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segunda-feira, 2 de março de 2015

Vídeo - Amamentação: muito mais do que alimentar a criança

Vídeo explicando a importância não só nutricional do leite materno, mas também a importância emocional do ato de amamentar!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

COMO AUMENTAR A PRODUÇÃO DE LEITE MATERNO



Antes de conversarmos sobre as dicas para aumentar a produção de leite, toda a mamãe precisa saber da fisiologia da lactação, ou seja, como se dá a produção e manutenção do leite materno.

Durante a gestação as mamas já começam a ser preparadas para a produção de leite, através da ação dos hormônios progesterona e estrogênio as mamas ficam maiores, mais sensíveis e têm seus vasos sanguíneos dilatados.

Após o nascimento do bebê, a produção e ejeção de leite materno são mediadas pelos hormônios prolactina e ocitocina, respectivamente. Nos primeiros dias após o parto, esses hormônios estão em alta concentração no sangue mesmo sem o bebê sugar o seio. É claro que se o bebê mamar adequadamente ao seio desde a primeira hora após o nascimento, a produção e a descida do leite será muito mais rápida.

Passando os primeiros dias, se o bebê não estiver sugando ao seio ou não sugar adequadamente, a produção de leite materno vai diminuir muito, pois o que faz a mãe produzir leite neste período é o estímulo que o bebê faz, ou seja, a sucção do bebê estimula a produção de leite materno.

É importante salientar que nenhuma dica funciona sozinha, todas devem acontecer ao mesmo tempo!

Então, aí vai a primeira dica:
Quanto mais o bebê mama, mais leite a mamãe produz. A mãe deve deixar o bebê mamar, no mínimo, 8 vezes dentro de 24 horas. Alguns bebês mamam de 3 em 3 horas, outros de 2 em 2 horas, isso vai depender de cada bebê. O importante é dar de mamar várias vezes ao dia e não limitar o tempo das mamadas, deixando que o bebê mame em um seio de cada vez, até esvaziar bem a mama, para que ele receba o leite do final da mamada, que é rico em gordura e faz o bebê ganhar peso. Nunca se deve deixar o bebê dormindo mais do que 3 horas, ele deve ser acordado para mamar, principalmente os bebês mais novinhos, dormem muito.
Se o bebê não estiver mamando adequadamente ou alguma dificuldade estiver acontecendo com a amamentação, a mamãe deve solicitar ajuda de um profissional capacitado em aleitamento materno (consultora em amamentação), para que o problema seja solucionado.

Segunda dica, não menos importante que a primeira:
A mãe deve estar muito tranqüila para produzir leite em quantidade suficiente. Por que a ocitocina, hormônio que provoca a contração das células musculares no interior da mama, é produzida na glândula hipófise posterior. Ela está localizada numa área do cérebro conhecida como hipotálamo, que também regula as emoções. Ou seja, se a mãe não estiver bem emocionalmente, a produção de ocitocina será inibida. Qualquer estresse por parte da mãe, cansaço, dormir pouco, preocupações, interferem negativamente na produção e ejeção do leite. E isso é cientificamente comprovado! A mãe começa a produzir o leite materno pela cabeça! Uma mãe livre de estresse, que descansa bem, normalmente é uma mãe que produz bastante leite. Durante a amamentação, a mãe deve escolher um lugar tranqüilo e fazer alguma coisa que a deixe calma, como olhar televisão ou escutar música. O apoio do pai ou de pessoas amigas também é super importante para deixar a mamãe segura e calma para amamentar.

Terceira dica:
Alimentar-se bem e ingerir muitos líquidos. Uma alimentação saudável e em horários regulares assim como a ingestão de mais de dois litros de líquidos por dia faz com que a mãe produza bastante leite. A mãe precisa de bastante líquido pra produzir leite em quantidade suficiente ao seu bebê.

Quarta dica:
Faça massagens com movimentos circulares em todo o seio antes de amamentar, e utilize compressas quentes, pois faz com que aumente a circulação sanguínea nas mamas. Mas atenção para estas recomendações, isso só deve ser feito quando for contatado que realmente a produção de leite estiver reduzida, pois caso contrário, pode provocar um ingurgitamento mamário (leite empedrado). Procurar um profissional para auxiliar e indicar corretamente o tratamento é super importante para evitar problemas.

