terça-feira, 20 de setembro de 2011

Criança tímida: como ajudar?


Achando meu filho tímido demais, hoje na festinha de 1 ano do meu doulado, fui buscar informações para ver se isso era coisa da minha cabeça, se estávamos fazendo algo errado...Bê nunca ficou tão retraído como hoje. Achei esta matéria bem bacana da Crescer Online, e compartilho aqui para tentar ajudar outros pais a encontrarem suas respostas, sobre o comportamento dos filhos. No final das contas creio que foi só um mau dia para meu filhote,e devo respeitar isso, e sempre tento fazê-lo. Respeito aos nossos filhos, ao jeito deles serem e se relacionarem, isso é AMOR também! Aproveitem a entrevista...

Os pais podem contribuir para que seus filhos aprendam a lidar com a timidez. Veja as dicas da especialista


Graziela Salomão

O comportamento das mães pode ser um antídoto contra a timidez. É o que conclui uma pesquisa da Universidade de Maryland (EUA). De acordo com especialistas, a mãe tem um papel essencial na timidez dos filhos, tanto de forma positiva como negativa. Em entrevista a CRESCER Online, a psicóloga Isabel Gomes, da Universidade de São Paulo, explica o papel materno na personalidade da criança e dá dicas de como as mães (e os pais, também) podem ajudar os filhos. 

CRESCER Online - Quais são os principais fatores que influenciam na timidez de uma criança? 
Isabel Gomes - O ambiente familiar é um dos principais fatores porque a criança é muito dependente dele e, conforme ele é composto, pode acentuar uma tendência inata à inibição. Tem também a carga genética que cada um de nós traz, responsável por gerar características de personalidade: alguns são mais tímidos e, outros, mais extrovertidos. 

CRESCER Online - Um estudo da Universidade de Maryland afirma que a mãe pode ajudar seu filho a perder a timidez. Na sua opinião, quais as possibilidades de isso acontecer? 
Isabel Gomes - Acho que isso pode acontecer, sim. Por exemplo, se você tiver uma criança mais quietinha e tímida que é criada em uma família com pais que desenvolvem o contato social, ela melhora. Em situação oposta, a criança pode ficar mais tímida ainda. A mãe tem que passar confiança à criança, incentivá-la a participar de outros ambientes. Sem dúvida, essas são formas de a mãe estimular o filho a perder a timidez. 

CRESCER Online - Filhos de pais superprotetores tendem a ser mais tímidos?
Isabel Gomes - Filhos de pais superprotetores são crianças mais retraídas, sim. São aquelas mães que não deixam seus filhos ficar com mais ninguém e não estimulam o contato social. 

CRESCER Online - Tem como a mãe não se sentir mais culpada ainda pela timidez de seu filho? 
Isabel Gomes - Claro que sim. Não adianta dizermos que a mãe é causadora de todos os problemas porque geramos culpa. O que deve ser ressaltado é que a mãe pode estimular muitas coisas na criança: não só a capacidade de socialização, mas a confiança e a segurança. É importante mostrar como os pais podem contribuir e estimular a melhora de seus filhos. 

CRESCER Online - E como pode ser esse estímulo da mãe? Como buscar uma ajuda profissional quando a mãe perceber que a situação foge de suas possibilidades? 
Isabel Gomes - As dicas que dou em relação ao estímulo das mães é: desde que seu filho é pequeno, coloque-o em contato com outras crianças para estimular todas as formas de contato social, deixe a criança passear na casa de familiares e amiguinhos, leve-a para fazer programas como cinema, teatro. Mas não adianta apenas informar essas coisas. Têm muitas mães que estabelecem uma relação grudada com seus filhos porque são inseguras e não conseguem dividir a criança com o mundo, muitas vezes nem com o pai. Elas precisam também de uma ajuda especializada para entender esses fatores e soltar o filho. Precisam estar prontas para gerar autonomia na criança. O pai também é muito importante por ser o primeiro elo da cadeia que separa a criança da mãe. 

