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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Recém-nascido: 18 cuidados essenciais

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 A expectativa do nascimento do primeiro filho gera ansiedade nos pais. E dúvidas, muitas dúvidas: por que ele não para de chorar, o que fazer para aliviar as cólicas, qual o jeito certo de segurá-lo... Reunimos essas e outras questões e esclarecemos cada uma delas. Assim, você pode aproveitar seus primeiros dias como mãe com mais segurança e tranquilidade..

 Por Giuliano Agmont


 1. Por que o recém-nascido chora tanto? O bebê chora porque quer alguma coisa. Os motivos variam: fome, fralda suja, frio, calor, posição desconfortável, incômodo, irritação por barulho ou luz, estresse diante da movimentação de adultos e por aí vai. É claro que, às vezes, o cansaço e a falta de sono podem fazê-lo perder a paciência. Mas lembre: essa é a única forma de expressão do pequeno. Se você perceber que está irritada demais, peça ajuda a alguém, tente sentar, respirar fundo e se acalmar. Tudo vai dar certo. Mesmo porque, a partir dos quatro meses, a tendência é que o pequeno chore menos. 
 2. O que posso fazer para aliviar as cólicas? A cólica é um fantasma que habita o inconsciente coletivo das mães, já que ela realmente pode tornar a vida dos pais um tanto angustiante nas primeiras semanas de vida da criança. Mas não perca as estribeiras. As cólicas são normais. Fazem parte do amadurecimento natural do sistema digestivo do pequeno. E não adianta medicar ou dar produtos naturais. Isso pode ser até perigoso, causando intoxicações. O melhor remédio é o leite materno. Aquecer a barriga, aconchegar o bebê e deixá-lo na posição fetal também são medidas que ajudam a contornar a situação. Agora, é preciso saber se a cólica é mesmo o motivo da choradeira. A confusão é bastante comum. Choro de cólica é aquele mais intenso, que começa e termina de forma repentina. 
 3. Posso dar água ou chá para meu bebê? De preferência, não. O leite materno nutre, hidrata e acalma, suprindo todas as necessidades da criança. Quando a mãe dá chá ou água, o pequeno deixa de tomar o leite materno e ingere quantidades menores de proteínas e calorias necessárias para o seu desenvolvimento. Sem falar que a maioria dos chás contém estimulantes que deixam o bebê agitado. Se forem servidos com açúcar, pior ainda. Os grãos podem fermentar e causar cólicas. Além disso, há o risco da chamada confusão de bicos, que faz com que a criança largue o peito da mãe sem necessidade e adote a mamadeira. 4. Qual o jeito certo de segurá-lo? É normal: carregar um recém-nascido dá aflição. Até mesmo para a mãe. Afinal, segurar no colo alguém tão pequenino e flexível requer bastante cuidado – mas nada que você não tire de letra nos primeiros dias. Como a musculatura do pescoço é pouco desenvolvida, é preciso apoiar bem a cabeça e as costas do bebê. A melhor maneira de fazer isso é encaixar a cabeça na dobra do cotovelo e as costas no antebraço. Importante: nunca faça movimentos bruscos e preste atenção para não pressionar demais, ou bater, a parte superior da cabeça da criança, também chamada moleira, já que os ossos do crânio ainda não estão totalmente formados. 
 5. Qual o melhor horário para dar o banho? Não existe regra. Em geral, as mães preferem dar à noite para acalmar a criança antes do sono, além de contar com a ajuda do marido. Mas o critério é pessoal. Pode ser em qualquer horário. O mais importante é verificar a temperatura da água com a parte sensível do seu braço, ou com o punho. Se estiver morna, coloque o bebê ali sem receio. Não há necessidade de termômetro. Mas, caso queira usá-lo, veja se marca algo entre 36 e 37 ºC. Ao entrar na água, ele chora? Não se culpe por isso. É normal esse tipo de coisa acontecer. Os pequenos se assustam nessa hora por insegurança. Para contornar a situação, enrole-o em uma fralda de pano em posição fetal. Isso lhe trará o conforto e a segurança de que tanto necessita. Depois, vá soltando a criança ao poucos, até ela se acostumar. 
 6. Em que posição devo colocá-lo para dormir? De barriga para cima, e sem neura. Os estudos mais recentes mostram isso. Fique tranquila se o leite voltar. Seu pequeno terá reflexos para se defender. Ainda assim, é muito importante só deitá-lo depois de arrotar. Se a criança regurgita demais, é possível usar suportes triangulares para mantê-la deitada de lado, sempre com travesseiro do tipo antissufocamento. Em caso de refluxo, além do acompanhamento médico, procure inclinar a base do berço o máximo que der. Só não passe dos 45 graus. 
