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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mamães atenção! A linguagem dos bebês - Como identificar o choro!



Vocês sabiam que até os 3 meses de idade os bebês têm 5 padrões de choro??

Quem descobriu isso foi Priscilla Dunstan, uma musicista americana que começou observar o choro de seu próprio filho, e depois passou 8 anos pesquisando o choro de bebês de várias nacionalidades até conseguir classificá-los em 5 padrões (Linguagem de bebês Dunstan).

A primeira palavra que ela identificou foi "NEH" (né)...que o bebê profere quando tem fome. É uma palavra que simula o movimento de sucção, e o bebê mantém a língua voltada pro céu da boca.. Nem sempre o som sai exatamente como "NÉ"... pode sair  um "NÃ", "NU"..  o importante é se atentar para o "N" do som.....

A segunda palavra que Priscilla identificou foi a "OWH" (au), que está ligada ao cansaço do bebê. É o som do bocejo..... e geralmente a boca do bebê se mantém oval. É o choro em que o bebê pede para dormir.

A terceira palavra identificada foi a "EH" (é), que exprime a necessidade de arrotar. Esse som é produzido quando a musculatura do peito do bebê se comprimem. É um som que mostra que realmente há um incômodo no bebê..

A quarta e penúltima palavrinha é a "EAIRH" (éar ... sendo esse "r", pronunciado como na palavra rato), que é pronunciado quando bebê está com cólicas. É um choro mais gritado, e a parte da palavra que devemos mais se atentar é o "R"...

E a última palavra é "HEH" (ré) e tem ligação ao desconforto (calor, frio, fralda suja, etc)
Difícil? Nem tanto........ Vamos ouvir essas palavrinhas? 
Quem vai explicar melhor esse "método" é minha colega, fisioterapeuta e também doula lá em Brasília, Rafaela Rosa...que é representante do método no Brasil. Foi ela quem me apresentou Linguagem de bebês Dunstan, e eu achei muuuuito bacana, e que a partir de agora serei obrigada a comentar durante as aulinhas sobre cuidado básicos com bebê! rss
 
Conseguiram identificar?

A identificação das palavras exige um pouquinho de tempo e treino... Se você não identificar logo qual choro seu bebê está fazendo não se preocupe. Cuide dele como sempre fez e nos próximos choros, preste mais atenção.




Fonte

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Está limpo, mamou. Por quê chora?


google imagem

Extraído do livro Bésame Mucho, do Dr. Carlos González. Seu bebê é desinteressado

Laura, de três meses, chora desconsolada. Mamou, tem a fralda limpa, não tem frio nem calor, não foi espetada por nenhum alfinete. Sua mãe a pega no colo, diz umas palavras carinhosas e no mesmo instante Laura se acalma. A mãe volta a pô-la no berço e no mesmo instante Laura volta a chorar. 

- Não tem fome, não tem sede, não tem nada - dizem as más línguas. Que diabos quer agora?

Quer a sua mãe. Quer você. Não te quer pela comida, nem pela roupa, nem pelo calor, nem pelos brinquedos que ganhará no futuro, nem pelo colégio particular que você a levará, nem pelo dinheiro que você deixará de herança. O amor de um bebê é puro, absoluto, desinteressado.

Freud acreditava que os bebês amam sua mãe porque dela obtém alimento. É a chamada teoria do impulso secundário (a mãe é secundária e o leite é o primário). Bowlby, com sua teoria do apego, sustenta todo o contrário, que a necessidade da mãe é independente da necessidade de alimento e provavelmente maior.

Por quê você não desfruta, como mãe, dessa maravilhosa sensação de receber um amor absoluto? Você se sentiria melhor se seu bebê só a chamasse quando tivesse fome, sede ou frio e a ignorasse totalmente quando estivesse satisfeito? Ninguém negaria comida a um bebê que chorasse de fome, ninguém deixaria de agasalhar a um bebê que chora de frio. Você vai deixar de pegar um bebê que chora porque precisa de carinho?

