segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A importância de aguardar o trabalho de parto ativo em casa!


Mulher em trabalho de parto vocalizando!
Ótimo texto escrito pela Cris de Melo, que é Doula em Florianópolis! Leiam e reflitam!!...


Todo mundo sabe que o trabalho de parto é um momento intenso, de várias sensações diferentes, de pensamentos confusos onde a mulher precisa de muita concentração no seu corpo e no bebê.
Esse é o dia em que um bebê nasce, mas além disso nasce uma mãe, uma nova mulher e o parto nada mais é do que um ritual de passagem, onde a mulher precisava ser protegida e respeitada.


Mas quem já pariu no hospital, sabe que isso não funciona nesse ambiente, onde pessoas estranhas entram e saem da sala, você não tem privacidade, por estar no hospital você sente que o relógio está correndo e que você precisa parir logo, a equipe começa a ficar ansiosa e a pressão aumenta. Por isso cada vez mais  mulheres optam por partos domiciliares, e onde não existem parteiras ou equipes que atendam ao parto em casa, acabam existindo os partos desassistidos, sem um profissional qualificado para atender um parto.


Mas existem também as pessoas que não se sentem seguras para parir em casa, e preferem ter no hospital, mas existem maneiras de diminuir o tempo nesse ambiente hostil.


Se eu não quero ter meu bebê em casa, que opção tenho?
Saiba que é seguro aguardar em casa as suas contrações ficarem com intervalos próximos e regulados, desde que a sua gestação seja de baixo risco, sem que precise ter um monitoramento contínuo como no caso de mulheres com pré-eclâmpsia, pressão alta, etc.


Não vá para a maternidade na primeira contração, se o bebê estiver se movimentando bem, fique em casa e mantenha a sua rotina, não pare tudo porque  as contrações começaram. Lembre-se que você pode comer e beber quando quiser, e se sentir que as contrações estão mais fortes, procure posições e exercícios que aliviam os desconfortos delas. Se a dor começar a aparecer, vá para o chuveiro e relaxe, concentre-se no seu corpo, preste atenção na sua respiração, ela é fundamental para aliviar a dor e mandar oxigênio para o bebê.

 O seu instinto é muito poderoso
 e ele pode alertar inclusive quando alguma coisa está errada, concentre-se no que ele está pedindo, visualize seu bebê chegando, seu corpo se abrindo e deixe-se levar.


O momento recomendado para seguir para o hospital é quando as contrações ficarem em intervalos regulados de 3 em 3 minutos por 1 hora, durando entre 30 e 60 segundos e/ou quando você começar a sentir vontade de fazer força durante as contrações, se a bolsa romper no trabalho de parto ou se sentir que as contrações estão muito fortes. Esses são sinais de que o bebê logo vai nascer!


 Se seu trabalho evolui mais rápido, você poderá sentir inclusive a descida do bebê pelo canal, seu corpo fará força sem que você faça, e em breve sentirá uma ardência na vagina e pressão no ânus. Esses são sinais de que o bebê está coroando.

Se o bebê parar de se mexer ou perder sangue em grande quantidade, é melhor procurar seu médico ou o pronto socorro para exames, pois são sinais de atenção.
Para aguardar o trabalho ativo em casa é ainda mais fácil com a presença de uma Doula, que sabe reconhecer quando o trabalho de parto está normal, quando tem algo que merece mais atenção e quando o bebê está para nascer. Na minha experiência como Téc. Enfermagem e Doula, já acompanhei partos longos, partos que começaram já no hospital, outros que começaram em casa, mas os mais fáceis sempre são os que as mulheres se sentem seguras de esperar em casa, prestando atenção no próprio corpo.
Inclusive por pouco alguns desses bebês não nasceram em casa em partos domiciliares não planejados, totalmente sem querer.


Na minha opinião o melhor momento de seguir para o hospital é no final do trabalho de parto ativo e início da fase de transição, é o que faço com as minhas parturientes, chegando sempre com uma dilatação avançada, a menos que elas queiram seguir para a maternidade antes. Entender a fisiologia do corpo no parto, das fases do trabalho de parto faz tudo ficar mais fácil.


Informe-se, prepare-se e uma boa hora!!


Cris De Melo
Doula!

