quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Crianças também ficam ansiosas!


A causa da ansiedade infantil pode ser tanto o ambiente em que vive como uma alteração genética

Ana Paula Pontes
Beto Tchernobilsky
Você é ansioso? Saiba que as crianças também apresentam sinais do distúrbio quando algo as incomoda. A ansiedade está muito associada ao tempo: é quando a projeção mental no futuro é mais forte do que no presente. Esse é um comportamento que pode ser aprendido, mas hoje há estudos que mostram que os genes também podem ter o seu papel nesse quadro. Uma pesquisa realizada por cientistas na Alemanha e nos Estados Unidos mostrou que pessoas com variações do gene que regula o neurotransmissor dopamina, o COMT, possuem mais chance de desenvolver distúrbios de ansiedade. 

Mas a genética é apenas um dos diversos fatores que contribuem para a ansiedade. A questão ambiental, como o convívio em casa com a família, exerce uma função importante no comportamento da criança. 

Os recém-nascidos já podem aprender e desenvolver alterações de ansiedade por influência da mãe. Até os 7 anos, a criança está em um nível de desenvolvimento primitivo, e a família é o alicerce para os seus valores. Se no dia-a-dia, ela presencia briga dos pais, preocupação excessiva deles com trabalho, por exemplo, é provável que fique insegura e ansiosa também. 

“Todo mundo tem um pouco de ansiedade, tanto adulto quanto criança”, diz Rita Calegari, psicóloga infantil do Hospital São Camilo. Algumas pessoas conseguem levar a ansiedade de maneira saudável, mas há quem sofra e isso é prejudicial. O exemplo dos pais é fundamental para que ela aprenda a controlar de forma equilibrada suas emoções. 

Como identificar a ansiedade na criança
A criança ansiosa não se concentra no momento atual. Segundo Rita, até os 6 anos, a insegurança é a principal característica. Ela tem medo de tudo e dificuldades em passar as etapas do seu desenvolvimento, como largar as fraldas ou a chupeta. 

Em idade escolar, o desempenho nos estudos pode ser prejudicado, por não conseguir acompanhar as explicações do professor. Quando está brincando, ela pode atropelar a colega. Se o jogo é de tabuleiro, por exemplo, ela quer jogar a todo o momento e não sabe esperar sua vez. Se for menor, e o brinquedo é de encaixar, pode não conseguir realizar a atividade da maneira que gostaria. 

É claro que, se o seu filho está em época de provas, esperando por uma viagem ou festa de aniversário, ele vai ficar ansioso, mas são situações que não trarão danos para a sua vida. Vale o bom senso dos pais para observar a criança. O problema é quando o sono, a alimentação, o desenvolvimento educacional e social da criança são afetados. 
Como os pais podem ajudar os filhos
- Ensine seu filho a respirar bem devagar, para que ele se acalme; 
- Ao contar uma história, se perceber que ele está disperso, chame-o com carinho e o envolva novamente no enredo; 
- Converse com seu filho. Se perceber uma mudança no comportamento, ajude-o a se expressar, a nomear o que está sentindo; 
- Ofereça saídas práticas. Se estiver muito ansioso por causa de um evento, ajude-o a se distrair, sem fazer comentários sobre seu comportamento. Se estiver comendo muito rápido, peça que acompanhe o seu ritmo; 
- Proponha atividades físicas. Elas relaxam e colocam a criança no presente. 
Se perceber que a rotina e o desenvolvimento da criança estão prejudicados por conta da ansiedade, procure ajuda de um profissional.

Ficar em casa ou voltar ao trabalho?

Minhas amadas gestantes ou recém mães, este texto é bem informativo. Eu não passei por isso pois sou autônoma e aos poucos estou voltando a ativa. Imagino como deve ser angustiante, e até desesperador ter que se separar tão rápido do filhote. A final, recém estamos aprendendo a rotina, nos acostumando com esta nova etapa de nossas vidas... e nossos bebês então. Vamos lutar por mais tempo com nossas crias, porque como diz a especialista, é no primeiro ano de vida que eles irão precisar mais de nós. Leiam...


meus amores


Não existe uma opção certa, mas caminhos que devem ser escolhidos sem culpa e com consciência por cada mãe