CRESCER Online - E como ele pode atuar nisso? 
Isabel Gomes - Acho que ele tem de se fazer presente e dividir os cuidados com a mãe. Algumas mães são ambíguas, reclamam e querem a ajuda do marido, mas quando ele vai atuar, elas dizem que ele faz errado. Tem que saber entender os homens também e deixá-los ganhar esse espaço. 

CRESCER Online - Como perceber o limite entre o excesso ou a falta de timidez?
Isabel Gomes - No geral, as pessoas sabem reconhecer uma criança que é extrovertida, sociável, mas que sabe respeitar os limites do outro. Quando as crianças têm um desenvolvimento emocional normal, elas gostam de ser o centro das atenções, gostam de contato interpessoal, mas ao mesmo tempo ficam tímidas em uma situação nova. Isso é normal. Chama a atenção aquela que fica em um cantinho e não interage com ninguém, como também aquela que não pára um segundo. São dois extremos facilmente perceptíveis.


Você não me ouve mamãe...


google imagem
O universo infantil é muitas vezes desprezado, desconsiderado por nos adultos, que estamos completamente imersos em nosso  “mundo adulto”. Ouvimos tanto sobre o respeito pela infância, à luta militante pelos seus direitos, mas muitas vezes, somos nós, pais, os grandes ditadores da infância dos nossos filhos.
 
E isso começa bem cedo. Quando voltamos com eles nos braços depois de dar á luz. No nosso mundo adulto, idealizamos que um quarto cheio de coisas e bem decorado é o melhor. Idealizamos que quanto mais podermos proporcionar, mais felizes eles serão. Idealizamos que nossos trabalhos, nossa vida financeira é o melhor que podemos proporcionar. Idealizamos também que, enquanto eles crescem, temos tempo suficiente para correr atrás das coisas que pretendemos proporcionar como sendo as melhores e que, no momento certo, desfrutaremos de tudo isso com tempo.
 
Enquanto isso nossos filhos-bebês nos dizem: você não me ouve mamãe! Eu só queria tê-la por perto, pois a sua presença me traz segurança e paz. O seu aconchego me acolhe, me faz sentir amado. Sei que existem coisas que podem substituí-la por um tempo, geralmente coisas pagas com o esforço do seu trabalho, mas para mim mamãe a sua presença é insubstituível.
Pois, toda vez que você se afasta, eu sinto dor, dor física e emocional. Isso porque você tem uma importância tamanha, pois foi dentro de você que eu vivi os melhores momentos da minha vida: eu era nutrido, seguro, cuidado e amparado. Ali não havia dor e sofrimento, ali era o melhor lugar para estar e ali era aonde eu queria permanecer.
 
Quando me tiraram dali, eu me senti vulnerável e através do choro, consegui entender que te traria para perto novamente. Este era o meu único recurso possível, pois para mim era extremamente desafiante me compreender como eu sozinho, como um corpo separado do seu, como seria longa essa jornada de crescer, desenvolver e me encontrar nesse novo mundo.
 
Mas através do seu seio materno, eu de alguma forma, conseguia reestabelecer este vínculo tão fundamental para mim. E por isso mamãe, eu chorava noites e dias a fio, te procurando desesperadamente, mesmo não entendendo ainda que isso te causava cansaço, fadiga, exaustão... Seu eu pudesse compreender isso, certamente eu teria compaixão e choraria menos, pois o meu amor por você é incondicional e eterno.
 
Eu só queria que compreendesse, que tudo isso também é difícil e desafiador para mim. Mas mamãe, porque tanta impaciência? Por que tanta pressa? Por que tanta ausência? Eu só preciso de um tempo para me encontrar nesse mundo e preciso tanto de você neste momento da minha existência...
 
Porque é tão difícil compreender o meu mundo? Porque ele é mudo muitas das vezes, sem voz? Porque sou pequeno e insignificante?
 
Posso garantir que há uma grandeza dentro de mim, essa grandeza que me tornará um ser humano um dia. Só eu sou capaz de trazer á tona a sua maternidade interior e de te fazer um ser humano melhor e mais feliz. Por favor, mamãe, me escute, no meu silêncio, na minha solidão, eu tenho muito a te dizer... E muitas das suas respostas eu posso te ajudar a encontrar...
Do seu filho que te ama mais do que tudo neste mundo.
 

