Mostrando postagens com marcador michel odent. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador michel odent. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

DICAS DE LEITURAS

Este Post de hoje é para dar dicas de leituras sobre gestação, partos, nascer e afins:

Memorias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista -  Ricardo Jones - O obstetra mostra no livro um modelo de médicos em colaboração com parteiras, enfermeiras e doulas, apoiando as mulheres enquanto estas reivindicam para si o poder e a majestade do parto.

Entre as orelhas - Histórias de Parto - Ricardo Jones - " O parto e seus mistérios se escondem ao olhar superficial, à analise tímida e ao investigador amedrontado."

Parto Normal ou Cesárea? O que toda mulher deve saber (e homem também) - Simone G. Diniz e Ana C. Duarte. Guia prático para usuários que expõe as evidências científicas e as opções para o atendimento ao parto.

Parto com Amor - Em casa, com parteira, na água, no hospital: Histórias de nove mulheres que vivenciaram o parto humanizado / Luciana Benatti e Marcelo Min - Relatos comoventes com fotos de extrema delicadeza e sensibilidade.

Parto Ativo - Guia prático para o parto natural - Janet Balaskas - Os exercícios apresentados neste livro, baseados no Yoga para a gravidez, vão conduzir a mulher aos seus próprios instintos naturais para o trabalho de parto e para o parto

Mulher, Parto e Psicodrama - Vitória Pamplona - Este trabalho pioneiro apresenta a possibilidade de realização de partos criativos, espontâneos e tranqüilos através de uma metodologia de preparação de gestantes que se utiliza de técnicas psicodramáticas. A quebra de tabus como o da dor e do medo do parto coloca uma nova realidade para as mulheres e oferece-lhes uma opção e uma qualidade de vida mais saudáveis. Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.

Humanizando Nascimentos e Partos, Daphne Rattner & Belkis Trench - Médicos, psicólogos, pediatras, parteiras e educadores analisam os partos e nascimentos sob uma ótica pouco comum nos dias atuais, privilegiando o aspecto humano numa sociedade dominada pela técnica.  Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.

A Doula no Parto - O papel da acompanhante de parto - Fadynha - O livro traz as informações mais importantes sobre o papel dessas mulheres e técnicas importantes para o seu trabalho. Especialmente recomendado para Doulas.

O Renascimento do parto- Michel Odent - Odent conta como foi sua experiência em assumir a direção do setor de maternidade do hospital da pequena cidade de Pithiviers em Paris.

A Cesariana - Michel Odent - Levantar questões fundamentais como: Por que o índice de cesarianas é de 10% em alguns lugares e de 50% em outros? Por que devemos adotar uma postura diferente em relação às cesarianas sem trabalho de parto, cesarianas com trabalho de parto e cesarianas de emergência? Quais são os primeiros micróbios que entram em contato com o bebê que nasce por cesariana? Quais as conseqüências a longo prazo de nascer por cesariana? O que a mãe e o bebê perdem por não terem um parto vaginal?

Shantala - Massagem para bebês - Frederic Leboyer - Shantala tornou-se um livro famoso em todo mundo, editado em inúmeros países. Além do aspecto científico, Leboyer conciliou poeticamente as explicações da técnica de massagem com a sabedoria milenar de seu uso. Um livro belo e importante para a mãe e o bebê.

Meditações para Gestantes, O guia para uma gravidez saudável, plena e feliz- Fadynha. São apresentadas diversas técnicas que promovem paz e harmonia à gestante e, conseqüentemente, ao seu filho. O livro vem acompanhado de CD com exercícios de mentalização e meditação especiais para a gestante. Ele ensina, passo a passo, a relaxar, a entrar em maior contato com a criança em formação, a conversar com o bebê e a preparar a mãe para o parto da maneira mais tranqüila e positiva. Especialmente recomendado para grávidas.

Yoga para Gestantes - Fadynha - Numa linguagem clara e inteligente, acompanhada de muitas imagens, Fadynha celebra o yoga com sabedoria e intuição, apresentando dezenas de posturas selecionadas ao longo de seus 30 anos de trabalho com gestantes. Especialmente recomendado para grávidas.

Gravidez Natural - Janet Balaskas. Um guia holístico para o seu bem-estar desde a concepção até o parto . O livro aborda de forma clara e muito bem ilustrada as emoções, nutrição, ioga e exercícios, massagem, terapias naturais e cura holística para os desconfortos da gestação. Especialmente recomendado para grávidas.

A Vida do Bebê no útero - Petter Nathanielsz - Como a alimentação e o estado emocional materno influenciam a saúde do bebê por toda a vida.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Renascimento do Parto - documentário

Começando o dia maravilhada com este vídeo!! Saudades do meu queridíssimo Ricardo Jones, da maravilhosa Heloísa Lessa e o do incrível Michel Odent! Sabias palavras de Marcio Garcia. Faço das palavras da Nutricionista Andréa Garcia, mulher de Márcio Garcia, as minhas palavras. Tento todo dia superar a dor de cair numa cesárea sem necessidade (meu filho não tinha prazo de validade), mas a cicatriz que esta no meu corpo não me deixa esquecer... Meu filho se lembra do abandono que sentiu quando nasceu, e chora quando vê as fotos. Aos profissionais que dizem que Humanizar não é romantizar o parto...DESCORDO! O parto é AMOR, e o romantismo naturalmente vai existir!!


