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domingo, 13 de novembro de 2011

Ajude seu filho a parar de roer as unhas!

Dicas bacanas para fazer os filhotes pararem de roerem as unhas!!



roer-unhas
Getty Images
O mau hábito traz prejuízos à saúde e afeta as relações sociais da criança. Conheça as principais causas e contribua para que seu filho se livre do problema

1. O que provoca o mau hábito
Acredita-se que a oncofagia, como é chamado pelos médicos o hábito de roer unhas, atinge um terço das crianças e quase metade dos adolescentes, em diferentes graus. “Por trás do costume, há uma série de fatores, como ansiedade, impulsividade, a imitação de outro membro da família e, talvez, características hereditárias”, explica Arthur Kummer,  psiquiatra da infância e da adolescência e professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Trata-se de um hábito relacionado à ansiedade e insegurança, observado a partir de 3 anos de idade. Os pequenos costumam levar à boca  tanto as unhas das mãos como dos pés”, complementa Saul Cypel, pediatra e professor de Neurologia Infantil da Universidade de São Paulo. O comportamento é, possivelmente, influenciado pelo estado emocional, exacerbando-se quando a criança está sob estresse.

2. Principais consequências
As unhas não raro ficam deformadas e os dedos se tornam muito sensíveis à dor, além de serem uma porta de entrada para infecções bacterianas e virais. “Infecções respiratórias e gastrointestinais provocadas por  micro-organismos, como bactérias presentes nas mãos, também são comuns”, afirma Cypel. Sem contar que roer unhas está relacionado a problemas dentários, como lesão gengival e má oclusão dos dentes anteriores. A criança também pode ter problemas de estômago, por ingerir as unhas roídas.
“Como se não bastassem as conseqüências físicas, o hábito pode trazer repercussões psicológicas e sociais, já que as crianças e adolescentes podem se envergonhar das unhas roídas, apresentar baixa autoestima e evitar contato com outras pessoas”, explica Arthur Kummer.

3. Não castigue
 Cypel afirma que “os principais erros acontecem quando os pais decidem acabar com o comportamento drasticamente, com uma probição enérgica, limitações de uso de brinquedos, ou aplicação de substâncias nas unhas, para provocar ardor na boca ao serem ingeridas. Punições severas, ridicularizações e humilhações além de não ajudarem, trazem consequências graves e podem, inclusive, agravar o problema.        

4. Não brigue na frente dos amigos
Roer unhas pode expressar situações de timidez ou  tensão e dificuldades.  “Expor essas dificuldades pode aumentar ainda mais a ansiedade da criança, o que pode levá-la a exarcebar esse sintoma”, explica Maria Cristina Senna Duarte, mestre em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira, em São Paulo.

5. Converse com seu filho
A partir dos 3 anos de idade, a criança já tem maturidade para entender uma conversa. Por isso, fale dos prejuízos que o costume traz e da importância de parar de roer as unhas. Demonstre boa vontade em ajudá-la a superar o problema e evite ameaças.

6. Deixe as unhas bonitas
Cuidados estéticos e de higiene são fundamentais. Especialmente para as meninas, uma unha bem cuidada e pintada pode promover efeito inibidor do vício.

7. Elogie ao invés de criticar
Crianças tendem a responder mais favoravelmente a estímulos para bons comportamentos, como elogios, do que a punições para atitudes negativas, como críticas pesadas ou agressões. Desse modo, ao invés de ficar lembrando seu filho de não roer as unhas, pode ser mais interessante elogiá-lo pela postura proativa, por conseguir diminuir a frequência do hábito e por estar com as mãos bonitas.

8. Valorize as pequenas conquistas
Os pais também podem estabelecer um calendário para recompensas . Um exemplo: a criança recebe uma estrelinha por cada dia sem roer a unha. Ao final da semana, recebe um prêmio, como o um lanche  preferido ou um passeio divertido.

9. Observe as recaídas
Preste atenção aos possíveis gatilhos, como situações estressantes. “É importante que os pais considerem o contexto e verifiquem se algo atípico na dinâmica familiar  possa estar correlacionado à insegurança de seu filho”, afirma Cypel. Ao reconhecer as causas, fica mais fácil superá-las. Se a criança sabe em que momentos o vício se manifesta mais intensamente, ela adquire maior domínio sobre o hábito e mais facilidade para interrompê-lo.

