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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Os alimentos orgânicos, as gestantes, os bebês, sua família! Você pensa no que anda ingerindo? - por Shana Gomes

Gente, este texto é demais, maravilhoso!! Shana parabéns pelo texto, simples, claro e informativo. Com dicas e sugestões. Eu já superei as desculpas, agora é só agir! Vamos lá, vamos mudar e evoluir! Leiam o texto!
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Quando um bebê está no útero, ele se alimenta de tudo que comemos, de nossas emoções, da nossa energia. Isso inclui as conversas que temos, o que vemos na televisão, o que lemos, pois essas também são formas de alimentar o nosso corpo e espírito. Por isso, até mesmo os médicos mais tecnocráticos e não-humanizados assumem que a mulher deve manter-se tranquila, comer coisas saudáveis e pegar leve nos “desejos” pelas guloseimas. Muitas gestantes se agarram nesta justificativa do desejo e acabam se entupindo de porcarias. Na minha opinião, (você é livre para discordar completamente) vontade de comer alguma coisa precisa ser moderada pelo bom senso, claro, sem radicalismos.
Já ouvi gente dizendo “Quando grávida eu só tinha vontade de comer cachorro quente e brigadeiro, comia todos os dias.”. Que lindo, não? Seu bebê, que ainda é indefeso, não tem poder de escolha, tendo que ingerir junto toda essa “preciosidade”. Quanto mais comermos esse tipo de produto, pois como bem diz a minha nutricionista preferida e amiga, a Soninha, o que não vem da terra ou não é preparado exclusivamente com alimentos naturais não é comida de verdade é produto, mais estaremos nos contaminando, suscetíveis a doenças físicas e psicológicas. E assim o mundo vai adoecendo e a indústria farmacêutica lucrando bilhões. Você percebe? É um ciclo vicioso pelo qual somos engolidos ingenuamente e assim vamos vivendo como gado, como diz a minha amiga Amanda, aqui do Parto Alegre. Cabe a você sair desta roda.
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CLIQUE NA IMAGEM PARA VER A PRÉVIA DO DOCUMENTÁRIO!
Estamos num momento crítico com relação ao cultivo de alimentos em nosso planeta. A própria palavra “cultivo” vem sendo totalmente denegrida, pois quando pensamos no seu significado, nos vem a idéia de dedicação, amor, como cultivar uma amizade. Atualmente, a grande maioria das coisas que estão no supermercado são literalmenteproduzidas. Sim, são produtos que passam por máquinas, banhos de químicos altamente tóxicos, radiação e levam quantidades astronômicas de conservantes, espessantes, acidulantes e outros “antes” piores ainda.
Por outro lado, a força do bem também está atuante e o cultivo dos orgânicos vem crescendo cada vez mais no nosso Brasil-sil. Sim, isso é motivo de grande alegria, as feiras estão cada vez mais cheias, existe um movimento bacana acontecendo e a imprensa que fica fora dos grandes veículos vem denunciando o perigo dos agrotóxicos que são derramados nas plantações. Além disso, ainda tem o problema dos transgênicos…sim, mais essa! Aquele arroz clássico que você comeu a vida toda, aquela farinha de milho da polenta do domingo, sim, pode ser tudo feito com sementes geneticamente modificadas, além de quase tudo que leva soja. Por que será que muitos bebês têm apresentado alergia à proteína da soja? Porque além de ser muito difícil para o organismo humano digerir, ainda mais um recém nascido, a grande maioria da soja que chega até nós é transgênica. Nem os animais escapam, quase todas as rações contém transgênicos – vide o símbolo “T” (Por que será que muitos animais domésticos desenvolvem câncer? Bom, isso já é outra discussão.)
Falando por experiência própria, já achei muito difícil a idéia de ter que ir à feira de orgânicos. Sempre vem aquela desculpa: Ahhhh, mas sábado é o único dia que eu tenho para dormir até mais tarde, é muito caro, blá blá blá. Raramente eu ia à feira de orgânicos. Acabava comprando tudo no supermercado mesmo, até durante a gravidez.
Eu ainda não havia sido convencida do tamanho do problema e infelizmente acabei alimentando minha filha, ainda na barriga, com um monte de frutas e verduras envenenadas pelos agrotóxicos. Já vi gente aqui em casa pegar uma abobrinha orgânica e dizer: É igual a do supermercado! Santa ignorância.O que você queria? Que as abobrinhas e outros legumes não orgânicos tivessem verrugas, vermes parecidos a alienígenas? Não, né! A grande indústria alimentícia faz de tudo para enganar a todos e lucrar, lucrar, lucrar. É esse o único objetivo. E consegue isso graças às propagandas ridículas na televisão que fazem você acreditar que um caldo de carne é cheio de “amor”, que quem come margarina tem um casamento de sucesso, quem toma cáca-cola é feliz e outras bizarrices mais. Graças aos deuses e às redes sociais, comecei a
dar-me conta que o buraco é bem mais em baixo e mesmo antes de a minha filha começar a comer sólidos entramos no ritmo da feirinha, como carinhosamente chamamos, aqui em casa. Aí, além da conscientização, foram brilhando as opções além-feira. Calma, vou listar todas elas (as que conheço) no final deste post!