 7. É normal fazer cocô muitas vezes num único dia? No começo, o bebê evacua a cada mamada. Como ele só se alimenta de leite, é absolutamente normal que as fezes sejam pastosas. Em alguns casos, podem até ser líquidas com gruminhos. Por isso, não precisa se preocupar: ele não está com diarreia. A cor também é bastante característica: amarelo-ouro. 
 8. Tudo bem se ele ficar muitos dias sem fazer cocô? O recém-nascido pode ficar até dois dias sem evacuar. Isso não é comum, principalmente em crianças que mamam no peito, mas pode acontecer. Uma dica é estimular o ânus do bebê com uma gaze enrolada no dedo. Em geral, só de tocar superficialmente a região, o pequeno já consegue fazer cocô. Se o problema persistir, procure um pediatra. 
 9. O bebê precisa arrotar toda vez que mama? Ele não precisa necessariamente arrotar, mas o ritual do colo é fundamental e tem de ser repetido depois de cada mamada. Deixe a criança em posição vertical deitada de barriga sobre seu tórax e dê tapinhas muito sutis nas costas. Ela deve arrotar logo. Agora, se não ouvir a eructação (sim, esse é o nome) após 15 minutos, pode deitá-la sem medo. O arroto é importante porque o bebê engole ar enquanto suga o leite e precisa colocá-lo para fora. Caso contrário, vai ficar incomodado e até regurgitar. 
 10. Posso sair pra passear com ele? Sim, desde que siga algumas regras básicas. A primeira delas, muitas vezes esquecida, é colocar a criança sempre na cadeirinha própria para transporte em automóveis. Outra: fuja de locais fechados e aglomerações, mesmo que seja na casa dos avôs. Um simples resfriado pode ter consequências mais sérias em um recém-nascido. O frio e o vento também podem ser bastante nocivos para o bebê. Procure agasalhar principalmente a cabeça dele. Mas sem exageros. Calor demais faz mal. 
 11. Será que ele está com frio? Devo caprichar nos agasalhos? O excesso de roupa pode causar até febre ou desidratação no bebê. Fique atenta a isso. A sensação de frio do recém-nascido não é muita diferente da sua. Enrolá-lo em duas cobertas numa tarde quente de primavera seria uma decisão errada. Se a temperatura for de 30 °C, pode deixá-lo com uma camiseta de manga curta e tecido fino. 
 12. As visitas podem carregar o bebê? Podem, mas nada de beijo. Exija também que todos lavem as mãos. E gente espirrando nem deve passar perto do pequeno – o melhor é aparecer outro dia. É que nessa fase as defesas das crianças, principalmente contra os famigerados vírus, ainda estão em desenvolvimento. Outra coisa importante: não permita tumultos em casa ou a peregrinação de colos. Tanto você como o bebê precisam de tranquilidade. Aliás, as visitas devem permanecer na sala e não no quarto do bebê. Se alguém insistir em vê-lo dormindo no berço, permita apenas uma pessoa por vez. A presença de muitas pessoas pode estressá-lo. 
 13. Preciso acordá-lo de três em três horas para mamar? Quem decide a hora de mamar é a criança. Dê o peito a ela sempre que quiser. Em geral, isso deve acontecer sete ou oito vezes ao dia, o que significa uma mamada a cada três horas. Mas podem ser dez ou seis, e tudo bem! Não existe regra. Agora, se você tem um filhote muito dorminhoco, uma dica é aproveitar as trocas de fralda, que devem acontecer a cada quatro horas no máximo, para oferecer o peito. 
 14. Será que ele tem refluxo? O refluxo é a exceção, e não a regra. Ele só se caracteriza quando a criança perde peso mesmo mamando. Daí a importância do acompanhamento médico. Mas a regurgitação é normal. É um fenômeno que acontece por causa da imaturidade da válvula que controla a passagem do leite no esôfago. Ou, então, porque o bebê mamou mais leite do que seu estômago comporta. Seja como for, não se desespere cada vez que o líquido voltar. Procure apenas fazê-lo arrotar após as mamadas e, se ele é desses que expelem golfadas em forma de jatos, procure inclinar a base do berço. 
