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terça-feira, 18 de março de 2014

Meu Parto Domiciliar Planejado!

Analu e Joaquim
Com muita alegria, compartilho com vocês do blog um vídeo que montei para mostrar a minha gestação e, o meu tão sonhado parto respeitado e amoroso. Com muito esforço e dedicação conseguimos que o financeiro não fosse um impeditivo para realizar esse sonho. Contamos com vários anjos no caminho que nos estenderam a mão, bem mais do que esperávamos que alguém o fizesse. Agradeço sempre pelo Universo ter colocado vocês no nosso caminho!
Como estou sem tempo ainda para escrever meu relato de parto, resolvi montar um vídeo simples mas que mostrasse a essência deste evento, deste rito de passagem! Curtam e compartilhem!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Chamada para a Marcha pela Humanização do Parto!

Marcha pela Humanização do parto em 2012 - foto G1
Muitos de vocês devem ter visto no ano passado uma mobilização em rede Nacional a favor da Humanização do parto. Foi veiculado em várias emissoras a marcha e deu muito o que falar. O evento aconteceu também para mostrarmos apoio a profissionais que estão neste caminho de humanização e respeito, mas são agredidos por colegas acomodados e desrespeitosos. 
Como digo no blog aqui, parto humanizado não é uma modalidade de parto ok? É simplesmente trazer o senso "humano", de respeito, de carinho, empatia, zelo, qualidades HUMANAS, de volta ao cenário de parto. O parto foi roubado da mulher que deve se submeter a caprichos de instituições e obstetras que insistem em ignorar DIRETRIZES DA OMS. Sim, a OMS por meio de estudos, evidências cria diretrizes a serem seguidas a titulo de melhor atender os pacientes, sempre primando a saúde do mesmo, e não o bolso e o EGO daquele profissional.
Não é "viajem", "achismo" ou qualquer outra coisa o que NÓS, mulheres , homens e crianças reivindicamos neste ato. Por isso utilizamos o termo "humanizar", que é trazer de volta as qualidades humanas no atendimento as pessoas. É pedir demais? É loucura, frescura? Lógico que não! Receber atendimento digno é direito de qualquer pessoa!
Abaixo um vídeo que mostra o manisfesto em vários locais do Brasil!



Este ano marcharemos novamente por todas NÓS, mulheres perfeitas, que tem potencial para terem partos belíssimos e transformadores! Como a Natureza determina!
Faço um pedido: não pensem na dor, nem lembrem de histórias trágicas.  Até porque a maioria das histórias trágicas acontecem onde os médicos não respeitam o curso natural do parto e fazem uso de intervenções desnecessárias. 
E não, NÃO SOMOS CONTRA CESÁREAS necessárias! Cesárea é uma CIRURGIA maravilhosa que veio para salvar vidas, e deve ser feita com critério rigoroso, porque faze- la sem necessidade verídica, aumenta os riscos de morte materna, do bebê e de complicações pós cirúrgicas para ambos!
Deixo abaixo os horários e locais da Marcha em todo país!


Queremos respeito no atendimento!! Chamem todos que compartilhem desta corrente!!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Parto Domiciliar Planejado: algumas coisas que talvez você não saiba - por Ana Cristina Duarte

ANA CRISTINA DUARTE, OBSTETRIZ PELA USP E INSTRUTORA EM CAPACITAÇÃO DE DOULAS, É COORDENADORA DO GRUPO DE APOIO À MATERNIDADE ATIVA (GAMA).


google imagem
Vejo muita gente dando palpite sobre parto domiciliar, especialmente profissionais de saúde, onde demonstram claramente que não fazem a menor ideia do que estão falando. Ouviram um pássaro cantar e já vão falando que é o Galo da Serra, sem nunca terem nem ouvido esse canto, muito menos visto a espécie. Achei por bem enumerar alguns fatos sobre o parto domiciliar planejado (PDP) que podem derrubar alguns mitos.


