segunda-feira, 11 de julho de 2011

O que é mastite e ingurgitamento nos seios?

Mulherada querida, mastite é uma inflamação da mama que pode se transformar bem rápido em infecção bacteriana. Vocês podem se sentir como se tivessem pego uma gripão brabo! Os seios podem apresentar áreas vermelhas, sensíveis e quentes, que ficam inchadas.  Como o leite não consegue passar, ele se acumula e causa inflamação e inchaço no local. Como saber se é mastite, inflamação?  Entre os sinais da mastite estão calafrios, febre acima de 38,5 graus Celsius e cansaço generalizado. Na maioria dos casos, esses sintomas não se devem a uma infecção por bactérias, e sim pela entrada do leite nos vasinhos sanguíneos dos seus seios, fazendo com que seu corpo trate a substância como uma "proteína estranha", que precisa ser combatida.  A mastite é causada quase sempre, quando o leite "volta" (conhecido como "estase láctea") porque sua eliminação é menor que sua produção. Isso acontece principalmente quando o bebê não esvazia totalmente o seio quando mama. Alguns médicos dizem que as bactérias entram pelas fissuras e machucados do mamilo, causando este quadro. Deve se então consultar um médico e ver se será necessário medicação.
seio avermelhado.
 O ingurgitamento pode acontecer já na primeira semana depois do parto. Vocês podem sentir seus seios inchados, sensíveis, latejando, duros e cheios demais. Às vezes o inchaço chega até as axilas, e você pode se sentir mais quente. Mas é um fenômeno temporário e natural! Nada de pânico meninas! A mama ingurgitada não está inflamada, e para esvazia-lá se deve colocar o bebê a mamar sob livre demanda, assim o desconforto passa. 
Aliás o tratamento, não só ingurgitamento, mas também, para mastite é continuar amamentando, para que as placas de leite de desfaçam. E uma boa massagem nas mamas também contribui!


aqui o seio esta cheio, sem vermelhidão.
Eu tive mastite. Bernardo não sabia mamar muito bem, nas primeiras semanas, então o seio não era esvaziado totalmente. Fui notar só quando começou a doer e tive febre. Tomei antitérmico (orientado pelo médico), fazia massagem, tomava banho com água morna pra ejetar o leite, tentava ordenhar (doía muito), mas o quadro não melhorava. Fiquei assim por 4 ou 5 dias, até que vi que a única solução era deixar ele só no peito afetado, já que o outro estava normal. Doeu bastante pois ele não conseguia pegar direito, por causa do tamanho da mama. Mas foi assim por 2-3 dias, ele mamava mais na mama da esquerda e menos na da direita. Não tive fissuras, Graças a Deus, e meu bebê foi aprendendo a mamar melhor, a mama foi esvaziando e tudo ficou ótimo! Meninas, não desistam de amamentar!!! Problemas vão existir até que vocês e seus bebês se acertem nas mamadas. Isso passa, é só ter paciência, disposição e pedir o apoio da família!

domingo, 10 de julho de 2011

A Criança Terceirizada / Dr. José Martins Filho

Cena muito triste de se ver...
Muito boa entrevista com o Dr. José Martins Filho. Ele fala da importância dos pais estarem mais presentes para os filhos, e das consequências de suas crianças serem criadas por outras pessoas. Esta entrevista foi disponibilizada no grupo do facebook. Segue a entrevista:


A CRIANÇA TERCEIRIZADA
  
Para alguns são monstrinhos: superativos, mal-educados, incapazes de lidar com frustrações e cheios de caprichos. Para outros, uma legião de pequenos emocionalmente desamparados que, mesmo longe das ruas, sofrem um abandono silencioso dentro de casa. Cabe aos pais evitar esse erro.