Quando dormirá a noite toda?
Ultimamente estão muito na moda diversos métodos de ensinar bebês a dormir. Isso é um disparate; todos os bebês sabem dormir. Os fetos já dormem antes de nascer, e os recém nascidos passam mais (alguns, muito mais) de quinze horas por dia dormindo. Um bebê que não dorme morreria em poucos dias, o mesmo com um adulto.

Na verdade, o que os bebês aprendem com o tempo não é a dormir, mas a ficarem acordados. Tem que passar das quinze a vinte horas do recém nascido para as sete ou oito do adulto, sendo evidente que dormirão cada vez menos. Mas não é um aprendizado propriamente dito (ou seja, algo que tenha que ensinar), e sim um processo de amadurecimento, o mesmo que o sentar ou caminhar: todas as crianças o farão quando chegar o momento, sem que seus pais façam nada de especial (apenas o de sempre: dar amor e atenção), e nenhuma estimulação intensiva ou precoce pode conseguir que o façam antes ou melhor.

Um dos marcos desse processo de amadurecimento ocorre por volta dos 4 meses, quando os bebês começam a acordar com freqüência a noite. Muitas mães se surpreendem, se preocupam e até se assustam, pois lhes foi dito que o bebê dormiria cada vez mais (ainda mais? Entrariam em coma!). Mas você já está avisada: aos dois ou três meses pode ser que seu filho durma seis horas seguidas, ou até mesmo oito; mas por volta dos quatro meses ou cinco meses provavelmente começará a despertar várias vezes a cada noite, mais ou menos a cada uma hora e meia ou duas. Lembre-se que é um processo normal de amadurecimento. Não faz falta que lhe ensine, que tente despertá-lo a cada duas horas, ele já fará isso. (Há alguns bebês que não despertam, dormindo de uma estirada só. Se por acaso seu filho é um desses, não se preocupe, também é normal.) A partir daí entramos em território desconhecido; temos muito poucos dados sobre a evolução natural do sono dos bebês. Certo é que é muito variável, e cada bebê é diferente. Por volta dos dois anos, os bebês despertam menos e a partir dos três, dormem de uma estirada só (pelo menos, a maioria daqueles bebês que não sofreram experiências traumáticas, porque ninguém os deixou sozinhos contra sua vontade). Por volta dos três anos, muitas crianças que dormiam com seus pais, aceitam dormir em outro quarto, sempre e quando têm companhia para a hora de dormir. Por volta dos sete aos, muitos são capazes de dormir sozinhos (quer dizer, dê um beijinho, dê adeus e deitam em sua cama sem chorar, sem protestar, sem chamar...)

Compartilhado por Simone de Carvalho, no grupo do facebook Aleitamento Materno Solidário

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Deixar o bebê chorando pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro, dizem especialistas


Neurobiólogos dizem que altos níveis de cortisol, hormônio do stress, são nocivos para o desenvolvimento cerebral, de acordo com Penelope Leach.

Deixar um bebê aflito chorando regularmente pode ser prejudicial ao cérebro em desenvolvimento, de acordo com a especialista em educação infantil Penelope Leach, cujo novo livro será visto como uma confronto direto às teorias de condicionamento de bebês, tais como Gina Ford , que dizem que os pais devem "treinar" os seus filhos, permitindo-lhes chorar sozinhos para dormir.

Leach traz a ciência em seu auxílio, que ela diz ter progredido consideravelmente nos últimos anos. Usando testes de saliva, os cientistas foram capazes de medir os níveis elevados do hormonio de stress, o cortisol, em bebês cujos choros/gritos desesperados não obtiveram resposta da mãe, pai ou outro cuidador. Neurobiólogos dizem, segundo Leach, que os níveis de cortisol elevados são nocivos para o cérebro em desenvolvimento.

"Não é uma opinião, mas um fato que é potencialmente prejudicial deixar os bebês chorando. Agora nos sabemos disso, por que arriscar?" Leach diz em seu livro - The Essential First Year – O que os bebês precisam que os pais saibam.
Ela não esta dizendo que o choro é ruim para os bebês. "Todos os bebês choram. Alguns choram mais do que outros." Mas o choro, no primeiro ano ou mais, é a única maneira que um bebê obter uma resposta. Negar uma resposta, argumenta ela, pode ter consequencias emocionais a longo prazo.