Por Simone de Carvalho

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Acupressão na amamentação

Um texto ótimo, com uma informação valiosíssima, compartilhado pela queridíssima Doula e Fisioterapeuta, Renata Olah! Acho fantástico a Acupuntura, a acupressão, enfim...Tudo que vier para auxiliar, é muito bem vindo! E principalmente ajudar em momentos importantes, como a amamentação! Segue o texto:



Talvez poucas pessoas saibam que comecei uma pós-graduação em Acupuntura. Decidi fazer esse curso para ter mais uma ferramenta de cuidado e tratamento para oferecer para as minhas gestantes e mães. Poucos acupunturistas se especializam no atendimento para grávidas e puérperas, mas é essa a minha intenção! 
Ainda estou no comeciiiinho do curso e tenho ainda um longo caminho a percorrer... mas desde já fico fuçando na internet e livros, a procura de material específico. E hoje encontrei um site muito legal, todo direcionado para gestantes. A responsável pela página é a acupunturista Debra Betts autora do livro "The essencial guide to Acupuncture in Pregnancy & Childbirth" (quem vai me dar de presente?).
Pena que está em inglês....... mas nada que um "Google tradutor" não resolva!
Hoje resolvi trazer para cá um dos artigos desse site sobre uma dica de "acupressão" para ser usada durante o aleitamento materno!
Aleitamento Materno
Cuidadores podem ajudar a promover o aleitamento materno eficiente através da aplicação de acupressão no ponto Jianjing VB-21 pouco antes da mulher começar amamentar. Acupressão neste ponto é usada para ajudar a promover o reflexo da descida do leite materno. Também está localizado em uma área onde as mulheres geralmente carregam um monte de tensão muscular e pode ser uma maneira agradável para os cuidadores ajudarem as mulheres a relaxar durante a amamentação.








http://www.renataolah.com.br

domingo, 18 de setembro de 2011

Em MS, mãe usa picolés de leite materno para amenizar calor de bebê


MÃE DIZ QUE OS PICOLÉS AJUDAM O BEBÊ A ALIVIAR INCÔMODO DOS DENTES. NUTRICIONISTA DIZ QUE, MESMO CONGELADO, LEITE MATERNO MANTÉM PROPRIEDADES.
TATIANE QUEIROZ

Para fazer o picolé, Ariane coloca 50 ml de leite em cada forminha (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)
     
Para fazer o picolé, Ariane coloca 50 ml de leite em
cada forminha (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)


A administradora  Ariane Osshiro, de 27 anos, resolveu inovar na alimentação do filho de oito meses e criou uma receita diferente: ela faz picolés de leite materno. A mãe mora em Campo Grande e contou ao G1 que a ideia ajudou o bebê a sentir menos calor e a driblar o incômodo por causa dos dentinhos que começaram a nascer.
“Em Campo Grande as temperaturas são altas na maior parte do ano e o calor deixava meu bebê bem irritado. Por isso tive a ideia de fazer o picolé”, contou a mãe.
O filho de oito meses, Pedro Osshiro, aprovou a ideia da mãe. “Ele adorou o picolé. Às vezes chupa até dois por dia”.
Ela explicou que começou a dar o picolé de leite do peito para o filho depois que ele fez seis meses, que é o tempo mínimo de amamentação recomendado pelos pediatras. Ainda segundo a mãe, o bebê chupa o picolé apenas no período da tarde, entre as mamadas. “É como se fosse um lanchinho nutritivo”, brincou Ariane.
Para fazer cada picolé, a mãe coloca cerca de 50 mililitros de leite em uma forminha caseira já higienizada e depois coloca no congelador. Para tirar o leite do peito ela usa um bomba extratora. “Não dói nada e além disso é rápida e prática”.
A especialista Paula Serafin, que é enfermeira e doutoranda em estudos sobre leite humano, afirmou que gostou da ideia. “Ela criou uma maneira divertida de alimentar o bebê sem deixar de dar o leite do peito que é muito importante para garantir a saúde dele”.
A nutricionista Elisabete Kamiya, que trabalha no banco de leite do Hospital Universitário em Campo Grande, explicou que o leite materno congelado  continua com a mesmas propriedades do leite em estado natural. “O leite materno contém carboidratos como lactose e oligossacarídeos, além de gordura, proteínas e vitaminas", informou a nutricionista.
No entanto, Kamiya aconselha as mães a consultarem o pediatra antes de mudar a alimentação do bebê.

