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terça-feira, 17 de março de 2015

Introdução alimentar e sua importância: 14 dicas pra ela ser realizada de forma correta

Queridos leitores! 

Como já expliquei ali no ladinho direito, este blog trás texto de minha autoria, mas também textos interessantíssimos de outros profissionais na área da saúde da mulher, amamentação e alimentação infantil.
Hoje o texto é da Paola, do Blog Maternidade Colorida! Orientações simples para as mães começarem a introduzir alimentos, aos poucos, para seus bebês! Espero que gostem!

Imagem Shutterstock
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Seu bebê completou 6 meses e chegou a hora tão esperada: a introdução alimentar! Muito além de fazê-los aceitar os novos sabores, ela é responsável por outros desenvolvimentos e estímulos nos pequenos, por isso, é importante investir corretamente nesta fase. No post de hoje, o assunto é: Introdução alimentar e sua importância e trago 14 dicas pra ela ser realizada de forma correta!
A cada 8 de 10 mães que atendo, as dúvidas são praticamente as mesmas: como oferecer, o que oferecer, quando oferecer e a maior de todas – quanto meu filho tem que comer!
Muitas mães se sentem se frustam, pois tem a errada ideia de que com 6 meses e 10 dias seu bebê irá comer tudo e de tudo, mas calma, quem te orientou?
Se o correto é oferecer no mínimo 4 vezes o mesmo alimento para o bebê, ficar 1 semana só com as frutas, na segunda semana ser fruta e papa principal 1X ao dia, depois 1 semana com 2 X fruta/dia e a papa principal pra só depois oferecer 2X fruta e 2X papa principal, como o bebê em 10 dias estará comendo tudo?
Minhas queridas, como sempre falo: paciência, amor, calma, foco e mais paciência com amor! Não é de um dia pro outro que o bebê vai aceitar tudo o que você oferece para ele.
Quando temos calma, confiamos nas orientações que recebemos, respeitamos as fases, momentos de nossos bebês, tudo caminha para o sucesso!
A introdução alimentar tem 6 meses pra acontecer, ou seja, dos 6 meses até completar 1 ano, é a fase de introdução alimentar e nela, é preciso oferecer pouco a pouco os novos sabores e novas consistências, pra daí a criança estar pronta pra comer a “comida da família”.
Não é correto a criança completar 1 ano e só comer sopa, purê ou algo do tipo. Não, não é correto e isso atrapalha o desenvolvimento buco-maxilar, a fala e o interesse pela comida!
É importante de uma vez por todas entendermos que alimentar não é só promover o ganho de peso nos bebês, alimentar é nutrir, é oferecer variedade no cardápio, é ter paciência, respirar fundo e tentar mais uma vez!
Quando a introdução alimentar acontece de forma calma, tranquila, com amor e sem a ansiedade materna ou dos familiares em ver o prato limpo ao fim da refeição, os bebês sentem-se tranquilos e confiantes em provar, experimentar o novo!
Imagem Shutterstock
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Mas como deve ser a introdução alimentar?
  1. Tenha paciência e entenda/aceite o tempo de seu bebê
  2. Organize-se e elabore um cardápio variado e com oferta correta de nutrientes
  3. Desprenda-se da quantidade que ele come
  4. Preocupe-se com a qualidade do que ele come
  5. Deixe-o pegar os alimentos, invista no método BLW, nem que seja pra “mesclar” com o método “tradicional”
  6. Nunca penere, bata, centrifugue, liquidifique a papa principal de seu bebê
  7. Ofereça desde sempre amassado no garfo e mês a mês evolua a consistência da papa
  8. Não ofereça sucos ou água de coco. Fique só no leite materno ou fórmula e água para já criar o hábito
  9. Não ofereça bolachas, biscoitos, pães. Até 1 ano, a alimentação do bebê é só com frutas, verduras, legumes, cereais naturais, carnes, ovo … ou seja, tudo que é natural!
  10. Faça papas saborosas! Tempere com itens naturais e faça a comidinhas dos pequenos com sabor!
  11. Combine os sabores de forma que fique agradável, mescle sabor mais amargo com os mais neutros, por exemplo.
  12. Monte uma rotina alimentar e crie o ambiente correto: lugar de comer é lugar de comer, lugar de brincar é lugar de brincar! Não use nunca o tablet ou televisão pra fazer seu bebê comer!
  13. Bebê com sono, irritado, chorando não vai comer, ou seja, entenda a melhor hora de oferecer a alimentação.
  14. Está difícil? Ele não come? Ele fecha a boca? Faz muita sujeira? Respira, conta até 10, dê colo, amor, carinho, busque sua paciência e tranquilidade aonde ela estiver, espere tudo se acalmar e tente de novo!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Papinhas e Comidinhas Vegetarianas