Quinta dica:
Alguns medicamentos fazem aumentar a produção de leite materno, associados às demais recomendações. Eles devem ser prescritos exclusivamente pelo médico, nunca se deve ingerir medicamentos por conta própria, pois as substâncias contidas nos medicamentos são passadas para o leite materno e podem ser prejudiciais ao bebê.

Sexta dica:
Mesmo se todas essas dicas não funcionarem, ainda pode ser feita a técnica da relactação. Consiste em utilizar uma sonda conectada a um recipiente contendo leite. Uma das extremidades da sonda é colada no seio da mãe, o bebê suga o seio juntamente com a sonda, assim ele estimula a produção de leite materno. Essa técnica é também utilizada para as mães adotivas que desejam amamentar.

Manter-se confiante e segura é a melhor receita para as mamães que querem amamentar, além disso, procurar ajuda de um profissional especializado é muito importante para o sucesso da amamentação!


Nutricionista Rosane Baldissera
Consultora em Amamentação – Porto Alegre/RS
Fones: (51) 95329195 ou 91684658

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

AMAMENTAR É ÓTIMO, MAS ÀS VEZES NÃO É FÁCIL NÃO

Encontrei este texto muito informativo, que tenta explicar porque muitas mães tem dificuldades em amamentar no comecinho. Digo as gestantes que devem sempre ler e se informar também sobre a amamentação, e que se a dificuldade for grande que busquem um conselheiro em amamentação mais próximo delas. Em Gravataí atento as mães que tem esta dificuldade (entre em contato aqui), além de orientar minhas doulandas. Em Porto Alegre indico a Mamãe e Bebê com a consultora Rosane Baldissera. Não deixem de pedir ajuda de um profissional antes de desistirem, ou seguirem conselhos errôneos de familiares! Lembrem-se, cada bebê é diferente, existem bebês que vão querer mamar a cada hora, ou a cada 3 horas, é importante que se verifique se não há algo incomodando o bebê antes de dar-lhe o peito!
Segue o texto...
Sofia mamando- 4 meses

 "Estamos na Semana Mundial de Amamentação. Isto mostra que a amamentação
é um tema tão importante que a ele é dedicado não apenas um dia, mas toda uma
semana. As campanhas na mídia nos mostram que amamentar é excelente para a saúde
do bebê, além de ser bom para o bolso dos pais por não custar nada. É também bom
para a saúde da mãe pois previne contra doenças como o câncer, ajuda a perder excesso
de peso.

 Porque então tantas mulheres não conseguem amamentar, mesmo sabendo das
vantagens da amamentação? A resposta é complexa, cada caso é único, mas vamos
tentar pensar algumas pistas e para entender a questão precisamos saber que a
amamentação depende de dois hormônios: a prolactina e a ocitocina. O organismo
materno fabrica prolactina pela estimulação da mama na sucção do bebê ou na retirada
com bomba ou ordenha manual.  Assim, quanto mais o bebê mama ou quanto mais é
retirado o leite, mais é fabricado.  A ocitocina é fabricada pela hipófise, uma glândula
localizada no cérebro e que funciona tanto melhor quanto mais tranquila e confiante se
encontra a mulher. Se não há uma boa produção destes dois hormônios, a amamentação
não funciona.

 Colocar o bebê para sugar já tem sua ciência e é nisso que a amamentação às
vezes enrasca: se o bebê não pega a mama da forma correta, facilmente o bico do peito
vai ter fissuras (rachaduras) que são dolorosas e fazem a mãe desistir.  E qual a forma 
correta do bebê abocanhar a mama? Ele deve ser segurado de frente para a mamãe,
barriga do bebê encostada na barriga da mamãe e deve abocanhar quase toda a aréola,
isto é, a parte mais escura da mama.  Se ele faz isto, o bico do peito fica no céu da boca
do bebê, seus lábios ficam virados para fora e ele  fica com o narizinho e o queijo
encostados na mama. A mãe não deve pensar que ele não está respirando: se ele está
sugando é porque está respirando, em geral pela outra narina que a mãe não está vendo.
Se o bebê não estivesse respirando não sugaria e tiraria a boca do peito a toda hora.
Portanto, a mãe não deve ficar com o dedo indicador puxando a mama no sentido
contrário pois se fizer isto desencaixa a pega correta, tira o bico do peito do céu da boca
do bebê  e  ele  começa a morder o bico, o que fará a tal rachadura dolorosa. Se a pega
está correta, o peito não dói.  Se está doendo é porque o bebê não está pegando de forma
correta.