feira-organica-placa2O movimento de inserir a ida à feira orgânica na rotina trouxe junto a quebra de vários tabus. O primeiro deles foi o “é difícil”. Tudo que nos é desconhecido e fica fora do lugar comum, soa como dificultoso. Entretanto, quando conseguimos avançar e mudar, nos damos conta do benefício que estávamos perdendo. Ao longo das semanas, a ida à feira tornou-se muito prazerosa (eu freqüento a do bairro Menino Deus). Encontramos vários amigos, fizemos novos amigos, conhecemos face a face de quem produz o alimento que vem para as nossas panelas. Isso é realmente muito gratificante. Conversamos com as pessoas, descobrimos em quais cidades são cultivados esses alimentos, vamos ensinando para a nossa filha o que é cada coisa, mesmo que ela ainda nem saiba falar, tenho certeza que compreende. Além disso tudo, ainda degustamos vários quitutes deliciosos como café da manhã, tomamos um suco maravilhoso feito na hora. Quem serve o suco é um dos próprios agricultores que plantam as laranjas. Não sei para vocês, mas para mim isso é muito bom, essa relação afetiva com os alimentos literalmente não se compra no supermercado!
Agora você deve estar pensando, ou já pensou antes: Estou num blog sobre parto e gestação, por que estão falando em comida? Simples de responder. Como disse a minha querida amiga Luísa, também aqui do Parto Alegre, a humanização começa na gestação e no parto, mas se estende por muitos outros aspectos da nossa vida. Alimentar bem seu bebê é humanizar, ter uma gestação tranquila e consumir bons alimentos durante esse período tão maravilhoso e transformador, é humanizar.
Voltando ao assunto da quebra de paradigmas da ida à feira orgânica: “é caro”. Muitas pessoas dizem isso, mas muito “inteligentemente” sem saber. Sim, existem coisas caras na feira, assim como existem no mercado e você não é obrigado a comprá-las se não quiser. Falando em preços, é só dar uma consultada rápida em um site de uma grande rede de supermercados, analisando os produtos da estação, disponíveis nas feiras.
- Pão do supermercado: um mais baratos custa por volta de 4 ou 5 reais. O da feira, feito com farinha orgânica custa a mesma coisa.
- Suco de caixinha de Uva, custa por volta de 4 reais também e além de ter mais açúcar que um refrigerante é cheio de outras porcarias. O da feira de 500ml concentrado, que rende o dobro, custa o mesmo.
- Iogurte: Os de litro no mercado custam por volta de R$ 4,50. Com mais 2 reais você compra a versão orgânica… pense rapidamente em quantas coisas desnecessárias você gasta 2 reais!
- Cenoura: Com R$ 3,50 você adquire um lindo “ramalhete” de cenouras cheirosas e frescas, que ainda vêm com a rama bem linda, que muitos aproveitam para fazer omeletes, usar no feijão. No mercado o quilo vale aproximadamente isso ou mais. É só olhar aqui!
- Couve manteiga: Tcharam!!!! Mais barato na feira, custa R$ 2! No supermercado custa R$ 2,40 (estou vendo os preços do Nacional, é o único que disponibiliza online).
- Beterraba: Estou vendo aqui que 700 gramas de beterraba embalada custa R$3, na feira com R$ 3,50, assim como a cenoura, se compram lindas beterrabas.
- Alho-poró: Pasmem. No supermercado custa o DOBRO do preço da feira, onde se compra por R$ 1.50 a unidade.
- Arroz: Aquele clássico Tio João custa R$ 2,88 (o quilo) no mercado citado acima, o da feira custa R$ 3. Comprando na feira você está ajudando muitas famílias que resolveram sair do ciclo das grandes plantações e resolveram agir de forma mais ética e ecológica.
Veja aqui uma tabelinha do Greenpeace sobre as marcas que vendem arroz transgênico.
- Feijão: Alguns feijões custam no supermercado R$ 7 o quilo e nem são os “top”. Na feira, o quilo do feijão custa 6 reais. Lembrando que estou tendo como base os valores da feira do bairro Menino Deus, em Porto Alegre, porém esses valores costumam regular com as demais feiras e entrepostos de produtos orgânicos.
Estes, entre outros itens, não são caros, não têm valores abusivos e estão milhas e milhas de qualidade a frente do que se compra no supermercado. As bananas, laranjas, bergamotas, todas têm preços ótimos na feira, ou seja, mais um mito derrubado. Comprar orgânicos NÃO É CARO PESSOAL!!!
248177_310304692392687_504801105_nUma última questão: Se você é daquelas que se orgulha em dizer que amamentou seu filho, que pratica a amamentação prolongada etc., parabéns, mas você já parou pra pensar no que o seu filho anda ingerindo além do seu leite? Que qualidade tem esse leite que você produz? Ele é produzido pelo seu organismo tendo como base uma alimentação saudável? O leite materno é o alimento mais completo que existe para humanos, então, quando seu filho deixa de mamar, deve consumir alimentos que cheguem pelo menos aos pés do leite materno! Por isso e por outros vários motivos, comer orgânicos se torna essencial.
Durante o último ano minha alimentação tem sido quase 100% orgânica. Vi muitos benefícios nisso ao longo do tempo. Fui ficando muito mais seletiva com tudo que como, me alinhei com o que está disponível em nossa terra na estação, peguei menos resfriados, entre outras coisas.
Car@ leitor(a), se você chegou até esse ponto neste texto, agradeço muito a paciência e a disposição, creio que tenha sido válido. Esse assunto poderia continuar se prolongando ainda mais, mas é bom ir parando para não assustar possíveis leitores com o tamanho do post.  Abaixo vou listando várias possibilidades de lugares para se comprar orgânicos na cidade.
Aproveite, mude, evolua e ajude o mundo a mudar!
Um abraço com carinho e esperança
Shana Gomes Mãe da Anahí, doula e fotógrafa.
Mundo dos Orgânicos – Globo Repórter
LISTA DE LOCAIS ONDE SE PODE COMPRAR ORGÂNICOS EM PORTO ALEGRE E REDONDEZAS (Se você quer colaborar com esta lista, envie um e-mail para partoalegre@gmail.com que colocaremos a sua contribuição aqui).

