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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A MODA DO POUCO LEITE - pela Consultora Rosane Baldissera

Texto excelente da minha amiga que é Consultora Internacional de Aleitamento Materno. Concordo com tudo escrito e friso bem, o emocional da mãe, geralmente, é o principal fator para uma amamentação ser bem sucedida. Uma mãe insegura com as mamas, se achando incapaz de entender e de atender seu próprio filho, sem apoio da família, esta fadada a não conseguir amamentar seu bebe por vários motivos. O apoio da família é MUITO IMPORTANTE. Ficar em volta da mulher dizendo que ela não consegue, que tem pouco leite, que o choro do bebe é de fome, como se o choro fosse só por fome, que a fulana não amamentou, etc, NÃO AJUDA em nada. Ao invés de boicotar a mãe, deve se dar apoio, deixa-la tranquila com os afazeres domésticos e alimentação. Deixá-la se conectar com o seu bebê. 
Leiam o texto da consultora!



Estou realmente bem preocupada com a quantidade de mamães que me procuram por acharem que estão produzindo pouco leite. Quando iniciei com o trabalho de consultoria em amamentação, os problemas eram fissuras, dor para amamentar, ingurgitamento, as dificuldades iniciais da amamentação, e o panorama está mudando. Mamães desesperadas, tendo que dar complemento de fórmula artificial porque seu leite está diminuindo.
Vou tentar não ser muito técnica para escrever sobre o assunto, mas acho importante essa discussão, já que virou moda o assunto!

Quase todas as mães podem produzir leite suficiente para um ou até mesmo dois bebês, desde que o bebê sugue efetivamente e mame tão frequentemente quanto queira. Isso significa que, o bebê tem que esvaziar completamente a mama para que as glândulas mamárias produzam mais leite, e as mamadas devem ser sem rigidez de horários, sempre que o bebê emitir o sinal de fome.

Mesmo quando uma mãe acha que tem pouco leite, o bebê em geral está mamando todo o leite de que necessita. A quantidade de leite que as mamas produzem é determinada pelo volume que o bebê retira; quanto mais leite o bebê retira mais se produz.

Em alguns poucos casos de mães que não conseguem produzir leite suficiente, isto se deve à falta de um adequado desenvolvimento da glândula mamária ou a distúrbio hormonal, saliento aqui que são casos raros.

Ocasionalmente, a mãe pode observar que não houve mudanças em suas mamas durante a gravidez ou nas primeiras semanas depois do parto e não conseguir retirar leite do peito nos primeiros 4-5 dias. Ela pode ser uma dentre as poucas mães que não são capazes de produzir quantidade suficiente de leite.

As mães referem uma variedade de sinais que as levam a pensar que estão produzindo pouco leite. Entretanto, existem apenas dois sinais que mostram de forma confiável que o bebê não está mamando leite suficiente. Esses dois sinais são: pouco ganho de peso (e isso também depende do biotipo de cada bebê) e eliminação de pequena quantidade de urina e concentrada (muito amarela).

Existem outros possíveis sinais que podem significar que um bebê não está mamando leite suficiente (atenção, possíveis sinais):

Um bebê que não parece satisfeito após as mamadas ou que quer mamar com muita frequência ou por tempo prolongado em cada mamada, pode estar sugando de forma ineficiente, ou seja, apresenta uma pega ruim, consequentemente não consegue obter leite facilmente, podendo apresentar pouco ganho de peso.

Se um bebê mama de forma infrequente ou se não mama à noite, a mãe pode produzir menos leite. A maioria dos bebês mama 10 a 15 vezes ou mais durante 24 horas, especialmente nas primeiras semanas. Se um bebê mama menos que 8 vezes em 24 horas ele pode não obter leite o bastante. Uma razão comum pela qual um bebê não consegue leite suficiente é quando a mãe lhe dá mamadas muito curtas. A maioria dos bebês mama de 15 a 30 minutos ou mais em cada mamada. Quando eles conseguem todo o leite que desejam eles próprios largam o peito. Se uma mãe interrompe a mamada em poucos minutos seu bebê pode não obter todo o leite de que necessita e pode querer mamar logo.

Se o bebê chora muito, a mãe pode pensar que tem pouco leite. Entretanto, há outros motivos pelos quais um bebê chora. Às vezes, os bebês parecem mais famintos que o habitual por alguns dias, possivelmente porque estão crescendo mais rápido que anteriormente. Isto é chamado de salto de crescimento e desenvolvimento. Alguns bebês choram muito porque precisam ser abraçados e carregados mais que outros. Outra razão comum para o choro é a cólica. Um bebê com cólica geralmente chora de forma contínua em certo período do dia, geralmente ao anoitecer. O bebê pode encolher suas pernas como se tivesse dor abdominal. Bebês com cólica crescem bem e o choro geralmente diminui depois dos três meses de idade.

