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domingo, 15 de maio de 2011

Trabalho sem amor

Este texto que compartilho agora, é de minha amiga/doula Claudia Halley. Fala do porquê de estarmos onde estamos...fala da falta de amor que as pessoas tem, com tudo em suas vidas... Leiam e  reflitam!


Hoje, passei por uma situação que me deixou revoltada. Estou enfrentando alguns problemas pessoais, coisa comum de quem tem pais divorciados, imagino..... e hoje teve uma audiência, eu nunca tinha participado de uma audiência antes, e foi o oposto do que eu imaginava, sai de la com tanta raiva, frustrada. Depois, mais calma, fiquei pensando no assunto, e comecei a ver que era exatamente o que eu sentia depois de sair de um parto desumanizado. É a frustração de não poder fazer nada, de ter que ficar calada.

E a conclusão que eu cheguei foi, que a pior coisa que uma pessoa pode fazer (falando de profissões) é trabalhar sem AMOR. Isso mesmo! Quem trabalha sem amor, prejudica sua propria vida e a vida dos outros que dependem de você.

Você vê a mesma coisa todos os dias quando entra no escritório, num hospital ou em uma escola, e essa coisa vira uma coisa normal pra você. Mas para outras pessoas, essa coisa pode ser MUITO importante! Então, se você ESCOLHEU essa profissão pra sua vida, faça com amor! Faça com boa vontade! Não faça da vida dos outros uma piada, uma coisa sem importância.

Vou dar como exemplo, o nascimento de um bebe. O obstetra vê varios partos, todos os dias! E isso pode acabar virando uma coisa sem iporrtancia e o que ele mais quer é fazer uma cesária e acabar logo com isso. Mas para a mãe esse pode ser um dos acontecimentos mais importantes de sua vida!!!

A mesma coisa, um juiz. Ele vê diversos casos todos os dias, quase sempre a mesma história. Isso pra ele pode não ter nenhuma importancia mais. Mas para aquela familia, que depende desse juiz, pode ser que seja muito importante.

Então vai um trecho do livro O Profeta de Khalil Gibran falando sobre o trabalho:

"Se não puderdes trabalhar com amor, mas apenas com desgosto, é melhor que deixeis vosso trabalho, que senteis a porta do templo e que recebeis esmolas daqueles que trabalham com alegria!"

‎"E o que é trabalhar com amor? É tecer o pano com fios tirados vosso coração, como se vosso bem amado fosse usar aquele pano. É construir uma casa com afeição como se vosso bem amado fosse viver naquela casa. É semear a semente com carinho e fazer a colheita com alegria, como se vosso bem-amado fosse comer as frutas."

E eu digo mais: trabalhar com amor, é olhar o problema do outro como se fosse de seu bem-amado. É cuidar do outro como se fosse vosso-bem amado. É respeitar as escolhas do outro como se fosse vosso bem-amado.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O papel que eu quero viver?

Meus caros leitores, deixo aqui mais um texto para refletirmos sobre nossa maternidade e paternidade. Leiam, assimilem, processem...Boa leitura!

