Em mais um ano, na Semana Mundial de Aleitamento Materno (1 a 7 de agosto), teremos o Mamaço em Porto Alegre!! O tema este ano é "Retorno ao Trabalho e a Manutenção da Amamentação".
Venham, participem, prestigiem, apoiem!!! O leite materno é o único alimento necessário ao bebe nos primeiros 6 meses, e pode e deve ser oferecido ate 2 anos ou mais. Muitas mulheres são obrigadas a voltar a trabalhar antes do 6º mês, mas a amamentação pode e deve ser mantida!
Busque orientação de profissionais da área atualizados! Fale com um consultor em aleitamento materno. Eu sou consultora e atendo em Gravataí, próximo a Porto Alegre!
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
Vídeo - Amamentação: muito mais do que alimentar a criança
Vídeo explicando a importância não só nutricional do leite materno, mas também a importância emocional do ato de amamentar!!
sábado, 26 de julho de 2014
A Hora do Mamaço em Porto Alegre!!
Meus queridos leitores! Um convite especial...
"Mamães de Porto
Alegre que amamentam seus filhotes, estão todas convidadas a participar da HORA
DO MAMAÇO em Porto Alegre no dia 02/ 08 no Parcão!
Esse evento acontece
em comemoração à Semana Mundial do Aleitamento Materno em várias cidades do
Brasil, e tem como objetivo reunir muitas mães para amentarem juntas seus
bebês!
Tenho o enorme prazer
de organizar o Mamaço juntamente com a Paloma Fantini!
Vamos fazer bonito e
mostrar que as mamães gaúchas são amamenteiras de plantão!
Compartilhem e
convidem suas amigas!"
Rosane Baldissera - Consultora Internacional em Aleitamento
Em vou!! Quem vai?
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
COMO AUMENTAR A PRODUÇÃO DE LEITE MATERNO
Antes de conversarmos sobre as dicas para aumentar a produção de leite, toda a mamãe precisa saber da fisiologia da lactação, ou seja, como se dá a produção e manutenção do leite materno.
Durante a gestação as mamas já começam a ser preparadas para a produção de leite, através da ação dos hormônios progesterona e estrogênio as mamas ficam maiores, mais sensíveis e têm seus vasos sanguíneos dilatados.
Após o nascimento do bebê, a produção e ejeção de leite materno são mediadas pelos hormônios prolactina e ocitocina, respectivamente. Nos primeiros dias após o parto, esses hormônios estão em alta concentração no sangue mesmo sem o bebê sugar o seio. É claro que se o bebê mamar adequadamente ao seio desde a primeira hora após o nascimento, a produção e a descida do leite será muito mais rápida.
Passando os primeiros dias, se o bebê não estiver sugando ao seio ou não sugar adequadamente, a produção de leite materno vai diminuir muito, pois o que faz a mãe produzir leite neste período é o estímulo que o bebê faz, ou seja, a sucção do bebê estimula a produção de leite materno.
É importante salientar que nenhuma dica funciona sozinha, todas devem acontecer ao mesmo tempo!
Então, aí vai a primeira dica:
Quanto mais o bebê mama, mais leite a mamãe produz. A mãe deve deixar o bebê mamar, no mínimo, 8 vezes dentro de 24 horas. Alguns bebês mamam de 3 em 3 horas, outros de 2 em 2 horas, isso vai depender de cada bebê. O importante é dar de mamar várias vezes ao dia e não limitar o tempo das mamadas, deixando que o bebê mame em um seio de cada vez, até esvaziar bem a mama, para que ele receba o leite do final da mamada, que é rico em gordura e faz o bebê ganhar peso. Nunca se deve deixar o bebê dormindo mais do que 3 horas, ele deve ser acordado para mamar, principalmente os bebês mais novinhos, dormem muito.
Se o bebê não estiver mamando adequadamente ou alguma dificuldade estiver acontecendo com a amamentação, a mamãe deve solicitar ajuda de um profissional capacitado em aleitamento materno (consultora em amamentação), para que o problema seja solucionado.
Segunda dica, não menos importante que a primeira:
A mãe deve estar muito tranqüila para produzir leite em quantidade suficiente. Por que a ocitocina, hormônio que provoca a contração das células musculares no interior da mama, é produzida na glândula hipófise posterior. Ela está localizada numa área do cérebro conhecida como hipotálamo, que também regula as emoções. Ou seja, se a mãe não estiver bem emocionalmente, a produção de ocitocina será inibida. Qualquer estresse por parte da mãe, cansaço, dormir pouco, preocupações, interferem negativamente na produção e ejeção do leite. E isso é cientificamente comprovado! A mãe começa a produzir o leite materno pela cabeça! Uma mãe livre de estresse, que descansa bem, normalmente é uma mãe que produz bastante leite. Durante a amamentação, a mãe deve escolher um lugar tranqüilo e fazer alguma coisa que a deixe calma, como olhar televisão ou escutar música. O apoio do pai ou de pessoas amigas também é super importante para deixar a mamãe segura e calma para amamentar.
Terceira dica:
Alimentar-se bem e ingerir muitos líquidos. Uma alimentação saudável e em horários regulares assim como a ingestão de mais de dois litros de líquidos por dia faz com que a mãe produza bastante leite. A mãe precisa de bastante líquido pra produzir leite em quantidade suficiente ao seu bebê.
