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segunda-feira, 26 de março de 2012

MÃOS NA BOCA!

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Chupeta melhor que dedo , mais fácil de tirar?? Vamos saber um pouco mais, queridos leitores!


Por: DR. Marcus Renato



Chupar dedo é agradável e necessário. A boca é o centro das maiores e melhores experiências nos primeiros meses de vida. Isto não vicia ! Não devemos reprimi-lo, retirar sua mão, ou os objetos da boca. Devemos apenas nos certificar que o que ele tem acesso é um objeto adequado, macio, limpo... que não causará acidente ou dano). Não devemos impedi-lo de chupar os dedos, esta fase vai naturalmente desaparecendo. Se o impedimos, sua fase oral pode ser mais prolongada – a repressão chama a atenção, provoca uma reação que pode fazer a fixação deste hábito.
Dar chupeta não resolve. Ortodontistas constataram que 60% dos adultos que usam aparelho nos dentes chuparam chupetas e 20%, o dedo. Esse hábito deforma a arcada dentária e entorta os dentes quando permanecem após os 2 anos de vida.
Sabemos que bebês que são amamentados adequadamente (em livre demanda – sem horários, exclusivamente) tem sua satisfação oral garantida, não aceitam chupetas e não ficam chupando o dedo acima da idade de sua fase oral. Da forma inversa, os bebês que são alimentados por mamadeira sentem maior necessidade de sugar, porque esta forma de ingerir líquidos não satisfazem sua "ânsia" oral. Recomendamos não utilizar mamadeiras e chupetas - estes artefatos levam a uma disfunção motora-oral ("confusão de bicos") entre outros problemas ortodônticos e fonoaudiológicos...
É preciso respeitar o bebê como pessoa que têm necessidades particulares, direitos. Forçá-lo a agir de outra forma, o "desorganiza", o coloca em conflito consigo mesmo e com os seus cuidadores. Cada bebê é um bebê – descubra como é o seu filho.

FONTE
 

domingo, 13 de novembro de 2011

Ajude seu filho a parar de roer as unhas!

Dicas bacanas para fazer os filhotes pararem de roerem as unhas!!



roer-unhas
Getty Images
O mau hábito traz prejuízos à saúde e afeta as relações sociais da criança. Conheça as principais causas e contribua para que seu filho se livre do problema

1. O que provoca o mau hábito
Acredita-se que a oncofagia, como é chamado pelos médicos o hábito de roer unhas, atinge um terço das crianças e quase metade dos adolescentes, em diferentes graus. “Por trás do costume, há uma série de fatores, como ansiedade, impulsividade, a imitação de outro membro da família e, talvez, características hereditárias”, explica Arthur Kummer,  psiquiatra da infância e da adolescência e professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Trata-se de um hábito relacionado à ansiedade e insegurança, observado a partir de 3 anos de idade. Os pequenos costumam levar à boca  tanto as unhas das mãos como dos pés”, complementa Saul Cypel, pediatra e professor de Neurologia Infantil da Universidade de São Paulo. O comportamento é, possivelmente, influenciado pelo estado emocional, exacerbando-se quando a criança está sob estresse.

2. Principais consequências
As unhas não raro ficam deformadas e os dedos se tornam muito sensíveis à dor, além de serem uma porta de entrada para infecções bacterianas e virais. “Infecções respiratórias e gastrointestinais provocadas por  micro-organismos, como bactérias presentes nas mãos, também são comuns”, afirma Cypel. Sem contar que roer unhas está relacionado a problemas dentários, como lesão gengival e má oclusão dos dentes anteriores. A criança também pode ter problemas de estômago, por ingerir as unhas roídas.
“Como se não bastassem as conseqüências físicas, o hábito pode trazer repercussões psicológicas e sociais, já que as crianças e adolescentes podem se envergonhar das unhas roídas, apresentar baixa autoestima e evitar contato com outras pessoas”, explica Arthur Kummer.

3. Não castigue
 Cypel afirma que “os principais erros acontecem quando os pais decidem acabar com o comportamento drasticamente, com uma probição enérgica, limitações de uso de brinquedos, ou aplicação de substâncias nas unhas, para provocar ardor na boca ao serem ingeridas. Punições severas, ridicularizações e humilhações além de não ajudarem, trazem consequências graves e podem, inclusive, agravar o problema.        

4. Não brigue na frente dos amigos
Roer unhas pode expressar situações de timidez ou  tensão e dificuldades.  “Expor essas dificuldades pode aumentar ainda mais a ansiedade da criança, o que pode levá-la a exarcebar esse sintoma”, explica Maria Cristina Senna Duarte, mestre em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira, em São Paulo.

5. Converse com seu filho
A partir dos 3 anos de idade, a criança já tem maturidade para entender uma conversa. Por isso, fale dos prejuízos que o costume traz e da importância de parar de roer as unhas. Demonstre boa vontade em ajudá-la a superar o problema e evite ameaças.

6. Deixe as unhas bonitas
Cuidados estéticos e de higiene são fundamentais. Especialmente para as meninas, uma unha bem cuidada e pintada pode promover efeito inibidor do vício.

7. Elogie ao invés de criticar
Crianças tendem a responder mais favoravelmente a estímulos para bons comportamentos, como elogios, do que a punições para atitudes negativas, como críticas pesadas ou agressões. Desse modo, ao invés de ficar lembrando seu filho de não roer as unhas, pode ser mais interessante elogiá-lo pela postura proativa, por conseguir diminuir a frequência do hábito e por estar com as mãos bonitas.

8. Valorize as pequenas conquistas
Os pais também podem estabelecer um calendário para recompensas . Um exemplo: a criança recebe uma estrelinha por cada dia sem roer a unha. Ao final da semana, recebe um prêmio, como o um lanche  preferido ou um passeio divertido.

9. Observe as recaídas
Preste atenção aos possíveis gatilhos, como situações estressantes. “É importante que os pais considerem o contexto e verifiquem se algo atípico na dinâmica familiar  possa estar correlacionado à insegurança de seu filho”, afirma Cypel. Ao reconhecer as causas, fica mais fácil superá-las. Se a criança sabe em que momentos o vício se manifesta mais intensamente, ela adquire maior domínio sobre o hábito e mais facilidade para interrompê-lo.

10. Faça programas somente com seu filho
Introduzir atividades individualizadas com seu filho, como passeios, leituras e jogos de mesa é uma maneira de ocupá-lo, distraindo-o do vício, além de proporcionar aconchego e vínculo, o que pode anular algumas causas do mau hábito.

11. Desvie a atenção da criança
Em vez de  focar a atenção no problema, procure distrair a criança com outras atividades.  Maria Cristina Senna Duarte sugere que os pais “ofereçam massinhas para brincadeiras de modelagem, desenhos ou pinturas. Os trabalhos manuais ocupam as mãos e têm ação terapêutica”.

12. Procure um especialista
Se o comportamento persistir, uma ajuda especializada pode ser necessária. Técnicas mais complexas, como a terapia de reversão de hábitos, podem ser trabalhadas. “Os pais devem procurar um atendimento psicoterápico, principalmente, se o vício estiver associado a outras alterações comportamentais, como agressividade, impulsividade, impaciência e inquietude”, finaliza Cypel.

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