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terça-feira, 17 de março de 2015

Introdução alimentar e sua importância: 14 dicas pra ela ser realizada de forma correta

Queridos leitores! 

Como já expliquei ali no ladinho direito, este blog trás texto de minha autoria, mas também textos interessantíssimos de outros profissionais na área da saúde da mulher, amamentação e alimentação infantil.
Hoje o texto é da Paola, do Blog Maternidade Colorida! Orientações simples para as mães começarem a introduzir alimentos, aos poucos, para seus bebês! Espero que gostem!

Imagem Shutterstock
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Seu bebê completou 6 meses e chegou a hora tão esperada: a introdução alimentar! Muito além de fazê-los aceitar os novos sabores, ela é responsável por outros desenvolvimentos e estímulos nos pequenos, por isso, é importante investir corretamente nesta fase. No post de hoje, o assunto é: Introdução alimentar e sua importância e trago 14 dicas pra ela ser realizada de forma correta!
A cada 8 de 10 mães que atendo, as dúvidas são praticamente as mesmas: como oferecer, o que oferecer, quando oferecer e a maior de todas – quanto meu filho tem que comer!
Muitas mães se sentem se frustam, pois tem a errada ideia de que com 6 meses e 10 dias seu bebê irá comer tudo e de tudo, mas calma, quem te orientou?
Se o correto é oferecer no mínimo 4 vezes o mesmo alimento para o bebê, ficar 1 semana só com as frutas, na segunda semana ser fruta e papa principal 1X ao dia, depois 1 semana com 2 X fruta/dia e a papa principal pra só depois oferecer 2X fruta e 2X papa principal, como o bebê em 10 dias estará comendo tudo?
Minhas queridas, como sempre falo: paciência, amor, calma, foco e mais paciência com amor! Não é de um dia pro outro que o bebê vai aceitar tudo o que você oferece para ele.
Quando temos calma, confiamos nas orientações que recebemos, respeitamos as fases, momentos de nossos bebês, tudo caminha para o sucesso!
A introdução alimentar tem 6 meses pra acontecer, ou seja, dos 6 meses até completar 1 ano, é a fase de introdução alimentar e nela, é preciso oferecer pouco a pouco os novos sabores e novas consistências, pra daí a criança estar pronta pra comer a “comida da família”.
Não é correto a criança completar 1 ano e só comer sopa, purê ou algo do tipo. Não, não é correto e isso atrapalha o desenvolvimento buco-maxilar, a fala e o interesse pela comida!
É importante de uma vez por todas entendermos que alimentar não é só promover o ganho de peso nos bebês, alimentar é nutrir, é oferecer variedade no cardápio, é ter paciência, respirar fundo e tentar mais uma vez!
Quando a introdução alimentar acontece de forma calma, tranquila, com amor e sem a ansiedade materna ou dos familiares em ver o prato limpo ao fim da refeição, os bebês sentem-se tranquilos e confiantes em provar, experimentar o novo!
Imagem Shutterstock
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Mas como deve ser a introdução alimentar?
  1. Tenha paciência e entenda/aceite o tempo de seu bebê
  2. Organize-se e elabore um cardápio variado e com oferta correta de nutrientes
  3. Desprenda-se da quantidade que ele come
  4. Preocupe-se com a qualidade do que ele come
  5. Deixe-o pegar os alimentos, invista no método BLW, nem que seja pra “mesclar” com o método “tradicional”
  6. Nunca penere, bata, centrifugue, liquidifique a papa principal de seu bebê
  7. Ofereça desde sempre amassado no garfo e mês a mês evolua a consistência da papa
  8. Não ofereça sucos ou água de coco. Fique só no leite materno ou fórmula e água para já criar o hábito
  9. Não ofereça bolachas, biscoitos, pães. Até 1 ano, a alimentação do bebê é só com frutas, verduras, legumes, cereais naturais, carnes, ovo … ou seja, tudo que é natural!
  10. Faça papas saborosas! Tempere com itens naturais e faça a comidinhas dos pequenos com sabor!
  11. Combine os sabores de forma que fique agradável, mescle sabor mais amargo com os mais neutros, por exemplo.
  12. Monte uma rotina alimentar e crie o ambiente correto: lugar de comer é lugar de comer, lugar de brincar é lugar de brincar! Não use nunca o tablet ou televisão pra fazer seu bebê comer!
  13. Bebê com sono, irritado, chorando não vai comer, ou seja, entenda a melhor hora de oferecer a alimentação.
  14. Está difícil? Ele não come? Ele fecha a boca? Faz muita sujeira? Respira, conta até 10, dê colo, amor, carinho, busque sua paciência e tranquilidade aonde ela estiver, espere tudo se acalmar e tente de novo!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Alimentação infantil - O que é o BLW?

Para aprendermos um pouco mais sobre alimentação infantil, trouxe este texto traduzido pela Simone que é consultora em aleitamento. Este texto esta disponibilizado em um grupo do facebook " Falando sobre Introdução Alimentar", o qual ela administra. Leiam!



BLW ou "Baby Led Weaning" ou algo como o Desmame conduzido do bebê é uma terminologia americana similar ao termo brasileiro "alimentação complementar", em alguns países no Reino Unido o termo também é assim empregado. Embora seja empregado o uso da palavra desmame (weaning) ele não significa que o desmame seja abrupto, mas o "start" do começo do desmame natural pelo bebê à partir da introdução alimentar. A autora sugere também o significado do termo como "auto alimentação". Acredito que seja o mais coerente.