 Bem, a pega correta é importante, mas, às vezes o bebê está pegando de forma
correta e o leite não está saindo porque não está havendo produção de ocitocina que
depende da calma, da tranqüilidade, do desejo de amamentar, da confiança de que é
capaz de fazê-lo. E aí é que está a dificuldade! Onde está a calma no pós-parto? Pós parto é um   período difícil:diferentemente da gravidez, tempo em que as mudanças são
lentas, as do pós-parto são bruscas. A barriga esvazia-se, não voltando, contudo, ao que
era antes da gravidez e sim ficando ainda aumentada e flácida. Pode haver uma cicatriz
de um parto cirúrgico ou de um parto vaginal com corte ou laceração do períneo. Há
grandes mudanças hormonais. A mulher está perdendo, pela vagina, os lóquios, uma
secreção sanguinolenta, parecida com a menstruação. O sono está interrompido pela
amamentação, e há o cansaço natural das tarefas dos cuidados com o bebê e a casa.
Pode haver excesso de visitas que cansam a mulher. Portanto, procure estabelecer com
os amigos e parentes horários para visitas e escolha horários nos quais o pai do bebê
possa estar para atender às visitas, se você  precisar atender ao bebê. Procure ter com
você alguém que lhe ajude nos serviços domésticos como lavar, passar, cozinhar para
que você possa estar  mais descansada para o bebê. Escolha, se possível, alguém com
quem você tenha um bom relacionamento e que respeite seu jeito de fazer as coisas,
principalmente seu jeito de cuidar de seu bebê e que a incentive e não critique. 

 E principalmente, a mãe ainda não aprendeu a compreender os diferentes choros
do bebê e acha que sempre que ele chora é porque está com fome. E pensar isto tira sua
segurança na sua capacidade de amamentar.

Quando o profissional de saúde diz a você que o bebê deve ser amamentado em
livre demanda você pode perguntar “O que é livre demanda?” Muitas vezes o
profissional responde: sempre que o bebê tiver fome ou sempre que o bebê quiser. E
você daí deduz que é sempre que o bebê chorar. Ou talvez até o profissional tenha dito
que você deve amamentar sempre que o bebê chorar. Na realidade, livre demanda
significa não ter horários rígidos para mamada, mas não significa dar o peito a cada vez
que o bebê chorar.

 Queridas mamães: o bebê chora por diversas razões  que não são fome. A
digestão do leite materno se faz mais ou menos em duas horas. Por isso, se  faz menos de
duas horas que ele acabou de mamar, você tem que verificar outras  razões para o choro
antes de dar de novo o peito. 

   Comece pelas razões mais simples de verificar: 
1 - calor: o bebê fica suado no rosto, no pescoço e fica vermelhinho e até um pouco
quente, parecendo que tem um pouco de febre. Neste caso, coloque uma roupinha mais
leve, ou dê-lhe um banho morno. 
2 - frio: suas mãozinhas, pés e nariz ficam frios. Agasalhe-o. 
3 - cólica: ele chora um choro que começa e para um pouco e logo recomeça, e, em
geral encolhe e estica as pernas e empina a barriga. Para cólica o melhor é calor local,
seja pelo contato barriga a barriga, seja colocando uma fraldinha morna sobre a barriga
do bebê. Também é muito bom fazer massagens no sentido dos ponteiros do relógio na
barriga do bebê.
4 - fraldas sujas: troque a fralda. 
5 – vontade de ser embalado: não se espante e não pense que se você embalar o bebê ele
vai ficar manhoso. Até os dois ou três meses o bebê precisa que você o embale,
suavemente pois durante nove meses ele esteve em meio líquido, em seu útero e era
constantemente embalado, mesmo quando você estava imóvel, só o seu respirar já fazia
o diafragma empurrar o útero e embalar o bebê. Depois dos três meses, você deve ir
parando de embalá-lo no colo e começar a estimulá-lo a rolar em uma superfície
forrada, pode ser o chão forrado com um edredon. 
6 – dor de ouvido: o bebê muitas vezes leva a mão ao ouvido. Se você suspeitar de dor
de ouvido, leve-o ao pediatra, não procure tratar com receitas caseiras.
7 – verifique se não tem nada na roupa incomodando  o bebê. Retire as etiquetas da
roupa pois costumam arranhar a pele do bebê.  
8 – se o bebê estiver dormindo e começar a resmungar, não o pegue logo para dar de
mamar: às vezes quando passa de uma fase para outra do sono, o bebê choraminga  e
depois cala-se e volta a dormir. Espere para ver se ele vai realmente acordar e chorar de
fome.
 Se você verificou todas as causas e não encontrou nenhuma dessas e já fazem
cerca de duas horas que ele acabou de mamar, pode oferecer-lhe o peito.  
Queridas mamães: amamentar não é fácil, precisa de ajuda e apoio. Assim, se apesar das
dicas você estiver tendo dificuldades na amamentação, procure auxílio. Pode nos
telefonar: 21-22656344 (Vitória) ou 21-22370309 (Aline). Alguns Postos de Saúde e
algumas maternidades do SUS têm grupos de apoio à amamentação. No Rio de Janeiro 
o Instituto Fernandes Figueira tem excelente atendimento inclusive sábados e domingos.
O endereço é Av. Rui Barbosa, 16.  e o telefone é 21-25541700. Há um excelente site
de amamentação: www.aleitamento.com Existe também o grupo de auto ajuda Amigas
do Peito e você pode encontrar onde funciona o grupo mais perto de você consultando o
 E tem também o Disque Amamentação: 21-22857779