picolé leite materno (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)
Pedro, de oito meses, aprovou a ideia da mãe (Foto: Tatiane Queiroz/ G1 MS)


Estudo indica que estresse da mãe afeta bebê no útero

google imagem
Minhas queridas gestantes! Muito interessante este estudo, leiam com atenção e tentem ter uma gravidez tranquila!! Leiam...


Alterações biológicas em receptor de hormônios podem prejudicar a criança no futuro

O estresse de uma mãe pode afetar seu bebê ainda no útero, produzindo efeitos a longo prazo na vida da criança, sugerem pesquisadores alemães. A equipe da Universidade de Kontanz, na Alemanha, observou que houve alterações biológicas em um receptor de hormônios associados ao estresse em fetos cujas mães estavam sob tensão intensa - por exemplo, por conviverem com um parceiro violento. As alterações sofridas pelo feto podem fazer com que a própria criança seja menos capaz de lidar com o estresse mais tarde. Essas alterações foram associadas, por exemplo, a problemas de comportamento e doenças mentais. As conclusões, baseadas em um estudo limitado feito com apenas 25 mulheres e seus filhos - hoje com idades entre 10 e 19 anos -, foram publicadas na revista científica Translational Psychiatry. Os pesquisadores fazem algumas ressalvas: eles explicam que as circunstâncias das mulheres que participaram desse estudo eram excepcionais, e que a maioria das mulheres grávidas não seria exposta a graus tão altos de estresse durante um período tão longo. A equipe enfatiza também que os resultados não são conclusivos, e que muitos outros fatores, entre eles o ambiente social em que a criança cresceu, podem ter desempenhado um papel nos resultados. Mas os especialistas alemães suspeitam que o ambiente primordial, ou seja, o do útero, tenha papel crucial.

 Investigação
 O estudo envolveu análises dos genes das mães e dos filhos adolescentes para a identificação de padrões pouco comuns. Alguns dos adolescentes apresentaram alterações em um gene em particular - o receptor de glucocorticoide (GR) - responsável por regular a resposta hormonal do organismo ao estresse. Esse tipo de alteração genética tende a acontecer quando o bebê está se desenvolvendo, ainda no útero. A equipe disse acreditar que ela seja provocada pelo estado emocional ruim da mãe durante a gravidez. 

Sensibilidade
 Durante a gravidez, as mães participantes viveram sob ameaça constante de violência por parte de seus maridos ou parceiros. Entre dez ou vinte anos mais tarde, quando os bebês, já adolescentes, foram avaliados, os especialistas constataram que eles apresentavam alterações genéticas no receptor GR não observadas em outros adolescentes. A alteração identificada parece tornar o indivíduo mais sensível ao estresse, fazendo com que ele reaja à emoção mais rapidamente, dos pontos de vista mental e hormonal. Essas pessoas tendem a ser mais impulsivas e podem ter problemas para lidar com suas emoções, explicam os pesquisadores - que fizeram entrevistas detalhadas com os adolescentes. Um dos líderes da equipe da Universidade de Kontanz, Thomas Elbert, disse: "Nos parece que bebês que recebem de suas mães sinais de que estão nascendo em um mundo perigoso respondem mais rápido (ao estresse). Eles têm um limite mais baixo de tolerância ao estresse e parecem ser mais sensíveis a ele". A equipe planeja agora fazer estudos mais detalhados, acompanhando números maiores de mulheres e crianças para verificar se suas suspeitas serão confirmadas. Comentando o estudo, o médico Carmine Pariante, especialista em psicologia do estresse do Instituto de Psiquiatria do King's College London, disse que o ambiente social da mãe é de extrema importância para o desenvolvimento do bebê. Segundo ele, durante a gravidez, o bebê é sensível a esse ambiente de uma forma única, "muito mais, por exemplo, do que após o nascimento. Como temos dito, lidar com o estresse da mãe e com a depressão durante a gravidez é uma estratégia importante, clínica e socialmente".