- Feira Ecológica do Bom Fim
Av. José Bonifácio (em frente ao parquinho infantil da Redenção)
Porto Alegre |RS
Somente aos sábados, das 7h às 12h30.

- Feira Ecológica do Bairro Menino Deus
Av. Getúlio Vargas (no pátio da Secretaria Estadual da Agricultura)
Quarta-feira das 13h às 19h.
Sábados das 7h30min às 13h.

- Feira Ecológica Tristeza
Av. Otto Niemeyer esquina com a Av. Wenceslau Escobar (perto do Zaffari, em frente à igreja)
Sábados das 7h às 12h30min.

- Feira Mulheres da Terra
Campus central – Av. Paulo Gama, 110 – Bairro Farroupilha – Porto Alegre – Rio Grande do Sul
Terças-feiras das 15h às 18h30min e Quarta-feira no campus do Vale.

- Viverde Orgânico
Cestas de orgânicos entregue em casa
(51) 8223.7124
viverdeorganico@hotmail.com
www.facebook.com/viverde.organico

- Loja Seleção Natural
Venâncio Aires, 531  - Porto Alegre
Fone/Tele-entrega: 3026.7070
E-mail: selecaonatural@terra.com.br
Seg. a Sexta. Das 9hs às 19h30minh
Sábados das 9hs às 18hs.

- Restaurante Nova Vida
Rua Demétrio Ribeiro, 1182 – Centro Histórico – Porto Alegre / RS
Telefones: (51) 3226-8876
Horário de atendimento: De segunda a sexta, das 8h às 19h.
Sábado, das 8h às 15h.

- Viver Bem Alimentos Macrobióticos
Rua Doutor Armando Barbedo, 269 – Tristeza – Porto Alegre / RS
Telefones: (51) 3012-3020
De segunda a sexta, das 9h às 19h. Sábado, das 9h30 às 18h.

- Mercado Público de Porto Alegre
Banca da Reforma Agrária

- Mesa Natural – Alimentos Orgânicos Certificados
Avenida Caçapava, 551 – Bairro Petrópolis – Porto Alegre
Telefone: 51 9813-9913 / 3388-5400

- Paz da Mata – Alimentos Naturais
https://www.facebook.com/cristinapazdamata/media_set?set=a.121664091346306.20673.100005081473610&type=1
Falar com Cristina Pazdamata, ela também tem uma Kombi que passa aos sábados pela cidade, modelo feira itinerante.

- Feira ecológica em Morro Reuter
Todas as quartas e sábados pela manhã.

- Feira ecológica em São Leopoldo
Todas as quartas pela manhã.

- Feira ecológica na Lomba Grande, NH
Todos os sábados pela manhã.

Links e vídeos interessantes:

- Teste do microondas 

- Crianças de escolas municipais de SP terão alimentos da reforma agrária e sem agrotóxicos

- Thrive Movement – Documentário interessante que também fala dos orgânicos, vacinas, etc. (com legendas em PT)

- Brasil orgânico
www.facebook.com/brasilorganico

- Documentário Muito Além do Peso

- Sete alimentos transgênicos que você deveria evitar

- Os tipos de alimentos mais prejudiciais à saúde

- Alimentos infantis proibidos pela Anvisa

- Matéria sobre a riqueza da couve

- Coluna de alimentação do site Vila Mamífera

- Orgânicos possuem mais nutrientes do que alimentos convencionais

- Globo Ecologia sobre orgânicos

Daqui

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amamentar gasta até 700 calorias