O pediatra José Martins Filho viu passar por seu consultório uma verdadeira revolução social nessas últimas décadas. Embora faça questão de acentuar seu apoio às conquistas femininas, ele tem saudades do tempo em que as crianças iam às consultas levadas pelas mães. "Hoje, é comum receber bebês acompanhados apenas da empregada", lamenta. O fenômeno é tema de seu livro A Criança Terceirizada (Ed. Papirus), no qual ele avalia os prejuízos causados pela ausência dos pais nos cuidados com os filhos. Avô duas vezes, Martins lecionou por 35 anos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde atualmente é pesquisador do Centro de Investigação em Pediatria. Já nos anos 1980, foi pioneiro no incentivo ao aleitamento materno no país, numa época em que as mamadeiras imperavam, e é autor de uma vasta produção científica, que inclui nove livros publicados.
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1. - Qual é o futuro das crianças terceirizadas? É possível educar quando se tem pouco contato? 
José Martins Filho: Não. Tanto que muitos pais ausentes são dominados pelos filhos de 2 ou 3 anos. Sentem uma culpa enorme pela ausência e, quando ficam junto da criança, tentam compensá-la dizendo sim a tudo. Também é freqüente o que eu chamo de estilo "geléia com pimenta". Os pais são permissivos e os pequenos começam a testar os limites. Como não há regras claras, eles extrapolam até o adulto perder o controle e mostrar seu lado pimenta. Aí, os pais explodem, gritam, ameaçam, partem para o castigo físico. 
Depois se arrependem e voltam à forma doce e mole. Essa gangorra emocional é sempre terrível e favorece a formação de adultos que se julgam onipotentes. Outro efeito negativo da terceirização diz respeito à colocação de limites. Avós, babás, professores, empregadas podem cuidar, mas eles não têm plena autoridade e, muitas vezes, seus valores não coincidem com os da família. Pais que amam impõem limites e ensinam a respeitar os outros desde cedo.
  2. - Seu livro fala do abandono que pode acontecer dentro de casa, com crianças que aparentemente têm todos os recursos para se desenvolver bem.
 José Martins Filho: De fato e um tipo de abandono silencioso, que não sai nos jornais, mas acontece todos os dias. Um pediatra experiente percebe os sinais: os bebês se machucam e adoecem com freqüência, vão ao consultório com empregados... Outro indício são os pais que reclamam muito da criança e demonstram total impaciência. Alguns chegam a dizer que o bebê é um "chato". O problema não é o filho. São os pais, que não estão sabendo corresponder ao seu papel. Agem como se fosse possível ligar o botão da paternidade pela manhã, brincar um pouquinho, fazer um bilu-bilu e desligar. Mas não é assim. Criança pede atenção, chora, fica doente, exige e, sobretudo, precisa de afeto para se desenvolver. Quem decide ter um filho deve lembrar que, por algum tempo, não vai dar para cair na balada, esticar o chope com os amigos ou fazer hora extra todos os dias.
3. - Existe uma idéia "romantizada" sobre ter filhos?
José Martins Filho: Parece que sim. Além disso, falta encarar o fato de que nem todos nascem para ser pais. A sociedade precisa romper o tabu que faz os casais se sentirem na obrigação de ter um bebê. É melhor não ter filhos do que não se dedicar a eles com carinho e maturidade.
 4. - Toda ajuda de terceiros é prejudicial?
José Martins Filho: Pelo contrário. O apoio de profissionais e pessoas da família é bem-vindo e necessário, especialmente quando se tem um bebê em casa. O que não deve acontecer é a substituição da mãe por babás e outros profissionais. Já vi muitas mulheres que, mesmo no seu tempo livre, delegam os filhos a outras pessoas. Não é de espantar que, quando sofrem uma queda ou têm um pesadelo, essas crianças vão buscar conforto no colo da babá e não no da mãe.
5. - Isso deve causar ciúmes nas mães e confusão para as crianças, não?
José Martins Filho: Sim. Quando se dão conta da profundidade do vínculo que o bebê estabeleceu com a babá, muitas mulheres até despedem a profissional. Conheço crianças que, em dois anos, já tiveram de estabelecer ligações com cinco cuidadoras diferentes... A mãe biológica fica enciumada e substitui as babás. É uma violência com o bebê. Não dá para ignorar que ser mãe implica doar tempo à criança, participar de sua vida, confortar nos momentos difíceis.
 6.- Muitas mulheres passam a maior parte do tempo fora porque trabalham e seu salário é fundamental para sustentar a casa. Por que a responsabilidade com os bebês recai principalmente sobre os ombros femininos?
José Martins Filho: Não quero colocar a culpa nas mulheres, mas não dá para ignorar a importância da mãe nos primeiros anos. Para Winnicott (Donald Woods Winnicott, 1896-1971, famoso pediatra e psicanalista inglês), a capacidade de ser feliz de um ser humano pode depender de apenas uma pessoa e de um tempo. A pessoa é a mãe. O tempo é a infância - em especial, o primeiro ano. Nos primeiros três meses, o pai é importante, mas o bebê necessita da segurança e da proximidade da mãe. Só a partir dos 6 meses, ele começa a se relacionar com os outros. Sou um defensor dos direitos femininos e acho que está na hora de repensar a questão da maternidade como um direito a ser conquistado.
 7. - O direito a acompanhar de perto o crescimento e a educação dos filhos, então, seria uma bandeira em tempos de pós-feminismo?
José Martins Filho: (risos) Exatamente. Cabe à sociedade encontrar formas de garantir esse direito sem obrigar as mães a abrir mão dos seus outros papéis. Isso é fundamental para termos gerações de crianças mais felizes e bem-educadas no futuro.
8. - Oficialmente, a licença-maternidade no Brasil ainda é de quatro meses... Como preservar o vínculo com o bebê na volta ao trabalho?
 José Martins Filho: Aconselho a mãe a usar todos os seus direitos para ficar o maior tempo possível com o filho. Ela pode, por exemplo, unir a licença-maternidade a um mês de férias, solicitar os 15 dias adicionais de licença-amamentação e, na volta ao trabalho, negociar com o empregador um horário mais flexível ou até a possibilidade de levar o bebê junto, em um carrinho ou uma cesta, onde ele fique confortável e próximo. Profissionais liberais sempre têm a alternativa de planejar melhor a agenda e diminuir a carga de trabalho nos primeiros meses. Já vi muitas médicas e advogadas que vão trabalhar levando o filho. Nem sempre é fácil, mas vale a pena tentar.
 9. - Por que está cada vez mais difícil o estabelecimento dos vínculos familiares?
 José Martins Filho: Os costumes mudaram rapidamente e a sociedade atual privilegia o individualismo. Do antigo convívio em volta do rádio, as famílias passaram a se organizar ao redor da TV, todos voltados para a tela. Com o computador, as relações familiares se despersonalizam ainda mais. Conheço pais que falam com os filhos por e-mail, estando na mesma casa. A tecnologia e os seus avanços são ótimos, mas não devem substituir o contato pessoal. A supervalorização do consumo, do poder econômico e da fama sem mérito são outras distorções.
A mulher é pressionada a ter como prioridade manter-se sexy, bonita e malhada. Com esses valores, por que alguém se sentiria estimulado a doar tempo de sua vida a uma criança? Outro dia, no consultório, uma mãe começou a se queixar das suas obrigações econômicas. "Preciso ganhar dinheiro para manter dois carros e os celulares. Tem o meu e o do meu filho. E as contas são altas!", ela dizia. Não sei se consegui, mas procurei abrir os olhos dessa mãe. Será que vale a pena trocar mais tempo com o filho por um celular? Garanto que o menino precisa mais da presença dela do que de um telefone... Crianças amadas e educadas com a presença sólida dos pais certamente têm mais chances de se tornarem adultos felizes e realizados no futuro.
10. - Preenchendo as ausências - Se os pais passam cada vez mais tempo longe dos filhos, quem os educa?
 José Martins Filho: Para os canadenses Gordon Neufeld, psicólogo especializado em desenvolvimento infantil, e o médico Gabor Maté, a influência de colegas, ícones jovens e primos vem se tornando mais determinante na formação dos pequenos do que os modelos fornecidos pelos adultos. É o que os especialistas chamam de "educação por pares" - fenômeno que enfraquece a família. Segundo os autores, uma criança só procura as referências dos pais se uma forte ligação entre eles foi estabelecida.