Quarta dica:
Faça massagens com movimentos circulares em todo o seio antes de amamentar, e utilize compressas quentes, pois faz com que aumente a circulação sanguínea nas mamas. Mas atenção para estas recomendações, isso só deve ser feito quando for contatado que realmente a produção de leite estiver reduzida, pois caso contrário, pode provocar um ingurgitamento mamário (leite empedrado). Procurar um profissional para auxiliar e indicar corretamente o tratamento é super importante para evitar problemas.
Quinta dica:
Alguns medicamentos fazem aumentar a produção de leite materno, associados às demais recomendações. Eles devem ser prescritos exclusivamente pelo médico, nunca se deve ingerir medicamentos por conta própria, pois as substâncias contidas nos medicamentos são passadas para o leite materno e podem ser prejudiciais ao bebê.
Sexta dica:
Mesmo se todas essas dicas não funcionarem, ainda pode ser feita a técnica da relactação. Consiste em utilizar uma sonda conectada a um recipiente contendo leite. Uma das extremidades da sonda é colada no seio da mãe, o bebê suga o seio juntamente com a sonda, assim ele estimula a produção de leite materno. Essa técnica é também utilizada para as mães adotivas que desejam amamentar.
Manter-se confiante e segura é a melhor receita para as mamães que querem amamentar, além disso, procurar ajuda de um profissional especializado é muito importante para o sucesso da amamentação!
Nutricionista Rosane Baldissera
Consultora em Amamentação – Porto Alegre/RS
Fones: (51) 95329195 ou 91684658
domingo, 19 de agosto de 2012
Como lidar com os comentários contra a Amamentação Prolongada
Adorei este texto! Estou passando pela fase dos olhares tortos, pessoas desviando do caminho porque me veem amamentando minha filha de 2 anos e 7 meses. Realmente fico muito triste com isso e me sinto mal pelas pessoas verem algo errado em um ato tão normal...AMAMENTAR. Ah sei, ela não é mais um bebê, e meu leite virou aguá, certo? Errado! Os psicólogos que me corrijam se eu estiver errada, mas psicologicamente, ela é um bebe até os 3 anos!! Meu leite virou água?? Óh uma informação 'basiquinha' para quem acha isso!
O texto a seguir é de Simone de Carvalho da Aleitamento Materno Solidário
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| Meu anjinho mamando! |
"É muito comum em nossa sociedade ocidental capitalista o conceito social de que uma mãe amamentar seu bebê exclusivamente e por um longo período é sinônimo de consentimento passivo da mãe, motivo de repúdio e preconceito.
É como se essa mãe fizesse parte de uma comunidade alternativa, á margem da realidade social. Muitas vezes é interpretada como ativista radical, naturalista e compactuante de uma visão já passada, antiga e careta. Pois a modernidade não combina com a amamentação.
O problema é que as pessoas estão ocupadas demais e focadas em reunir seus esforços, tempo e talento apenas em adquirir bens materiais, e nada além disso. Não é só a maternidade que vive os seus dias de extinção, mas também os comportamentos sociais de reflexão e crítica e principalmente o tempo preciso de filosofar e discutir sobre os comportamentos sociais e interpretar por de fato eles acontecem e o porque de suas consequências.
Eu cada vez mais chego á conclusão de que as pessoas sabem menos, discutem menos, refletem menos. Parece uma grande manifestação de aceitação passiva do senso comum. Ele é mais fácil: eu o aceito e não o questiono. Não perco meu tempo refletindo e questionando uma coisa banal e natural como o aleitamento materno.
O que fazemos aqui enquanto grupo virtual que reflete, discute e promove a amamentação pode ser visto por muitos como: mais uma manifestação libertária, própria dos anos 70, onde a máquina internet se consolidou para democratizar impositivamente os pensamentos e ideias de um determinado grupo que se opunha ao Estado, como o de mães que lutam pela importância da amamentação como o nosso.
Seremos então uma minoria neste mar social de padrões pré-estabelecidos e cada vez mais cegos e alienados da real importância do tempo crucial de gestar, nutrir, vincular e formar uma estrutural emocional fundamental para a formação de uma sociedade equilibrada, feliz e saudável?
O discurso de muitas mães da geração passada se baseiam em argumentos rasos de que: eu não fiz nada disso e estão todos fortes e saudáveis por ai. Todos sobreviveram. Todos foram amamentados com fórmulas artificiais e isso contribui para as mães ingressarem no mercado de trabalho, pois, sem uma substituição materna (leia-se chupetas e mamdeiras) a mulher não se "libertaria" da maternidade. Este pensamento sempre foi machista acima de tudo, e incorporamos o machismo á nossa feminilidade de forma natural e passiva.
A humanidade então passou a determinar que a sua espécie teria de se adequar aos novos comportamentos da Revolução Industrial, pois isso era realmente um sinônimo de modernidade. E este conceito, cravado e fundado até hoje em nosso meio, rejeitou e rejeita a importância do tempo de dedicação, cuidado e vínculo com um bebê.