foto particular

Após dar a luz, algumas mulheres levam, em média, os mesmos nove meses para perder os quilos adquiridos durante a gravidez. Porém, algumas emagrecem bastante já nos primeiros dias de vida do bebê, isso porque amamentam seus rebentos com um pouco mais de frequência, de acordo com o excesso de fome dos recém-nascidos.
Imediatamente após o parto, ocorre naturalmente a perda de peso, aproximadamente cinco quilos, pela saída do recém-nascido, placenta, líquido amniótico e sangue. Esta redução permanece por mais alguns dias, com a eliminação de líquidos retidos no organismo e normalização das funções intestinais.
Ao amamentar, a mulher produz o hormônio ocitocina, que provoca a contração do útero e estimula o retorno ao tamanho normal. Além disso, o aleitamento consome até 700 calorias por dia, o mesmo que uma hora de corrida.
A segunda medida para perder os quilinhos extras e ajudar na produção de leite é uma dieta pós-parto balanceada. O ideal é consumir cerca de 1900 calorias por dia. Depois do primeiro mês do parto, é esperada uma perda de peso gradual de 1 quilo por mês.
O ideal é consumir proteínas magras, como aves, carnes e ovos. Se preferir peixe, dê preferência aos que contenham ômega 3, como salmão, atum e sardinha. Para absorver bem essas proteínas, deve invistir em alimentos com vitamina B6, presentes em cereais integrais e verduras verdes-escuras.
Cálcio também é importante, pois fortalece os ossos e dentes. É preciso consumir iogurte e leite desnatados; e não esquecer da vitamina C de frutas e legumes, que aumenta as defesas do organismo.
Se a amamentação for exclusiva (por seis meses) conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS), a perda de peso da mãe será mais rápida. Portanto se a mãe parar de amamentar precocemente acabará conservando as calorias que seriam usadas para fabricar leite materno, e então, demorará mais tempo para voltar ao peso pré-gestacional.
Juliana Andrade de Oliveira, mãe de Letícia, de 3 anos, engordou 13 quilos na gravidez, peso perdido já nos primeiros 20 dias após o parto. "Eu sempre fui da corrente de amamentação exclusiva, portanto até os 5 meses e 10 dias, a Leticia só mamou no peito. Foi uma ótima iniciativa, vantagens pra mim e para ela. Mesmo estudando enquanto estava de licença-maternidade, a Leticia só mamou meu leite, mesmo na mamadeira. Nada de água, chás, complementos e fórmulas", relembra.
Ao voltar ao trabalho, criou um esquema especial para a filha continuar tendo acesso ao seu leite. Ela retirava o leite e conseguiu manter o aleitamento até os 10 meses da menina. "Ao retornar ao trabalho, com 5 meses e meio, ela já comia comidinha, mas mamava ao longo do dia três vezes o meu leite. A noite continuei no peito, acordava mais cedo, amamentava, ia pro trabalho, na hora do almoço eu fazia a ordenha no local de trabalho e congelava. Um super esquema, com bolsa térmica e tudo mais", detalha Juliana.
Já a cabelereira Christiane Azevedo engordou só quatro quilos e meio durante toda gestação de sua filha Maria Alice, que está com 4 meses. O médico chegou a desconfiar que ela estaria fazendo dieta, mas a perda de peso ocorreu por ela passar muito mal no início da gravidez. Mesmo assim, não teve problemas de saúde. "Não tive anemia, nem diabetes, minha gravidez foi saudável e minha filha nasceu muito bem de saúde também."
Após o parto, nos primeiros 15 dias, emagreceu 13 quilos e até agora, já totalizou 15 quilos a menos. Ela garante que não fez dieta, muito pelo contrário, come mais do que antes, para não sentir fraqueza, pois a menina mama bastante.
A única recomendação médica é manter a qualidade das refeições, para não prejudicar sua saúde, nem a de sua filha. "A Maria Alice nasceu com 47 cm e 2,8 quilos e hoje está com 65 cm e 6,7 quilos e só se alimenta de leite materno", comenta Christiane. Antes de engravidar, a cabeleireira estava cerca de 15 quilos acima do peso ideal para sua altura (1,68cm) e agora alcançou um equilíbrio saudável.
Por Carmem Sanches

quinta-feira, 29 de março de 2012

BEBÊS: INTRODUÇÃO de NOVOS ALIMENTOS são INADEQUADOS

Por: Cláudia Collucci e Marcio Pinho da Reportagem local - Folha de SP 15/09/2007
 


Mães alimentam errado bebês,diz pesquisa

Segundo o estudo, 54,6% de 35.173 crianças entre seis meses e um ano tinham alimentação complementar inadequada 77% das mães disseram trocar leite materno por outros tipos de leite;

OMS sugere que o leite materno seja dado até os 2 anos ou mais.
 
Cláudia Collucci e Marcio Pinho da Reportagem local

Mais da metade das crianças do Estado de São Paulo com idade inferior a um ano estão sendo alimentadas de forma incorreta, o que aumenta o risco de anemia e obesidade na primeira infância, revela um levantamento da Secretaria Estadual da Saúde.

