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sexta-feira, 12 de junho de 2015

As 50 intervenções desnecessárias durante a gravidez, parto e pós parto !

As 50 Intervenções Desnecessárias durante a gravidez, parto e pós-parto (por Ingrid Lotfi com supervisão técnica de Melania Amorim e Maíra Libertad)


1) Exames pré-natais não incluídos na rotina preconizada pelo Ministério da Saúde do Brasil (os exames recomendados são: grupo sanguíneo e fator Rh, sorologia para sífili...s - VDRL, hemoglobina e hematócrito para rastreamento de anemia, exame de urina tipo I, sorologia para HIV e hepatite B - AgHBs, glicemia de jejum, teste para toxoplasmose-IgM, colpocitologia oncótica se necessário).

2) Exames de efetividade discutível sem prévia discussão com a gestante sobre riscos e benefícios (p.ex. pesquisa de EGB (Estreptococcus do Grupo B)).

3) Prescrição de complexo vitamínico, sem uma indicação clara.

4) Ultrassonografias sem indicação clínica.

5) Dopplerfluxometria em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

6) Ecodopplercardiografia (exame para avaliar o coração) fetal em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

7) Cardiotocografia em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

8) Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

9) Cesariana eletiva sem indicação clínica e/ou sob falsos pretextos (ver lista das "Indicações das desnecesáreas).

10) Exames de toque antes do trabalho de parto, sem indicação clara.

11) Descolamento de membranas antes de 41 semanas de gravidez.

12) Descolamento de membranas sem prévia discussão e autorização da gestante.

13) Restringir a escolha do local de parto.

14) Desencorajar ou proibir o acompanhante/doula no parto da escolha da mulher, ou permitir a entrada de pessoas não autorizadas.

15) Internação precoce.

16) Exames de toque/remoção de rebordo de colo abusivos durante o trabalho de parto e de rotina.

17) Exames de toque/remoção de rebordo SEM o prévio consentimento da gestante.

18) Toque Retal.

19) Jejum, tricotomia (raspagem dos pêlos) e enema (lavagem intestinal).

20) Qualquer restrição à deambulação/liberdade de movimentos.

21) Estabelecer limites rígidos para a duração da fase latente, ativa e do período expulsivo.

22) Atrapalhar o processo fisiológico do parto, desconcentrando a gestante.

23) Monitoração fetal contínua ao invés de intermitente (onde o profissional ausculta o bebê de tempos em tempos com o sonar).

24) Uso rotineiro de soro com ocitocina/indução com misoprostol.

25) Uso rotineiro de analgesia de parto.

26) Oferecer ou insistir na analgesia de parto sem que a mulher a tenha solicitado.

27) Amniotomia de rotina (rompimento da bolsa).

28) Puxos precoces (treinar fazer "a" força, antes que a mulher possa sentir os puxos).

29) Puxos dirigidos ("faça força agora", "força comprida", etc).

30) Manobra de Valsalva (orientar a "trincar os dentes e fazer força").

31) Desestimular a escolha pela mulher da posição/ambiente em que quer parir.

32) Manobra de Kristeller (empurrar o fundo do útero)/pressão de qualquer intensidade no fundo uterino/"só uma ajudinha".

33) Manobra de "divulsão" perineal e/ou massagem perineal sem consentimento da mulher.

34) Episiotomia.

35) Não permitir o nascimento espontâneo.

36) Aplicar fórceps e vácuo de rotina e/ou sem autorização da mulher.

37) Sutura rotineira das lacerações.

38) Revisão instrumental do canal de parto de rotina (fórceps, vácuo extrator).

39) Cesariana intraparto sem indicação precisa e sem caráter de emergência.

40) Ligadura precoce do cordão, sem aguardar parar de pulsar.

41) Entregar um bebê vigoroso ao neonatologista para secar e aquecer, afastando-o da mãe.

42) Aspiração de rotina das vias aéreas do recém-nascido.

43) Passagem de sonda de rotina no recém-nascido, para pesquisar atresia de coanas, atresia de esôfago e ânus imperfurado.

44) Uso rotineiro de Credé (colírio de nitrato de prata).

45) Levar bebês saudáveis para o berçário.

46) Fazer qualquer procedimento com o RN sem consultar e obter autorização dos pais.

47) Não permitir o delivramento (saída da placenta) espontâneo.

48) Revisão manual da cavidade uterina de rotina, mesmo em casos de cesárea anterior.

49) Oferecer bicos, chupetas, mamadeiras, com leite artificial para o recém-nascido.

50) Aplicar vacinas sem o consentimento e autorização dos pais.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

DICAS DE LEITURAS

Este Post de hoje é para dar dicas de leituras sobre gestação, partos, nascer e afins:

Memorias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista -  Ricardo Jones - O obstetra mostra no livro um modelo de médicos em colaboração com parteiras, enfermeiras e doulas, apoiando as mulheres enquanto estas reivindicam para si o poder e a majestade do parto.

Entre as orelhas - Histórias de Parto - Ricardo Jones - " O parto e seus mistérios se escondem ao olhar superficial, à analise tímida e ao investigador amedrontado."

Parto Normal ou Cesárea? O que toda mulher deve saber (e homem também) - Simone G. Diniz e Ana C. Duarte. Guia prático para usuários que expõe as evidências científicas e as opções para o atendimento ao parto.

Parto com Amor - Em casa, com parteira, na água, no hospital: Histórias de nove mulheres que vivenciaram o parto humanizado / Luciana Benatti e Marcelo Min - Relatos comoventes com fotos de extrema delicadeza e sensibilidade.

Parto Ativo - Guia prático para o parto natural - Janet Balaskas - Os exercícios apresentados neste livro, baseados no Yoga para a gravidez, vão conduzir a mulher aos seus próprios instintos naturais para o trabalho de parto e para o parto

Mulher, Parto e Psicodrama - Vitória Pamplona - Este trabalho pioneiro apresenta a possibilidade de realização de partos criativos, espontâneos e tranqüilos através de uma metodologia de preparação de gestantes que se utiliza de técnicas psicodramáticas. A quebra de tabus como o da dor e do medo do parto coloca uma nova realidade para as mulheres e oferece-lhes uma opção e uma qualidade de vida mais saudáveis. Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.