domingo, 9 de outubro de 2011

Assaduras no bebê


"Quase todo bebê sofre com as assaduras nas dobrinhas causadas pelas fraldas. E, muitas vezes, os pais não sabem porque elas aparecem nem como fazer para sumir com elas. Para isso nós conversamos com um especialista, o Dr. Calil Farhat, professor titular da disciplina de infectologia para tratamento de pediatria da Escola Paulista de Medicina/ UNIFESP, que vai contar tudo o que os pais precisam saber sobre assaduras.
Para começar, a assadura é conhecida no meio médico como dermatite de fralda, que é um comprometimento da pele que ocorre na raiz da coxa, nas nádegas, na porção baixa do abdômen e na região genital, exatamente na área coberta pelas fraldas.
Essa dermatite se manifesta pelo aparecimento de vermelhidão, inchaço discreto da pele e pode evoluir com pequenas erosões na pele, bolha, ulceração (feridas), que causam mal estar e desconforto para o bebê.
Segundo o médico, essa é a lesão de pele mais comum em crianças pequenas, atingindo até 35% das crianças nos dois primeiros anos de vida, que correspondem ao período de utilização das fraldas.
Isso acontece porque o uso de fraldas provoca exposição prolongada à urina, o que leva a excessiva hidratação da pele e elevação do seu pH, deixando-a mais sensível. Surge então a assadura, proveniente do contato prolongado da pele com urina e fezes, tornando-a suscetível à fricção com as fraldas e a outros irritantes como resquícios de sabões e detergentes, substâncias encontradas nas fezes e urina, fungos e bactérias.
A assadura está ligada aos cuidados na troca das fraldas, ao tipo de fralda usada e ao uso de calça plástica que facilita o aparecimento dela. A alimentação e a estação do ano também têm influência no aparecimento de assaduras, no verão pela transpiração e no inverno pela dificuldade de perceber se a criança urinou ou evacuou.
E para evitar as assaduras nas dobrinhas do bebê, o Dr. Calil Farhat tem boas dicas. A criança que usa fralda deve ser trocada com bastante freqüência nos primeiros meses de vida, período em que o bebê evacua e urina freqüentemente. É uma maneira de prevenir a dermatite ou evitar o agravamento de uma já existente.
Se a criança "fez xixi" a fralda deve ser trocada e deve se lavar a criança somente com água morna; se a criança "fez cocô" lavar com água morna e com sabonete de glicerina ou sabonete especial para criança. Depois, se deve enxugar a pele da criança delicadamente com uma toalha sem esfregar, para não provocar atrito com a pele.
Outras medidas preventivas podem ser tomadas, como por exemplo, usar certos cremes e pomadas que existem à base de óxido de zinco e petrolato, que são substâncias que funcionam como barreira mecânica de proteção à pele, diminuindo a possibilidade do atrito da fralda com a mesma e, além disso, tem uma função de ajuda na reconstrução da pele, quando há a dermatite."

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Condutas no atendimento ao recém-nascido - Mais um quadro de violência alienada

Texto muito bem escrito pela Fisioterapeuta Angela Rios.  Vamos prestar atenção no depois que o bebe nascer, deixar claro os seus desejos, escrevam seus planos de parto sim, se informem. Muitas coisas feitas nos recém nascidos são desnecessárias!! Leiam o texto...


Em muitos hospitais, nossos bebês ainda hoje são submetidos a procedimentos rotineiros violentos e desnecessários e na maioria das vezes as mães nem sabem disso! Estas condutas vão contra todas as evidências científicas e contra o que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Por quê? Por pura falta de senso crítico? Por falta de conhecimento? Por preguiça de questionar as rotinas e padrões? Me desculpem os médicos (profissão pela qual tenho profunda admiração, mas que muitas vezes é manchada pelos maus profissionais) mas rotinas como estas são simplesmente criminosas.

E que as futuras mamães fiquem atentas, pois os cuidados com o seu filho podem começar antes mesmo do nascimento, questionando ao médico que irá receber a criança sobre os procedimentos que são feitos e quais as indicações das mesmas. Eu fiz isso na minha gravidez, a após o parto meu filho não foi submetido à nenhum procedimento desnecessário, mamou na primeira hora e ficou comigo em alojamento conjunto.

As recomendações da OMS para o atendimento ao recém nascido de baixo risco são:



"Imediatamente após o nascimento, deve-se verificar o estado
do recém-nascido. Isto é uma parte integral da assistência ao
parto normal, e a Organização Mundial da Saúde enfatiza a
importância de uma abordagem unificada à assistência materna
e neonatal (OMS 1994c). Os cuidados imediatos consistem em
verificar a permeabilidade das vias aéreas, tomar providências
para a manutenção da temperatura corporal, clampear e cortar
o cordão e colocar o bebê ao seio o mais cedo possível." -
(Maternidade Segura. Guia Prático. OMS, 1996)


Estou lendo (devorando!) a tese de doutorado de Carmen Simone Grilo Diniz "Entre a técnica e os direitos humanos: possibilidades e limites da humanização da assistência ao parto". A autora tem a habilidade de colocar os conceitos de forma clara e discutir as evidências de forma científica e tocante ao mesmo tempo. Até o momento vários trechos me emocionaram, mas este, em especial, senti a necessidade de colocar aqui.

"(...)
Na década de setenta se consolida uma crítica ao tratamento ao recém-nascido e um questionamente às rotinas de assistência, que tinham como pressuposto a necessidade de um conjunto de intervenções de rotina, que se mostraram desnecessárias e potencialmente dolorosas e perigosas.
Além das repercussões do uso de drogas e outras intervenções na mãe, entre outras rotinas tínhamos, no momento do parto, vários procedimentos agressivos ao bebê, como luzes fortes e o aparelho de ar condicionado ligado, forçando o bebê a um choque térmico entre o ambiente intracorporal de cerca de 36 graus e o meio externo. O bebê tinha o cordão clampeado imediatamente, levando a uma supressão súbita de oxigênio e à respiração forçada e dolorosa, era pendurado pelos pés e não raramente, recebia um tapa para atestar sua vitalidade. 
Depois disso, era separado da mãe e levado por outros profissionais, e de rotina, mesmo que estivesse respirando perfeitamente, passava por uma “reanimação” que incluía uma sonda introduzida até o estômago, sofria ainda instilação de gotas profiláticas nos olhos que além de dolorosas, deixavam o recém-nascido com a visão nublada por várias horas ou dias.
O bebê era de rotina separado da mãe para observação por um período variável de algumas horas a um dia ou mais, em um berçário (hoje propõe-se a extinção dos bercários para bebês normais), lugar onde ficava instalado durante toda a estada no hospital. O contato com a mãe era regulado, e em muitas instituições restritos a alguns dos horários das mamadas, pois em outros horários, a criança era alimentada com leite em pó.
Até a década de oitenta, com a permissão dos serviços, era comum que todas as mães recebessem no hospital a visita de uma representante das companhias de leite em pó, vestidas como enfermeiras, que davam latas de leite para os primeiros dias do bebê como amostra. Como não havia orientação sobre amamentação, houve uma tendência generalizada de desmame precoce, com conseqüências catastróficas para a saúde e mortalidade infantis. Os estudos mostraram que os bebês alimentados por mamadeiras em condições de pobreza tinham um risco até 25 vezes maior de morrer no primeiro ano de vida que um bebê amamentado ao seio (UNICEF/WHO/UNESCO, 1989)."