Encontrei este texto com várias receitinhas vegetarianas e achei bacana compartilhar. Eu acrescento informação ou faço algumas considerações que acho pertinentes neste texto e que irão estar em cor diferente. Segue o texto:

Foto particular

A criança bebe apenas leite por praticamente seis meses. Por isso, é preciso introduzir as papinhas aos poucos. O método varia entre os pediatras - alguns preferem começar com papinhas salgadas feitas com apenas um legume, enquanto outros já sugerem uma sopinha mais elaborada (exato, as orientações são variadas. Acredita se também que o melhor é não introduzir o suco de cara, por causa do volume e da quantidade baixa de nutrientes, podendo atrapalhar a amamentação se a quantidade e a frequência for grande. Acredita se também, que a batata doce é um ótimo alimento para começar a introdução alimentar, antes mesmo das frutas por conter um gosto adocicado e ter um bom valor nutritivo). Mas, no geral, eles recomendam a seguinte sequência:

1 - Escolha um dia e ofereça um suco de laranja-lima no meio da manhã, entre uma mamada e outra - e não perca por nada o rostinho de espanto que o bebê vai fazer ao experimentar o novo sabor.

2 - Comece a oferecer as papinhas de frutas depois de três, quatro dias. Escolha um horário entre as mamadas na parte da tarde, e observe se o organismo da criança reage bem.

3 - Depois de uma semana, organize o horário das mamadas (mãe que tem horário disponível, trabalha em casa ou se dedica aos cuidados do bebê, pode continuar amamentando o sempre que ele quiser) para oferecer a papinha salgada na hora do almoço. Continue com o suco e a papinha de frutas no lanche.

4 - Quando o bebê já estiver habituado é hora de dar a papinha salgada na hora do jantar também. E papinha de frutas como sobremesa nas duas refeições.

Os horários ficam assim:

Ao acordar: leite materno ou de fórmula
Meio da manhã: suco de frutas
Almoço: papinha salgada e fruta
Lanche da tarde: papinha de fruta e/ou leite
Jantar: papinha salgada e fruta
Ceia: leite materno ou de fórmula

Esses horários são apenas uma referência. Cada criança tem seu próprio ritmo.

Queridas, nada de achar que no primeiro mês de alimentação o bebe vai estar comendo de tudo e tudo. O bebê tem seu ritmo sim, e existem bebes que só se habituam a comer depois do 1 aninho. Como eu sei? Meus 2 primeiros filhos foram assim! Não queriam comer ou comiam pouco, faziam careta, mas na maioria das vezes eu ficava tranquila, o leite materno até então fornece tudo que eles precisam para crescer com saúde!
Os bebês com fórmula, geralmente, no que vejo, se adaptam e aceitam mais rápido outros alimentos.
Fonte: Revista Crescer

Abaixo, confira algumas receitas de papinhas e comidinhas selecionadas especialmente pra você, mamãe vegetariana.

Mas lembre-se, consulte sempre um pediatra!

Papinhas

Primeira Papinha
Papinha do Dia-a-Dia
Papinha de Beterraba, Salsa e Mandioquinha
Papinha de Cenoura com Arroz
Papinha de Alface com Batata
Papinha de Cenoura, Batata e Chuchu
Papinha de Espinafre, Abóbora e Cará
Papinha de Cenoura, Salsão, Batata e Escarola
Papinha de Inhame
Papinha de Legumes

Comidinhas e Lanches

Purês Coloridos
Cabelinho de Anjo
Arroz, Feijão e Abóbora
Arroz de Beterraba
Bolinho de Arroz Cozido
Ervilhas ao Leite
Legumes ao Forno
Nhoque de Espinafre
Croquete de Arroz
Delícia de Couve-Flor
Barco de Legumes
Batata, Cenoura, Inhame, Couve e Gema de Ovo
Macarrão com Ervilhas
Macarrão Arco-Íris
Pastéis Dourados
Purê de Acelga, Mandioquinha e Cenoura
Purê de Batata, Cenoura e Lentilha com Ovo Mexido e Espinafre
Purê de Inhame, Abóbora, Couve e Ervilha
Purê de Legumes com Arroz e Caldo de Feijão
Purê de Legumes com Cabelinho de Anjo
Torta de Grão-de-Bico
Sanduíche Borboleta
Lanche Veggie