Humanizando Nascimentos e Partos, Daphne Rattner & Belkis Trench - Médicos, psicólogos, pediatras, parteiras e educadores analisam os partos e nascimentos sob uma ótica pouco comum nos dias atuais, privilegiando o aspecto humano numa sociedade dominada pela técnica.  Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.

A Doula no Parto - O papel da acompanhante de parto - Fadynha - O livro traz as informações mais importantes sobre o papel dessas mulheres e técnicas importantes para o seu trabalho. Especialmente recomendado para Doulas.

O Renascimento do parto- Michel Odent - Odent conta como foi sua experiência em assumir a direção do setor de maternidade do hospital da pequena cidade de Pithiviers em Paris.

A Cesariana - Michel Odent - Levantar questões fundamentais como: Por que o índice de cesarianas é de 10% em alguns lugares e de 50% em outros? Por que devemos adotar uma postura diferente em relação às cesarianas sem trabalho de parto, cesarianas com trabalho de parto e cesarianas de emergência? Quais são os primeiros micróbios que entram em contato com o bebê que nasce por cesariana? Quais as conseqüências a longo prazo de nascer por cesariana? O que a mãe e o bebê perdem por não terem um parto vaginal?

Shantala - Massagem para bebês - Frederic Leboyer - Shantala tornou-se um livro famoso em todo mundo, editado em inúmeros países. Além do aspecto científico, Leboyer conciliou poeticamente as explicações da técnica de massagem com a sabedoria milenar de seu uso. Um livro belo e importante para a mãe e o bebê.

Meditações para Gestantes, O guia para uma gravidez saudável, plena e feliz- Fadynha. São apresentadas diversas técnicas que promovem paz e harmonia à gestante e, conseqüentemente, ao seu filho. O livro vem acompanhado de CD com exercícios de mentalização e meditação especiais para a gestante. Ele ensina, passo a passo, a relaxar, a entrar em maior contato com a criança em formação, a conversar com o bebê e a preparar a mãe para o parto da maneira mais tranqüila e positiva. Especialmente recomendado para grávidas.

Yoga para Gestantes - Fadynha - Numa linguagem clara e inteligente, acompanhada de muitas imagens, Fadynha celebra o yoga com sabedoria e intuição, apresentando dezenas de posturas selecionadas ao longo de seus 30 anos de trabalho com gestantes. Especialmente recomendado para grávidas.

Gravidez Natural - Janet Balaskas. Um guia holístico para o seu bem-estar desde a concepção até o parto . O livro aborda de forma clara e muito bem ilustrada as emoções, nutrição, ioga e exercícios, massagem, terapias naturais e cura holística para os desconfortos da gestação. Especialmente recomendado para grávidas.

A Vida do Bebê no útero - Petter Nathanielsz - Como a alimentação e o estado emocional materno influenciam a saúde do bebê por toda a vida.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Estou grávida!!!!!



É com muuuita alegria, emoção, que escrevo este post! Estou grávida do meu 3º filho. A vontade de ser mãe de 3 crianças sempre veio do coração, tanto para mim quanto para meu marido! E não havia nada que nos impedisse. Alguns falam do financeiro, mas se for por isso, por esperar melhoras financeiras nunca teríamos filhos.Na verdade, falam demais da vida alheia! Preparo emocional temos de sobra! Enfim...Quando vi o 4º teste de farmácia (sim o 4º, que aflição, rsrsrs) com 2 riscos, chorei, chorei de tanta alegria!! 


esta clarinho, mas dá para ver!

Meu marido, emocionado me abraçou e beijou. Quando consegui parar de chorar, expliquei aos meus dois filhos, Bernardo e Sofia, que um irmão estava a caminho. Os dois, com sorriso de orelha a orelha, se agarraram em mim. Bê me olhava de uma maneira...com uma admiração...nunca ninguém me olhou assim! Me senti realmente a Rainha da Criação, Mãe poderosa, detentora do Dom da Vida! Foi lindo, este momento esta gravado na minha memória, e me emociono toda vez que me lembro do rostinho dele. Sofia já chama o bebê de Aurora. Bê está entre Joaquim e Oliver. Uns lindos!! rsrsrs.

Depois confirmei com o Beta HCG.




Vou contando aqui um pouco da minha gestação, levando junto informações valiosas para as mulheres que estão gestando também, ou que se preparam para carregar uma vida no ventre.Bem, não sei ao certo o tempo de gestação, porque andei desregulada alguns ciclos, mas pela DUM, estou com 6 semanas, bem no começo!

Me sinto plena, segura, tranquila. Às vezes fico enjoada, se me movimento rápido, e azia só se como demais, resultado, emagreci 1 kg já! Sinto algumas cólicas, normal no comecinho.  Sofia continua mamando muito bem obrigada! E vai mamar até quando quiser!

Já estamos planejando o nascimento do bebê, que vai ser o mais natural e respeitoso possível! Vamos ficar no conforto do nosso lar!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mitos sobre o parto: Toques vaginais repetidos e de rotina?