Fonte 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Enjoos e vômitos na gravidez

Achei legal este texto e compartilho com minhas queridas gestantes!


Náuseas e vômitos no primeiro trimestre da gravidez são eventos tão comuns que podem quase ser considerados como uma manifestação fisiológica. Neste texto vamos abordar as causas e tratamentos para os simples enjoos da gravidez e para a chamada hiperêmese gravídica


Enjoo matinal


Enjoos na gravidezO enjoo matinal é tão comum e tão típico do início da gestação, que perde apenas para o atraso menstrual como o sintoma que mais faz as mulheres irem a uma farmácia para comprar um teste de gravidez. Cerca de 70% a 80% das mulheres sofrem de enjoo matinais no primeiro trimestre. As náuseas podem vir com ou sem vômitos; ocorrem principalmente na parte da manhã, mas podem se manifestar a qualquer momento do dia.

Os enjoos da gravidez normalmente surgem na 5ª ou 6ª semanas, durando, geralmente, até a 12ª semana, data que marca o início do 2º trimestre de gestação. 

Algumas mulheres com menos sorte permanecem com náuseas até a 18ª semana, época em que 90% das gestantes já não as tem mais. Destas, cerca de 10% mantêm os enjoos durante períodos mais avançados da gravidez, podendo durar até o 3º trimestre.

A gravidade dos enjoos na gravidez varia muito. Algumas mulheres quase nada sentem; outras queixam-se de náuseas leves em curtos períodos, muitas vezes sem vômitos; há também os casos onde os enjoos e os vômitos são frequentes, tornando o primeiro trimestre muito penoso; no final do espectro existe ainda os casos de hiperêmese gravídica, um quadro de náuseas e vômitos tão frequentes que impedem a alimentação e levam a gestante à desidratação. Abordarei a hiperêmese gravídica mais à frente neste texto.

Por que surgem enjoos na gravidez?

O mecanismo exato que leva mulheres grávidas a sentir enjoos durante todo o primeiro trimestre da gestação é desconhecido. Sabe-se, porém, que as rápidas alterações hormonais do início da gravidez (estrogênio, progesterona e hCG) desempenham um papel importante no quadro. Alguns trabalhos mostraram que quanto mais alto os níveis do hormônio hCG, maior a incidência de náuseas durante a gravidez.

Os hormônios da gravidez, principalmente a progesterona, agem também na motilidade do trato gastrointestinal. Mulheres grávidas apresentam um "estômago preguiçoso", que demora a se esvaziar, o que além de favorecer o aparecimento das náuseas, provoca também uma sensação de saciedade precoce, impedindo a ingestão de grandes quantidades de alimento. A gestante sente-se "empanturrada" com muita facilidade.

Fatores de risco para enjoos na gravidez

Apesar das causas para os enjoos não estarem completamente elucidadas, alguns fatores são amplamente reconhecidos como de risco para o desenvolvimento das náuseas e vômitos:

- Mulheres que antes da gravidez já apresentam náuseas com mais facilidade, como durante movimentos ou após estímulos a cheiros e sabores fortes, apresentam maior risco de enjoos fortes na gravidez (leia: CINETOSE | ENJOO DE MOVIMENTO).
- Mulheres ansiosas ou gestantes muito jovens também apresentam maior incidência e intensidade de enjoos.
- Gestantes com antecedentes de enxaqueca apresentam maior risco (leia: DOR DE CABEÇA - ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL).
- Alguns estudos sugerem a hipótese de que mulheres que possuem a bactéria Helicobacter pylori possam apresentar maior risco de náuseas durante a gravidez. (leia: H.PYLORI (Helicobacter pylori) | Sintomas e tratamento).
- Mulheres grávidas de gêmeos apresentam maior incidência e maior intensidade de enjoos.

Sintomas dos enjoos na gravidez 

Na maioria das mulheres grávidas os enjoos são intermitentes. É comum haver uma alternância entre fome e enjoos ao longo do dia. O ideal é que a gestante procure fazer suas refeições sempre que os enjoos desparecem.

Apesar de incômodo, os enjoos da gravidez raramente causam algum problema ao feto. A maioria das gestantes conseguem se alimentar durante os períodos de alívio das náuseas, mantendo assim um adequado consumo de nutrientes.

Associado aos enjoos é possível que a gestante apresente alterações no seu olfato e paladar. Alimentos antes adorados podem perder todo o seu apelo. Por outro lado, é comum surgirem desejos de comer alimentos que outrora nunca eram escolhidos. Pode acontecer, por exemplo, de mulheres que não comam carne vermelha passem a ter desejos por hambúrgueres, ou de gestantes que eram aficcionadas por chocolate, simplesmente não conseguirem mais comer um único bombom.

Quando procurar um médico 

Ao contrários dos outros tipos de náuseas e vômitos, no enjoo típico da gravidez não há outros sintomas gastrointestinais ou sistêmicos associados, como febre, diarréia e intensas cólicas. A presença destes sintomas deve ser informada ao médico.

