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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Cursos Online e E-books MATERNA

E- BOOK  DE ALIMENTAÇÃO NA GESTAÇÃO E AMAMENTAÇÃO



E-book elaborado por uma Nutricionista Materno infantil, com informações atualizadas e evidenciadas. Este material oferece uma noção de como deve ser, em um aspecto geral, a alimentação na gestação e amamentação. Ele é informativo e não dispensa o acompanhamento de um Nutricionista.


Quem tiver interesse em adquirir o e-book deve mandar mensagem para o email: maternaespacodeacolhimento@gmail.com . Fazer pix no valor de 49 reais e enviar o comprovante. 

Assim que isso for feito o e-book será enviado para o seu e-mail.


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E-BOOK DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO CONSCIENTE

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E-book de excelente qualidade, que passa informações atualizadas e de acordo com a Organização Mundial da Saúde, baseada em evidências cientificas. Neste material são abordados temas como aspectos psicológicos da gestação e parto, fisiologia do parto, posições e técnicas de alivio da dor, dicas de alimentação, dias para um pós parto tranquilo e amamentação, alguns passos para o sucesso. 


Foi elaborado por AnaLu Muñoz, Doula e Educadora perinatal e Terapeuta holística.


Interessados em adquirir o E- book devem entrar em contato pelo e-  mail: maternaespacodeacolhimento@gmail.com, fazer PIX no valor de 75 reais e enviar o comprovante. O envio do e-book será no mesmo dia.


Quaisquer dúvidas entrar em contato!

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sábado, 26 de julho de 2014

A Hora do Mamaço em Porto Alegre!!


Meus queridos leitores! Um convite especial...


"Mamães de Porto Alegre que amamentam seus filhotes, estão todas convidadas a participar da HORA DO MAMAÇO em Porto Alegre no dia 02/ 08 no Parcão! 
Esse evento acontece em comemoração à Semana Mundial do Aleitamento Materno em várias cidades do Brasil, e tem como objetivo reunir muitas mães para amentarem juntas seus bebês! 
Tenho o enorme prazer de organizar o Mamaço juntamente com a Paloma Fantini! 
Vamos fazer bonito e mostrar que as mamães gaúchas são amamenteiras de plantão! 
Compartilhem e convidem suas amigas!"


Rosane Baldissera - Consultora Internacional em Aleitamento


Em vou!! Quem vai?


quarta-feira, 26 de março de 2014

CRIAÇÃO COM APEGO: AQUELE RESUMO QUE VOCÊ SEMPRE QUIS - por Paizinho, Vírgula!

Gente, eu trago este post na integra pra vocês, do Thiago Queiroz, do Blog 'Paizinho, Vírgula', porque simplesmente achei fantástico o conteúdo, que é claro e objetivo. Tenho certeza que ele tirará muitas dúvidas de pais e mães sobre Criação com Apego! Leiam, leiam!!

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Se você já acompanha o meu blog, sabe que eu falo bastante sobre criação com apego. Muitos dirão que eu só falo sobre criação com apego. E isso é verdade. Mas mesmo escrevendo muito sobre isso, eu tenho ideia de como pode ser confuso tentar ler tudo ou entender tudo o que existe por trás da criação com apego. Por exemplo, existem os oito princípios, que funcionam mais como ferramentas que auxiliam na formação de vínculos entre pais e bebês, mas ler todos os textos sobre cada um destes princípios é trabalhoso e, para alguns, até entediante.
Eu entendo, é muita coisa mesmo. Mas isso é algo bom, porque se criação com apego fosse algo tão simples, logo, logo, o assunto ia acabar e eu teria que escrever sobre outra coisa aqui no blog. Talvez gatos. Ou vídeo-game. Mas não! Criação com apego é bem mais complexo, e sempre há algo para refletir sobre, e por isso que eu resolvi fazer um grande resumo com as informações essenciais sobre cada um dos princípios da criação com apego. Para os leitores novos, ou para quem ainda não conhece esse estilo de criação, esse post também será um ótimo ponto de partida.
E, antes de começarmos, só mais um aviso: como este texto é um grande resumo de tudo o que é proposto em termos de criação com apego, muitos detalhes ficaram de fora. Então, se você quiser se aprofundar, eu recomendo ler a tradução dos Oito Princípios da Criação com Apego.

