Mostrando postagens com marcador relato de cesárea. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relato de cesárea. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Relato da cesárea intra parto de Tatiana pela doula




Tatiana entrou em contato comigo pelo facebook. Eu havia sido indicada pela doula Cris de Melo. Começamos a conversar, e ela perguntou se eu atendia a cidade dela Osório, disse que sim, e começamos a combinar algumas coisas. Ela foi me contando um pouco da sua história, que havia passado por uma gestação ectópica, e que depois de algum tempo engravidou novamente, com ajuda da técnica in vitro.
Depois de algum tempo marcamos o primeiro encontro aqui em casa. Tati já sabia muita coisa sobre o parto, e confessou que tinha muito medo da cesariana  Expliquei como era meu atendimento, e ela me contou como estavam as consultas no pré natal. Qualquer dúvida que ela tinha, me perguntava. Fizemos mais alguns encontros e muita conversa pelo facebook.

Chegando perto das 40 semanas, Tati começou a sentir ansiedade e medo, pois ela havia lido que bebê in vitro não poderia passar das 40 semanas. Tentei tranquiliza-la explicando que não era bem assim, e Tati se acalmou em relação a DPP.

No dia 19 conversamos muito pelo face, e Tati me comentou que estava com algumas contrações mais próximas, que vinha em intervalos regulares, mas paravam até por hora. Deixamos combinado que se não engrenasse as contrações, nos encontraríamos no Divina no dia seguinte para avaliação e talvez uma indução.
No mesmo dia pela noite Tati me pede para ir a casa dela, que as contrações estavam presentes, mas com intervalos desregulares e que estava ficando com medo. A felicidade era enorme, mas o medo bateu. 

Cheguei já no dia 20, nos primeiros minutos do dia. Papai Daniel me recebeu, e fui ver como estava Tatiana. Estava no quarto, na cama, com uma carinha cansada, mas feliz por sentir que era a hora tão esperada.
Conversamos muito, e decidimos de ir para o hospital fazer o exame para ver como estava Milena de qualquer forma, e torcendo para termos dilatação. Conversamos mais um pouco, o sono estava batendo em todos até que decidimos tentar dormir. Daniel foi descansar em outro quarto para estar apto a dirigir mais tarde. Tati se acomodou e tentou descansar, mas não conseguia . Eu sentada na poltrona, também não consegui dormir, rs.

Até que vimos o sol raiar e decidimos usar o chuveiro. Sua mãe havia chegado e estava preocupada com a filha. Tati sentia um alivio muito grande no chuveiro, mas tinha medo de ficar tonta e cair. E o friozinho da manhã estava incomodando também. Ficamos assim entre bolsas de água quente, massagens, chuveiro até perto da hora de sair.  No carro as contrações se mantiveram em 5-5 minutos, as vezes um pouco mais, um pouco menos. E Tati conseguiu dar umas cochiladas boas no carro, assim como a doula, rs.

Chegamos no Hospital Divina Providência, Daniel e eu esperamos um pouco, até que fui autorizada pela Dra. Ana Claudia a entrar e ficar com a Tati que já estava com 5 cm!! Estávamos felizes por chegar com algum sinal de progresso. Fiquei com ela no Bloco de recuperação até vagar o quarto PPP. Nesse meio tempo foram algumas apertadas de mão, massagem na lombar, doula comendo barrinha de cereal (já era meio dia, e tinha que ficar em pé mesmo sem fome) até irmos para o quarto.



No quarto foram feitas as perguntas de sempre, avaliação da Tati e do bebê, e depois entrou o pai e começamos os trabalhos. Muito chuveiro, aguá morninha junto com a bola no box, gemidos, cromoterapia, com a luz verde no quarto e banheiro, massagens, posições, rebolados, apertos de mão, chuveiro, bola, massagem.... algumas avaliações, conversa, até que foi feita uma avaliação a noite e Tati continuava com 7 cm. Mais bola, chuveiro, rebolados, agachamento junto com o marido, que não saia de perto, até que o cansaço era demais para suportar.




















Já havíamos passado de 24 horas de trabalho de parto. Tati aceitou tomar um remédio para relaxar possibilitando que descansasse e ficasse recarregada para continuar. Nesse meio tempo ela comentou que a Milena estava posicionada de maneira estranha, que ela sentia algo errado, mas a bebê estava bem pelos exames. O remédio foi dado, mas deu o efeito contrário, raro, ela ficou ligadona, a mil, não conseguia parar, andava de um lado para o outro, rs. Demos boas risadas!