Outro sinal de gravidade são vômitos incoercíveis, fazendo com que a grávida não consiga se alimentar ou beber líquidos. Os enjoos da gravidez podem ser tão intensos que causam perda de peso e desidratação da gestante. Se você está grávida, apresenta vômitos frequentes e já perdeu pelo menos dois quilos por conta destes, procure um médico, pois podemos estar diante do diagnóstico de hiperêmese gravídica

Hiperêmese gravídica

A hiperêmese gravídica é uma apresentação anormal dos enjoos matinais. É uma forma grave das náuseas e vômitos da gravidez. A hiperêmese gravídica ocorre em 0,5% a 2% das gestações e se caracteriza por vômitos frequentes, não responsivos ao tratamento, associado a desidratação, alterações hidreletrolíticas e perda de peso. Como a grávida não consegue se alimentar nem ingerir líquidos, o internamento hospitalar pode ser necessário para que se possa administrar fluidos e alguns nutrientes por via intravenosa.

Tratamento para os enjoos da gravidez


O primeiro trimestre da gravidez é o mais importante, pois é quando o feto está se formando. Nesta fase é imperativo evitar tomar qualquer tipo de remédio ou substância sem a explicita autorização do seu obstetra.

Na maioria das gestantes os enjoos matinais não necessitam de medicamentos, apenas algumas alterações na dieta e de alguns hábitos de vida:

- Evite grandes refeições. O estômago da grávida esvazia mais lentamente, por isso, pequenas porções são mais bem toleradas. Comer demais e ficar com a estômago cheio pode precipitar os enjoos.
- Os enjoos da gravidez costumam ser intermitentes ao longo do dia. Procure se alimentar sempre que estiver se sentindo bem. A fome pode desencadear as náuseas. Não deixe de se alimentar por medo de vomitar.
- Evite comer e deitar-se logo após. Evite comer perto da hora de dormir.
- Coma o que tiver vontade. É melhor comer qualquer coisa do que nada.
- Peça para alguém preparar a comida. Algumas grávidas perdem a fome e começam a ter enjoos quando precisam preparar a própria refeição. 
- Procure estar sempre bem hidratada. Se você tem vômitos, procure repor os líquidos perdidos quando o enjoo tiver desaparecido. Mais uma vez, ingira pequenos volumes de cada vez. Líquidos frios são mais bem tolerados.
- Reconheça os gatilhos dos enjoos e evite-os. Cheiros fortes, por exemplo, costumam ser mal tolerados. Outros gatilhos comuns são o calor, umidade, barulho e estar em movimento, tipo andar de carro ou avião.
- Evite a fadiga. É comum haver intolerância ao exercício no primeiro trimestre. Se você é uma pessoa ativa, não tente manter a mesma carga de exercícios que você executava antes de estar grávida. Não é preciso ficar completamente sedentária, mas o ideal é não se cansar nesta fase.
- Gengibre, limão ou melancia costumam ser muito bem tolerados pelas grávidas. Evite comidas apimentadas e muito gordurosas.
- Se o seu enjoo não surge quando você acorda, mas sim logo após o levantar da cama, mantenha um pacote de biscoito tipo crackers na cabeceira para comer um ou dois antes de se levantar. Isso "acalma" o estômago.

O mais importante é reconhecer o que te faz bem e o que te faz mal. As dicas acima funcionam para a maioria das mulheres, mas pode ser que você tenha que descobrir quais as dicas ideais para o seu caso. 

Se suas náuseas não melhoram de jeito nenhum com as medidas habituais, talvez seja necessário usar alguns medicamentos para controlá-las. A lista de drogas possíveis é vasta, porém, como algumas podem ser vendidas sem receita médica, não vou listá-las aqui para não estimular a auto-medicação, que é ainda mais grave quando feita por uma gestante no primeiro trimestre.

Mitos sobre os enjoos da gravidez

Mulher que não enjoa tem maior risco de abortamento?
Não necessariamente. Teoricamente uma gravidez com problemas não produziria os níveis adequados de hormônios e os sintomas de náuseas e vômitos seriam menos intensos. Porém, é comum ter uma gravidez normal sem ter que passar pelo sofrimento dos enjoos. Portanto, não é correto criar expectativas quanto ao sucesso da gravidez apenas pela presença ou não de enjoos.

Os enjoos da gravidez podem prejudicar o feto?
Não. Exceto nos casos mais graves, com necessidade de internação hospitalar, o feto nada sofre com suas náuseas e vômitos ocasionais.

O enjoo não desaparecer após o fim do 1º trimestre significa algo de errado na gravidez?
Não. Algumas gestantes têm enjoos por toda a gravidez, apesar deste fato não ser o mais comum. Qualquer enjoo que se prolongue além da 20º semana deve ser avaliado pelo obstetra, o que não necessariamente significa que haja algum problema com a gestante.

Chupar gelo com frequência melhora os enjoos?
Sim e não. Como já dito, essas pequenas dicas podem ser a solução para algumas gestantes e uma completo fracasso para outras. A vantagem do gelo é que, em última análise, ele é água em pequenas quantidades, o que favorece a hidratação da grávida sem causar distensão do estômago.

Leia o texto original no site MD.Saúde: ENJOOS E VÔMITOS NA GRAVIDEZ | Tratamento e causas http://www.mdsaude.com/2010/07/enjoo-nauseas-vomitos-gravidez.html#ixzz1a20P4qvX

Teste seu médico!



Achei este questionário no site da Amigas do Parto. Muito legal! Eu sei que muitas não tem coragem de questionar seus médicos, mas vocês estão contratando os serviços dele, e vocês precisam saber se é qualificado para tal, ok?!


Essa é uma lista bem humorada de perguntas a se fazer ao seu obstetra. Na verdade é um teste para verificar que tipo de médico ele é: do mais intervencionista ao mais liberal. Apesar do tom informal, as "respostas certas" foram inspiradas nas evidências científicas e nas recomendações da Organização Mundial da Saúde.


