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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Postagem coletiva: Criação com apego, mais amor menos preconceito!





Nossa contar como é minha vida depois que me tornei mãe, de uma forma inesperada aproposito, vai ser difícil! São tantas experiências, lagrimas, sorrisos, carinho, tetão gostoso...mas vou tentar ser breve, rsrsrsrs. Sou mãe de duas crianças lindas. O Bernardo, nascido de cesárea e amamentado até quando ELE quis, até 2 anos e 4 meses. E da Sofia, nascida de parto normal hospitalar, e que ainda mama, ela  esta com 2 anos e 4 meses.


Quando meu primeiro filho nasceu, passei por muitas dificuldades devido a uma Depressão Pós Parto. Foram alguns meses não querendo cuidar de meu filho, sendo tomada por um sentimento horroroso, insano... Mas o que me "salvou" neste período foi a amamentação, que diga se de passagem foi muito difícil no 1º mês. Quando pegava meu filho, a cada hora, para amamentar voltava a mim, ficava sã novamente. Neste momento percebi que não só ele precisava desse colo, como eu também precisava. Depois que superamos essa DPP me vi uma Super Mãe!! Eu instintivamente sabia tudo que meu filho precisava e não precisava. Tinha algumas informações sim. Lia e leio muito. Mas era o meu instinto materno que falava mais alto.


Recebi varias dicas de como criar meu filho..."deixa chorar, não dá colo, dá uma mamadeira para  tu descansar, amamenta a cada 3 horas, não mima!". Aff!! Quando ouvia este tipo de coisa ficava louca. Até tentei por 2 dias o "deixa chorar", mas para que??? Para meu filho perceber que esta sendo ignorando pela própria mãe? NÃO! Me neguei a acreditar que isso, essa distancia entre nós, era o melhor. Sem saber do método da Cama compartilhada, comecei a pratica- la com meu filho (instintivamente). Foi maravilhoso, com noites tranquilas, de descanso  para toda família.


Criei (e crio) meu primeiro filho totalmente o contrário do que a sociedade acha melhor! Dava muito colo, muitos beijos, cheiros, brincava de montão, Bê mamava a vontade. E creio  que foi essa criação com apego, que facilitou a nossa vida em muitas etapas. Bê saiu com 2 anos e 4 meses das fraldas, decidiu parar de mamar nesta mesma época, pediu com 2 anos para dormir na própria cama. Todos estes "mimos" fizeram meu filho ser confiante e destemido para enfrentar cada etapa, cada mudança da vida dele.


Quando minha filha nasceu, já tinha muito mais informação do que com o Bê. Sabia que tudo que havia feito (instintivamente) com o 1º filho tinha base, estudos que mostravam quão 'acertiva' estava. Com a Fifi ainda pude me beneficiar do sling, das fraldas de pano....


Hoje os 2 vão em escola normal. Sofia no jardim e Bernardo na pré escola. A adaptação deles foi difícil, mas não deixei-os sozinhos até que criassem um vinculo com aquele ambiente. Fiquei 1 mês, todas as tardes, observando e auxiliando cada um deles, com suas limitações. Não forcei nada. Os dois sempre pegavam a mochila e iam para a escola. Devia ter feito o contrário? Devia ter deixado chorar?? NÃO! E nunca vou fazê-lo. Muitas pessoas me olhavam torto por estar ali na escola, mas eu não me importava. Fiquei com eles  até perceberem o quão legal é vivenciar esta experiência, já que queriam ir a escola. Fifi em 2 semanas já estava enturmada e amando as atividades. Bê precisou um pouco mais de atenção, mas em quase 1 mês percebeu que não havia por quê temer,que eu sempre voltaria.


Vou estar sempre ao lado deles se eles precisarem. E não me arrependo de criá-los com apego! De "abrir mão" por eles!





segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Palmadas, vergonha nacional!

Nota da Doula Nutri: Para mim bater não é valido, não se justifica! Apanhei dos meus pais, e aprendi a ter medo deles, não respeito! Tanto é que dialogo la em casa só agora depois dos filhos grandes...Quando você bate , num piscar de olhos você pode perder o controle e acontecer uma tragédia...Por que falo isso? Já contei aqui que uma vez foi por pouco não ter machucado feio o meu menino...me vi como um mostro descontrolado, quase vestindo a figura dos meu pais quando me batiam, quase...Me odeio por isso até hoje, e meu filho esta marcado eternamente! Se faço um movimento mais bruto, ele acha que irei bater nele, sendo que aquele dia foi o ultimo no qual o fiz. Seus olhos cheios de amor, se transformam em olhos com medo, medo de mim...Tapinha dói na alma da criança, dói, doí muito....dói até hoje! E vai seguir doendo em mim...