Caldos e Sopas

Sopa de Aveia
Sopa de Feijão
Sopa de Abóbora com Espinafre
Sopa de Batata com Espinafre
Sopa de Lentilhas
Caldo de Mandioquinha
Caldo de Feijão Carioquinha

Mingaus

Mingau de Aveia com Banana
Mingau de Fubá
Mingau de Maisena
Mingau de Chocolate (o chocolate deve ser evitado o máximo possível na alimentação da criança, devendo ser oferecido, ao meu ver, pela primeira vez, somente a partir dos 2 anos e com muita moderação)

Sobremesas

Banana Amassada
Banana com Manga
Caqui com Pêra
Maçã Raspada
Mamão com Iogurte (Deve se introduzir leite e derivados somente após 1 ano, se a família tiver o hábito. Se não, não a necessidade de fazer uso destes alimentos)
Papinha de Morango
Papinha de Morango
Papinha de Pêra
Papinha de Maçã e Ameixa

Sucos

Suco de Laranja Lima
Suco de Laranja e Beterraba
Suco de Mamão Papaia
Suco de Manga e Abacaxi

Acesse o especial Crianças Vegetarianas e veja artigos, dicas, entrevistas, etc.

FONTE

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Não existe leite materno fraco, afirma professora de nutrição

Entrevista com minha professora de faculdade, Márcia Regina Vitolo!! Ela desenvolveu uma pesquisa utilizando os 10 passos e fala dos resultados. Adoro ela!!

google imagem
Márcia Regina Vitolo, da UFCSPA, ganhou destaque nacional com pesquisa sobre amamentação

Por Guilherme Mazui  |  guilherme.mazui@zerohora.com.br

Um trabalho realizado pelo Núcleo de Pesquisa em Nutrição da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) teve reconhecimento nacional com o Prêmio Saúde na categoria Saúde da Criança, concedido pela revista homônima, da Editora Abril.

A equipe da professora Márcia Regina Vitolo avaliou o impacto da implementação de um manual do Ministério da Saúde com 10 passos para uma alimentação saudável, voltado a crianças menores de dois anos.

O grupo levou as informações a pediatras e a outros profissionais, em 32 unidades de saúde da Capital, nas quais o número de crianças que se alimenta só de leite materno até quatro meses de vida aumentou em 15%.

O caderno Meu Filho, de Zero Hora, conversou com Márcia sobre o assunto. Confira a entrevista:

Meu Filho — Quais são as principais dicas do manual?
Márcia Regina Vitolo — Amamentar a criança só com leite materno até o sexto mês de vida — enfatiza-se muito que não é necessário dar chá e água, mesmo durante o verão. Ao iniciar a comidinha, ela deve ser composta por carne, além dos cereais e verduras, que não devem ser liquidificados, mas só amassados para que o bebê aprenda a mastigar. Não oferecer açúcar, biscoitos doces, gelatina, refrigerante, salgadinho, chocolate, café ou qualquer outro alimento rico em gordura ou açúcar para a criança com até dois anos.

MF — São dicas fáceis de se aplicar em casa?
Márcia — Muito fáceis, pois o bebê não tem autonomia para buscar seus próprios alimentos. É responsabilidade dos pais ou cuidadores oferecer alimentos saudáveis, especialmente nos primeiros anos de vida da criança, quando as preferências alimentares são estabelecidas.

MF — Em que os pais costumam errar na alimentação dos bebês?
Márcia — Um erro que se observa com frequência é a mãe achar que seu leite é fraco ou não sustenta o bebê. Assim, acaba utilizando outros leites. Não existe leite fraco, e a mãe pode melhorar a técnica de amamentação deixando a criança esvaziar o peito em cada mamada, já que o leite com mais energia e gordura sai no final da mamada. Isso faz com que a criança sinta-se mais satisfeita e possa se alimentar em intervalos maiores.

MF — O estudo também trata sobre o açúcar na alimentação das crianças?
Márcia — O que mais nos preocupa atualmente é a enorme frequência de famílias que oferecem para os bebês alimentos com açúcar, muita gordura ou muito sal. Esses alimentos não devem ser oferecidos pelo menos até os dois anos. A oferta de sucos, mesmo os naturais, nos intervalos das refeições é desnecessária e muitas vezes prejudicial, fazendo com o que o bebê perca a fome nas refeições.