1) Qual a sua postura em relação à "cesárea x parto normal"? 
a) O parto normal é o melhor, mas só dá para saber na hora.
b) Hoje em dia não faz sentido ter bebê por parto normal, com as técnicas de cirurgia tão avançadas e seguras. A recuperação é rápida e graças aos novos antibióticos, antinflamatórios, antitérmicos e analgésicos, você pode ter uma vida quase normal em menos de 2 meses.
c) O parto normal é melhor, mas na sua idade (ou com o seu peso, ou nessa época do ano, ou para uma pessoa sensível como você) a cesárea é mais garantida.
d) O parto normal é melhor e pelo menos 90% das mulheres podem dar à luz naturalmente. Você também tem tudo para ter um parto normal e nós vamos nos preparar para isso!

2) Quais intervenções no parto você considera essenciais? 

a) O que eu uso nos partos é o soro com ocitocina (hormônio) para acelerar as contrações, episiotomia (corte no períneo) e rompimento da bolsa aos 5 cm de dilatação. Mas às vezes tenho outras idéias durante o parto. Depende do dia e dos meus compromissos.
b) Eu uso as intervenções apenas em raros casos, até porque a maioria delas podem ter efeitos colaterais indesejáveis. A natureza pensou em tudo, para a grande maioria das mulheres.
c) Só a anestesia, porque acho que a mulher não deve sentir dor. O resto varia de mulher para mulher.
d) Só a episiotomia, porque o parto pode destruir a vagina da mulher e provocar incontinência urinária.

3) Em que posição posso dar à luz? Posso ter um parto de cócoras? 
a) Ra ra ra ra.... Parto de cócoras? Você não é índia, é? A mulher de hoje não tem musculatura para ficar de cócoras. Você quer ser partida ao meio, minha filha?
b) Semi-reclinada, pois no centro obstétrico da maternidade onde atendo, tem uma mesa de parto que permite que a paciente eleve um pouco as costas.
c) Da forma que você se sentir mais confortável, podendo ser de cócoras, de quatro, de lado ou de outro jeito que você inventar. A única posição que eu procuro não incentivar é deitada, porque o bebê pode ter o suprimento de oxigênio comprometido.
d) Como assim? Existe outra posição para dar à luz que não seja deitada?

4) Qual será sua postura caso eu recuse alguns procedimentos que você esteja recomendando?
a) O parto é seu. Você decide o que é melhor. Se eu indicar um procedimento, vou te explicar porque, vantagens e desvantagens, mas quem tem que resolver é você.
b) Eu não recomendo procedimentos. Eu faço. Na hora do parto você não tem condições de discutir o que é bom para você. Aliás, desde o início da gravidez a mulher tem o comportamento alterado, bem como a capacidade de discernimento.
c) Eu terei que abandonar o atendimento e chamar um plantonista, pois não quero me responsabilizar pelas desgraças que podem acontecer ao seu bebê.
d) Você não tem o direito de recusar um procedimento que está sendo prescrito para o bem do seu bebê.

5) Até quanto tempo você espera na gestação, antes de indicar procedimentos por "passar da data"?
a) Eu espero até 40 semanas. Depois disso faço a cesárea. Nem tento a indução, porque é tempo perdido. Ou você prefere arriscar a vida do seu filho e viver com esse peso pro resto dos seus dias?
b) A gestação normal vai de 38 a 42 semanas. O que eu proponho é um cuidado mais intenso depois que passa de 41 semanas. Mas a princípio, enquanto o bebê e a placenta estiverem bem, eu não faço nada. Passadas 42 semanas, podemos começar a pensar em indução do parto.
c) Eu espero até 40 semanas. Depois disso interno para induzir com soro.
d) Eu espero até 41 semanas e depois interno para induzir com citotec.

6) Você tem o hábito de pedir permissão e informar tudo o que você acha necessário fazer durante a gestação e o parto? 

a) Como assim, pedir permissão? Eu estudei 10 anos, trabalho há 15 anos com partos e sei o que estou fazendo. Se for pedir permissão para fazer tudo, vou passar o dia nessa lenga-lenga com minhas pacientes.
b) Só peço permissão quando acho que o procedimento vai doer.
c) Não faço nem um exame vaginal sem pedir permissão, pois o corpo é seu, o parto é seu. Meu dever é fazer o melhor, desde que você me permita e entenda o que está acontecendo.
d) Depende do dia, pois às vezes depois de 2 plantões seguidos, eu fico meio impaciente.

7) Qual é a sua taxa de cesáreas?

a) Não sei, não tenho contado ultimamente... Se é alto? Não considero alto, porque hoje em dia as mulheres só querem cesárea. A culpa não é minha. Elas já chegam com uma idéia pré-concebida.
b) Minha taxa de cesárea é baixa, cerca de 40-45%...
c) A taxa é de 20%.. De partos normais..
d) Minha taxa de cesárea está perto de 25%, o que ainda considero alta, mas estou tomando algumas providências para tentar baixar para os 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde

8) Posso levar meu marido e uma acompanhante (doul a) para o meu parto?
a) Por mim você pode levar qualquer pessoa que faça você se sentir segura e tranqüila.
b) Porque? Você vai dar uma festinha no centro obstétrico? Quer ver seu marido desmaiando? Eu acho que um acompanhante já é muito.
c) Pode levar só o marido, mas só depois que ele fizer a preparação comigo, porque eu quero um aliado, não um inimigo me vigiando.
d) Não, eu acho que acompanhantes atrapalham, perturbam o ambiente, fazem muita pergunta, deixam a mulher insegura, ficam questionando o médico. Eu não atendo a família, eu atendo a gestante!