Depois de nove meses de gestação e outros tantos de descobertas, aprendizados e convívio tão íntimo e diário com seu bebê, você precisa, da noite para o dia, se acostumar com a ideia de passar a maior parte do tempo longe dele. É o fim da licença-maternidade. O que fazer? Como vivenciar a maternidade com plenitude e, ao mesmo tempo, retomar a vida profissional? Qual o tempo ideal que a mãe deve ficar única e exclusivamente com seu filho recém-nascido?
Magdalena Ramos, terapeuta familiar e autora do livro "E Agora, o Que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos" (Editora Best Seller), acredita que a grande maioria das mulheres enfrenta, após o parto, um profundo dilema quando o assunto é voltar ao trabalho - sobretudo quando se trata do primeiro filho. "É uma situação muito angustiante e dificilmente tem como ser evitada: a mulher passa nove meses gerando o bebê, enfrenta as dores do parto, mergulha no encantamento de se tornar mãe e de repente, depois de poucos meses, precisa retomar as atividades profissionais e ficar longe do filho. Isso é muito traumático tanto para a mulher quanto para a criança", diz.
De acordo com ela, apesar de as empresas concederem apenas quatro meses de licença-maternidade (ou seis, em alguns casos), o ideal seria que as mães passassem de oito a 12 meses cuidando exclusivamente de seus bebês.
“Depois do primeiro ano, a criança já começa a ficar mais autônoma; passa a se locomover e a se comunicar. Mas nos primeiros 12 meses é importante que a mãe fique o maior tempo possível com o filho, até pela própria amamentação”, recomenda a terapeuta. “Nesse sentido, a internet é uma ótima aliada porque, em muitos casos, permite que a mulher fique em casa sem se afastar completamente do trabalho”, completa.
Depois do primeiro ano, é fundamental para a saúde de toda a família que a mulher volte a cuidar também de outros aspectos de sua vida. “Isso é importante para a autoestima da mãe e para a própria relação conjugal”, justifica.
Ajustes na rotina
Mãe de Tomás, de 3 anos, e de Joaquim, de 6 meses, a arquiteta Katarina Pesci conta que, antes de ser mãe, trabalhava 40 horas por semana. Assim que decidiu engravidar pela primeira vez, resolveu sair do emprego e abrir seu próprio negócio.
“Como o escritório era meu e de uma sócia, não conseguia me ausentar por muito tempo. Por isso, quando Tomás estava com um mês, voltei a trabalhar e depois acabei matriculando-o em um berçário quando ele completou oito meses”, lembra. De acordo com a arquiteta, a experiência não deu certo. “Eu ficava muito triste por ter que ficar longe e ele, por outro lado, ficava muito doentinho, já que viroses são muito comuns neste início de vida”, conta.
Quando engravidou pela segunda vez, Katarina quis fazer diferente. “Eu tinha decidido que passaria o primeiro ano só cuidando do Joaquim, porém assim que ele nasceu acabei me interessando por uma nova profissão: virei confeiteira”, diz ela, que hoje trabalha de casa e busca equilibrar cada vez mais os papéis de mãe e de profissional. “Não consigo ficar longe dos meus filhos, nem longe do trabalho”, afirma.
Estruturação da personalidade
A personalidade humana se estrutura justamente nos primeiros anos de vida. Por isso, para Maria de Fátima Franco dos Santos, psicóloga forense e professora da PUC-Campinas, o ideal seria a mãe não somente cuidar exclusivamente do bebê até ele completar um ano, mas também trabalhar meio período até a criança chegar aos 8 ou 9 anos de idade.
“Em alguns países da Europa, a licença-maternidade pode chegar a três anos. Isso porque os governos entendem que, ao incentivar que as mulheres acompanhem de perto o desenvolvimento de seus filhos nos primeiros anos de vida, previnem a sociedade de problemas relacionados a doenças mentais de crianças e jovens”, explica.
Segundo Maria de Fátima, a infância é uma fase primordial para a formação psicológica do indivíduo. “É por este motivo que terceirizar a educação e o cuidado do bebê é algo tão delicado, pois a criança passa a ter contato com valores e crenças diferentes e nem sempre adequadas”, diz.
A psicóloga também alerta para o sentimento de culpa que, muitas vezes, assola a mulher que precisa retomar sua vida profissional logo após o término da licença-maternidade. “Estamos longe do cenário ideal e a mulher não deve se cobrar tanto. O importante é fazer da melhor forma aquilo que é possível no sentido de promover o acolhimento e o aconchego que a criança precisa”, completa.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Educando os especialistas- Lição 4: Auto-conforto


“O que uma criança não recebe na infância raramente conseguirá oferecer na vida adulta”
- P.D. James

Eu absolutamente adoro a frase acima de P.D. James, pois destaca muito bem os problemas tão esquecidos no nosso mundo atual em relação a criação de filhos. É tão frequente que se empurre as crianças para serem independentes, que parece-se acreditar que a única maneira delas alcançarem a independência é forçá-las a tal. Se não os colocarmos de pé, como eles aprenderão a ficarem de pé sozinhos?
E a maior pressão de todas é para que as crianças regulem suas próprias emoções—ou se auto-confortem, como preferirem.

Vocês ‘especialistas’ nos dizem que, se não deixarmos nossos bebês chorarem sozinhos e se acalmarem, eles nunca aprenderão a se acalmarem. E então o que vemos são muitos pais que acreditam nessa ‘profecia’ e embarcam nessas práticas que prejudicam não somente seus bebês, mas seus pais também. Sim, porque o próprio processo de escutar seu bebê chorando, em prantos, sozinho, é tão duro, que a maneira que os pais lidam com isso é geralmente clamando por aí que eles estão agindo corretamente e que esta é a maneira de ensinar seu filho a se auto-consolar.  Mas, na verdade, o que vocês estão dizendo ao divulgar esse conselho simplesmente não é verdadeiro. Este conselho de deixar o bebê chorando sem consolo para seu próprio bem se apoia numa mentira, e isso TEM que parar.