O Núcleo Carioca de Doulas está publicando no Facebook uma série de posts chamada “Derrubando mitos sobre o parto”. O mito de hoje é: é sempre normal e necessário receber toques vaginais repetidos durante a gestação e o trabalho de parto!
O Núcleo divulgou essa semana uma lista das “50 intervenções desnecessárias durante a gestação, parto e pós-parto”, elaborada pela Ingrid Lotfi, com supervisão técnica de Melania Amorim e Maíra Libertad. O item 16 diz: “Exames de toque/remoção de rebordo de colo abusivos durante o trabalho de parto e de rotina.”
Ou seja, receber exames de toque repetidos e de rotina é uma intervenção desnecessária. Algumas pessoas estranharam que o toque vaginal possa ser considerado uma intervenção e, mais ainda, desnecessária (profissionais de saúde, inclusive).
Olhe bem a figura abaixo. Olhe de novo. Você acha mesmo possível que um exame vaginal não seja considerado uma intervenção? Um procedimento invasivo? E você acha justificável realizá-lo de rotina, sem uma indicação clara e, principalmente, sem o consentimento explícito da mulher?
Vamos relembrar algumas das razões mais comuns que, em geral, se acredita que justificam a realização de toque vaginal em uma mulher em trabalho de parto:
  1. Confirmar se a mulher está mesmo em trabalho de parto, qual é a evolução do trabalho de parto ou se há uma parada de progressão;
  2. Confirmar a dilatação do colo, quantos centímetros em cada momento ou se já há dilatação total;
  3. Confirmar a apresentação (sentado ou de cabeça para baixo) e avaliar o posicionamento da cabeça em relação à pelve (variedade de posição, descida etc.);
  4. Confirmar se a bolsa está intacta ou romper a bolsa artificialmente.
Como todo exame, o toque só deve ser realizado se o resultado da avaliação for necessário para direcionar o que vai acontecer a seguir. Muitas das razões descritas acima poderiam ser avaliadas de outras formas ou não necessariamente precisam ser avaliadas continuamente (a dilatação mesmo é uma delas). Se você não quiser ou não se sentir confortável em receber um toque, você pode (e deve!) perguntar ao profissional de saúde: Por que este toque vai ser realizado? Em que o resultado desta avaliação vai mudar a conduta? Fazer um procedimento de rotina significa fazê-lo em todas as mulheres, sem que haja uma indicação clara para utilizá-lo naquele momento específico, para aquela mulher em particular.
Você sabia que há mulheres que tiveram seus filhos de parto normal e que não receberam nenhum toque dos profissionais que as acompanharam? Ou que só receberam toques vaginais que elas solicitaram ou apenas após elas terem recebido explicações sobre as razões e dado consentimento? Hoje, diretrizes e protocolos de vários lugares do mundo recomendam: os toques devem ser realizados somente quando necessários e é desejável realizá-los com a menor frequência possível. Nada de toque de hora em hora ou a cada duas horas, de rotina. Se você desejar, você pode colocar no seu plano de parto que não quer receber toques de rotina e que eles só devem ser realizados com o seu consentimento informado.
Dois outros pontos importantes: (1) Não há razão para realizar toques vaginais durante a gestação sem que haja uma indicação clara. Alguns médicos realizam toques de rotina em todas as consultas pré-natais ou a partir das 36 semanas. Esta também é uma intervenção desnecessária. (2) Toques vaginais devem ser realizados por profissionais habilitados tecnicamente para acompanhar partos (médicos, enfermeiras e obstetrizes), que vão efetivamente identificar informações relevantes através deste procedimento e utilizá-las para tomar decisões. Doulas não fazem toque vaginal.
Você acredita que sofreu toques excessivos, abusivos, desnecessários ou que você não desejava? Ou conhece alguém que passou por isso? Ou, por outro lado, você conhece alguém que não recebeu nenhum toque ou apenas aqueles estritamente necessários? Conte sua história. Vamos mostrar pras mulheres que é possível!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

As 50 Intervenções Desnecessárias durante a gravidez, parto e pós-parto - por Ingrid Lotfi

LEIAM COM ATENÇÃO!

As 50 Intervenções Desnecessárias durante a gravidez, parto e pós-parto (por Ingrid Lotfi com supervisão técnica de Melania Amorim e Maíra Libertad)

1) Exames pré-natais não incluídos na rotina preconizada pelo Ministério da Saúde do Brasil (os exames recomendados são: grupo sanguíneo e fator Rh, sorologia para sífilis - VDRL, hemoglobina e hematócrito para rastreamento de anemia, exame de urina tipo I, sorologia para HIV e hepatite B - AgHBs, glicemia de jejum, teste para toxoplasmose-IgM, colpocitologia oncótica se necessário).

2) Exames de efetividade discutível sem prévia discussão com a gestante sobre riscos e benefícios (p.ex. pesquisa de EGB (Estreptococcus do Grupo B)).

3) Prescrição de complexo vitamínico, sem uma indicação clara.

4) Ultrassonografias sem indicação clínica.

5) Dopplerfluxometria em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

6) Ecodopplercardiografia (exame para avaliar o coração) fetal em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

7) Cardiotocografia em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

8) Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

9) Cesariana eletiva sem indicação clínica e/ou sob falsos pretextos (ver lista das "Indicações das desnecesáreas).

10) Exames de toque antes do trabalho de parto, sem indicação clara.

11) Descolamento de membranas antes de 41 semanas de gravidez.

12) Descolamento de membranas sem prévia discussão e autorização da gestante.

13) Restringir a escolha do local de parto.

14) Desencorajar ou proibir o acompanhante/doula no parto da escolha da mulher, ou permitir a entrada de pessoas não autorizadas.

15) Internação precoce.

16) Exames de toque/remoção de rebordo de colo abusivos durante o trabalho de parto e de rotina.

17) Exames de toque/remoção de rebordo SEM o prévio consentimento da gestante.

18) Toque Retal.

19) Jejum, tricotomia (raspagem dos pêlos) e enema (lavagem intestinal).

20) Qualquer restrição à deambulação/liberdade de movimentos.

21) Estabelecer limites rígidos para a duração da fase latente, ativa e do período expulsivo.

22) Atrapalhar o processo fisiológico do parto, desconcentrando a gestante.

23) Monitoração fetal contínua ao invés de intermitente (onde o profissional ausculta o bebê de tempos em tempos com o sonar).

24) Uso rotineiro de soro com ocitocina/indução com misoprostol.

25) Uso rotineiro de analgesia de parto.

26) Oferecer ou insistir na analgesia de parto sem que a mulher a tenha solicitado.

27) Amniotomia de rotina (rompimento da bolsa).

28) Puxos precoces (treinar fazer "a" força, antes que a mulher possa sentir os puxos).

29) Puxos dirigidos ("faça força agora", "força comprida", etc).

30) Manobra de Valsalva (orientar a "trincar os dentes e fazer força").

31) Desestimular a escolha pela mulher da posição/ambiente em que quer parir.

32) Manobra de Kristeller (empurrar o fundo do útero)/pressão de qualquer intensidade no fundo uterino/"só uma ajudinha".

33) Manobra de "divulsão" perineal e/ou massagem perineal sem consentimento da mulher.

34) Episiotomia.

35) Não permitir o nascimento espontâneo.

36) Aplicar fórceps e vácuo de rotina e/ou sem autorização da mulher.

37) Sutura rotineira das lacerações.

38) Revisão instrumental do canal de parto de rotina (fórceps, vácuo extrator).