Como mães conscientes que somos, lactivadoras e lutadoras incondicional da amamentação exclusiva, cabe á nós uma importante missão: a de empoderar a sociedade. Isso não é pretensão, pois somos um pequeno grupo diante desse "mar social", mas acredito que a força e o ideal de um grupo plenamente comprometido poderá de fato mudar o mundo.
"Seja a mudança que você quer ver no mundo" DALAI LAMA
Quais são as minhas motivações:
1) Sendo uma mãe empoderada, cada vez mais tenho acesso á informações fundamentais e pesquisas sobre os inúmeros benefícios do Leite Materno;
2) Eu passo a ser uma multiplicadora dessas informações e passo a ser ouvida e reconhecida pelas pessoas ao meu redor;
3) Pois aquilo que falo, que tenho conhecimento e que comprovo é de fato algo a ser considerado e seguido;
4) Cada vez mais meus filhos comprovam a minha ação: são crianças mais saudáveis, mais inteligentes e mais equilibradas;
5) A maternidade consciente é então sinônimo de um profundo preparo e esforço para que eu promova o equilíbrio, a saúde e a felicidade da minha família;
6) Só eu mãe sou capaz de produzir o leite materno, que é insbustituível em seus nutrientes e benefícios;
7) Sou capaz de transformar e empoderar as mães ao meu redor, pois, os meus conhecimentos e experiências de fato são respostas satisfatórias e solucionávies para as mães que enfrentam problemas com a amamentação;
8) Eu passo a comprovar que todo o entorno cultural e os saberes familiares que as mães se encontram acabam por não satisfazer e responder efetivamente os problemas enfrentados na amamentação;
9) Eu passo então a ser uma referência, um ponto de apoio e uma figura fundamental para que mães e bebês ao meu redor possam desfrutar de uma maternidade plena;
10) Por fim, eu passo a ser uma figura fundamental na promoção da importância tão urgente de se exercitar uma maternidade consciente no nosso tempo.
Por Simone de Carvalho
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
AMAMENTAR É ÓTIMO, MAS ÀS VEZES NÃO É FÁCIL NÃO
Encontrei este texto muito informativo, que tenta explicar porque muitas mães tem dificuldades em amamentar no comecinho. Digo as gestantes que devem sempre ler e se informar também sobre a amamentação, e que se a dificuldade for grande que busquem um conselheiro em amamentação mais próximo delas. Em Gravataí atento as mães que tem esta dificuldade (entre em contato aqui), além de orientar minhas doulandas. Em Porto Alegre indico a Mamãe e Bebê com a consultora Rosane Baldissera. Não deixem de pedir ajuda de um profissional antes de desistirem, ou seguirem conselhos errôneos de familiares! Lembrem-se, cada bebê é diferente, existem bebês que vão querer mamar a cada hora, ou a cada 3 horas, é importante que se verifique se não há algo incomodando o bebê antes de dar-lhe o peito!
Segue o texto...
Segue o texto...
| Sofia mamando- 4 meses |
"Estamos na
Semana Mundial de Amamentação. Isto mostra que a amamentação
é um tema
tão importante que a ele é dedicado não apenas um dia, mas toda uma
semana. As
campanhas na mídia nos mostram que amamentar é excelente para a saúde
do bebê,
além de ser bom para o bolso dos pais por não custar nada. É também bom
para a
saúde da mãe pois previne contra doenças como o câncer, ajuda a perder excesso
de peso.
Porque então tantas mulheres não conseguem
amamentar, mesmo sabendo das
vantagens
da amamentação? A resposta é complexa, cada caso é único, mas vamos
tentar
pensar algumas pistas e para entender a questão precisamos saber que a
amamentação
depende de dois hormônios: a prolactina e a ocitocina. O organismo
materno
fabrica prolactina pela estimulação da mama na sucção do bebê ou na retirada
com bomba
ou ordenha manual. Assim, quanto mais o
bebê mama ou quanto mais é
retirado o
leite, mais é fabricado. A ocitocina é
fabricada pela hipófise, uma glândula
localizada
no cérebro e que funciona tanto melhor quanto mais tranquila e confiante se
encontra a
mulher. Se não há uma boa produção destes dois hormônios, a amamentação
não
funciona.
Colocar o bebê para sugar já tem sua ciência e
é nisso que a amamentação às
vezes
enrasca: se o bebê não pega a mama da forma correta, facilmente o bico do peito
vai ter
fissuras (rachaduras) que são dolorosas e fazem a mãe desistir. E qual a forma
correta do
bebê abocanhar a mama? Ele deve ser segurado de frente para a mamãe,
barriga do
bebê encostada na barriga da mamãe e deve abocanhar quase toda a aréola,
isto é, a
parte mais escura da mama. Se ele faz
isto, o bico do peito fica no céu da boca
do bebê,
seus lábios ficam virados para fora e ele
fica com o narizinho e o queijo
encostados
na mama. A mãe não deve pensar que ele não está respirando: se ele está
sugando é
porque está respirando, em geral pela outra narina que a mãe não está vendo.
Se o bebê
não estivesse respirando não sugaria e tiraria a boca do peito a toda hora.
Portanto,
a mãe não deve ficar com o dedo indicador puxando a mama no sentido
contrário
pois se fizer isto desencaixa a pega correta, tira o bico do peito do céu da
boca
do
bebê e
ele começa a morder o bico, o que
fará a tal rachadura dolorosa. Se a pega
está
correta, o peito não dói. Se está doendo
é porque o bebê não está pegando de forma
correta.