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Fisiologia: Parto na água

google imagem
Popularizado pelo médico francês Michel Odent na década de 60, o parto na água foi, inicialmente, descrito como uma forma alternativa de controlo da dor durante o trabalho de parto. A imersão em água à temperatura do corpo ajuda a reduzir o nível de adrenalina da mulher e estimula a libertação de ocitocina, a hormona-chave do parto. Esta resposta fisiológica leva a uma diminuição da intensidade da dor, ao mesmo tempo que facilita a dilatação. Bem-estar, paz interior e maior controlo da situação são os benefícios descritos pela maior parte das mulheres que experimentam esta forma de dar à luz.

Vários estudos revelam que a utilização da água no nascimento permite reduzir o número de cesarianas, induções de parto, pedidos de epidural e o uso de fórceps ou ventosas. Um trabalho publicado em Janeiro de 2004 no conceituado British Medical Journal (BMJ), que comparou partos dentro e fora de água, concluía isto mesmo e acrescentava que a imersão em água facilita a dilatação inclusivamente nos primeiros partos.

Embora nunca tenha sido esse o objectivo da introdução das piscinas de parto nos hospitais, ocasionalmente, os bebés podem nascer debaixo de água. Para a comunidade médica, este é o ponto mais polémico do parto em meio aquático.

Alguns investigadores não se cansam de referir os potenciais riscos para os bebés. Mesmo depois da publicação de um importante estudo em 1999 no BMJ, que analisou todos os partos na água ocorridos no Reino Unido entre 1994 e 1996. De acordo com os investigadores, em gravidezes sem problemas, os riscos de nascer debaixo de água são semelhantes aos riscos de nascer fora dela. Há, no entanto, vários trabalhos publicados na literatura médica que alertam para possíveis perigos: aspiração da água, danos neurológicos, ruptura do cordão umbilical e pneumonia.

Um desses estudos, divulgado recentemente também no BMJ, motivou um artigo no The Times particularmente crítico do parto aquático. O texto referia-se ao caso de um bebé que teve de ser internado numa unidade de cuidados intensivos, após ter nascido debaixo de água, com problemas respiratórios. Thomas Stuttaford, o autor do artigo, médico, critica severamente os apologistas do parto na água, afirmando que esta forma de nascer coloca sérios riscos à saúde do bebé e que o «sonho naturista» da mãe não deve ser concretizado à custa do futuro do bebé. Stuttaford entende que o nascimento na água é «uma moda», defendida apenas por quem procura um «parto "natural"». Termina, afirmando que as baleias são os únicos mamíferos concebidos para darem à luz dentro de água.

INVESTIGAÇÃO, PRECISA-SE
A experiência das parteiras do St. George's Hospital e do Royal Free Hospital, em Londres, vai noutro sentido. A PAIS&Filhos visitou estes dois hospitais públicos britânicos, onde o parto na agua é uma possibilidade desde que o governo decretou em 1992 que esta deveria ser uma opção em todas as unidades de saúde onde fosse praticável. Katie Pickett e Amanda Mansfield já ajudaram muitos bebés a nascer debaixo de água e não têm dúvidas de que os riscos para o recém-nascido são semelhantes aos do parto fora de água. Num comentário ao estudo do BMJ divulgado no The Times, Elizabeth Cluett, da escola de parteiras da Universidade de Southampton, partilha da mesma opinião e critica o alarmismo causado pelo trabalho centrado num único caso. Cluett apela a uma maior investigação sobre a matéria.

As parteiras referem, contudo, que, apesar de a imersão em água durante o trabalho de parto ser uma opção muito popular no Reino Unido, o número de mulheres que acaba por ter os filhos na piscina de parto é reduzido. «Muitas mulheres sentem necessidade de sair da água para a expulsão do bebé. Precisam de terra firme para poderem fazer força. É uma decisão delas e não nossa», explica Katie Pickett. Atitude que reflecte a forma como estas parteiras encaram o nascimento: a mulher decide.

A REALIDADE INGLESA
Mais de metade das maternidades públicas britânicas têm piscinas de parto. O número de mulheres que as utilizam para trabalho de parto varia entre 15 e 60 por cento, sendo que apenas 0,6 por cento dos nascimentos do Reino Unido acabam por acontecer debaixo de água. Cada hospital tem a sua contabilidade. No Royal Free, explica Amanda Mansfield, 27 por cento das parturientes usam a piscina de parto e 15 por cento dão à luz dentro de água. Mas o parto aquático é apenas uma das concretizações de uma outra forma de assistir o nascimento, assente na ideia base que um parto de baixo risco deve envolver o menor número possível de pessoas e cuidados médicos. A ideia de desmedicalizar o acto de nascer parte do pressuposto de que este é um acontecimento para o qual o corpo da mulher está preparado. Katie Pickett resume: «Quanto mais intervenção houver durante um parto, maiores são as probabilidades de que algo corra mal.»