A pesquisa avaliou 35.173 crianças entre seis meses e um ano entre os anos de 2003 e 2005, durante as campanhas de vacinação. Desse total, 19.205 (54,6%) apresentaram alimentação complementar inadequada após os seis meses de vida.
Segundo o estudo, 77% das mães entrevistadas disseram ter substituído o leite materno por outros tipos de leite. Tanto o Ministério da Saúde como a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendam que o leite materno seja dado até os dois anos de idade, junto com outros alimentos.
Porém, muitos pediatras costumam "dispensar" a amamentação a partir dos seis meses, conforme a Folha apurou. A justificativa é que a orientação da amamentação até os dois anos tem como alvo a população menos favorecida, mais sujeita à desnutrição, e não precisa ser seguida à risca por mães que possam oferecer aos filhos uma alimentação saudável.
Outro dado surpreendeu os pesquisadores: 63% das crianças estão sendo alimentadas com mingaus de leite, cereais ou farinhas, considerados muito calóricos, o que aumenta as chances de obesidade infantil. Muitas vezes, os mingaus substituem as papinhas salgadas com legumes, carnes e feijão, que são mais nutritivas.
"As pessoas pensam que criança gordinha é sinônimo de criança saudável. A mídia estimula isso. No entanto, o bebê gordinho pode caminhar para a obesidade", alerta a pediatra Graciete Viera, presidente do departamento de amamentação da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
Segundo Sônia Regina Saldiva, coordenadora da área de alimentação e nutrição da Secretaria Estadual da Saúde, a partir dos seis meses, em vez de complementar a alimentação da criança com cereais, arroz, feijão, legumes, verduras e carnes, muitas mães continuam dando ao bebê outros tipos de leite, com a adição da farinha.
"Nesta fase, a criança precisa continuar com o leite materno, e também receber alimentos que dão energia, ferro, através do feijão e da carne. Mas as mães ficam perdidas, achando que a criança não tem maturidade para comidas mais pastosas. Então, ela prioriza uma alimentação baseada em leite ou líquida demais."
Saldiva explica que, na faixa etária pesquisada, a prevalência de anemia nas crianças é, em média, de 50%. O dado foi encontrado em outras pesquisas feitas no Estado.
Para ela, o problema é mais de falta de informação do que recursos financeiros, já que a papinha salgada pode ser feita com os mesmos alimentos consumidos em casa.
Segundo o pediatra Cid Pinheiro, coordenador do serviço de pediatria do hospital São Luiz e professor da Santa Casa, as mães são orientadas a amamentar o filho no peito "o maior tempo possível".
"Além do vínculo emocional, explicamos que o leite materno tem substâncias que conferem imunidade ao organismo do bebê." Ele diz, porém, que muitas mães argumentam que conciliar amamentação com trabalho fora é impraticável.
É o caso de Ellen Belasco de Souza, 29. Após os quatro meses de licença-maternidade, ela precisou voltar ao trabalho no salão de beleza e deixar a filha Vitória aos cuidados da mãe.

O fato de só poder amamentar o bebê de manhã e à noite, contribuiu para que seu leite "secasse" já no quinto mês de aleitamento. "Quando fui mãe a primeira vez, há nove anos, não trabalhava e amamentei minha filha por oito meses."

Retirado daqui

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Relação entre doenças respiratórias e o aleitamento artificial


Por Kátia Dantas

As infecções respiratórias agudas desde a década de 1960 são consideradas importante causa de morbidade e mortalidade em crianças menores de cinco anos de idade, conferindo uma das principais causas de consulta e hospitalização pediátrica nos países em desenvolvimento. Entre 30 e 60% das consultas e entre 20 e 40% das hospitalizações de crianças menores de 5 anos são decorrente de pneumonia.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento das insuficiências respiratórias está a falta ou curta duração do aleitamento materno. A importância do leite materno nestas patologias é justificada pela presença de substancias antivirais e antibacterianas no leite materno, células imunologicamente ativas e os estimulantes do sistema imunológico das crianças.



Somente no final da década de 80 ficou claro que a amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida é mais segura do que outros tipos de alimentação da criança. O efeito protetor do leite materno contra diarréias e doenças respiratórias pode diminuir substancialmente quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer outro alimento, incluindo água ou chás. Isso se deve ao fato de que a criança não amamentada exclusivamente recebe menos fatores de proteção existentes no leite materno, além de receber alimentos ou água, com freqüência, contaminados.

Em Pelotas, RS, um estudo caso-controle mostrou que as chances de morrer eram bem maiores em crianças que receberam outro tipo de leite. Outro estudo mostrou o efeito do uso de leite artificial nas taxas de internação por pneumonia. Em crianças não amamentadas nos primeiros 3 meses, a chance de hospitalização foi 61 vezes maior do que em crianças amamentadas exclusivamente.



O leite materno é um elemento completo e vivo, impossível de copiar, porque atualmente não se conhecem todos os seus elementos. Mesmo que fosse possível imitar artificialmente ou biotecnologicamente todos os seus componentes, não se poderia conseguir os mesmos efeitos que o leite materno produz no organismo. Ainda não há experiência científica suficiente que consiga fabricar um alimento mais especificamente feito para um bebê que o leite da mãe. É o leite de todos os mamíferos e está adaptado às características das suas crias, pelo que tem propriedades diferentes para o crescimento e desenvolvimento de cada espécie.



Referencias:

ACCIOLY, E.; SAUNDERS, C.; LACERDA,E.M.A. Nutrição em obstetrícia e pediatria. 2º Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2009.

CARDOSO, L. Aleitamento materno: uma prática de educação para saúde no âmbito da enfermagem obstétrica. Dissertação de Mestrado em Educação. Instituto de Educação e Psicologia – Universidade do Minho, Braga, 2006. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6680/1/L%25C3%25ADdiaCardoso%2520-%2520Vers%25C3%25A3o%2520Final.pdf. Acesso em maio de 2011.