 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110719_estresse_mae_feto_mv.s

Retirado de : http://cantinhodaenfermeiraregina.blogspot.com/2011/09/estresse-da-mae-afeta-bebe-no-utero.html#comment-form

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

1º Aniversário do Blog A Doula Nutri!

Eu com meus filhotes!

Meus queridos amigos e leitores!

Hoje completamos 1 ano de blog, com muita alegria e satisfação, porque sei que este instrumento esta levando bastante informação para quem o lê! E também ajudando vocês à fazerem as melhores escolhas, com muita consciência. Em julho completei 1 ano de formação como Doula. E por mais difícil que seja esta jornada, de informar e conscientizar ( não porque é o certo, mas sim porque me preocupo com todos vocês), principalmente na minha cidade (Gravataí), estou muito feliz e realizada. São muitos os que me procuram solicitando orientação, e os ajudo com muito prazer, pois isto me faz viver, alimenta minha Alma. Auxiliar, cuidar, dar carinho...Ser Doula é Minha Missão de Vida, e vou percorrer este caminho com muito amor e humildade.

Neste ano de blog foram 30.443 visualizações. No mês de Agosto 5.559, e ontem 237 visualizações!! Cada dia o número aumenta e me deixa mais alegre. O sucesso do blog é por causa de vocês, que leem e deixam suas opiniões, seus pensamentos! Os países que visitam o blog são o Brasil (em 1º lugar), os EUA, Portugal, Alemanha, Japão, Cabo Verde, Dinamarca, Suíça, Angola e Espanha.
As 5 postagens mais acessadas  nestes últimos dias são:


- Razões para pedir uma cesárea;
- Exercícios para o assoalho pélvico;
- Alimentação da criança a partir de 1 ano;
- Querida mamãe!
- Novo equipamento mede a elasticidade do períneo e traz mais segurança no parto normal !


Quem quiser meu acompanhamento é só deixar um e-mail, que entro em contato para conversarmos. Não deixe de ter este serviço em um momento tão transformador da Vida! Tenha uma Doula!
Se você mora em Gravataí não deixe de participar da Roda de discussão sobre parto humanizado, aleitamento, maternidade/ paternidade, com o GAPP Luz da Vida. Os encontros são gratuitos e mensais!
Blog do Grupo: http://luzdavidagravatai.blogspot.com/


MUITO OBRIGADA PELO CARINHO DE VOCÊS!!


"Por um parto digno e respeitoso, no tempo da mãe e do bebê! Pela cesárea realmente necessária, que salva vidas! Por mulheres empoderadas, seguras, informadas e conscientes de suas escolhas!Por pais mais ativos, que apoiam e encorajam suas mulheres! Por bebês bem nascidos, com amor e carinho, saudáveis e tranquilos! Por uma Família mais Unida, Feliz...E por um futuro muito melhor!!"

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Está limpo, mamou. Por quê chora?


google imagem

Extraído do livro Bésame Mucho, do Dr. Carlos González. Seu bebê é desinteressado

Laura, de três meses, chora desconsolada. Mamou, tem a fralda limpa, não tem frio nem calor, não foi espetada por nenhum alfinete. Sua mãe a pega no colo, diz umas palavras carinhosas e no mesmo instante Laura se acalma. A mãe volta a pô-la no berço e no mesmo instante Laura volta a chorar. 

- Não tem fome, não tem sede, não tem nada - dizem as más línguas. Que diabos quer agora?

Quer a sua mãe. Quer você. Não te quer pela comida, nem pela roupa, nem pelo calor, nem pelos brinquedos que ganhará no futuro, nem pelo colégio particular que você a levará, nem pelo dinheiro que você deixará de herança. O amor de um bebê é puro, absoluto, desinteressado.

Freud acreditava que os bebês amam sua mãe porque dela obtém alimento. É a chamada teoria do impulso secundário (a mãe é secundária e o leite é o primário). Bowlby, com sua teoria do apego, sustenta todo o contrário, que a necessidade da mãe é independente da necessidade de alimento e provavelmente maior.