A parteira, que apenas assiste nascimentos em casa, outra das opções do sistema de saúde público inglês, que premeia os hospitais que estimulem um aumento dos partos normais e em casa, defende algumas regras de ouro: não apressar o parto, não pressionar a mulher, não interferir. «A minha função é simplesmente estar lá. Por exemplo, não faz sentido mandar uma mulher fazer força. O corpo dela está preparado para lhe dar essa indicação.» Outro dos mandamentos da parteira é o de não interferir na posição que a mulher escolhe para dar à luz. Na maior parte dos casos, acrescenta Katie Pickett, estar deitada, a posição adoptada nas maternidades comuns, não é a que as mulheres, instintivamente, preferem. É por estas razões que Katie Pickett diz que assistir um nascimento é «uma arte».

PORTUGAL NÃO SABE NADAR
Há muitos anos que os benefícios da utilização da água durante o parto são bem conhecidos da moderna obstetrícia, mas em Portugal não existe esta opção. Falta conhecimento, sensibilidade e, sobretudo, condições logísticas para os hospitais poderem oferecer esta técnica. «Não temos espaço», diz Ester Casal, obstetra responsável pelo bloco de partos do Hospital Garcia de Orta, um dos maiores do país: «Já pensámos no parto aquático, mas não temos logística.» Opinião, que nem todos os técnicos subscrevem. Vítor Varela, presidente da Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras (APEO), recusa aquela atitude pessimista. «Não há condições nos hospitais?! Criam-se. Tem de haver inovação e adaptabilidade na obstetrícia.»

O enfermeiro tece críticas ao modelo de prestação de cuidados português e defende mudanças ao nível da abordagem da gravidez e parto: «Em Portugal, não se olha para o parto como um acto fisiológico, olha-se sim do ponto de vista médico.» Com eventuais riscos à partida e constante necessidade de intervenção. «É um modelo que está esgotado, todas as associações internacionais ligadas à obstetrícia defendem a desmedicalização do parto», sublinha Vítor Varela.

A utilização da água, em recipientes adequados, é uma forma de favorecer o parto normal e fisiológico, diz o enfermeiro. Deve, por isso, ser incentivada. Mas para lá chegar, «é preciso mudar a mentalidade dos profissionais que trabalham com as mulheres». Segundo Vítor Varela, há enfermeiros obstetras dispostos a avançar com o parto na água em Portugal, «até porque essa é uma área que faz parte do nosso campo de trabalho.»

PARA SABER MAIS
Pode simplesmente colocar a expressão «parto na água» (ou «water birth», se quiser alargar o campo de procura) num motor de busca (Google, de preferência) ou navegar nos sites que aqui lhe indicamos. O importante é procurar fontes fidedignas de informação.

www.rcm.org.uk
www.rgoc.org.uk
www.activebirthcentre.com
www.sheilakitzinger.com
www.waterbirth.org
www.birthchoiceuk.com
www.midirs.org
www.amigasdoparto.com.br 
www.michelodent.com



FONTE

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Michel Odent em Florianópolis

Nestes dias 15 e 16/07 ocorreu uma palestra e o workshop, sobre Parto Ecológico, com o Dr. Michel Odent, em Florianópolis, no Hotel Quinta da Bica D'água. Um lugar belíssimo, em comemoração ao Espaço do Grupo Hanami, que atendem partos domiciliares, também em Florianópolis.
Tive a oportunidade de prestigiar seu workshop, que estava simplesmente maravilhoso! Michel Odent e Heloísa Lessa, que 
é parteira, e foi sua interprete, estavam ótimos, informais e simpaticíssimos!



Michel Odent e Heloísa Lessa


Michel Odent e nós!
Muito foi dito neste dia! Mas o principal foi que a mulher na hora do Parto, deve se sentir segura! O que atrapalha esta segurança? Se sentir observada, desconfortável com os outros, que não deveriam estar presentes, neste momento intimo. Quando a mulher estiver em trabalho de parto deve ser deixada em paz, para fazer o que quer, como quer. Não deve ser interrompida com perguntas e observações desnecessárias, ser conduzida ou auxiliada, sem que a parturiente pesa!!! 

Segundo Odent, a parturiente não pode ter distração de forma alguma, para que o seu neuro córtex não seja estimulado, para ela não "racionalizar" o processo. No processo do parto o neuro córtex deve estar "desligado". No momento do TP um coquetel de hormônios deve ser liberado, o Coquetel do Amor, que relaxa e faz com que o parto evolua rapidamente! 

Quando a mulher recebe estímulos racionais, o neuro córtex faz com que a mulher fique alerta e libere adrenalina. A adrenalina atrapalha a evolução do parto.  
As conclusões podem ser várias, porque são várias perguntas feitas.


A Equipe Hanami esta de parabéns por realizar este evento! Mas o que realmente ficou em mim é que temos que respeitar os desejos da parturiente. E que somos mamíferos acima de tudo!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

MundoBrasileiro