1) Qual gestante pode ter um PDP?
Gestantes saudáveis, com pré natal sem intercorrências, com um bebê único, posicionado, com mais de 37 semanas, com trabalho de parto espontâneo (não induzido)

2) Até onde vai o PDP? Ou até quando a gestante não pode mais mudar de ideia?
Vai até onde estiver seguro e sem intercorrência ou sem suspeita de possível intercorrência. Batimentos cardíacos fetais normais, mãe em boas condições. A qualquer sinal de possível intercorrência, a opção de retaguarda será acionada e o parto passa a ser hospitalar. A gestante pode mudar de ideia a qualquer momento e ir para o hospital para analgesia ou o que mais quiser.

3) Como se sabe que está tudo bem?
Através dos controles periódicos dos batimentos cardíacos do bebê e dos sinais vitais maternos, o que ocorre durante todo o trabalho de parto.

4) Como esteriliza a casa ou o quarto para o parto?
Isso não existe, nem no hospital, nem em casa. O que se faz no hospital é a limpeza da sala entre um parto e outro com materiais de limpeza, mas a única coisa que é esterilizada no hospital é o que entra em contato com o parto em sim, com as cavidades, cortes, etc. Em casa é a mesma coisa, o que for entrar em contato com "aberturas corporais" estará esterilizado. A questão que preocupa na contaminação hospitalar é o contato da gestante com virus e bactérias que causam doenças e que sempre estão presentes em ambientes hospitalares. Em casa essas bactérias não existem, não houve cirurgias anteriores, tratamento de doentes, nada disso. 

5) Mas e o pós-parto? Como fica a bagunça do parto? Quem cuida do bebê?
Após parto a equipe limpa toda a casa e elimina todos os vestígios do atendimento, materiais com sangue, restos, etc.. Com relação ao bebê, assim como no hospital, após ser examinado e vestido, ele fica sob cuidados dos pais em alojamento conjunto, o mesmo ocorre em casa. Os profissionais farão as visitas pós-parto e estão de prontidão para uma visita imediata durante toda a semana posterior ao parto.

6) Quem é o profissional que atende esses PDP?
Enfermeiras obstetras, obstetrizes e médicos podem atender esses partos. Doulas não podem atender partos, elas podem dar assistência emocional, apoio, mas não atendem os partos. As equipes são compostas pelo menos de um profissional desses anterioremente citados, podendo chegar a três profissionais, sendo que todos são capacitados para o atendimento de emergências obstétricas e reanimação neonatal

7) Quais procedimentos podem ser feitos num PDP?
Nenhum procedimento. Para acelerar, induzir, usar fórceps, etc, a gestante é levada ao hospital.

8) O que esses médicos/enfermeiras/obstetrizes levam para o atendimento em casa?
Todo o material estéril (agulhas, seringas, campo estéril para sutura, agulha de sutura, anestésico local, material de sutura, luvas, antisséptico, etc).
Todo o material de reanimação neonatal (tapete aquecido, ambu, máscara, cilindro de oxigênio, material de aspiração, material de transferência, etc).
Todo o material para emergência pós-parto materna (soro, material de punção venosa, drogas anti-hemorrágicas, etc).

9) Tem ambulância na porta?
Não, nenhum país que tem atendimento de parto domiciliar tem ambulância na porta. Essa é apenas mais uma lenda urbana sobre parto em casa.

10) E se acontecer alguma coisa?
Vamos separar o que seria esse "alguma coisa", para facilitar.

a) Com o bebê: se precisar de reanimação, reanima-se em casa, como numa sala de parto qualquer, com ventilação positiva. São as mesmas técnicas e materiais. Mas e se for tão grave que precisar adrenalina? Bebês saudáveis, de pré natal saudável, em partos naturais de termo sem intervenção não necessitam adrenalina. Olhe retrospectivamente para todos os casos de adrenalina e você verá que eram partos prematuros, ou bebês doentes, ou partos absurdamente medicalizados. Se ele tiver alguma malformação inesperada e grave, ele será mantido sob ventilação e transferido para um hospital com UTI neonatal, tal qual se faz em qualquer hospital ou cidade onde não existe UTI neonatal.

b) Com o parto: se for parto pélvico de surpresa, deixa-se nascer com as técnicas normais de parto pélvico; se for distócia de ombros, resolve-se igualmente com as mesmas manobras hospitalares; se precisa de fórceps é porque já era um parto complicado, transfere-se ao longo do parto; se os batimentos não forem bons, transfere-se; se houver mecônio em baixa quantidade e batimentos normais, aguarda-se o parto; se houver muito mecônio ou batimentos anormais, transfere-se.

c) No pós parto: se houver hemorragia, corrige-se com ocitocina, ergotrate e reposição de líquido; placenta retida, transfere-se para remoção no hospital; atonia uterina não é uma entidade de partos normais sem medicalização, mas em tese tranfere-se também. Se houver laceração, os três profissionais têm autorização, técnica e material para suturar sob anestesia local em casa.