A frequência com que bebês, adequadamente amamentados e sadios, evacuam é variável. Alguns bebês não evacuam por vários dias enquanto outros o fazem oito ou mais vezes ao dia. Entretanto, as fezes de um bebê amamentado são semi-líquidas e, quando infrequentes, geralmente são eliminadas em grande quantidade. Se um bebê evacua de maneira infrequente e as fezes são pequenas, duras, secas ou verdes o bebê pode não estar mamando todo o leite de que necessita.
                                                                          
Dar alimentos complementares antes de 4-6 meses, mesmo que seja água, ou o uso de chupeta, fazem com que o bebê sugue menos o peito. Mamadeiras e chupetas podem também interferir na pega do bebê ao seio. Como resultado, a mãe produz menos leite.

Também existem as razões relacionadas ao estado psicológico da mãe, e é bastante comum: falta de confiança, preocupação, estresse, cansaço. E qual mãe nunca passou por isso???
Mães preocupadas ou estressadas podem ter dificuldades de responder a seus bebês e de satisfazê-los. O estresse agudo pode reduzir temporariamente o fluxo de leite e, assim dar a impressão de que este diminuiu. Vira uma bola de neve, estresse, pouco leite, mais estresse, bebê chorando, muito mais estresse, mamadeira, menos mamadas, menos leite.....desmame precoce!

Quando a mãe se tranquiliza, e amamenta sem preocupações, deixa a natureza fluir, a amamentação acontece naturalmente. Porém, as mamães que pensam ter pouco leite precisam de ajuda e apoio de uma pessoa capacitada para superar essa dificuldade e ultrapassar mais uma barreira da amamentação.
Será que as índias tem dúvida em relação à sua capacidade de produzir leite? Claro que não, elas confiam em si mesmas!

Nutricionista Rosane Baldissera
Consultora em Amamentação – Porto Alegre/RS
Daqui: http://www.mamaebebeamamentacao.com/search/label/COMO%20AUMENTAR%20A%20PRODU%C3%87%C3%83O%20DE%20LEITE%20MATERNO

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

COMO AUMENTAR A PRODUÇÃO DE LEITE MATERNO



Antes de conversarmos sobre as dicas para aumentar a produção de leite, toda a mamãe precisa saber da fisiologia da lactação, ou seja, como se dá a produção e manutenção do leite materno.

Durante a gestação as mamas já começam a ser preparadas para a produção de leite, através da ação dos hormônios progesterona e estrogênio as mamas ficam maiores, mais sensíveis e têm seus vasos sanguíneos dilatados.

Após o nascimento do bebê, a produção e ejeção de leite materno são mediadas pelos hormônios prolactina e ocitocina, respectivamente. Nos primeiros dias após o parto, esses hormônios estão em alta concentração no sangue mesmo sem o bebê sugar o seio. É claro que se o bebê mamar adequadamente ao seio desde a primeira hora após o nascimento, a produção e a descida do leite será muito mais rápida.

Passando os primeiros dias, se o bebê não estiver sugando ao seio ou não sugar adequadamente, a produção de leite materno vai diminuir muito, pois o que faz a mãe produzir leite neste período é o estímulo que o bebê faz, ou seja, a sucção do bebê estimula a produção de leite materno.

É importante salientar que nenhuma dica funciona sozinha, todas devem acontecer ao mesmo tempo!

Então, aí vai a primeira dica:
Quanto mais o bebê mama, mais leite a mamãe produz. A mãe deve deixar o bebê mamar, no mínimo, 8 vezes dentro de 24 horas. Alguns bebês mamam de 3 em 3 horas, outros de 2 em 2 horas, isso vai depender de cada bebê. O importante é dar de mamar várias vezes ao dia e não limitar o tempo das mamadas, deixando que o bebê mame em um seio de cada vez, até esvaziar bem a mama, para que ele receba o leite do final da mamada, que é rico em gordura e faz o bebê ganhar peso. Nunca se deve deixar o bebê dormindo mais do que 3 horas, ele deve ser acordado para mamar, principalmente os bebês mais novinhos, dormem muito.
Se o bebê não estiver mamando adequadamente ou alguma dificuldade estiver acontecendo com a amamentação, a mamãe deve solicitar ajuda de um profissional capacitado em aleitamento materno (consultora em amamentação), para que o problema seja solucionado.