39) Cesariana intraparto sem indicação precisa e sem caráter de emergência.

40) Ligadura precoce do cordão, sem aguardar parar de pulsar.

41) Entregar um bebê vigoroso ao neonatologista para secar e aquecer, afastando-o da mãe.

42) Aspiração de rotina das vias aéreas do recém-nascido.

43) Passagem de sonda de rotina no recém-nascido, para pesquisar atresia de coanas, atresia de esôfago e ânus imperfurado.

44) Uso rotineiro de Credé (colírio de nitrato de prata).

45) Levar bebês saudáveis para o berçário.

46) Fazer qualquer procedimento com o RN sem consultar e obter autorização dos pais.

47) Não permitir o delivramento (saída da placenta) espontâneo.

48) Revisão manual da cavidade uterina de rotina, mesmo em casos de cesárea anterior.

49) Oferecer bicos, chupetas, mamadeiras, com leite artificial para o recém-nascido.

50) Aplicar vacinas sem o consentimento e autorização dos pais.

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Minha 1ª "Artenabarriga" !

Olá meus queridos companheiros de jornada! Obrigada sempre pela presença de vocês e também, pelos comentários. Adoro quando participam!!
Vim mostrar para vocês minha Arte, fiz uma pintura na barriga da minha doulanda Érian! Sei que tenho muito que melhorar, rsrsrs, mas ela aprovou, o Fernando e a Mah também! Então estou muito feliz com o resultado!
As gestantes de Gravataí e região que se interessarem, me contatem, marcarmos uma tarde para fazermos esse presente, e eternizar este momento tão especial que é gerar um filho.


quase pronto...


Finalizado






sábado, 19 de novembro de 2011

Matéria: A solidão durante a gravidez solo


Flávia Werlang explica porque a solidão de mãe é mais aparente

Um dia eu li este trecho no livro “O Labirinto da Solidão”, de Octavio Paz: “Todos os homens, em algum momento da vida, se sentem sós. E mais: todos os homens estão sós. Viver é nos separar do que fomos para nos internar no que vamos ser, futuro estranho sempre (…) Unido ao mundo que o rodeia, o feto é vida pura e em bruto, fluir ignorante de si mesmo. Ao nascer, rompemos os laços que nos unem à vida que vivemos no útero, onde não há pausa entre desejo e satisfação. Viver se expressa como separação e ruptura, desamparo, entrada num ambiente hostil e estranho. À medida que crescemos, essa primitiva sensação se torna sentimento de solidão (…) Se tudo (consciência de si, tempo, razão, costumes, hábitos) tende a fazer de nós os expulsos da vida, tudo também nos empuxa a voltar, a descender ao seio em que fomos amamentados.”.

Durante a gestação solo eu senti momentos de intensa solidão. Eu pensava como poderia estar tão só se, naquele momento, teoricamente, era o que eu estava mais acompanhada, pois carregava um serzinho dentro de mim. Desde que o exame de farmácia tinha dado positivo parecia que aquele sentimento batia mais forte à minha porta. “Ou será que o fato de sentir por dois torna tudo mais aparente? Não sei. A verdade é que as alegrias são mais felizes e as dores são rascantes”, eu pensava.

A solidão de uma mãe solteira é mais aparente porque enquanto as outras gestantes estão com seus companheiros na sala de espera do obstetra ou no aguardo para fazer exames, nós passamos estas fases e outras tantas que culturalmente deveriam ser compartilhadas sozinhas. Nestes momentos, eu realizava um tetê-a-tetê mental com meu bebê para diminuir a sensação de abandono.
Outra armadilha para driblar aquele sentimento era abrir as caixas onde guardava o enxoval, ficava mexendo nas roupinhas, revia as ultras e sonhava com meu bebê. Se ela mexia, sentia tudo o que eu sentia, se alimentava de tudo que eu comia e absorvia o O2 que eu respirava, então eu era, naquele momento, a pessoa mais importante para alguém, ou melhor, eu era capaz de gerar vida. Eu já não estava sozinha!

Sim, eu sentia alguém para conversar, senti muito a falta de amigos, muitos se afastaram, pois eu não era mais uma companhia para a night – enjoada e com um barrigão de melancia – e nem era bem quista entre os casais da high society – devo ser má influência ou não devem saber em que lugar da mesa pôr a solteira de barrigão com pai de nome não revelado. Não, infelizmente não é o Mick Jagger. É porque ele é desconhecido, não tem onde cair morto e ainda me deu um pé na bunda após a gravidez mesmo.

Superando a Solidão

Valeu de tudo. Desde mapa astral – Obrigada Barbara Abramo! Terapia. Contato com as amigas do Rio que ainda existiam on line. Mas faltava mesmo alguém que falasse sobre os assuntos que eu queria discutir: registrar com o nome do pai ou não; chamá-lo para o parto?; se ele quiser, aceitar fazer o DNA?; se eu quiser criar sozinha e não registrar, como será que vai ser, será que minha filha vai me cobrar pó isso?. Queria conversar com mães solteiras que já haviam passado por esta situação. Procurei livros,  procurei na internet, mas o que achei na internet era tudo muito superficial. Assim que minha filha, Luna, nasceu e passou o perrengue dos primeiros meses (de adaptação, cólicas, etc), resolvi criar o blog Grávida Solteira para reunir mães solo na mesma situação que eu e forma, assim, uma grande rede de apoio.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ficar em casa ou voltar ao trabalho?

