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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mitos e verdades sobre a alimentação Vegg

O numero de pessoas que estão aderindo a alimentação sem a ingestão de qualquer tipo de carne, vem crescendo dia após dia.No Brasil, segundo a pesquisa IBOPE, o numero de vegetarianos era de 8 % no ano passado (2012). Foi verificada que esta é uma tendência que só tem a crescer, devido a busca de uma alimentação mais saudável. Muitos profissionais da área como nutricionistas, nutrólogos e médicos estão mudando sua forma de ver a alimentação e se adequando a essa demanda crescente. Mas será que a alimentação Vegg tem muitos problemas como absorção de nutrientes, etc. 
Estes dias, ouvindo uma entrevista sobre leite, sua ingestão e malefícios, a pesquisadora afirmou que a partir do momento que o corpo muda e assimila a nova "condição alimentar", ocorre uma melhora na absorção dos nutrientes. Por que será? 
Particularmente eu acho a alimentação Vegg uma ótima maneira de prevenir doenças futuras. Mas também digo a todos que vem a mim pedir conselhos como Nutricionista, formada ha 5 anos, que cada pessoa deve começar a ouvir o seu corpo, as suas necessidades. Quais alimentos que trazem desconfortos para seu corpo. Deixe o prazer do sabor de lado por alguns instantes, ele é uma distração. Muitos limentos industrializados são feitos com substâncias viciantes (porque será que seu filho adora a bolachinha recheada e o salgadinho?). E por este motivo temos dificuldade de aceitar o sabor natural de um croquete de grão de bico, de uma folha de alface, de um tomate, de uma couve, de um arroz integral...
Existem muitas inverdades sobre a alimentação Vegg, vamos a elas...

google imagens
Os veganos seguem uma dieta bem rigorosa: não comem carnes, ovos, leite e seus derivados. Estas restrições geram diversas questões sobre os impactos na saúde. Para desmistificar o tema, o médico nutrólogo Eric Slywitch esclarece que os adeptos do veganismo são tão saudáveis quanto quem come carne. “Estudos mostram que não há relação entre uma determinada doença e quem não consome come carne”, diz.
Ao contrário, pesquisas comprovam que a dieta vegana reduz a incidência de doenças crônicas como diabetes, problemas cardiovasculares (como infarto e hipertensão) e vários tipos de câncer, principalmente do intestino grosso e da próstata, segundo o especialista. Também reduz o colesterol em até 35%, o aparecimento de cálculos renais e a obesidade.
Mas é preciso ficar atento ao nível de vitamina B12, derivada justamente de carne, queijo, leite e ovos. “Hoje há muitos alimentos fortificados no mercado, como cereais matinais, por exemplo. Portanto, a necessidade de tomar suplemento de vitamina B12 depende de cada pessoa”, afirma o médico.
Conheça abaixo os principais mitos e verdades sobre a dieta vegana: 
MITO
A VERDADE
Não há consumo de proteínas
Carnes não são a única fonte de proteínas. Os feijões, por exemplo, apresentam teor mais alto de aminoácidos do que a carne. Os veganos trocam uma porção de carne por uma concha de feijão.
Apresenta risco de desnutrição
Veganos não comem só folhas e legumes. Para se ter uma ideia, o especialista criou um mapa com 350 alimentos sem carne.
Apresenta risco de anemia
Veganos não apresentam maior ocorrência de anemia do que as demais pessoas. Uma porção de carne tem cerca de 2 mg de ferro, dos quais o corpo absorve 0,4 miligramas. A porção de feijão apresenta 4 mg e a absorção do organismo é a mesma.
Emagrece
Em geral, vegetarianos e veganos são mais magros do que pessoas que consomem carne. Mas se consumirem açúcar, farinha branca e frituras em excesso, podem engordar.
Dificulta desenvolvimento da massa muscular
Os nutrientes de origem vegetal também promovem o desenvolvimento dos músculos. Há muitos veganos atletas e até fisiculturistas, como o brasileiro Paru Vitu.
Não é aconselhada para crianças
Qualquer criança pode ser vegana. O mito vem de erros clássicos, como retirar o leite materno precocemente e substituí-lo por suco de frutas e verduras ou prolongar o aleitamento materno por mais de um ano e substituí-lo por misturas de farinhas. Com dieta adequada, o desenvolvimento da criança é perfeito.
Prejudica a gravidez
Não prejudica, desde que a alimentação seja bem balanceada. Como grávidas têm acompanhamento médico mensal, fica ainda mais fácil monitorar sua saúde.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vegetarianismo infantil sem riscos!


