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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

10 Maiores erros que as mães que querem amamentar cometem!

MINHA BEBE E EU!


Muito interessante o artigo disponibilizado pelo GVA - Grupo Virtual de Amamentação. Vou fazer um adendo num dos itens no qual não concordo, e o GVA também já se pronunciou sobre o 10º item. O restante do artigo esta muito bem escrito, e vai 
auxiliar muitas mulheres que querem amamentar seus bebês! Leiam e comentem!

Para algumas mulheres, parece que amamentar é simples, claro e óbvio. Mas para outras, cada dia de amamentação é uma vitória, cada gota de leite materno é uma batalha e o ato por si só é carregado de imagens de falhas, tristeza e toneladas de lágrimas e frustações.

A mãe Laila, que tem uma menina mais nova e um menino mais velho, disse que cometeu um erro tremendo com seu filho ao ordenhar LM e colocar numa mamadeira para seu marido oferecê-lo. Rapidamente ele preferiu as mamadeiras, e então ela teve que ordenhar por todo um ano para que ele tomasse LM, pois rejeitou o seio.

Há algumas poucas razões que impedem a mulher realmente de amamentar, mas a vasta maioria é capaz de fazê-lo sim com sucesso. O problema é que muitas pessoas não sabem muito do ato de amamentar, acham que é natural e acontecerá facilmente ou que alguém lhes ensinará no hospital. Até existem alguns profissionais da saúde que ajudam, mas os segredos e erros ninguém ensina, ao menos que você leia alguns livros sobre o tema.
Seguem então 10 maiores erros da amamentação:
  1. Não pedir ajuda:  Amamentar é natural e é a maneira mais básica do seu bebê se alimentar, mas não é fácil para muitas mulheres. Consultoras de lactação existem por uma razão. Se você não pode pagar uma, então peça ajuda de amigas que já amamentaram. Elas podem dar dicas de como aumentar a produção de LM, como tratar seios doloridos, como se certificar de que o bebê está mamando suficiente, e todas outras dúvidas que você tem. Elas já passaram por isso também.
2. Assumir que você não tem leite suficiente  Seus seios foram feitos para amamentar seu bebê. Não fique paranóica e desista porque parece que seu bebê está com muita fome. Bebês tem fome, muita fome! Seu trabalho principal é mamar. E mamar. E mamar. 

3. Ter medo de amamentar em publico:  Não se preocupe com o povo que adora julgar e falar asneiras que não gosta de mães que amamentam em público. Se isso te incomoda mesmo, use um paninho para se cobrir. Mas não assuma que eles- e seu orgulho e julgamentos - estão certos.
Eles não estão. Você está. Tenha confiança nisso.

4. Achar que não pode amamentar porque trabalha fora:  Eu tive sorte de amamentar ambos meus filhos por 1 ano e 2 anos e meio quando estava em casa com eles, mas muitas mães que trabalham fora conseguem continuar amamentando, ordenhando LM com auxílio de bombas, estocando e o cuidador (a) oferecendo ao bebê Dá certo com muitas mulheres, e isto é feito em vários lugares do mundo. 

5. Desejo de ‘incluir’ o pai:  Certamente que você deve incluir o pai! Deixe-o segurar o bebê e trazê-lo para você amamentar. Mas somente a mãe pode fazer leite materno e LM é a melhor coisa para o bebê. Não caia na armadilha da mamadeira porque o pai quer ‘fazer parte de tudo’. Sua produção de LM vai diminuir e você pode ter não conseguir amamentar.

6. Não ensinar seu marido: Só porque o pai não pode amamentar, não significa que ele não pode ser parte. Meu marido anotava o tempo que nosso bebê mamava, dormia, o xixi e coco e isso nos ajudou nas consultas com o pediatra. E também me ajudou a lembrar qual peito que foi o último que o bebê mamou quando estava muito exausta e sonolenta.


7. Se deixar influenciar por ‘bullying’: Há muitas pessoas negativas em todo lugar. Vão te falar que seu bebê está muito velho para amamentar (com 7 meses!!), que seu bebê não está no percentile 99th então ela está passando fome, que amamentar é obceno e que seus peitos vão cair, etc, etc. Não ouça! Para que amamentação dê certo, você tem que amamentar e amamentar frequentemente, em livre demanda. Os outros vão dizer o que querem. Seu trabalho é ignorá-los.