Nada ou afunda?

O argumento do auto-conforto sempre me lembra do ditado “nade ou afunde” exceto que, nesse caso, seria “chore ou se conforte sozinho”.  Ambos argumentos são igualmente ridículos. Se você pensar com calma, o argumento "nade ou afunde" só é aplicável a quem já sabe nadar, porque alguém que não sabe nadar irá afundar toda vez que for jogado na piscina. Aprender a regular suas próprias emoções não é diferente. A menos que você já aprendeu como fazê-lo, você falhará, e é por isso que seus conselhos aos pais, propondo que lhes "ensinem" seus filhos usando estes métodos não são apenas dolorosos à família, mas não ajudam a criança a longo prazo.

Neste artigo revisaremos as evidências, as teorias e as repercussões a longo prazo do que vocês estão fazendo ao divulgar essas ‘desinformações’.

Evidências a favor do choro para auto-conforto
Devo começar mostrando evidências que alguns de vocês citam em favor dessas técnicas para ensinar regulação de emoções (eu digo “alguns” porque muitos de vocês nem se importam em citar evidências científicas para fundamentar seus argumentos, infelizmente). Thomas Anders, da Universidade da California, é um pesquisador na área de sono de bebês. Ele investigou fatores que levam ao bebê se auto-acalmar, com relação ao sono, no primeiro ano de vida. Muitas de suas pesquisas não suportam o choro sem consolo para aprender a se confortar sozinho (por exemplo, veja [1]), mas infelizmente uma parte de suas pesquisas tem sido usada dessa forma. Em um estudo que visava identificar fatores que poderiam prever a capacidade de auto-conforto no primeiro ano (adormecer sozinho, sem ajuda) ele descobriu que aumentar o tempo de resposta ao bebê (não responder ao choro imediatamente, mas esperar tempos maiores e maiores) após seu despertar aos 3 meses foi um preditor significativo de auto-conforto aos 12 meses [2].  Além desse trabalho de Anders, Karyn France da Universidade de Canterbury na Nova Zelândia examinou o uso de drogas e técnicas comportamentais para tratar de “distúrbios de sonos de bebês” (eu reluto demais com essa expressão já que implica que bebês deveriam dormir a noite toda, o que é ridículo por si só- para mais informações, veja o artigo ‘Expectativas sobre bebês- parte 1 de 2’- http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=1122463&tid=5660783590694158978
ou no Facebook- https://www.facebook.com/note.php?note_id=282770681747348 ). Ela descobriu que os bebês de pais que os ignoravam sistematicamente (isto é, usavam o método choro) tinham mais sucesso em conseguirem que elas dormissem e parassem de chorar, e isso sugere que o sucesso vinha do fato que o bebê aprendia a se auto-confortar (refs. [3][4][5]).

Qual é o problema com essa pesquisa?  O principal método de acessar o “auto-conforto” foi simplesmente o método de extinção do choro. Na lição um (Educando os especialistas- por que o bebê chora? Razões científicas porque treinamentos de sono não são recomendados
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=1122463&tid=5641849622478879557
ou no Facebook- https://www.facebook.com/note.php?note_id=257385097619240 ) conversamos sobre o que significa o cessar do choro e como há outras explicações para o fato do bebê parar de chorar não ter nada a ver com ele ter aprendido a se auto-confortar. A mesma lição se aplica aqui, já que os bebês que pararam de chorar podem simplesmente estar tentando não desperdiçarem energia, e não que aprenderam a se confortarem sozinhos.
Então como podemos examinar o auto-conforto?  Temos que olhar para os comportamentos do bebê que PRECEDEM e que previnem-os de se frustarem ou chorarem, então assim saberemos que o comportamento está na verdade ajudando-os a evitarem o estado negativo de emoções (choro). Pode-se também medir os comportamentos dos pais e então examinar os comportamentos de auto-conforto da criança (ou regulação de emoções, como é chamado mais tarde em crianças mais velhas e adultas).  Felizmente pesquisadores tem feito justamente isso. Mas, antes de discutir isso, quero comentar algumas das teorias que explicariam a falácia do modelo “nade ou afunde”.


Aprendizado por observação, aprendizado guiado e neurônios espelho

A pergunta que temos que fazer a nós mesmos é: como as crianças aprendem? Se o método do ‘nada ou afunda’ fosse bem-sucedido, nós nunca teríamos que ajudar nossos filhos em suas jornadas para entender nada. Mas o fato é que precisamos ajudá-los sim!