GIUGLIANI, E.R.J. O aleitamento materno na prática clínica. J. Pediatr, vol 76, nº 3, pg 238-252, Rio de Janeiro, 2000. Disponível em> http://74.125.155.132/scholar?q=cache:nZ5mwTX5y0YJ:scholar.google.com/+pneumonia+e+leite+artificial&hl=pt-BR&as_sdt=0. Acesso em maio de 2011.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A maluquice do leite que sai da gente- por Claudia Rodrigues


Das coisas loucas da maternidade na vida das mulheres civilizadas, e não são poucas, a mais maluca é em relação ao leite que sai de nossos peitos.
Até nascer o primeiro filho sentimos o peito como se fosse uma bundinha sem qualquer furo, a bundinha perfeita, sempre limpinha, que não solta pum nem faz xixi, mas encanta os homens. Já nos primeiros sinais de nascimento dos peitos começam as piadas e nos sentimos mais mulheres no sentido sexualizado da coisa.
Nenhuma adolescente pensa que aqueles volumes ali um dia serão reservatórios de leite, mamadeiras vivas que excretarão o precioso líquido cheio de hormônios humanos, vitaminas, proteínas na medida exata e que por meio deles os bebês terão atenuadas as fantasias de separação, simbiose e diabo a quatro. Ui que idéia, isso nunca passou pela cabeça de ninguém civilizado. Muito menos que maternidade e prazer são farinhas do mesmo sexo.
A primeira providência é comprar um sutiã, de preferência lindo, caro e que ajeite o volume de acordo com a moda. Já houve moda para tudo em matéria de peito certo. Peito já foi mais sexy bicudo e grande, bicudo e pequeno, sem bico e arredondado, minúsculo, enorme. No momento a onda é siliconado. Ah, registre-se que peito velho e caído nunca esteve entre os preferidos. Os em formato de pêra sempre foram discriminados.
Até que de repente, depois de muito prazer, ah sim eles dão prazer para nós também, não só para os homens, descobrimos no pós-parto a utilidade fisiológica dos peitos. Que confusão é para a mulher civilizada descobrir essa nova utilidade dos peitos. Como pode um bebezinho de boquinha tão minúscula abocanhar sem a menor delicadeza nossos peitos que só serviam para o amor sexual? E existe amor não sexual? Estariam os peitos destituídos de sexualidade durante a amamentação? Podemos curtir prazer com o parceiro na fase em que os peitos estão cheios de leite? Por que separamos tudo em saquinhos cartesianos?
E sai leite mesmo? Será? E se não der certo?Sai quanto? Sai quando? Por que não desce logo?
Olha só, não é só um buraquinho central, são vários!
Pronto, na primeira semana surgem as fissuras. O bebê puxa, nós travamos, retesamos. Tenta-se imitar a moça da foto, tão cândida amamentando, mas na prática é coisa de bicho, se bobear amamentar é coisa mais bicho do mato do que parir. Segurando empedra, soltando vaza, deprimindo, deprime-se a nova relação.
O mercado já tratou de produzir um bico de silicone que fica entre o mamilo da mãe e a boca ousada do bebê, bicho maluquete nada cultural. Ele puxa com uma força incalculável o suco de mãe. Desesperado ele nesse gesto busca, além de lutar pela sobrevivência, resgatar algo de vital da simbiose que vivia com ela na barriga.
Mas a mulher civilizada fica pasmada diante desse vigor e sofre, geme, pede ajuda externa, espreme, verifica, chama o marido e marca consulta no pediatra para arranjar uma solução e conseguir um atestado para usar a mamadeira. Ela duvida, duvida ser capaz de aleitar. Sequer sabia que bebês choravam tanto! Tão diferentes das bonecas da infância, necessitam tamanha quantidade de presença, presença de peito. Ela até que tenta, mas para algumas vencer a fase do colostro já vira delírio e iniciam a complementação com os leites artificiais antes mesmo de o bebê chegar aos 15 dias de vida.
O precioso líquido sai conforme a demanda. Quanto mais o bebê mama, mais a mulher produz leite. Isso está comprovadíssimo e é assim entre todos os mamíferos, mas quem vence a cabeça complicada de uma mulher civilizada?
Sobrou? Faltou? Quanto ficou? E se chorou depois de mamar? E se brigou com o peito, esfregou o rostinho, irritou-se? E se não dorme? E se vomita? E se acorda à noite? E se dorme demais? E o peso? E se pesar de menos? Tudo leva a mulher a acreditar que não tem leite suficiente, que seu leite é ralo, raro, insuficiente, uma mala leche.
E que mal tem dar uma mamadeira se isso acalma a necessidade que o bebê tem de resgatar seu eu simbiótico com a mãe e em contrapartida liberta a mulher adulta daquela agonia de reviver aqui fora parte do que viveu na gestação?
Ah pois é, aí é que está. O bebê na barriga não chora, não fica todo dia olhando na cara da gente e dizendo: sou seu; você agora vai ter que me carregar pendurado por longos dois anos e depois ainda ficarei no seu pé dizendo me leva, me beija, me brinca, me lava, me trata, me cuida, me educa.
Mas o que pega mesmo é esse início, o do me deixa grudar em você, me deixa te chupar, tirar teu suco até o fim. Incentivadas por uma cultura que defende os problemas de amamentação criados pelo sistema tecnocrático que envolve a chegada de um bebê na vida da família, nós mulheres, em vez de receber, nos distanciamos do que poderia ser simples e prazeroso. Acabamos convencidas que somos defeituosas, que nossos corpos não funcionam, algo bem machista.
A mulher civilizada, por seu histórico no mercado, sente-se literalmente sugada pelo bebê, está longe de entender os sentimentos de uma gata mansa, que fica lá horas amamentando e só sai para dar uma esticada, alimentar-se, beber uma água e voltar para a prole, está longe de compreender seus próprios sentimentos, suas dores de simbiose e separação. Ela quer resposta para cada choro, cada pum, cada vômito. Nada parece natural e fisiologicamente administrável diante de tantos artifícios culturais que criamos para colocar entre nós e nossos bebês.
Já nasce o filho queremos cortar o mal (ou seria o bem?) pela raiz.
Cláudia Rodrigues, jornalista, terapeuta reichiana, autora de Bebês de Mamães mais que Perfeitas, 2008. Centauro Editora. Blog: http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com