Gente, achei muito interessante esta matéria. Me encontro numa dieta sem carnes  de ave e vermelha. Consigo comer peixe, ovo, leite e seus derivados. Não sei o que aconteceu, mas simplesmente não consigo mais comer carne! Não dá! Então pensei  e penso sempre na alimentação das crianças vegetarianas...mas como não tenho um conhecimento mais aprofundado nesta área, resolvi procurar...bem leiam este texto, muito esclarecedor!

vegetarianismo infantil crianças vegetarianas

Para adotar uma dieta vegetariana com seus filhos, informação e substituição são as palavras-chave

Karol Souto tinha apenas 10 anos quando foi a uma avícola comprar frango a pedido da mãe. Ingênua, escolheu a ave como quem estivesse escolhendo um bichinho de estimação. Apontou o dedo para o animal sem se dar conta de que, após alguns minutos, estaria recebendo o corpo e os órgãos em uma sacola. “Naquela hora caiu a ficha: carne é bicho. Achei tétrico”, conta a vocalista da banda Mercenários do Rock. “Eu era o algoz, escolhi o bicho que iria morrer”. Desde então, ela passou a restringir o consumo de carne como pôde, até finalmente trabalhar e passar a comprar a própria comida. Quando a primeira de suas duas filhas nasceu, Karol prontamente avisou a pediatra que carne estaria fora da dieta.

Muitos médicos seriam contrários a decisões como esta, mas não foi o caso da pediatra. Diante da opção da mãe, ela passou a pesquisar o assunto a fundo. Acompanhamentos mensais, avaliação de neurologistas e hemogramas foram requeridos para acompanhar de perto o possível impacto de uma dieta ovolactovegetariana – sem carne, mas com ovos e leite – na saúde da criança. Hoje, sete anos depois e com uma irmã de quase dois anos também vegetariana, a menina é saudável e livre para comer carne se desejar. “Ela às vezes come um cachorro-quente na escola”, admite Karol, que exibe tatuado no corpo o símbolo do vegetarianismo. Mas explica a filosofia da casa: “Sou contra todo tipo de escravidão, vício e preconceito. Aqui, todo mundo é livre”.

Proteínas e crescimento

O médico Eric Slywitch, especialista em Nutrologia e autor do livro “Alimentação sem Carne – Guia Prático”, lembra que alguma fonte proteica de origem animal é necessária na dieta das crianças até um ano de idade, pois o bebê tem dificuldade de produzir um aminoácido – a taurina, presente no próprio leite materno e nas fórmulas infantis elaboradas para substituir o leite da mãe. Depois, pais vegetarianos devem seguir recomendações específicas para a criança vegetariana. Para ele, a retirada da carne só traz problemas quando a substituição por outros alimentos é inadequada: “Pais devem buscar orientações com profissionais que conhecem as substituições corretas e sabem avaliar de forma objetiva o estado nutricional do bebê”, explica ele, que se tornou vegetariano em 1992.

A nutricionista especializada em pediatria Giovana Longo Silva, da Unifesp, afirma que um dos problemas associados à dieta vegetariana na infância é a deficiência de ferro. “A suplementação acaba sendo necessária no vegetarianismo, mas a mãe precisa procurar um médico para isso”. Segundo ela, o suplemento deve ser utilizado em apenas último caso, pois existem alimentos capazes de suprir estas necessidades (veja abaixo um guia breve da substituição de alimentos). Muitas vezes a deficiência não é visível e só exames laboratoriais podem apontar alterações no sangue. “Todos os riscos nutricionais numa dieta vegetariana são conhecidos e há ferramentas objetivas para monitorar isso”, pondera Eric. “Havendo alguma deficiência, também há formas simples de corrigi-la sem a criança ter de comer carne”.

Mas nem todos pensam assim. “Uma dieta estritamente vegetariana é incompatível com as necessidades de crescimento e desenvolvimento da criança”, afirma o pediatra Francisco Lembo Neto, do Hospital Samaritano de São Paulo. “Crianças não são 'adultos pequenos' e o tamanho do estômago, embora menor, tem maiores necessidades nutricionais”, explica. Por este motivo a dieta ovolactovegetariana, menos restritiva, seria menos prejudicial, embora deva ser orientada por um nutricionista. Para Francisco, a criança precisa receber carne vermelha e a restrição da mesma pode levar a retardo no crescimento e desenvolvimento da criança, alterações funcionais graves de vários órgãos, deficiência imunológica e anemia, entre outros problemas.

“É uma irresponsabilidade submeter uma criança a uma dieta 'veggy' (veganista, que não aceita qualquer alimento de origem animal), pois trata-se de uma dieta incompatível com as necessidades de qualquer pessoa em desenvolvimento”. Foi o caso do casal de franceses que, no fim do mês passado, foi acusado de homicídio após a morte por desnutrição da filha, de 11 meses, alimentada apenas com leite materno.
vegetarianismo infantil crianças vegetarianas
A nutricionista Mariana Marchetti é vegetariana e seu filho, de seis anos, é ovolactovegetariano. Para ela, uma dieta vegetariana bem planejada é completamente segura em todas as fases da vida, basta apenas informação sobre o assunto com a ajuda de profissionais especializados. “É preciso substituir alimentos e fornecer todos os nutrientes necessários para se ter uma boa saúde, não apenas excluir certos alimentos”. Os principais nutrientes que devem ser balanceados, neste caso, são os minerais como o ferro, o cálcio, zinco, gorduras do tipo ômega 3 e vitamina B12. “Ser vegetariano é bem simples, basta informação”, explica.