"Para uma criança se mostrar disposta a ser educada por um adulto, é preciso que ela tenha um vínculo com ele, queira manter contato e se tornar próxima", destacam os especialistas em seu livro Pais Ocupados, Filhos Distantes - Investindo no Relacionamento (Melhoramentos). Se tudo corre bem, essa proximidade emocional com o bebê se transformará em intimidade psicológica ao longo dos anos. Mas é preciso cultivá-la. - Deixe fotos e lembranças que evoquem momentos felizes de convivência estrategicamente colocadas em quarto, sala, próximas do computador. - Escreva bilhetinhos-surpresa reafirmando seu amor. Ponha-os no lanche, no meio do caderno, debaixo do travesseiro. - Coloque no berço do bebê uma peça de roupa com o seu cheiro. - Se viajar, mostre mapas e fotos de onde vai estar e ligue todo dia.

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/pais-ausentes-424955.shtml

sábado, 9 de julho de 2011

Frutas e verduras no prato das crianças fazem bem ao coração

Papai e mamães, mais frutas e hortaliças para seus filhotes. Claro que vão ver narizes tortos e tudo mais, mas façam, temperem com coisas naturais e comam com seus filhos. Agora os pais que bateram o pé e insistiram, educaram seus filhos a comer frutas, verduras, hortaliças, só precisam ficar atentos. FAST FOOD não é mais chique, nem moda, muito menos saudável, ok?!! "Ah é Ana que tu não come de vez enquando?" . Como sim! Uma vez ao mês vamos ao Mac e deu! Frutas e verduras sempre foram o carro chefe da alimentação dos meus filhos. Nunca fiquei com medo deles não comerem em uma refeição, porque sabia que a fome iria bater. Dou salgadinho para o meu filho, a cada ano bicesto. Enfim, não privo meu filho de nada, mas não dou tudo que ele quer! Leiam a matéria com o estudo:

Prevenção de doenças na vida adulta começa desde cedo. E um novo estudo mostrou que hábitos saudáveis na infância ajudam a evitar a aterosclerose

Ana Paula Pontes

Quando o assunto é a alimentação das crianças, falar que no prato delas precisa ter também legumes e verduras é mais do mesmo. Mas nunca é demais lembrar que esses hábitos na mesa vão refletir na saúde do seu filho no futuro. Um estudo realizado pela Yale University School of Medicine´s Prevention Research Center (EUA), publicado na revista científica Circulation, mostrou que uma dieta rica em frutas e vegetais desde a infância pode ajudar a prevenir aterosclerose na vida adulta. 

Essa doença se dá quando a placa – uma substância pegajosa constituída de gordura, colesterol e outras substâncias do sangue – se fixa na parede das artérias, provocando uma inflamação. A consequência a longo prazo é um endurecimento das artérias, levando a problemas cardíacos. 

A pesquisa, que acompanhou por 27 anos 1.622 pessoas entre 3 e 18 anos, usou um tipo de medida chamada velocidade de pulso para analisar a rigidez arterial dos estudados. E o resultado mostrou que as artérias mais rígidas, que fazem o coração trabalhar mais, eram daqueles que consumiam poucas hortaliças e frutas. 

Os cientistas revelaram também que a falta de atividade física aumentava ainda mais o risco para a doença. “A aterosclerose pode começar na infância, mas só vai se manifestar mais tarde. Por isso, é fundamental os pais ajudarem os filhos a adotarem hábitos saudáveis de vida desde cedo para retardar e prevenir o aparecimento de doenças”, diz o nutrólogo Celso Cukier.



O direito de botar as mãos na boca!

