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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Relato do parto natural da Raquel pela doula

Raquel e eu nos conhecemos através de nossa querida instrutora de yoga, a Ana Mello. Marcamos de nos encontrar na casa dela para conversarmos e, desde aquele momento eu era a doula dela. O tempo estava apertado, pois Raquel já estava entrando no 9º mês e Daniel mostrando que queria vir! Nos encontramos mais algumas vezes e conversamos, e assim nos preparamos tudo o que foi possível. Logo Raquel recebeu instruções da Dra. Ana Claudia para ficar de repouso e ela assim o fez, pois ela queria que ele viesse depois das 38 semanas.

Assim foi, Daniel se comportou direitinho, e no dia 08 de novembro de 2013 a bolsa estourou bem no meio da aula de Yoga. A Ana Mello me ligou avisando e pedi que dissesse a Raquel para ir para casa que eu estava indo também. Um tempinho depois com a Raquel já em casa, começaram as contrações constantes e intensas. Ela já esta com colo bem apagado e com pouca dilatação, então não quis esperar muito em casa, já que íamos pegar estrada de Gravataí a Porto Alegre.

No carro, em cada contração, Raquel respirava e deixava fluir. Quando chegamos ao hospital Dra Ana já estava lá, a avaliou e a dilatação estava completa! Agora era colocar esse anjinho pra fora. Aos poucos Raquel foi se sentindo, se entregando mais e achando a melhor posição em cada contração. Decidiu ficar sentada na maca, agarrada na barra de ferro. O maridão deu todo apoio ficando ao lado, sem esmorecer.


Aos poucos, sem pressa Daniel foi descendo, até que pouco mais de hora ele nasceu, grandão e lindão, com chorinho gostoso de ouvir!! Nasceu pesando 3485 gramas e medindo 50 cm. Raquel e o marido se apaixonaram de cara pelo pequeno. Momento lindo e marcante!









Depois ficamos um tempinho ainda na sala de parto esperando leito na recuperação. Eu segurei o Dani para a mamãe descansar um pouquinho, e babei muito imaginando meu pequeno Joaquim que estava em meu ventre naquele momento, rs. Peguei emprestado o bebê! Depois de um tempinho mais, me retirei e deixei mais uma linda família que acabara de se formar!

Raquel, gratidão por me deixar te acompanhar no momento mais especial da vida de uma mulher! Foste incrível!
Papai também foi maravilhoso apoiando a mulher neste momento!

Daniel é um lindão!!
<3

terça-feira, 18 de março de 2014

Meu Parto Domiciliar Planejado!

Analu e Joaquim
Com muita alegria, compartilho com vocês do blog um vídeo que montei para mostrar a minha gestação e, o meu tão sonhado parto respeitado e amoroso. Com muito esforço e dedicação conseguimos que o financeiro não fosse um impeditivo para realizar esse sonho. Contamos com vários anjos no caminho que nos estenderam a mão, bem mais do que esperávamos que alguém o fizesse. Agradeço sempre pelo Universo ter colocado vocês no nosso caminho!
Como estou sem tempo ainda para escrever meu relato de parto, resolvi montar um vídeo simples mas que mostrasse a essência deste evento, deste rito de passagem! Curtam e compartilhem!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Texto enviado para a ex GO fofíssima de Letícia.


Segue e-mail da minha doulada Letícia de Oliveira que teve um parto natural no hospital Divina Providência. Ela largou a GO cesarista já nos 45 minutos do segundo tempo. Leiam o texto escrito por ela para a ex GO. O relato de parto dela pode ser acessado aqui.
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Dra. Ellen,
A senhora, provavelmente, não se lembra de mim, mas eu deixei seu consultório para não mais voltar com 9 meses de gestação, pois tinha uma cesária marcada para 40 semanas e eu tinha deixado clara a minha vontade de ter um parto normal. Segundo suas informações, era o tempo limite para esperar e não fazia sentido ter um bebê com 4kg ou mais de parto normal. Em um dos exames de toque reclamei de sentir um incômodo e a senhora também me disse que eu não aguentaria um parto normal. Escrevo para contar que minha filha nasceu de 41 semanas e 1 dia, de parto natural, com 4kg, sem indução, sem fórceps, sem episio, num trabalho de parto de 12 horas, sem analgesia, nem anestesia. Fico aqui pensando o momento que eu poderia ter perdido... Enfim, eu creio que a senhora não dará a mínima importância para esse meu e mail, que tanto faz o que aconteceu comigo, mas eu fiz o que meu coração pede para fazer a mais de 1 ano. Aproveito para lhe indicar o filme "O Renascimento do Parto" que está em cartaz nos cinemas, acho que é um filme para todo mundo que NASCEU.
Obrigado pelo tempo dispensado para ler esse e mail.
Letícia
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Você gestante que não esta contente com seu obstetra, não tenha medo de procurar outro profissional mais atencioso, mais humano, mesmo muito no final da gestação, sei que pode parecer complicado, mas é só dar o primeiro passo que o resto se encaminha! Eu mesma Ana Luisa, troquei de GO com quase 40 semanas, e minha filha nasceu com 41 semanas 2 dias de parto normal.
Assistam o filme Renascimento do Parto! 
Acreditem em vocês! Empoderem se dos seus partos!