Bem, a pega correta é importante, mas, às
vezes o bebê está pegando de forma
correta e
o leite não está saindo porque não está havendo produção de ocitocina que
depende da
calma, da tranqüilidade, do desejo de amamentar, da confiança de que é
capaz de
fazê-lo. E aí é que está a dificuldade! Onde está a calma no pós-parto? Pós parto
é um período difícil:diferentemente da gravidez,
tempo em que as mudanças são
lentas, as
do pós-parto são bruscas. A barriga esvazia-se, não voltando, contudo, ao que
era antes
da gravidez e sim ficando ainda aumentada e flácida. Pode haver uma cicatriz
de um
parto cirúrgico ou de um parto vaginal com corte ou laceração do períneo. Há
grandes
mudanças hormonais. A mulher está perdendo, pela vagina, os lóquios, uma
secreção
sanguinolenta, parecida com a menstruação. O sono está interrompido pela
amamentação,
e há o cansaço natural das tarefas dos cuidados com o bebê e a casa.
Pode haver
excesso de visitas que cansam a mulher. Portanto, procure estabelecer com
os amigos
e parentes horários para visitas e escolha horários nos quais o pai do bebê
possa
estar para atender às visitas, se você
precisar atender ao bebê. Procure ter com
você
alguém que lhe ajude nos serviços domésticos como lavar, passar, cozinhar para
que você
possa estar mais descansada para o bebê.
Escolha, se possível, alguém com
quem você
tenha um bom relacionamento e que respeite seu jeito de fazer as coisas,
principalmente
seu jeito de cuidar de seu bebê e que a incentive e não critique.
E principalmente, a mãe ainda não aprendeu a
compreender os diferentes choros
do bebê e
acha que sempre que ele chora é porque está com fome. E pensar isto tira sua
segurança
na sua capacidade de amamentar.
Quando o
profissional de saúde diz a você que o bebê deve ser amamentado em
livre
demanda você pode perguntar “O que é livre demanda?” Muitas vezes o
profissional
responde: sempre que o bebê tiver fome ou sempre que o bebê quiser. E
você daí
deduz que é sempre que o bebê chorar. Ou talvez até o profissional tenha dito
que você
deve amamentar sempre que o bebê chorar. Na realidade, livre demanda
significa
não ter horários rígidos para mamada, mas não significa dar o peito a cada vez
que o bebê
chorar.
Queridas mamães: o bebê chora por diversas razões que não são fome. A
digestão
do leite materno se faz mais ou menos em duas horas. Por isso, se faz menos de
duas horas
que ele acabou de mamar, você tem que verificar outras razões para o choro
antes de
dar de novo o peito.
Comece
pelas razões mais simples de verificar:
1 - calor:
o bebê fica suado no rosto, no pescoço e fica vermelhinho e até um pouco
quente,
parecendo que tem um pouco de febre. Neste caso, coloque uma roupinha mais
leve, ou
dê-lhe um banho morno.
2 - frio:
suas mãozinhas, pés e nariz ficam frios. Agasalhe-o.
3 -
cólica: ele chora um choro que começa e para um pouco e logo recomeça, e, em
geral
encolhe e estica as pernas e empina a barriga. Para cólica o melhor é calor
local,
seja pelo
contato barriga a barriga, seja colocando uma fraldinha morna sobre a barriga
do bebê.
Também é muito bom fazer massagens no sentido dos ponteiros do relógio na
barriga do
bebê.
4 -
fraldas sujas: troque a fralda.
5 –
vontade de ser embalado: não se espante e não pense que se você embalar o bebê
ele
vai ficar
manhoso. Até os dois ou três meses o bebê precisa que você o embale,
suavemente
pois durante nove meses ele esteve em meio líquido, em seu útero e era
constantemente
embalado, mesmo quando você estava imóvel, só o seu respirar já fazia
o
diafragma empurrar o útero e embalar o bebê. Depois dos três meses, você deve
ir
parando de
embalá-lo no colo e começar a estimulá-lo a rolar em uma superfície
forrada,
pode ser o chão forrado com um edredon.
6 – dor de
ouvido: o bebê muitas vezes leva a mão ao ouvido. Se você suspeitar de dor
de ouvido,
leve-o ao pediatra, não procure tratar com receitas caseiras.
7 –
verifique se não tem nada na roupa incomodando
o bebê. Retire as etiquetas da
roupa pois
costumam arranhar a pele do bebê.
8 – se o
bebê estiver dormindo e começar a resmungar, não o pegue logo para dar de
mamar: às
vezes quando passa de uma fase para outra do sono, o bebê choraminga e
depois
cala-se e volta a dormir. Espere para ver se ele vai realmente acordar e chorar
de
fome.
Se você verificou todas as causas e não
encontrou nenhuma dessas e já fazem
cerca de
duas horas que ele acabou de mamar, pode oferecer-lhe o peito.
Queridas
mamães: amamentar não é fácil, precisa de ajuda e apoio. Assim, se apesar das
dicas você
estiver tendo dificuldades na amamentação, procure auxílio. Pode nos
telefonar:
21-22656344 (Vitória) ou 21-22370309 (Aline). Alguns Postos de Saúde e
algumas
maternidades do SUS têm grupos de apoio à amamentação. No Rio de Janeiro
o
Instituto Fernandes Figueira tem excelente atendimento inclusive sábados e
domingos.