Karol é contra os suplementos e diversifica muito o cardápio em casa. “Não precisamos viver à base de remédios, é só achar um meio natural de não agredir nenhum ser”, comenta. “Aqui em casa, eu faço questão de fazer a comida. É a minha magia, é o que eu dou de melhor para a minha família”. Entre as opções para enriquecer a alimentação, ela conta com arroz preto, todos os tipos de feijões, frutas e verduras. Está sempre inventando uma receita diferente, fugindo da vida baseada em macarrão. “Tudo na minha casa é orgânico, compro ovos totalmente livres de hormônios”. Desta forma, ela atende ao que Eric Slywitch recomenda: a escolha certa dos alimentos e a forma como são preparados.

Substituição de alimentos

Há diferentes tipos de dieta vegetariana. A ovolactovegetariana é composta por alimentos de origem vegetal, ovos, leite e derivados. A lactovegetariana aceita apenas leite e derivados, mas exclui os ovos. O ovovegetarianismo restringe o consumo de produtos lácteos e o vegetarianismo estrito exclui todos os produtos de origem animal, até mesmo o mel. Cada linha deve ser seguida com cuidado e há nutrientes específicos que devem ser substituídos de forma adequada.

Proteínas

A carência de proteínas pode afetar o desenvolvimento e crescimento da criança. “Ao retirar as carnes, inclua feijões, ervilha, lentinha, grão-de-bico e tofu”, explica Eric Slywitch, autor do livro “Alimentação sem Carne – Guia Prático” (Editora Alaude). “Quando substituímos as carnes por feijões, a proteína permanece três vezes mais elevada que a necessidade. E os aminoácidos (lisina, metionina e cisteína), cinco vezes mais elevados”. Se a criança não come ovo, o consumo de arroz integral e leguminosas deve ser mais alto em todas as refeições.

Ferro

A carência de ferro pode afetar a disposição e o desenvolvimento cognitivo. Para compensar a menor biodisponibilidade do ferro vegetal, Eric Slywitch recomenda escolher alimentos com o dobro do ferro das carnes. “Em 75 gramas de feijão, o que equivale a menos de meia xícara do grão cru, temos 4,8 mg de ferro, que substitui a carne bovina”, explica. O frango poderia ser substituído pode apenas 25 gramas de feijão, o equivalente a 1/8 de xícara de grão cru. Mariana Marchetti explica que o consumo do ferro vegetal requer cuidados especiais. O ideal, além de contar sempre com o feijão e verduras verde-escuras, é ingeri-los ao lado de uma fonte de vitamina C – como o limão, laranja, abacaxi – para melhorar a absorção do mineral, e nunca com leite, chá ou café.

Zinco

Falta de zinco no organismo pode afetar o crescimento e o estado imunológico do indivíduo. Por isso, crianças vegetarianas devem consumir muito gergelim, gérmen de trigo ou soja. Para melhorar a absorção do zinco, os grãos devem ser deixados de molho na água da noite para o dia. Isso reduz o teor de ácido fítico, elemento que reduz a absorção do mineral. Cerca de 50 gramas de gergelim fornecem a mesma quantidade de zinco (6,4 mg) presente nas 100 gramas de carne diárias recomendadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Vitamina B12

A deficiência de vitamina B12 está associada a problemas de desenvolvimento cognitivo e sistema nervoso. Ela é encontrada em ovos e laticínios, mas Eric Slywitch defende o uso de suplementos. “As necessidades podem ser supridas com 60 a 70 gramas da maioria dos queijos ou com 250 ml de leite de vaca”, explica. Fórmulas infantis contêm a B12 e podem ser grandes aliadas da saúde da criança.

Cálcio

O déficit de cálcio pode prejudicar o crescimento e a formação adequada dos ossos, além de favorecer a osteoporose na vida adulta. “Neste caso, é fundamental enfatizar a ingestão de alimentos como a couve, brócolis, feijão branco, gergelim torrado, frutas secas, castanhas, tofu e melado de cana”, afirma a nutricionista Mariana Marchetti. Fórmulas de extrato de soja enriquecidas com vitaminais e minerais também ajudam a alcançar a quantidade de cálcio recomendada.

Por Tatiana Gerasimenko
Fonte - Foto: Amana Salles - Publicado em 13.04.2011


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