8. Esquecer que é benéfico para você, também: Bebês não são os únicos que ganham com a amamentação, mães também podem emagrecer mais rapidamente e ganham alguma proteção contra câncer de mama, ovário, cervical e osteoporose mais tarde na vida. Todo mundo ganha!

9. Amamentar conforme o relógio: O relógio não lhe diz quando o bebê está satisfeito. Quem diz isso é o bebê! Eu cometi o erro de amamentar com hora marcada e isso resultou em produção insuficiente de leite com meu primeiro bebê. Isto me forçou tomar compostos, a acordar a noite para ordenhar LM e outras medidas para tentar consertar os problemas na produção de LM que eu mesma criei no começo. É fácil de evitar, simplesmente não olhe para o relógio.

10. Dar LA cedo demais: se você der LA muito cedo, sua produção de LM vai diminuir. Nas 6 primeiras semanas, tente não desistir de amamentar, é cedo demais. Após isso seu suprimento de leite estará melhor estabelecido e você poderá escolher o que fazer. Ignorem o que esta escrito aqui, pois a mãe que esta amamentando e o bebê que recebe o leite da mãe, não precisaram de leite artificial em momento algum!!

Quais foram seus maiores erros?
Fonte http://thestir.cafemom.com/baby/122534/10_biggest_mistakes_breastfeeding_moms 
Por Sasha Brown-Worsham em 11 de julho de 2011
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Pessoal, este artigo foi traduzido diretamente do site acima, mas como esclarecimentos, o GVA não apoia que após as 6 semanas se ofereça LA e não assume que não haveria problema algum. Pelo contrário, sabemos que confusão de bicos podem acontecer a qualquer momento.

O GVA apoia a amamentação exclusiva por 6 meses que tem benefícios para mãe e para o bebê.
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=52101&tid=5537881731396696901
Efeito protetor da amamentação exclusiva por 6 meses- artigo na íntegra

http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=52101&tid=5580224808945613637
Amamentação exclusiva reduz risco de obesidade

http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=52101&tid=5634735838081743685&na=4
Amamentação exclusiva reduz risco de asma

Outro erro que aqui no GVA observamos muito é ter pediatras que não apoiam a amamentação orientando as mães. Claro, se o pediatra é do tipo que acha mais fácil dar mamadeira, que desmama deliberadamente e precocemente, a amamentação está fadada ao insucesso, mesmo que a mãe deseje amamentar.

Sem uma rede de apoio e um profissional da saúde que entenda de manejo de amamentação, a situação é muito difícil. Por isso orientamos que as mães pesquisem e entrevistem pediatras, peçam indicações de pediatras ‘amigos do peito’, perguntem quanto tempo os bebês que eles atendem amamentam em média, etc.

Tradução  e comentários finais de Andréia C. K. Mortensen

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Apenas 16% das mães aleitam nas primeiras 24 horas pós parto




Apenas 16% das mães aleitam nas primeiras 24 horas pós parto
Ninguém duvida dos benefícios do aleitamento natural. Mas o aleitamento nas primeiras horas após o parto não é tão comum como deveria. Um estudo nacional aborda o problema
Você acha que as maternidades favorecem o aleitamento logo após o parto?
A cena de filme é linda e emocionante. A mãe cansada e suada do esforço pós-parto recebe seu bebê para o aleitamento e vai ficar por um tempo nesta calorosa recepção de boas vindas. Difícil não se encantar com a cena, mas ela está ficando cada vez mais rara. Isso mesmo. Aleitamento na primeira hora após o parto é pouco freqüente. Esta é uma das conclusões de um estudo nacional que procurou também identificar os fatores associados à amamentação na primeira hora de vida. Trata-se de estudo transversal realizado com parturientes de maternidades do Rio de Janeiro, nos anos de 1999 a 2001. No total foram analisados mais de 8.000 pares mães-bebês que estavam aptos a amamentar.
          Resultado mais impressionante, para não dizer decepcionante, apenas, 16% das mães amamentaram na primeira hora de vida do recém-nascido. Outros achados da pesquisa; o aleitamento materno nesse período foi menos prevalente entre os recém-nascidos com intercorrências imediatas após o parto; entre as mães que não tiveram contato com os recém-nascidos na sala de parto, naquelas mulheres que tiveram cesariana, e nos partos realizados em maternidade privada ou conveniada com o Sistema Único de Saúde. Mais importante ainda, em nível individual, a amamentação na primeira hora de nascimento foi prejudicada por práticas inadequadas nas maternidades. O fato é que as práticas hospitalares, mas não o desejo e a decisão das mães de amamentar, estão determinando este baixo índice de aleitamento pós-parto. O efeito das normas das maternidades e a ausência de fatores individuais maternos que expliquem o desfecho sugerem que as mães têm pouco ou nenhum poder de decisão sobre essa amamentação e dependem das práticas institucionais vigentes nestes estabelecimentos. Desnecessário dizer que a amamentação na primeira hora de vida é recomendada pela Organização Mundial da Saúde e é importante para o estabelecimento do vínculo mãe-bebê, além de aumentar a duração do aleitamento materno e reduzir a mortalidade neonatal.