Algumas pessoas podem argumentar que nós não estamos ensinando nossos filhos tanto assim- como por exemplo no processo de andar - e eles estão certos. Mas, isso não significa que não estamos ensinando-os nada. Em 1961, um professor chamado Albert Bandura da Universidade Stanford empreendeu uma série de experimentos incríveis, atualmente chamados de ‘Experimentos do boneco Bobo’ (um boneco gigante inflável).  Ele dividiu crianças entre 3-5 anos em grupos e os colocou para observarem um adulto interagir, de modo agressivo ou não, com esse boneco. Ele descobriu que as crianças que testemunharam um adulto agindo agressivamente (dando pancadas no boneco) tinham mais chances de agirem agressivamente também, mesmo que o comportamento não tivesse sido explicitamente ensinado a criança [6]. Esse vídeo é impressionante- http://www.youtube.com/watch?v=Pr0OTCVtHbU

Esses resultados suportam a “Teoria do Aprendizado Social”, uma teoria psicológica que afirma que a aprendizagem social ocorre por imitação até que os conceitos aprendidos sejam internalizados e completamente entendidos [7].  Então, quando se fala de auto-conforto, não precisamos ensinar os bebês explicitamente a como se confortarem, mas simplesmente modelar o comportamento para eles. Em alguns casos, fazemos justamente isso quando os acalmamos, mas esse tipo de aprendizado requer uma maturidade que somente uma criança mais velha que possa entender o comportamento em várias nuances que o auto-conforto pode incluir.

Isto nos leva ao que é chamado de ‘aprendizado andaime’ ou ‘aprendizado guiado’.  Além de simplesmente modelarmos o comportamento, o aprendizado guiado significa que estamos mostrando as crianças os comportamentos de interesse e ajudando-os a aprender como se virariam por si mesmos. Alguns pesquisadores acreditam que, quando os pais confortam seus bebês, eles estão modelando o comportamento que as crianças devem seguir para se confortarem a si mesmos [8][9].  De fato, eles argumentam que é assim que as crianças eventualmente aprendem a se confortarem sozinhas de uma maneira saudável. Mas por que, então, que isso não é internalizado nos primeiros meses? Afinal de contas, muitos de vocês especialistas argumentariam que recomendam aos pais que não deixem seus bebês chorando por um período de tempo, ou que ofereçam conforto durante o dia (enquanto que a noite seria a fase de não oferecer conforto). E então, esses períodos não seriam suficientes para modelar o comportamento para os bebês?  Para responder isso, precisamos examinar o trabalho de Lev Vygotsky.  Além de seu trabalho decisivo e fundamental sobre psicologia e cultura, Vygotsky criou o termo “zona de desenvolvimento proximal” que se refere ao que a criança é capaz de fazer sozinha e ao que ela é capaz de fazer com ajuda [10].  Isto é fundamental, já que tentar ensinar a criança alguma coisa fora de sua zona de desenvolvimento proximal significa que a criança absolutamente não a aprenderá. 
Regular as emoções é uma tarefa complexa e difícil, e é algo que muito provavelmente está longe do alcance de bebês novinhos. Crianças levam tempo para aprender a regular suas próprias emoções, e esse aprendizado ocorre em diferentes épocas para diferentes tipos de regulações. Nesse meio tempo, a aprendizagem guiada sugeriria que nós continuemos a modelar o comportamento, ao responder oaos choros dos bebês, então eles poderiam aprender a fazerem por si mesmos.

Esperar que eles aprendam isso muito cedo significa que eles não somente não irão aprender, mas que também podem nunca mais aprender apropriadamente se pararmos de modelar o comportamento a eles.

Finalmente, ‘neurônios espelho’ merecem alguma discussão aqui. Para quem não está ciente do termo, neurônios espelho se referem a neurônios no cérebro que disparam tanto quando um animal realiza um determinado ato, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo ato. Desta forma, o neurônio imita o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar essa ação [11].  Eles já foram identificados em primatas e acredita-se existirem em humanos, mas até agora foram limitados a atos físicos [12]; entretanto, há hipóteses de que desempenham papéis em vários tipos de funções psicológicas, particularmente na teoria da mente (a habilidade de entender os estados mentais e emocionais dos outros)[13][14].  É bem possível que bebês utilizem neurônios espelho para aprender sobre comportamento e regulação de emoções. Mais importante ainda é que isso significaria que eles precisam testemunhar os fatos (como descritos nas teorias de aprendizado social e aprendizado guiado) para que áreas apropriadas do cérebro incorporem aquela informação para ser utilizada quando necessária. Sem esse estímulo seria irracional assumir que neurônios espelho aprenderiam o que eles deveriam aprender; afinal de contas, os pesquisadores que trabalham com neurônios espelho acreditam que eles são a chave para nossa habilidade de imitar [15], e imitação é necessária para quase todos os tipos de aprendizado.

