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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Massagem Perineal + Exercícios para o Assoalho Pélvico

Massagem Perineal


Fonte: http://pregnancy.about.com/library/weekly/aa103199.htm (Tradução da Bart) 

Quando pensamos em como se pode evitar a episiotomia no parto normal, raramente pensamos em alguma coisa além do que os médicos ou as enfermeiras podem fazer por nós.

Há muita coisa que podemos fazer por nós mesmas! 
  


A massagem no períneo no período pré-natal tem se mostrado eficaz na prevenção da necessidade da episio e na diminuição das lacerações que a mulher pode ter durante o parto. Esta massagem é particularmente eficiente em mulheres com idades próximas aos 20 anos. 

Essa técnica é usada para ajudar no alongamento/flexibilidade e preparar a pele do períneo (parte de pele, músculos etc. entre a vagina e o ânus) para o parto. 

Essa massagem não vai apenas preparar o tecido do seu corpo, mas vai também permitir que você conheça e aprenda sobre as sensações do parto e como controlar esses poderosos músculos. Este conhecimento irá lhe auxiliar e preparar-lhe para dar à luz o seu bebê. 

O conhecimento do que você sente nessa região do corpo vai lhe ajudar a manter-se relaxada e relaxar o períneo no parto e também durante outros exames vaginais que você tenha que fazer em sua vida.

INSTRUÇÕES: 

  • Encontre um lugar onde você possa se sentar e estar sozinha, ou com seu parceiro, ininterruptamente.
  • Tente ver seu períneo com ajuda de um espelho, note como ele é... Nem sempre será necessário um espelho para essa tarefa! 
  • Você pode usar compressas com toalhas mornas no períneo por 10 minutos, ou usar um banho morno (de banheira, assento, ou chuveiro, em último caso), caso precise relaxar. 
  • Lave suas mãos e peça ao seu companheiro para fazê-lo, caso ele vá lhe ajudar nas massagens. 
  • Lubrifique seus dedos polegares e o períneo. Você pode usar muitos tipos de lubrificantes: KY Gel®, óleo de vitamina E, óleo vegetal puro (óleo de semente de uva é uma boa indicação!) etc.
  • Coloque seus dedos polegares um pouco dentro de sua vagina, empurre-os para baixo e pressione para os lados. Você deve sentir um leve estiramento, formigamento, ou uma leve queimação, mas nada que seja dolorido. Mantenha esse movimento por 2 minutos ou até que região fique levemente adormecida. 

  • Se você tem episiotomia ou lacerações prévias, esteja certa de prestar especial atenção ao tecido de cicatrização que, geralmente, não é tão estendível e onde a massagem deve ser feita mais intensamente, com cuidado. 
  • Massageie em volta e por dentro da região mais externa da vagina e seus tecidos, onde ela se abre, e mantenha sempre a lubrificação. 
  • Use seus polegares para puxar um pouco os tecidos, forçando-os a abrirem-se, imagine como seria se a cabeça do seu bebê estivesse fazendo esse movimento na hora do parto. 
  • Se seu parceiro estiver fazendo a massagem, pode ser muito útil que ele use os polegares. A sensação pode ser mais bem percebida por você, mas não deixe de guiá-lo com suas sensações para que ele saiba qual a pressão que deve utilizar. 
  • Nessa massagem, quando ela está sendo feita pelas primeiras vezes, é comum que seja possível usar somente um dedo, até que a musculatura seja trabalhada e possa ser estendida.

    ATENÇÃO:
    • Evite mexer no ou abrir o orifício da uretra (logo acima da vagina) para evitar infecções urinárias
    • Não faça massagens no períneo se você tiver lesões ativas de herpes (isso pode causar o aumento da área das lesões).
    • Você pode começar essas massagens em torno da 34a semana de gravidez. Se você já passou da 34a semana e ainda não começou, não desista! A massagem pode trazer-lhe benefícios ainda assim. Você pode fazê-la pelo menos uma vez por dia.
    • Lembre-se que a massagem sozinha não vai proteger seu períneo, mas ela é parte de um grande esquema. Escolher uma posição vertical para parir (de cócoras, de joelhos, sentada etc.) favorece a distribuição de pressão no períneo. Se você escolher parir deitada de lado, isso também reduz muito a pressão no períneo. Deitada de costas, totalmente na horizontal, é a posição para parir em que há mais chances de se provocar lacerações e necessidade de episiotomia.

     

    Exercícios para o Assoalho Pélvico

    Fonte: Women's Health Library. Em: Fique amiga dela: dicas para entender a linguagem de suas partes mimosas; Simone G. Diniz - São Paulo: Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, 2003. 32p. Obtido em: http://www.mulheres.org.br/fiqueamigadela. 

    Como fazer os exercícios e manter uma vagina poderosa 

    Esses são, esquematicamente, os músculos que compõem o que chamamos de "o oito do assoalho pélvico"...