 Se apesar de todas as ajudas você não conseguiu amamentar o tempo que
queria, não se sinta culpada: você tentou. Se for dar a mamadeira ou leite no copinho,
sempre que puder seja você mesma a dá-lo e faça-o com o bebê aconchegado a você 
para que ele sinta seu carinho e amor que são a coisa mais importante para ele se
desenvolver bem, saudável e feliz. " 


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

CHUPETAS e MAMADEIRAS: malefícios comprovados

O sorriso lindo do meu filho que não chupou chupeta!
Quando estudei aleitamento materno na faculdade e, percebi o poderoso alimento que era para o bebê, seus mil e um benefícios, me apaixonei. Tive a oportunidade de visitar bancos de leite da capital, em passeios pela faculdade. Depois trabalhei na Secretária de saúde de Gravataí e, obtive a oportunidade de trabalhar no Projeto Crescer Bem. Esse projeto atendia crianças até 1 ano de vida ( faixa de risco de mortalidade da cidade). Nele pude acompanhar, informar e incentivar o aleitamento dessas crianças carentes. Desde então, sempre fui contra a tudo aquilo que prejudicasse a amamentação dos meus futuros filhos e, destes "filhos" que eu acompanhei por um tempo. Bicos e mamadeiras simplesmente são CONTRA INDICADOS, trazem malefícios a curto e médio prazo! Encontrei este artigo no site www.aleitamento.com que lista o porquê de prejudicarem a saúde do seu filho!


Embora utilizadas pela maioria das crianças, mamadeiras e chupetas podem causar inúmeros danos e serem transmissores de germes e vermes. Por isto, uma série de recomendações e normas estão sendo criadas para desencorajar o uso e controlar a publicidade destes produtos, até então inocentes símbolos da infância.

 O passo 9 para o sucesso do Aleitamento Materno adotado pela Iniciativa Hospital Amigo da Criança da OMS/UNICEF estabelece que não deve ser dado ao lactente chuquinhas ou chupetas mesmo sendo ortodônticas. O uso de bicos artificiais leva ao fenômeno "confusão de bicos", isto é, uma forma errônea de recém nascido posicionar a língua e sugar o seio, levando-o ao desmame precoce. O recém nascido (RN) nasce com o reflexo de sugar e deglutir que permite, quando bem posicionado por sua mãe, à uma pega correta dos seios, ou seja, envolvendo o mamilo e a aréola. Numa boa pega, a língua fica por baixo (no assoalho da cavidade oral) para pressionar o osso de palato, formando um movimento peristáltico, ritmado, como uma onda. Desta forma ele consegue ordenhar os ductos ou ampolas lactíferas, esvaziando os seios e satisfazendo-se. Na posição errada (má pega) o RN só abocanha o mamilo, não conseguindo esvaziar os seios, causando dor, fissuras, tensão materna, fome, choro e insatisfação do bebê.
Na mamadeira ou na chuquinha, o RN empurra a ponta da língua contra o palato para deter o fluxo do leite artificial, da água ou do soro glicosado (que são dispensáveis) e não suga, mas apenas engole passivamente o alimento.
Um estudo realizado no Rio Grande do Sul e publicado internacionalmente constata que o risco de um lactente ser desmamado era maior para os usuários dos bicos artificiais e chupetas do que para os não usuários. Além do bebê ficar viciado com uma pega inadequada, o fato dele sugar menos o peito, faz com que a sua mãe produza menos leite.
Os recém nascidos que usam chupetas geralmente sofrem de Moniliase Oral (Candidíase ou o famoso "sapinho") e as chuquinhas ou mamadeiras são veículos de contaminação, porque os líquidos ou leites artificiais podem ser preparados de forma não higiênica e atrapalham a proteção imunológica fornecido pelo Leite Materno.