sábado, 10 de agosto de 2013

Relato do parto desassistido de Mariana e do nascimento da Melissa pela doula

Chá de fraldas da Melissa
Mariana e eu somos amigas a muito tempo, e nos aproximamos mais na gestação do seu primeiro filho Samuel, quando ela me procurou e disse que eu seria sua doula e que estava desistindo da cesárea . Samuel nasceu de parto natural no Hospital Moinhos de Vento ( leia aqui o relato).

Não demorou muito para Mari encomendar o próximo neném que era uma menina. Ela me contou que ficava triste porque eu não poderia acompanhá-la no parto, pois eu também estava grávida e com o mesmo tempo de gestação dela. Mas a vida nos leva por caminhos difíceis e tortuosos, que muitas vezes não compreendemos, mas que nos ensinam. Perdi meu bebê em novembro de 2012...

Passado meu tempo de luto voltei a ativa, tinha que fazer o que me fazia bem, doular! Depois Mari e eu conversamos e fechamos o acompanhamento. Nesta gestação não conseguimos nos encontrar muito, mas sempre conversávamos pelo facebook. E ela sempre confiou integralmente nas orientações que eu passava.

No dia 29/05 pela manhã Mariana me avisa que estava saindo um líquido sem cor, mas não era sempre. Orientei que controlasse a quantidade, que avisasse o médico, e o mesmo pediu que ela fosse o HMV fazer um exame. Mari me contou as orientações do médico e esclareço que se for bolsa rota teríamos tempo para esperar as contrações. Então ela decidiu aguardar.

Pelas 21 hs Mari me liga avisando que pelas 20:30 haviam começado as contrações e que no momento estavam vindo a cada 15 minutos. Não me preocupei muito na hora e coloquei meus filhos pra dormir. Esperava uma evolução rápida, mas não tão rápida. Passado uns 30 minutos o papai Alex me liga avisando que as contrações estavam vindo a cada 5 minutos e diminuindo o intervalo.
 
Comecei a me arrumar, consolar filha, dar mama e não estava muito  preocupada, pois morávamos muito perto uma da outra e logo eu chegaria lá. Passado mais alguns minutos Mariana me liga com a voz totalmente diferente dizendo que a filha dela estava nascendo, que estava com vontade de fazer força. Sai correndo, logo cheguei na casa dela e ela estava no carro e o marido colocando as coisas no porta malas. Entrei no carro e saímos para o HMV.

No caminho Mariana decide vir atrás comigo e se recosta no banco. Papai Alex voava, nervoso demais. Quando estávamos na freeway Mariana sentiu mais um puxo, aquela altura me convenci de que faltava pouco para a Melissa nascer, mas tentei acalmar a Mariana e principalmente o pai que dirigia e disse que provavelmente era pressão do colo se abrindo e da neném descendo. Não pensei em momento algum que não daria tempo de chegar ao hospital, pensei que ela chegaria na sala de parto parindo. Mas Mari pediu para eu dar uma olhada e ver se não tinha sinal de bebê aparecendo, e não havia indicação de um bebê nascendo.

Logo estávamos entrando no estacionamento do hospital e Mariana sentiu mais dois puxos enquanto tentávamos subir ao 7º andar. Alex foi obrigado a parar no 4º para remover os bloqueios e continuarmos. Neste momento Mari diz pra mim: “Ana ela ta nascendo!” e vejo a cabecinha coroando, e digo para ela deixar a neném nascer agora. Aviso ao pai que deve chamar ajuda pois sua filha estava nascendo, depois disso me foco no momento e com uma toalhinha  que carregava na bolsa, gentilmente aparei a cabecinha que saiu com facilidade (Mariana não fez força em momento algum), espero o giro e logo saem os ombrinhos e o resto do corpinho. Deus, que emoção! Entrego Melissa para a mãe que estava emocionada por ter parido sem auxilio algum. Depois vimos que Melissa tinha o cordão enrolado no braço, na barriga e juntas fomos retirando as voltas. Pego uma canga e tapo a neném que nasceu alerta e logo ficou rosada. Neste momento consigo bater fotos com o celular e filmar os primeiros instantes de vida da Melissa. Uma moça da segurança veio e ficou muito emocionada, logo em seguida chega o papai Alex que era pura emoção e nervosismo, beijava mulher e filha, sem acreditar no que aconteceu.

