domingo, 16 de setembro de 2012

O Mito do Leite - médico Lair Ribeiro

terça-feira, 11 de setembro de 2012

7 adoráveis maneiras de fazer o bebê dormir!!


Eu já fiz e faço tudo isso! Principalmente a "batidinha" na bunda, o secador e o carinho no rosto, passando os dedos no meio da testa, nos olhos. Adorei ver nesse vídeo! Óh a dica mamães!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Não quero dormir sozinho - texto de Laura Gutman


Este texto foi traduzido pela maravilhosa Simone de Carvalho, da AMS (Aleitamento Materno Solidário). Convido a todos os leitores que se coloquem por um momento no lugar da criança, e tentem entender as necessidades dos pequenos. Segue o texto...

google imagem
É claro que as crianças não querem dormir sozinhas! Não querem, nem precisam. Os bebês que não estão em contato com o corpo de suas mães, experimentam um universo sombrio e vazio que está bem longe do bem-estar que os trouxe a partir do período em que viveram no amor do ventre de suas mães.  Recém-nascidos não estão prontos para um salto para o nada: um lugar sem nenhum movimento, nenhum cheiro, nenhum som, nenhuma sensação de vida. Esta separação do corpo da mãe provoca mais sofrimento do que podemos imaginar e define um contrassenso na relação mãe-filho.

Tudo bem se nós trazemos as crianças para a cama. Nós todos seremos felizes. Você só precisa estar atenta para se certificar de que a criança vai dormir com um sorriso, que a noite é suave e não há nada que possa ser contraproducente, quando não há bem-estar. Infelizmente, as mães jovens estão conscientes da nossa capacidade de compreender os desejos de nossos filhos que estão inconfundivelmente claros. 

Circula socialmente a ideia que satisfazer a necessidade de um bebê os transformam em "mimadas", mas, paradoxalmente, e novamente obter o resultado oposto ao esperado, pois, à medida que dormimos corpo a corpo com nossos bebês, também os tocamos e os apertamos... Eles irão reclamar mais e mais. Considere que o "tempo" para as crianças é visto como um fato doloroso e comovente se a mãe não comparece, ao contrário das experiências no útero, onde cada necessidade foi atendida imediatamente. 

Agora, a espera, dói. Se as crianças têm de esperar muito tempo para encontrar conforto nos braços de sua mãe, se agarram aos peitos vigorosamente, mordendo, ferindo ou chorando, só para terem acesso ao corpo materno. O medo é a principal companhia, porque sabem que a ausência da mãe voltará a qualquer momento para atormentá-los. As crianças têm direito de exigir o contato físico, porque são totalmente dependentes dos cuidados maternos. 

Precisamos ter a consciência do seu estado de fragilidade e sabendo o que todos os bebês saudáveis necessitam ao nascer: exigem cuidados básicos adequados para a sua sobrevivência.

A noite é longa e escura, e nenhuma criança deveria passar por isso sozinha. Por quanto tempo? Até que a criança não necessite mais.

Por Laura Gutman      
Tradução: Simone de Carvalho

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

COMO AUMENTAR A PRODUÇÃO DE LEITE MATERNO



Antes de conversarmos sobre as dicas para aumentar a produção de leite, toda a mamãe precisa saber da fisiologia da lactação, ou seja, como se dá a produção e manutenção do leite materno.

Durante a gestação as mamas já começam a ser preparadas para a produção de leite, através da ação dos hormônios progesterona e estrogênio as mamas ficam maiores, mais sensíveis e têm seus vasos sanguíneos dilatados.

Após o nascimento do bebê, a produção e ejeção de leite materno são mediadas pelos hormônios prolactina e ocitocina, respectivamente. Nos primeiros dias após o parto, esses hormônios estão em alta concentração no sangue mesmo sem o bebê sugar o seio. É claro que se o bebê mamar adequadamente ao seio desde a primeira hora após o nascimento, a produção e a descida do leite será muito mais rápida.

Passando os primeiros dias, se o bebê não estiver sugando ao seio ou não sugar adequadamente, a produção de leite materno vai diminuir muito, pois o que faz a mãe produzir leite neste período é o estímulo que o bebê faz, ou seja, a sucção do bebê estimula a produção de leite materno.

É importante salientar que nenhuma dica funciona sozinha, todas devem acontecer ao mesmo tempo!