MF — Que benefícios foram constatados na pesquisa?
Márcia — Nas unidades em que os profissionais da saúde passaram pelo programa de atualização, observamos em média um aumento de 15% nas crianças amamentadas exclusivamente com leite materno até os quatro meses. Ainda houve uma redução de 33% no risco de bebês de seis a nove meses receberem refrigerante, chocolate e salgadinho.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aspectos psicológicos da alimentação para o bebê


  Resolvi falar um pouco sobre o assunto devido à muitas dúvidas das mães em relação a introdução de alimentos, mais com a dificuldade de fazê-lo.

    A primeira relação que o bebê tem com alimentação, logo que nasce, é com leite materno. Que satisfaz, não só nutricionalmente, mas psicologicamente  através da segurança e da aproximação, apego.
A mãe deve estar atenta as reações do bebê quando ele mama, para notar como serão às reações da fome, sede e saciedade, podendo saber como será o controle de apetite mais tarde. Mas sem neura! Isto vai se aprendendo aos poucos, e assim você saberá se o choro do bebê é de algum desconforto, de fome ou consolo.
Aprendendo isso, você se sentira mais calma e confiante, estabelecendo reações sem estresse. A alimentação durante um ano, para a criança é fonte de prazer, alívio, conforto. Até aqui a natureza se encarregou de tudo. Quando a introdução de novos alimentos vier, esta relação com novos alimentos não será muito estável, modificando-se a medida com que ele interage com o seu meio ambiente.

Texto: Ana Luisa
Informações obtidas pelo livro "Crescendo com Saúde".
Autoras: Maria Luiza de Brito Ctenas
               Márcia Regina Vitolo 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Como introduzir alimentos de forma saudável para seu bebê.

   Esta é uma fase muito importante para a formação de hábitos alimentares da criança, pois ela ira conhecer uma infinidade de sabores, que a acompanharam para o resto da vida. Lembrando que a introdução de novos alimentos deve ser feita a partir do 6° mês de vida da criança.
  Vou dar algumas dicas, passos para a introdução de alimentos do bebê:
  1.  A criança pode comer todos os tipos de frutas ou sucos das mesmas, desde que aceite, aumentando as possibilidades dela se acostumar com novos sabores. A maioria dos pediatras indica o quarteto mamão, banana, maçã e pêra, porque são de mais fácil aceitação. Mas tente oferecer uma manga, um melão, jabuticaba, pitanga, elas vão adorar.
  2.     Quando você iniciar a introdução da papa salgada, lá pelo 7° mês, nos primeiro 3 dias use somente legumes, batata, abobrinha e cenoura. Depois utilize a carne, que pode ser de qualquer tipo como bovina, de frango, de peixe e vísceras, que alias contem grande quantidade de ferro, prevenindo anemias. Lembre-se que a papa salgada deve conter de três a quatro alimentos diferentes, porque se não pode confundir a criança. Não repita a papa durante a semana, assim a criança conhecerá mais sabores.
  3.    Os alimentos devem ser introduzidos um a um, gradativamente. Possibilitando desta forma identificar alguma intolerância ou alergia. Por esta razão que não se deve misturar dois tipos de frutas no suco, sendo mais difícil saber o que causou esta alteração orgânica.
  4.     Utilize pouco sal, óleo e cebola para temperar. No início ofereça somente o caldo do feijão ou outra leguminosa e, aos poucos incluir os grãos. Os grãos devem ser bem amassados junto com os outros alimentos.
  5.    Cereais (arroz, milho), farinhas, batata, mandioca, macarrão dever estar em maior quantidade, para dar volume e calorias.
  6.     Não bata os alimentos no liquidificador, nem as passe na peneira, pois deste modo a mastigação não é estimulada. O ideal é amassar com o garfo. 
  7.      E o ovo? A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é que a criança recebe somente a gema, como substituto da fonte protéica. A clara, devido ser muito alergênica pode ser oferecida após os 10 meses de idade.
        Eis aqui um esquema muito bom para você começar a rotina alimentar do seu bebê:


   * Lembre-se que a amamentação é recomendada até dois anos ou mais, pelo Ministério da Saúde. No esquema aparece o leite de vaca a partir dos 12 meses, como alternativa, não como substituto.

Texto por Ana Luisa
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