Queremos reforçar que concordamos com a técnica e a praticamos, mas defendemos o aleitamento materno até os dois anos ou mais e principalmente, incentivamos e apoiamos o desmame natural pelo bebê, pois o desmame pertence à ele.

BLW significa deixar que seu filho se alimentar desde o início da introdução alimentar a partir dos seis meses, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, baseada em evidências sobre o momento de maturção do intestino do bebê e à conquista da capacidade de sentar, mantendo o esôfago ereto. O termo foi originalmente cunhado por Gill Rapley, uma profissional de saúde e ex-parteira. 

O Método consiste em oferecer os alimentos em dimensões adequadas livremente, em um prato ou até na própria mesinha do cadeirão para que o bebê possa experimentar o alimento independente. Incentiva-se a prática de uma alimentação rica e balanceada o mais possível neste processo.

Essa é a essência do BLW. Sem alimentos batidos, processados ou amassados. O conceito é seu filho comer a comida da família, juntamente com a família e desfrutar junto deste momento prazeroso.

Bebês franceses são incentivados a comer porções reduzidas da alimentaçao familiar desde o começo da complementação. Não é à toa que a França é um dos maiores países de referência gastronômica do mundo. Apreciar e apurar o paladar começa por lá muito cedo. É um bom exemplo!


Por Simone de Carvalho

terça-feira, 3 de setembro de 2013

ROTEIRO ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR

Encontrei este texto muito bom no grupo do facebook "Falando de introdução Alimentar". Um guia para as mamães e os papais participarem e cuidarem da alimentação de seus filhos.



A escolha dos ingredientes:

Os alimentos que compõem a papinha do bebê devem sempre ter um bom aspecto, uma procedência confiável e estar no prazo de validade. Legumes, verduras e frutas precisam ser bem lavados para retirar vestígios de agrotóxicos. (melhor é investir em produtos orgânicos de boa procedência). Na hora de cozinhar, lave as mãos e evite espirrar ou tossir sobre os ingredientes.

Como fazer a papinha:
Pique os ingredientes escolhidos e coloque em uma panela comum - alguns especialistas acreditam que o cozimento na panela de pressão retira nutrientes importantes. Se utilizar água para cozinhar, perdem-se nutrientes importantes na evaporação e desprezando a água. Cozinhe sempre no vapor para garantir o máximo de aproveitamento. Não bata no liquidificador, no processador ou no mix. Apenas amasse e deixe numa consistência agradável para o bebê. A partir de nove meses ou com os primeiros dentinhos, passe a oferecer o alimento em pedaços e bem cozido. Tempere com ervas, alho ou cebola refogado em um pouco de azeite (sem saturar) e sirva morno. O tempo de preparo é de mais ou menos 40 minutos. Leve isso em conta para administrar a fome do bebê.

Tempo de validade:
A papinha que não foi tocada pode ficar na geladeira por até 24 horas. Mais do que isso, há o risco de a comida estragar. Caso passe desse limite jogue fora. Quando sobrar muito ou você fizer grandes quantidades, prefira congelar.

Como congelar:
Escolha potes do tamanho da porção que seu filho come para facilitar na hora de descongelar. Coloque a papinha no pote, feche, cole uma etiqueta com o sabor e a data, e leve ao freezer. A papinha pode ser consumida em até três meses. Na hora de descongelar, aqueça o conteúdo no fogão, mexendo sempre para não queimar. Evite o uso de microondas. Ele corrompe a molécula de DNA do alimento, de maneira que o corpo não consegue reconhecê-lo como um alimento. O microondas agita as moléculas para se moverem mais rápido e mais rapidamente. Este movimento causa fricção que altera a natureza, deturpando a composição original da substância. Isso resulta na destruição de vitaminas, minerais, proteínas, gerando uma nova substância chamada de compostos radiolíticos, coisas que não são encontradas na natureza. Assim, o corpo fracciona essas substâncias em células de gordura para se proteger do alimento morto ou na busca de eliminá-lo rapidamente.

06 MESES
O primeiro alimento:
A introdução às papinhas começa, na verdade, no momento de oferecer a papa de fruta. Ela pode ser oferecida entre as mamadas da tarde (ou, frutas da época). Escolha frutas molinhas e doces, como polpa de maçã e banana amassada. Observe como o organismo do bebê reage a cada alimento. Depois de uma semana, você já pode introduzir a papinha salgada na hora do almoço.

Ingredientes:
Comece com a papinha salgada também feita com um ingrediente só, como a batata, a mandioquinha, o arroz. Após sete dias, você já pode combinar dois ou três ingredientes.

Tempero:
Nesse primeiro mês de transição, faça as papinhas sem usar nenhum tempero. Evite o uso de sal, e mais tarde, introduza o sal marinho, sem refinamento, em pouca quantidade.

Consistência:
As primeiras papinhas podem ser pastosas como um purê. Depois com o nascimento dos dentinhos, ofereça em pedaços, ora cozido, ora assado ou cru. O processo realizado dessa maneira estimula, no tempo certo, a mastigação, a deglutição, o paladar e a musculatura facial. E com o tempo, irá identificar qual a preferência da criança por determinado alimento, construindo assim um gosto peculiar do paladar pelos alimentos.

Quantidade:
Até quatro colheres de sopa por refeição - mas isso pode variar bastante entre os bebês.