O endereço
é Av. Rui Barbosa, 16. e o telefone é
21-25541700. Há um excelente site
de
amamentação: www.aleitamento.com Existe também o grupo de auto ajuda Amigas
do Peito e
você pode encontrar onde funciona o grupo mais perto de você consultando o
E tem também o Disque Amamentação: 21-22857779
Se apesar de todas as ajudas você não
conseguiu amamentar o tempo que
queria,
não se sinta culpada: você tentou. Se for dar a mamadeira ou leite no copinho,
sempre que
puder seja você mesma a dá-lo e faça-o com o bebê aconchegado a você
para que
ele sinta seu carinho e amor que são a coisa mais importante para ele se
desenvolver
bem, saudável e feliz. "
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
Chupeitando o seio materno - por Simone de Carvalho
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| google imagem |
É curioso ouvir que os bebês "chupeitam" o seio materno. Essa afirmação que é antiga, um dito popular, que aparece em muitos diálogos como a justificativa em se explicar a tal fase oral do bebê. Verdade é que existem bebês que nascem com o reflexo da sucção extremamente apurados, onde seria capaz segurá-los apenas pelo dedo e eles certamente ficariam pendurados! O músculo da boca, no momento do nascimento, é o mais desenvolvido do que todos os outros do corpo do bebê. Podemos dizer que o bebê é apenas "boca" no sentido literal da palavra.
Comprovado que a força da sucção está relacionada simplesmente ao processo de sobrevivência do bebê nos primeiros meses de sua vida, muitas mães ainda confundem a importância desse comportamento em suas vidinhas. Mas claro que não é apenas nutrição física. O bebê também possui o mecanismo do choro, extremamente potente, capaz de despertar a mãe mais sonolenta do mundo. Mas, além de perceber o mundo com a boca, é comprovado também que os bebês sentem este mundo pela boca, o sentir emocional.
O toque é importante, a voz, o sentimento de acolhimento de um colo quentinho e amoroso são fundamentais para o exercício deste suprimento emocional. Mas a boca, ainda continua sendo o ponto mais importante e sensitivo de um bebê. Se a mãe compreende bem o processo da exterogestação no primeiro trimestre de vida do seu bebê, irá abandonar de vez o conceito do "chupeta+peito= chupeitar".
O mecanismo de sucção da chupeta, na verdade, não deveria ser associado ao seio materno, simplesmente porque são duas coisas completamente distintas. O seio materno nutre fisicamente, afetivamente; estabele o fortalecimento do vínculo, sacia a vontade emocional e afetiva do bebê de se sentir pertencido e amado por sua mãe. O seio materno é consolo imediato, é certeza de não abandono... O seio materno é a grande solução para o bebê que nasce e que ainda é um feto, totalmente imaturo e dependente. Sem o seio, o bebê simplesmente morreria.
A chupeta é o pacificador mecânico, do ouvido dos adultos, é um consolo vazio, sem troca, é a simples desculpa de que: a mamãe já volta, mas ás vezes nunca volta, e adormecendo, o bebê finalmente desiste de esperar. Quando impedimos o processo de evolução sadio da fase de sucção, condicionamos nossos bebês a serem dependentes e eternamente insatisfeitos. Uma vez que o bebê supre suas necessidades emocionais através da sucção afetiva, ajudamos a passarem por esta fase com êxito e evoluindo, a abandonam de vez no momento certo.
O melhor seria se pudéssemos auxiliar esta fase da sucção entendendo que não é definitivamente o fato de chupeitar o seio materno, mas o processo de maturação emocional, de formação sadia e plena e uma fase fundamental na construção de uma vida futura equilibrada e feliz.
Vamos então, permitir que a multifunção do seio materno seja exercida. Quando finalmente internalizamos o conceito, ficamos em paz e consequentemente transmitimos essa mesma paz e segurança para os nossos bebês.
Por Simone de Carvalho
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Quanto tempo o bebê deve sugar em cada mama? - por Grasielly Mariano
| Foto do blog |
É uma pena que, em dias onde é possível se beneficiar de um imenso movimento pró-aleitamento materno, ainda há profissionais de saúde que orientam mamadas limitadas. A grande maioria das mamães sabe muito pouco sobre a prática da amamentação e, por este motivo, acaba seguindo sugestões de médicos, enfermeiros e outras pessoas que se dispõem a ajudar. Não estou julgando as mamães e sei que, por vezes, este é o mínimo que se pode fazer. Já vivenciei (e ainda estou vivenciando) uma situação como esta com a minha filha, por conta de suas muitas alergias. Estou julgando alguns profissionais de saúde pela falta de interesse de buscar informações em livros e artigos científicos, os quais existem para que tenhamos contato com os mais novos achados acerca de qualquer área, diagnósticos, tecnologias, intervenções, etc. Estou julgando alguns gestores de grandes maternidades por não incentivarem, e coordenarem, a reciclagem de profissionais que atuam diretamente na assistência à gestante e nutriz. Estou julgando aqueles que marginalizam a amamentação durante os dias em que o binômio mãe-bebê permanece internado. Julgo algumas enfermeiras obstetras que nem ao menos sabem avaliar/orientar a “pega” do bebê, incitando dificuldades que podem se estender por dias e favorecer o desmame precoce. Não surpreende o fato de existir tantas mamães sofrendo com o manejo da amamentação.
