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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Alfarroba: O chocolate bom para o bebê!


Achei muito interessante este post do blog Alimentação e Saúde Infantil. Um chocolate saudável que podemos introduzir na alimentação dos nossos bebês! No texto tem receitas (links) do próprio blog, entrem e peguem todas as dicas para tornar a alimentação dos seus filhos saudável e saborosa!



Alfarroba: O chocolate bom para o bebê!

Alfarroba é uma espécie de “chocolate” que só faz bem, desde que consumido conforme as recomendações de Paracelsus*. 
É naturalmente doce, e rica em vitaminas A, D e do complexo B, boa dose de cálcio, potássio, zinco, cobre, manganês e fibras, além de apenas 1/3 das calorias do chocolate tradicional.
A cocção de sua polpa serve para aliviar dores por gastrite ou úlcera, azia, diarreia ou refluxo gastroesofágico.
Suas fibras, aliadas á pectina, impedem que o conteúdo estomacal ácido retorne pela garganta, ocasionando em vômitos.
Pectina é uma espécie de gel solúvel em água, que protege o organismo de infecções bacterianas. Auxilia a digestão, ajuda a limpar e aliviar irritações estomacais, e do esôfago, e em tratamentos da diarreia. 
A alfarroba também tem lignanas, fitoestrógenos indicados na menopausa, que protegem contra o câncer.
São antivirais, antifúngicas, antibacterianas e anti-inflamatórias.
E cadê ela?
Típica das regiões mediterrâneas, é ainda pouco acessível por essas bandas. Entretanto, possui história de longa data.
Tudo começou há milhares de anos, na Mesopotâmia (atual Iraque), onde suas vagens eram utilizadas no preparo de sucos e doces.
Dali, foi para todo o Oriente Médio e norte da África, especialmente o Egito, onde, assim como na Grécia, servia de medicamento para infecções e distúrbios gástricos, tosse e problemas na garganta.
Os egípcios a utilizavam em casos de indigestão, diarreia ou azia, devido suas propriedades adstringentes, emolientes e purgantes no organismo humano. Aproveitavam ainda para fazer cola com sua goma e atar suas múmias.
Antes mesmo de o açúcar da cana ser “descoberto” pelo homem branco, a alfarroba já era utilizada como adoçante em larga escala.
E, assim como o açúcar da cana, foi moeda de troca em tempos passados.
Os espanhóis levaram as primeiras mudas para a América do Sul. Os ingleses a cultivavam na América do Norte, desde meados de 1800.
Em toda a Europa, as vagens da alfarrobeira são famosas por seu sabor naturalmente doce, e capacidade de deter a diarreia infantil.
Boa para os bebês…
... e também para os cães e gatos!!
Chocolate é feito de açúcar e cacau, que é rico em teobromina, uma substância similar á cafeína
A teobromina afeta o sistema nervoso dos animais, provocando vômitos, diarreia, reações alérgicas, taquicardia, tremores, convulsões, coma e até morte.

Os cães também possuem baixa produção de lactase, uma enzina importante para a digestão do leite de vaca. Por isso, podem apresentar sintomas como inchaço, vômitos e diarreias.
A alfarroba não depende da lactose do leite de vaca, utilizada para mascarar o sabor amargo do cacau.
E, por seu sabor adocicado, não são necessários outros açúcares ou adoçantes no preparo de seu chocolate.
FONTES:
Farinha de alfarroba para o tratamento de diarreia em bebês prematuros -PubMed - National Center for Biotechnology Information
* Paracelso : “A diferença entre o veneno e o remédio está na dose”.
RECEITAS COM ALFARROBA

Cobertura de alfarroba
250 g de gordura de coco
300 ml de açúcar em pó
Baunilha em fava
150 ml de alfarroba em pó
Derreta a gordura de coco em temperatura média á baixa.
Adicione os outros ingredientes, misturando bem.
Cubra bolos, muffins, cupcakes, biscoitos, etc.
Receita > purevege.com
Trufas de alfarroba com hortelã
2 xícaras de alfarroba em pó
3/4 xícara de óleo de coco
2 colheres de sopa de óleo de hortelã
2 xícaras (I datas encharcadas de molho em água de coco)
1/4 xícara de mel certificado
1/2 xícara de farinha de coco
Pitada de sal marinho
Passe todos os ingredientes em um processador de alimentos, ou liquidificador de alta velocidade.
Forme bolas, e role no pó de alfarroba.
Deixe na geladeira,  por cerca de 01 hora.
Polvilhe com coco ralado ou alfarroba em pó.
Receita >> rawfoodrecipes.com
Veja aqui>: Receitas de Ovos de Páscoa e Creme de alfarroba