11) E dá tempo de resolver?
Os estudos internacionais sobre PDP com equipe experiente mostram que o risco de mortalidade/morbidade não muda em casa ou no hospital e que o PDP é uma opção segura para gestantes de baixo risco. Isso não quer dizer que nada pode acontecer. Mesmo em países com baixíssima taxa de mortalidade, cerca de 1 a cada 500 bebês não viverá fora do útero. E isso poderá acontecer em casa, no hospital, no Brasil, na Dinamarca, nos Estados Unidos.

12) Mas estar no hospital não faz tudo ser bem mais rápido?
Na prática e em geral não. Tirando raras exceções, uma cesariana "de emergência" vai ocorrer num prazo aproximado de 30 minutos, às vezes até 1 hora, às vezes mais. A maioria dos hospitais brasileiros não possui anestesista de plantão, ou não há um disponível e livre o dia todo, nem mesmo uma sala de cesariana pronta e reservada. A idéia de que o hospital é um lugar onde tudo está pronto e disponível é irreal e mora mais no imaginário popular do que no bloco cirúrgico.

Mais informações sobre PDP:


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Rifa Book Fotográfico com Graziela Portalette - PD da Doula Analu

Papai, mamãe e bebê. Ja com 20 semanas de gestação!
Olá meus queridos que me seguem e os que gostam de vir aqui dar uma olhada nos post novos!

A maioria de vocês sabem que eu estou gestando novamente, depois de ter me despedido do meu 3º anjinho na 7ª semana de gestação. Naquela gestação nossos planos já eram de um Parto Domiciliar, já havíamos feito uma vakinha e o que foi arrecadado esta na poupança. Agradecemos a todos que colaboraram naquela ocasião. 

Queremos agradecer desde já também a todos que estão nos auxiliando, seja por vakinha rifas e doações de outro tipo. Deus é muito bom conosco e damos graças por ter vocês em nossas vidas! Pessoas de bom coração, de amor imenso e que não fazem julgamento das escolhas do próximo.

Para quem quiser fazer uma doação espontânea na vakinha, aqui esta o link, é rápido e fácil de doar:  http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=214001

Esta postagem vem com o proposito de divulgar a rifa de uma querida amiga, fotografa, talentosíssima que doou um book em DVD de 50 fotos, externo, para rifarmos e arrecadarmos fundos para o parto. 

Como funciona?
Entre no link do evento. Se você não conseguir me mande uma msg in box no facebook.
https://www.facebook.com/events/503854803041933/
Lá você ira encontrar tudo explicadinho de como concorrer a este book maravilhoso!

Não posso deixar de fazer um agradecimento especial a Grazi Portalette pelas fotos. E nem a Ana Paula Maciel que fez a arte para esta rifa. Meninas, gratidão pela ajuda, mesmo!




domingo, 1 de setembro de 2013

E agora? A doula precisa de uma doula no parto?