"Estamos lidando com as expectativas de que o cérebro de um bebê está crescendo. A razão pela qual os bebês criados em regimes de rotina rigida dormem, geralmente com menos e menos choro, é porque eles desistem de obter resposta dos cuidadores mais e mais rapidamente. Seu cérebro adaptou-se a um mundo em que eles não são respondidos ", diz ela. "Esse tipo de ansiedade precocemente induzida pode estar relacionada com a tendencia à ansiedade na vida adulta."

As teorias de Ford sobre educaçao infantil tendem a ser amadas ou odiadas. Conhecida como a Rainha da Rotina, Gina Ford - uma babá treinada que não teve filhos - defende rotinas rígidas para treinar a criança em um padrao regular de alimentaçao, acordar e dormir. Ela aconselha que os pais podem deixar um bebe chorar por um tempo, se ele está limpo, alimentado e arrotou. Quando eles colocarem um bebê pra dormir à noite, eles podem retornar se ele chorar, mas sem fazer contato visual. O livro Contented Little Baby foi publicado em 1999 e continua a ser um best-seller.

Mas Leach diz que bebês choram por um motivo - seus pulmões não precisam de exercício. Os bebês não tem capacidade de fazer chantagem em seu primeiro ano ou 1 ano e meio, embora os pais muitas vezes interpretam seus chamados dessa maneira. E deixá-los chorando para dormir é muito duro para os pais também”, diz ela.

"Se há um motivo para escrever este livro é mandar a mensagem de que todo o processo pode ser muito mais confortável para os bebês e para os pais", diz ela.
"Isto é o que eu não aprecio sobre as teorias opostas, que enfatizam sempre a facilidade dos pais. É tão difícil para todos. Nós não temos muitas pesquisas mostrando que tantas crianças de sete anos de idade estão desesperadamente mais ansiosas. Mas eu tenho visto mães realmente lutando com o sistema de deixar chorar. "

Ela diz que não conhece nenhuma pesquisa no mundo que suporte um sistema de deixar os bebês chorar. "Eu não acredito que é a ciência", diz ela.

Ela entende a atração das teorias de Ford e outros. Ser um pai no mundo moderno, onde o ritmo de vida é implacavelmente rápido, é muito difícil, diz ela. Alguns querem saber como podem fazer seu bebê encaixar-se em suas vidas, ao invés de perturbar-lhes, tão rapidamente quanto possível.

Mas, diz Leach - reconhecendo que é contraditório - "Se você realmente, realmente não quer um bebê que faça qualquer diferença, você poderia nao ter um."

Leach é uma pesquisadora senior honoraria na Clínica Tavistock e do Instituto de Estudos da Criança, Familia e Questões sociais. Ela tem co-dirigido o maior projeto de investigaçao do Reino Unido sobre diferentes formas de cuidar des criança menores de cinco anos. Seu trabalho de pesquisa, diz ela, tem mostrado que ter uma mãe, pai ou cuidador que responde ao bebê é um fator crucial no seu desenvolvimento, superando os efeitos da pobreza e da desigualdade.
"Nós descobrimos nossa própria investigação do cuidado da criança. Seguimos 1.200 pares de mães e bebês desde o nascimento até a escola estadual. Ficamos surpresos ao descobrir que as diferenças nos cuidados da criança não fazem tanta diferença quanto o esperado. O que faz a maior diferença é a capacidade de resposta do cuidador ".

Ela não está falando sobre a mãe que não pode ir para a cama por cinco minutos depois que o bebê começou a chorar e ela não està, de verdade, acusando as mães de uma geração anterior que deixaram o carrinho na parte inferior do jardim, de negligenciar seus filhos.

"Mas você pode dizer pelo som e, é claro, pelo que se observa, se um bebê tem choro intenso e de extrema angustia ", diz ela.
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