Mãe e filha se reconhecendo
Depois de alguns minutos seguimos nosso caminho até o 7º andar, e lá fomos avisados que uma equipe havia descido para nos encontrar. Mariana saiu do carro caminhando, entrou no hospital onde haviam pessoas espantadas com a cena (rs), mas antes que chegássemos no elevador a equipe nos alcança. Era um enfermeiro, uma técnica e uma Neonatologista, que estavam apavorados com o que viam. Neste momento começa o desrespeito total com a mãe e com a criança, até entendo que estavam nervosos e que não viviam aquele cenário sempre, mas poderiam ter tido mais tato ao tratar uma mulher recém parida. Praticamente forçaram a Mariana a sentar na cadeira de rodas, e ela logo disse que queria ser examinada pelo médico dela, que ela e a filha estavam bem. A neonatologista pedia calma a mãe e Mariana dizia que ela estava calma, que quem não estava era médica (Mariana é fodástica, rs). A neonatologista corta o cordão no elevador, mesmo a mãe pedindo que não o fizessem ainda, e a médica queria a todo custo pegar a neném do colo da mãe que dizia NÃO claramente. O pai e eu assistíamos sem poder fazer muito, ele tentava argumentar, mas eu não podia entrar em confronto, infelizmente. A fúria da neonatologista era clara, algo totalmente desnecessário.
Quando chegamos no CO o pai ficou cuidando da internação, e eu aguardando na salinha de espera. Em poucos minutos sai o enfermeiro, aliviado, dizendo que elas estavam bem (claro que eu já sabia) e pediu para ver a hora da primeira foto que tirei. Logo em seguida passa o Dr. Arlindo correndo e entra no CO. Depois de toda burocracia Alex entra para acompanhar mulher e filha. Meia hora depois saiu o Dr. Arlindo, ele me olha e diz que elas estavam bem, eu dei um sorriso de “eu já sabia”. Melissa nasceu às 23:20 do dia 29/05/2013 pesando 3280 gramas e medindo 49 cm. Foram quase 2 horas desde a primeira contração até o nascimento! Foi uma avalanche, a Mel chegou chegando, num parto automobilístico como disse o papai Alex. Mari precisou de 2 pontinhos numa laceração que teve, mas nada mais.

A doula ficou toda boba com seu momento de parteira. Depois subi no berçário para levar as roupinhas, ver banho e etc, e encontro toda família deles lá, todos surpresos com o acontecimento e gratos por eu estar junto deles naquele momento. Depois de um tempo Alex tenta me colocar lá dentro para ver as meninas,  mas o segurança não autoriza minha entrada. Então decidi voltar mais tarde para vê-las.

Quando fui visita-las no outro dia, Mariana me conta que o hospital todo estava impressionado com a mulher que deu à luz sua filha no carro, e que ela estava acompanhada da doula que a auxiliou. Muitos não sabiam o que era doula, e rimos muito de tudo isso. Graças à Deus deu tudo certo. Não me alonguei muito na visita, pois Melissa estava mamando muito bem e era um gostosura só!


Como explicar em palavras o Milagre da Vida? Não existem palavras para descrever um momento mágico daqueles...o tempo simplesmente parou, e eu era um nada, uma mera espectadora do poder da Vida. Amor, amor, amor... <3

Mariana e Alex grata por me deixar acompanhá-los mais uma vez e ganhando esta benção que foi receber a Melissa.  Este momento esta marcado no meu coração para sempre!



Ana Luisa
Mãe do Bê e da Fifi

Doula e Nutricionista

segunda-feira, 3 de junho de 2013

RELATO DE PARTO NATURAL DA SHEILA PELA DOULA

Mamãe Coruja
Sheila e eu nos conhecíamos virtualmente antes dela engravidar, foi onde ela me contou sobre sua gestação ectópica, como havia sofrido com o procedimento cirúrgico e como tomou consciência de que uma cesárea não era mais o que ela queria para ele e para o futuro filho. Estava com ela em cada descida de fluxo menstrual, dando apoio até o dia em que me falou que havia conseguido conceber. Realmente fiquei muito feliz quando soube!

Desde este momento começamos a manter um contato mais frequente pelo facebook, e combinamos de nos encontrar em minha casa, assim eu já tomaria alguma aulas de artesanato (rs). Logo em seguida descobri minha gestação, e compartilhei para ela, que ficou radiante em saber. Sheila é uma pessoa extremamente carinhosa, simpática, companheira mesmo. Neste dia solidificamos nossa amizade!

Neste mesmo encontro já conversamos sobre todos os desejos no parto e no atendimento do bebê. Os próximos encontros foram de acordo com a necessidade dela, com uma massagem nas costas, outro dia massagem nos pés, outro uma pintura no ventre, outro exercícios de desbloqueio e vivência, e assim fomos criando mais intimidade que nos ajudaria na hora P.