Esta pergunta me fazem direto... "Mas tu não precisa né?" "Tu sabe tudo que tem que fazer na hora!" "Ah, tu estas preparada, não precisa de doula"...E assim vai. Bom, eu Ana Luisa, doula a 3 anos, PRECISO sim de uma doula, justamente por saber da importância que o meu trabalho, que o nosso trabalho reflete na experiência de parto dos casais. Ter uma mulher contigo, que tu confia, que sabe todos os teus segredos, os teus medos e monstros, ao teu lado te mostrando a direção, te lembrando da capacidade que tens de completar este caminho, NÃO TEM PREÇO! Não só de valor em dinheiro, o que é muito importante a valorização deste atendimento, mas também em valores emocionais, espirituais!
Fátima Bernardes erroneamente disse que o pai poderia substituir uma doula! NÃO!! Não pode, marido e doula não são concorrentes, ou um não é menos necessário que o outro. O marido vai trazer uma intimidade, uma segurança, um conforto. A doula trás suporte, guia, acolhe, encoraja, fica tranquila sabendo que tudo esta indo como tem que ser. E ela transmite isso ao marido também, que pode curtir a chegada de seu filho com muito mais calma e tranquilidade!
Eu posso idealizar muitas coisas na hora, e não ser nada daquilo que eu esperava. Eu me sentiria perdida, sem saber como lidar com a situação e junto o marido ficaria assim! A doula é o "NORTE" da gestante na hora do parto, alguém que já passou por isso, na maioria das vezes, e sabe como te manter focada e tranquila.
Eu na verdade não tenho palavras para descrever o que minhas doulas representam para mim... São mulheres sábias, experientes, com trajetórias de vida diferentes, intuitivas, carinhosas, tranquilas...ah, não tem adjetivo que rotule...talvez AMOR! Mulheres que doam este amor para outras mulheres!
Todas mulheres deveriam ter o suporte de uma doula. "Mas Ana é muito caro, não é?" . Não, não é! A doula desenvolve um trabalho de acompanhamento continuo desde o primeiro encontro com a gestante, buscando dar informações que deixem a gestante e o pai tranquilos com suas decisões, e desta forma empoderados, focados. Este suporte continuo acontece por encontroas antes do trabalho de parto, onde ocorre uma preparação para o mesmo, tanto da mulher quanto do homem. E continua virtualmente, através de redes sociais, trocas de e-mail ou até vídeo. Na hora do parto a doula fica ao lado do casal sem descanso, guiando e zelando deste momento mágico. O trabalho de parto mais o parto pode demorar 24 horas ou mais, e a doula fica ali junto o tempo todo! Longe da família e abrindo mão de outros compromissos. E depois do nascimento ainda fica mais 1 ou 2 horas orientando o casal com cuidados do bebê e amamentação, fazendo mais tarde ainda uma visita domiciliar pós parto.
Então, vocês sabendo disso tudo ainda acham caro o que as doulas cobram? Gente, as doulas facilitam o pagamento, não é por isso que vocês precisam abrir mão de alguém tão essencial na hora que vocês mais precisam!! 
Caraaaaa... uma das minhas doulas, a Juliana, me disse que esta louca para ver o meu poder em ação, que vai ser lindo me ver parir! Ela ACREDITA em mim, como EU não vou acreditar???? Meu marido acredita em mim, como EU não vou acreditar??? 



Ter uma doula ao seu lado é ESSENCIAL!!!!


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Grupo Luz da Vida: Parto domiciliar da Ana e do Roberto

 Parto domiciliar da Ana e do Roberto:  Participe da minha vaquinha!   http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=214001

 Na foto com 14 semanas 


Com muita alegria compartilho a minha gestação com vocês que me acompanham no blog! E desde já peço o auxilio de todos, para termos um Parto Domiciliar belíssimo, seguro, com muito carinho e amor! Gratidão!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Parto Domiciliar Planejado: algumas coisas que talvez você não saiba - por Ana Cristina Duarte

ANA CRISTINA DUARTE, OBSTETRIZ PELA USP E INSTRUTORA EM CAPACITAÇÃO DE DOULAS, É COORDENADORA DO GRUPO DE APOIO À MATERNIDADE ATIVA (GAMA).

google imagem
Vejo muita gente dando palpite sobre parto domiciliar, especialmente profissionais de saúde, onde demonstram claramente que não fazem a menor ideia do que estão falando. Ouviram um pássaro cantar e já vão falando que é o Galo da Serra, sem nunca terem nem ouvido esse canto, muito menos visto a espécie. Achei por bem enumerar alguns fatos sobre o parto domiciliar planejado (PDP) que podem derrubar alguns mitos.