Roteiro do dia

Manhã:
Leite Materno (livre demanda)
Almoço:
Papinha salgada + papinha de fruta
Lanche da tarde:
Leite Materno (livre demanda)
Papinha de fruta
Jantar:
Leite Materno (livre demanda)
Ceia:
Leite Materno (livre demanda)
“As primeiras papinhas podem ser de um ingrediente só. Além de a criança conhecer os sabores individuais e já descobrir o que gosta, também fica mais fácil observar quais são os itens capazes de deflagrar alguma reação, como alergia ou diarreia.”
07 MESES
Ingredientes:
Agora que o bebê já está mais acostumado com a papinha salgada, chegou a hora de incrementar as refeições. Primeiro você deve conhecer os três grupos alimentares que precisam aparecer no prato da criança:

· Alimentos energéticos (carboidratos): fornecem energia para o organismo do bebê. São encontrados na batata, arroz, macarrão, mandioquinha, batata-doce, mandioca...

· Alimentos construtores (proteínas): responsáveis pelo crescimento. São encontrados em carnes de boi, de frango ou de peixe, feijão, ovos, lentilha, grão-de-bico etc.

· Alimentos reguladores (verduras e legumes): fornecem vitaminas importantes para o desenvolvimento. São encontrados na abóbora, alface, beterraba, brócolis, espinafre, cenoura, chuchu, abobrinha...

Para montar uma boa papinha você deve escolher:

1 ingrediente do grupo dos energéticos;
1 ingrediente do grupo dos construtores;
2 ingredientes do grupo dos reguladores.

É possível bolar muitas combinações usando a criatividade e, mais para frente, você pode aumentar o número de ingredientes escolhidos, sempre respeitando esse mínimo. Varie bastante para o seu filho experimentar o maior número de alimentos possível.

Tempero:
Continue colocando pouquíssimo ou nenhum sal. Prefira combinar temperos mais suaves para deixar a papinha saborosa. Você já pode introduzir cebola, alho e salsinha, sempre observando as reações da criança. E use os temperos in natura: nada de versões industrializadas, que apresentam excesso de sódio e outras substâncias químicas.

Consistência:
Caso o bebê aceite bem o purê, que tal experimentar deixá-lo mais consistente? Assim, seu filho dá mais um passo no treino da musculatura facial, o que também ajudará na fala.

Quantidade:
De quatro colheradas a uma xícara - isso pode variar de bebê para bebê.

Roteiro do dia

Manhã:
Leite Materno
Almoço:
Papinha salgada + papinha de fruta
Lanche da tarde:
Leite Materno Papinha de fruta
Jantar:
Papinha salgada + leite materno
Ceia:
Leite Materno

08 MESES

Ingredientes:
Não há mudança de ingredientes nessa fase. O ideal é continuar seguindo com o esquema de um alimento energético, um alimento construtor e dois alimentos reguladores para garantir uma papinha balanceada. Aproveite para variar bastante.

Tempero:
Não use sal.. Prefira dar sabor aos alimentos usando temperos como cebola, salsinha e alho. Você já pode arriscar outras combinações temperando com cebolinha, tomilho, salsão... Observe as preferências do pequeno.

Consistência:
Já é o momento de deixar a papinha mais grossa. Amasse os alimentos com o garfo, mas deixe alguns, como a batata que é molinha, picadinha para a criança já se habituar a alimentos mais sólidos.

Quantidade:
De quatro colheradas a uma xícara - essa quantidade pode variar de bebê para bebê.

Roteiro do dia

Manhã:
Leite Materno Almoço:
Papinha salgada + papinha de fruta
Lanche da tarde:
Leite Materno Papinha de fruta
Jantar:
Papinha salgada + papinha de fruta
Ceia:
Leite Materno
“Quanto mais alimentos o bebê conhecer, mais chances de gostar deles no futuro e ter uma alimentação sempre bem variada. Lembre-se de que nem sempre ele apreciará o sabor na primeira vez que experimentar. É preciso oferecer uma comida pelo menos oito vezes para ter certeza de que ela não agrada o paladar do bebê.”

09 MESES
Ingredientes:
Continua valendo o esquema de um alimento energético, um construtor e dois reguladores. Mas você pode colocar mais ingredientes nas refeições, claro, desde que conte, pelo menos, com esse mínimo. Agora é um bom momento para oferecer a papinha com os alimentos separados. O arroz e feijão ficam juntos, cozidos e bem molinhos. Mas a carne moída, por exemplo, pode ficar disposta do outro lado do prato. Assim, a criança começa a se acostumar com uma refeição de verdade.

Tempero:
Continue apostando em cebola, alho, salsa e cebolinha, tomilho, salsão, cominho, orégano, alecrim e o que mais sua imaginação mandar.

Consistência:
Aos nove meses, já é hora de oferecer os alimentos picadinhos. Cozinhe todos para ficarem moles, amasse uma parte e deixe outra em unidades bem pequenas. As carnes podem ser moídas, picadinhas ou desfiadas. Veja o que mais atrai o seu bebê.

Quantidade:
Uma xícara - essa quantidade pode variar de bebê para bebê.

Roteiro do dia

Manhã: 
Leite Materno Almoço:
Papinha salgada + papinha de fruta
Lanche da tarde:
Leite Materno Papinha de fruta
Jantar:
Papinha salgada + papinha de fruta
Ceia:
Leite Materno
10 MESES
Ingredientes:
Capriche na escolha de verduras e legumes. Tradicionalmente, eles são os alimentos mais difíceis para o bebê apreciar - diferente, por exemplo, do macarrão, como você já deve ter notado, que todos gostam. Opte pelas massas orgânicas ou integrais. Ofereça vários tipos para aumentar as chances de apreciação. Outra ideia é mudar a forma de apresentação: um dia in natura picadinho, outro dia misturado ao molho, outro em forma de bolinho. A comidinha agora pode ficar separada no prato, não precisa mais ter a aparência de papinha para valer.