Criação com Apego: uma introdução muito breve

Criação com apego é um termo dado a um conjunto de ferramentas que ajudam os pais a criar vínculos com seus filhos, através do atendimento consistente e amoroso das necessidades do bebê. Esse é o carro chefe, mas no caminho, você acaba ensinando ao seu filho valiosas lições para toda a vida, como empatia e compaixão.
É bom chamar os princípios de ferramentas, porque aí desassocia a falsa impressão de que é preciso seguir todos os princípios para criar com apego. Imagine a criação com apego como uma grande caixa de ferramentas: você avalia cada uma delas e escolhe as que melhor se adequam à sua necessidade.
E pense também que o objetivo principal aqui é auxiliar a criação de um vínculo de apego seguro entre pais e filhos. Para isso, todos têm que estar receptivos emocionalmente para se dar com o coração. Enquanto que para os pais, isso pode requerer uma certa disponibilidade emocional, para os bebês é uma questão de sobrevivência: eles têm uma necessidade real de vínculo, para se orientarem e crescerem.

1. Preparando para a Gestação, Nascimento e Criação

Este é o começo de tudo, literalmente. E, por isso, é uma parte tão importante na criação com apego. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, este princípio não trata apenas de buscar um parto natural, pois ele abrange muitas coisas que vão além disso. Eu sempre gosto de encarar este princípio como o primeiro passo na criação de um vínculo forte com os nossos filhos, então é importante refletir sobre esses pontos.
  • Reflita e tente resolver questões sobre a sua própria infância, procurando ajuda profissional se for preciso
  • Estude e explore as diferentes filosofias de criação
  • Avalie as diferentes opções de parto e cobertura de planos de saúde, para que você possa se planejar
  • Estude sobre o parto natural, sabendo que além das vantagens indiscutíveis para a saúde da mãe e do bebê, o parto é extremamente benéfico para a construção do apego
  • Estude sobre a amamentação
  • Tente permanecer fisicamente ativa durante o parto
  • Pesquise sobre as “rotinas” para cuidados com o recém-nascido como banho, circuncisão, colírios, exames de sangue, coleta de sangue do cordão umbilical, etc. Registre as suas preferências e informe aos profissionais de saúde que assistirão você
  • Considere uma doula para o parto e/ou pós-parto
  • Defina expectativas realistas para ambos pais e bebê
  • Sempre converse com o seu parceiro(a) e discuta as possibilidades
  • Seja flexível!

2. Alimentando com Amor e Respeito

A construção de vínculos fortes através da alimentação é algo que podemos carregar para a vida toda, por isso que este princípio é tão importante. Não se trata apenas de amamentar os filhos, mas também da alimentação consciente dos filhos e do uso dos momentos da refeição como momentos de união com a família.
  • A amamentação é uma das maneiras mais primitivas que uma mãe pode iniciar um vínculo de apego seguro com seu bebê
  • A amamentação satisfaz as necessidades nutricionais e emocionais do bebê melhor do que qualquer outro método de alimentação infantil
  • Alimente o bebê assim que ele der sinais, ou seja, em livre demanda
  • Amamentar continua a ser normal e importante tanto nutricional, imunológica e emocionalmente após um ano
  • Amamentar é uma ferramenta valiosa para a mãe dar conforto e segurança ao bebê, de maneira natural, inclusive para atender às necessidades de sucção do bebê
  • Antes de optar por usar mamadeira e chupeta, informe-se sobre os problemas potenciais que existem no desenvolvimento do bebê com o uso de bicos artificiais
  • Enquanto o bebê estiver sendo amamentado, bicos artificiais também podem provocar confusão de bicos e prejudicar a amamentação
  • Avalie alternativas ao uso de mamadeira e chupeta, como copinho, sonda, entre outros
  • Mesmo quando a mãe não pode amamentar, é importante para o vínculo reservar a alimentação apenas pela mãe
  • Associe o uso da mamadeira e da chupeta com o colo e atenção exclusiva ao bebê, para que não se tornem objetos de transição
  • Comece a introdução aos sólidos quando o bebê der sinais de que está pronto, e não com base na idade
  • Siga os sinais que o bebê dá sobre o que e quanto comer, deixe-o desenvolver seu paladar naturalmente
  • O alimento gradualmente toma o lugar do leite em termos de necessidade calórica, mas amamentar continua a atender muitas outras necessidades, como conforto e desenvolvimento
  • Se a você precisar desmamar antes que o filho dê sinais de que está pronto, faça isso gentilmente