Segunda dica, não menos importante que a primeira:
A mãe deve estar muito tranqüila para produzir leite em quantidade suficiente. Por que a ocitocina, hormônio que provoca a contração das células musculares no interior da mama, é produzida na glândula hipófise posterior. Ela está localizada numa área do cérebro conhecida como hipotálamo, que também regula as emoções. Ou seja, se a mãe não estiver bem emocionalmente, a produção de ocitocina será inibida. Qualquer estresse por parte da mãe, cansaço, dormir pouco, preocupações, interferem negativamente na produção e ejeção do leite. E isso é cientificamente comprovado! A mãe começa a produzir o leite materno pela cabeça! Uma mãe livre de estresse, que descansa bem, normalmente é uma mãe que produz bastante leite. Durante a amamentação, a mãe deve escolher um lugar tranqüilo e fazer alguma coisa que a deixe calma, como olhar televisão ou escutar música. O apoio do pai ou de pessoas amigas também é super importante para deixar a mamãe segura e calma para amamentar.

Terceira dica:
Alimentar-se bem e ingerir muitos líquidos. Uma alimentação saudável e em horários regulares assim como a ingestão de mais de dois litros de líquidos por dia faz com que a mãe produza bastante leite. A mãe precisa de bastante líquido pra produzir leite em quantidade suficiente ao seu bebê.

Quarta dica:
Faça massagens com movimentos circulares em todo o seio antes de amamentar, e utilize compressas quentes, pois faz com que aumente a circulação sanguínea nas mamas. Mas atenção para estas recomendações, isso só deve ser feito quando for contatado que realmente a produção de leite estiver reduzida, pois caso contrário, pode provocar um ingurgitamento mamário (leite empedrado). Procurar um profissional para auxiliar e indicar corretamente o tratamento é super importante para evitar problemas.

Quinta dica:
Alguns medicamentos fazem aumentar a produção de leite materno, associados às demais recomendações. Eles devem ser prescritos exclusivamente pelo médico, nunca se deve ingerir medicamentos por conta própria, pois as substâncias contidas nos medicamentos são passadas para o leite materno e podem ser prejudiciais ao bebê.

Sexta dica:
Mesmo se todas essas dicas não funcionarem, ainda pode ser feita a técnica da relactação. Consiste em utilizar uma sonda conectada a um recipiente contendo leite. Uma das extremidades da sonda é colada no seio da mãe, o bebê suga o seio juntamente com a sonda, assim ele estimula a produção de leite materno. Essa técnica é também utilizada para as mães adotivas que desejam amamentar.

Manter-se confiante e segura é a melhor receita para as mamães que querem amamentar, além disso, procurar ajuda de um profissional especializado é muito importante para o sucesso da amamentação!


Nutricionista Rosane Baldissera
Consultora em Amamentação – Porto Alegre/RS
Fones: (51) 95329195 ou 91684658

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

AMAMENTAR É ÓTIMO, MAS ÀS VEZES NÃO É FÁCIL NÃO

Encontrei este texto muito informativo, que tenta explicar porque muitas mães tem dificuldades em amamentar no comecinho. Digo as gestantes que devem sempre ler e se informar também sobre a amamentação, e que se a dificuldade for grande que busquem um conselheiro em amamentação mais próximo delas. Em Gravataí atento as mães que tem esta dificuldade (entre em contato aqui), além de orientar minhas doulandas. Em Porto Alegre indico a Mamãe e Bebê com a consultora Rosane Baldissera. Não deixem de pedir ajuda de um profissional antes de desistirem, ou seguirem conselhos errôneos de familiares! Lembrem-se, cada bebê é diferente, existem bebês que vão querer mamar a cada hora, ou a cada 3 horas, é importante que se verifique se não há algo incomodando o bebê antes de dar-lhe o peito!
Segue o texto...
Sofia mamando- 4 meses

 "Estamos na Semana Mundial de Amamentação. Isto mostra que a amamentação
é um tema tão importante que a ele é dedicado não apenas um dia, mas toda uma
semana. As campanhas na mídia nos mostram que amamentar é excelente para a saúde
do bebê, além de ser bom para o bolso dos pais por não custar nada. É também bom
para a saúde da mãe pois previne contra doenças como o câncer, ajuda a perder excesso
de peso.