Minhas amadas gestantes ou recém mães, este texto é bem informativo. Eu não passei por isso pois sou autônoma e aos poucos estou voltando a ativa. Imagino como deve ser angustiante, e até desesperador ter que se separar tão rápido do filhote. A final, recém estamos aprendendo a rotina, nos acostumando com esta nova etapa de nossas vidas... e nossos bebês então. Vamos lutar por mais tempo com nossas crias, porque como diz a especialista, é no primeiro ano de vida que eles irão precisar mais de nós. Leiam...


meus amores


Não existe uma opção certa, mas caminhos que devem ser escolhidos sem culpa e com consciência por cada mãe



Depois de nove meses de gestação e outros tantos de descobertas, aprendizados e convívio tão íntimo e diário com seu bebê, você precisa, da noite para o dia, se acostumar com a ideia de passar a maior parte do tempo longe dele. É o fim da licença-maternidade. O que fazer? Como vivenciar a maternidade com plenitude e, ao mesmo tempo, retomar a vida profissional? Qual o tempo ideal que a mãe deve ficar única e exclusivamente com seu filho recém-nascido?
Magdalena Ramos, terapeuta familiar e autora do livro "E Agora, o Que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos" (Editora Best Seller), acredita que a grande maioria das mulheres enfrenta, após o parto, um profundo dilema quando o assunto é voltar ao trabalho - sobretudo quando se trata do primeiro filho. "É uma situação muito angustiante e dificilmente tem como ser evitada: a mulher passa nove meses gerando o bebê, enfrenta as dores do parto, mergulha no encantamento de se tornar mãe e de repente, depois de poucos meses, precisa retomar as atividades profissionais e ficar longe do filho. Isso é muito traumático tanto para a mulher quanto para a criança", diz.
De acordo com ela, apesar de as empresas concederem apenas quatro meses de licença-maternidade (ou seis, em alguns casos), o ideal seria que as mães passassem de oito a 12 meses cuidando exclusivamente de seus bebês.
“Depois do primeiro ano, a criança já começa a ficar mais autônoma; passa a se locomover e a se comunicar. Mas nos primeiros 12 meses é importante que a mãe fique o maior tempo possível com o filho, até pela própria amamentação”, recomenda a terapeuta. “Nesse sentido, a internet é uma ótima aliada porque, em muitos casos, permite que a mulher fique em casa sem se afastar completamente do trabalho”, completa.
Depois do primeiro ano, é fundamental para a saúde de toda a família que a mulher volte a cuidar também de outros aspectos de sua vida. “Isso é importante para a autoestima da mãe e para a própria relação conjugal”, justifica.
Ajustes na rotina
Mãe de Tomás, de 3 anos, e de Joaquim, de 6 meses, a arquiteta Katarina Pesci conta que, antes de ser mãe, trabalhava 40 horas por semana. Assim que decidiu engravidar pela primeira vez, resolveu sair do emprego e abrir seu próprio negócio.
“Como o escritório era meu e de uma sócia, não conseguia me ausentar por muito tempo. Por isso, quando Tomás estava com um mês, voltei a trabalhar e depois acabei matriculando-o em um berçário quando ele completou oito meses”, lembra. De acordo com a arquiteta, a experiência não deu certo. “Eu ficava muito triste por ter que ficar longe e ele, por outro lado, ficava muito doentinho, já que viroses são muito comuns neste início de vida”, conta.
Quando engravidou pela segunda vez, Katarina quis fazer diferente. “Eu tinha decidido que passaria o primeiro ano só cuidando do Joaquim, porém assim que ele nasceu acabei me interessando por uma nova profissão: virei confeiteira”, diz ela, que hoje trabalha de casa e busca equilibrar cada vez mais os papéis de mãe e de profissional. “Não consigo ficar longe dos meus filhos, nem longe do trabalho”, afirma.
Estruturação da personalidade
A personalidade humana se estrutura justamente nos primeiros anos de vida. Por isso, para Maria de Fátima Franco dos Santos, psicóloga forense e professora da PUC-Campinas, o ideal seria a mãe não somente cuidar exclusivamente do bebê até ele completar um ano, mas também trabalhar meio período até a criança chegar aos 8 ou 9 anos de idade.
“Em alguns países da Europa, a licença-maternidade pode chegar a três anos. Isso porque os governos entendem que, ao incentivar que as mulheres acompanhem de perto o desenvolvimento de seus filhos nos primeiros anos de vida, previnem a sociedade de problemas relacionados a doenças mentais de crianças e jovens”, explica.
Segundo Maria de Fátima, a infância é uma fase primordial para a formação psicológica do indivíduo. “É por este motivo que terceirizar a educação e o cuidado do bebê é algo tão delicado, pois a criança passa a ter contato com valores e crenças diferentes e nem sempre adequadas”, diz.
A psicóloga também alerta para o sentimento de culpa que, muitas vezes, assola a mulher que precisa retomar sua vida profissional logo após o término da licença-maternidade. “Estamos longe do cenário ideal e a mulher não deve se cobrar tanto. O importante é fazer da melhor forma aquilo que é possível no sentido de promover o acolhimento e o aconchego que a criança precisa”, completa.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Enjoos e vômitos na gravidez

Achei legal este texto e compartilho com minhas queridas gestantes!


Náuseas e vômitos no primeiro trimestre da gravidez são eventos tão comuns que podem quase ser considerados como uma manifestação fisiológica. Neste texto vamos abordar as causas e tratamentos para os simples enjoos da gravidez e para a chamada hiperêmese gravídica


Enjoo matinal


Enjoos na gravidezO enjoo matinal é tão comum e tão típico do início da gestação, que perde apenas para o atraso menstrual como o sintoma que mais faz as mulheres irem a uma farmácia para comprar um teste de gravidez. Cerca de 70% a 80% das mulheres sofrem de enjoo matinais no primeiro trimestre. As náuseas podem vir com ou sem vômitos; ocorrem principalmente na parte da manhã, mas podem se manifestar a qualquer momento do dia.

Os enjoos da gravidez normalmente surgem na 5ª ou 6ª semanas, durando, geralmente, até a 12ª semana, data que marca o início do 2º trimestre de gestação. 

Algumas mulheres com menos sorte permanecem com náuseas até a 18ª semana, época em que 90% das gestantes já não as tem mais. Destas, cerca de 10% mantêm os enjoos durante períodos mais avançados da gravidez, podendo durar até o 3º trimestre.

A gravidade dos enjoos na gravidez varia muito. Algumas mulheres quase nada sentem; outras queixam-se de náuseas leves em curtos períodos, muitas vezes sem vômitos; há também os casos onde os enjoos e os vômitos são frequentes, tornando o primeiro trimestre muito penoso; no final do espectro existe ainda os casos de hiperêmese gravídica, um quadro de náuseas e vômitos tão frequentes que impedem a alimentação e levam a gestante à desidratação. Abordarei a hiperêmese gravídica mais à frente neste texto.

Por que surgem enjoos na gravidez?