3. Respondendo com Sensibilidade

Este é o coração de toda a criação com apego, pois tudo se resume a estar sensível ao bebê. A sensibilidade na resposta às necessidades do bebê são a base de um vínculo de apego seguro, pois é onde os valores de empatia e compaixão são aplicados no dia a dia. Muitas vezes, você receberá conselhos não solicitados e prejudiciais, alegando que o que praticamos irá mimar o bebê, mas é importante termos sempre em mente que estes conselhos não têm fundamento científico algum.
  • O cérebro dos bebês é muito imaturo e subdesenvolvido no nascimento, por isso eles não são capazes de se acalmar ou dormir sozinhos
  • Entenda os ritmos internos e rotinas naturais do seu bebê, e tente se ajeitar ao redor deles
  • É perfeitamente normal que bebês queiram contato físico constantemente, bebês sentem-se seguros no colo
  • Quando o bebê é deixado chorando durante muito tempo e frequentemente, seu cérebro atinge altos níveis de stress com liberação de hormônios a níveis alarmantes. Isto pode colocá-lo em risco de passar por problemas físicos e emocionais a longo prazo
  • O choro do bebê é a forma mais primitiva e verdadeira de comunicação, então não deveríamos ignorá-la
  • As explosões de raiva, também conhecidas por tantrums ou “birras”, representam emoções reais e devem ser levadas em conta seriamente, mesmo que os motivos pareçam “bobos” para nós
  • Algumas emoções são muito poderosas para o cérebro imaturo de uma criança lidar de uma maneira socialmente aceitável
  • Durante uma explosão de raiva, os pais ajudam mais se derem conforto ao filho, ao invés de ficar com raiva ou punir
  • Mesmo com o filho mais velho, é importante que a conexão seja mantida através do respeito aos sentimentos da criança, e tentando entender as necessidades por trás de seus comportamentos
  • Demonstre interesse nas atividades do seu filho e participe das brincadeiras criadas por ele

4. Usando o Contato Afetivo

Este é o princípio mais perceptível visualmente da criação com apego. Sempre que encontramos alguém carregando seu bebê em um sling ou num wrap, damos aquele sorriso, como se estivéssemos encontrando um semelhante no meio da multidão. Mesmo que apenas carregar o bebê num sling não garanta que a mãe (ou pai) esteja criando com apego, já é algo positivo para o bebê ficar tão próximo ao corpo do seu cuidador. Porém, este princípio não se resume a usar slings, há muito mais que pode ser feito para garantir um contato afetivo.
  • O contato afetivo estimula os hormônios de crescimento do bebê, melhora o desenvolvimento intelectual e motor, e ainda ajuda a regular a temperatura do corpo, batimentos cardíacos e padrões de sono
  • Os bebês que recebem contato afetivo têm mais chances de ganhar peso mais rápido, mamar melhor, chorar menos e serem mais calmos
  • Os momentos da amamentação e do banho oferecem ótimas oportunidades para o contato pele a pele
  • Massagens podem acalmar bebês com cólica, ajudar uma criança a relaxar antes de dormir e dá oportunidade para interações proveitosas
  • Carregar um bebê, ou usar o babywearing atende as necessidades do bebê de contato físico, conforto, segurança, estímulo e movimento
  • Evite o uso de dispositivos destinados a segurar o bebê sozinho, como balanço, pula-pula, carregadores plásticos e carrinhos
  • Mesmo com o filho mais velho, invista em abraços, aconchegos, carinhos nas costas e massagens. Todos estes atendem às necessidades de toque
  • Use brincadeiras e jogos para encorajar a proximidade física
  • Todos os seres humanos (incluindo adultos) desenvolvem-se com o toque e as conexões que ele promove

5. Garantindo um Sono Seguro, Física e Emocionalmente

Há um grande mito de que os bebês devem dormir a noite inteira, e isso acaba gerando frustração e ansiedade imensas nos pais, principalmente quando a primeira pergunta que todo mundo faz é: “o seu bebê já dorme a noite toda?”. Por isso que este princípio é tão importante, para que todos os pais tenham a certeza de que bebês não dormem a noite inteira, por uma questão de sobrevivência.
Bebês precisam da garantia de pais amáveis para sentir-se seguros durante a noite. Muitos bebês podem passar por fases onde dormem por longos períodos de tempo, mas isto não é regra e, mesmo assim, eles podem acordar ocasionalmente devido a pesadelos, dentição, doença ou saltos de crescimento. Os bebês são bastante sensíveis ao stress de seus pais, o que também pode afetar seus padrões de sono.
Portanto, técnicas como o “Nana Nenê”, que consistem em negligenciar as necessidades do bebê deixando-o chorar indeterminadamente, são tão prejudiciais para o desenvolvimento do bebê e para a criação do apego seguro. A única coisa que essas técnicas fazem é ensinar ao bebê que ele não pode mais contar com os cuidados de seus pais depois que o sol se põe, quando que nós deveríamos estar ensinando a eles que o sono é um estado agradável e que não deve ser temido.
  • Cosleeping é o termo dado aos pais que dormem próximos aos seus filhos. Isso inclui tanto dormir na mesma superfície (cama compartilhada), como dormir em superfícies diferentes (berço acoplado, moisés, etc.)
  • A cada dia, novas pesquisas demonstram que a cama compartilhada, quando praticada por pais informados, pode ser segura e benéfica
  • A Síndrome de Morte Súbita Infantil, segundo novos estudos, é reduzida por pais que praticam cosleeping seguro
  • Independente dos arranjos de sono, as rotinas noturnas ajudam todos a relaxar depois de um dia cansativo e criar hábitos de sono mais saudáveis
  • Tenha em mente que as rotinas de sono mudam ao longo do crescimento e amadurecimento do seu filho
  • Ajude o seu filho a aprender a confiar no seu próprio corpo quando ele estiver cansado, reconhecendo sinais de cansaço, e não forçando ele a dormir quando não estiver cansado, ou tentando mantê-lo acordado quando ele estiver cansado, só para cumprir uma rotina
  • Quando a hora chegar do seu filho fazer a transição para sua própria cama, faça com que a transição seja gentil e que os pais respondam aos sentimentos de medo ou tristeza que a criança possa sentir
  • Crianças mais velhas podem ainda apreciar um breve aconchego com seus pais antes de irem para a cama
  • Nem a criação com apego, nem a cama compartilhada precisam atrapalhar a intimidade do casal. Com um pouco de criatividade, incluindo momento e local certo, o casal pode garantir que a intimidade seja mantida