Não sou perfeita – longe de mim demonstrar prepotência - mas fundamento meu trabalho nas evidências científicas. A palavra JULGAR pode não soar bem, mas tem apenas a intenção de alertar para a necessidade de mais algumas modificações em favor do aleitamento materno. Não seria excelente se todas as gestantes recebessem informações adequadas sobre amamentação durante toda a gravidez? E se as primeiras mamadas do bebê fossem não apenas orientadas, mas principalmente acompanhadas? Você tem idéia de quantos problemas poderíamos prevenir apenas com estas duas ações?
As mamadas devem acontecer em livre demanda (sempre que o bebê quiser) e pelo tempo que o bebê quiser. O leite materno tem composição diferente em uma mesma mamada, a saber:
1ª fase – O leite é mais “aguado”, transparente e tem maior concentração de água para que possa saciar a sede do bebê.
2ª fase – O leite começa a ter uma aparência mais esbranquiçada e há predominância de proteínas, necessárias para o desenvolvimento do organismo do bebê
3ª fase – O leite é mais “forte”, branco e há predominância de gordura, necessária para a saciedade e ganho de peso.
Na tentativa de tornar a explicação mais didática, alguns profissionais falam em leite anterior (1ª e 2ª fase) eo leite posterior (3ª fase), como mostra a imagem retirada do http://amamentartudodebom.blogspot.com .
Sabendo disso, e lembrando que cada bebê tem seu próprio padrão de sucção, me responda: Como é que você sabe que o seu bebê vai mamar as três fases em 15 minutos? Algumas pacientes deixam a maternidade orientadas a oferecer cada mama por 15 minutos, tendo como consequência:
1- O bebê pode não ter ganho de peso satisfatório;
2- O bebê pode querer mamar com mais frequência – a cada 30 minutos, por exemplo;
3- O bebê pode terminar a mamada e se mostrar saciado;
4- O bebê faz pouco xixi;
5- A coloração das fezes não acompanha os padrões de normalidade;
6- Pelo aumento da demanda as mamas podem ganhar algumas lesões;
7- Bebê parece sempre estar com fome e irritado – A pega pode não ser perfeita quando o bebê está estressado;
8- Por não esvaziar completamente as mamas, a produção de leite pode ficar comprometida – hipogalactia;
9- Não esgotar as mamas favorece o aparecimento de problemas como ingurgitamento e bloqueio de ductos;
10- Outros problemas físicos e emocionais...
Neste sentido mamãe, deixe o bebê sugar o tempo que ele desejar, até que se sinta saciado. Você vai sentir sua mama mais flácida, diferente de quando o bebê começou a mamar. Mesmo que ele tenha parado de sugar, ofereça a outra mama e inicie a próxima mamada pela que ele sugou por último, para garantir que o bebê recebaas três fases completas, em todas as mamadas.
Esqueça o relógio, curta a amamentação, preste atenção na dinâmica entre você e seu bebê...estude as respostas de seu próprio corpo para os estímulos da sucção. Mais uma vez, eu grito: VÁ EM BUSCA DE INFORMAÇÃO , ESTUDE!...E, então, esteja pronta para ponderar tudo que escuta e lê.
Grasielly Mariano – Enfermeira e Consultora em Amamentação
Disponibilizado no facebook aqui
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
A maluquice do leite que sai da gente- por Claudia Rodrigues
Das coisas loucas da maternidade na vida das mulheres civilizadas, e não são poucas, a mais maluca é em relação ao leite que sai de nossos peitos.
Até nascer o primeiro filho sentimos o peito como se fosse uma bundinha sem qualquer furo, a bundinha perfeita, sempre limpinha, que não solta pum nem faz xixi, mas encanta os homens. Já nos primeiros sinais de nascimento dos peitos começam as piadas e nos sentimos mais mulheres no sentido sexualizado da coisa.
Nenhuma adolescente pensa que aqueles volumes ali um dia serão reservatórios de leite, mamadeiras vivas que excretarão o precioso líquido cheio de hormônios humanos, vitaminas, proteínas na medida exata e que por meio deles os bebês terão atenuadas as fantasias de separação, simbiose e diabo a quatro. Ui que idéia, isso nunca passou pela cabeça de ninguém civilizado. Muito menos que maternidade e prazer são farinhas do mesmo sexo.
A primeira providência é comprar um sutiã, de preferência lindo, caro e que ajeite o volume de acordo com a moda. Já houve moda para tudo em matéria de peito certo. Peito já foi mais sexy bicudo e grande, bicudo e pequeno, sem bico e arredondado, minúsculo, enorme. No momento a onda é siliconado. Ah, registre-se que peito velho e caído nunca esteve entre os preferidos. Os em formato de pêra sempre foram discriminados.
