Este ano mais uma vez marchamos por respeito no parto e no nascimento, no Parcão em Porto Alegre! Gritos de guerra deram voz a nossa marcha e dezenas de pessoas o corpo. Queremos um parto humanizado aonde for, ter direito de receber o nosso filho antes de qualquer pessoa, de escolher a melhor posição, de amamentá-lo logo após parir...
Defendemos que o pai é figura obrigatória no nascimento de uma criança e que isto deve ser respeitado, assim como o DIREITO da mulher ter o acompanhamento profissional de uma doula. Sem que o pai ou a mesma sejam impedidos de estar no cenário do parto ao mesmo tempo.
Defendemos o DIREITO de ter assistência em um parto domiciliar. Queremos casas de parto, coisa que aqui no Sul não existe, obrigando as mães que querem parir a se submeter a instituições cruéis e truculentas!
Apoiamos os profissionais obstetras que prestam um atendimento respeitoso as gestantes, e que vem sendo perseguidos por instituições hospitalares, sendo proibidos de atuar nelas. E vem sido perseguidos por colegas acomodados, que não trabalham com medicina baseada em evidência, desrespeitado e até violentando mulheres e bebês todos os dias!
Como eu já disse no post anterior sobre a marcha, parto humanizado não é uma modalidade de parto! É simplesmente trazer o senso "humano", de respeito, de carinho, empatia, zelo, qualidades HUMANAS, de volta ao cenário de parto.
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sábado, 19 de outubro de 2013
domingo, 23 de outubro de 2011
Motivos Reais para uma Cesárea
Motivos reais que justificam a cesárea
O diagnóstico da necessidade da cesárea não se dá por circulares de cordão ou tempo de parto. Um parto pode demorar 48 horas.
O diagnóstico de sofrimento fetal se dá pelos batimentos cardíacos e de preferência pela análise do PH do sangue do bebê, o que não é muito usado no Brasil.
Então a gente usa mesmo os batimentos cardíacos.
INDICAÇÃO DE CESÁREA ANTES DO PARTO:
* Placenta prévia: raro e claro
* Herpes Genital com Lesão Ativa: raro e claro
* Bebê em Posição Transversa: raro e claro
INDICAÇÃO DE CESÁREA DURANTE O TRABALHO DE PARTO:
* Eclâmpsia: Raro e Claro
* Prolapso de Cordão: Raro e Claro
* Descolamento Prematuro da Placenta: Fácil de diagnosticar, raro de ocorrer
* Desproporção Céfalo-Pélvica: Altamente discutível, largamente usada de forma errada
* Parada de Proporção: Altamente discutível, largamente usada de dorma errada
* Sofrimento Fetal Agudo: Altamente discutível, largamente usada de forma errada
NÃO É INDICAÇÃO DE CESÁREA:
* Circular de cordão (não importa quantas)
* Parto prolongado
* Expulsivo prolongado
* Pós-datismo (passou de 40 semanas)
* Pressão Alta
* Bacia "muito estreita"
* Bebê "muito grande"
* Cesárea anterior
* Primigesta Senil
* Primigesta Adolescente
* HPV, verrugas genitais, miomas, cistos, duendes e elfos, etc.
DISCUTE-SE MAS NÃO HÁ PROVA DE QUE UMA CESÁREA ELETIVA SEJA MELHOR A LONGO PRAZO:
* Bebê Sentado
* Mais de uma cesárea anterior
* Bacias deficientes (sem a tentativa de parto normal)
* AIDS
Retirado daqui
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Como se preparar para uma experiência positiva de parto
Ótimo texto da doula Drika Cerqueira. Informações ótimas para tornar seu parto a melhor experiência possível!!
Infelizmente, aqui no Brasil é muito importante a mulher quando engravida, se preparar para o parto. Não basta apenas deixar a gravidez rolar e fazer enxoval. Precisa de muita, muita informação mesmo, principalmente, se não quiser fazer uma cesárea.
Abaixo listo alguns itens importantes para se pensar:
Infelizmente, aqui no Brasil é muito importante a mulher quando engravida, se preparar para o parto. Não basta apenas deixar a gravidez rolar e fazer enxoval. Precisa de muita, muita informação mesmo, principalmente, se não quiser fazer uma cesárea.