 Porque então tantas mulheres não conseguem amamentar, mesmo sabendo das
vantagens da amamentação? A resposta é complexa, cada caso é único, mas vamos
tentar pensar algumas pistas e para entender a questão precisamos saber que a
amamentação depende de dois hormônios: a prolactina e a ocitocina. O organismo
materno fabrica prolactina pela estimulação da mama na sucção do bebê ou na retirada
com bomba ou ordenha manual.  Assim, quanto mais o bebê mama ou quanto mais é
retirado o leite, mais é fabricado.  A ocitocina é fabricada pela hipófise, uma glândula
localizada no cérebro e que funciona tanto melhor quanto mais tranquila e confiante se
encontra a mulher. Se não há uma boa produção destes dois hormônios, a amamentação
não funciona.

 Colocar o bebê para sugar já tem sua ciência e é nisso que a amamentação às
vezes enrasca: se o bebê não pega a mama da forma correta, facilmente o bico do peito
vai ter fissuras (rachaduras) que são dolorosas e fazem a mãe desistir.  E qual a forma 
correta do bebê abocanhar a mama? Ele deve ser segurado de frente para a mamãe,
barriga do bebê encostada na barriga da mamãe e deve abocanhar quase toda a aréola,
isto é, a parte mais escura da mama.  Se ele faz isto, o bico do peito fica no céu da boca
do bebê, seus lábios ficam virados para fora e ele  fica com o narizinho e o queijo
encostados na mama. A mãe não deve pensar que ele não está respirando: se ele está
sugando é porque está respirando, em geral pela outra narina que a mãe não está vendo.
Se o bebê não estivesse respirando não sugaria e tiraria a boca do peito a toda hora.
Portanto, a mãe não deve ficar com o dedo indicador puxando a mama no sentido
contrário pois se fizer isto desencaixa a pega correta, tira o bico do peito do céu da boca
do bebê  e  ele  começa a morder o bico, o que fará a tal rachadura dolorosa. Se a pega
está correta, o peito não dói.  Se está doendo é porque o bebê não está pegando de forma
correta.

 Bem, a pega correta é importante, mas, às vezes o bebê está pegando de forma
correta e o leite não está saindo porque não está havendo produção de ocitocina que
depende da calma, da tranqüilidade, do desejo de amamentar, da confiança de que é
capaz de fazê-lo. E aí é que está a dificuldade! Onde está a calma no pós-parto? Pós parto é um   período difícil:diferentemente da gravidez, tempo em que as mudanças são
lentas, as do pós-parto são bruscas. A barriga esvazia-se, não voltando, contudo, ao que
era antes da gravidez e sim ficando ainda aumentada e flácida. Pode haver uma cicatriz
de um parto cirúrgico ou de um parto vaginal com corte ou laceração do períneo. Há
grandes mudanças hormonais. A mulher está perdendo, pela vagina, os lóquios, uma
secreção sanguinolenta, parecida com a menstruação. O sono está interrompido pela
amamentação, e há o cansaço natural das tarefas dos cuidados com o bebê e a casa.
Pode haver excesso de visitas que cansam a mulher. Portanto, procure estabelecer com
os amigos e parentes horários para visitas e escolha horários nos quais o pai do bebê
possa estar para atender às visitas, se você  precisar atender ao bebê. Procure ter com
você alguém que lhe ajude nos serviços domésticos como lavar, passar, cozinhar para
que você possa estar  mais descansada para o bebê. Escolha, se possível, alguém com
quem você tenha um bom relacionamento e que respeite seu jeito de fazer as coisas,
principalmente seu jeito de cuidar de seu bebê e que a incentive e não critique. 

 E principalmente, a mãe ainda não aprendeu a compreender os diferentes choros
do bebê e acha que sempre que ele chora é porque está com fome. E pensar isto tira sua
segurança na sua capacidade de amamentar.

Quando o profissional de saúde diz a você que o bebê deve ser amamentado em
livre demanda você pode perguntar “O que é livre demanda?” Muitas vezes o
profissional responde: sempre que o bebê tiver fome ou sempre que o bebê quiser. E
você daí deduz que é sempre que o bebê chorar. Ou talvez até o profissional tenha dito
que você deve amamentar sempre que o bebê chorar. Na realidade, livre demanda
significa não ter horários rígidos para mamada, mas não significa dar o peito a cada vez
que o bebê chorar.

 Queridas mamães: o bebê chora por diversas razões  que não são fome. A
digestão do leite materno se faz mais ou menos em duas horas. Por isso, se  faz menos de
duas horas que ele acabou de mamar, você tem que verificar outras  razões para o choro
antes de dar de novo o peito. 