No dia 20 de abril, Sheila me manda uma mensagem dizendo que a bolsa havia estourado as 15:50 hs, que não tinha contrações, só cólicas leves, mas meu celular não tinha sinal, e eu estava no encontro do grupo. Pelas 17:15 liguei para ela e as contrações haviam começado, de 10 em 10 minutos, e que ela estava bem. Ela mora em Canoas, resolvi encerrar o encontro e fui pegar minhas coisas em casa para ir logo ao encontro deles.

a bolsa estourou!

Quando cheguei as contrações estavam vindo de 7-7 minutos, e Sheila estava no quarto, sentada um pouco angustiada, mas feliz que estava vivendo o TP. Ficamos em torno de 6 horas na casa dela onde ela se manteve ativa, comeu, usou o chuveiro, ganhou massagem, relaxou com musica e rimos muito! Saímos um pouco antes da 01 hora da manhã, do dia 21 de abril, com contrações a cada 5 minutos, diminuindo padrão, por pelo menos 2 horas. Quando chegamos no hospital a Dra. Ana chegou junto e já entramos todos direto para a sala PPP, no hospital Divina Providência.  Sheila foi avaliada, estava com 3cm e colo apagado, o que entristeceu a minha amiga um pouco.


Chá de canela



Canjinha








 Mas continuamos as atividades e Sheila foi para o chuveiro, onde visivelmente as contrações se intensificaram, vindo a cada 2 minutos  Assim ficamos, entre chuveiro, massagem, rebolado, negrinho para a Sheila repor as energias, abraço e massagem do marido, abraço da doula, musica, chuveiro (que não agradava mais, pois intensificava tudo, rs) até as mais ou menos 7 horas da manhã... Dra. Ana havia feito outra avaliação onde Sheila já estava com 7 cm. E de repente, de tanto minha amiga pedir, as contrações foram diminuindo e pararam de vez. Temi um pouco neste instante, mas aguardei, e Sheila aproveitou e descansou. 

ducha quente

apoio do marido

apoio da doula


Mas, a Natureza é sabia! Perto das 10 hs da manhã Dra. Ana enfatiza que é importante Sheila se movimentar para ver se as contrações voltavam, e eu sugeri o chuveiro onde as contrações vinham fortes. Ela ficou na ducha por 10 minutos e nada de contrações, mas quando saiu elas voltaram uma em cima da outra, a cada minuto, e ela percebeu que se realmente se entregasse a cada contração, doeria menos e seria mais fácil de lidar com elas. Em 1 hora Sheila começou a sentir os puxos e chamamos a Dra que constatou dilatação completa.


dilatação completa

Sheila começou a se posicionar da maneira que se sentia bem, começou a empurrar junto com as contrações, mas como estava não ajudava muito na descida do Arthur. Se ajeitou de cócoras com os cotovelos na poltrona, depois o marido e eu a apoiando em cada lado, até que me sentei na poltrona e a segurei pelos braços. Com mais algumas empurradas nasceu Arthur, as 13:30 do dia 21/04, pesando 3465 gramas, medindo 51 cm, apagar 9 e 10, foi direto para a mamãe Sheila. Lindo, lindo! A amigadoula bem boba chorou, claro. E papai Eduardo todo emocionando gravando os primeiro instantes de vida do filho. Sheila cortou depois o cordão e foi para a cama, onde auxiliei ela com a amamentação. Para a emoção da mamãe,  Arthur pegou o seio direitinho e não quis mais largar!

Muita emoção!!


Mãe e filho se reconhecendo... <3

Família linda 
Amo!

Primeiro mamá!

Impressão da placenta

Visita pós parto, amamentação com sucesso!

Arthur !

Sheila e Eduardo, agradeço imensamente por terem me convidado a participar deste momento único na vida de vocês. Foi emocionante demais!

E ainda, te agradeço Sheila pela tua amizade, foste maravilhosa comigo quando eu precisava! Terás minha eterna amizade <3

Agradecendo também a Dra Ana Claudia pelo atendimento que prestou, sem igual!

E agradeço a Deus sempre por ter me colocado neste caminho de Luz!

Ana Luisa
Mãe do Bê e da Fifi

Doula e Nutricionista

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mães, Médicos e Parto Pélvicos- por Ana Cristina Duarte (obstetriz)


Compartilhei este texto da obstetriz, devido o atendimento de uma médica exemplar no Hospital onde acompanhei um parto ontem. Parece que a mãe que tinha cesárea marcada com seu médico, devido o bebê estar pélvico, chegou com dilatação completa no hospital e o médico não estava presente para a cirurgia no momento, o que acabou resultando num parto pélvico tranquilo e fácil! Então gente, creio que falta mais estudo, menos neuras! Parir é Natural!