O mecanismo exato que leva mulheres grávidas a sentir enjoos durante todo o primeiro trimestre da gestação é desconhecido. Sabe-se, porém, que as rápidas alterações hormonais do início da gravidez (estrogênio, progesterona e hCG) desempenham um papel importante no quadro. Alguns trabalhos mostraram que quanto mais alto os níveis do hormônio hCG, maior a incidência de náuseas durante a gravidez.

Os hormônios da gravidez, principalmente a progesterona, agem também na motilidade do trato gastrointestinal. Mulheres grávidas apresentam um "estômago preguiçoso", que demora a se esvaziar, o que além de favorecer o aparecimento das náuseas, provoca também uma sensação de saciedade precoce, impedindo a ingestão de grandes quantidades de alimento. A gestante sente-se "empanturrada" com muita facilidade.

Fatores de risco para enjoos na gravidez

Apesar das causas para os enjoos não estarem completamente elucidadas, alguns fatores são amplamente reconhecidos como de risco para o desenvolvimento das náuseas e vômitos:

- Mulheres que antes da gravidez já apresentam náuseas com mais facilidade, como durante movimentos ou após estímulos a cheiros e sabores fortes, apresentam maior risco de enjoos fortes na gravidez (leia: CINETOSE | ENJOO DE MOVIMENTO).
- Mulheres ansiosas ou gestantes muito jovens também apresentam maior incidência e intensidade de enjoos.
- Gestantes com antecedentes de enxaqueca apresentam maior risco (leia: DOR DE CABEÇA - ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL).
- Alguns estudos sugerem a hipótese de que mulheres que possuem a bactéria Helicobacter pylori possam apresentar maior risco de náuseas durante a gravidez. (leia: H.PYLORI (Helicobacter pylori) | Sintomas e tratamento).
- Mulheres grávidas de gêmeos apresentam maior incidência e maior intensidade de enjoos.

Sintomas dos enjoos na gravidez 

Na maioria das mulheres grávidas os enjoos são intermitentes. É comum haver uma alternância entre fome e enjoos ao longo do dia. O ideal é que a gestante procure fazer suas refeições sempre que os enjoos desparecem.

Apesar de incômodo, os enjoos da gravidez raramente causam algum problema ao feto. A maioria das gestantes conseguem se alimentar durante os períodos de alívio das náuseas, mantendo assim um adequado consumo de nutrientes.

Associado aos enjoos é possível que a gestante apresente alterações no seu olfato e paladar. Alimentos antes adorados podem perder todo o seu apelo. Por outro lado, é comum surgirem desejos de comer alimentos que outrora nunca eram escolhidos. Pode acontecer, por exemplo, de mulheres que não comam carne vermelha passem a ter desejos por hambúrgueres, ou de gestantes que eram aficcionadas por chocolate, simplesmente não conseguirem mais comer um único bombom.

Quando procurar um médico 

Ao contrários dos outros tipos de náuseas e vômitos, no enjoo típico da gravidez não há outros sintomas gastrointestinais ou sistêmicos associados, como febre, diarréia e intensas cólicas. A presença destes sintomas deve ser informada ao médico.

Outro sinal de gravidade são vômitos incoercíveis, fazendo com que a grávida não consiga se alimentar ou beber líquidos. Os enjoos da gravidez podem ser tão intensos que causam perda de peso e desidratação da gestante. Se você está grávida, apresenta vômitos frequentes e já perdeu pelo menos dois quilos por conta destes, procure um médico, pois podemos estar diante do diagnóstico de hiperêmese gravídica

Hiperêmese gravídica

A hiperêmese gravídica é uma apresentação anormal dos enjoos matinais. É uma forma grave das náuseas e vômitos da gravidez. A hiperêmese gravídica ocorre em 0,5% a 2% das gestações e se caracteriza por vômitos frequentes, não responsivos ao tratamento, associado a desidratação, alterações hidreletrolíticas e perda de peso. Como a grávida não consegue se alimentar nem ingerir líquidos, o internamento hospitalar pode ser necessário para que se possa administrar fluidos e alguns nutrientes por via intravenosa.

Tratamento para os enjoos da gravidez


O primeiro trimestre da gravidez é o mais importante, pois é quando o feto está se formando. Nesta fase é imperativo evitar tomar qualquer tipo de remédio ou substância sem a explicita autorização do seu obstetra.

Na maioria das gestantes os enjoos matinais não necessitam de medicamentos, apenas algumas alterações na dieta e de alguns hábitos de vida:

- Evite grandes refeições. O estômago da grávida esvazia mais lentamente, por isso, pequenas porções são mais bem toleradas. Comer demais e ficar com a estômago cheio pode precipitar os enjoos.
- Os enjoos da gravidez costumam ser intermitentes ao longo do dia. Procure se alimentar sempre que estiver se sentindo bem. A fome pode desencadear as náuseas. Não deixe de se alimentar por medo de vomitar.
- Evite comer e deitar-se logo após. Evite comer perto da hora de dormir.
- Coma o que tiver vontade. É melhor comer qualquer coisa do que nada.
- Peça para alguém preparar a comida. Algumas grávidas perdem a fome e começam a ter enjoos quando precisam preparar a própria refeição. 
- Procure estar sempre bem hidratada. Se você tem vômitos, procure repor os líquidos perdidos quando o enjoo tiver desaparecido. Mais uma vez, ingira pequenos volumes de cada vez. Líquidos frios são mais bem tolerados.
- Reconheça os gatilhos dos enjoos e evite-os. Cheiros fortes, por exemplo, costumam ser mal tolerados. Outros gatilhos comuns são o calor, umidade, barulho e estar em movimento, tipo andar de carro ou avião.
- Evite a fadiga. É comum haver intolerância ao exercício no primeiro trimestre. Se você é uma pessoa ativa, não tente manter a mesma carga de exercícios que você executava antes de estar grávida. Não é preciso ficar completamente sedentária, mas o ideal é não se cansar nesta fase.
- Gengibre, limão ou melancia costumam ser muito bem tolerados pelas grávidas. Evite comidas apimentadas e muito gordurosas.
- Se o seu enjoo não surge quando você acorda, mas sim logo após o levantar da cama, mantenha um pacote de biscoito tipo crackers na cabeceira para comer um ou dois antes de se levantar. Isso "acalma" o estômago.