6. Provendo Cuidado Consistente e Amoroso

Este princípio costuma ser muito mal interpretado, pois trata da importância que a presença consistente de um cuidador amoroso tem para o desenvolvimento do bebê e para o vínculo de apego seguro. Muitas mães que precisam retornar ao trabalho sentem-se desamparadas por este princípio e sentem que não podem criar com apego se não largarem tudo e ficarem em casa, cuidando de seus bebês. Isto não é verdade.
Não há dúvidas de que bebês têm uma necessidade intensa da presença física de um cuidador amável, consistente e receptivo. Além disso, sabemos que a situação ideal é que esse cuidador seja dos pais, mas isso não é a realidade de muitas famílias. Porém, é importante saber que o cuidado diário e interações amorosas constroem fortes laços. Se o bebê recebe cuidado com amor desde o início da vida, os pais fortaleçem o relacionamento com seus filhos, construindo um vínculo de apego saudável. Mas, se nenhum dos pais pode ser um cuidador em tempo integral, então o bebê precisará de alguém que não seja apenas amoroso e consistente, mas alguém que tenha formado uma ligação com ele.
  • Tente criar maneiras para desenvolver novas rotinas que incluam o bebê, ao invés de tentar fazer com que ele se adeque a uma rotina que existia antes de sua chegada
  • Pense em levar o bebê dormindo para um encontro à noite, praticar exercícios como caminhadas com o bebê no sling, levar um cuidador de confiança junto para noites longas ou eventos especiais
  • Quando separações curtas são necessárias, use um cuidador de confiança que o bebê tenha vínculo e que concorde com a proposta da criação com apego
  • Respeite os sentimentos do seu filho e sobre estar pronto para a separação
  • Entenda que mesmo filhos mais velhos podem ter dificuldades com a separação, às vezes
  • É muito importante que os pais que se separam dos seus filhos usem um tempo dedicado para reconectar com seus filhos após a separação
  • Bebês ficam prontos para a separação em idades diferentes, mas pesquisas mostram que separações por períodos superiores a duas noites seguidas podem ser muito difíceis para crianças com menos de três anos de idade
  • A permanência em creches por períodos superiores a vinte horas por semana podem ser muito estressantes e prejudiciais à saúde do bebê, enquanto ela tiver menos do que trinta semanas de vida. É preferível que a criança esteja em casa, sob os cuidados de um dos pais ou cuidador de confiança
  • Os pais devem desejar e encorajar que seus filhos criem vínculos com seus cuidadores
  • Mudanças frequentes de cuidadores podem ser bastante danosas para o processo de criação de vínculos
  • Faça a transição para um cuidador com uma certa antecedência, antes de qualquer separação efetiva, para que o processo seja gradual e confortável para seu filho