10. Faça programas somente com seu filho
Introduzir atividades individualizadas com seu filho, como passeios, leituras e jogos de mesa é uma maneira de ocupá-lo, distraindo-o do vício, além de proporcionar aconchego e vínculo, o que pode anular algumas causas do mau hábito.

11. Desvie a atenção da criança
Em vez de  focar a atenção no problema, procure distrair a criança com outras atividades.  Maria Cristina Senna Duarte sugere que os pais “ofereçam massinhas para brincadeiras de modelagem, desenhos ou pinturas. Os trabalhos manuais ocupam as mãos e têm ação terapêutica”.

12. Procure um especialista
Se o comportamento persistir, uma ajuda especializada pode ser necessária. Técnicas mais complexas, como a terapia de reversão de hábitos, podem ser trabalhadas. “Os pais devem procurar um atendimento psicoterápico, principalmente, se o vício estiver associado a outras alterações comportamentais, como agressividade, impulsividade, impaciência e inquietude”, finaliza Cypel.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Você não me ouve mamãe...


google imagem
O universo infantil é muitas vezes desprezado, desconsiderado por nos adultos, que estamos completamente imersos em nosso  “mundo adulto”. Ouvimos tanto sobre o respeito pela infância, à luta militante pelos seus direitos, mas muitas vezes, somos nós, pais, os grandes ditadores da infância dos nossos filhos.
 
E isso começa bem cedo. Quando voltamos com eles nos braços depois de dar á luz. No nosso mundo adulto, idealizamos que um quarto cheio de coisas e bem decorado é o melhor. Idealizamos que quanto mais podermos proporcionar, mais felizes eles serão. Idealizamos que nossos trabalhos, nossa vida financeira é o melhor que podemos proporcionar. Idealizamos também que, enquanto eles crescem, temos tempo suficiente para correr atrás das coisas que pretendemos proporcionar como sendo as melhores e que, no momento certo, desfrutaremos de tudo isso com tempo.
 
Enquanto isso nossos filhos-bebês nos dizem: você não me ouve mamãe! Eu só queria tê-la por perto, pois a sua presença me traz segurança e paz. O seu aconchego me acolhe, me faz sentir amado. Sei que existem coisas que podem substituí-la por um tempo, geralmente coisas pagas com o esforço do seu trabalho, mas para mim mamãe a sua presença é insubstituível.
Pois, toda vez que você se afasta, eu sinto dor, dor física e emocional. Isso porque você tem uma importância tamanha, pois foi dentro de você que eu vivi os melhores momentos da minha vida: eu era nutrido, seguro, cuidado e amparado. Ali não havia dor e sofrimento, ali era o melhor lugar para estar e ali era aonde eu queria permanecer.
 
Quando me tiraram dali, eu me senti vulnerável e através do choro, consegui entender que te traria para perto novamente. Este era o meu único recurso possível, pois para mim era extremamente desafiante me compreender como eu sozinho, como um corpo separado do seu, como seria longa essa jornada de crescer, desenvolver e me encontrar nesse novo mundo.
 
Mas através do seu seio materno, eu de alguma forma, conseguia reestabelecer este vínculo tão fundamental para mim. E por isso mamãe, eu chorava noites e dias a fio, te procurando desesperadamente, mesmo não entendendo ainda que isso te causava cansaço, fadiga, exaustão... Seu eu pudesse compreender isso, certamente eu teria compaixão e choraria menos, pois o meu amor por você é incondicional e eterno.
 
Eu só queria que compreendesse, que tudo isso também é difícil e desafiador para mim. Mas mamãe, porque tanta impaciência? Por que tanta pressa? Por que tanta ausência? Eu só preciso de um tempo para me encontrar nesse mundo e preciso tanto de você neste momento da minha existência...
 
Porque é tão difícil compreender o meu mundo? Porque ele é mudo muitas das vezes, sem voz? Porque sou pequeno e insignificante?
 
Posso garantir que há uma grandeza dentro de mim, essa grandeza que me tornará um ser humano um dia. Só eu sou capaz de trazer á tona a sua maternidade interior e de te fazer um ser humano melhor e mais feliz. Por favor, mamãe, me escute, no meu silêncio, na minha solidão, eu tenho muito a te dizer... E muitas das suas respostas eu posso te ajudar a encontrar...
Do seu filho que te ama mais do que tudo neste mundo.
 

Por Simone de Carvalho
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