Abaixo listo alguns itens importantes para se pensar:
1. Escolha bons profissionais
Obstetra - A escolha do profissional é muito importante para o sucesso do planejamento de parto. A grande maioria dos obstetras não está preparada para o parto normal, seja pela formação que tiveram na faculdade ou por medo de processos judiciais ou até mesmo por questões financeiras.
É importante e necessário pesquisar com cuidado. Caso você já tenha um ginecologista, comece a fazer perguntas sobre parto desde o começo, assim você poderá trocar de médico o quanto antes.
Além do quesito parto, é importante também, verificar qual a sua abordagem pré-natal, se é medicalizada ou natural. A gestação é um evento saudável na maioria das mulheres. Estar grávida, por si só, já é um sinal de saúde e vitalidade.
Parteira – geralmente são qualificadas para o atendimento ao parto de baixo risco e intervêm menos no processo de nascimento, mas elas só atuam em casas de parto e domiciliar. Em hospitais elas fazem apenas um apoio especializado ao médico e são responsáveis na triagem por examinar a parturiente e passar para o medico as informações.
Doula – São mulheres com experiência em nascimento, que oferece apoio físico e emocional continuado, além de informações e suporte para as mães antes, durante e após o nascimento. Você poderá encontrar uma doula no www.doulas.com.br
Pediatra Neonatologista são pediatras especializados em receber os bebês recém-nascidos, especialmente nos partos hospitalares. Alguns hospitais permitem que a família traga o de sua escolha, alguns cobram um taxa para isso, mas com isso é possível proporcionar uma nascimento mais suave e com menos intervenções para seu bebê.
2. Escolha o local para o parto
As opções são:
Maternidade pública – Procure um hospital Amigo da Criança ou um que tenha programa de humanização de parto.
Maternidade privada – Dê preferência para maternidades que tenham salas de parto ou “delivery”. Essas salas têm uma estrutura melhor para o parto natural. Também verifique se eles permitem doula. Em São Paulo a melhor opção é o São Luiz, seguido de Santa Catarina e Einstein.
Casa de parto de Sapopemba – é a única que existe em São Paulo. (http://casadepartodesapopemba.blogspot.com). Só aceitam gestantes de baixíssimo risco. O parto é feito por enfermeiras obstetras e em caso de complicação a ambulância que fica na porta transfere para uma maternidade pública próxima ao local. A triagem para aceitação é feita com 35/36 semanas.
Domiciliar - O parto em casa que se preconiza nesta chegada do 3º milênio concilia tecnologia; sonar; oxigênio, material de ressuscitação para o recém nascido etc., com um ambiente acolhedor e intimo que favoreça a mulher a encontrar suas próprias raízes e a partir delas o seu trabalho de parto. Para o bebê este ambiente familiar, será igualmente favorável, pois seu corpo já está adaptado aos microorganismos domésticos eliminando assim os riscos das infecções hospitalares. Os estudos do obstetra francês Michel Odent demonstram claramente que o ambiente pode facilitar ou dificultar todo o processo de parto e nascimento.
O mais importante na escolha do parto em casa é ser uma gestação de baixo risco e a mãe estar totalmente segura de suas escolhas. O medo acaba sendo o maior inimigo do parto domiciliar.
O parto domiciliar pode ser acompanhado por parteira ou médico.
3. Escolha os acompanhantes
A presença do companheiro ou de qualquer outro acompanhante que seja do desejo da gestante, é de extrema importância para a melhoria dos resultados perinatais. Não aceite dar à luz sem a presença de um ente querido. Isso é lei.
Procure ter ao seu lado pessoas que estão de acordo com suas escolhas em relação ao parto, pessoas que te apoiarão e não te deixarão mais ansiosa.
O pai quando bem conduzido e orientado é o melhor suporte emocional e afetivo para a grávida. Além disso, a experiência viva da paternidade tem a potencialidade de fortalecer os vínculos deste novo pai com o recém-nascido, assim como estreitar os laços amorosos com sua companheira.
4. Busque informações
As educadoras perinatais independentes têm um bom comprometimento com as gestantes e podem ajudar a encontrar bons médicos e dar boas dicas para um parto positivo, além de fazer toda a preparação para o parto e maternidade dispensando cursos de hospitais que geralmente são fracos.