FONTE

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hipogalactia – Baixa produção de leite materno- por Grasielly Mariano

Grasielly Mariano é consultora em Aleitamento Materno. Achei muito importante colocar o texto de alguém que tenha conhecimento e experiência para falar deste assunto. Achei o texto dela em seu blog LACTARE.
Para as mães que possuem este problema,leiam com atenção.

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A hipogalactia pode ser primária ou secundária. A primária ocorre desde o início do aleitamento e depende diretamente das glândulas mamárias, por hipoplasia, nutrição deficiente, doenças consumptivas, psicossomáticas, etc. A secundária ocorre mais tarde geralmente por erro de técnica, defeito de sucção, malformações, conformação dos mamilos, o que leva a um esvaziamento incompleto das mamas. As causas são inúmeras e os principais sinais de “baixa produção” láctea são:
1-      Insaciedade do bebê após as mamadas
2-      Aumento da demanda do bebê
3-      Menos que 6 fraldas molhadas em 24 horas

Se essas condições estiverem presentes, é necessário investigar a real causa da hipogalactia e orientar o aleitamento com mais freqüência, oferecendo as duas mamas sobre livre demanda e dar tempo para que o bebê faça o esvaziamento completo. A mamãe deve melhorar a dieta, a ingesta hídrica e amamentar o bebê a noite (período em que há maior secreção de prolactina). Existem algumas técnicas, como as compressões das mamas durante o aleitamento e o auxílio da acupuntura, que podem ajudar a aumentar a produção de leite, mas devem ser feitas por um profissional experiente e especialista em lactação. Neste sentido, em casos extremos é possível realizar intervenção com galactogogos, que são ervas e medicações capazes de estimular a produção de prolactina e ocitocina.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Impactos do álcool na qualidade e quantidade do leite materno


Este é um assunto que me corta o coração...mães viciadas em álcool, que bebem toda a gestação e, continuam bebendo enquanto amamentam. Infelizmente, parecem não estar preocupadas com a saúde da criança, e acredito até, que muitas nem se dão conta do mal que estão fazendo para seus filhos. Eu nunca atendi um caso assim. Mas se atender farei o possível para garantir a saúde da mãe e do bebê. Quem tiver alguma coisa para compartilhar, alguma história, algum caso no qual trabalhou...por favor deixem um comentário contando, ou me contem no livro de visitas! Deixo um estudo que fala um pouco sobre álcool e aleitamento materno...



O consumo de álcool causa impactos na qualidade e quantidade do leite materno, dizem os pesquisadores, os mais velhos dizem que pequenas doses de bebida alcoólica podem melhorá-las.
Cientistas da Monell Chemical Senses Center nos Estados Unidos relatam que mesmo doses moderadas de álcool irão afetar os hormônios responsáveis pela lactação de maneira negativa.
Seus descobrimentos constataram que 25% das mulheres relataram terem sido encorajadas por seu profissional de saúde a ingerir bebida alcoólica durante a amamentação.
"Não houve nenhuma evidência científica relevante que apoiasse essa idéia", disse o autor líder Julie Mannella.
O papel do álcool na sociedade, e seus impactos na saúde da nação, continua sendo o foco de novas pesquisas.
Um estudo recente, por exemplo, sugere que um poderoso anti-oxidante encontrado no vinho tinto, poderia proteger contra coágulos no sangue e possivelmente contra altos níveis de colesterol - ambos associados com condições cardíacas.
Esse pequeno estudo mais recente sobre mães que estão amamentando descobriu que o álcool gera distúrbio hormonal na lactação de uma maneira que poderia impedir uma amamentação bem sucedida.
Para a pesquisa, 17 mulheres, com filhos em fase de amamentação na faixa de 2 a 4 meses de idade, beberam, cada uma, suco de laranja contendo álcool num dia, e no outro beberam suco de laranja puro.
A dose de álcool foi equivalente a existente em 2 copos de vinho.
Amostras de sangue foram analisadas durante o processo, verificando a concentração dos 2 hormônios que controlam a lactação: ocitocina e prolactina.
O álcool afetou os 2 hormônios da seguinte maneira: ocitocina sofreu um decréscimo de 78%, e a prolactina aumentou em 336%, comparada quando as mulheres ingeriram apenas suco de laranja.
"Em condições normais de aleitamento materno a ocitocina e prolactina tendem a se comportar de maneira semelhante. Porém, com o consumo de álcool a resposta desses 2 hormônios que regulam a lactação foi divergente."
Buscando acalmar as mães, os pesquisadores adicionam que uma mãe que está amamentando e bebe ocasionalmente pode esperar algumas horas depois de beber parar amamentar seu filho, e dessa maneira ele não ingerirá um leite que contenha álcool.
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No Brasil, por exemplo, um país que o consumo de álcool é grande, o mito de tomar cerveja preta para aumentar a produção de leite ainda é muito difundido, e esta pesquisa mais uma vez ratifica o quanto é prejudicial para a nutriz e seu lactente.