 15. E se meu leite for fraco? Não existe leite fraco ou forte. A mãe produz todos os nutrientes necessários para seu filho. O que acontece é que a composição do líquido varia. Assim, as quantidades de proteínas e gorduras mudam de uma mamada para outra ou até durante uma mesma mamada. Por isso, é fundamental que o pequeno esvazie os dois peitos por completo – e que você esteja a postos para oferecê-los sempre que ele quiser. Além de ter a certeza de que a criança está bem nutrida, isso vai ajudar você a voltar à forma mais rapidamente. É que o hormônio responsável pela reposição de leite é o mesmo que estimula a contração do abdômen. 
 16. O que faço para o bebê conseguir mamar? Amamentar é uma tarefa que exige orientação. Não ache que você vai conseguir dar o peito com facilidade para seu primeiro filho sem receber alguma instrução. Nessa hora, avós, enfermeiras e até médicos se tornam tutores. No passado, a mulher recebia todas as referências em casa. Hoje em dia, as famílias estão mais dispersas e menos participantes. Por isso, fique alerta. Existem técnicas para tornar os mamilos mais propensos à amamentação, inclusive para evitar rachaduras. Agora, se o bebê demorar para pegar o peito e começar a chorar, não se desespere. E, principalmente, não desista do aleitamento. Vale a pena ter paciência e insistir. 
 17. Posso mexer no umbigo do meu filho? Não só pode como deve. Ignore qualquer um que fale o contrário. Com o tempo, essa cartilagem vai secar e cair. Mas é preciso limpá-la para evitar contaminações. E isso não causa dor na criança. Portanto, faça o curativo sempre, de preferência após o banho. Sair sangue também é comum, não se preocupe. Use cotonete com álcool 70%, contornando o umbigo com delicadeza e sempre em um único sentido – no sentido horário, por exemplo. Ele vai cair entre sete e 14 dias.
 18. Posso comer qualquer coisa ao amamentar? O ideal é seguir uma dieta saudável, rica em frutas, legumes, verduras e grãos integrais. Água também é muito importante. Procure beber de 1 litro e meio a 2 litros além do que você já consome – tenha sempre uma garrafinha por perto e tome mesmo sem ter vontade. A água é essencial para a formação do leite. Temperos mais fortes, como alho e pimenta, são contraindicados. Eles alteram o gosto do leite e isso pode ter reflexos na amamentação. Chocolate, café, erva-mate e outros alimentos do gênero também devem ser evitados. A cafeína agita a criança e atrapalha o sono. Por fim, evite exagerar no leite de vaca, que pode induzir a uma intolerância da criança à proteína desse alimento. Paulo de Jesus Hartmann Nader, presidente nacional do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), e Mario Cícero Falcão, médico encarregado da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). 
 *Fonte: Bebe.com.br
Retirado do blog: http://avalarini.blogspot.com

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cuidados com o recém-nascido

Meninas e meninos, este texto é muito interessante. Dará um Norte para os pais no incio da nova jornada com o bebê. Leiam:

" Muitas mães de primeira viagem têm muitas dúvidas sobre quais os cuidados devem ter com seus bebês logo nos primeiros dias de vida. Não se preocupe, pois este não é considerado um problema, é algo muito comum ter dúvidas sobre algo que você nunca tenha vivido antes. Saiba que o bebê precisa de cuidados o tempo todo, é preciso que nos primeiros dias de vida, você procure se dedicar totalmente a ele. Deixo abaixo alguns cuidados fundamentais com seu bebê nas primeira semanas:
1.   Fique bastante tempo com seu bebê, dê colo, faça uso da cama compartilhada, uso do sling, mey-tay, estudos mostram o beneficio do contato, afinal ele ira passar por uma "gestação" fora do útero;
2.   Beba muita água, a hidratação do organismo é muito importante no período de amamentação, para  a produção do leite materno;
3.    Não beba bebidas alcoólicas e não fume durante o período de amamentação
4.    Muitas mães não sabem se o bebê pode ou não tomar banho no primeiro dia de vida, saiba que ele pode tomar banho sim, sem nenhum problema, mas use sempre sabonete neutro e se lembre de secar bem a região do umbigo para que não fique água acumulada e não tenha futuros problemas.
 5.  Sempre antes do banho verifique a temperatura da água, isto é, veja se a temperatura da mesma está apropriada para o seu bebê. Você pode fazer uso do termômetros de banheira.
 6.  Depois do banho, você deve ter alguns cuidados com o umbigo, por isso passe uma solução de álcool 70% no umbigo. Isso deve ser repetido de três a quatro vezes por dia.