7. Praticando a Disciplina Positiva

A disciplina positiva, para muitas mães e pais, é uma das partes mais desafiadoras da criação com apego, mas é um dos princípios mais libertadores e recompensadores, na minha opinião. Para começar, a disciplina positiva nos coloca numa posição (muito) desconfortável em relação à nossa própria infância, pois nos coloca a refletir e questionar a maneira como a maioria de nós fomos criados. Muitos de nós viveram a era da disciplina autoritária, punitiva e agressiva, mas agora somos convidados a pensar que existem maneiras mais amorosas e empáticas de se criar um filho.
A regra de ouro aqui é: tratar nossos filhos assim como nós gostaríamos de ser tratados. E a disciplina positiva, por si só, é um universo à parte com tantos livros, estudos e informações que seria impossível fazer um resumo perfeito.
  • Pôr medo nos filhos não tem nenhum propósito e cria sentimentos de vergonha e humilhação. O medo é um fator que eleva o risco de comportamento anti-social no futuro, incluindo a prática de crimes e abuso de substâncias
  • Estudos mostram que bater ou aplicar outras técnicas de disciplina física podem criar problemas emocionais e comportamentais
  • A disciplina dura e física ensina aos filhos que a violência é a única maneira de resolver problemas
  • Disciplinas controladoras, ou manipuladoras, comprometem a confiança entre pais e filhos, prejudicando os vínculos
  • A disciplina positiva envolve o uso de técnicas como prevenção, distração, e substituição para guiar gentilmente os filhos para longe do perigo
  • Ajude seu filho a explorar com segurança, vendo o mundo através de seus olhos, e demonstrando empatia enquanto ele experimenta as consequências naturais de seus atos
  • Tente entender a necessidade por trás de um determinado comportamento do seu filho. Eles frequentemente demonstram seus sentimentos através do comportamento
  • Os filhos aprendem através de exemplos, então é importante esforçar-se para oferecer um modelo com ações e relacionamentos positivos
  • Quando os pais reagem de uma maneira que sentimentos de tensão, raiva ou mágoa são criadas, eles podem reparar todos os danos na relação, desde que dediquem tempo para reconectar e pedir desculpas
  • Use a empatia e o respeito
  • Entenda a necessidade não atendida
  • Trabalhe em conjunto para obter soluções
  • Crie um ambiente que propicie o “sim”
  • Evite dar nomes e apelidos
  • Faça pedidos usando afirmativas
  • Converse com o seu filho, antes de intervir
  • Não obrigue seu filho a pedir desculpas
  • Ofereça escolhas
  • Seja sensível a fortes emoções

8. Mantendo o Equilíbrio entre a Vida Pessoal e Familiar

Este é o princípio que é “esquecido” com mais frequência. Muitas vezes, estamos tão imersos na criação de nossos filhos, tão imersos em nossos problemas e dificuldades que nos esquecemos do equilíbrio. Nós esquecemos que nós mesmos temos as nossas necessidades. No mundo ideal, toda a família tem suas necessidades reconhecidas, valorizadas e atendidas, mas isso não é o que acontece no mundo real. Por isso que é tão importante ter sempre ali, no topo da cabeça, esse pequeno lembrete de que as necessidades de todos são importantes e devem ser atendidas sempre que possível.
  • Quando em equilíbrio, os membros da família são mais capazes de ser emocionalmente compreensíveis
  • A melhor defesa contra sentir-se isolado é olhar para fora e criar uma rede de suporte na sua comunidade
  • As necessidades dos filhos devem ser uma prioridade, e quanto mais jovem o bebê, mais intensas e urgentes são suas necessidades. Mesmo assim, ele é uma parte daquilo que envolve a família como um todo, incluindo as necessidades dos pais (como indivíduos e como casal) e dos irmãos
  • Aproveite o hoje, e aceite o fato de que ter filhos muda as coisas
  • Trace metas realísticas
  • Priorize pessoas ao invés de coisas
  • Não tenha medo de dizer “não”
  • Seja criativo para encontrar maneiras de ter um tempo a dois
  • Reserve um tempo para si mesmo
  • Busque ajuda de terceiros para tarefas
  • Tire sonecas
  • Evite sobrecarregar sua agenda
  • Saia de casa
  • Cultive amizades com outros pais que pratiquem criação com apego
  • Lembre-se dos mantras “vai passar” e “é uma fase”

Via: Paizinho, Vírgula! :: http://paizinhovirgula.com/criacao-com-apego-aquele-resumo-que-voce-sempre-quis/?fb_comment_id=fbc_1431973023711791_176518_1432257613683332

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A MODA DO POUCO LEITE - pela Consultora Rosane Baldissera

Texto excelente da minha amiga que é Consultora Internacional de Aleitamento Materno. Concordo com tudo escrito e friso bem, o emocional da mãe, geralmente, é o principal fator para uma amamentação ser bem sucedida. Uma mãe insegura com as mamas, se achando incapaz de entender e de atender seu próprio filho, sem apoio da família, esta fadada a não conseguir amamentar seu bebe por vários motivos. O apoio da família é MUITO IMPORTANTE. Ficar em volta da mulher dizendo que ela não consegue, que tem pouco leite, que o choro do bebe é de fome, como se o choro fosse só por fome, que a fulana não amamentou, etc, NÃO AJUDA em nada. Ao invés de boicotar a mãe, deve se dar apoio, deixa-la tranquila com os afazeres domésticos e alimentação. Deixá-la se conectar com o seu bebê. 
Leiam o texto da consultora!