Também é de fundamental importância que além disso, a mulher (casal) se informe, busque as alternativas, leia livros especializados, freqüente grupos de apoio* e participe de listas de discussão**
Alguns livros interessantes:
· Parto Normal ou Cesárea? O que toda mulher deve saber (e homem também) - Simone G. Diniz e Ana C. Duarte
· Memórias do Homem de Vidro – Reminiscências de um Obstetra Humanista – Ricardo Jones
· O renascimento do parto – Michel Odent
* Grupo de Apoio ao Parto Nove Luas/Casa Moara/Barriga Boa
Encontros onde gestantes, casais grávidos, pais e mães recentes podem tirar suas dúvidas em relação à gravidez e parto, compartilhar experiências, medos e ansiedades com outras mulheres e casais que desejam ter ou já tiveram partos ativos. Pode levar acompanhante, bebê, familiar, amiga grávida ou aspirante.
ORGANIZAÇÃO: Núcleo Nove Luas, Casa Moara, Primaluz - Parteiras Contemporâneas e Barriga Boa
COORDENADORAS RESPONSÁVEIS: Drika Cerqueira, Katia Barga, Priscila Cavalcanti, Marcelly, Márcia Koiffman e Dr. Jorge Kuhn
QUANDO: Toda 4a. feira das 20h às 22h e todo último sábado do mês das 10h30 às 12h30
ONDE: Casa Moara: R. Guararapes, 634 – Brooklin Paulista - Sala com ar condicionado.
INFORMAÇÕES: 3791-1211 / 8911-6804 / 5096-2318 / contato@nucleonoveluas.com.br
**Lista de discussão: http://br.groups.yahoo.com/group/noveluas/
Alguns sites que valem à pena:
http://www.xoepisio.blogger.com.br - Bartira Carvalho e Ciça Donner
http://www.partodoprincipio.com.br - Parto do Princípio
http://www.partonatural.com.br – Fadynha
http://www.amigasdoparto.com.br Ana Cristina Duarte, Angelina Pita, Andrea Prado
http://www.partohumanizado.com.br - Marília Largura
http://gravidezativa.com.br – Ginástica para gestante e pós-parto
http://casamoara.com.br – Espaço dedicado a gestante
www.aleitamento.com - Prof. Marcus Renato de Carvalho
www.aleitamento.org.br - ONG Origem: Grupo de Apoio e Promoção ao Aleitam. Materno
www.amigasdopeito.org.br - Amigas do Peito
www.cantinhodamamae.com.br - Locação e venda de produtos relacionados à amamentação
www.multiplos.com.br - Gêmeos
http://www.bethecozza.com.br/ - Atendimento em naturopatia para gestanteshttp://www.babyyoga.com.br - Yoga para gestante
5. Prepare-se fisicamente
Exercícios físicos
Os exercícios no geral são importantes por uma questão de qualidade de vida. Algum exercício é recomendável, nem que sejam caminhadas diárias de 20/30 minutos.
Você também pode optar por exercícios na água como a hidroginástica, hidroterapia e natação. Esses além de serem ótimos para o sistema cardio-pulmonar também são de baixo impacto.
Yoga e alongamento são excelentes opções para quem não costuma se exercitar com freqüência e dão especial elasticidade, que pode ser útil no parto. Com a presença do hormônio relaxina, os ligamentos ficam mais maleáveis e fáceis de serem trabalhados.
O importante é mexer o corpo... Também é aconselhável ter maior percepção corporal, sentindo e adaptando as posturas conforme a gravidez avança. Assim dimunui-se as chances de dores musculares.
Fonte: http://douladrikacerqueira.blogspot.com/2011/02/como-se-preparar-para-uma-experiencia.html
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O pai na sala de parto!
Muito se escuta dos medos masculinos de acompanhar o parto da esposa, ver seu filho nascer! Aquela intensidade de sentimentos envolvidos, os fluidos (sangue, líquido amniótico), a cena em si... tudo isso causa um medo, ansiedade, de ser obrigado a assistir tudo isso! Meu marido que não gosta muito de ver sangue e etcs, nem piscou em me acompanhar na cesárea, quando Bernardo nasceu! No nascimento da Sofia, parto normal hospitalar, esteve comigo o tempo todo, e viu de tudo e mais um pouco! Meus queridos futuros pais, olhem bastante vídeos de partos, cesáreas (se for o caso), para se prepararem para o dia mais lindo da vida de vocês!! Não se privem deste momento e, não deixem suas amadas sozinhas também! Este SER de luz foi feito pelos dois!!! E pelos dois deve ser recebido a este mundo!! CORAGEM! A final ser macho é mostrar a sensibilidade de vocês! Pensem nisso! Abaixo mais umas dicas retiradas do site Revista Crescer:
Veja como encorajar e dar aquele empurrãozinho para seu marido entrar na sala de parto e curtir a chegada do bebê com você:
- Leve-o em todas as consultas. Assim, ele consegue esclarecer dúvidas com o obstetra. Fazer, juntos, um curso de gestante ajuda também.