Olha, vou contar para vocês um pouco sobre partos pélvicos, o que conversei ontem com uma linda gestante cujo bebê resolveu ficar sentado até o final da gestação. Ela agora está na difícil tarefa de ter que escolher o que fazer.

Houve um tempo, até uns 50 anos atrás, que pélvico era um tipo de parto. Simples assim. Os médicos sabiam, as parteiras sabiam, e pronto. As nossas bisavós tiveram ou tinham uma irmã ou amiga que teve parto pélvico, sem maiores delongas. 

Até que surgiu a cesárea, cada vez mais segura, cada vez mais comum. Nos cursos de medicina os médicos foram perdendo contato com o pélvico e na ausência do professor, operavam. Muitos cursos de medicina pararam de ensinar parto pélvico. 

Em 2000 uma mulher do Canadá publicou um artigo enorme dizendo que o parto pélvico tinha mais risco para o bebê do que a cesárea. Esse artigo destruiu de vez as chances de um médico aprender a fazer parto pélvico e as mulheres de terem esse direito. 

Cinco anos depois, já tinham saído mais dois artigos, um provando que o anterior foi tremendamente mal feito e não tinha o valor acadêmico que lhe foi atribuído e outro acompanhando essas mesmas crianças que nasceram no trabalho anterior e mostrando que a médio prazo a via de parto não fazia diferença para as crianças. Mas que a médio prazo continuava sendo pior para as mulheres a cesariana. 

Agora já estão em andamento trabalhos nos EUA, Alemanha, Israel, França e Austrália mostrando que o parto pélvico é tão seguro quanto a cesárea, respeitadas algumas condições (bebê de termo, com menos que 4kg). 

Qual é a questão no Brasil? A questão principal é a do risco profissional. Para os que não sabem fazer parto pélvico, o cara tem pavor de acontecer alguma coisa. Para os que sabem, o problema é o risco jurídico. Diante da cultura da cesariana no Brasil, qualquer coisa que aconteça num parto pélvico, mesmo que seja alguma coisa nada a ver com o parto, algo que a criança já tinha, até um problema congênito, por exemplo, o médico vai ser acusado de ter causado aquele dano.

Às vezes não é nem o paciente que move processo, mas sim outros médicos. Num parto pélvico recente que acompanhei num hospital, o bebê nasceu e foi atendido por um pediatra da casa (não deu tempo de chamar um dos nosso). O pediatra enlouqueceu por terem deixado o bebê pélvico nascer de parto normal e disse pro médico e para os pais que tinham fraturado as duas pernas do bebê. O bebê não teve fratura alguma, raio X veio lindo, o médico não se conformou, mandou fazer de novo o raio X, que veio lindo novamente, e só assim ele parou de infernizar a pobre mãe e o pobre médico. 

E tem muito médico por aí que acha um absurdo parto normal ou natural, quanto mais um parto pélvico. Que loucura, que perigo! 

Até mesmo em partos normais a gente vê isso. Qualquer problema que o bebê tenha, se nasceu de parto normal, a culpa foi do parto. Paradoxalmente são os bebês nascidos de cesariana que têm mais problemas. Mas ninguém se preocupa com esses, nesse caso o bebê é que era doentinho. Mesmo que seja um pulmão molhado com 10 dias de UTI. Não são só médicos que estão tão mal-educados quanto à questão do nascimento. Toda a sociedade está! Muitos maridos, famílias, amigas, enchendo a cabeça das mulheres que terão ou que tiveram um parto pélvico normal. 

Atender, dentro desse cenário, um parto pélvico, é um serviço para heróis. O risco que esses médicos e parteiras correm não é do parto. É o da sociedade em que vivemos. 

É o papel de cada uma de nós aqui, como mães, profissionais e educadoras (toda mãe é uma educadora), mostrar para a sociedade, em palavras meigas e sutis, que as pessoas enlouqueceram! Que as pessoas não estão entendendo a questão do nascimento. 

Ninguém pensa nos riscos que uma mulher corre a longo prazo após uma ou mais cesarianas. Ninguém quer saber das placentas acretas, prévias, rupturas, infertilidade. Ninguém cumprimenta uma mulher que teve um parto pélvico. As pessoas a chamam de louca! 

E cabe a cada uma de nós ajudar a mudar esse cenário. 

Deixo aqui meu abraço a cada mãe que teve a coragem de ter um parto pélvico e um abraço ainda mais forte em cada mãe que não conseguiu vencer essa gigantesca onda contrária, quase tsunâmica. E um abraço ainda mais forte e profunda solidariedade a quem quis tentar, mas teve seu direito negado. 

Todos vocês são absolutamente dignas de toda a nossa admiração. 