Evidências contra a Hipótese de deixar chorar para desenvolver o auto-conforto

Evidências que responder positivamente ao filho ajuda a regulação de emoções vêm de pesquisas feitas em várias idades. Pesquisadores da Universidade de Oregon trabalharam com a primeira infância, examinando comportamentos que evidenciariam atos de auto-conforto (isto é, aqueles que ajudam a criança a evitar estados emocionais negatives) e descobriram que há várias manifestações de auto-regulação em bebês de 3 a 13.5 meses de idade. Estes atos incluiam alguns que bebês são capazes de fazerem por si mesmos (como arquear as costas para evitar estímulos negativos), mas muitos envolviam o bebê usando sua mãe como ‘tampão’ para ajudar a evitar emoções negativas [16].  Isto sugere que, durante esse período inicial de aprendizado sobre auto-regulação de emoções, bebês tem ciência de suas próprias limitações e são capazes de solicitarem ajuda para regular a negatividade.

Mais importante ainda, essas pesquisas foram feitas durante o dia e usaram uma variedade de comportamentos e jogos para induzir negatividade em bebês. Por isso, não contaram com o parâmetro usual  de ‘bebê parou de chorar e adormeceu’ como parâmetro de auto-conforto. Isto também sugere que crianças que pedem ajuda quando aflitosprecisam dessa ajuda, como os bebês que conseguiram regular suas emoções o fizeram neste estudo; é fato que nenhuma criança foi capaz de se auto-confortar durante TODAS as condições apresentadas a eles- todas precisaram de ajuda. Então, ignorar os pedidos de ajuda do seu bebê não resulta em bebês que se auto-confortam mais rapidamente- eles lidam com a situação da melhor maneira que podem-  mas simplesmente serve como evidência que o pai ou mãe não está lá para ajudá-lo quando eles solicitam.


Como discutido no meu post ‘Meu bebê também chora’ (http://www.evolutionaryparenting.com/?p=556), existem também evidências neurobiológicas de que o choro excessivo (que ocorre quando pais deixam seus bebês chorando sem consolo e sem toque) é prejudicial ao cérebro. A pesquisadora Megan Gunnar da Universidade de Minnesota pesquisou e revisou uma ampla variedade de pesquisas sobre esse fenômeno e descobriu que bebês que são deixados chorando sozinhos sem consolo demonstram uma resposta cerebral ao estresse que se desenvolve no que é chamado perfil neurológico “reativo ao estresse” [17].  Esse perfil reativo ao estresse está relacionado a falha de regulação de emoções  na criança mais velha e na vida adulta e não existe em crianças que foram confortadas quando choravam.

Então, as pesquisas neurológicas sugerem que deixar a criança chorando não somente não conduz a um comportamento de auto-conforto, mas também levam a falha no desenvolvimento de técnicas saudáveis de regulação de emoções.

Finalizando, há evidências científicas com crianças mais velhas que demonstram bem o contrário da hipótese do ‘nade ou afunde’. Primeiro, embora não se tratem de evidências conclusivas, choro excessivo (que é o que se espera ver em crianças que foram deixadas chorando sem consolo) tiveram relação com problemas de regulação de emoções mais tarde  na vida[18].  Embora essas pesquisas não tenham relacionado regulação de emoções com sensibilidade maternal, a sensibilidade abrange uma série de comportamentos maternais, sendo que nem todos pertencem a resposta positiva a aflição do bebê. Pertinente a isso, pesquisas que tentaram isolar o calor maternal e a responsividade ao estresse (os dois maiores componentes associados com “sensibilidade maternal”) descobriram que a resposta ao estresse, mas não o calor, preveu e regulação emocional em crianças de 6 a 8 anos [19].

Mais pesquisas vêm de um estudo longitudinal examinando comportamentos maternais com bebês de 6 meses e então comportamento das crianças aos 2 e 3 anos de idade [20]. Neste estudo, resposta maternal ao estresse do bebê de 6 meses, mas não resposta ao não-estresse, foi relacionado com predição de regulação de emoção e funcionamento sócio-emocional em ambos 2 e 3 anos de idade. Isso foi particularmente verdadeiro para bebês que foram considerados serem temperamentais em ambos 1 e 6 meses de idade. Esta pesquisa destaca as implicações a longo prazo do comportamento dos pais com seu filho, particularmente quando o bebê é ‘sensível’.  Foi muito visível que bebês ‘sensíveis’ tenderam a chorar mais para início de conversa [21] e então entender os efeitos do comportamento dos pais é muito significativo para essas crianças. 


Finalmente, em uma revisão maravilhosa sobre os efeitos da regulação de emoções, Judy Cassidy da Universidade de Estado de Pensilvânia revisou as pesquisas sobre ‘attachment parenting’ e regulação de emoções e descobriu que bebês que tem pais que se envolvem em práticas que promovem vínculos seguros, particularmente a resposta ao choro, tem filhos que demonstram melhor regulação de emoções que os que tiveram vínculos inseguros [22].
Em resumo, há uma grande gama de pesquisas científicas, ambas nos campos da neurologia e da psicologia, que demonstram a importância de se responder aos choros das crianças para facilitar a regulação de suas emoções. A idéia de que o bebê aprenda a se auto-confortar sem ser exposto a comportamentos de conforto de adultos é simplesmente falsa. Bebês são ‘típicos afundadores’ que não conseguem nadar se não os ensinarmos.