Estou realmente bem preocupada com a quantidade de mamães que me procuram por acharem que estão produzindo pouco leite. Quando iniciei com o trabalho de consultoria em amamentação, os problemas eram fissuras, dor para amamentar, ingurgitamento, as dificuldades iniciais da amamentação, e o panorama está mudando. Mamães desesperadas, tendo que dar complemento de fórmula artificial porque seu leite está diminuindo.
Vou tentar não ser muito técnica para escrever sobre o assunto, mas acho importante essa discussão, já que virou moda o assunto!

Quase todas as mães podem produzir leite suficiente para um ou até mesmo dois bebês, desde que o bebê sugue efetivamente e mame tão frequentemente quanto queira. Isso significa que, o bebê tem que esvaziar completamente a mama para que as glândulas mamárias produzam mais leite, e as mamadas devem ser sem rigidez de horários, sempre que o bebê emitir o sinal de fome.

Mesmo quando uma mãe acha que tem pouco leite, o bebê em geral está mamando todo o leite de que necessita. A quantidade de leite que as mamas produzem é determinada pelo volume que o bebê retira; quanto mais leite o bebê retira mais se produz.

Em alguns poucos casos de mães que não conseguem produzir leite suficiente, isto se deve à falta de um adequado desenvolvimento da glândula mamária ou a distúrbio hormonal, saliento aqui que são casos raros.

Ocasionalmente, a mãe pode observar que não houve mudanças em suas mamas durante a gravidez ou nas primeiras semanas depois do parto e não conseguir retirar leite do peito nos primeiros 4-5 dias. Ela pode ser uma dentre as poucas mães que não são capazes de produzir quantidade suficiente de leite.

As mães referem uma variedade de sinais que as levam a pensar que estão produzindo pouco leite. Entretanto, existem apenas dois sinais que mostram de forma confiável que o bebê não está mamando leite suficiente. Esses dois sinais são: pouco ganho de peso (e isso também depende do biotipo de cada bebê) e eliminação de pequena quantidade de urina e concentrada (muito amarela).

Existem outros possíveis sinais que podem significar que um bebê não está mamando leite suficiente (atenção, possíveis sinais):

Um bebê que não parece satisfeito após as mamadas ou que quer mamar com muita frequência ou por tempo prolongado em cada mamada, pode estar sugando de forma ineficiente, ou seja, apresenta uma pega ruim, consequentemente não consegue obter leite facilmente, podendo apresentar pouco ganho de peso.

Se um bebê mama de forma infrequente ou se não mama à noite, a mãe pode produzir menos leite. A maioria dos bebês mama 10 a 15 vezes ou mais durante 24 horas, especialmente nas primeiras semanas. Se um bebê mama menos que 8 vezes em 24 horas ele pode não obter leite o bastante. Uma razão comum pela qual um bebê não consegue leite suficiente é quando a mãe lhe dá mamadas muito curtas. A maioria dos bebês mama de 15 a 30 minutos ou mais em cada mamada. Quando eles conseguem todo o leite que desejam eles próprios largam o peito. Se uma mãe interrompe a mamada em poucos minutos seu bebê pode não obter todo o leite de que necessita e pode querer mamar logo.

Se o bebê chora muito, a mãe pode pensar que tem pouco leite. Entretanto, há outros motivos pelos quais um bebê chora. Às vezes, os bebês parecem mais famintos que o habitual por alguns dias, possivelmente porque estão crescendo mais rápido que anteriormente. Isto é chamado de salto de crescimento e desenvolvimento. Alguns bebês choram muito porque precisam ser abraçados e carregados mais que outros. Outra razão comum para o choro é a cólica. Um bebê com cólica geralmente chora de forma contínua em certo período do dia, geralmente ao anoitecer. O bebê pode encolher suas pernas como se tivesse dor abdominal. Bebês com cólica crescem bem e o choro geralmente diminui depois dos três meses de idade.

A frequência com que bebês, adequadamente amamentados e sadios, evacuam é variável. Alguns bebês não evacuam por vários dias enquanto outros o fazem oito ou mais vezes ao dia. Entretanto, as fezes de um bebê amamentado são semi-líquidas e, quando infrequentes, geralmente são eliminadas em grande quantidade. Se um bebê evacua de maneira infrequente e as fezes são pequenas, duras, secas ou verdes o bebê pode não estar mamando todo o leite de que necessita.
                                                                          
Dar alimentos complementares antes de 4-6 meses, mesmo que seja água, ou o uso de chupeta, fazem com que o bebê sugue menos o peito. Mamadeiras e chupetas podem também interferir na pega do bebê ao seio. Como resultado, a mãe produz menos leite.