Um abraço longo e demorado a cada profissional de saúde que tem a coragem de permtir a uma mulher parir um bebê que resolveu vir com o bumbum primeiro.

Ana Cris
Artigo de 2000 que destruiu a arte do parto pélvico em todo o planeta (Valeu Hannah, amei, fofa):http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(00)02840-3/abstract

Artigo feito 5 anos após criticando o de 2000 (valeu, pessoal!)

Analisando as crianças 2 anos após o parto e mostrando que no final não havia diferença:

Revisão sobre Versão Cefálica Externa (manobra para virar o bebê ainda dentro da barriga, possibilitando um parto cefálico)

Alguns vídeos que eu gosto sobre parto pélvico:

quarta-feira, 13 de março de 2013

Relato de parto da Mariana e do Samuel

Aqui vai o relato da Mari e do Samuel. Ela é minha amiga há anos e doulanda outra vez (eeeeeeeeh, lá vem a Mel!). Baita presente de aniversário. Leiam...

Gestação do Samy!
Tem tempo que eu preciso fazer isso, mas a rotina tumultuada acaba fazendo com que eu deixe para o dia seguinte, mas por um motivo mais do que especial o faço hoje 11/03/13.

A mais ou menos uns 7 anos (não exatos) conheci a pessoa que hoje é além minha amiga, minha doula, minha “médica”, pediatra do meu filho, meu pinico de ouvido em fim minha conselheira MINHA DOULA.
...
Quando eu soube que estava grávida no dia 21/06/2011 planejei tudo em minutos, faria uma cesariana numa sexta feira pela manhã, receberia visita no final de semana e tudo seria perfeito rsrsrsrsrs.

Com o passar da gestação acompanhei muitas postagens da Ana no face, no orkut a respeito de parto humanizado dos benefícios e tudo mais...Mas relutante fiquei na minha... Com muitas dúvidas resolvi ligar pra ela... Não deu outra marcamos nosso primeiro encontro DOULA e DOULANDA que nem sabíamos que assim seria um encontro de amigas para uma conversa informal kkkk.

Ana com seu imensurável profissionalismo foi introduzindo seu trabalho em nossa conversa, comentei que eu não suporto sentir dor e que não queria passar dificuldades para receber em meus braços o meu guri, sim pq meu filho não tinha nome até o oitavo mês rsrsrsr (Samuel); conversa vai conversa vem ela me mostrou alguns trabalhos como doula, lembro que ela começou a me mostrar uns vídeos de parto eu disse: “Ana não quero ver “, pois acabava ficando muito ansiosa. Ela entendeu perfeitamente e começou a me levar para a “partolândia” me explicando das maravilhas do parto humanizado. Delicíaaaaa!

Eu por minha vez, durante minha gestação não parei um minuto trabalhava quase que 24h, pois tenho pra mim que cabeça vazia oficina do coisa ruim, ficava difícil nossos encontros, mas Ana muito atenciosa me ligava constantemente, me emprestou sua bola suíça (já estou precisando dela outra vez rsrsrs) me passou alguns exercícios e dizia que precisava falar com meu esposo também (pensa em falar com presidente mais fácil) rsrsrsrs, xucrinho, mas hoje ele tem muita admiração pela Ana.

Em uma de minhas visitas com 30 semanas a GO me falou que eu já estava com um dedo de dilatação mas o Samuel não estava descendo...(?????) Ela pediu que eu conversasse com minha doula para fazer alguns exercícios e caminhadas para que ele descesse... Ana me levou a bola e uns exercícios pra eu fazer, neste mesmo dia (rindo muito ao lembrar) cai da rede, o Samuel deve ter descido na marra kkkk

Continuando...

Meu esposo ama praia e de castigo por já estar com 38 semanas em janeiro não íamos pra a praia com receio de entrar em trabalho de parto.
Porém no dia 09/02/12 quinta-feira ele me convenceu de irmos na sexta e voltarmos no sábado a noite onde não pegaríamos tranqueira. Contrariada mas compreensiva do desejo dele aceitei.
Na sexta dia 10/02/12 (com extas 39 semanas e 5 dias), como de costume já dormindo pouco por estar na reta final, não tendo mais posição confortável para dormir, acordei tomei meu banho e falei pro meu guri, vamos trabalhar só mais hoje filho, a mãe vai parar.
E parei mesmo kkkk