FONTE

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Bebê pode ingerir ovo e outros alimentos alergênicos, dizem médicos



Então vamos lá! Atualizando conhecimentos, e olha que esta matéria é de 2010, eu nunca recomendei estes alimentos citados, antes do 1 ano. Mas concordo que cada caso, é um caso. E nunca vamos saber tudo, e devemos ter em mente, que outras recomendações dadas poderão se alterar. Eu vou orientar , mas não tenho experiências boas, com tomate e peixe. Minha filha ficou com bolinhas pelo corpo, e o cocozinho assou a bunda. Fui dar novamente lá pelo 1 ano e 4 meses, e os resultados foram melhores. Leiam a matéria...



Por GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo

O conceito de atrasar a introdução de alguns alimentos na dieta do bebê para prevenir alergias pode cair por terra. Novas pesquisas vêm demonstrando que, ao contrário do que se acreditava, quanto mais tarde o contato com alimentos potencialmente alérgenos, como o ovo, maior a chance de sensibilização da criança.
O assunto, considerado ainda polêmico pelos especialistas, foi tema de debate no último congresso mundial de alergia, que aconteceu no mês passado, em Buenos Aires.
A ideia foi reforçada com a publicação, neste mês, de uma pesquisa no periódico científico "Pediatrics". O estudo tinha como objetivo examinar a relação entre idade de introdução de alimentos sólidos durante o primeiro ano de vida do bebê e sensibilidade alérgica aos cinco anos de idade.
Cientistas finlandeses de várias universidades, incluindo a de Helsinki, acompanharam durante cinco anos 994 crianças. Após avaliar dados como duração do aleitamento materno, níveis de IgE (o principal anticorpo envolvido nas reações alérgicas) e idade com que essas crianças começaram a comer batatas, aveia, centeio, trigo, carne, peixe e ovos, eles concluíram que a introdução tardia desses alimentos esteve mais relacionada ao risco de sensibilidade alérgica. Ovos, aveia e trigo foram os itens mais relacionados às reações.
Os pesquisadores acreditam que haveria uma espécie de momento ideal para a introdução desses alimentos na dieta de crianças pequenas com tendência hereditária, isto é, de famílias alérgicas, com parentes de primeiro grau, como pai, mãe ou irmãos, alérgicos.
Editoria de Arte/Folha Imagem
Janela imunológica
"Ao que parece, haveria uma janela imunológica que seria o momento ideal para induzir a tolerância aos alimentos", explica a alergista Márcia Mallozi, professora doutora da Universidade Federal de São Paulo.
Isso porque, ao nascer, o sistema imunológico do bebê é extremamente imaturo. Como a alergia é uma resposta exagerada do sistema imune a corpos estranhos, à medida que amadurece ele responderia com mais força a agentes potencialmente causadores de alergias. Se o alimento for introduzido mais tarde, o sistema estaria mais preparado para responder com mais força.
"Hoje já não recomendamos atrasar a introdução de alimentos", diz Ana Paula Moschione, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia - Regional São Paulo e médica-assistente da unidade de alergia e imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo. "Mas também não recomendamos adiantar nada", enfatiza ela. A sociedade americana de pediatria já faz essa recomendação.
Novas recomendações
A partir da mudança da sociedade americana, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) também fez algumas modificações nas suas recomendações. "Agora, ovos e peixes podem ser introduzidos a partir do sexto mês", diz Roseli Sarni, presidente de departamento de nutrologia da SBP. Antes, ovos eram liberados depois do nono mês e peixes, somente após o primeiro aniversário.
"Manter o aleitamento materno enquanto se introduzem esses alimentos teria um efeito protetor", acrescenta Sarni. A sociedade recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade.
"São especulações interessantes que podem mudar conceitos usados atualmente, mas ainda não há nada conclusivo", acredita Mallozi.
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, os alimentos que mais causam reações na primeira infância são leite de vaca, ovos, peixes, frutas cítricas e o tomate. Porém a maioria das crianças desenvolve tolerância às frutas e ao tomate em alguns anos. A alergia a peixes e nozes pode continuar até a idade adulta.
Nos adultos, crustáceos, queijos, vinhos, cerveja e temperos são itens que costumam produzir sensibilidade.

Fonte
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