1) Qual gestante pode ter um PDP?
Gestantes saudáveis, com pré natal sem intercorrências, com um bebê único, posicionado, com mais de 37 semanas, com trabalho de parto espontâneo (não induzido)

2) Até onde vai o PDP? Ou até quando a gestante não pode mais mudar de ideia?
Vai até onde estiver seguro e sem intercorrência ou sem suspeita de possível intercorrência. Batimentos cardíacos fetais normais, mãe em boas condições. A qualquer sinal de possível intercorrência, a opção de retaguarda será acionada e o parto passa a ser hospitalar. A gestante pode mudar de ideia a qualquer momento e ir para o hospital para analgesia ou o que mais quiser.

3) Como se sabe que está tudo bem?
Através dos controles periódicos dos batimentos cardíacos do bebê e dos sinais vitais maternos, o que ocorre durante todo o trabalho de parto.

4) Como esteriliza a casa ou o quarto para o parto?
Isso não existe, nem no hospital, nem em casa. O que se faz no hospital é a limpeza da sala entre um parto e outro com materiais de limpeza, mas a única coisa que é esterilizada no hospital é o que entra em contato com o parto em sim, com as cavidades, cortes, etc. Em casa é a mesma coisa, o que for entrar em contato com "aberturas corporais" estará esterilizado. A questão que preocupa na contaminação hospitalar é o contato da gestante com virus e bactérias que causam doenças e que sempre estão presentes em ambientes hospitalares. Em casa essas bactérias não existem, não houve cirurgias anteriores, tratamento de doentes, nada disso. 

5) Mas e o pós-parto? Como fica a bagunça do parto? Quem cuida do bebê?
Após parto a equipe limpa toda a casa e elimina todos os vestígios do atendimento, materiais com sangue, restos, etc.. Com relação ao bebê, assim como no hospital, após ser examinado e vestido, ele fica sob cuidados dos pais em alojamento conjunto, o mesmo ocorre em casa. Os profissionais farão as visitas pós-parto e estão de prontidão para uma visita imediata durante toda a semana posterior ao parto.

6) Quem é o profissional que atende esses PDP?
Enfermeiras obstetras, obstetrizes e médicos podem atender esses partos. Doulas não podem atender partos, elas podem dar assistência emocional, apoio, mas não atendem os partos. As equipes são compostas pelo menos de um profissional desses anterioremente citados, podendo chegar a três profissionais, sendo que todos são capacitados para o atendimento de emergências obstétricas e reanimação neonatal

7) Quais procedimentos podem ser feitos num PDP?
Nenhum procedimento. Para acelerar, induzir, usar fórceps, etc, a gestante é levada ao hospital.

8) O que esses médicos/enfermeiras/obstetrizes levam para o atendimento em casa?
Todo o material estéril (agulhas, seringas, campo estéril para sutura, agulha de sutura, anestésico local, material de sutura, luvas, antisséptico, etc).
Todo o material de reanimação neonatal (tapete aquecido, ambu, máscara, cilindro de oxigênio, material de aspiração, material de transferência, etc).
Todo o material para emergência pós-parto materna (soro, material de punção venosa, drogas anti-hemorrágicas, etc).

9) Tem ambulância na porta?
Não, nenhum país que tem atendimento de parto domiciliar tem ambulância na porta. Essa é apenas mais uma lenda urbana sobre parto em casa.

10) E se acontecer alguma coisa?
Vamos separar o que seria esse "alguma coisa", para facilitar.

a) Com o bebê: se precisar de reanimação, reanima-se em casa, como numa sala de parto qualquer, com ventilação positiva. São as mesmas técnicas e materiais. Mas e se for tão grave que precisar adrenalina? Bebês saudáveis, de pré natal saudável, em partos naturais de termo sem intervenção não necessitam adrenalina. Olhe retrospectivamente para todos os casos de adrenalina e você verá que eram partos prematuros, ou bebês doentes, ou partos absurdamente medicalizados. Se ele tiver alguma malformação inesperada e grave, ele será mantido sob ventilação e transferido para um hospital com UTI neonatal, tal qual se faz em qualquer hospital ou cidade onde não existe UTI neonatal.

b) Com o parto: se for parto pélvico de surpresa, deixa-se nascer com as técnicas normais de parto pélvico; se for distócia de ombros, resolve-se igualmente com as mesmas manobras hospitalares; se precisa de fórceps é porque já era um parto complicado, transfere-se ao longo do parto; se os batimentos não forem bons, transfere-se; se houver mecônio em baixa quantidade e batimentos normais, aguarda-se o parto; se houver muito mecônio ou batimentos anormais, transfere-se.

c) No pós parto: se houver hemorragia, corrige-se com ocitocina, ergotrate e reposição de líquido; placenta retida, transfere-se para remoção no hospital; atonia uterina não é uma entidade de partos normais sem medicalização, mas em tese tranfere-se também. Se houver laceração, os três profissionais têm autorização, técnica e material para suturar sob anestesia local em casa.