 CÁRIE DE MAMADEIRA
No Brasil, 11,7% das crianças até 2 anos têm a chamada cárie de mamadeira. Segundo a odontopediatra Marcia Eduardo, especializada em tratamento de bebês, a cárie é uma doença contagiosa que pode ser passada de mãe para filho. Beijar o bebê na boca, soprar seu alimento ou limpar a chupeta com a própria saliva são hábitos pouco higiênicos, mas ainda muito comuns, que transmitem a bactéria da cárie.

 CHUPETAS SÃO "CALA A BOCA"

Nos EUA as chupetas recebem o sugestivo nome de "pacifiers", que significa "pacificadores", ou "me deixa em paz". O lactente no seu primeiro ano de vida está na fase oral do seu desenvolvimento psico-sexual e a Amamentação em livre demanda (sem horários) é capaz de suprir por si só esta necessidade de sugar, a chamada "sucção não nutritiva".
os dentes do seu filho vão ficar assim!! Bonito? saudável?
 AMAMENTAÇÃO EVITA HÁBITOS ORAIS VICIOSOS
Esta é uma das conclusões da tese de mestrado "Aleitamento, hábitos orais deletérios e má-oclusões: existe uma associação ?" da professora Júnia Maria Chein Serra Negra, de Odontopediatria da Universidade Federal de Minas Gerais. Ela investigou práticas orais de 357 crianças de 3 a 5 anos, em 4 escolas de classes sociais diferentes de Belo Horizonte, constatando a hipótese de que os lactentes que não foram aleitadas ao seio, ou o foram por curto período, desenvolvem hábitos orais viciosos.
A chupeta foi o mal hábito que mais prevaleceu, chegando a 75% dos casos. Ao mesmo tempo, 62% das crianças com respiração bucal tomaram mamadeiras por mais de 1 ano e as crianças com maus hábitos orais apresentaram 4 vezes mais a chance de desenvolver a mordida cruzada. A pesquisadora lembra ainda que, ao nascer, o recém nato tem o queixo pouco desenvolvido, (retrognatismo fisiológico) exatamente para facilitar o encaixe de sua boca no seio da mãe e que o forte movimento de sucção ao seio vai estimular o crescimento dessa estrutura, projetando-a para frente. Além disso, a amamentação implica na sincronicidade dos movimentos de sucção, deglutição e respiração, auxiliando a coordenação da respiração evitando o hábito da respiração bucal, que favorece a instalação de alergias e amigdalites.
A maior incidência de hábitos viciosos foi registrada no grupo de filhos caçulas. Segundo a professora, isto acontece pelo estímulo que recebem para manterem um comportamento infantilizado.
A Dra. Gabriela Dorothy de Carvalho, especialista em cirurgia buco-maxilo-facial e diretora do Centro de Estudos Avançados em Odontologia e Fonoaudiologia afirma que a Amamentação é a: - prevenção da "Síndrome do Respirador Bucal"; - profilaxia das patologias do aparelho respiratório; - forma de evitar a deglutição atípica; - prevenção da mal-oclusão; - profilaxia das disfunções crâneo-mandibulares; - e a melhor maneira de prevenir as dificuldades da fonação.
Excepcionalmente, quando por alguma razão médica o bebê não pode ser amamentado ou sua mãe aleitar, utilizamos copinhos ou xícaras para a administração de leite materno ordenhado.