Até que de repente, depois de muito prazer, ah sim eles dão prazer para nós também, não só para os homens, descobrimos no pós-parto a utilidade fisiológica dos peitos. Que confusão é para a mulher civilizada descobrir essa nova utilidade dos peitos. Como pode um bebezinho de boquinha tão minúscula abocanhar sem a menor delicadeza nossos peitos que só serviam para o amor sexual? E existe amor não sexual? Estariam os peitos destituídos de sexualidade durante a amamentação? Podemos curtir prazer com o parceiro na fase em que os peitos estão cheios de leite? Por que separamos tudo em saquinhos cartesianos?
E sai leite mesmo? Será? E se não der certo?Sai quanto? Sai quando? Por que não desce logo?
Olha só, não é só um buraquinho central, são vários!
Pronto, na primeira semana surgem as fissuras. O bebê puxa, nós travamos, retesamos. Tenta-se imitar a moça da foto, tão cândida amamentando, mas na prática é coisa de bicho, se bobear amamentar é coisa mais bicho do mato do que parir. Segurando empedra, soltando vaza, deprimindo, deprime-se a nova relação.
O mercado já tratou de produzir um bico de silicone que fica entre o mamilo da mãe e a boca ousada do bebê, bicho maluquete nada cultural. Ele puxa com uma força incalculável o suco de mãe. Desesperado ele nesse gesto busca, além de lutar pela sobrevivência, resgatar algo de vital da simbiose que vivia com ela na barriga.
Mas a mulher civilizada fica pasmada diante desse vigor e sofre, geme, pede ajuda externa, espreme, verifica, chama o marido e marca consulta no pediatra para arranjar uma solução e conseguir um atestado para usar a mamadeira. Ela duvida, duvida ser capaz de aleitar. Sequer sabia que bebês choravam tanto! Tão diferentes das bonecas da infância, necessitam tamanha quantidade de presença, presença de peito. Ela até que tenta, mas para algumas vencer a fase do colostro já vira delírio e iniciam a complementação com os leites artificiais antes mesmo de o bebê chegar aos 15 dias de vida.
O precioso líquido sai conforme a demanda. Quanto mais o bebê mama, mais a mulher produz leite. Isso está comprovadíssimo e é assim entre todos os mamíferos, mas quem vence a cabeça complicada de uma mulher civilizada?
Sobrou? Faltou? Quanto ficou? E se chorou depois de mamar? E se brigou com o peito, esfregou o rostinho, irritou-se? E se não dorme? E se vomita? E se acorda à noite? E se dorme demais? E o peso? E se pesar de menos? Tudo leva a mulher a acreditar que não tem leite suficiente, que seu leite é ralo, raro, insuficiente, uma mala leche.
E que mal tem dar uma mamadeira se isso acalma a necessidade que o bebê tem de resgatar seu eu simbiótico com a mãe e em contrapartida liberta a mulher adulta daquela agonia de reviver aqui fora parte do que viveu na gestação?
Ah pois é, aí é que está. O bebê na barriga não chora, não fica todo dia olhando na cara da gente e dizendo: sou seu; você agora vai ter que me carregar pendurado por longos dois anos e depois ainda ficarei no seu pé dizendo me leva, me beija, me brinca, me lava, me trata, me cuida, me educa.
Mas o que pega mesmo é esse início, o do me deixa grudar em você, me deixa te chupar, tirar teu suco até o fim. Incentivadas por uma cultura que defende os problemas de amamentação criados pelo sistema tecnocrático que envolve a chegada de um bebê na vida da família, nós mulheres, em vez de receber, nos distanciamos do que poderia ser simples e prazeroso. Acabamos convencidas que somos defeituosas, que nossos corpos não funcionam, algo bem machista.
A mulher civilizada, por seu histórico no mercado, sente-se literalmente sugada pelo bebê, está longe de entender os sentimentos de uma gata mansa, que fica lá horas amamentando e só sai para dar uma esticada, alimentar-se, beber uma água e voltar para a prole, está longe de compreender seus próprios sentimentos, suas dores de simbiose e separação. Ela quer resposta para cada choro, cada pum, cada vômito. Nada parece natural e fisiologicamente administrável diante de tantos artifícios culturais que criamos para colocar entre nós e nossos bebês.
Já nasce o filho queremos cortar o mal (ou seria o bem?) pela raiz.
Cláudia Rodrigues, jornalista, terapeuta reichiana, autora de Bebês de Mamães mais que Perfeitas, 2008. Centauro Editora. Blog: http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com
FONTE
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Mais sobre Relactação!
Mais um post sobre este assunto lindíssimo, em especial para minha querida Tamara Dias, mãe do Teteu, que tem 8 meses. Ela vai começar a Relactação, e tenho certeza que conseguirá, e os dois vão ter muitos anos de leitinho juntos! Depois Tamy conta por que não amamentou e porque quer retomar a amamentação.
Muitas e muitas mulheres se sentem culpada por não terem amamentando seus bebês, de não terem persistido com o aleitamento, ou mesmo, passaram por algum problema de saúde, que as impossibilitaram de seguir amamentando.
Digo a estas mães, que em primeiro lugar não se cobrem tanto! Eu tive muita dificuldade, mesmo, para amamentar os meus dois filhos, mesmo tendo conhecimento na área. Com o Bê foram quase 20 dias de agonia, com mastite, com dor... Com a Sofia foi 1 mês de dor, porque eu olhava e a pega estava boa, tirava e colocava ela para fazer a pega novamente, mas continuava doendo, e descobri a pouco tempo que ela fazia a pega de mordida, boquinha não tão aberta, quanto aparentava. Eu quase desisti, mas meu marido me deu muita força. E digo que sozinhas, sem apoio, é difícil continuar amamentando.