Mais um tempo se passou entre chuveiro, bola, massagem, caminhada, banheiro, até que Tati decidiu pedir analgesia.  Foi aplicada a analgesia, mas minha doulanda não sentiu um grande alivio, estava incômodo, dolorida, e depois da analgesia Dra. Ana decidiu fazer outra avaliação, que constataram os mesmos 7 cm. Conversamos, e a Dra. sugeriu para Tati colocar ocitocina, para diminuir o intervalo da contrações que ficaram de 4-4 minutos, as vezes menos, e ver se teríamos progresso. Tati aceitou. Passado um pouco mais de hora, Tati pediu que a Dra. fizesse uma avaliação do quadro, e o que poderia ser feito, pois estava cansada, dolorida, com medo, e não sabia mais o que fazer.

Depois de conversarem Tati optou pela cesárea. Eu não pude assistir, então decidi ir para casa, dormir para voltar recarregada e ajuda -la com a amamentação e no que fosse necessário. Logo fui informada que Milena havia nascido bem, no dia 21/10, pesando 3.855 gramas e medindo 51 cm. Uma bonequinha como a mãe! E a doula mega feliz por tudo ter ficado bem!




Bem vinda Milena!
Tatiana, te agradeço de coração por me escolher para acompanhar este belo momento, o Nascimento de uma mãe junto ao seu bebê. O que dizer do teu trabalho e dedicação para trazer a Mileninha ao mundo...és Guerreira, não só por passar mais de 1 dia em trabalho de parto, mas por tudo que passou antes disso também. Gratidão minha linda!

Daniel, te agradeço por te manter firme e forte ao lado da Tatiana, sem ti teria sido mais difícil para ela. Grata!

Ana Luisa
Mãe do Bê e da Fifi
Doula

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Relato da cesárea necessária de Ana Paula pela doula




Conheci a Ana Paula através de um pedido de ajuda à ela, pela minha doulanda Sheila, no facebook. Entrei em contato com ela, e ela foi me contando a história do seu primeiro parto e de como queria apoio de uma doula. Disse que poderia atendê-la sem problemas.
Combinamos o primeiro encontro e nele conversamos muito sobre o que ela passou no parto da sua filha, e do que gostaria que fosse diferente. Depois tivemos mais 2 encontros com muita conversa, massagem, pintura na barriga, risadas e muito carinho. No último encontro combínamos dela me chamar com contrações de 15 em 15 minutos, para eu conseguir chegar a tempo na cidade dela, Imbé.

Na última semana antes do nascimento, Ana tinha contrações todos os dias mas sem intervalos regulares, que a deixavam sem dormir a noite. Conversávamos todos os dias pelo facebook, para tirar algumas dúvidas e mantermos contato. No dia 27/08, com 41 semanas, pelas 16 hs, Ana manda uma mensagem pelo celular dizendo que as contrações estavam vindo a cada 7 minutos, bem doloridas. Peguei minhas coisas, avisei meu marido e sai pelas 16:40 hs, eram 1 hora e 20 minutos de viagem, chovia muuuito.

Cheguei pelas 18 e 15 hs. Fui recebida pelo marido de Ana, Clayton, que estava muito feliz que Pietro estava chegando. Ana arrecem havia saido do chuveiro, disse que a água morna  aliviava muito as dores. Depois disso ela quis se deitar e tentar descansar. Colocamos uma bolsa de água quente no ventre afim de aliviar as contrações, e estava funcionando bem. Ali ficamos grande parte do tempo, Ana agarrada na minha mão e na do Clayton, e a cada contração Ana respirava com calma, profundamente, apertava nossas mãos e assim superava cada uma delas.

Depois de algum tempo assim, Ana quis tentar caminhar ficar em pé, mas as contrações estavam apertando, vindo a cada cada 3 minutos, durando 1 minuto. Ana se agarrava hora em mim, hora no Clayton e hora em nós dois. Depois de tentar encontrar uma posição para ficar sem succeso, ela decidiu se deitar de lado na cama outra vez. Neste momento as contrações apertaram ainda mais, e vinha a cada minuto e meio, durando quase 1 minuto. Ficamos novamente naquele circulo de apoio, mãos dadas, Ana queria fraquejar mas a encorajávamos mais e mais.