Tempero:
Vale a pena repetir: não há necessidade de usar sal para preparar as refeições. Experimente colocar outros tipos de temperos para realçar os sabores. Outra ideia é usar queijo ralado de boa qualidade e azeite, como fazem os italianos.

Quantidade:
Uma xícara cheia - essa quantidade pode variar de bebê para bebê.

Roteiro do dia

Manhã: 
Leite Materno Almoço:
Comida salgada + fruta
Lanche da tarde:
Leite Materno Fruta
Jantar:
Comida salgada + fruta
Ceia:
Leite Materno
“Para abrir o apetite, uma novidade: deixe o bebê comer sozinho, com as mãos. Eles vão adorar pegar no pratinho pedacinhos de legumes picados, pão, frutas, milho, queijo. Qualquer coisa que possa ser servido em pedacinhos pequenos.”

11 MESES

Ingredientes:
A partir daí, os médicos tradicionais liberam a ingestão de peixe - a polêmica de quando começar a oferecer esse tipo de alimento existe porque ele possui proteínas que causam alergias. Mas, nessa fase, o organismo já está mais preparado para lidar com elas. As versões com sabor suave, como a pescada, são as melhores para a introdução. Sempre fresco e não congelado. O peixe precisa ser muito bem limpo e não ter espinhas. O lanche da tarde também pode virar um lanche de verdade, com direito a pão, torradas e cereais.

Tempero:
Continue experimentando usar ingredientes diferentes em cada refeição para testar o que seu filho gosta. Existem crianças que não simpatizam com o sabor do alho, por exemplo, enquanto outras adoram. E policie o uso do sal.

Consistência:
Os alimentos picadinhos continuam no prato. Isso não impede que, caso o bebê não consiga comer algo, você amasse para ele. Use o bom senso para ver o quanto seu filho está se adaptando e não tenha medo de dar um passo para trás, se for preciso.

Quantidade:
De uma xícara cheia a um prato infantil.

Roteiro do dia

Manhã:
Leite Materno Almoço:
Refeição salgada + sobremesa (fruta da época e evite industrializados com conservantes, corantes e açúcar).
Lanche da tarde:
Lanche Leite Materno
Jantar:
Refeição salgada + sobremesa (fruta da época e evite industrializados com conservantes, corantes e açúcar).
Ceia:
Leite Materno


12 MESES

Ingredientes:
O organismo do bebê de um ano já está preparado para comer a mesma comida da família. Mas sempre é bom adaptar, pois ele não vai apreciar certos sabores. No dia em que o cardápio tiver frango ao curry, por exemplo, separe um filé temperado apenas com sal e salsinha para a criança. E continue oferecendo o alimento picado e mais mole se preciso, para incentivar seu filho a comer. A clara de ovo, agora, é liberada por todos os médicos.

Tempero:
A ideia é continuar temperando a comida da criança como antes, sempre cuidando para a quantidade de sal ser mínima. Quando a refeição da família levar algum tempero mais picante, separe uma parte para seu filho e use apenas temperos suaves. Ou, é uma boa hora para readaptar a alimentação familiar, tornando-a um hábito saudável.

Quantidade:
Seu filho comerá cerca de um prato infantil em cada refeição, mas isso não significa lotar o prato. O estômago da criança é pequeno - a capacidade gástrica de um bebê de um ano, por exemplo, é de 250 ml, enquanto a de um adulto é de 1300 ml.

Roteiro do dia

Manhã:
Leite Materno
Suco Natural ou fruta (você pode, em um final de semana, por exemplo, picar as frutas da semana, bater e congelar na grade de gelo, tendo cubinhos de suco para preparar com mais facilidade e praticidade).
Almoço:
Refeição salgada + sobremesa
Lanche da tarde:
Lanche Leite Materno
Jantar:
Refeição salgada + sobremesa
Ceia:
Leite
Lanche:
Alguns bebês tem necessidade de comer algo a mais antes de dormir, como um biscoito integral ou um mingau de aveia.
“A partir de um ano, você pode começar a oferecer mel ao bebê. Antes disso, a criança corre o risco de contrair botulismo, caso o mel esteja contaminado pela bactéria clostridium botulinum, nociva apenas aos mais sensíveis”. 

Adaptação: Simone de Carvalho

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Alfarroba: O chocolate bom para o bebê!


Achei muito interessante este post do blog Alimentação e Saúde Infantil. Um chocolate saudável que podemos introduzir na alimentação dos nossos bebês! No texto tem receitas (links) do próprio blog, entrem e peguem todas as dicas para tornar a alimentação dos seus filhos saudável e saborosa!



Alfarroba: O chocolate bom para o bebê!