11) E dá tempo de resolver?
Os estudos internacionais sobre PDP com equipe experiente mostram que o risco de mortalidade/morbidade não muda em casa ou no hospital e que o PDP é uma opção segura para gestantes de baixo risco. Isso não quer dizer que nada pode acontecer. Mesmo em países com baixíssima taxa de mortalidade, cerca de 1 a cada 500 bebês não viverá fora do útero. E isso poderá acontecer em casa, no hospital, no Brasil, na Dinamarca, nos Estados Unidos.

12) Mas estar no hospital não faz tudo ser bem mais rápido?
Na prática e em geral não. Tirando raras exceções, uma cesariana "de emergência" vai ocorrer num prazo aproximado de 30 minutos, às vezes até 1 hora, às vezes mais. A maioria dos hospitais brasileiros não possui anestesista de plantão, ou não há um disponível e livre o dia todo, nem mesmo uma sala de cesariana pronta e reservada. A idéia de que o hospital é um lugar onde tudo está pronto e disponível é irreal e mora mais no imaginário popular do que no bloco cirúrgico.

Mais informações sobre PDP:


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Para driblar intervenções médicas, mães optam por parto domiciliar

Este vídeo mostra o parto domiciliar de um casal lindo. Um parto belíssimo e poderoso! Mas tenho que fazer sérias criticas ao Dr. Drauzio Varella, um profissional que admiro por muitos motivos. Não vou nem me pronunciar sobre o que o Conselho Medico falou, porque é o mesmo "mimimi" de sempre, terminando em uma frase ditatorial "não aconselhamos, porque não" , sem embasamento, sem evidência qualquer sobre parto domiciliar.
Dr. Drauzio Varella, não são "estas pessoas que inventam isso", são profissionais, muitos com PhD, especialistas em parto domiciliar, que dão esta assitência com todos os equipamentos necessários para garantir um atendimento de emergência se necessário( não só "um paninho e um ramo de ervas", como diz a obstetriz Ana Cristina Duarte) que defendem a escolha da mulher por parir em casa, se ela assim o quiser e se ela for gestante de baixo risco, ok?! Eles não falam da boca para fora, eles estão respaldados por evidências Dr. Drauzio, evidência...eles continuam lendo, estudando e se ATUALIZANDO!!! Palavra essa, que creio eu, muitos médicos não conhecem hoje em dia, de qualquer área da saúde a não ser os acadêmicos ou recém formados. Leiam o documento da OMS, estudem!
Estuda Dr. Drauzio, Estuda!!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Vakinha para Parto Domiciliar da Doula Nutri

Amigos, conhecidos e desconhecidos generosos!

Viemos aqui pedir a ajuda generosa de todos vocês. Estamos grávidos de 7 semanas e planejamos trazer nosso 3° filho no local que mais nos sentimos seguros e felizes, nossa casa. Já temos a equipe que irá atender com toda competência e segurança a chegada de nosso filho, mas tudo isso tem um custo. Depois de algumas cálculos, vamos conseguir juntar parte do dinheiro, mas ainda nos falta 2.000,00, e gostaríamos de receber a ajuda de vocês. Pedimos que divulguem em suas redes sociais, aos seu amigos e familiares. Queremos trazer nosso filho ao mundo com todo amor, carinho e respeito que ele merece. Desde já agradecemos a atenção de vocês!


Segue o link para contribuição: http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=38402

Pais Ana e Roberto, irmãos Bernardo e Sofia.





domingo, 17 de junho de 2012

Marcha do Parto em Casa!