Depois de 2 horas com contrações a cada minuto e meio, pela 12 hs, um pouco mais, Ana quis ir ao Hospital de Tramandaí, mas estava com medo de estar muito cedo, de não deixarem a mim e ao marido entrar, afinal havia falado com o responsável do hospital alguns dias antes.
Chegamos lá, Ana entrou e nós ficamos esperando durantes 30 minutos no lado de fora, até que a enfermeira autorizou minha entrada, e disse que eu poderia ficar no pré parto, parto e pós parto, e o pai no parto e pós parto. Coloquei a roupinha do hospital, e fui ajudar a Ana no banho, pois fizeram o enema (lavagem intestinal). Ela estava palida, cansada e disse com tristeza que estava com 5 cm de dilatação. Falei para ela não pensar no passado e viver este parto, se entregar e tentar relaxar ao máximo.

Fomos para o quarto onde estava mais uma parturiente com sorinho colocado. Era nitido que Ana não estava gostando de ficar ali naquele quarto, exposta, sem intimidade. Mas eu pedia que ela se concentrasse. E as contrações continuavam a vir a cada 2-1 minutos, ela não conseguia mais ouvir direito, e como o pessoal fazia perguntas, pra quê??!!! Afff! Não deixavam ela se concentrar, era um entra e sai, luz acesa... No começo ela ficou sentada, depois resolveu se deitar. As horas foram passando e Ana com coragem vencendo cada contração. As técnicas de enfermagem vinham checar os batimentos de Pietro a cada meia hora. Pelas 3:30 hs Ana recebeu sorinho, sem hormônio, para não “desidratar”, foi dado uma gase molhada para poder “saciar” a sede dela e ganhou buscopan como havia pedido...

Ana começou a dizer que as contrações estavam estranhas, doiam de forma diferente.  Tentei fazê-la se levantar, mas ela não conseguia, sentia dores nas pernas, tinha medo de cair, mudamos de lado, comecei a movimentar o quadril dela, “chutando” que o bebe estivesse mal posicionado, ou algo assim. Mas as dores estranhas continuaram. Pelas 4 hs ouviram os batimentos do Pietro que desceram a 92 bpm, até menos, na contração e não regularizaram em seguida. A técnica de enfermagem avisou o médico que pediu para Ana mudar de posição ou se sentar, para ver se melhorava os batimentos. Ela não conseguiu sentar mas mudou a posição. Os batimentos melhoravamm por alguns poucos minutos e baixavam novamente. O médico avaliou a dilatação, que estava completa, mas o bebê estava alto. Ana disse que não sentia vontade de empurrar.

O médico sugeriu que Ana ficasse em pé novamente, ela não conseguia e insistiu que a dor estava estranha, não parecia algo normal. A equipe esperou mais ou menos uma hora para ver se o bebê descia, e se os batimentos do bebê regularizavam. Mas não aconteceu, era cada vez mais frequente os batimentos baixarem e não voltarem rápido ao normal. Nesse momento o médico avisa para a Ana que ia ser cesárea, avisando a equipe que era uma cesárea de emergêcia. E veio explicar que o bebê estava em sofrimento, não estava descendo e parecia ser um bebezão.

O Centro cirúrgico foi arrumado o mais rápido possível, me deixaram ficar com ela, Ana recebeu anestesia e nesse meio tempo chamaram Clayton para ver o nascimento. Às 5:15 do dia 28/08 Pietro nasceu, com deliciosos 4.540 gramas e medindo 52 cm,  demorou um pouquinho para chorar e foi para neonatologista receber alguns cuidados. Depois ouvimos um choro alto que tranquilizou  a mamãe e o papai dele.

Pietro veio conhecer a mamãe, que beijou demais esse filho e ele ficou quietinho ouvindo a mamãe. Ana foi para a sala de recuperação e Pietro veio logo depois para mamar, mas quis ficar quietinho, dormindo no colo da mamãe.



Quero agradecer a Ana e ao Clayton por me convidarem a presenciar o nascimento do lindo Pietro.

Ana Paula, foste mais além do que muitas mulhares podem imaginar, és forte, guerreira e no final tudo acabou bem. Parabéns querida!

Clayton, o que dizer de um marido tão prestativo, parceiro e carinhoso com a esposa. Foste a fonte de força da Ana, e colaborou integralmente para a vinda de teu filho!

E deixo aqui um agradecimento a coordenação do Hospital de Tramandaí que permitiu a entrada da doula, tanto no pré parto, no CC já que foi preciso e no pós parto.

Analu  – mãe e doula

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Relato da cesárea de Érian e do nascimento da princesa Ester


Érian entrou em contato comigo pela internet (facebook ou e-mail, não lembro), quando estava com 24 semanas. Disse que gostaria do acompanhamento de uma doula e que gostaria que seu parto fosse domiciliar. Me contou que tinha uma cesárea anterior de 6 anos. Depois de mais algumas conversas ela decidiu que eu seria sua Doula.