   Comece pelas razões mais simples de verificar: 
1 - calor: o bebê fica suado no rosto, no pescoço e fica vermelhinho e até um pouco
quente, parecendo que tem um pouco de febre. Neste caso, coloque uma roupinha mais
leve, ou dê-lhe um banho morno. 
2 - frio: suas mãozinhas, pés e nariz ficam frios. Agasalhe-o. 
3 - cólica: ele chora um choro que começa e para um pouco e logo recomeça, e, em
geral encolhe e estica as pernas e empina a barriga. Para cólica o melhor é calor local,
seja pelo contato barriga a barriga, seja colocando uma fraldinha morna sobre a barriga
do bebê. Também é muito bom fazer massagens no sentido dos ponteiros do relógio na
barriga do bebê.
4 - fraldas sujas: troque a fralda. 
5 – vontade de ser embalado: não se espante e não pense que se você embalar o bebê ele
vai ficar manhoso. Até os dois ou três meses o bebê precisa que você o embale,
suavemente pois durante nove meses ele esteve em meio líquido, em seu útero e era
constantemente embalado, mesmo quando você estava imóvel, só o seu respirar já fazia
o diafragma empurrar o útero e embalar o bebê. Depois dos três meses, você deve ir
parando de embalá-lo no colo e começar a estimulá-lo a rolar em uma superfície
forrada, pode ser o chão forrado com um edredon. 
6 – dor de ouvido: o bebê muitas vezes leva a mão ao ouvido. Se você suspeitar de dor
de ouvido, leve-o ao pediatra, não procure tratar com receitas caseiras.
7 – verifique se não tem nada na roupa incomodando  o bebê. Retire as etiquetas da
roupa pois costumam arranhar a pele do bebê.  
8 – se o bebê estiver dormindo e começar a resmungar, não o pegue logo para dar de
mamar: às vezes quando passa de uma fase para outra do sono, o bebê choraminga  e
depois cala-se e volta a dormir. Espere para ver se ele vai realmente acordar e chorar de
fome.
 Se você verificou todas as causas e não encontrou nenhuma dessas e já fazem
cerca de duas horas que ele acabou de mamar, pode oferecer-lhe o peito.  
Queridas mamães: amamentar não é fácil, precisa de ajuda e apoio. Assim, se apesar das
dicas você estiver tendo dificuldades na amamentação, procure auxílio. Pode nos
telefonar: 21-22656344 (Vitória) ou 21-22370309 (Aline). Alguns Postos de Saúde e
algumas maternidades do SUS têm grupos de apoio à amamentação. No Rio de Janeiro 
o Instituto Fernandes Figueira tem excelente atendimento inclusive sábados e domingos.
O endereço é Av. Rui Barbosa, 16.  e o telefone é 21-25541700. Há um excelente site
de amamentação: www.aleitamento.com Existe também o grupo de auto ajuda Amigas
do Peito e você pode encontrar onde funciona o grupo mais perto de você consultando o
 E tem também o Disque Amamentação: 21-22857779

 Se apesar de todas as ajudas você não conseguiu amamentar o tempo que
queria, não se sinta culpada: você tentou. Se for dar a mamadeira ou leite no copinho,
sempre que puder seja você mesma a dá-lo e faça-o com o bebê aconchegado a você 
para que ele sinta seu carinho e amor que são a coisa mais importante para ele se
desenvolver bem, saudável e feliz. " 


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tem mesmo pouco leite, baixo peso? NAN é a solução?


Texto super completo, que vai tirar muitas dúvidas de vocês que amamentam!! Leiam com calma...

google imagem

Produção insuficiente de leite materno e baixo ganho de peso do bebê são queixas muito freqüentes entre as mães. Geralmente a solução apresentada para esses casos por pediatras e outros profissionais da saúde é a introdução de leite artificial.
Porém, antes de diagnosticar essas duas situações, é preciso prestar atenção nos seguintes pontos:

1) Importantíssimo para o sucesso da amamentação é verificar se a pega no peito está correta: o bebê abre bem a boca, abocanha o mamilo e grande parte da aréola, alcançando os depósitos de leite localizados na região. Ao fechar a boca, os lábios ficam voltados para fora e vedam a passagem de ar, favorecendo o correto padrão de respiração pelo nariz. A língua se posiciona sob o mamilo, à frente, entre os rodetes de gengiva que comprimem a aréola, ajudando o bico a se alongar em até três vezes o seu tamanho dentro da boca do bebê - tal alongamento é necessário para que alcance e toque o ponto de estímulo neural da deglutição, na região posterior do palato ("céu da boca") da criança. O recém-nascido obtém o leite por trabalho muscular (ordenha), não havendo, em momento algum, pressão negativa ou sucção, como infelizmente ocorre com a mamadeira e a chupeta.
Algumas imagens para ajudar:









Pega incorreta resulta numa ordenha ineficiente, não saciando as duas necessidades básicas do bebê - fisiológica (por leite materno) e neural (de trabalho muscular) -, além de causar fissuras mamilares e outros problemas, resultando em dor durante a amamentação. Se notar que a pega não está correta, interrompa a sucção introduzindo delicadamente o dedo mínimo entre a boca do bebê e o seio e reinicie o processo. Não deixe que a criança continue mamando com pega incorreta.