Este artigo foi traduzido pelas estudantes Fernanda Chuva e Monica Mello da Faculdade de Medicina - UFRJ – 3º período (I/2005), como uma das atividades da disciplina PINC – Programa de Iniciação Científica, sob supervisão do Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
 
Autor: Julie Mannella e cols.
Data: 20/4/2005

Fonte

domingo, 30 de outubro de 2011

Bicos de silicone para amamentação


Compartilho com vocês um texto da Consultora em Aleitamento Materno,  Grasielly Mariano da IBFAN, e foi disponibilizado no grupo do AMS- Aleitamento Materno Solidário. Eu concordo em tudo o que esta escrito no texto. Não creio que o que vai fazer com que não se tenha fissuras nos mamilos, é este protetor, e na minha opinião vai piorar a situação, pois o bico que o bebê vai encontrar e outro! E o estrago pode ser pior.  Arrumar a pega, a posição do bebê, relaxar e empoderar a mãe, vão fazer com que a situação melhore definitivamente. Leiam...

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Não sou contra “marcas”, mas sou contra alguns produtos. Eu testo pessoalmente tudo que aparece por ai e avalio os resultados com muitas de minhas pacientes que recebem indicações e utilizam “coisas” que se dizem “mágicas”. Neste sentido, posso seguramente dizer que sou contra todas as marcas que produzem bicos de silicone para “proteger” os mamilos. Proteger? Hoje, após atender uma mãe MUITO desesperada, eu fiquei pensando o porquê este produto existe e, pior, o porquê as pessoas o indicam já na maternidade?! Não encontrei uma resposta lógica e as argumentações oferecidas pelos profissionais de saúde às minhas pacientes não convencem, nem de longe:
- Mamilos fissurados – prometem diminuir a dor
- Mamilos planos ou invertidos
- Bebês com dificuldade de fixar a pega

As minhas respostas para estas mentiras são as seguintes:
- Os protetores de mamilos têm efeito paliativo na dor que a mãe sente por conta das fissuras e rachaduras. Não seria mais fácil ajudar a mãe na realização da boa pega em vez de “encapar” as lesões?
- Mamilos planos ou invertidos. Essas conformações mamilares não precisam de bicos artificiais, muito pelo contrário, precisam receber a sucção direta do bebê para que a pressão exercida seja suficiente para mudar o formato da aréola e do mamilo. O bebê suga a aréola e não o mamilo e, por esta razão, não há necessidade deste produto. Garantir que o bebê realize boa pega é o suficiente. Por vezes, pode ser necessária alguma outra intervenção, mas nada relacionado à este produto.
- Os bebês têm muito mais dificuldades de fazer a pega com o bico de silicone do que com a mama da mãe, que se encaixa perfeitamente em sua cavidade oral e favorece a completa compressão dos reservatórios de leite materno.

O bico de silicone é como se fosse uma mamadeira, embora o bebê precise fazer um pouco mais de esforço. Um pouco não, eu diria muito mais esforço, ao ponto de se cansar facilmente, ficar ofegante por precisar sugar com mais força para que o leite possa sair pelo mamilo e chegar à saída do bico de silicone. Reparem que, na grande maioria das vezes, quando a nutriz posiciona o bico de silicone, um imenso espaço entre este e o mamilo permanece. Pela força exercida, a mãe pode piorar ou ganhar novas lesões mesmo com o uso deste objeto, além de impedir que o bebê esgote as mamas, o que predispõe o binômio mãe-bebê a diversas situações de perigo – Fissura + não esgotamento das mamas favorece o ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto, mastite... Bebê pode não ganhar peso e não ter prazer na amamentação, pela dificuldade.  Ainda, o bebê faz “confusão” de bico e se recusa a mamar diretamente na mama - O tão incentivado contato pele a pele fica comprometido.  
Garanto que toda e qualquer dificuldade que você apresente com a prática de amamentação será resolvida se você aprender a posicionar o bebê e orientá-lo a fazer uma boa pega. Claro que não incluo aqui as mamães que apresentam algumas condições clínicas que de fato atrapalham o aleitamento materno, o que não é o caso da maioria das mulheres que usam o bico artificial. Vejo mamães (até com bebês de 3 meses ) angustiadas por não conseguirem amamentar naturalmente, envergonhadas ao terem que amamentar em público com o bico de silicone, fazendo mastites recorrentes, lesões que parecem nunca cicatrizar, bloqueios de ductos....e ainda assim persistem com um imenso desejo de amamentar seus bebês. Queridas, vocês não precisam de nada além do bebê e da vontade de amamentar para alcançar o sucesso. Não utilize nada que seja artificial, pois temos a natureza totalmente a nosso favor. E se você é uma dessas mamães angustiadas, procure ajuda o mais rápido possível para tornar o aleitamento materno prazeroso para você e para seu bebê. Liberte-se e diga não à este convite ao desmame precoce!

Por Grasielly Mariano

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