Devido a compromissos agendados não pude comparecer de corpo na Marcha no Parque Farroupilha em Porto Alegre, RS.  Mas estive presente em energia de amor!!! Parabéns aos meninos e meninas que expressaram suas opiniões, e que estão lutando pelo direito de nós mulheres decidirmos onde queremos parir! 
TEMOS DIREITO DE ESCOLHER!! E NÃO QUEREMOS O SEU CONSELHO!

Mesmo não podendo comparecer meus filhos , meu marido e eu deixamos aqui o nosso protesto, pela forma que fomos tratados no dia do nascimento de cada uma das crianças!






quinta-feira, 12 de abril de 2012

12 Mitos e Verdades sobre o Parto Domiciliar


Por Ana Cris Duarte - Obstetriz - SP 
Diretora do GAMA  (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa)


Mitos do Parto em Casa I: a parteira chega a cavalo ou de bicicleta, e a tiracolo uma bolsa com 3 panos lavados e um livro de rezas.
Verdade: o material que vai no carro do profissional inclui oxigênio, máscara, ambu, material de sutura, anestésico local, instrumentos esterilizados, drogas para contenção hemorragia, luvas estéreis e outros 20 itens.



Mitos do Parto em Casa II: a parteira é uma senhora boa e rezadeira de 70 anos, que aprendeu o ofício com sua mãe.
Verdade: o profissional que atende parto domiciliar é médico, ou enfermeira obstetra, ou obstetriz, formados em cursos superiores e com experiência em atendimento de partos normais, com e sem complicações.



Mitos do Parto em Casa III: a ideia é nascer em casa custe o que custar, então se complicar, complicou, paciência.
Verdade: o parto começa em casa, mas acaba onde tiver que acabar. Se houver algum sinal de que talvez o parto possa vir a complicar, já é feita a remoção para o hospital.



Mitos do Parto em Casa IV: nos países da Europa onde existe o parto em casa, há uma ambulância na porta de cada mulher que está em trabalho de parto.
Verdade: PUTZ!!! Essa é a maior de todas as mentironas do século XXI! Não existe ambulância na porta em nenhum lugar do mundo!



Mitos do Parto em Casa V: qualquer mulher pode conseguir um parto em casa.
Verdade: mulheres que desenvolveram complicações não poderão ter um parto em casa, porque os riscos são aumentados.



Mitos do Parto em Casa VI: se o bebê precisar de alguma coisa, ele vai morrer.
Verdade: todo o material que tem para ajudar um bebê num hospital também está presente no parto em casa. Só não será possível fazer assistência a longo prazo pela falta de equipamento adequado.



Mitos do Parto em Casa VII: se a mulher "rasgar" ficará aberta para sempre, amém.
Verdade: o profissional tem todo o material para reparação de lacerações, do anestésico aos fios especiais de alta absorção.



Mitos do Parto em Casa VIII: um parto de baixo risco vira de alto risco de uma hora para outra
Verdade: menos de 1% das complicações acontecem de uma hora para outra. A maioria são longas evoluções de horas e horas, até se configurar uma mudança de faixa de risco.



Mitos do Parto em Casa IX: depois do parto fica a sujeira para a família limpar.
Verdade: faz parte do atendimento do parto a limpeza completa de todo o ambiente onde o bebê nascer, a retirada dos vestígios de sangue, e a arrumação.



Mitos do Parto em Casa X: o parto em casa está proibido ou os médicos estão proibidos de atender parto em casa.
Verdade: nâo existe qualquer proibição. O Conselho de medicina de SP publicou uma matéria de jornal interno dizendo que não aconselha. Isso não é proibição. O conselho tem todas as ferramentas legais para proibir, mas não o fez.



Mitos do Parto em Casa XI: há grande risco de contaminação, pois não é possível esterilizar a casa.
Verdade: primeiro que o hospital não é esterilizado, pelo contrário, está cheio de bactérias resistentes. Segundo, que o parto normal não ocorre em local estéril em qualquer lugar do planeta.



Mitos do Parto em Casa XII: o bebê tem que ficar em observação depois que nasce, por isso precisa de enfermeiros no hospital.
Verdade: o bebê fica em observação pela equipe após o nascimento e tal qual no hospital ficará em alojamento conjunto com a mãe, recebendo as visitas diárias até a "alta".
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