Alfarroba é uma espécie de “chocolate” que só faz bem, desde que consumido conforme as recomendações de Paracelsus*. 
É naturalmente doce, e rica em vitaminas A, D e do complexo B, boa dose de cálcio, potássio, zinco, cobre, manganês e fibras, além de apenas 1/3 das calorias do chocolate tradicional.
A cocção de sua polpa serve para aliviar dores por gastrite ou úlcera, azia, diarreia ou refluxo gastroesofágico.
Suas fibras, aliadas á pectina, impedem que o conteúdo estomacal ácido retorne pela garganta, ocasionando em vômitos.
Pectina é uma espécie de gel solúvel em água, que protege o organismo de infecções bacterianas. Auxilia a digestão, ajuda a limpar e aliviar irritações estomacais, e do esôfago, e em tratamentos da diarreia. 
A alfarroba também tem lignanas, fitoestrógenos indicados na menopausa, que protegem contra o câncer.
São antivirais, antifúngicas, antibacterianas e anti-inflamatórias.
E cadê ela?
Típica das regiões mediterrâneas, é ainda pouco acessível por essas bandas. Entretanto, possui história de longa data.
Tudo começou há milhares de anos, na Mesopotâmia (atual Iraque), onde suas vagens eram utilizadas no preparo de sucos e doces.
Dali, foi para todo o Oriente Médio e norte da África, especialmente o Egito, onde, assim como na Grécia, servia de medicamento para infecções e distúrbios gástricos, tosse e problemas na garganta.
Os egípcios a utilizavam em casos de indigestão, diarreia ou azia, devido suas propriedades adstringentes, emolientes e purgantes no organismo humano. Aproveitavam ainda para fazer cola com sua goma e atar suas múmias.
Antes mesmo de o açúcar da cana ser “descoberto” pelo homem branco, a alfarroba já era utilizada como adoçante em larga escala.
E, assim como o açúcar da cana, foi moeda de troca em tempos passados.
Os espanhóis levaram as primeiras mudas para a América do Sul. Os ingleses a cultivavam na América do Norte, desde meados de 1800.
Em toda a Europa, as vagens da alfarrobeira são famosas por seu sabor naturalmente doce, e capacidade de deter a diarreia infantil.
Boa para os bebês…
... e também para os cães e gatos!!
Chocolate é feito de açúcar e cacau, que é rico em teobromina, uma substância similar á cafeína
A teobromina afeta o sistema nervoso dos animais, provocando vômitos, diarreia, reações alérgicas, taquicardia, tremores, convulsões, coma e até morte.

Os cães também possuem baixa produção de lactase, uma enzina importante para a digestão do leite de vaca. Por isso, podem apresentar sintomas como inchaço, vômitos e diarreias.
A alfarroba não depende da lactose do leite de vaca, utilizada para mascarar o sabor amargo do cacau.
E, por seu sabor adocicado, não são necessários outros açúcares ou adoçantes no preparo de seu chocolate.
FONTES:
Farinha de alfarroba para o tratamento de diarreia em bebês prematuros -PubMed - National Center for Biotechnology Information
* Paracelso : “A diferença entre o veneno e o remédio está na dose”.
RECEITAS COM ALFARROBA

Cobertura de alfarroba
250 g de gordura de coco
300 ml de açúcar em pó
Baunilha em fava
150 ml de alfarroba em pó
Derreta a gordura de coco em temperatura média á baixa.
Adicione os outros ingredientes, misturando bem.
Cubra bolos, muffins, cupcakes, biscoitos, etc.
Receita > purevege.com
Trufas de alfarroba com hortelã
2 xícaras de alfarroba em pó
3/4 xícara de óleo de coco
2 colheres de sopa de óleo de hortelã
2 xícaras (I datas encharcadas de molho em água de coco)
1/4 xícara de mel certificado
1/2 xícara de farinha de coco
Pitada de sal marinho
Passe todos os ingredientes em um processador de alimentos, ou liquidificador de alta velocidade.
Forme bolas, e role no pó de alfarroba.
Deixe na geladeira,  por cerca de 01 hora.
Polvilhe com coco ralado ou alfarroba em pó.
Receita >> rawfoodrecipes.com
Veja aqui>: Receitas de Ovos de Páscoa e Creme de alfarroba

FONTE

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Carlos González - Alimentación Infantil Libre de Papillas

Muuuito bom a palestra. Mães com dúvidas sobre alimentação, com medo de introduzir os alimentos, com medo de errar, PAREM! Se acalmem e leiam a tradução da palestra.


"Venho falar sobre a alimentação infantil, que é um tema que preocupa muito as mães e eu nunca tinha falado antes para uma platéia com um percentual tão baixo de mães, mas não tem problema, porque aproximadamente 100% foram filhos e portanto vão reconhecer o tema.

Muitas mães e alguns pais estão preocupados porque os filhos não comem. Me contava uma mãe outro dia: não come nada, absolutamente nada, eu ponho um prato de fusilli e só come 1. Ué, a senhora não disse nada? Um não é igual a nada. Se um e zero fossem iguais, como os informáticos poderiam trabalhar?

Outras mães estão preocupadas, e às vezes nós médicos também estamos preocupados, e às vezes até fonoaudiólogos, porque cada vez vemos mais crianças que com 2 ou 3 anos não mastigam, que comem tudo, absolutamente tudo triturado. E é curioso porque a mesma mãe que com 9 meses diz: que grande é minha menina, que bem come toda a sua papinha, aos 2 anos diz: parece mentira, uma menina tão grande comendo ainda papinhas. Então, o que concluimos, é grande ou não é grande, é boa ou não a famosa papinha. E se você não quer chegar a esse destino , o melhor é não empreender esse caminho, e portanto do que venho falar hoje é de uma alimentação complementar livre de papinhas, uma alimentação complementar à demanda em que a criança possa comer o que quiser, exatamente como fazemos nós os adultos e a maioria de nós não temos problemas.