Conclusões

É de importância crítica ensinar apropriadamente o seu bebê como regular suas emoções e se auto-confortar. A natureza cíclica de criação (a maneira como criamos nossos filhos tem muito de como fomos criados nós mesmos por nós pais) nos mostram que comportamentos de vínculo e padrões são transmitidos de geração para geração, isto é, crianças tendem a repetir suas experiências [23]. 

Isto significa que pais que não respondem aos choros do bebê na primeira infância terão provavelmente crianças com problemas de regular suas próprias emoções negativas, o que pode contribuir com dificuldades de prover conforto aos seus próprios filhos mais tarde. É um padrão muito difícil de ser quebrado (embora obviamente não seja impossível, já que muitas pessoas que usam meios de criação exemplificados aqui o fazem porque tomaram ciência dos problemas que tinham eram resultados do modo que seus pais lhe criaram). 
Ao promover métodos que resultam em problemas sócio-culturais, vocês ‘especialistas’ estão não somente prejudicando as crianças que passam por dolorosos períodos de choro sem consolo e muito estresse, mas também prejudicam gerações futuras.

Espero que vocês aprendam com essas lições e pelo menos percebam que, mentir aos pais em suas recomendações que ignorem as necessidades de seus bebês não ajuda a ninguém. Os pais merecem ouvir a verdade quando fazem decisões tão importantes sobre como educar seus filhos, eles não podem se basear em mentiras.


Até agora discutimos substancialmente sobre choro (por que o bebê chora, o que leva ao choro, como o toque ajuda, e as mentiras sobre ignorá-lo) e agora começaremos a discutir outro tema que vocês gostam tanto- rotinas. E não somente sobre rotinas gerais que as famílias tendem a fazer (todos nós humanos no final das contas) mas os esquemas rígidos de rotinas que muitos de vocês alegam serem necessários para “ajudar” nossos filhos. Fiquem ligados …


Mais artigos da série ‘Educando os especialistas’:
Lição 1- Educando os especialistas- por que o bebê chora? Razões científicas porque treinamentos de sono não são recomendados
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Lição 2- Educando os especialistas, parte 2- quais são necessidades dos bebês? Só fisiológicas, ou emocionais também? Afinal precisa de colo ou não?
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Lição 3- Educando os especialistas, parte 3- o poder do toque, tanto para o bem como para o mal. E quanto toque afinal o bebê precisa?
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Tradução: Andréia C. K. Mortensen

Referências bibliográficas
[1] Keener MA, Zeanah CH, & Anders TF. Infant temperament, sleep organization, and nighttime parental interventions. Pediatrics (1988); 81: 762-771.
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[3] France KG & Hudson SM. Management of infant sleep disturbance: A review. Clinical Psychology Review (1993); 13: 635-647.
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[5] Healey D, France FG, & Blampied N. Treating sleep disturbances in infants: What generalizes?  Behavioural Interventions (2009); 24: 23-41.
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[10] Vygotsky LS. Mind in Society: Development of Higher Psychological Processes. Cambridge, MA: Harvard University Press (1980).
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[21] Frodi A, Bridges L, & Shonk S.  Maternal correlates of infant temperament ratings and of infant-mother attachment: A longitudinal study.  Infant Mental Health Journal(1989); 10: 273-289.
[22] Cassidy J. Emotion regulation: Influences of attachment relationships.  Monographs of the Society for Research in Child Development  (1994); 59: 228-283.
[23] Verschueren K, Dossche D, Marcoen A, Mahieu S, & Bakermans-Kranenburg M.  Attachment representations and discipline in mothers of young school children: An observation study.  Social Development (2006); 15: 659-675.

Fonte:  http://www.evolutionaryparenting.com/?p=578
Publicado em 01 de novembro de 2011, por Tracy G. Cassels.

Há cura em suas mamas!





Estudos comprovam que o leite materno é fundamental para a saúde dos bebês e apontam, entre as vantagens, a prevenção de doenças, contribuindo, por exemplo, para a queda do número de mortalidade infantil. Daí a importância da doação para que mais vidas sejam salvas.
A exposição fotográfica será um momento especial em que teremos mais uma oportunidade de incentivar o aleitamento materno e estimular as mães a se cadastrarem como doadoras e assim, ampliar o estoque de leite para distribuição às crianças hospitalizadas que não podem ser alimentadas diretamente pelas mães.
Precisamos de no minímo R$ 4.500 para a exposição acontecer. Neste valor está incluso as despesas com a produção fotográfica, ampliação, folders informativos e de divulgação.
Para saber mais sobre o projeto acesse o site da AMS (Aleitamento materno solidáro)
http://www.amsbrasil.com ou escreva para o e-mail 
aleitamentomaternobrasil@gmail.com
Somos mães apaixonadas por nossos filhos e compactuamos com o ideal da prática da amamentação prolongada.
Também desejamos ajudar mães com dificuldade de amamentar e promover neste espaço a realização do sonho de que as mães que necessitam voltar ao trabalho tenham assegurado o direito da prática da amamentação, o apoio das empresas que as empregam e das escolas de educação infantil e creches para que o aleitamento possa ser contínuo até o tempo ideal para o bebê de acordo com a OMS.
“Não existe um ver que não seja também um olhar nem um ouvir que não seja também um escutar e um modo como olhamos e escutamos é plasmado pelas nossas expectativas, pelas nossas posições e pelas nossas intenções”. JEROME BRUNER
Para saber mais acesse o site da AMS (Aleitamento materno solidáro) 
http://www.amsbrasil.com
Lente Materna fotografia – www.lentematerna.com.br 
Web Filhos – www.webfilhos.com.br