Então, aí vai a primeira dica:
Quanto mais o bebê mama, mais leite a mamãe produz. A mãe deve deixar o bebê mamar, no mínimo, 8 vezes dentro de 24 horas. Alguns bebês mamam de 3 em 3 horas, outros de 2 em 2 horas, isso vai depender de cada bebê. O importante é dar de mamar várias vezes ao dia e não limitar o tempo das mamadas, deixando que o bebê mame em um seio de cada vez, até esvaziar bem a mama, para que ele receba o leite do final da mamada, que é rico em gordura e faz o bebê ganhar peso. Nunca se deve deixar o bebê dormindo mais do que 3 horas, ele deve ser acordado para mamar, principalmente os bebês mais novinhos, dormem muito.
Se o bebê não estiver mamando adequadamente ou alguma dificuldade estiver acontecendo com a amamentação, a mamãe deve solicitar ajuda de um profissional capacitado em aleitamento materno (consultora em amamentação), para que o problema seja solucionado.

Segunda dica, não menos importante que a primeira:
A mãe deve estar muito tranqüila para produzir leite em quantidade suficiente. Por que a ocitocina, hormônio que provoca a contração das células musculares no interior da mama, é produzida na glândula hipófise posterior. Ela está localizada numa área do cérebro conhecida como hipotálamo, que também regula as emoções. Ou seja, se a mãe não estiver bem emocionalmente, a produção de ocitocina será inibida. Qualquer estresse por parte da mãe, cansaço, dormir pouco, preocupações, interferem negativamente na produção e ejeção do leite. E isso é cientificamente comprovado! A mãe começa a produzir o leite materno pela cabeça! Uma mãe livre de estresse, que descansa bem, normalmente é uma mãe que produz bastante leite. Durante a amamentação, a mãe deve escolher um lugar tranqüilo e fazer alguma coisa que a deixe calma, como olhar televisão ou escutar música. O apoio do pai ou de pessoas amigas também é super importante para deixar a mamãe segura e calma para amamentar.

Terceira dica:
Alimentar-se bem e ingerir muitos líquidos. Uma alimentação saudável e em horários regulares assim como a ingestão de mais de dois litros de líquidos por dia faz com que a mãe produza bastante leite. A mãe precisa de bastante líquido pra produzir leite em quantidade suficiente ao seu bebê.

Quarta dica:
Faça massagens com movimentos circulares em todo o seio antes de amamentar, e utilize compressas quentes, pois faz com que aumente a circulação sanguínea nas mamas. Mas atenção para estas recomendações, isso só deve ser feito quando for contatado que realmente a produção de leite estiver reduzida, pois caso contrário, pode provocar um ingurgitamento mamário (leite empedrado). Procurar um profissional para auxiliar e indicar corretamente o tratamento é super importante para evitar problemas.

Quinta dica:
Alguns medicamentos fazem aumentar a produção de leite materno, associados às demais recomendações. Eles devem ser prescritos exclusivamente pelo médico, nunca se deve ingerir medicamentos por conta própria, pois as substâncias contidas nos medicamentos são passadas para o leite materno e podem ser prejudiciais ao bebê.

Sexta dica:
Mesmo se todas essas dicas não funcionarem, ainda pode ser feita a técnica da relactação. Consiste em utilizar uma sonda conectada a um recipiente contendo leite. Uma das extremidades da sonda é colada no seio da mãe, o bebê suga o seio juntamente com a sonda, assim ele estimula a produção de leite materno. Essa técnica é também utilizada para as mães adotivas que desejam amamentar.

Manter-se confiante e segura é a melhor receita para as mamães que querem amamentar, além disso, procurar ajuda de um profissional especializado é muito importante para o sucesso da amamentação!


Nutricionista Rosane Baldissera
Consultora em Amamentação – Porto Alegre/RS
Fones: (51) 95329195 ou 91684658

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Relato da cesárea necessária de Ana Paula pela doula




Conheci a Ana Paula através de um pedido de ajuda à ela, pela minha doulanda Sheila, no facebook. Entrei em contato com ela, e ela foi me contando a história do seu primeiro parto e de como queria apoio de uma doula. Disse que poderia atendê-la sem problemas.
Combinamos o primeiro encontro e nele conversamos muito sobre o que ela passou no parto da sua filha, e do que gostaria que fosse diferente. Depois tivemos mais 2 encontros com muita conversa, massagem, pintura na barriga, risadas e muito carinho. No último encontro combínamos dela me chamar com contrações de 15 em 15 minutos, para eu conseguir chegar a tempo na cidade dela, Imbé.

