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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

5 PERGUNTINHAS PARA SABER SE SEU MÉDICO É “CESARISTA”

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Por Ana Cristina Duarte, parteira e Dr. Jorge Kuhn, médico obstetra.
Alguns médicos se fazem de bonzinhos e dizem que “fazem parto normal” para atrair clientes aos seus consultórios, quando na verdade eles só “assistem” partos normais de mulheres que chegam no hospital no expulsivo!
Primeiro que quem faz o parto não é o médico é a mulher, se o médico diz que “faz normal” sinal de que será cesárea na certa. =/
Depois, a grande maioria desses médicos atende por convênio é quer garantir o máximo de retorno das seguradoras então nem se preocupam com suas pacientes.
Se você pretende de fato ter um parto normal, sem riscos desnecessários para o seu bebê, seguem 5 perguntinhas básicas para verificar se o seu obstetra tá na mesma sintonia que você:

1) Doutor, quais as chances de eu ter um parto normal?

Resposta certa: 90%, pelo menos;
Resposta errada: ainda não dá pra saber, depende de como o parto vai caminhando, porque se der algum problema, não posso deixar você e seu filho morrerem, a gente só sabe na hora mesmo…

2) Doutor, quanto tempo dá pra esperar depois da bolsa romper?

Resposta certa: até 96 horas (4 dias), de acordo com o protocolo inglês, ou até 24 horas de acordo com os protolos mais conservadores, desde que o seu bebê esteja bem. Talvez a gente tenha que administrar um antibiótico se depois de 6 horas de bolsa rompida você não tiver entrado em trabalho de parto. E se você não entrar em trabalho de parto espontaneamente após esse prazo, a gente tem que induzir.
Resposta errada: 4 horas, 6 horas no máximo, senão o bebê pode pegar uma infecção mortal!!! E nem adianta induzir. Não nasceu em 6 horas, não nasce mais, pode fazer cesárea!

3) Doutor, a anestesia não dá problema no parto?

Resposta certa: ela pode atrasar um pouco o parto e aumentar a chance do uso de fórceps. Eu prefiro que a gente deixe a decisão para o mais tarde possível. E se o parto puder ser sem anestesia, melhor ainda!
Resposta errada: não! Hoje em dia a anestesia é super segura, feita bem embaixo para você poder ter todas as sensações, mas não sentir a dor. Eu mesmo só faço parto normal com anestesia, porque não gosto de ver paciente minha sofrendo…

4) Doutor, e se passar de 40 semanas?

Resposta certa: a gente vai esperando e monitorando o bem-estar do bebê, pois nunca aconteceu de um bebê ficar na barriga até a infância. Uma hora tem que nascer. Se a gente vê que lá dentro não está tão seguro, então a gente induz (estimula as contrações uterinas). Mas isso dificilmente acontece antes de entrar na 42ª semana.
Resposta errada: a gente induz quando completar 40 semanas, porque depois disso o bebê pode morrer dentro da sua barriga… ou pior… bom, senão entrou em trabalho de parto até 40 semanas, é porque não vai mais entrar. Tem que ser por cesárea mesmo.

5) Doutor, a cesárea é arriscada?

Resposta certa: veja bem, a cesárea é uma cirurgia e tem os riscos de uma cirurgia. O parto vaginal não corta seu abdômen, não há grandes perdas sangüíneas, é um processo fisiológico e de rápida recuperação. A cesárea é uma cirurgia cada vez mais segura, mas ainda assim traz 4 vezes maior taxa de mortalidade do que um parto normal.
Resposta errada: não, hoje em dia a cesárea está superdesenvolvida e quando acontece alguma coisa é muito simples corrigir. E geralmente essas histórias que a gente ouve de cesáreas que deram problema, foi por imperícia de alguém. Eu mesmo nunca tive um problema mais sério fazendo cesárea. Mesmo as hemorragias, choques e convulsões foram resolvidos com alguns procedimentos.
Agora é com você!
Retirado daqui

domingo, 20 de novembro de 2011

NOTICIA: Cesáreas superam partos normais pela 1ª vez no país

Uma noticia triste, pois sabemos que a grande maioria delas não foi necessária, e poderia ter sido evitada, com acompanhamento durante a gestação (pré natal físico e emocional), e apoio durante o parto.




Folha de S.Paulo - 20/11/2011

Pela primeira vez, o Brasil registrou em 2010 mais cesarianas do que partos normais. Informações do Ministério da Saúde mostram que o percentual de partos cesáreos chegou a 52% do total no ano passado. Em 2009, eles já tinham igualado os normais. 

A Organização Mundial de Saúde recomenda uma taxa em torno de 15%. 

A cirurgia, quando bem indicada, traz benefícios à gestante e ao recém-nascido, mas, quando feita indiscriminadamente, pode elevar os riscos para a mãe e para o feto. Há chances, por exemplo, de o parto ocorrer antes do tempo adequado. 

"Esse é o grande perigo do aumento das cesáreas. Mesmo com todos os exames, a medicina não é uma ciência exata", diz o coordenador da Câmara Técnica de Parto Normal do CFM (Conselho Federal de Medicina), José Vinagre.

No país, o grande número de cesarianas é puxado principalmente pelo setor privado, onde a taxa está estabilizada desde 2004 em cerca de 80%. Mas é no SUS que ela está aumentando, tendo passado de 24% para 37% na década passada. 

A professora universitária Verônica Toste, 30, diz que a gestação da primeira filha, nascida em setembro, só teve um problema: o aborrecimento com o obstetra, que criava empecilhos para realizar o parto normal. 

Toste conta que, nas consultas iniciais do pré-natal, o profissional tentava dissuadi-la do parto normal dizendo que ela iria sentir muita dor. "Ele criou tantos empecilhos que acabei trocando de médico no oitavo mês", diz. O parto normal transcorreu bem e, poucas horas após dar à luz Luísa, a professora já estava de pé.

  *Fonte: Agora São Paulo

sábado, 5 de novembro de 2011

NOTICIA: Bebês que nascem por cesariana têm mais chance de desenvolver alergias



Estudo avaliou 400 crianças nascidas por parto normal ou cirurgia

Entrar em contato com bactérias desde cedo ajuda a evitar alergias em crianças. E o primeiro contato de um bebê com várias bactérias é durante o parto normal. A afirmação é de pesquisadores da Universidade de Copenhagem. Quatrocentas crianças participaram do estudo que avaliou o desenvolvimento após o parto.
No estudo coordenado por Hans Bisgaard, 400 bebês cujas mãe tinham asma foram acompanhados, entrevistados e testados continuamente.
As crianças que tinham diferentes bactérias apresentaram menos riscos de desenvolver doenças alérgicas posteriormente. Já as que apresentaram menos bactérias intestinais tinham aumentado o risco de desenvolver patologias alérgicas.
O resultado reforçou a importância do parto normal:
- Quando a criança nasce pelo canal vaginal, ela encontra a primeira bactéria a partir do reto da mãe. Quando é por cesariana, o recém-nascido tem pouco contato com bactérias. Ou seja, muitas crianças nascidas por cirurgia cesariana desenvolvem mais alergias - explica o autor da pesquisa.
No entanto, o estudo reforça que é importante expor a criança a diferentes bactérias no início da vida, quando a criança é imunologicamente imatura, justamente porque o sistema imunológico está em desenvolvimento. Isso dura até poucos meses após o nascimento.

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