domingo, 13 de novembro de 2011

Ajude seu filho a parar de roer as unhas!

Dicas bacanas para fazer os filhotes pararem de roerem as unhas!!



roer-unhas
Getty Images
O mau hábito traz prejuízos à saúde e afeta as relações sociais da criança. Conheça as principais causas e contribua para que seu filho se livre do problema

1. O que provoca o mau hábito
Acredita-se que a oncofagia, como é chamado pelos médicos o hábito de roer unhas, atinge um terço das crianças e quase metade dos adolescentes, em diferentes graus. “Por trás do costume, há uma série de fatores, como ansiedade, impulsividade, a imitação de outro membro da família e, talvez, características hereditárias”, explica Arthur Kummer,  psiquiatra da infância e da adolescência e professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Trata-se de um hábito relacionado à ansiedade e insegurança, observado a partir de 3 anos de idade. Os pequenos costumam levar à boca  tanto as unhas das mãos como dos pés”, complementa Saul Cypel, pediatra e professor de Neurologia Infantil da Universidade de São Paulo. O comportamento é, possivelmente, influenciado pelo estado emocional, exacerbando-se quando a criança está sob estresse.

2. Principais consequências
As unhas não raro ficam deformadas e os dedos se tornam muito sensíveis à dor, além de serem uma porta de entrada para infecções bacterianas e virais. “Infecções respiratórias e gastrointestinais provocadas por  micro-organismos, como bactérias presentes nas mãos, também são comuns”, afirma Cypel. Sem contar que roer unhas está relacionado a problemas dentários, como lesão gengival e má oclusão dos dentes anteriores. A criança também pode ter problemas de estômago, por ingerir as unhas roídas.
“Como se não bastassem as conseqüências físicas, o hábito pode trazer repercussões psicológicas e sociais, já que as crianças e adolescentes podem se envergonhar das unhas roídas, apresentar baixa autoestima e evitar contato com outras pessoas”, explica Arthur Kummer.

3. Não castigue
 Cypel afirma que “os principais erros acontecem quando os pais decidem acabar com o comportamento drasticamente, com uma probição enérgica, limitações de uso de brinquedos, ou aplicação de substâncias nas unhas, para provocar ardor na boca ao serem ingeridas. Punições severas, ridicularizações e humilhações além de não ajudarem, trazem consequências graves e podem, inclusive, agravar o problema.        

4. Não brigue na frente dos amigos
Roer unhas pode expressar situações de timidez ou  tensão e dificuldades.  “Expor essas dificuldades pode aumentar ainda mais a ansiedade da criança, o que pode levá-la a exarcebar esse sintoma”, explica Maria Cristina Senna Duarte, mestre em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira, em São Paulo.

5. Converse com seu filho
A partir dos 3 anos de idade, a criança já tem maturidade para entender uma conversa. Por isso, fale dos prejuízos que o costume traz e da importância de parar de roer as unhas. Demonstre boa vontade em ajudá-la a superar o problema e evite ameaças.

6. Deixe as unhas bonitas
Cuidados estéticos e de higiene são fundamentais. Especialmente para as meninas, uma unha bem cuidada e pintada pode promover efeito inibidor do vício.

7. Elogie ao invés de criticar
Crianças tendem a responder mais favoravelmente a estímulos para bons comportamentos, como elogios, do que a punições para atitudes negativas, como críticas pesadas ou agressões. Desse modo, ao invés de ficar lembrando seu filho de não roer as unhas, pode ser mais interessante elogiá-lo pela postura proativa, por conseguir diminuir a frequência do hábito e por estar com as mãos bonitas.

8. Valorize as pequenas conquistas
Os pais também podem estabelecer um calendário para recompensas . Um exemplo: a criança recebe uma estrelinha por cada dia sem roer a unha. Ao final da semana, recebe um prêmio, como o um lanche  preferido ou um passeio divertido.

9. Observe as recaídas
Preste atenção aos possíveis gatilhos, como situações estressantes. “É importante que os pais considerem o contexto e verifiquem se algo atípico na dinâmica familiar  possa estar correlacionado à insegurança de seu filho”, afirma Cypel. Ao reconhecer as causas, fica mais fácil superá-las. Se a criança sabe em que momentos o vício se manifesta mais intensamente, ela adquire maior domínio sobre o hábito e mais facilidade para interrompê-lo.