Demorou um pouco para nos encontrarmos, até tentamos nos falar pela webcam, mas não conseguimos. Sempre me mandava noticias de como estava, como tinham sido as consultas no posto de saúde. Nesta época havia entrado em contato com uma equipe de parto domiciliar da capital,  e uma parteira. Mas não deu certo devido aos valores e condições de pagamento.

Decidimos procurar hospitais que deixariam pelo menos a doula entrar, fomos sondando e ficamos com 3 alternativas, mas a melhor opção seria o hospital de Clínicas. Um dia Érian me enviou uma mensagem dizendo que havia encontrado uma equipe numa cidade próxima. Ela estava ansiosa pelo encontro com a médica. Nesta época ela já estava com 35 semanas de gestação. A médica disse que não poderia assumi-la de imediato, pois viajaria, e talvez quando ela voltasse Ester já teria nascido. Mas combinaram de se falar na volta, se caso não tivesse ocorrido o parto. E assim foi. Érian e Fernando estavam muito satisfeitos com a conversa, e felizes, pois conseguiriam o parto domiciliar tão esperado.

Fomos nos encontrando e conversando sobre alguns aspectos do parto, intercorrências, plano B, e outras coisas. Creio que no total foram 5 encontros maravilhosos, e recheados de muita alegria. Quando Érian estava com 39-40 semanas fui pintar sua barriga, para guardarmos uma lembrança especial, e foi uma tarde fabulosa.

Estávamos só aguardando Ester dar sinal de que estava vindo, enchermos a banheira, que foi emprestada de uma amiga, e aproveitar o momento mágico que é o nascimento de uma criança. Mas nesta ultima mudança de lua, Érian me chamou no facebook e deu a má notícia...A equipe que assistiria o parto dela, não o iria fazer mais. Foi um choque! No dia seguinte fui vê-la e estava visivelmente abalada...
Disse à ela que não importava, que nós iriamos  para o hospital escolhido, que tem suite individual, com bola, cavalinho, ducha quente, “humanizado”, e que tudo daria certo. Érian não tinha medo de não conseguir, mas sim da equipe que a atenderia no hospital, e se eles a respeitariam.

Poucos dias depois da triste notícia, ela entrou em fase latente, com cólicas e dores nas costas. Uma amiga dela, que aplica acupuntura, deu uma força, estimulando alguns pontos. Contrações a cada 15 minutos, às vezes encurtavam, mas espassavam novamente. Érian contava elas a cada 3 minutos. Como eles moram a 1 hora da minha casa, decidi ir lá e partejar.Cheguei pelas 15 horas, e as contrações estavam a cada 15 minutos mesmo. Decidimos ir na Adriana fazer outra sessão de acupuntura para ver se engrenava. Érian ainda estava chateada pelo seu desejo de ter um parto domiciliar não ter acontecido. Depois da sessão as contrações começaram a vir a cada 7 minutos. Fernando fez uma torta de atum com azeitona e pimenta maravilhosa. Comemos muuuito!

Érian tentou descansar, mas não conseguiu. Foi para ducha e lá ficava um tempo, saia, ia para bola, e assim ficou. Pelas 12 hs da noite fomos todos tentar dormir. Érian já estava com contrações a cada 5 minutos, e não conseguiu dormir, relaxar. Pelas 4 hs as contrações começaram a ficar de 4 em 4 minutos e querer diminuir mais o intervalo. Érian e Fernando temeram em sair muito tarde, pegar trânsito e ter a possibilidade de Ester nascer no carro. Quase 6 hs da manhã saímos em direção ao Hospital de Clínicas. Mas no carro as contrações aumentaram de intervalo. Me dei conta de que talvez devessemos ter ficado mais tempo em casa...

Chegamos ao hospital e Érian começou a fazer a ficha, e foi para sala de avaliação. Fui com ela e Fernando aguardou no corredor. Foi preenchida uma ficha e perguntado sobre sua césarea, sobre o pré natal, exames, etc. Nisso entra uma academica. A médica fez um toque e disse que ela estava com 6 cm. Ficamos felizes. Depois veio outra médica, fez as mesmas perguntas e fez outro toque...na verdade eram 4 cmde dilatação. Ai começou a complicar. A médica alegou que como Érain tinha uma cesárea, mesmo sendo de quase 7 anos, ela deveria ficar o TP todo no monitoramento contínuo ( MAP). A indignação da minha doulanda era visível.