Vim pra loja, me estressei demais com meu chefe briguei com ele fiquei muito nervosa chorei um monte e disse que ia pedir minha licença...Contei para o Alex ele me acalmou... e a vida seguia, como já não desinchava mais fazia o serviço de banco da loja após as 15h meu gerente autorizava minha entrada, mas sempre reclamando que eu ia ganhar o Samuel dentro do banco rsrsrsrsr, boca santa rsrsrsrsrs, estava no caixa olhei para Gabriela que estava me atendendo e disse XIXI e sai as pressas, ao me secar SANGUEEEEEEEEE nossa me assustei, liguei pra minha GO que sairia de férias neste mesmo dia (DECEPCIONADA) pois fiz meu pré natal todo particular pq tinha que ser ela e ela não atendia meu plano, ao me atender me passou seu colega, liguei pra ele, ele pediu que eu fosse ao hospital para fazer uma avaliação, muito receosa quanto ao hospital Dom João Becker falei pra ele que não iria ali, e sim para o Moinhos...Ele me deixou bem a vontade...
Não satisfeita liguei para meu porto seguro naquele momento, minha DOULA, contei o que tinha acontecido, ela pediu que eu ficasse calma, mas não achava necessário ir para o hospital...não fui... fui pra casa, liguei para meu esposo, minha mãe, ah ia esquecendo minha tia estava comigo, muito mais nervosa que eu por sinal...Ao chegar em casa começaram umas dores das costas para a barriga...(contrações hoje eu sei) lembrei que tinha marcado dentista, fugi de casa e fui; mãe vaidosa não queria ficar com borrachinha velha (sim uso aparelho), chegando ao consultório da minha dentista as contrações aumentaram, ela apavorada só trocou as borrachinha e me chamou de doida kkkk.
Voltando pra casa quem esta a minha espera minha DOULA, mesmo dizendo a ela que eu ligaria se precisasse ela estava lá (diliça), cheguei com contrações bem espaçadas, Ana perguntou se eu queria tomar um banho para relaxar, SIMMMMMMMM.
Antes liberei o marido para que ele não ficar na minha volta e me deixar nervosa. Ana conversou com ele, não sei o que, mas o deixou muito tranqüilo e ele voltou para loja.
Fui tomar banho minha mãe e minha tia muito preocupadas queriam que eu fosse para o hospital, (elas diziam que o Samuel ia nascer em casa) mas Ana não achava necessário e eu aguardava suas instruções... não sei bem o tempo que fiquei no chuveiro mas acho que por mais de uma hora com certeza, sai e fui me arrumar... Ana fez massagem na minha lombar, fiz uns agachamentos (maravilha) ajuda muito. Arrumei minha mala (sim não estava pronta), as contrações estavam diminuindo seus espaçamentos, Ana disse “se tu quiser ligar para o Alex, já pode”; liguei ele veio tranquilamente tomou banho, arrumou suas coisas também muito calmo (me surpreendeu).

Rumo ao hospital, as contrações ficavam mais intensas, mas eu estava tranquila  chegando ao hospital Moinhos de Ventos, tive que esperar para ser atendida, pois a salinha era minúscula e tinha um casal escolhendo roupinhas para o seu bebe que ia nascer de cesariana :/ , eu já não estava mais aguentando parecia que ele ia nascer a qualquer momento, entrei na salinha e disse para atendente vou ficar aqui e tu faz meu parto kkkk, ela me atendeu kkkkk, me passou para avaliação e assim eles ligariam par o Go que minha Go avia indicado.
NA sala de avaliação me atendeu um médico muito estúpido, me dizendo que eu ia voltar pra casa pois eu não tinha nada de dilatação ( endoideci ) disse pra ele que na consulta de quarta dois dias antes estava com dois dedos de dilatação... mas muito estupido ele disse que eu não ficaria ali... Gritei então pode me fazer uma cesariana daqui eu não saio, então de bandido virou mocinho na mesma hora(maldita maquina de fazer dinheiro), ligou para meu GO que não autorizou qualquer procedimento em mim (anjo), veio uma enfermeira muito atenciosa por sinal, mas com um cano na mão pedindo que eu me deitasse de lado pois ela faria uma tal de lavagem: NÃO MESMO não deixei fazer, pois conforme orientações da minha doula isso é desnecessário...
Meu GO finalmente chegou, deixaram meu marido entrar (quase quebrei a mão dele).
O Drº não levou meia hora pra chegar se apresentou me avalio e pediu que eu ficasse calma que ele não faria cesariana pois meu bebe já estava quase nascendo, pedi a ele que deixasse minha doula entra, muito contrariado pela normas da “maquina de fazer dinheiro” ele enfrentou e autorizou Ana a me ver... quando Ana entrou na sala eu disse a ela que já não estava mais aguentando  meu Go perguntou se eu queria fazer anestesia, eu disse que não pois não teria força para ajudar o Samuel a nascer...mesmo assim meu GO insistiu, dizendo que eu já estava cansada...mas relutei...então eu disse a Ana: não estou aguentando mais!!!!ela olhou para mim com um olhar sereno e disse: “ele já ta vindo vai para partolândia e fica tranquila”.
Nisso uma contração muito forte e meu Go examinou e disse já temos 9 dedos de dilatação vamos para sala de parto!!!! E lá fomos nós, a Ana não pode :/, mas o papai foi muito emocionado por sinal; na sala de parto me deitaram em uma cama, não me sentia confortável pedi ao GO se podia sentar, no máximo se inclinar ele disse, as contrações já não espessavam mais, O Go pediu um tal de bisturi, eu sentei e disse drº não me corte POR FAVORRRR, ele espantando respeitou minha vontade, disse a ele tbm, que quando nascesse o Samuel eu o queria em meus braços antes de cortar o cordão umbilical, então chamaram o anestesista ai então sentei novamente que alivio, no momento em que o anestesista prepara a aplicação os batimentos cardíacos ou o meu ou de Samuel estavam caído, e até hoje não sabemos de quem era...meu Go então falou: tem que ser agora uiiiii ...não deu tempo de fazer efeito e nasceu meu guriiiii recebi em meus braços com o AMOR MAIOR DO MUNDO, o paipai só chorava... então meu Go disse: “corte então mamãe o cordão” eu não quis cortar o SUPER PAIPAI Alex assim o fez cortou todo emocionado...
MOMENTO ÚNICO.