Além de machucar a mama, pode-se iniciar um ciclo vicioso: o bebê não consegue obter todos os nutrientes de que necessita, oferece-se a mamadeira por causa do ganho insuficiente de peso, ele fica confuso, pois abocanha o bico de modo diferente do que faz com o peito da mãe, a pega no seio nunca é corrigida e tende a piorar dessa forma.



2) A amamentação deve ser praticada em livre demanda para garantir que o bebê seja suprido em todas as suas necessidades nutricionais, inclusive hidratação. Desse modo, ele pode retirar todo o leite de que precisa conforme a sua vontade. Amamentação não combina com relógio: deixe o bebê comandar!

Para maiores informações, ler os textos:
"Amamentação à la carte".

e  “A importância da livre demanda”

3) Se mesmo com a técnica (pega e posição) adequada e regime de livre demanda o bebê não ganhar peso, é preciso verificar se a mãe não o está trocando de peito durante a mamada antes do tempo. O leite posterior (do final) contém mais gordura. Se o bebê mamar somente dez minutos (ou 20, ou qualquer tempo estipulado) sem esvaziar o peito, ele deixa de tomar o leite gordo. Portanto, deixe-o mamar à vontade, até quando quiser. O seio que for esvaziado produzirá o leite para a próxima mamada, em quantidade suficiente. Quando o bebê quiser mamar de novo, você poderá oferecer o outro peito, então os dois vão ser estimulados. Dessa forma, para assegurar um bom ganho de peso é preciso: pega adequada, livre demanda e a permanência do bebê no mesmo peito durante a mamada (não trocar antes de esvaziar completamente um seio). Alguns recém-nascidos também sugam muito lentamente nos primeiros dias e precisam de muito tempo para esvaziar a mama (prepare-se, porque essa situação não dura para sempre!)

4) Se o bebê continuar não adquirindo peso apesar da efetivação dos três itens acima, é necessário conferir a hipótese de infecção urinária, que é uma das causas de baixo ganho de peso corpóreo em recém-nascidos.

5) Porém, mais importante que o valor registrado na balança é observar o desenvolvimento da criança. Bebê saudável não é o bebê que engorda sem parar. Recém-nascidos ganham peso em proporções inconstantes - devem dobrar o valor do nascimento até os seis meses e triplicá-lo até um ano de idade de acordo com a OMS.

Segundo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o aleitamento materno, aquantificação rigorosa do ganho de peso do bebê pelos pais deve ser desincentivada. Os valores podem variar muito, porque cada criança tem o seu próprio ritmo de crescimento. É importante considerar o biotipo do bebê: como são os pais? Gordinhos, magrinhos, altos, baixos? A genética tem uma grande influência na estrutura física do indivíduo. Além disso, existem flutuações normais no peso. Colocar freqüentemente a criança na balança pode levar os pais à insegurança. Pesar o filho antes e depois da mamada também não deve ser parâmetro para medir a quantidade de leite.  
As novas curvas de crescimento revisadas pela OMS baseando-se em bebês alimentados com leite materno estão no link e fotos abaixo. Lembre-se de verificar com o pediatra de seu filho se ele está usando as curvas atualizadas!






6) O colostro, que começa a ser produzido no terceiro trimestre de gestação, é o primeiro alimento e a primeira "vacina" do bebê.
Leia o artigo "Amamentação na primeira hora, proteção sem demora!"-

Ele começa a ser secretado logo após o nascimento e é produzido em baixa quantidade justamente porque o recém-nascido ainda não está com os rins totalmente preparados para processar grande volume de líquidos. No período inicial, enquanto o leite não desce - demora entre três e cinco dias ou mais -, só o colostro é suficiente e perfeitamente adequado ao bebê, portanto, continue colocando-o no peito freqüentemente. Se a criança estiver mamando colostro em livre demanda e em contato contínuo com a mãe, seu choro nesse início de vida dificilmente poderá ser associado à fome e às colicas. Técnicas muito eficientes para acalmar o bebê na fase imediatamente sucessiva ao nascimento são as aplicadas na “teoria da Extero-gestação". Leia o artigo na íntegra, utilíssimo para bebês novinhos!