O problema é que na Espanha, costumam-se dar umas normas sobre alimentação complementar que são obsessivas, beirando a paranóia. Uma mãe me mostrou o típico papel impresso que recebeu. Um xerox do xerox do xerox, às vezes você encontra xerox de coisas escritas a máquina, coisas da era paleolítica. Ela havia recebido do posto de saúde, imagino que vocês já viram muitas coisas parecidas: aos não sei quantos meses, às 9 da manhã 120ml de leite com não sei quantas colheradas de não sei que cereal sem glúten. Às 13h, 50g de batata com 50g de cenoura com 50g de ervilha com não sei o que. À tarde, meia pera e meia maçã. As peras e as maçãs curiosamente sempre vão por metade, não sei porque não te dizem os gramos, já que o tamanho da pera e da maçã são muito distintos, essa é uma falha do sistema. A partir de não sei quantos meses às 2ªf e 4ªf, 50g de frango.

Conheci um pobre senhor que, não sei se seu filho já era grandinho, eu sei que o pediatra disse 85g de frango. O que acontece é que, claro, você pega 100g de frango e tenta tirar 85g, você pode errar então ele começou a ir todos os dias ao açougue para comprar 85g de frango. Imaginem a cena: ponha por favor 85g de peito de frango picado, então o açougueiro diz: melhor ponho 100g né? Não! 85! Que são para o menino.

Às 3ªf e 6ª f, 50g de carne e a partir de não sei quantos meses, meia gema de ovo em dias alternados que a partir de não sei quantos meses vai merecer uma gema de ovo inteira. A fruta è às 5 da tarde, como os touros. As mães me perguntam quanto tempo duram as frutas sem perder suas propriedades, as propriedades da fruta, que agora já estamos em crise, ninguém tem propriedades mais!

Vejamos, se quer triturar a fruta, que não recomendo, mas se quiser, o que importa o quanto duram se com o mixer num instante já estão trituradas? “Mas é que a fruta è às 5 e nessa hora tenho que buscar o mais velho que sai da creche, então tenho que levar a fruta no tupperware para dar ao bebê às 5. 

Mas ela não pensou que a fruta pode ser às 4:30 ou às 5:30? Mas ela não pensou que se está tão afim de dar alguma coisa às 5 que pode dar uma bolacha, que é mais fácil de transportar e a fruta, ela pode dar de manhã ou à noite? Pois não, porque o médico ou a enfeimeira disseram que era às 5: meia pera, meia maçã, meia banana e o suco de meia laranja. Se a avó estiver por perto, temos que acrecentar meia bolacha Maria.

Tem gente que diz: são mães obssessivas! Não, por favor, são mães normais! Eu acredito que são pediatras obsessivos. Porque se você vai ao médico e te dizem: você tem que tomar 12 unidades de insulina, você não vai tomar 11 nem 13, e sim 12 porque assim disse o médico e se ele disse assim é porque esse é o tratamento correto. Você tem o direito de esperar que quando um médico te diz 12 é porque são 12 e quando um médico te diz que a fruta é às 5, é porque a fruta è às 5.

O papel esse que lhes eu estou contando são 4 páginas contínuas de calendários, horários, gramas e minutos, ao final punha: atenção, as horas são aproximadas. Mas se são aproximadas, melhor não por! Como mínimo, mínimo, melhor por café da manhã, almoço, lanche e jantar e assim teria evitado muitas angústias. E que importa que a fruta seja no café da manhã ou no lanche? Eu acabo de tomar o café da manhã num hotel e comi fruta, paella, frios...A capacidade do homem tomar café da manhã é ilimitada porque temos que acreditar que sempre temos que tomar cereais no café da manhã?

Àquela mãe eu respondi: se a senhora em lugar de ter um filho normal tivesse um marido diabético (que Deus não permita!), um endocrinologista não teria dado este tipo de instruções. A um diabético não se diz se são 50g de frango, a um diabético não se diz que a fruta é às 5 da tarde. Inclusive, uma pessoa que realmente necessita uma dieta medicamente controlada não se dá esse nível de detalhe. E, no entanto, com a alimentação infantil nos encontramos com isso, provavelmente porque com a alimentação infantil continua-se recomendando mais ou menos da mesma maneira, talvez por tradição, que há 80 anos provavelmente porque naquela época, os bebês se não mamavam no peito e os bebês ricos não tomavam peito, porque isso era coisa de pobre, também não tomavam o leite nós temos na farmácia, fabricado por uma multinacional. Em seu lugar, o leite se preparava em casa, ainda em inglês esse leite se chama fórmula, tantos ml de leite fervido em casa, porque também não se vendia o leite pasteurizado, com tantos ml de água, com tantos gramas de açúcar e você já tem a fórmula do menino. Sem vitamina c, sem ferro, sem vitamina d, as crianças pegavam escorbuto. Então era necessário dar-lhes alimentos muito preparados, o suquinho de laranja, porque a fruta fazia com que suas gengivas sangrassem por causa do escorbuto, era preciso dar-lhes o fígado, que tem vitamina d, principalmente o fígado de bacalhau. E assim se chegou a dar as primeiras papinhas com menos de 1 mês, a única maneira de dar a alguém tão pequeno a comida é metendo dentro da sua boca, não tem outro jeito.

Agora sabemos que não é necessário começar tão cedo, entre outras coisas porque os senhores fabricantes de leite já acrescentaram essas vitaminas aos seus produtos e porque os bebês já não tomam a mesma mamadeira de antes. E aprendemos que os que são amamentados nunca precisaram dessas coisas e agora se recomenda começar aos 6 meses. Só que estamos começando aos seus meses da mesma maneira que quando se começava às 4 ou 5 semanas, tomando muitas precauções, com um estrito controle médico, medindo os gramas e os mililitros e enfiando a comida na boca do bebê, que é a coisa mais angustiante do mundo.