Logo ele seguia para os procedimentos alguns desnecessários mas tudo em perfeita saúde com o meu milagre, com o dom que só meu Deus poderia me dar SER MÃE.

Com 3.486kg e 49cm as 23:03 do dia 10/02/2012 

Meu eterno agradecimento ao GO que foi maravilhoso respeitando meu desejo, meu esposo, minha Doula amada, minha mãe.

A DEUS 

Enfim não sei se fui muito clara no meu relato, mas penso só em que quem ler, entenda a importância e não o luxo de se ter uma DOULA ainda mais uma AMIGA DOULA.

Ana saiba da nossa eterna gratidão por seu imenso carinho comigo gestante, comigo mãe de primeira viajem, com o Samuel, e com o super paipai Alex.

Um beijo no seu coração, um feliz aniversário!!!!!!!!!
Que Deus abençoe vc e sua família. 
11/03/2013 


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Entrevista e breve relato de parto de Letícia de Oliveira


Alice, uma boneca de tão linda!


 1-      Como soube das Doulas e porque se interessou em ter este acompanhamento? Já lia muito a respeito do trabalho das doulas há mais ou menos 2 anos antes de engravidar quando comecei a pensar no assunto. No começo, até entender o que realmente era parto humanizado, nem cogitava ter uma, mas a medida que fui me informando, percebi que queria um parto com o acompanhamento de uma doula.

2-      Como escolheu a sua doula? Queria uma doula que morasse próximo a minha casa. Encontrei minha doula no facebook e a conheci num encontro sobre parto.

3-      Como foi ter uma doula no parto? Essencial. Me senti amparada emocionalmente e segura por ter alguém com bastante conhecimento sobre parto.

4-      Por quê decidiu ter um parto normal/ natural? Por que quis ser respeitada, não quis sofrer nenhum trauma no momento que seria o mais inesquecível da minha vida.

5-      Como foi o trabalho de parto e nascimento? Se pudesse voltar atrás,faria algo diferente? Foi longo, tranqüilo e respeitoso. Talvez se pudesse voltar atrás teria ficado mais um tempo em casa antes de ir ao hospital mas, principalmente, teria tentado DORMIR e descansar no início do trabalho de parto.

6-      Se tiver outro filho, pretende parir de novo e ter uma doula ao seu lado? CERTAMENTE.

7-      Como esta se sentindo depois da experiencia de parir, como esta a recuperação pós parto? Após o nascimento me senti como se nunca tivesse parido. Uma sensação maravilhosa. O pós parto foi ótimo no aspecto físico, emocionalmente nem tanto, tive alguns problemas  que interferiram no meu bem-estar.

8-      E os cuidados com o bebê e a amamentação estão seguindo bem? Tive bastante problemas com amamentação justamente por situações de stress que enfrentei referente ao meu trabalho. Amamentei exclusivamente no peito somente 25 dias. Não tinha leite.

9-      Sua experiencia com o parto foi positiva? Sim

10-  Você ficou satisfeita com o trabalho da doula? Sim

11-  Conte em algumas linhas como foi seu parto e ver seu bebe pela primeira vez. Se quiser deixe uma dica para as futuras mães.
Meu parto foi como sonhei, com uma médica excelente e humanizada, uma doula muito dedicada e um marido companheiro.
Um trabalho de parto intenso e cansativo, mas completamente transformador.
Um expulsivo calmo, demorado e que me trouxe uma nova vida.
Claro que aprendemos muito numa primeira experiência e para um próximo parto, sonho mais alto.

Um conselho a quem sonhar com um parto humanizado, busque, informe-se e não aceite os “nãos” que aparecerem. Vale a pena cada sacrifício e renúncia.


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