 7.  Não esqueça sempre lavar as mãos antes de mexer no umbigo do bebê.
 8.  No momento da troca de fraldas, limpe com água morna, sabonete e algodão, ou se preferir poderá usar lenços umedecidos (experimente fraldas de pano, estão mais modernas e faceis de usar e lavar!)
 9.  A fralda do Bebê deve ter uma folguinha na largura de  2 dedos, para não apertá - lo.
10. Cuide a pega do bebê na hora da amentação. Coloque sempre a barriga do bebê encostada na sua no momento que for amamentar.
11. Procure a posição mais confortável para a amamentação, tanto para você quando para o seu bebê.
12. Depois de mamar, é preciso colocar a cabecinha dele para cima e esperar que ele arrote antes de deitar.
13. Use sempre hidratante dermatologicamente testado para a pele sensível do bebê.
14. Quando deitar o bebê, coloque-o sempre de ladinho, caso volte leite ele não irá se afogar.
15. As vacinas devem estar sempre em dia, para que o bebê possa ficar livre de algumas doenças.
16. Quando o seu bebê tiver cólicas, coloque-o de barriga para baixo, faça massagem e aqueça a barriga com fralda com bolsa térmica assim será possível acabar com a cólica.
17. Não ofereça chá nem medicações, sem orientação médica.

Estes são alguns cuidados necessários que você tem que ter com seu filho, principalmente nos primeiros meses de vida. Eu fiz assim com os meus! Não me largam, mas é assim até eles te largarem e você sentir falta!
Deixo informações adicionais sobre  os cuidados, retirado de http://meubebezinho.com.br/cuidados_2.shtml , aproveitem e se tiverem dúvidas me escrevam!
O primeiro passeio 
A primeira saída com o bebê requer cuidados especiais quanto à escolha do local, das roupas, do transporte e, principalmente, do conteúdo da sacola da criança. Anote o que você deve levar:
Uma muda completa de roupa
Colchonete para a troca de fraldas
Fraldas descartáveis (o número de fraldas varia com o tempo de duração previsto
para o passeio)
Lenços umedecidos
Loção
Protetor solar
Mamadeira (caso não amamente)
Babador
Brinquedo, chocalho etc
Fralda de algodão
Água e suco (garrafinhas térmicas)
Frutas e colher (caso a criança se alimente de sólidos)
Chapéu (é importante proteger o bebê do sol)
O que fazer em caso de choro
Segurar o bebê com suavidade e firmeza para transmitir-lhe segurança.
Checar se o bebê está limpinho.
Procurar o pediatra se o choro for inexpressivo, se a criança estiver alheia a estímulos externos e se os pais perceberem um lamento diferente.
Quando o caso for cólica, colocar o neném de bruços, massageando suas costas no sentido da nuca para as nádegas.
Aquecer mãos e pés também ajuda. Deve-se criar um ambiente calmo na família, reduzindo a ansiedade da mãe e do filho.
Cuidados com o umbigo
Após o nascimento o cordão umbilical é cortado a alguns centímetros do umbigo. Como nessa área não há nervos, o procedimento não causa dor à criança. Em cerca de dez dias o coto deve ficar preto e cair. Até lá, a mãe deve ter cuidados especiais com essa parte do corpo do bebê. Há risco de infecção, principalmente se o umbigo permanecer molhado e sujo durante muito tempo.
Até cair, o coto deve ficar bem ventilado. Embora as secreções sejam normais, o pediatra deve ser consultado se o local apresentar pus ou sangue.
A área em volta não deve ficar vermelha ou inchada. Caso isso ocorra, o médico deve ser procurado o mais rapidamente possível, pois estes sintomas indicam infecção.
Deixe o maior tempo possível o coto em contato com o ar. Não cubra o local com calça plástica, fralda ou curativos.
Mantenha o local sempre seco e livre de impurezas. Para limpar o coto, utilize um chumaço de algodão limpo e umedecido em produto recomendado pelo pediatra. A limpeza deve ser realizada delicadamente no coto e na região em volta do umbigo.
Após a queda do coto, a região deve ser limpa e seca diariamente para que o processo de cicatrização seja concluído.
O banho
A hora do banho traz sempre muita insegurança para as mães de primeira viagem. Deixe tudo pronto antecipadamente: o sabonete do bebê, a toalha, as fraldas, roupinhas limpas etc. Utilize, de preferência, banheiras antideslizantes e bem apoiadas. Verifique se a água não está quente demais. Tire as roupinhas do bebê, deixe a fralda e envolva-o numa toalha, de modo a prender delicadamente seus braços.