          Os resultados deste estudo são ainda piores que dados prévios que já indicavam que a prática da amamentação na primeira hora de vida, no Brasil, é relativamente baixa, ao redor de 43%. Com resultados como esse, pode ser que a cena continue emocionante, mas o filme, neste caso, só pode ser de horror. (Boccolini et al.  Fatores associados à amamentação na primeira hora de vida. Rev. Saúde Pública 2011, 45(1):69-78).
Escrito por Dr. Alexandre Faisal 


 Desabafo da minha querida amiga, mãe e doula Aline Amorim...leiam ... vamos trabalhar mulherada, a vida não é mole, mas podemos optar por momentos maravilhosos...e shô PREGUIÇA!!! Leiam o desabafo...

Queridos, já passou da hora de vocês acordarem pra realidade. Desculpa a minha sinceridade, de verdade! Mas é uma matéria encima da outra que eu tenho postado. Sempre alertando, avisando sobre os perigos de não planejar teu parto, da cesárea sem real necessidade, comprovando os benefícios do parto humanizado, do acompanhamento de uma Doula, dos benefícios do aleitamento materno exclusivo por 6 meses e continuado por 2 anos ou mais, de que bebês precisam de atenção, etc, etc, etc...
Esse lance de não tenho como pagar por um parto humanizado, engravidei de surpresa, estou com muitas dívidas NÃO É IMPEDIMENTO PARA O MESMO!
Assim como voltar a trabalhar não é impedimento para continuar amamentando e não é motivo pra dar mamadeira.
Será que é tão difícil arcar com suas responsabilidades? 
E daí que o pediatra falou que "é melhor dar a mamadeira de leite de vaca enquanto você estiver no trabalho" ? Custa dar uma pesquisada, buscar quem entende do assunto (e quem entende de amamentação é uma consultora em amamentação e é muito difícil um pediatra entender do mesmo) ? Quem sabe o que é melhor pro seu filho é você ou ele?
Não consigo entender as mães transferindo suas responsabilidades para terceiros e sério, confesso que estou cansada disso!
Tem mãe que quer mesmo a cesárea, sabendo dos riscos e tudo mais. Mas foi uma escolha "consciente". Agora o que não dá, são aquelas que ficam se lamentando depois pelo leite derramado. Pera lá! Informações você teve! Não fez pq não quis, não vem com historinhas pra cima de mim, que não cola... Enfim.

O que eu queria realmente falar (desculpem o desabafo) é que cada vez está ficando mais evidente que as coisas no Brasil/Rio de Janeiro estão difíceis.
Se ainda tem a chance de investir no teu parto, invista. Não fique contando com a sorte ou com o bom humor do teu médico do convênio não.
Vá atras! Corra! Conquiste teu parto! Conquiste tua amamentação exclusiva! Descarte os palpites dos vizinhos e das vovós, ouça teu instinto, busque informações corretas. Não espere o tempo passar para depois se lamentar!

#FICAADICA!

Aline Amorim

Mãe e Doula
Informação, ajuda e apoio contínuo no momento mais importante da sua vida.
Apoio que a mãe precisa. Carinho que o bebê sente.


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