Você pretende, mesmo que não seja hoje, passar pela experiência da maternidade ou paternidade? Parabéns. É uma experiência única e gratificante. Para obter o mesmo sucesso de sua carreira profissional, com essa experiência, deve preparar-se, questionando-se: - que papel quero viver? O mundo é um moto-contínuo, uma máquina de movimento perpétuo, um mecanismo que se alimente da energia que ele próprio produz; o ciclo perfeito, em que não há qualquer perda, qualquer gasto, que produz mudanças através do fluxo de expansão e retração. Não há nada parado no Universo, logo, o mesmo ocorre com o ser humano. No mundo, em constante movimento, ou você avança, ou fica para trás. Mesmo que seja seu desejo, não é possível ficar parado no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, da mesma maneira o tempo todo. Se você não avança, em sua rotina de vida, não estuda, não se estuda, não se aperfeiçoa, logo, não se conhece, não muda os métodos, nem os hábitos. Em verdade, se existe alguém, em algum lugar, que esteja aprendendo, se desenvolvendo e crescendo, essa pessoa é a referência e está lhe deixando para trás. Portanto, não há como escapar da mudança, quer se queira, quer não, ela se encontra dentro e fora de cada um. Partindo deste pressuposto e apesar dos esforços, só há dois papéis a serem exercidos na mudança: o de agente da mudança ou o de vítima. Qual você escolhe? Pense. Como agente você tem a responsabilidade de aprender a lidar com  o novo, de enfrentar os desafios e de elaborar soluções, de acordo com a exigência da mudança. No entanto, às vezes, é mais fácil acomodar-se no papel de vítima da mudança e enquanto vítima você se sente atropelado pelo ritmo dos fatos que ocorrem e parece que o mundo se volta contra você. Como se não bastasse, passa os resultados da sua vida para as mãos de outros e encontra culpados para tudo o que não está alcançando.   Ser vítima ou agente é questão de decisão. Quando se pensa em desafios vividos e superados, em passado recente, você se dá conta de que, naquele momento, o desafio parecia maior do que era. Hoje, o olhar retrospectivo o coloca em sua verdadeira dimensão com um objetivo bem definido: foi um estágio para alcançar um novo patamar de vida, onde se tornou mais forte, mais confiante e mais capaz. Esse é o único objetivo dos desafios, nos empurrar para uma situação de progresso. O desafio poderá ser passado com ira e nos adoecerá, ou resignadamente, fazendo a sua parte, e ele desaparecerá, uma vez que nada é eterno, a não ser o espírito que nos habita. Por isso, frente ao próximo desafio pergunte-se: - o que eu preciso aprender com isso? Na resposta a sua maior oportunidade de vida. No momento em que o ser humano perceber o desafio, não como um obstáculo em si, mas como uma mola mestra para a sua própria evolução, a motivação e a criatividade para lidar com a circunstância serão maiores.  É a percepção que define a qualidade de determinado evento em nossas vidas e o que percebemos é aquele que passamos a vivenciar. Os papéis que temos a viver em nossa trajetória terrestre são fruto de nossas escolhas. Nossa vida é a materialização do estado de consciência em que nos encontramos; é o resultado do nível de percepção e da qualidade das escolhas que fazemos. Construir um resultado positivo da experiência da maternidade ou paternidade depende de como vemos o que escolhemos. Mudar de mundo é mudar de olhar. Pense nos dois papéis básicos do cenário da mudança e observe qual deles você mais escolhe viver: a vítima ou o agente de mudança? Essa avaliação tem o potencial de transformar seus resultados. Pense em progresso, amplie o seu papel de filha ou filho, assumindo--se enquanto protetor ou protetora, no papel de pai ou mãe, que luta pela vida de seu rebento que está sob sua guarda. Venha preparar-se para assumir a mudança de papel com segurança e determinação. Venha ser um agente de mudança, consciente de seu papel atual e dos papéis que o esperam no futuro, para a construção de uma família compensatória, onde todos crescem e se burilam na convivência diária. É na oficina das consciências: o lar, o lugar onde todos têm a oportunidade de trabalhar suas frustrações e de desenvolver seus talentos com equilíbrio, para desempenhar seu papel no cumprimento de suas tarefas, neste momento delicado, em que a sociedade, enquanto humanidade, passa pela transição geofísica e psicoemocional, com o amparo, cada vez maior da espiritualidade, que atende às necessidades terrestres.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Texto para refletir!!

gestação de 36 semanas

"O começo da vida sempre foi e ainda é um rito de passagem. Qual é o sentido dos ritos modernos do nascimento? Mulheres passivas e assustadas, desenraizadas da centenária sabedoria feminina do dar à luz (e amamentar), nas mãos de médicos assépticos, distantes, educados, sorridentes e frios. Bebês impedidos de entrarem nesse mundo seguindo seu tempo e ritmos (cesáreas eletivas sem trabalho de parto, indução de parto), e manipulados como objetos, delicados, mas sempre objetos. Mulheres e bebês começam respectivamente a maternidade e a vida pela amputação de sua força e coragem. São impedidos de afirmarem-se como sujeitos autônomos, individuais, únicos e competentes. O que se encaixa perfeitamente numa perspectiva de vida de seguidores e não de autores. A separação dos partos por tipos é relativamente recente e só aconteceu como conseqüência do nosso sistema obstétrico. A partir da década de 70, na pós-segunda guerra e dentro do movimento revolucionário que se iniciou com o movimento hippie, alguns médicos e mulheres passaram a questionar o excesso de intervenções e melhores condições para dar a luz, propondo o resgate do parto como um evento fisiológico, familiar e afetivo. A partir daí surgiram as demais possíveis classificações das “formas de nascer”, tais como: Parto Leboyer, Parto de Cócoras, Parto na água, Parto sem dor e o Parto Humanizado. A discussão sobre como nascer, é algo que divide opiniões, contudo, é importante avaliar as condições que envolvem este momento, atentando para as reais necessidades que envolvem a relação entre a mãe e o bebê. Quando apreciamos a raridade do nosso nascimento humano precioso e a oportunidade que ele nos oferece, começamos a entender que não devemos desperdiçá-lo, mas, sim, devemos preencher seu propósito mais profundo — revelar a essência da nossa existência, a verdadeira natureza da mente."

Pio Barbosa Neto

* Este texto me foi enviado por uma conhecida. Quem tiver o link ou, souber a sua origem, por favor me informe que colocarei os devidos créditos.
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