No quarto tentamos argumentar sobre o MAP, mas nada. Fernando ainda aguardava para entrar. Eis que surge um “pelotão” dentro do quarto, dois médicos, que ainda não tinhamos conhecido, e uns 5 acadêmicos de medicina. Érian respondeu a várias perguntas, foi avaliada por um enfermeiro (eu acho), que ficava com a mão na barriga vendo a dinâmica das contrações por 10 minutos....aff! Isso era desconfortável e Érian não estava gostando nada (eu menos ainda). Ela perguntou a médica- professora se realmente teria que ficar no MAP, pois sua cesárea era muito antiga.  A médica disse que não havia a necessidade e que pediria para deixarem ela caminhar, usar a bola...mas isso não aconteceu.  A primeira médica que a atendeu veio conversar com ela e explicar a “ imprencidível” necessidade dela ficar sendo monitorada frequentemente. Tentei argumentar, mas quase fui expulsa do local. Na realidade, minha presença incomodava muito a equipe que estava lá. Resolvi me acalmar e ficar quieta, para não correr o risco de minha doulanda ficar sem suporte.

Logo depois disso Fernando chega, e contamos tudo o que estava acontecendo. Chegou uma hora que ela queria ir no banheiro e teve que implorar para tirarem ela do MAP.  Gente sem noção, desumana ao cubo. Mas eis que às vezes surgiam enfermeiras maravilhosas e tentavam ajudar.Quando conseguimos tirar Érian do maldito MAP, disse a ela que ficasse o máximo possível no banheiro. Mas sempre, a cada hora, religiosamente a colocavam no MAP, faziam o exame de toque, às vezes dois de uma só vez, e ficam apalpando a barriga para ver a porcaria da dinâmica! Olha que saco viu! As contrações espassam sempre que entrava algum chato para fazer não sei o quê....que merda tá?! Tô puta com isso. O desrespeito era claro, e não acatavam nada do que ela pedia.

Cansada, com fome, sendo invadida o tempo todo, Érian começou a travar. Fernando e eu tentávamos animá-la, mas estava claro o cansaço, a indignação, a frustração. Estávamos sendo engolidos pelo sistema. Os médicos estavam sem paciência, porque ela não dilatava do jeito e no tempo que eles queriam. Ai começaram as intervenções. Primeiro rompimento artificial da bolsa. As contrações apertaram um pouco, fomos para ducha graças ao anjo chamado Sandra, enfermeira, que foi falar com a medica para pedir autorização. Mas 1 hora depois de novo o MAP, toque, etc, etc, etc. Depois nada de evolução, a opção ocitocina e remedinho para dor. Ai ficou punk!  E a ordinária da médica, ainda alertou, “se não dilatar nada em uma hora vamos ter que fazer cesárea!”. Em uma hora Érian dilatou meio dedo. A médica, cara de pau, deu o diagnóstico de desproporção céfalo- pélvica, com 6 dedos de dilatação....olha que merda!

Érian sabia que era mentira, mas sabia que não conseguiria mais vencer o sistema. Aceitou a cesárea dolorosamente imposta! Fernando e Érian queriam que eu ficasse com eles durante a cirurgia. Ela na verdade não queria ver nada de tão chateada que estava, mas  falei para não fazer isso... Uma enfermeira, charope,  disse que eu não podia ficar durante a cirurgia, porque não tinha mais utilidade, e que eles precisavam controlar o ambiente...acho que sou leprosa, só pode!

Mesmo assim, com todo este desrespeito, Ester nasceu muito bem, às 18:29 do dia 10 de abril, pesando 3390 gramas e medindo 51 cm de puro charme! Linda demais. Ester mama que é uma beleza. Agora estão só no aguardo para ir para casa.

Minha flor Érian, te agradeço por me deixar te auxiliar neste momento de alegria que é o nascimento de um filho. Foste guerreira, aguentou coisas que muitas não teriam aguentado. Não fique triste, agora é cuidar da pequena Ester e da fofura da Máh! Vou estar contigo, te apoiando sempre!

Fernando, também te agradeço! Deste toda força possível a Érian, e não esmoreceu um minuto sequer. Te agradeço muito mesmo!

OBS: Me desculpem os palavrões, leitores do meu blog. Mas tô de cara com tudo o que aconteceu...muito irritada, querendo fazer horrores....querendo matar 3!!! Este é um relato indignado de uma mulher, de uma mãe, de uma doula...


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

MundoBrasileiro