 VEÍCULO DE TRANSMISSÃO DE ENTEROPARASITOS E COLIFORMES FECAIS
Acaba de ser publicado mais um trabalho científico (Pedroso & Siqueira, 1997) que descobriu cistos de protozoários, larvas de helmintos em chupetas. Ovos de Ascaris lumbricóides, Enterobius vermiculares, Trichuris trichiura, Taenia sp e larvas deAncylostomatídae foram encontrados em 11,63% das chupetas examinadas. Neste artigo os autores afirmam que as mães não tem conhecimento da importância da higienização e do papel que as chupetas desempenham como disseminadoras de infecções. Observam também o percentual elevado de sua utilização (na faixa etária de 4 e 5 anos são utilizados por 50 % das crianças estudadas).
Já havia relatos que a utilização de chupetas aumentam o risco de Otite Média Aguda (Niemela et cols., 1995), de episódios diarréicos infecciosos (Laborde et cols., 1993), de má oclusão dentária (Niemela et cols., 1994) e de contaminação de coliformes fecais em 49% das chupetas examinadas (Tomasi E et al, 1992) o que mais uma vez reafirma a necessidade de abolirmos seu uso.

 INMETRO REPROVA CHUPETAS
Análises laboratoriais realizadas em abril de 1996, pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial indicam que estes produtos estão oferecendo riscos ao consumidor mais vulnerável. Uma dezena de marcas foram testadas em vários itens como: embalagem, material, construção e ensaios físicos (tração e fervura) e o resultado é que apenas uma marca teve aprovação em todos os quesitos. O Ministério da Indústria e Comércio junto com o Ministério da Saúde estão criando um regulamento de Certificação de Chupetas.
A "Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes" (CNS, 1992) deixa bem claro que os rótulos de mamadeiras, bicos e chupetas devem conter a seguinte mensagem:
"A criança amamentada ao seio não necessita de mamadeira e de bico".
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • Newman J. : "Breastfeeding problems associated with the early introduction of bottles and pacifiers" J of Human Lactation 6 (2): 59-63, 1990.
  • Victora CG, Tomasi E, Olinta MTA, Barros, FC: "Use of pacifiers and breastfeeding duration" The Lancet, 341: 404-406, 1993.
  • Tomasi E, Victora CG, Olinto MT et al.: "Uso de chupetas em crianças: padrões de uso, contaminação e associação com diarréia". II Congresso Brasileiro de Epidemiologia. Programa e resumos. BH, 1992: 173.
  • ______. : "Padrões e determinantes do uso de chupetas em crianças". Jornal de Pediatria 1994; 70: 167-73.
  • Tomasi E, Victora CG, Barros FC et al.: "Epidemiologia do uso de chupetas em Pelotas, RS". II Congresso Brasileiro de Epidemiologia. Programa e resumos. BH, 1992: 173.
  • Elegbe IA, Elenezer OO, Iyabode ERN et al.: "Pathogenic bacteria isolated from infant feeding teats". Am J dis Child 1982; 136: 672-4.
  • Mathur GP, Marthur S, Khanduja GS: "Nonnutritive suckling and use of pacifiers". Indian Pediatr 1990, 27: 1187-9.
  • Pedroso RS, Siqueira RV: "Pesquisa de cistos de protozoários, ovos e larvas de helmintos em chupetas de crianças de zero a sete anos". J pediatr (Rio J.) 1997; 73:21-25.
  • Lang, S; Lawrence, CJ & Orme, RLE: "Xícara: um método alternativo para alimentação infantil". Archives of disease in childhood 71: 365-369, 1994.
  • Niemela M, Uhari M, Hannuksel A,: "A pacifier increases the risk of recurrent acute otitis media in children in day-care centers". Pediatrics 1995; 96:884-8.
  • Mathur GP, Marthur S, Khanduja GS: "Non-nutritive suckling and use of pacifiers" Indian Pediatr 1990; 27:1187-9.
  • Niemela M, Uhari M, Hannuksel A: "A pacifier and dental stricture as risk factors for otitits media".
  • Inter J pediatr Otrohinolarygol 1994; 29:121-7.
  • Pontes da Silva, GA: "O uso de chupetas contribui para uma maior ocorrência de enteroparasitoses ?".
    J pediatr (Rio J) 1997; 73:2-4.
  • Valdés V; Sánchez, AP & Labbok: "Manejo clínico da lactação - assistencia à nutriz e ao lactente"
    Ed. Revinter, RJ, 1996.
Prof. Marcus Renato de Carvalho - IBFAN Rio
Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRJ
Diretor da Clínica Interdisciplinar de Apoio a Amamentação

Autor: Dr. Marcus Renato de Carvalho
Data: 15/9/2003



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