Então gente, eu de novo falando sobre não usar bicos! Realmente não vejo necessidade alguma de enfiar um plastico, ortodôntico ou não, na boca das crianças. "Ah, mas dai vai chupar o dedo, e o dedo não se tira..." . Não mesmo! As crianças tem o direito de colocar as mãos na boca, porque é uma forma de descoberta! E convenhamos, EU prefiro ouvir o meu filho chorar e entende-lo, para poder atende-lo, do que calar a boca dele com um bico! Isso não trás benefício algum!! Como eu sei? Já postei aqui minha experiência com bico e mamadeira. Meus filhos jogavam longe!! E eu não ia colocar mel (para um bebe, afff), açúcar (Meu Deus), só para ele pegar a chupeta. Se meus filhos chuparam dedo? Sim, uma vez ou outra, eu nem dava bola! Peço encarecidamente, que recusem as chupetas e mamadeiras, que ganham em chás de fraldas, nem peçam, é um nojo só! E duvido que todas esterilizam o bico quando vai pro chão...Queridas escutem mais seus bebes, deem atenção pra eles. "Ah, eu dou sim!" . Então tenho certeza que teu bebe não precisa de chupeta! Deixo um texto que fala sobre isso:

Chupar dedo é agradável e necessário. A boca é o centro das maiores e melhores experiências nos primeiros meses de vida. Isto não vicia ! Não devemos reprimi-lo, retirar sua mão, ou os objetos da boca. Devemos apenas nos certificar que o que ele tem acesso é um objeto adequado, macio, limpo... que não causará acidente ou dano). Não devemos impedi-lo de chupar os dedos, esta fase vai naturalmente desaparecendo. Se o impedimos, sua fase oral pode ser mais prolongada – a repressão chama a atenção, provoca uma reação que pode fazer a fixação deste hábito.

Dar chupeta não resolve. Ortodontistas constataram que 60% dos adultos que usam aparelho nos dentes chuparam chupetas e 20%, o dedo. Esse hábito deforma a arcada dentária e entorta os dentes quando permanecem após os 2 anos de vida.

Sabemos que bebês que são amamentados adequadamente (em livre demanda – sem horários, exclusivamente) tem sua satisfação oral garantida, não aceitam chupetas e não ficam chupando o dedo acima da idade de sua fase oral. Da forma inversa, os bebês que são alimentados por mamadeira sentem maior necessidade de sugar, porque esta forma de ingerir líquidos não satisfazem sua "ânsia" oral. Recomendamos não utilizar mamadeiras e chupetas - estes artefatos levam a uma disfunção motora-oral ("confusão de bicos") entre outros problemas ortodônticos e fonoaudiológicos...

É preciso respeitar o bebê como pessoa que têm necessidades particulares, direitos. Forçá-lo a agir de outra forma, o "desorganiza", o coloca em conflito consigo mesmo e com os seus cuidadores. Cada bebê é um bebê – descubra como é o seu filho.

Autor: DR. Marcus Renato 
Data: 26/3/2003 




Fonte: http://www.aleitamento.med.br/a_artigos.asp?id=3&id_artigo=56&id_subcategoria=4

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Novo equipamento mede a elasticidade do períneo e traz mais segurança no parto normal !

Nunca houvi falar deste tal aparelho. Preciso saber mais...Renata Olah, fisioterapeuta e Doula, favor me explicar mais!! hehehe. É isso tudo mesmo? Não vai aumentar o numero de episiotomia? Favor , me dar tua opinião profissional!



Aparelho permite que a gestante fortaleça a região e evite cortes desnecessários na hora do parto


Bruna Menegueço

O Departamento de Obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) desenvolveu um aparelho que mede a elasticidade do períneo (região entre a vagina e o ânus) de gestantes. O equipamento – o primeiro no mundo criado para essa finalidade – permitirá ao obstetra avaliar com mais segurança a necessidade de uma episiotomia, corte na região realizado durante o parto normal para facilitar a passagem do bebê e evitar uma possível laceração (quando o bebê rompe). O corte pode causar demora na retomada da vida sexual, incontinência urinária e dificuldade de movimentação. 

A medição poderá acontecer no terceiro trimestre de gestação. Se for constatada rigidez no períneo que possa prejudicar o parto normal, o médico indicará exercícios e massagens para melhorar a elasticidade e fortalecer a região. 

Para desenvolver o modelo, a fisioterapeuta da Unifesp Miriam Zanetti e a obstetra Mary Nakamura, conduziram um estudo com 227 gestantes usando um aparelho alemão que tem a finalidade de melhorar a elasticidade da região. Miriam fez a adaptação para o novo aparelho em parceria com obstetras. "Já testamos o protótipo em algumas gestantes, e o produto se mostrou eficaz. Hoje não existe método para avaliar se é preciso ou não fazer episiotomia. Quem decide é o médico", diz Miriam. Indica-se a episiotomia quando o período expulsivo se torna muito prolongado, há sofrimento fetal, é indicado o uso de fórceps e quando o obstetra observa risco iminente de rompimento do períneo. 

O novo aparelho vai ajudar o médico a tomar a decisão. Será de muito uso tanto para evitar episiotomias desnecessárias quanto para indicá-las e evitar lacerações graves.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Os benefícios da Shantala para os prematuros

Como Doula e massoterapeuta não preciso dizer aqui como é fundamental o toque na vida do ser humano! E este toque deve ser incluído na vida do recém nascido, e especialmente nos que nasceram prematuramente.