Texto:
Deu na Folha de ontem: 72% dos 10.905 adultos entrevistados receberam castigos físicos quando crianças, e 54% do total são contra o projeto de lei que "estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante". Pior ainda: 69% das mães e 44% dos pais batem em seus filhos.
Aaaaarg. Tenho vergonha de pertencer a um país assim, onde bater em velhinhos é crime, maltratar animais de estimação dá cadeia, mas a maioria da população acha normal e correto bater em seus filhos, e é CONTRA ter seu "direito de bater nos filhos" negado pelo Estado. O mesmo país que, de forma análoga, precisou de uma lei para explicar aos maridos que não podem bater em suas mulheres, agora protesta pelo direito de bater em seus filhos. Vergonha, vergonha, vergonha.
Aproveitei a oportunidade de uma reunião no prédio da Folha ontem para sugerir mais uma análise dos dados da pesquisa da Datafolha: seriam os adultos que apanharam na infância aqueles que hoje são contra a "lei das palmadas", e portanto a favor do castigo corporal, enquanto os adultos que não apanharam hoje são a favor da lei? Aposto que sim. Como disse na coluna de hoje, no caderno Equilíbrio, o cérebro que sofre violência muda. Alguns se revoltam e passam a abominar a violência - caso do meu próprio pai, por exemplo, como ele me disse ontem ao telefone, ao me ouvir comentar, chocada, os dados da Folha. Mas esses, infelizmente, são minoria. A maioria, agredida pelos pais em criança, passa a achar a violência natural.
Há explicação para isso (que não coube na coluna da Folha): quando somos crianças, o cérebro não consegue vincular nada de negativo à própria mãe; a amígdala simplesmente não faz a associação. Com outros indivíduos agressores, sim; com a própria mãe, não. "Qualquer mãe serve em tempos turbulentos", como diz Robert Sapolsky, neurocientista especializado em estresse.
Resultado: a criança que apanha da mãe tem medo da punição, mas não acha que a mãe é má, ruim, ou está errada; vira um adulto que acha que apanhou "porque mereceu"; acha que dar palmadas é certo, porque se achar errado, a implicação é que a mãe estava errada; e, portanto, segue o exemplo e bate em seus próprios filhos, perpetuando o ciclo vicioso. E ainda exige que o estado lhe assegure o "direito" de bater em suas crianças - "necessário", porque esse adulto acha que falar, conversar, dialogar, dá trabalho demais. É vil, vil, vil. Envergonhem-se, 54% da população. Usem seu córtex pré-frontal e revejam sua opinião.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Cinco frases que os pais nunca devem falar para seus filhos

Achei  muito interessante este texto que compartilho com vocês agora... depois me digam a 


opinião de vocês!

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Foto: Nathan Jones

Nesta segunda-feira, 16 de maio, a Organização das Nações Unidas (ONU) comemorou o aniversário de um ano da Convenção dos Direitos da Criança. Na quarta-feira (18) foi a vez de o Brasil celebrar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em comum, as iniciativas buscam medidas para evitar o envolvimento de menores em conflitos armados, a venda de crianças, os abusos e a exploração sexual.
Apesar de serem mais conhecidos e combatidos de uma forma geral, esses tipos de agressão contra crianças e adolescentes não são os únicos. De acordo com a escritora de livros infantis e editora executiva do site 5 Minutes for Faith, Genny Heikka, outras formas de violência acontecem diariamente em muitas casas, impactando para sempre as vidas de muitas crianças sem que os pais nem mesmo percebam o que estão fazendo.
Pensando nisso, ela fez uma lista com cinco frases que as crianças nunca deveriam escutar de seus pais:
1. “Tenha vergonha!”
2. “Estou desapontado com você.”
3. “Qual é o seu problema?”
4. “Como você pode fazer uma coisa dessas?”
5. “Seu irmão (irmã) não faz isso, por que você faz?”
Segundo Genny, a violência verbal pode ser tão devastadora quanto a física e as palavras ditas por pais e mães estressados podem impactar mais do que as frases de carinhos. “Todos nós temos esses momentos em perdemos nossa paciência e dizemos algo para nossos filhos que logo depois nos arrependemos”, lembra a autora, que é mãe de dois filhos. “Nenhuma mãe é perfeita, mas as palavras erradas podem deixar cicatrizes profundas em nossos filhos”, alerta.
Genny também dá algumas dicas de como agir na hora da raiva ou frustração:
  • Não envergonhe seus filhos. Ao fazer isso você diz que há algo de errado com eles, e não com a atitude deles;
     
  • Em vez de gritar, tende abaixar o tom de sua voz. Geralmente isso faz mais efeito. Mantenha o contato visual enquanto fala de maneira clara e pausada. Isso não apenas lhe dá a certeza de que eles estão ouvindo, como também dá um exemplo de auto-controle;
     
  • Tenha a certeza de que seus filhos saibam quais são suas expectativas. Converse com eles sobre como eles devem ouvir o que você fala desde a primeira vez (se eles souberem que terão muitas chances de errar antes de receberem algum tipo de punição, eles irão usar todas elas);
     
  • Não peça a seus filhos para que façam algo (nem grite com eles se não fizerem). Diga: “Eu preciso que você limpe seu prato”, em vez de: “Você poderia limpar seu prato?”. Você se surpreenderá com a reação deles.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estudo recomenda que bebês durmam com as mães

Meu bebê e eu

Muitos médicos não recomendam que as mães durmam com bebês recém-nascidos, especialmente pelo risco de sufocamento. Mas, de acordo com estudo sul-africano publicado na revista Biological Psychiatry, os bebês que não dormem em contato com a mãe ficam mais estressados e, com isso, o sono também é prejudicado.
Os pesquisadores avaliaram o sono de 16 recém-nascidos com apenas dois dias de vida por uma hora. Parte deles dormiu próxima ao peito da mãe, e outra, no mesmo quarto, mas em um moisés. Os cientistas mediram a variabilidade da frequência cardíaca, que é um método mais eficaz para medir os níveis de estresse.
Segundo Nils Bergman, coautor do estudo, o desejável é que o bebê tenha um sono cíclico e a maioria dos bebês que foram separados da mãe não conseguiram ter esse tipo de sono, pois ficaram estressados durante o período.
Entretanto, a prática precisa ser feita com cautela: só nos Estados Unidos, o sufocamento foi a terceira maior causa de mortes infantis.
De acordo com a Academia Americana de Pediatria (APP), o problema não é ter o contato com a mãe, que é de fato bom para o sono da criança, mas sim as consequências do ato.
A indicação é que as mães que quiserem fazer isso devem pedir ajuda a enfermeiras para aprender como monitorar o bebê durante a noite, para que a passagem de ar da criança não fique obstruída.
Saiba mais aqui
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