Também existem as razões relacionadas ao estado psicológico da mãe, e é bastante comum: falta de confiança, preocupação, estresse, cansaço. E qual mãe nunca passou por isso???
Mães preocupadas ou estressadas podem ter dificuldades de responder a seus bebês e de satisfazê-los. O estresse agudo pode reduzir temporariamente o fluxo de leite e, assim dar a impressão de que este diminuiu. Vira uma bola de neve, estresse, pouco leite, mais estresse, bebê chorando, muito mais estresse, mamadeira, menos mamadas, menos leite.....desmame precoce!

Quando a mãe se tranquiliza, e amamenta sem preocupações, deixa a natureza fluir, a amamentação acontece naturalmente. Porém, as mamães que pensam ter pouco leite precisam de ajuda e apoio de uma pessoa capacitada para superar essa dificuldade e ultrapassar mais uma barreira da amamentação.
Será que as índias tem dúvida em relação à sua capacidade de produzir leite? Claro que não, elas confiam em si mesmas!

Nutricionista Rosane Baldissera
Consultora em Amamentação – Porto Alegre/RS
Daqui: http://www.mamaebebeamamentacao.com/search/label/COMO%20AUMENTAR%20A%20PRODU%C3%87%C3%83O%20DE%20LEITE%20MATERNO

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Quantas vezes por dia meu bebê deve mamar? Qual a duração de cada mamada?

Texto excelente para acabar com as dúvidas!

Sofia mamando

Recomenda-se que a criança seja amamentada sem restrições de horários e de tempo de permanência na mama. É o que se chama de amamentação em livre demanda.
Nos primeiros meses, é normal que a criança mame com freqüência e sem horários regulares. Em geral, um bebê em aleitamento materno exclusivo mama de oito a doze vezes ao dia. Muitas mães, principalmente as que estão inseguras e as com baixa auto-estima, costumam interpretar esse comportamento normal como sinal de fome do bebê, leite fraco ou pouco leite, o que pode resultar na introdução precoce e desnecessária de suplementos.

O tamanho das mamas pode exercer alguma influência no número de mamadas da criança por dia. As mulheres com mamas mais volumosas têm uma maior capacidade de armazenamento de leite e por isso podem ter mais flexibilidade com relação à freqüência das mamadas. Já as mulheres com mamas pequenas podem necessitar amamentar com mais freqüência devido a sua pequena capacidade de armazenamento do leite. No entanto, o tamanho da mama não tem relação com a produção do leite, ou seja, as mamas grandes e pequenas em geral têm a capacidade de secretarem o mesmo volume de leite em um dia.

O tempo de permanência na mama em cada mamada não deve ser fixado, haja vista que o tempo necessário para esvaziar uma mama varia para cada dupla mãe/bebê e, numa mesma dupla, pode variar dependendo da fome da criança, do intervalo transcorrido desde a última mamada e do volume de leite armazenado na mama, entre outros.

O mais importante é que a mãe dê tempo suficiente à criança para ela esvaziar adequadamente a mama. Dessa maneira, a criança recebe o leite do final da mamada, que é mais calórico, promovendo a sua saciedade e, conseqüentemente, maior espaçamento entre as mamadas. O esvaziamento das mamas é importante também para o ganho adequado de peso do bebê e para a manutenção da produção de leite suficiente para atender às demandas do bebê.

Fonte: Caderno de Atenção Básica nº23, Ministério da Saúde 2009.

Disponibilizado aqui

segunda-feira, 3 de junho de 2013

RELATO DE PARTO NATURAL DA SHEILA PELA DOULA

Mamãe Coruja
Sheila e eu nos conhecíamos virtualmente antes dela engravidar, foi onde ela me contou sobre sua gestação ectópica, como havia sofrido com o procedimento cirúrgico e como tomou consciência de que uma cesárea não era mais o que ela queria para ele e para o futuro filho. Estava com ela em cada descida de fluxo menstrual, dando apoio até o dia em que me falou que havia conseguido conceber. Realmente fiquei muito feliz quando soube!

Desde este momento começamos a manter um contato mais frequente pelo facebook, e combinamos de nos encontrar em minha casa, assim eu já tomaria alguma aulas de artesanato (rs). Logo em seguida descobri minha gestação, e compartilhei para ela, que ficou radiante em saber. Sheila é uma pessoa extremamente carinhosa, simpática, companheira mesmo. Neste dia solidificamos nossa amizade!