9) Você acha possível um parto normal depois de uma cesárea? 
a) Você está louca? Quem andou falando uma bobagem dessas para você? Deixa disso, minha filha, isso é coisa de natureba inconseqüente.
b) É possível, mas tem que usar fórceps para não ter um período expulsivo prolongado.
c) É possível se o trabalho de parto não passar de 4 horas.
d) É possível e é uma ótima opção, com grandes chances de dar certo.

10) Você acha que tendo uma gestação de baixo risco posso ter meu bebê em casa? 
a) Sim, o local do parto deve ser escolhido por você e seu marido. Se essa f or sua opção, devemos tomar algumas precauções, como ter um hospital relativamente perto para o caso de precisarmos de remoção. Mas geralmente não há necessidade.
b) Sim, mas eu não atendo partos domiciliares. Posso tentar te indicar um médico que faça.
c) Você enlouqueceu? Quer matar seu bebê? Quer se matar? Já pensou como é agradável sangrar até a morte com sua família te olhando sem ter o que fazer?
d) Sim, mas é muito arriscado. Muito mesmo. Você está com idéias muito românticas sobre o parto. Deveria fincar os pés no chão.

11) Devo fazer um curso de preparação para o parto? 

a) É bom, não porque você não sabe o que é certo, mas o curso vai te dar dicas preciosas, vai te dar boas sugestões para um parto agradável, vai te dar dicas de amamentação. No mais, você vai entrar em contato com outras gestantes, o que pode ser uma experiência bastante enriquecedora.
b) Bobagem. Na hora eu te digo o que é certo ou errado. Eu estudei 10 anos, pratiquei mais 15 e te garanto que sei fazer um parto. É só você ficar deitada quietinha que tudo vai dar certo.
c) Faça apenas o curso do hospital, para saber onde é a entrada, como são as rotinas do hospital, como se comportar e o que esperar.
d) Tanto faz. Você também pode ler essas revistas para mãezinhas que tem todas as dicas que você precisa de enxoval, decoração, exames médicos e tal.

12) Quantos exames de ultrassom eu devo fazer ao longo da gestação?
a) O ideal é fazer em todas as consultas e por isso eu já tenho um aparelho aqui no consultório. A gente já vai vendo a carinha do bebê, como ele se mexe, todas as partes do corpo e tudo o mais.
b) Você deve fazer pelo menos 4 para ver se o crescimento do bebê está bom.
c) Eu recomendo fazer o menor número possível de exames, pois ainda não foi totalmente provado que o ultrassom é inóquo. Algumas pesquisas apontam para uma posssível alteraçao no cérebro em bebês que passam por muitos exames na gestação. Só vou pedir esses exames se tivermos que confirmar algum diagnóstico.
d) O máximo que o seu plano de saúde permitir antes de vir aqui me atazanar a paciência.


Resultados - some os pontos:
1- a(2) / b(1) / c(2) / d(3)
2- a(1) / b(3) / c(2) / d(2)
3- a(1) / b(2) / c(3) / d(1)
4- a(3) / b(1) / c(2) / d(1)
5- a(1) / b(4) / c(2) / d(3)
6- a(1) / b(2) / c(3) / d(1)
7- a(1) / b(2) / c(1) / d(3)
8- a(3) / b(1) / c(2) / d(1)
9- a(1) / b(2) / c(2) / d(3)
10- a(3) / b(2) / c(1) / d(2)
11- a(3) / b(1) / c(2) / d(1)
12- a(1) / b(2) / c(3) / d(1)

Se seu médico fez entre 12 e 20 pontos: Fuja, saia correndo, ligue dizendo que você não está grávida, era um engano, foi apenas má digestão. Você tem certeza que ele tem um diploma válido em território nacional? Ter um parto com esse médico e sair ilesa é tão garantido quanto acertar na Megasena, sem ter comprado um bilhete.

Se seu médico fez entre 21 e 30 pontos:
 É melhor você trocar de médico e procurar alguém mais antenado com as novas tendências em atendimento obstétrico. Seu médico pode até ser bem intencionado, mas definitivamente é mal informado. Pode ser que dê um bom ginecologista, mas como parteiro deixa muito a desejar!

Se seu médico fez entre 31 e 37 pontos:
 O cara é fera, conhece e aplica as recomendações da Organização da Saúde e as evidências científicas. Aparentemente evita procedimentos médicos que podem atrapalhar o trabalho de parto. É respeitoso e honesto. Parece um cara do bem, um bom partido. Me arruma o telefone dele?


Ana Cris Duarte
Amigas do Parto

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Apenas 16% das mães aleitam nas primeiras 24 horas pós parto