"A Shantala é uma massagem indiana milenar, indicada para bebês e crianças, que vem se tornando cada vez mais conhecida devido aos seus inúmeros benefícios.
Ela proporciona saúde e bem-estar ao bebê, fortalece os laços afetivos com os pais, melhora o sono e a amamentação, relaxa e acalma o bebê combatendo o estresse, alivia e previne cólicas, promove ganho de peso e crescimento, melhora a respiração, previne doenças, auxilia na coordenação motora, proporciona aos pais conhecer a linguagem corporal do bebê, entre outros. 

A Shantala é indicada também para bebês prematuros, fornecendo uma estimulação suave e positiva, em oposição à estimulação negativa e dolorosa que estes experimentam nas Unidades de Cuidados Intensivos, onde permanecem internadas. 

Dentre os benefícios da massagem para bebês prematuros, destacam-se principalmente o ganho de peso e a diminuição do tempo de internação, comprovados através de diversos estudos. 
Em um destes estudos, demonstrou-se que a massagem suave e firme, por 15 minutos, três vezes ao dia, resulta em um ganho de peso aproximado de 50%.

A massagem também gera maior capacidade termorreguladora, promovendo maior estabilidade de temperatura corpórea, proporcionando menor gasto energético, os quais contribuem para o ganho de peso.

Outro estudo afirma que os bebês apresentam maior nível de atenção, menor número de crises de bradicardia e apnéia, baixos níveis de cortisol (hormônio do estresse), menor tempo de permanência em incubadoras, melhora do temperamento nas dimensões da sociabilidade e confiabilidade, acelera a retirada da sonda nasogástrica e ficam em média seis dias a menos internados. Apesar de ainda não ser uma técnica muito conhecida pelas equipes de saúde, os pais podem e devem sugeri-la como um método complementar ao tratamento de seus filhos."" 


Agradecimento: Cindy Ferrari; enfermeira, professora e terapeuta de Shantala; texto extraído da sua tese de pós-graduação em Pediatria na USP.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ingrid Guimarães conta as dificuldades que teve ao amamentar sua filha!

Rachaduras no seio, leite empedrado, perda de peso do bebê são alguns dos motivos que fizeram a atriz procurar um especialista para ajudá-la a não desistir de amamentar sua filha, Clara
Sim, você já sabe que amamentar é fundamental para o seu bebê crescer com saúde; vira-e-mexe lê alguma pesquisa comprovando mais um benefício do leite materno e certamente imagina que este ato será uma de suas melhores recordações de ser mãe. Nada disso, no entanto, impede que você tenha uma série de dúvidas durante a gravidez ou que sinta medo de não conseguir amamentar por muito tempo. 

Até as celebridades passam por situações que muitas mulheres enfrentam principalmente quando amamentam pela primeira vez. Em seu blog, a atriz Ingrid Guimarães, mãe de Clara, de quase 2 meses, contou como ficou apreensiva quando teve problemas durante a amamentação, mesmo depois de fazer curso na gestação e ter total apoio do pediatra. “Meu seio empedrou, o bico rachou e minha filha começou a perder peso. Como mãe de primeira viagem, fiquei bem nervosa com a possibilidade de não poder alimentar minha filha ou ter que dar mamadeira logo na primeira semana”, disse. 

Depois de receber ajuda de uma especialista em amamentação, Ingrid conta que, embora tenha sido mais difícil do que imaginava, ela não desistiu. Clara hoje mama em torno de 8 vezes por dia e já recuperou o peso que perdeu. 

Esses são exatamente os motivos pelos quais muitas mulheres desistem de completar a fase exclusiva de amamentação. A falta de instruções de como dar de mamar até a ausência de um especialista para resolver problemas como rachaduras faz com que apenas 40% das mulheres brasileiras amamentem até o sexto mês, segundo dados do Ministério da Saúde, e 50% param o aleitamento materno quando a criança completa dois meses, dizem os pediatras. É muito cedo: o ideal é que esse aleitamento exclusivo ocorra até o sexto mês. 

Bebês que mamam até esta fase têm menos risco de desenvolver asma e artrite reumatóide, recebem uma proteína que combate vírus e bactérias do trato gastrointestinal e ainda podem ficar mais inteligentes, apontam os últimos estudos. Você também só tem a ganhar: as chances de ficar estressada ou de desenvolver câncer de mama diminuem se você amamenta. Além disso, é mais fácil perder os quilinhos que sobraram da gravidez e, ao contrário do que muita gente ainda diz, seus seios não vão ficar caídos! 

