao, evite tambem animais noturnos como hamsters). 

Deixe-a acampanhar… 
Se voce tem uma tenda e esta disposto a monta-la em casa, pode ser um grande incentivo ao seu filho para dormir la. Ponha uma luz noturna, animais de estimacao, e seu filho pode ficar tao animado que vai querer dormir la! Tenha certeza que o ambiente ficou muito seguro, e a temperatura boa. 

Faca disso um grande negocio… ou Nao faca disso um grande negocio 
Algumas criancas respondem bem a grandes celebracoes, se for o caso pegue um dia especial para anunciar a mudanca, pode comemorar com bolo, baloes, e presentes (relacionados com sono com cobertores ou ursinho de pelucia). 
Ja se seu filho é do tipo mais quieto, qualquer sugestao de escolher um dia para isso pode trazer choro. Para essas criancas nao mencione a mudanca e simplesmente faca-a com passos pequenos e graduais. 

Convide a Fada da manhã na sua casa 
Criancas ficam muito excitadas com Papai noel, coelhinho da pascoa, etc, então voce pode introduzir um novo personagem: fada da manhã. Compre alguns presentinhos baratos, como animais plasticos, adesivos, etc, e embrulhe-os em papel de presente. 
Explique a seu filho que cada noite que ele dormir em sua propria cama ele vai ganhar um presentinho, e se isso acontecer deixe um presentinho em seu quartinho pela manha. Apos algumas semanas desse padrao, a nova rotina vai estar estabelecida. Voce pode explica-lo que a fada da manhã visita a casa de outras criancas que estao aprendendo a dormir em suas proprias caminhas.

Crie um quarto de dormir com irmaos 
Se voce tem mais de 1 filho essa ideia pode funcionar. Arranje um quarto para que eles durma juntos. Enquanto algumas criancas podem nao gostar, outras vao adorar dormir com seus irmaos. Para seguranca nao tente isso antes de seu filho ter 18 meses. Eu tinha um quarto desse tipo e até hoje meu filho de 5 anos de vez em quando dorme com algum de seus irmaos la. Nunca sei quem vou encontrar dormindo naquele quarto, mas me enchia o coracao de alegria ver os irmãos dormindo juntos.

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