Apenas 16% das mães aleitam nas primeiras 24 horas pós parto
Ninguém duvida dos benefícios do aleitamento natural. Mas o aleitamento nas primeiras horas após o parto não é tão comum como deveria. Um estudo nacional aborda o problema
Você acha que as maternidades favorecem o aleitamento logo após o parto?
A cena de filme é linda e emocionante. A mãe cansada e suada do esforço pós-parto recebe seu bebê para o aleitamento e vai ficar por um tempo nesta calorosa recepção de boas vindas. Difícil não se encantar com a cena, mas ela está ficando cada vez mais rara. Isso mesmo. Aleitamento na primeira hora após o parto é pouco freqüente. Esta é uma das conclusões de um estudo nacional que procurou também identificar os fatores associados à amamentação na primeira hora de vida. Trata-se de estudo transversal realizado com parturientes de maternidades do Rio de Janeiro, nos anos de 1999 a 2001. No total foram analisados mais de 8.000 pares mães-bebês que estavam aptos a amamentar.
          Resultado mais impressionante, para não dizer decepcionante, apenas, 16% das mães amamentaram na primeira hora de vida do recém-nascido. Outros achados da pesquisa; o aleitamento materno nesse período foi menos prevalente entre os recém-nascidos com intercorrências imediatas após o parto; entre as mães que não tiveram contato com os recém-nascidos na sala de parto, naquelas mulheres que tiveram cesariana, e nos partos realizados em maternidade privada ou conveniada com o Sistema Único de Saúde. Mais importante ainda, em nível individual, a amamentação na primeira hora de nascimento foi prejudicada por práticas inadequadas nas maternidades. O fato é que as práticas hospitalares, mas não o desejo e a decisão das mães de amamentar, estão determinando este baixo índice de aleitamento pós-parto. O efeito das normas das maternidades e a ausência de fatores individuais maternos que expliquem o desfecho sugerem que as mães têm pouco ou nenhum poder de decisão sobre essa amamentação e dependem das práticas institucionais vigentes nestes estabelecimentos. Desnecessário dizer que a amamentação na primeira hora de vida é recomendada pela Organização Mundial da Saúde e é importante para o estabelecimento do vínculo mãe-bebê, além de aumentar a duração do aleitamento materno e reduzir a mortalidade neonatal.

          Os resultados deste estudo são ainda piores que dados prévios que já indicavam que a prática da amamentação na primeira hora de vida, no Brasil, é relativamente baixa, ao redor de 43%. Com resultados como esse, pode ser que a cena continue emocionante, mas o filme, neste caso, só pode ser de horror. (Boccolini et al.  Fatores associados à amamentação na primeira hora de vida. Rev. Saúde Pública 2011, 45(1):69-78).
Escrito por Dr. Alexandre Faisal 


 Desabafo da minha querida amiga, mãe e doula Aline Amorim...leiam ... vamos trabalhar mulherada, a vida não é mole, mas podemos optar por momentos maravilhosos...e shô PREGUIÇA!!! Leiam o desabafo...

Queridos, já passou da hora de vocês acordarem pra realidade. Desculpa a minha sinceridade, de verdade! Mas é uma matéria encima da outra que eu tenho postado. Sempre alertando, avisando sobre os perigos de não planejar teu parto, da cesárea sem real necessidade, comprovando os benefícios do parto humanizado, do acompanhamento de uma Doula, dos benefícios do aleitamento materno exclusivo por 6 meses e continuado por 2 anos ou mais, de que bebês precisam de atenção, etc, etc, etc...
Esse lance de não tenho como pagar por um parto humanizado, engravidei de surpresa, estou com muitas dívidas NÃO É IMPEDIMENTO PARA O MESMO!
Assim como voltar a trabalhar não é impedimento para continuar amamentando e não é motivo pra dar mamadeira.
Será que é tão difícil arcar com suas responsabilidades? 
E daí que o pediatra falou que "é melhor dar a mamadeira de leite de vaca enquanto você estiver no trabalho" ? Custa dar uma pesquisada, buscar quem entende do assunto (e quem entende de amamentação é uma consultora em amamentação e é muito difícil um pediatra entender do mesmo) ? Quem sabe o que é melhor pro seu filho é você ou ele?
Não consigo entender as mães transferindo suas responsabilidades para terceiros e sério, confesso que estou cansada disso!
Tem mãe que quer mesmo a cesárea, sabendo dos riscos e tudo mais. Mas foi uma escolha "consciente". Agora o que não dá, são aquelas que ficam se lamentando depois pelo leite derramado. Pera lá! Informações você teve! Não fez pq não quis, não vem com historinhas pra cima de mim, que não cola... Enfim.

O que eu queria realmente falar (desculpem o desabafo) é que cada vez está ficando mais evidente que as coisas no Brasil/Rio de Janeiro estão difíceis.
Se ainda tem a chance de investir no teu parto, invista. Não fique contando com a sorte ou com o bom humor do teu médico do convênio não.
Vá atras! Corra! Conquiste teu parto! Conquiste tua amamentação exclusiva! Descarte os palpites dos vizinhos e das vovós, ouça teu instinto, busque informações corretas. Não espere o tempo passar para depois se lamentar!

#FICAADICA!

Aline Amorim

Mãe e Doula
Informação, ajuda e apoio contínuo no momento mais importante da sua vida.
Apoio que a mãe precisa. Carinho que o bebê sente.


É perigoso dar muito colo?





Compartilhado por Simone De Carvalho 



"Não existe nenhuma doença mental causada pelo excesso de braços, de carinho, de carícias. Não há ninguém na prisão, ou no manicômio, porque seus pais lhe pegaram demais no braço, ou cantaram canções demais, ou lhe deixaram dormir com eles. No entanto, sim que existe gente na prisão, ou no manicômio porque não teve pais, ou porque seus pais lhe maltrataram, lhe abandonaram ou lhe desprezaram. Mesmo assim, a prevenção dessa suposta doença mental totalmente imaginária, a mimação infantil crônica, parece ser a maior preocupação da nossa sociedade. E se não, amiga leitora, puxe pela memória e compare: quantas pessoas, desde que ficou grávida, lhe advertiram sobre a importância de por protetores de tomada, de guardar em lugares seguros os produtos tóxicos, de usar uma cadeirinha segura e apropriada para o carro ou de vacinar o seu filho contra o tétano? Agora, quantas pessoas lhe avisaram que não fique muito com seu filho nos braços, que não o deixe dormir na sua cama, que não o mal acostume?"