Teoria da Extero-gestação para bebes novinhos - Dr. Karp

7) A OMS cita que oferecer água ou leite artificial ao bebê ao invés de permitir-lhe o aproveitamento dos benefícios do colostro enquanto o leite materno não desce não é justificável.

8) Nas primeiras duas – três semanas de vida é natural o bebê perder até 10% de seu peso (excesso de líquidos retidos que são eliminados) e só voltar a recuperar os gramas perdidos no final da terceira semana para então começar a ganhar peso propriamente dito.
Permita que seu filho mame o colostro e estimule a produção de leite materno, não interferindo nesse processo natural introduzindo mamadeiras.

9) Geralmente seis –oito semanas após o parto, a mulher passa a não ter mais ejeções entre as mamadas e seus seios ficam desinchados, porque o corpo pára de produzir leite em excesso e se auto-regula conforme as necessidades do bebê, contanto que ele seja amamentado em livre demanda. Portanto, é normal sentir os peitos murchos depois de um mês. O leite não fica armazenado no peito: cerca de 80% dele é produzido na hora da mamada (a não ser na fase imediatamente pós-parto, quando os peitos costumam até vazar). O engurgitamento das mamas nas primeiras semanas nada tem a ver com a quantidade de leite produzida e sim com uma inflamação temporária no início da lactação. Peitos cheios e vazamento são problemas iniciais, que desaparecem assim que a amamentação estiver estabelecida.

10) É absolutamente normal o bebê diminuir o ganho de peso a partir do terceiro mês de vida. O Dr. Carlos González, autor do livro Mi Niño no me Come (em inglês My Child Won’t Eat), recomendado pela La Leche League International, chamou essa fase de "a crise dos três meses": "Por volta de dois, três meses de idade, alguns bebês tornam-se tão eficientes na mamada que são capazes de mamar tudo o que precisam em poucos minutos (entre três e sete). Se a mãe não sabe disso, ela fica insegura achando que seu filho de três ou quatro meses não mama o suficiente, pois só permanece três, quatro minutos no peito, sendo que aos dois meses mamava por 15 minutos, por exemplo. Além disso, o bebê que ganhava peso rapidamente, agora está caindo na curva de crescimento. A mãe também notou que os seios não enchem mais como antes e não vazam. Todos esses fatos são normais, mas a mulher que não está ciente disso pode achar que há algo errado.
Para entender bem esse processo, leia o texto na íntegra:
A crise dos 3 meses

11) Outro mito moderno que muitas vezes ilude a mãe é que as crianças, à medida que o tempo passa, aprendem a dormir mais. Na realidade, elas passam mais tempo acordadas quando vão crescendo. É verdade que um dia vão dormir mais horas seguidas e, finalmente, a noite inteira, mas dificilmente isso acontece aos quatro meses de idade. Ao longo dos primeiros meses de vida, é mais provável que você observe seu bebê dormindo menos. Muitas crianças mamam várias vezes por noite ainda durante os primeiros anos (o que, para a mãe, é muito mais fácil do que preparar mamadeiras de madrugada). Dar LA não ajuda no sono e pode provocar desmame precoce. Estudo recente prova que não há diferenças no sono de bebês amamentados ou que tomam LA:

Leite artificial ajuda no sono?? Estudo desmistifica essa noção comum!

12) Tem mãe que nunca vê o próprio leite, ou seja, nunca consegue ordenhar uma gota com auxílio de bomba (manual ou elétrica) ou mesmo por ordenha manual, mas o bebê mama exclusivamente ao seio e se desenvolve muito bem. Portanto, a quantidade de leite extraída não é confiável para determinar o volume de leite produzido, não deve ser usada como medida de produção de leite suficiente.

13) Para saber se a produção materna de leite está adequada, pode-se contar quantas vezes por dia a criança urina: 5-6 fraldas molhadas indicam que ela está bem hidratada e a quantidade de leite é suficiente.