10. Faça programas somente com seu filho
Introduzir atividades individualizadas com seu filho, como passeios, leituras e jogos de mesa é uma maneira de ocupá-lo, distraindo-o do vício, além de proporcionar aconchego e vínculo, o que pode anular algumas causas do mau hábito.

11. Desvie a atenção da criança
Em vez de  focar a atenção no problema, procure distrair a criança com outras atividades.  Maria Cristina Senna Duarte sugere que os pais “ofereçam massinhas para brincadeiras de modelagem, desenhos ou pinturas. Os trabalhos manuais ocupam as mãos e têm ação terapêutica”.

12. Procure um especialista
Se o comportamento persistir, uma ajuda especializada pode ser necessária. Técnicas mais complexas, como a terapia de reversão de hábitos, podem ser trabalhadas. “Os pais devem procurar um atendimento psicoterápico, principalmente, se o vício estiver associado a outras alterações comportamentais, como agressividade, impulsividade, impaciência e inquietude”, finaliza Cypel.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estudo recomenda que bebês durmam com as mães

Meu bebê e eu

Muitos médicos não recomendam que as mães durmam com bebês recém-nascidos, especialmente pelo risco de sufocamento. Mas, de acordo com estudo sul-africano publicado na revista Biological Psychiatry, os bebês que não dormem em contato com a mãe ficam mais estressados e, com isso, o sono também é prejudicado.
Os pesquisadores avaliaram o sono de 16 recém-nascidos com apenas dois dias de vida por uma hora. Parte deles dormiu próxima ao peito da mãe, e outra, no mesmo quarto, mas em um moisés. Os cientistas mediram a variabilidade da frequência cardíaca, que é um método mais eficaz para medir os níveis de estresse.
Segundo Nils Bergman, coautor do estudo, o desejável é que o bebê tenha um sono cíclico e a maioria dos bebês que foram separados da mãe não conseguiram ter esse tipo de sono, pois ficaram estressados durante o período.
Entretanto, a prática precisa ser feita com cautela: só nos Estados Unidos, o sufocamento foi a terceira maior causa de mortes infantis.
De acordo com a Academia Americana de Pediatria (APP), o problema não é ter o contato com a mãe, que é de fato bom para o sono da criança, mas sim as consequências do ato.
A indicação é que as mães que quiserem fazer isso devem pedir ajuda a enfermeiras para aprender como monitorar o bebê durante a noite, para que a passagem de ar da criança não fique obstruída.
Saiba mais aqui

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mamães atenção! A linguagem dos bebês - Como identificar o choro!



Vocês sabiam que até os 3 meses de idade os bebês têm 5 padrões de choro??

Quem descobriu isso foi Priscilla Dunstan, uma musicista americana que começou observar o choro de seu próprio filho, e depois passou 8 anos pesquisando o choro de bebês de várias nacionalidades até conseguir classificá-los em 5 padrões (Linguagem de bebês Dunstan).

A primeira palavra que ela identificou foi "NEH" (né)...que o bebê profere quando tem fome. É uma palavra que simula o movimento de sucção, e o bebê mantém a língua voltada pro céu da boca.. Nem sempre o som sai exatamente como "NÉ"... pode sair  um "NÃ", "NU"..  o importante é se atentar para o "N" do som.....

A segunda palavra que Priscilla identificou foi a "OWH" (au), que está ligada ao cansaço do bebê. É o som do bocejo..... e geralmente a boca do bebê se mantém oval. É o choro em que o bebê pede para dormir.

A terceira palavra identificada foi a "EH" (é), que exprime a necessidade de arrotar. Esse som é produzido quando a musculatura do peito do bebê se comprimem. É um som que mostra que realmente há um incômodo no bebê..

A quarta e penúltima palavrinha é a "EAIRH" (éar ... sendo esse "r", pronunciado como na palavra rato), que é pronunciado quando bebê está com cólicas. É um choro mais gritado, e a parte da palavra que devemos mais se atentar é o "R"...

E a última palavra é "HEH" (ré) e tem ligação ao desconforto (calor, frio, fralda suja, etc)
Difícil? Nem tanto........ Vamos ouvir essas palavrinhas? 
Quem vai explicar melhor esse "método" é minha colega, fisioterapeuta e também doula lá em Brasília, Rafaela Rosa...que é representante do método no Brasil. Foi ela quem me apresentou Linguagem de bebês Dunstan, e eu achei muuuuito bacana, e que a partir de agora serei obrigada a comentar durante as aulinhas sobre cuidado básicos com bebê! rss
 
Conseguiram identificar?

A identificação das palavras exige um pouquinho de tempo e treino... Se você não identificar logo qual choro seu bebê está fazendo não se preocupe. Cuide dele como sempre fez e nos próximos choros, preste mais atenção.




Fonte
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