O mais importante é reconhecer o que te faz bem e o que te faz mal. As dicas acima funcionam para a maioria das mulheres, mas pode ser que você tenha que descobrir quais as dicas ideais para o seu caso. 

Se suas náuseas não melhoram de jeito nenhum com as medidas habituais, talvez seja necessário usar alguns medicamentos para controlá-las. A lista de drogas possíveis é vasta, porém, como algumas podem ser vendidas sem receita médica, não vou listá-las aqui para não estimular a auto-medicação, que é ainda mais grave quando feita por uma gestante no primeiro trimestre.

Mitos sobre os enjoos da gravidez

- Mulher que não enjoa tem maior risco de abortamento?
Não necessariamente. Teoricamente uma gravidez com problemas não produziria os níveis adequados de hormônios e os sintomas de náuseas e vômitos seriam menos intensos. Porém, é comum ter uma gravidez normal sem ter que passar pelo sofrimento dos enjoos. Portanto, não é correto criar expectativas quanto ao sucesso da gravidez apenas pela presença ou não de enjoos.

- Os enjoos da gravidez podem prejudicar o feto?
Não. Exceto nos casos mais graves, com necessidade de internação hospitalar, o feto nada sofre com suas náuseas e vômitos ocasionais.

- O enjoo não desaparecer após o fim do 1º trimestre significa algo de errado na gravidez?
Não. Algumas gestantes têm enjoos por toda a gravidez, apesar deste fato não ser o mais comum. Qualquer enjoo que se prolongue além da 20º semana deve ser avaliado pelo obstetra, o que não necessariamente significa que haja algum problema com a gestante.

- Chupar gelo com frequência melhora os enjoos?
Sim e não. Como já dito, essas pequenas dicas podem ser a solução para algumas gestantes e uma completo fracasso para outras. A vantagem do gelo é que, em última análise, ele é água em pequenas quantidades, o que favorece a hidratação da grávida sem causar distensão do estômago.

Leia o texto original no site MD.Saúde: ENJOOS E VÔMITOS NA GRAVIDEZ | Tratamento e causas http://www.mdsaude.com/2010/07/enjoo-nauseas-vomitos-gravidez.html#ixzz1a20P4qvX

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O que é permitido e proibido durante a gravidez:

  • Álcool: Nos primeiros três meses, deve ser evitado completamente. Depois disso, pode ser consumido com moderação: uma taça de vinho esporadicamente não vai afetar o desenvolvimento do bebê. Mas lembre-se de que tudo o que você bebe será repartido com o feto, que leva duas vezes mais tempo para eliminar o álcool do organismo. Além das complicações obstétricas, como maior risco de aborto espontâneo, filhos de mães alcoólatras (que consomem pelo menos cinco doses de álcool por dia) podem sofrer da síndrome alcoólica fetal (SAF). Entre os sintomas da doença está a dificuldade de aprendizado da criança. 
  • Viagens de avião: A partir dos seis meses de gestação, o baixo nível de oxigênio das cabines pressurizadas pode desencadear o trabalho de parto. Mesmo para pequenas distâncias, consulte seu médico antes de viajar. 
  • Cigarro: Proibido. Na primeira metade da gravidez, o cigarro aumenta as chances de aborto; na segunda, prejudica o crescimento (peso e altura). O fumo também pode provocar deslocamento prematuro ou posição inadequada da placenta (a chamada placenta prévia), aumentando o risco de hemorragias. A exposição do bebê às substâncias tóxicas do cigarro provoca aceleração cardíaca fetal e oxigenação insuficiente. Estudos mostram que filhos de fumantes são mais propensos a doenças respiratórias. 
  • Tintura de cabelo: Nos primeiros três meses, qualquer produto químico na corrente sanguínea pode ser prejudicial ao feto. As tinturas entram em contato com o couro cabeludo e devem ser evitadas. Após o primeiro trimestre, tinturas naturais, como henna, ou mesmo reflexos que não atinjam a pele são aceitáveis. 
  • Remédios: Toda e qualquer medicação deve ser aprovada previamente pelo obstetra, mesmo uma "inofensiva" aspirina. As bulas não são muito úteis, porque a maioria não recomenda o uso durante a gestação, mesmo quando se acredita que o produto seja da maior segurança. Lembre-se que ervas e chás medicinais, "naturais", podem fazer mal. 
  • Abdominais: Existem os exercícios específicos para gestantes, importantes porque fortalecem a região do abdômen, facilitando o trabalho de parto. Eles devem ser feitos sob a supervisão de um fisioterapeuta ou professor habilitado. 
  • Situações de risco: Evite qualquer situação que exponha o abdômen, como andar de motocicleta e frequentar aglomerações, especialmente a partir do quinto mês. 
  • Produtos dietéticos: Há uma corrente que recomenda o uso de adoçantes apenas à base de aspartame, mas o assunto é polêmico. Os naturais, como açúcar mascavo e mel, são mais saudáveis.
Pequenos problemas
  • Insônia Principalmente no último trimestre, a necessidade frequente de urinar não deixa a grávida em paz durante a noite. Tente relaxar. Use roupas de dormir leves, tome um banho quente antes de deitar, leia um livro ou assista televisão na cama. Não tome soníferos. Chá de camomila ou de flor de limeira ajudam a acalmar. 
  • Secreção vaginal: A secreção branca ou a transparente são normais e não requerem maiores cuidados. Se preferir, use absorventes para diminuir o desconforto. Já as de coloração amarela ou marrom devem ser notificadas ao médico, que solicitará exames para verificar suas causas. 
  • Mudanças na pele: A gravidez propicia surgimento de manchas vermelhas na pele, além de erupções cutâneas e coceiras (comuns nos últimos três meses). As manchas são normais e não requerem tratamento. Para tratar erupções cutâneas, abdique do sabonete -prefira um sabão em pó biodegradável. Vista roupas de algodão. No caso de coceiras, encha um tecido de musselina com um copo de aveia, amarre e use para se lavar durante o banho. 
  • Distúrbios nasais: Se o nariz estiver tampado, use soro fisiológico (o mesmo da lente de contato). Se estiver congestionado, não o assoe bruscamente -isso poderia causar o rompimento de vasos capilares, iniciando hemorragia ou lesionando o nariz. 
  • Flatulência: Respiração deficiente e alguns alimentos podem gerar acúmulo de gases no estômago. Evite comer frituras, leguminosas e cebola, e reeduque a respiração (tente respirar de forma consciente). 
  • Diarréia: Comum no final da gestação, quando o parto se aproxima. Beba bastante líquido (água e chás de ervas) e coma arroz integral, vegetais cozidos no vapor, iogurte natural e bananas maduras.  
  • Dor nas costas: Troque os saltos altos por sapatos baixos e confortáveis. Faça alongamento e use travesseiros macios. Durma em colchão firme. Procure manter o prumo centrado (a grávida tem a tendência de projetar os ombros para trás, na intenção de equilibrar o peso do abdômen). Ande e fique de pé mantendo sempre os pés paralelos. 
  • Dores abdomnais: Existem de todos os tipos e tamanhos na gravidez, mas raramente são sérias (convém informar o médico). Dores intensas ou contínuas exigem observação médica urgente. Reduza as atividades que requerem esforço (andar, ficar de pé) e evite subir escadas. Se praticar ioga, não faça posições que exijam separar e esticar as pernas. Banhos mornos podem aliviar a dor, e um travesseiro que sustente a parte superior das pernas é útil para deitar de lado.  
  • Estrias: No início da gravidez, podem aparecer nos seios, e no final, nas nádegas e no abdômen. Use óleo de germe de trigo ou de amêndoa desde o início ou tome um suplemento de vitamina E diariamente (aumenta a elasticidade). Aplicar óleo puro de vitamina E no local pode ajudar a reduzir as marcas. Uma receita fácil: misture óleo de germe de trigo, óleo de amêndoa e óleos essenciais de lavanda e tangerina. 
  • Dor de cabeça: Mudanças hormonais, deficiência de algum órgão, tensão, má postura ou infecções viróticas podem causar dor de cabeça. Uma solução prática é mergulhar uma toalha numa mistura de água fria com gotas de óleo de lavanda. Leve a toalha à testa e descanse no escuro. 
  • Tontura: Vertigem e escurecimento da visão são comuns quando a grávida se levanta repentinamente. A saída é levantar-se aos poucos, pondo as mãos sobre os dois joelhos e usando os braços como alavanca para impulsionar o resto do corpo. Se a sensação de tontura for muito intensa, deite-se e pratique alguns exercícios respiratórios antes de tentar se levantar novamente.
  • Inchaço: Um certo inchaço nos pés e nos tornozelos é normal, sobretudo no final da gravidez, mas pode ser bastante desconfortável. Para amenizar o problema, beba pelo menos dois litros de água por dia e tente:- Evite comidas muito salgadas, que podem causar retenção de fluidos.Sempre que possível, coloque os pés para cima (numa almofada grande ou num apoio).- Faça alguns exercícios leves. Caminhar ou nadar pode ajudar a aumentar a corrente sanguínea nos membros inferiores (mas lembre-se sempre de checar com seu médico se você pode começar a praticar um novo exercício).- Notifique o obstetra sobre o inchaço. Combinado com outros fatores, pode ser um sinal de que há algo errado (caso da toxemia gravítica, ou pressão muito alta).
Na maternidade
  • Anti-estresse: Quando estiver indo para a maternidade, coloque na mala uma bolinha de borracha (conhecidas como "bolas anti-estresse") para ficar apertando na hora das contrações. Uma bola de tênis velha (já macia) ou mesmo meio rolo de papel higiênico também servem. Se quiser "descontar" a dor no parceiro, aperte seu braço, e não suas mãos (pode machucar seus dedos). 
  • O pai: Há muitas coisas que o parceiro pode fazer antes dos momentos finais: massagear seus ombros e pés, ajudar a mudar de posição ou simplesmente conversar. Isso relaxa bastante. 
  • Seios: Pode parecer nonsense, mas brincar com os mamilos pode facilitar as contrações. O toque estimula a produção de oxitocina, um hormônio natural que é produzido durante o sexo e também durante as contrações. 
  • Alimentação: Não há regras rígidas sobre como se alimentar e ingerir líquidos na maternidade. Mas fazer as duas coisas com frequência, e aos pouquinhos, sempre funciona melhor.  
  • Cócoras: Agachar-se ou ficar de cócoras enquanto dá à luz pode ajudar a aumentar o diâmetro da pélvis de um a dois centímetros -o que faz uma grande diferença. 
  • Ombros: Os ombros do bebê podem ser deslocados durante o parto (normal). Preste sempre atenção às orientações do obstetra, já que ele pode precisar movimentar a criança para evitar que isso aconteça.  
  • Visitas: As visitas na maternidade devem ser rápidas. Quando for amamentar o bebê, peça para as visitas saírem do quarto. Nessa hora, é importante ficar a sós e não dispersar sua atenção.
O segundo bebê
  • Mulher Maravilha: Sua família pode achar que você não precisa de tantos cuidados e atenção, já que está passando pelo processo pela segunda vez. Portanto, dê algumas sugestões de como eles poderiam ajudá-la. 
  • Adaptação: Além de liberar tempo para que você se dedique à nova gravidez, deixar seu primeiro filho com outras pessoas fará com que ele se acostume a não ter sempre sua atenção exclusiva. Isso vai ser útil quando o segundo bebê chegar em casa. 
  • "Babá": Alguns meses antes do parto, decida quem vai cuidar de seu primeiro filho enquanto você estiver na maternidade, e certifique-se de que a pessoa estará disponível se o segundo bebê vier antecipadamente. 
  • Flashback: Aproveite para esclarecer todas as dúvidas que restaram de sua primeira gravidez com o obstetra. Também não descarte um novo curso pré-natal, para refrescar a memória, se achar necessário. 
  • Recuperação: Esteja preparada para a diferença na recuperação pós-parto do segundo filho. É sempre mais demorada do que a do primeiro. 
  • Rotina: Depois que o segundo filho nascer, e se o primeiro ainda for pequeno, trace uma rotina organizada, com horários fixos de alimentação de cada um. Assim você não ficará desesperada, sem saber a quem atender primeiro, se ambos, com fome, começarem a chorar ao mesmo tempo.
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