Sente-se próxima à banheira e lave o rosto e a cabeça do bebê, sem ainda colocá-lo dentro da água. Depois, desenrole o bebê, retire a fralda e segure-o com seu braço esquerdo. Você deve passar o seu braço esquerdo pelas costas da criança, prendendo-o firmemente embaixo do braço esquerdo dela. Desse modo, a cabeça fica inteiramente apoiada no seu antebraço e o bebê se sente seguro. Coloque-o delicadamente na água e, com a mão direita, você irá banhá-lo facilmente.
Retire-o da água e envolva-o na toalha. Enxugue cuidadosamente todas as dobrinhas. Não é recomendável usar talco. Seque bem, principalmente o umbigo. Não use faixas sem curativos fechados. Vista a criança com roupas confortáveis e não prenda os braços ou pernas dela: o bebê gosta de movimentar essas partes do corpo.
Muitos pais tomam banho com aos filhos. Porém, é importante usar o bom senso e respeito, vitais para evitar a estimulação precoce da sexualidade. Na opinião da psicanalista infantil e terapeuta familiar Anelise Sandoval Scappaticci, quando o banho ocorre com bebês de até um ano de idade não há maiores problemas - o contato pele a pele com os pais é bom para ambos. "Nessa fase, todo o contato corporal é importante para o bebê. Mas os pais devem ficar atentos para evitar mexer nos genitais, estimulando excessivamente o nível sexual", explica ela.
Segundo a psicanalista, a partir de um ano de idade a criança naturalmente olha para os genitais dos pais e passa a ter uma percepção maior das diferenças. "É necessário ajudar a criança perceber que, além dos pais, existem outras coisas ao redor. Caso contrário, a atenção dela ficará centralizada no corpo da mãe ou do pai", diz Anelise.
Fragilidade na moleira: mito ou realidade
Nossas avôs e mães sempre nos ensinaram que devemos tomar cuidado com a moleira do recém-nascido, dada a sua fragilidade. Entretanto, essa região pode ser tocada, acariciada e lavada normalmente. A compressão, porém, não é aconselhada, pois não há camada óssea a proteger o cérebro do bebê (no décimo oitavo mês os ossos da cabeça se fecham, fazendo com que a moleira desapareça).
O estímulo ao arroto
Estimular a criança a arrotar após amamentá-lo no peito ou na mamadeira é muito importante. O ar que a criança engole ao mamar pode dar a falsa impressão de que esteja satisfeita. Para ajudar o recém-nascido a arrotar, basta encostá-lo no ombro e massagear levemente as suas costas. Caso o bebê regurgite o leite, não se preocupe. Isso é normal.
Cuidados especiais com as meninas
Quando bebê, a menina pode ter a vagina afetada por algumas irritações, como assaduras, candidíase ou oxiúros. Atenção: sangue ou mau cheiro na vagina são indícios de que a criança inseriu algo no órgão genital. Em recém-nascidas, um corrimento esbranquiçado com sangue durante alguns dias é comum e não deve ser motivo de preocupação. Após essa fase e até antes da puberdade, os corrimentos passam a ser anormais. O alerta vale também para sinais de dor ou coceira dentro ou ao redor da vagina, vermelhidão e corrimentos persistentes, pois indicam que algo não vai bem.
Cuidados especiais com os meninos
Nos meninos, o prepúcio (pele que cobre a ponta do pênis) pode inflamar ou infeccionar devido às assaduras. Quando na região da virilha ou no escroto é verificado inchaço, pode haver uma hérnia - uma alça dos intestinos fica protuberante em uma parte fraca das paredes abdominais. Se essa parte do corpo do seu filho estiver inflamada, lave-a sem sabonete e seque-a a cada troca de fralda ou, pelo menos, uma vez por dia. Tente não puxar o prepúcio de seu filho para trás. Como essa pele não se retrai até, pelo menos, os quatro anos de idade, ao movê-la você poderá provocar uma inflamação.
Procure um médico imediatamente caso o prepúcio de seu filho esteja inchado, vermelho ou com corrimento. O pediatra também deve ser chamado se a hérnia de seu filho começar a doer ou tiver alguma alteração. Há casos em que pode ser feita uma circuncisão (cirurgia para remoção do prepúcio). Caso você pense em circuncidar seu filho, converse com o médico. Como toda cirurgia, essa também traz riscos e só é feita por razões médicas ou por força de práticas religiosas."

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