Abaixo, veja como se preparar, ainda na gravidez, para uma boa amamentação e resolver dificuldades que podem surgir quando o bebê começar a sugar. 
A preparação
 Por mais estranho que pareça, o processo da amamentação começa na gravidez. Prepare o bico do peito para que a pele fique mais forte, o que pode evitar as rachaduras. O primeiro conselho é não passar hidratantes na auréola e tomar sol nos seios todos os dias, durante 15 a 30 minutos, antes das 10 h ou depois das 16 h. Ainda grávida, use sutiãs próprios para amamentação (aqueles que têm abertura) e, em dias alternados, deixe-os abertos sob a roupa, de preferência de tecido grosso. O contato do tecido vai “calejar” o bico. Vale também usar conchas de silicone para estimular o mamilo. O uso de buchas vegetais ou de toalhas para esfregar no bico é controverso. Alguns médicos dizem que ajuda; outros afirmam que machuca. Na dúvida, consulte seu obstetra. 
Sem medo dos mitos
 A maioria das mulheres pode amamentar e não existe leite fraco - até o das mães desnutridas é rico. Ele é um componente vivo que muda de acordo com a idade do bebê e dos nutrientes de que precisa. O que pode acontecer é você ter mais ou menos leite, mas nem por isso seu filho vai sofrer. Para garantir a abundância, beba muita água e não se estresse. Lembre-se de que, quanto mais o bebê mamar, mais leite terá. E comece o quanto antes: a primeira mamada deve ser até 1 hora depois do parto. Isso porque é quando sai o colostro, uma forma de leite altamente imunológico que funciona quase como uma vacina. É bom saber que nenhum alimento aumenta ou melhora a qualidade do leite, mas deve-se evitar comidas pesadas, condimentos, embutidos, cafeína, conservantes etc., pois podem causar desconforto na criança, como cólicas. 
A maneira certa
Evite contratempos
jeito que seu filho mama é importante. Procure amamentá-lo em lugares calmos, para não distraí-lo, e na posição que fique mais confortável para os dois. O bebê deve abocanhar a auréola toda, fazendo boca de peixinho (os lábios devem ficar para fora). O queixo fica encostado na mama e as bochechas arredondadas, sem covinhas. A amamentação não pode fazer barulho e a mãe não deve sentir dor passados os primeiros dias. 
Rachaduras no bico do peito são comuns e indicam que a pega está errada. Corrija-a e, para sarar, passe o próprio leite, que tem efeito cicatrizante, ou pomada indicada pelo obstetra. Se o leite empedrar, retire-o fazendo massagem. Com uma mão, segure a base da mama e, com a outra, aperte de cima para baixo (em direção ao mamilo). Muitas mães param de amamentar quando ficam doentes. Nem sempre isso é preciso. Quando a mulher pega uma gripe, por exemplo, o corpo cria anticorpos para combater o vírus. Na amamentação, esse anticorpo passa para o bebê, protegendo-o. Se tiver de tomar algum remédio, dê preferência àqueles que não interferem no leite. Antes de parar de oferecer o peito, consulte seu médico. 
Benefícios da amamentação
Você conhece bem as vantagens de amamentar seu filho? O leite materno tem todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança, fortalece o sistema imunológico, previne obesidade, alergias, intolerância ao glúten etc. A sucção ajuda o desenvolvimento da arcada dentária do bebê e ainda estimula a volta do seu útero ao tamanho normal. 

Fontes: Eduardo Zlotnik, obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Fabíola Cassab, fundadora do Matrice, ação de apoio à amamentação; Hamilton Henrique Robledo, pediatra do Hospital São Camilo (SP).

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pesquisa observa maior número de crianças nascidas com baixo peso em regiões mais desenvolvidas

Mais uma prova de que escolher a cesárea sem necessidade, pode não terminar bem! Terrorismo? Não gente! A verdade! A "danada" não é amiga de vocês não! Vocês vão sentir dor sim, um pouco mais, um pouco menos. E o pior, estão colocando a vida de seus bebês em risco! Leiam a pesquisa:



Estudo comandado por três universidades brasileiras relaciona aumento à elevação do número de cesáreas.


Quanto pior as condições financeiras da família, maior o risco do bebê nascer com baixo peso, certo? Um artigo publicado recentemente na Revista de Saúde Pública, desenvolvido por três universidades, surpreendentemente observou o contrário. Entitulado “O paradoxo epidemiológico do baixo peso ao nascer no Brasil” , a pesquisa mostrou que bebês nascidos em regiões mais desenvolvidas no país tem maior incidência de baixo peso (com menos de 2,5 quilos) do que aqueles nascidos em áreas mais pobres. Para chegar a tal conclusão, pesquisadores de três universidades (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Maranhão e USP de Ribeirão Preto) analisaram dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos entre 1995 e 2007. 

Tradicionalmente, era de se esperar que, principalmente por conta da dificuldade de nutrição da mãe, as crianças do Norte, Nordeste e Centro Oeste tivessem um peso menor ao nascer, mas não foi isso que a pesquisa concluiu, afirma a Heloisa Bettiol, da USP de Ribeirão Preto, umas das responsáveis pela pesquisa. 

A explicação do paradoxo, segundo a pesquisadora, tem a ver com três fatores: assistência perinatal, que faz com que os bebês que provavelmente morreriam nasçam prematuros, portanto com peso menor; aumento do número de gravidez de múltiplos em áreas mais ricas por conta do maior acesso às técnicas de fertilização e, o dado que chama mais atenção, elevado número de cesáreas eletivas (aquelas em que as mulheres escolhem esse tipo de parto). Quando o índice de cesáreas ultrapassa o percentual de 35%, aumenta a incidência de crianças com baixo peso. Isso porque a cesárea em muitos casos costuma ser agendada algumas semanas antes da data prevista para o parto - e é exatamente nesse período que o bebê costuma acumular gordura e ganhar peso. 

“Bebês com baixo peso ainda não são uma tendência nacional, justamente porque há o equilíbrio entre lugares mais e menos desenvolvidos. Mas, a medida que o país for tornando-se mais igualitário, e se não diminuírem o número de cesáreas, isso pode virar um realidade”, completa Heloisa. 



Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI177403-10584,00.html

Introdução de Sólidos – por Dr. González

Texto bárbaro, compartilhado no grupo do facebook, de um livro maravilhoso do Dr. González. Leiam e absorvam o conhecimento!! Segue o texto:

"Os conflitos entre a mãe o filho durante a amamentação ou uso de mamadeiras podem ser terríveis, mas ainda bem que são pouco frequentes. A introdução de alimentos sólidos é uma oportunidade nova de perigo e devemos trilhar este caminho com cuidado.

Para esclarecer, quando mencionamos “sólidos”, não nos referimos apenas aos alimentos oferecidos ao bebê com uma colher. Usaremos o termo para referir-se a qualquer comida além de leite humano ou leite modificado, mesmo água, chá ou comidas duras como biscoito.

Muitas mães encontram-se sobrecarregadas de informação a respeito de regras, grandes, pequenas e médias envolvendo alimentação de bebês. Elas recebem conselhos de pediatras e enfermeiros, algumas informações muito mais complexas e detalhadas que aquelas dadas pelos especialistas famosos, palpites de família e amigos, bem como as “conversas de comadre” que alertam sobre evitar comidas “reimosas” ou “incompatíveis”.

Incapaz de seguir todas as regras ao mesmo tempo, muitas vezes a mãe opta por rejeitar todas e fazer somente aquilo que ela quer. O risco é de que ela ignore as recomendações realmente importantes. Para evitar tal problema, vou diferenciar claramente entre as opções onde há um grau de consenso em relação à sua importância (baseadas numa combinação de normas internacionais) e aquelas sugestões que parecem úteis, embora outros profissionais possam ter opções diferentes.

Pontos Importantes
Tenha em mente os seguintes pontos, embora eles não devam ser tomados como dogma:
1. Nunca force uma criança a comer.
2. Amamente exclusivamente até 6 meses (sem papinhas, suco, água, chás, etc.).
3. Aos 6 meses, comece (sem forçar) a oferecer outros alimentos, sempre depois da mamada ao seio. Bebês não amamentados devem tomar 500ml de leite artificial por dia.
4. Introduza os alimentos um de cada vez, esperando uma semana entre comidas novas. Comece com quantidades pequenas.

5. Ofereça alimentos que contêm glúten (trigo, aveia, centeio) com precaução.
6. Quando cozinhar para o bebê, escorra bastante o alimento, evitando encher a barriga dele com água.
7. Espere até 12 meses de idade para introduzir alimentos altamente alergênicos (especialmente laticínios, clara de ovo, peixe, soja, amendoim e muitas outras comidas que já causam alergia em membros da família).
8. Não acrescente sal ou açúcar aos alimentos.
9. Continue amamentando por dois anos ou mais.

Em algumas situações pode-se introduzir sólidos antes de seis meses (mas nunca antes de 4): quando a mãe trabalha, por exemplo. Ou quando a criança claramente pede para ser alimentada agarrando o alimento e colocando-o na boca sozinha.

“Oferecer” significa que, se ele quiser comer, o bebê come, mas se não quiser, não come. Muitas crianças recusam tudo menos o seio até 8 ou 10 meses, muitas vezes mais.

Alimentos sólidos são oferecidos depois da amamentação, não antes, e certamente não em substituição à amamentação. Somente assim você tem certeza de que seu bebê tomará o leite de que precisa. Acredita-se que entre 6-12 meses, o bebê precise de cerca de 500 ml de leite por dia. Claro que isso é uma média, muitos tomam mais e outros ficam bem com menos.

Uma criança que toma mamadeira pode facilmente ficar bem com 2 mamadeiras de 250 ml ao dia. Não é razoável, porém, esperar que um bebê amamentado tome 250 ml a cada 12 horas; os seios da mãe ficariam desconfortavelmente cheios. Faz mais sentido para bebês amamentados tomar 100 ml cinco vezes por dia, ou 70 ml sete vezes por dia. Certamente você não sabe (ou não sabia antes de iniciar os sólidos) quanto leite seu bebê mama; mas se ele é amamentado antes da oferta de sólidos, você fica tranquila sabendo que ele mama o que precisa.

Que comidas devo oferecer primeiro?

Não importa. Não há base científica que suporte a recomendação de um alimento antes de outro. Se você oferecer frutas primeiro, seguidas por cereal, depois frango, você estará seguindo as orientações da ESPGAN (Sociedade Europeia de Gastroenterologia e Nutrição Pediátricas). Mas se você der frango, depois legumes e cereais por último, também estará dentro das normas.

Digamos que você decida começar com banana amassada. Depois da amamentação, ofereça ao bebê uma ou duas colheres. No primeiro dia é sempre melhor oferecer só um pouquinho, ainda que ele aceite bem. Se ele recusar a primeira colherada, não insista, mas continue oferecendo a cada um ou dois dias. Se ele aceitar bem, você pode aumentar a quantidade a cada dia. Depois de uma semana, você pode tentar outro alimento, como batata doce ou abacate. Na semana seguinte, pode oferecer um pouquinho de arroz. Cozinhe arroz (melhor ainda, cozinhe até virar papa), sem adicionar sal. Você pode adicionar azeite (ficará mais saboroso e terá mais calorias).