Por quê você não desfruta, como mãe, dessa maravilhosa sensação de receber um amor absoluto? Você se sentiria melhor se seu bebê só a chamasse quando tivesse fome, sede ou frio e a ignorasse totalmente quando estivesse satisfeito? Ninguém negaria comida a um bebê que chorasse de fome, ninguém deixaria de agasalhar a um bebê que chora de frio. Você vai deixar de pegar um bebê que chora porque precisa de carinho?

Quando dormirá a noite toda?
Ultimamente estão muito na moda diversos métodos de ensinar bebês a dormir. Isso é um disparate; todos os bebês sabem dormir. Os fetos já dormem antes de nascer, e os recém nascidos passam mais (alguns, muito mais) de quinze horas por dia dormindo. Um bebê que não dorme morreria em poucos dias, o mesmo com um adulto.

Na verdade, o que os bebês aprendem com o tempo não é a dormir, mas a ficarem acordados. Tem que passar das quinze a vinte horas do recém nascido para as sete ou oito do adulto, sendo evidente que dormirão cada vez menos. Mas não é um aprendizado propriamente dito (ou seja, algo que tenha que ensinar), e sim um processo de amadurecimento, o mesmo que o sentar ou caminhar: todas as crianças o farão quando chegar o momento, sem que seus pais façam nada de especial (apenas o de sempre: dar amor e atenção), e nenhuma estimulação intensiva ou precoce pode conseguir que o façam antes ou melhor.

Um dos marcos desse processo de amadurecimento ocorre por volta dos 4 meses, quando os bebês começam a acordar com freqüência a noite. Muitas mães se surpreendem, se preocupam e até se assustam, pois lhes foi dito que o bebê dormiria cada vez mais (ainda mais? Entrariam em coma!). Mas você já está avisada: aos dois ou três meses pode ser que seu filho durma seis horas seguidas, ou até mesmo oito; mas por volta dos quatro meses ou cinco meses provavelmente começará a despertar várias vezes a cada noite, mais ou menos a cada uma hora e meia ou duas. Lembre-se que é um processo normal de amadurecimento. Não faz falta que lhe ensine, que tente despertá-lo a cada duas horas, ele já fará isso. (Há alguns bebês que não despertam, dormindo de uma estirada só. Se por acaso seu filho é um desses, não se preocupe, também é normal.) A partir daí entramos em território desconhecido; temos muito poucos dados sobre a evolução natural do sono dos bebês. Certo é que é muito variável, e cada bebê é diferente. Por volta dos dois anos, os bebês despertam menos e a partir dos três, dormem de uma estirada só (pelo menos, a maioria daqueles bebês que não sofreram experiências traumáticas, porque ninguém os deixou sozinhos contra sua vontade). Por volta dos três anos, muitas crianças que dormiam com seus pais, aceitam dormir em outro quarto, sempre e quando têm companhia para a hora de dormir. Por volta dos sete aos, muitos são capazes de dormir sozinhos (quer dizer, dê um beijinho, dê adeus e deitam em sua cama sem chorar, sem protestar, sem chamar...)

Compartilhado por Simone de Carvalho, no grupo do facebook Aleitamento Materno Solidário

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Alimentação da criança a partir de 1 ano

google imagem
Falando sobre como foi a alimentação dos meus filhos (erros e acertos), depois da amamentação exclusiva até o 6º mês,  em um grupo do Facebook, decidi escrever este texto com o intuito de orientar e ajudar as mães que tem bebês já com 1 aninho ou mais. Nesta fase a criança já pode consumir a alimentação que a família come, sem muitos temperos e condimentos fortes.