E é curioso como que tantos bebês, que enfiam tudo na boca, enfiam as canetas, as chaves do carro, os papéis, não tem mães que não tenha tido que tirar papel da boca do filho. Enfiam tudo na boca menos a comida. Ao ver a colher, começam a chorar. Qual experiência teve que viver um bebê, para ser capaz de meter na boca qualquer porcaria, menos o que se come?

É preciso entender qual o objetivo da alimentação infantil, ou seja, por que damos aos bebês outras coisas além do peito? Por quê não podemos dar o peito a vida inteira. “Ah, mas é que eu adoro amamentar, eu lhe daria o peito a vida inteira!” Mas, não é possível porque se você amamentar a vida inteira, a sua mãe vai ter que vir te amamentar e a sua avó vai ter que amamentar a sua mãe. E algum momento a corrente se rompe, além de que amamentar a vida inteira quer dizer a sua vida inteira ou a vida inteira dele?

E com a mamadeira, não poderíamos dar mamadeira a vida inteira? Bom, na mamadeira não porque fica feio, quem quiser que beba num copo. Vamos um pouco por esse caminho, ou seja, existe o leite número 2, depois o leite de crescimento, depois tem um período que a indústria ainda está procurando o que enfiar, mas já existe leite para mulheres com menopausa, e temo leite com pouca lactose, sem lactose, leite meio vegetal...Essa coisa do leite é como um câncer no supermercado, que vai se espalhando e fagocitando o resto dos alimentos. E vai se deslocando, cada vez existem mais leites e mais tipos. Esses leites de crescimento, leites com cálcio extra, leite de soja, não estão desenhadas para que uma pessoa só tome leite, estão desenhadas para que coma outras coisas e também leite. Sempre se pode comer outras coisas e não tomar leite, não tem problema.

É possível fabricar um leite que não seja necessário nada mais? Um leite para crianças de 5 anos, de 10 anos, para senhores de 50 anos? Sim, por que não? Por que a partir dos 5 anos, sei lá, não tem suficiente cálcio. Põe mais cálcio. É que a partir dos 20 anos, precisa de mais fósforo. Então põe mais fósforo. Isso são coisas baratas. Não custaria nada que houvesse um comitê internacional de especialistas de nutrição que diria o que tem que comer exatamente cada um segundo sua condição física, segundo sua idade, segundo seu estado. Existiria um leite para mineradores, um leite para esportistas, um leite para caminhoneiros, um leite para grávidas, um leite para mães que amamentam. Eu iri ao supermercado e diria: escuta, vocês tem um leite para pediatras entre 50 e 60 anos? “Xi, esse acabou! Se o senhor quiser, temos o leite para ginecologistas” Ah, mas os ginecologistas fazem mais esforço físico para tirar o bebê, não pode ser o mesmo leite! “Na semana que vem recebemos o leite para pediatras, com certeza!” Com um leite assim que tivesse tudo, as pessoas tomariam sempre a quantidade exata de colesterol que necessitam, a quantidade exata de sal, de açúcar,. Não existiriam pessoas com problemas de colesterol, de pressão alta, de diabetes, poderíamos viver 100 anos. Por que não fazemos isso? Por quê se é para comer assim, se é para comer um copo de leite de café da manhã, dois no almoço, um de lanche e um na janta, e de repente, no Natal eu me permito meio copo de leite com sabor turrón (doce típico de natal espanhol). Se é pra viver assim, 100 anos comendo merda, não quero viver 100 anos.

Preferimos comer comida normal, preferimos comer paella ou coelho com agliolio ou tortilla de batatas, ainda que às vezes isso nos leva as equivocarmos. E isso faça com que às vezes alguns tenham obesidade, outros hipertensão, outros tenham colesterol e outros açúcar. Mas, que caramba, nós que vamos viver nesse vale de lágrimas que desfrutemos um pouco. E queremos ter esse privilégio de comer comida normal e tomar nossas decisões e queremos o mesmo para os nossos filhos. Não queremos que nossos filhos mais velhos tomem o leite multimedia nem a pílula os astronautas que já tem de tudo. Queremos que possam comer comida decente.

Então o objetivo da alimentação infantil não é nutricional, não se trata dar ao bebê coisas que o leite materno não tem. A única coisa que teríamos que acrescentar, em todos os casos, a partir de certas idades, seria o ferro. A maneira mais fácil de dar ferro a um bebê não é dando frango, que tem ferro sim. Mas se o problema fosse ferro, o pediatra não diria: a partir de agora, comece a dar frango, comece a dar carne. O pediatra diria: a partir de agora, além do leite materno, dê algumas gotinhas de ferro por dia. Porque o frango, sabe Deus se come, se não come, se faz uma bolo e depois cospe. O mais seguro é dar as gotas, você está segura que engoliu. Com o peito e ferro já lhe basta por toda a vida.

E com a mamadeira, não custa nada fazer um leite com mais ferro, é facílimo. Portanto, o objetivo, quando você dá comida aos bebês não é nutricional é educacional. Nós lhe damos outros alimentos porque tem que ir aprendendo a comer normal. É preciso pensar no objetivo a médio e a longo prazo: o quê eu quero que coma meu filho quando tiver 2, 3, 5, 7 anos. Quero que ele coma comida triturada, e que eu tenha que lhe dar e que tenha que tapar o seu nariz para abrir a boca e que tenha que fazer o aviãozinho com a colher e por os Teletubbies para que se distraia? Conheci uma mãe que lhe punha o Baby Einstein. Já tinha entendido que não lhe tornava mais inteligente, mas para comer funcionava de maravilha.