Dr. Carlos González


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vídeo lindíssimo de parto natural

Este vídeo contem cenas fortes e maravilhosas de uma mulher parindo seu filho...


Sem pressa ...

assim é bem melhor, não acham?
Texto muito bem escrito e elaborado! Vamos refletir um pouco sobre a Nossa pressa? Será que não fazemos mal a quem esta em nossa volta? E nossos filhos? Temos que parar com a desculpa de "ah é a vida moderna!", porque podemos gerar consequências nada agradáveis. Leiam o texto e reflitam...sim reflitam! E tentem desacelerar, mas TENTEM de verdade!




Toda criança tem um ritmo, e precisamos respeitá-lo
Quanta calma é preciso ter para ser mãe e pai. Nas muitas madrugadas em claro, nas birras e malcriações que ouvimos diariamente, no trabalho de manter todos os filhos alimentados, de banho tomado, dormindo na hora certa, em constante crescimento e felizes.

Na escola, essa calma também é necessária e fundamental. Ensinar crianças da Educação Infantil a se relacionar, a descobrir seus interesses e a lidar com as suas emoções requer paciência, e a pressa com certeza atrapalha essas conquistas. No Ensino Fundamental também é preciso se atentar à maneira como os alunos aprendem, de que forma eles são avaliados e se os professores estão conseguindo transmitir conhecimentos claramente e sem pressionar demais.

Seja no espaço privado ou no público, respeitar o ritmo natural das crianças é fundamental para que seu desenvolvimento aconteça de forma saudável e enriquecedora. Podemos bater ali na coluna do Dr. Leonardo Posternak e perguntar, mas a maioria dos pediatras indica que coloquemos nossos filhos na cama por volta das 8 da noite, que as refeições aconteçam de 4 em 4 horas a partir das 8 da manhã, que não os apressemos demais etc. Isso tudo para que o ciclo natural do corpo da criança seja respeitado.

Estudos médicos comprovam que há um momento mais adequado para realizar a digestão, que pela manhã o corpo desperta para as atividades e que ao longo do dia a energia vai diminuindo, preparando a criança para o descanso. E se não respeitamos isso tudo, encontramos cada vez mais crianças em conflito. Conflitos que geramos diariamente ao acelerarmos nossos filhotes por estarmos atrasados.

Nosso desafio é respeitar o ritmo de nossos filhos em casa e verificar se isso acontece também na escola. Sem pressa para se vestir, sem pressa para escrever. Com mais calma para ver o caminho de formigas na rua durante um passeio e mais calma ainda para esperar o amigo terminar de contar, na roda da escola, uma história que viveu.
Christina de Luca, mãe de Dora e Marina, é pedagoga, trabalhou como professora de educação infantil, coordenou equipes na rede pública, treinou em empresas multinacionais e criou uma escola de artes para crianças.
Fale com ela: christinadeluca@revistapaisefilhos.com.br

sábado, 1 de outubro de 2011


Analgesia, sim ou não?


Muitas gestantes tem medo da dor e algumas decidem já na gravidez que vão pedir analgesia durante o trabalho de parto, eu não recomendo, sempre incentivo a continuar naturalmente porque a mulher é capaz de parir e lidar com essa '' dor '' de uma maneira diferente, não se focar nessa sensação, e apenas lembrar que o bebê já vai nascer e tudo acaba.


Mas também não sou contra, um trabalho de parto muito rápido, ou uma bolsa rota por muito tempo, uma mãe muito cansada, as vezes a analgesia pode até ajudar. Mas a opção pela analgesia deve ser da mãe, ela precisa ter certeza, e antes de escolher deve tentar todas as maneiras naturais de alívio como ex: banheira, chuveiro, bolsa térmica, massagem, visualização, respiração, posições diferentes, bola suíça, concentração, aromaterapia etc.

Resumo de uma revisão sistemática da Cochrane:
''A analgesia peridural fornece alívio da dor mais significativo que outras formas de analgesia não peridural. No entanto, as mulheres que receberam peridural apresentaram aumento da duração do segundo estágio do parto, aumento da necessidade de utilização de ocitocina e aumento do risco de parto instrumental. A duração do primeiro estágio do parto foi maior no grupo que recebeu peridural, porém essa diferença não foi estatisticamente significante. O aumento relativo na duração do trabalho de parto não pareceu afetar adversamente os desfechos perinatais avaliados nesta revisão. É necessário aplicar na prática este achado de alteração da dinâmica do parto. Deve ser uma decisão clínica se o aumento da duração do período expulsivo representa um prolongamento indicando parto instrumental. AS EVIDÊNCIAS APRESENTADAS NESTA REVISÃO DEVEM SER DISPONÍVEIS PARA AS MULHERES CONSIDERANDO ALÍVIO DA DOR NO TRABALHO DE PARTO. A decisão de receber uma peridural deve portanto ser tomada de comum acordo da mulher com o seu provedor.''

Após a analgesia a mulher não pode ficar muito anestesiada, e surge uma certa pressa em tirar o bebê, e consequentemente o útero contrai menos o que resulta muitas vezes em ocitocina. Muitos obstetras também preferem que a paciente não caminhe ou se movimento, resultando em um parto na posição tradicional ( deitada) que é a menos recomendada. Como a mulher pode perder a vontade de empurrar, o parto pode acabar com uso do fórceps.
Lembre-se que para receber analgesia a paciente é levada aoCentro Cirúrgico e o parto ocorre lá mesmo!

Por isso converse com o seu marido durante a gestação, pensem nos prós e contras, para que no momento vocês não tenham dúvidas. Estudos internacionais mostram que investir numa doula no parto pode diminuir em 60% os pedidos de analgesia!!!!

Doula
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