    Para localizar os músculos do assoalho pélvico faça o seguinte: 

    • Tente parar o fluxo de urina quando você estiver sentada na privada. Se você conseguir, está usando os músculos certos.Não se preocupe se não consegue parar a urina no começo. À medida que você vai fazendo os exercícios, eles vão ficando mais fortes.
    • Imagine que você está tentando evitar de soltar gases. Aperte os músculos que você usaria.
    • Deite-se e coloque um dedo dentro da vagina quando contrai a vagina ou segura a urina. Sinta a contração do músculo para conferir que está contraindo o lugar certo. 
    Tente não apertar outros músculos ao mesmo tempo. Muitas vezes, contraímos os músculos da perna ou da barriga, ou mesmo prendemos a respiração. 

    Agora que você já sabe como contrair, vamos aos exercícios básicos. 

    Para começar, você pode fazer em casa, em sua cama, etc. Mas quando você se acostuma, pode fazer em qualquer posição ou lugar: enquanto espera numa fila, no seu trajeto de ônibus, parada no trânsito, enquanto ouve música, durante a transa, enfim, use sua imaginação. 

    Exercício número 1 - contração e relaxamento básicos 
    • Deite-se de costas, de lado, ou de bruços, com as pernas e o peito relaxados. Imagine o "oito" do assoalho pélvico. Faça uma contração e sinta os esfíncteres ficando mais apertados e as passagens internas (vagina, uretra, ânus) mais fechadas. Relaxe.
    • Concentre-se no esfíncter da frente, o que fecha a vagina e a uretra.
    • Coloque a ponta dos dedos em cima do osso da púbis (mais ou menos onde começam os pêlos, indo da barriga para a vulva) e contraia bem forte a vagina. Dá para sentir a contração nos seus dedos também, pois o osso se move do lugar dele. Conte até cinco e relaxe. Repita 10 vezes.
    • À medida que você vai ficando mais forte nessa área, vá aumentando as repetições. O ideal é chegar a 50 vezes, três vezes ao dia.

    Exercício número 2 - o elevador 
    • Coloque-se em uma posição confortável. Imagine que você está subindo em um elevador. À medida em que você sobe os andares, tente imaginar os músculos cada vez mais contraídos, sem perder a contração que vai se acumulando. Quando estiver bem contraído, vá descendo os "andares" aos poucos, até relaxar completamente os músculos.
    • Sempre termine o exercício com uma contração.

    Nesses exercícios, a qualidade é tão importante quanto a quantidade. 

    E o bom é que esses exercícios podem ser feitos durante praticamente qualquer atividade, e ninguém precisa saber que você está se exercitando.


      *Fonte: INFO Brasília


    Texto retirado daqui

    domingo, 25 de novembro de 2012

    VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA - A voz das brasileiras

    As minhas histórias de cesárea e de parto A"normal" contadas por muitas mulheres que sofreram violência obstétrica, terrorismo puro.... Assistam, assistam, divulguem, comentem!!!

    terça-feira, 27 de dezembro de 2011

    Episiotomia - Dr. Melania Amorim



    A revisão sistemática da Biblioteca Cochrane (Carroli e Belizan), atualizada pela última vez em 1999, inclui seis ensaios clínicos randomizados e um total de 4850, submetidas à episiotomia de rotina ou seletiva. No primeiro grupo, 73% receberam episiotomia, contra 28% no segundo grupo. Os autores concluíram que os benefícios da episitomia seletiva (indicada somente em situações especiais) são bem maiores que a prática da episiotomia de rotina.

    Baseando-nos nesses resultados da revisão sistemática, bem como nas conclusões de diversos outros estudos randomizados desde então publicados, podemos afirmar que:

    1) Não há diferença nos resultados perinatais nem redução da incidência de asfixia nos partos com ou sem episiotomia, ou seja: os bebês nascem muito bem sem episiotomia, e não há necessidade de realizá-la com esse intuito.
    2) Não há proteção do assoalho pélvico materno: a episiotomia não protege contra incontinência urinária ou fecal, e tampouco contra o prolapso genital, associando-se com redução da força muscular do assoalho pélvico em relação aos casos de lacerações perineais espontâneas.
    3) A perda sanguínea é mais volumosa (em torno de 800ml contra 500ml no parto vaginal espontâneo), utiliza-se uma maior quantidade de fios para sutura e há mais dor perineal quando se realiza episiotomia.
    4) A episiotomia é per se uma laceração perineal de segundo grau, e quando ela não é realizada pode não ocorrer nenhuma laceração ou surgirem lacerações anteriores, de primeiro ou segundo grau, mas de melhor prognóstico.
    5) A episiotomia não reduz o dano perineal, ao contrário, aumenta-o: nas episiotomias medianas é maior o risco de lacerações de terceiro ou quarto graus.
    6) A episiotomia aumenta a chance de dor pós-parto e dispareunia.
    7) A episiotomia pode cursar com complicações como edema, deiscência, infecção (até fasciíte necrosante) e hematoma.
    A recomendação atual da Organização Mundial de Saúde não é de proibir a episiotomia, mas de restringir seu uso, porque em alguns casos ela pode ser necessária. Não está muito claro em que situações a episiotomia é, de fato, imprescindível, porque até mesmo partos instrumentais (fórceps ou vácuo-extração) podem ser realizados sem episiotomia. Fala-se muito em “ameaça de ruptura perineal grave”, para prevenir rupturas de terceiro ou quarto grau, mas o que, clinicamente, caracteriza essa “ameaça” ainda não está definido.
    A episiotomia não é útil na distocia de ombros, porque o problema neste caso é uma desproporção dos ombros fetais com a pelve óssea, e não com o períneo da mãe. Possivelmente esses aspectos serão desvendados em estudos futuros. É importante lembrar que, como todo procedimento cirúrgico, a episiotomia só deveria ser realizada com o consentimento pós-informação da parturiente. O planejamento em relação a esta e outras intervenções também deve fazer parte do plano de parto.
    O ideal é que a taxa de episiotomia nos diversos serviços seja inferior a 30%, o que já é realidade em muitos países europeus. A taxa de episiotomias também vem caindo significativamente nos EUA, embora ainda persista elevada: o percentual de episiotomias em partos vaginais variou de 65,3% in 1979 para 38,6% em 1997.
    Infelizmente, no Brasil, a situação é ainda mais crítica, porque o procedimento é realizado em cerca de 94% dos partos vaginais. No país que é o segundo “campeão” mundial de cesáreas, quando não se corta por cima, se corta por baixo (Diniz e Chachan, 2004). Urge nos mobilizarmos contra essa prática abusiva, porque reduzir procedimentos cirúrgicos desnecessários é essencial na luta pela humanização do parto e na promoção de cuidados baseados em evidências. “
    Fonte: Comunidade (orkut) G.O. Baseada em Evidências

    Retirado daqui

    sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    Episiotomia: ela é mesmo necessária?


    Esta é uma dúvida que muitas mães tem...precisa ou não de episio? NÃO! Deixando o parto transcorrer naturalmente sem pressa, não será necessário mesmo! Leiam o texto...

    Necessário?
    O parto, que deveria ser um dos momentos mais naturais na vida de uma mulher, é, na maioria das vezes, um momento de dúvidas e cheio de procedimentos invasivos e, porque não, violentos. Sem a devida explicação e entendimento de como o processo deve acontecer, colabora-se para aumentar a máxima de que parto normal é dolorido, para poucas mulheres e nem sempre indicado.
    Um dos assuntos que mais assusta as mulheres quando se fala em parto normal é a episiotomia. Nome difícil, que ganha ainda mais pavor, justamente porque é feito, em muitos casos, sem necessidade. Mas, afinal, o que é a episiotomia?
    É uma incisão em grande parte do períneo, que engloba os músculos entre a vagina e o ânus, para ampliar o canal de parto, com o intuito de ajudar o desprendimento do bebê em partos difíceis. Mas, a verdade é que a episio vem sendo praticada em qualquer parto, muitas vezes sem a menor necessidade. Vários obstetras usam o argumento de que a incisão é feita para evitar a laceração perineal grave, ou seja, que esse tecido se rasgue no momento do parto.
    Entretanto, a laceração nem sempre acontece e, se acontece, faz parte de um processo natural, fisiológico, no qual a recuperação é muito mais rápida e os traumas sobremaneira menores se comparados a uma episiotomia. Se a mulher adotar algumas posições que facilitem a abertura vaginal, a laceração pode nem ocorrer. Inclusive, a adoção da prática de alguns exercícios durante a gravidez, pode prevenir o rompimento do tecido.
    Um dos grandes argumentos usados por médicos é que a episiotomia garante, no futuro, o impedimento de incontinência urinária e rotura perineal, mas estatisticamente, os trabalhos científicos não mostraram diferenças em relação a esses casos nos grupos de mulheres submetidas ou não à episiotomia.
    A episitomia pode demorar muito mais a cicatrizar, causar incômodos para a mulher ao caminhar, urinar ou defecar e pode haver dores no ato sexual durante muitos meses. E, porque, então, que continua havendo a episio? Simplesmente porque ela não é discutida. Muitas grávida sequer ouviram falar à respeito e acabam se submetendo ao que o médico decide.
    Então, para evitar essa e outras intervenções desnecessárias, o ideal é se informar, ler, buscar relatos de outras mulheres e conversar muito com seu obstetra. Afinal, ele tem de ser o seu parceiro na escolha de seu parto, sendo um grande apoio para um dos momentos mais importantes da sua vida.
    Deborah Klimke, médica obstetra-ginecologista e acupunturista, mãe de dois filhos nascidos de parto normal.

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