Segundo o Guia alimentar para crianças menores de 2 anos: "A introdução dos alimentos complementares deve ser lenta e gradual. O bebê tende a rejeitar as primeiras ofertas do(s) alimento(s), pois tudo é novo: a colher, a consistência e o sabor. No início, a quantidade de alimentos que a criança ingere é pequena e a mãe pode oferecer o peito após a refeição com os alimentos complementares. Há crianças que se adaptam facilmente às novas etapas e aceitam muito bem os novos alimentos. Quando introduzir a alimentação complementar, é importante que a criança receba água nos intervalos das refeições. Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os 2 anos ou mais, pois o leite materno continua alimentando a criança e protegendo-a contra doenças.".


google imagem
Então, geralmente nesta fase a criança já começa a manifestar desejos e vontades, quanto à alimentação. E importante que a mãe se mantenha calma, e não se preocupe quando a criança rejeitar um alimento que ela consumia com frequência. NÃO FORCE seu filho a comer determinado alimento, pois ele pode criar uma repulsa e não consumi-lo mais. Do mesmo modo não se deve oferecer recompensa para ele comer tudo do prato, pois pode fazer com que a criança coma compulsivamente, e não crie o gosto pelo alimento em si e também fazer com que a criança de mais valor ao doce, por exemplo.
Deve se tentar estabelecer horários fixos para as refeições. Bebês que tomam leite artificial podem ser mais regrados. Os que mamam no peito, tendem a mamar antes e depois de qualquer refeição, sem prejuízos alimentares e é o mais comum de se ver. Alias, deve se deixar o bebê que mama ao peito, mamar sempre que quiser e mãe estiver por perto!!
Devemos oferecer três refeições principais, e mais dois ou três lanchinhos nutritivos. Alguns exemplos de lanches saudáveis seriam: as frutas ( todas as que a criança aceita bem, e colocando uma novidade aos poucos); iogurte com pedaços de frutas; tomatinhos cereja; cenoura e pepinos, ralados, em pedaços pequenos (claro se a criança já sabe mastigar bem); pedaços de queijo branco; torrada; pão com queijo cremoso ou algum doce de frutas; leite gelado (pode ser de soja) com frutas; 1 fatia de bolo caseiro; 


google imagem


Torne as refeições divertidas e interessantes. E se você tem jeito faça carinhas, ou algo parecido, as crianças adoram! Se a mãe quiser, pode oferecer uma sobremesa após o almoço, como uma fruta ou doce feito em casa ( lembrando que mel é após o 1 ano de idade). Se você quer que seu filho coma alimentos saudáveis, coma junto com ele, sempre mostrando que gosta deste alimento. Os pais são o exemplo dos filhos, e não dá para fugir disso! E afinal de contas todos da família vão ganhar em saúde!
Cuidado com as guloseimas, salgadinhos, embutidos, enlatados, etc, o ideal é não criar este hábito de consumi-los! Doces caseiros e chocolates, se a mãe quiser oferecer,  dados bem de vez enquando, não farão mal ( mas é claro que isso vai de cada família).
Lembre se: prepare alimentos frescos, pois os prontos são cheios de corantes e conservantes, além de serem ricos em gorduras, açucares e sódio. Chás e cafés devem ser evitados, eles reduzem a absorção do ferro ingerido. Dê bastante água  nos dias quentes para evitar desidratação, lembrando que crianças amamentadas já recebem água pelo leite materno, sendo mais fácil a hidratação.


Deixo a seguir os 10 passos para uma Alimentação Saudável Infantil, do Ministério da Saúde: 





segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Querida mamãe!


google imagem



Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu. Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começu a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados.

No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você que chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer ficar mais comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus 3 meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que anda fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe.

Até lá, já podemos nos entender, inclusive através das palavras. Sinto a agústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulra consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei andam tudo é tão novo pra mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que vou aprender tudinho o que você me ensinar através dos seus sentimentos em relação a mim.

Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salte logo para o meu quarto desesperada, como se o mundo fosse acabar.

Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficam bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim você pode me colocar no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranqüilidade e nós não teremos mais noites desagradáveis. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

Sempre seu, gu-gu dá-dá!

(Texto distribuído no Curso de Gestantes da Maternidade Nossa Senhora de Fátima, Curitiba, PR)
Disponibilizado pelo Grupo do facebook:  Mães do Rio de Janeiro 

Dicas para a babá se dar bem com a criança!