Se você não quer chegar a isso, não se meta por esse caminho. A criança para aprender a comer normal precisa que lhe demos comida normal. E o que poderia ser muito simples, muito fácil de aprender aos 6, aos 8 ou aos 10 meses se converte em algo muito difícil aos 2, aos 3 ou aos 4 anos. Que, ao fim, aprendem todos, isso com certeza. Todos, ao final, comem. Quando me encontro com as mães que se meteram nesse caminho, que já tem crianças de 3 anos que não mastigam nada, que quando encontram um pedaço sem triturar na papinha, vomitam tudo, que começam a chorar e já não comem mais o resto do dia, então eu lhes digo: não se preocupe que isso se vai ajeitar por si mesmo. “Meu filho vai terminar o ensino médio?” Não sei, tem gente que não termina o ensino médio. “Meu filho vai entrar na universidade?” Mais difícil ainda. Meu filho vai mastigar algum dia? Claro que sim, por favor, isso todo mundo faz! Então, aconteça o que acontecer eu sei que seu filho vai mastigar um dia. Vai mastigar se a senhora fizer tudo certo e vai mastigar se fizer tudo errado. Assim que se, só por via de dúvidas, não faça nada, e assim não se arrisca a fazer tudo errado. O que eu chamo de fazer errado: criticar a criança, zombar dela, por de castigo, dar bronca, ridiculizá-lo. Existem coisas não só faz a mãe, mas que contribui toda a família, que vem para o Natal e sempre tem um engraçadinho que diz: menos mal que o fulaninho não come presunto porque assim sobra mais para os outros. Por favor, não é para humilhar a criança dessa maneira. Se ninguém diz nada para a criança, não há problema. A pergunta não é: com que idade vai mastigar meu filho, o problema é o que vamos fazer de agora até que ele mastigue, se vamos fazer nós todos, principalmente a criança, felizes ou infelizes.

Agora, quando ainda você está a tempo não se meter por esse enrosco, o que eu digo às mães é: ofereça comida comum e corrente. Não estou dizendo: que coma a papinha que tem que comer e depois pode fazer bagunça com a comida. É que não tem que comer nenhuma papinha. É que simplesmente você tem que deixar a comida ao seu alcance. Você tem a criança no seu colo enquanto você come, basicamente porque senão é assim ele não te deixa comer, porque começa a chorar. A criança está nos seu colo, você está comendo, as coisas que por sua idade ainda não pode comer, você deixa longe, as coisas que pode comer, ficam perto. E cedo ou tarde, ele vai tentar pegar alguma coisa e vai por na boca. Essa criança que pega uma ervilha e a leva à boca está aprendendo. Aprende a pegar com a mão, parece uma bobagem, mas chama-se psicomotricidade fina e me parece mais importante. Aprende a por na boca, que é preciso acertar o buraco, aprende a notar os distintos sabores e texturas dos distintos alimentos, aprende a tomar decisões: cenoura, ah, não gosto, frango, sim, engulo. Isso espanta os pais: ui, mas então só vai comer o que gostar! Pois claro que sim! Quem come o que não gosta é tonto! Mais tarde, você vai ao restaurante, pega o menu e pede o que gosta. “Ei, traga-me o bacalhau que me dá muito nojo”. Não, você pede o que você gosta! E é importante que a criança aprenda a comer o que gosta porque quando tiver 15 anos e vá por primeira vez com seus amigos a comer por aí, vão entrar numa pizzaria e se te ligar para perguntar: mamãe, de que eu peço a pizza vai ficar ridículo. Tem que ser capaz de dizer: quero de presunto. Aprende a tomar decisões, aprende a mastigar mesmo que não tenha dentes, um pedaço de pão, uma ervilha, um pedaço de cenoura fervida, aprende a deglutir sólidos e aprende, sobretudo que comer é algo agradável, que tinha vontade de comer e sua mãe, que era muito legal lhe deixou.

Por outro lado, a criança a qual lhe metem uma colher enorme de papinha de verduras na boca enquanto fazem o avião, ou enganando com a chupeta, sabem: “Toma a chupeta, ele tem um reflexo, colher, oops, engoli, chupeta, oops, colher, engoli de novo.” Até que a criança aprende a deixar de engolir no momento que lhe tiram a chupeta da boca. Essa criança que come a papinha inteira não aprendeu nem a comer com a mão, nem a abrir a boca nem a mastigar nem a engolir, nem a tomar decisões, porque vão enfiar goela abaixo tanto faz se ele quer ou não quer, nem a deglutir nem absolutamente nada. E ainda por cima, como comeu uma quantidade absolutamente enorme, estará pior alimentado porque essa papinha só de verduras não tem proteínas, não tem gordura, apenas tem vitaminas, essa é uma água suja, por favor, isso é operação biquíni, menos leite e mais verdura. Por outro lado, uma criança que apenas vai come um par de ervilhas, um pedaço de frango e uns dois macarrões, como depois vai tomar muito leite estará muito mais alimentado."

Tradução de Bel Kock-Allaman

Eu pergunto: O que vocês acham? Interessante? O que entenderam? Mandem suas respostas!
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