- Peça para aquele amigo que acabou de ser pai mostrar as fotos ou a gravação do parto. Esse momento é emocionante e vai contagiar seu marido.
- Diga que ele não precisa (nem deve) ficar circulando pela sala de parto. O melhor lugar é ao seu lado. Ali, ele traz segurança para você - e, de quebra, não atrapalha a equipe médica.
- O dia do parto também precisa ser gostoso para ele. Não esqueçam de pegar máquina fotográfica ou câmera, comidinhas (ele precisa cuidar da alimentação, porque ficar muito tempo sem comer pode causar mal-estar), CDs com músicas que vocês curtem etc. Tudo para receber com a maior alegria o filho de vocês. E é ele que vai mostrar o bebê para todo mundo da família.
Fonte: Silvia Ferreira Andrade, enfermeira coordenadora do Hospital e Maternidade Santa Catarina (SP)
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Casas de parto são apenas para gestantes de baixo risco.
Existem 27 centros de parto natural (CPN) no País, nome dado às casas de parto pelo Ministério da Saúde. Os espaços puderam ser criados a partir da portaria MS/GM nº 985, de agosto de 1999.
Acompanhantes
A maioria das casas de parto aceita mais de um acompanhante na sala. “O número de pessoas não importa, mas recomendamos apenas quem vão contribuir, de alguma forma, com o processo do parto”, diz Thais.
O tempo de trabalho de parto pode ser menor nos casos em que há acompanhantes presentes, de acordo com o Ministério da Saúde. O órgão reuniu 14 estudos científicos, nacionais e internacionais, para sustentar a recomendação. Há também menos risco de depressão pós-parto.
As enfermeiras recomendam ainda outras estratégias bem simples para acelerar o trabalho de parto. “Comer, andar, tomar banho morno de chuveiro”, enumera Thais.
“Dizem que fui corajosa”
A professora de química Eliane Ogata, de 32 anos, teve sua primeira filha há cinco meses, em julho deste ano. Foram 16 horas para Sayuri nascer na Casa de Parto Sapopemba. “Dizem que fui corajosa, mas tudo é mais simples e mais fácil do que se imagina”, afirma.
A ideia do parto natural veio aos poucos. A princípio, Eliane resolveu evitar a cesariana, procedimento cirúrgico e três vezes mais arriscado. Uma pesquisa recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que a mortalidade materna, a necessidade de fazer transfusão de sangue e o encaminhamento dos bebês após o nascimento para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são 2,7 vezes maiores em cesarianas.
Ao optar pelo parto normal, Eliane planejou o nascimento de sua primeira filha no hospital de sua confiança. Contudo, tal atendimento estava fora da cobertura do plano de saúde. Foi então que sua professora de ioga para gestantes recomendou uma visita a um grupo de grávidas, no qual eram compartilhadas informações sobre parto normal.
Lá, a gestante descobriu as casas de parto e o conceito do parto natural. “Minha bolsa estourou às 6h, mas só tive minha filha às 22h15”, recorda. Mas vale à pena. Trinta minutos depois do parto, Eliane já havia tomado banho e resolveu jantar. Logo depois, foi dormir. “Era tudo tranquilo. Só passei o segundo dia na casa de parto porque estava difícil a amamentação. Mas as enfermeiras passavam com milho, canjica, vinham oferecer mesmo estando fora do cardápio”, lembra-se.
Essas longas horas em trabalho de parto somadas aquelas cenas tão propagadas pelo cinema, das mulheres berrando de dor ao dar à luz, são argumentos recorrentes entre as mulheres que optam pela cesariana. Tal procedimento representa cerca de 80% dos nascimentos no sistema privado de saúde na capital paulista.
http://delas.ig.com.br/saudedamulher/casas+de+parto+sao+apenas+para+gestantes+de+baixo+risco/n1237847553956.html
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