Achei muito interessante este texto, e me identifiquei. Como estou voltando aos poucos a minha profissão de massoterapeuta (Doula sempre), consegui que uma amiga de minha mãe (agora minha também) começasse a ficar de olho nos bebês, por 1 hora um pouco mais, junto com a minha mãe. Meus filhos adoraram a Cleusa desde sempre, e ela sempre se mostrou atenta aos meus pedidos.Leiam a matéria, tem dicas para mãe e para a babá!


Especialistas ensinam como manter uma convivência harmoniosa quando a mãe contrata uma profissional para cuidar do seu filho

Lia Lehr
Comstock Images / Thinkstock / Gettyimages
Comstock Images / Thinkstock / Gettyimages
Quando os pais resolvem contratar uma babá para cuidar do bebê, ficam cheios de dúvidas e inseguranças. “Como escolher uma boa profissional?”, “será que ela vai saber cuidar do meu bebê?”, são algumas das perguntas mais comuns.
Por outro lado, também não deve ser nada fácil para a babá chegar em uma casa e ter que se acostumar com uma nova rotina com aquela criança. Sem falar que a criança ainda pode estranhar a babá e em alguns casos, até rejeitá-la. Para que esta adaptação seja tranqüila para os três lados envolvidos, conversamos com a terapeuta ocupacional Luciana Zerbinato e a fonoaudióloga Marília Gabriela Paiva de Moraes, da Pro-Babá. Confira as dicas das especialistas para tornar a convivência harmoniosa e feliz. “Acreditamos que com essas dicas a aproximação entre babá e criança aconteça de maneira mais fluente, sem muitos tropeços. Apesar que tropeços quase sempre acontecem. Mesmo assim, é preciso  ter calma e clareza da situação para melhorar cada vez mais essa relação”, dizem as especialistas.
Como a mamãe deve proceder
Antecipe: se possível explique antecipadamente e várias vezes para seu filho que chegará uma amiga nova para ajudar a cuidar dela. Fale o nome dessa nova parceira e relate as características positivas dela. 
Fique junto nos primeiros dias. Se você não pode, deixe uma pessoa de confiança encarregada disso (vovó, amiga). A babá e a criança ficam mais seguras tendo um tempo para se conhecer.
Aproxime seu filho da babá, faça brincadeiras onde a babá participe. Permita que ela entre na brincadeira (muitas vezes pensamos que estamos facilitando essa relação, mas não estamos dando espaço de verdade para que nossos filhos gostem de outra mulher).
Passe toda a rotina da criança para a babá, horários e rotina de sono, brincadeiras que ela gosta, comidas que ela mais gosta e que não gosta, onde come, de que forma, músicas que já conhece, quanto tempo é permitido ficar em frente à TV, suas birras, seu comportamento.
Como a babá deve agir
Observe a criança brincar e depois entre na brincadeira. Deixe que ela lidere e inclua você aos poucos.
Não imponha o seu jeito de brincar, evite ensinar a criança a brincar. Isso não quer dizer que você não possa dar exemplos, mas cabe a ela decidir se vai segui-los ou não.
Cumpra o que está dizendo. Quando disser “Espere um pouco” ou “Falta só um pouquinho, lembre-se do que você falou e se for preciso, mostre no relógio onde o ponteiro precisa chegar para acontecer o que a criança pediu. Isso facilita a noção de tempo para os pequenos. Para os maiores, vale dizer tudo o que ainda vai acontecer antes daquilo que a criança quer: “Ainda precisamos passar no mercado, depois na farmácia e só então iremospara casa”. Com isso você passará confiança.
Explique o por que das coisas: por que mastigar direito, por que não comer doce antes do almoço, por que não colocar o dedo no nariz, por que não pode ver TV até tarde. Quando a criança entende os motivos e que não está simplesmente sendo proibida de algo muito interessante, ela se acalma e cede com mais facilidade.
Inclua a criança na preparação do lanche, mesmo que seja só pegar o pão e dar a você, ou buscar a mamadeira no armário.
Dia chuvoso não é sinônimo de dia chato e sem ter o que fazer! Uma caixa de papelão pode ser o melhor brinquedo! Transforma-se em chapéu, casa dos bonecos, garagem do carro, prédio...
Sempre observe a criança! Preste atenção aos sinais, ela dará dicas do que está acontecendo, do que quer fazer.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

MundoBrasileiro