Esta ordem é só um exemplo, você pode inverter, se quiser. Claro, se alguma das comidas causar diarreia ou outros sintomas, ou se o bebê rejeita veementemente, é melhor esperar algumas semanas. Se uma reação mais severa é observada, como uma vermelhidão na pele, consulte o pediatra.

Também não é necessário introduzir uma comida nova a cada semana. Variedade significa um pouco de cereais, um pouco de legumes, um pouco de frutas – mas não é vital que o bebê coma muito de cada grupo. Maçãs não possuem nada diferente das peras e a maioria dos adultos vive bem comendo apenas dois tipos de cereal: arroz e trigo, deixando o resto para o gado. Se seu filho já come frango, você não estará acrescentando nada ao oferecer novilha. Antes de um ano, a introdução de muitos alimentos diferentes somente significa comprar mais bilhetes para a loteria da alergia.

A razão principal de oferecer outros alimentos ao bebê com 6 meses (e não depois) é que alguns bebês precisam de ferro extra. Portanto, seria lógico que comidas ricas em ferro fossem introduzidos primeiro. Por um lado, há carnes com alto teor de ferro orgânico altamente biodisponível. Por outro, há legumes, leguminosas e cereais que contêm ferro inorgânico, mais difícil de ser absorvido a menos que esteja combinado com vitamina C.

É por isso que muitos adultos comem a salada primeiro (rica em vitamina C), depois os grãos e legumes, com a sobremesa por último. O que é comumente feito com bebês na Espanha não é uma ideia muito boa, oferecendo a eles somente grãos numa refeição, legumes na outra e fruta na próxima. Quando seu bebê ingere muitos alimentos, é uma boa ideia combiná-los, oferecendo-os numa mesma refeição (não batendo todos juntos no liquidificador) ao invés de fazer menus monocromáticos (“hora do cereal”).

E se ele não quer comer comida de bebê?

Não se preocupe, isso é totalmente normal. Não tente forçá-lo. Você talvez tenha sido aconselhada a oferecer sólidos antes do peito, assim ele estará com fome suficiente para comer. Isso não faz o menor sentido, uma vez que o leite materno nutre muito mais que qualquer outro alimento. É por esta razão que usamos o termo “alimentação complementar”. Sólidos não são nada mais que um complemento ao leite materno. Se seu bebê mama e depois rejeita frutas, nada acontece; mas se ele aceita fruta e depois não mama, ele sai perdendo. Mais fruta e menos leite é uma receita para perda de peso.

O mesmo vale para leite artificial. Lembre-se de que se você não está amamentando, você precisa dar ao bebê meio litro de leite diariamente até que ele tenha 1 ano de idade. Não é bom negar o leite para que ele coma mais."

Do livro My Child Won't Eat, Dr. Carlos González.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Subsídio parental e licença paternidade!

Este é um assunto muito importante de ser discutido e, quem sabe no futuro seja implementado no Brasil. Leiam e opinem!!

Sabia que pais e mães noruegueses têm direito a uma licença remunerada no primeiro ano de vida do filho? A fim de incentivar mais homens a participarem da criação dos filhos, 10 semanas desta licença são reservadas ao pai.
O objectivo do subsídio parental é dar aos pais e mães a possibilidade de conciliar a atividade profissional e a criação dos filhos. O regime contribuiu para colocar a Noruega na liderança europeia tanto em relação ao índice de natalidade quanto à participação feminina no mercado de trabalho.
Pais e mães noruegueses podem escolher entre tirar um total de 46 semanas de licença com 100% do salário ou 56 semanas com 80% do salário.

Êxito do regime especial para o pai

Desde 1977, o pai teve a possibilidade de partilhar a licença de parto com a mãe. Mesmo assim, apenas 2% a 3% dos pais tiraram proveito desta oportunidade no início dos anos 90.
Em 1993, introduziu-se uma quota do pai a fim de incitar mais pais a participarem da criação durante o primeiro ano de vida do filho. Hoje, a quota do pai representa 10 semanas do período da licença. Se o pai não utilizar esta quota, a família perde o benefício.
A Noruega foi o primeiro país a introduzir este sistema.
Os resultados são convincentes. Em 2008, 90% utilizaram a quota do pai. A parcela de homens que tiram licença para além do mínimo também está aumentando. Em 2008, 16,5% dos pais tiraram uma licença maior que a quota do pai. Em 2000, esta parcela foi de 11%.

Valorização do papel do pai
A quota do pai ofereceu aos homens a possibilidade de ter uma relação mais forte com os filhos desde o nascimento, o que causou repercussões muito além do período de licença. Os homens exigem cada vez mais em termos de igualdade, por exemplo, em casos de regulação do poder parental. Em 2009, foi apresentado um relatório ao parlamento norueguês sobre os homens, os papéis masculinos e a igualdade entre os sexos. O relatório foi o primeiro deste tipo no mundo.
Debate sobre a partilha da licença
O debate sobre a licença de parto ainda tem atualidade. A Provedora da Igualdade e Anti-Discriminação, Beate Gangås, defendeu que a licença deveria ser dividida em três, um terço para a mãe, um terço para o pai e um terço opcional. Até o momento, poucos partidos apoiaram esta proposta.
No entanto, há amplo consenso político sobre a eficácia da quota do pai como incentivo para que mais pais tirem a licença de paternidade. Em 2009, portanto, a quota do pai foi aumentada de seis para dez semanas.

Fonte: Site Oficial da Noruega
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