Para as mães que por qualquer razão não amentaram seus bebês, e tem esse forte desejo de voltar a amamentá-los, vou tentar dar algumas orientações.
Muitas de vocês tem o desejo de voltar a amamentar, mas não se sentem seguras, mesmo lendo estas orientações. Meu conselho...busquem auxilio com Consultores em Aleitamento Materno, que podem ir ao domicilio, e dar todo suporte necessário. Ou busquem o Banco de Leite mais próximo e falem deste desejo. Falem no Posto de Saúde. Tenho certeza que de algum lugar virá a ajuda.
Claro que se quiserem conversar comigo, vou tentar auxilia-las da melhor forma possível, mesmo distantes! Posso indicar profissionais que trabalham a mais tempo na área também!
Me add no msn: anadoulaenutri@hotmail.com
Mas se identifiquem com alguma palavra, tipo RELACTAÇÃO, voltar a amamentar...
Boa sorte à todas!
E não deixem de compartilhar suas histórias aqui, tenho certeza que auxiliará mais mães!
Beijos!
Ana A Doula Nutri
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Digo a estas mães, que em primeiro lugar não se cobrem tanto! Eu tive muita dificuldade, mesmo, para amamentar os meus dois filhos, mesmo tendo conhecimento na área. Com o Bê foram quase 20 dias de agonia, com mastite, com dor... Com a Sofia foi 1 mês de dor, porque eu olhava e a pega estava boa, tirava e colocava ela para fazer a pega novamente, mas continuava doendo, e descobri a pouco tempo que ela fazia a pega de mordida, boquinha não tão aberta, quanto aparentava. Eu quase desisti, mas meu marido me deu muita força. E digo que sozinhas, sem apoio, é difícil continuar amamentando.
Para as mães que por qualquer razão não amentaram seus bebês, e tem esse forte desejo de voltar a amamentá-los, vou tentar dar algumas orientações.
A Relactação é uma técnica que incentiva a sucção no peito, levando o bebê a reaprender esse mecanismo, que estimula a produção de leite, mas ao mesmo alimenta este bebê. O bebê pode ser alimentado com o leite artificial, com leite ordenhado da mãe ou com leite do Banco de Leite.
Indicada para mães que desmamaram seus bebês, e querem voltar a amamentar.
Indicado para mães que hipogalactia
Indicado para mães que tem bebês com alguma síndrome, e encontram dificuldades.
Indicado para mães com o desejo de amamentar seus filhos adotivos.
E outros casos.
Aqui vai o passo a passo para iniciar, dados por uma fonoaudióloga:
Técnica da relactação
• Sonda Levine nº 4 (cateter estomacal, gástrico ou uretral), seringa descartável,fita crepe para prender o cateter
• Colocar o bebê no peito, verificar pega;
• Colocar a extremidade mais larga do cateter na vasilha com leite
• Introduzir a ponta do cateter de 2 a 3 cm ao lado ou por cima do mamilo, cuidando para não ultrapassar a ponta do mamilo
• Prender cateter no peito da mãe
• O recipiente do leite deve ficar abaixo do nível da boca
• Se o bebê tiver ordenhando muito rápido o leite do recipiente, pode-se diminuir o calibre do cateter, com auxílio de um clipe, ou apertando com dedo
Condutas
• Não dar outro líquido ao bebê
• Acalmá-lo, colocando nu, junto a mãe ( debaixo chuveiro,
aconchegando, cantando, andando o que sentir que seja
melhor)
• Mãe e bebê estarem calmos e relaxados
• Bebê com fome
• Usar leite que o bebê está acostumado o leite ordenhado somente quando estiver habituado
• Pingar o leite com seringa ou conta gotas nos lábios do bebê e mamilo e aréola da mãe( cheiro, sabor)
• Estimular busca e continuar pingando leite
• Quando bebê iniciar a sucção, introduzir sonda e ir pingando leite a cada sugada
• Assim que melhorar a sucção introduzir a sonda no copinho com leite
• Realizar ordenha de 2 em 2 horas mesmo sem leite
• No momento leite chegar deve ser passado por relactação
Não oferecer mamadeira durante o processo, pois todo esforço pode ser perdido.
• Se houver necessidade de complementação deve-se usar copinho.
• Orientação quanto a escolha de alguém que ajude nos afazeres domésticos
Informações de:
Fernanda Cristina Gomes (Fonoaudióloga)
Aqui um vídeo no qual se utiliza a seringa! Muito instrutivo...
Claro que se quiserem conversar comigo, vou tentar auxilia-las da melhor forma possível, mesmo distantes! Posso indicar profissionais que trabalham a mais tempo na área também!
Me add no msn: anadoulaenutri@hotmail.com
Mas se identifiquem com alguma palavra, tipo RELACTAÇÃO, voltar a amamentar...
Boa sorte à todas!
E não deixem de compartilhar suas histórias aqui, tenho certeza que auxiliará mais mães!
Beijos!
Ana A Doula Nutri
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