Casos reais de baixa produção de leite:
- Quando o bebê tem um repentino ganho de peso ou crescimento e o peito "ainda não teve tempo" de adequar a produção, ele pode pedir para mamar de hora em hora. Os picos de crescimento (em inglês growth spurt) acontecem justamente por essa razão: aumentar a produção de leite materno. Esses fenômenos ocorrem por volta dos sete-dez dias, duas-três semanas, quatro-seis semanas, três meses, quatro meses, seis meses e nove meses, em média, e continuam ao longo do desenvolvimento da criança. A mãe deve respeitar os pedidos constantes para mamar e oferecer o peito, ou seja, amamentar em livre demanda, inclusive à noite. Só assim a sua produção se ajustará perfeitamente às necessidades do bebê, o que acontece em alguns dias. Oferecer leite artificial durante os picos de crescimento impede que o organismo da mãe se adapte à nova demanda, podendo iniciar um desmame precoce desnecessário, em alguns casos.


- Quando a mulher está cansada, exausta, beirando a depressão pós-parto. Nesses casos, são necessários orientação real e efetiva e talvez aconselhamento médico. Apoio de uma rede de mulheres é muito importante. Procure grupos de apoio de amamentação em tua cidade ANTES mesmo do bebê nascer.

Onde achar grupos e bancos de leite (que dão orientação sobre amamentação):

- Quando a mulher começa a desacreditar em sua capacidade de nutrir o bebê. Ao oferecer leite artificial antes da mamada, o organismo entende que não precisa produzir a quantidade extra que a criança já tomou. Sem total confiança na capacidade de amamentar, a mulher coloca o bebê ao seio "já sabendo que não tem leite". Com a auto-estima baixa é como se a mãe desistisse, "jogasse a toalha", então o leite seca totalmente.

O que fazer para aumentar a produção?
Quando o leite seca, a mulher passa a produzir menos ou o bebê repentinamente aumenta a demanda, pode-se tentar as seguintes medidas antes de recorrer ao leite artificial:

Físicas: descansar durante o dia, beber diariamente dois litros (no mínimo) de líquidos, habituar-se a tomar sucos, água, etc. antes de cada mamada, deitar com a criança, amamentar pelo menos uma vez de madrugada (não precisa acordar o bebê, é só pegá-lo e colocá-lo ao seio mesmo dormindo), oferecer o peito mais vezes que o habitual durante o dia e amamentar sempre que a criança demonstrar interesse. Em muitos casos pode-se tentar relactar, técnica muito simples e pouco conhecida, infelizmente. Ver aqui-

O que é relactação e para que serve?

Emocionais: conscientize-se que, apesar do seu poder de gerar e nutrir, a mulher, quando tem um filho, fica bastante fragilizada. Ela precisa receber muito apoio, boa orientação e amor, caso contrário, é possível que não consiga amamentar com sucesso. É importante cercar-se de pessoas que transmitam mensagens de otimismo, carinho, apoio, e não o contrário - de desestímulo. Parentes (quase sempre com boas intenções) chegam dizendo que amamentar dá muito trabalho, que o leite é fraco, que o bebê precisa de um complemento, etc. Esse tipo de "conselho" mina a auto-estima da mãe. Não existe leite fraco. A natureza é sabia e poderosa. Nós, seres humanos, não estaríamos aqui se não fosse pelo leite materno. Ele chega sempre, quando realmente o desejamos e temos orientação. A informação é muito importante, mas o apoio é determinante. Uma criança não é responsabilidade só dos pais - é de todos. Ela é o nosso amanhã. Temos que respeitá-la e apoiar quem tem coragem de gerá-la. Apoio logístico consiste em ajuda efetiva para cuidar do bebê (pode vir do pai, da avó, da tia, de uma babá legal, de uma amiga, de qualquer um que o faça por amor e com muita atenção e cuidado). Apoio moral consiste no amor, no reconforto, na paciência, no incentivo, no respeito e nas boas vibrações das pessoas próximas. Amamentar é dar amor, mas, para fazê-lo, a mulher precisa recebê-lo!

Ver informações sobre principais causas de baixo ganho de peso:


Entretanto, a tendência parece ser chegar no consultório do pediatra com uma queixa sobre amamentação e sair com uma prescrição de leite artificial, pois é muito mais fácil fechar o diagnóstico de "pouco leite" como algo fixo, definitivo, imutável do que trabalhar, orientar, aconselhar, visitar e acompanhar a mãe. Quanto mais desesperada estiver a mulher, mais ela terá a tendência de atestar o diagnóstico equivocado, e o pediatra então concluirá que ela não vai conseguir mesmo amamentar. Na maioria dos casos, dar de mamar é um ato de fé e persistência, mas é preciso ter apoio e orientação.

Definitivamente, Leite artificial não é a solução!

Mais informações em "Como fazer para aumentar o leite?".


Texto organizado por Andréia C. K. Mortensen




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