Neste mesmo encontro já conversamos sobre todos os desejos no parto e no atendimento do bebê. Os próximos encontros foram de acordo com a necessidade dela, com uma massagem nas costas, outro dia massagem nos pés, outro uma pintura no ventre, outro exercícios de desbloqueio e vivência, e assim fomos criando mais intimidade que nos ajudaria na hora P.

No dia 20 de abril, Sheila me manda uma mensagem dizendo que a bolsa havia estourado as 15:50 hs, que não tinha contrações, só cólicas leves, mas meu celular não tinha sinal, e eu estava no encontro do grupo. Pelas 17:15 liguei para ela e as contrações haviam começado, de 10 em 10 minutos, e que ela estava bem. Ela mora em Canoas, resolvi encerrar o encontro e fui pegar minhas coisas em casa para ir logo ao encontro deles.

a bolsa estourou!

Quando cheguei as contrações estavam vindo de 7-7 minutos, e Sheila estava no quarto, sentada um pouco angustiada, mas feliz que estava vivendo o TP. Ficamos em torno de 6 horas na casa dela onde ela se manteve ativa, comeu, usou o chuveiro, ganhou massagem, relaxou com musica e rimos muito! Saímos um pouco antes da 01 hora da manhã, do dia 21 de abril, com contrações a cada 5 minutos, diminuindo padrão, por pelo menos 2 horas. Quando chegamos no hospital a Dra. Ana chegou junto e já entramos todos direto para a sala PPP, no hospital Divina Providência.  Sheila foi avaliada, estava com 3cm e colo apagado, o que entristeceu a minha amiga um pouco.


Chá de canela



Canjinha








 Mas continuamos as atividades e Sheila foi para o chuveiro, onde visivelmente as contrações se intensificaram, vindo a cada 2 minutos  Assim ficamos, entre chuveiro, massagem, rebolado, negrinho para a Sheila repor as energias, abraço e massagem do marido, abraço da doula, musica, chuveiro (que não agradava mais, pois intensificava tudo, rs) até as mais ou menos 7 horas da manhã... Dra. Ana havia feito outra avaliação onde Sheila já estava com 7 cm. E de repente, de tanto minha amiga pedir, as contrações foram diminuindo e pararam de vez. Temi um pouco neste instante, mas aguardei, e Sheila aproveitou e descansou. 

ducha quente

apoio do marido

apoio da doula


Mas, a Natureza é sabia! Perto das 10 hs da manhã Dra. Ana enfatiza que é importante Sheila se movimentar para ver se as contrações voltavam, e eu sugeri o chuveiro onde as contrações vinham fortes. Ela ficou na ducha por 10 minutos e nada de contrações, mas quando saiu elas voltaram uma em cima da outra, a cada minuto, e ela percebeu que se realmente se entregasse a cada contração, doeria menos e seria mais fácil de lidar com elas. Em 1 hora Sheila começou a sentir os puxos e chamamos a Dra que constatou dilatação completa.


dilatação completa

Sheila começou a se posicionar da maneira que se sentia bem, começou a empurrar junto com as contrações, mas como estava não ajudava muito na descida do Arthur. Se ajeitou de cócoras com os cotovelos na poltrona, depois o marido e eu a apoiando em cada lado, até que me sentei na poltrona e a segurei pelos braços. Com mais algumas empurradas nasceu Arthur, as 13:30 do dia 21/04, pesando 3465 gramas, medindo 51 cm, apagar 9 e 10, foi direto para a mamãe Sheila. Lindo, lindo! A amigadoula bem boba chorou, claro. E papai Eduardo todo emocionando gravando os primeiro instantes de vida do filho. Sheila cortou depois o cordão e foi para a cama, onde auxiliei ela com a amamentação. Para a emoção da mamãe,  Arthur pegou o seio direitinho e não quis mais largar!

Muita emoção!!


Mãe e filho se reconhecendo... <3

Família linda 
Amo!

Primeiro mamá!

Impressão da placenta

Visita pós parto, amamentação com sucesso!

Arthur !

Sheila e Eduardo, agradeço imensamente por terem me convidado a participar deste momento único na vida de vocês. Foi emocionante demais!

E ainda, te agradeço Sheila pela tua amizade, foste maravilhosa comigo quando eu precisava! Terás minha eterna amizade <3

Agradecendo também a Dra Ana Claudia pelo atendimento que prestou, sem igual!

E agradeço a Deus sempre por ter me colocado neste caminho de Luz!

Ana Luisa
Mãe do Bê e da Fifi

Doula e Nutricionista
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