Na última semana antes do nascimento, Ana tinha contrações todos os dias mas sem intervalos regulares, que a deixavam sem dormir a noite. Conversávamos todos os dias pelo facebook, para tirar algumas dúvidas e mantermos contato. No dia 27/08, com 41 semanas, pelas 16 hs, Ana manda uma mensagem pelo celular dizendo que as contrações estavam vindo a cada 7 minutos, bem doloridas. Peguei minhas coisas, avisei meu marido e sai pelas 16:40 hs, eram 1 hora e 20 minutos de viagem, chovia muuuito.

Cheguei pelas 18 e 15 hs. Fui recebida pelo marido de Ana, Clayton, que estava muito feliz que Pietro estava chegando. Ana arrecem havia saido do chuveiro, disse que a água morna  aliviava muito as dores. Depois disso ela quis se deitar e tentar descansar. Colocamos uma bolsa de água quente no ventre afim de aliviar as contrações, e estava funcionando bem. Ali ficamos grande parte do tempo, Ana agarrada na minha mão e na do Clayton, e a cada contração Ana respirava com calma, profundamente, apertava nossas mãos e assim superava cada uma delas.

Depois de algum tempo assim, Ana quis tentar caminhar ficar em pé, mas as contrações estavam apertando, vindo a cada cada 3 minutos, durando 1 minuto. Ana se agarrava hora em mim, hora no Clayton e hora em nós dois. Depois de tentar encontrar uma posição para ficar sem succeso, ela decidiu se deitar de lado na cama outra vez. Neste momento as contrações apertaram ainda mais, e vinha a cada minuto e meio, durando quase 1 minuto. Ficamos novamente naquele circulo de apoio, mãos dadas, Ana queria fraquejar mas a encorajávamos mais e mais.

Depois de 2 horas com contrações a cada minuto e meio, pela 12 hs, um pouco mais, Ana quis ir ao Hospital de Tramandaí, mas estava com medo de estar muito cedo, de não deixarem a mim e ao marido entrar, afinal havia falado com o responsável do hospital alguns dias antes.
Chegamos lá, Ana entrou e nós ficamos esperando durantes 30 minutos no lado de fora, até que a enfermeira autorizou minha entrada, e disse que eu poderia ficar no pré parto, parto e pós parto, e o pai no parto e pós parto. Coloquei a roupinha do hospital, e fui ajudar a Ana no banho, pois fizeram o enema (lavagem intestinal). Ela estava palida, cansada e disse com tristeza que estava com 5 cm de dilatação. Falei para ela não pensar no passado e viver este parto, se entregar e tentar relaxar ao máximo.

Fomos para o quarto onde estava mais uma parturiente com sorinho colocado. Era nitido que Ana não estava gostando de ficar ali naquele quarto, exposta, sem intimidade. Mas eu pedia que ela se concentrasse. E as contrações continuavam a vir a cada 2-1 minutos, ela não conseguia mais ouvir direito, e como o pessoal fazia perguntas, pra quê??!!! Afff! Não deixavam ela se concentrar, era um entra e sai, luz acesa... No começo ela ficou sentada, depois resolveu se deitar. As horas foram passando e Ana com coragem vencendo cada contração. As técnicas de enfermagem vinham checar os batimentos de Pietro a cada meia hora. Pelas 3:30 hs Ana recebeu sorinho, sem hormônio, para não “desidratar”, foi dado uma gase molhada para poder “saciar” a sede dela e ganhou buscopan como havia pedido...

Ana começou a dizer que as contrações estavam estranhas, doiam de forma diferente.  Tentei fazê-la se levantar, mas ela não conseguia, sentia dores nas pernas, tinha medo de cair, mudamos de lado, comecei a movimentar o quadril dela, “chutando” que o bebe estivesse mal posicionado, ou algo assim. Mas as dores estranhas continuaram. Pelas 4 hs ouviram os batimentos do Pietro que desceram a 92 bpm, até menos, na contração e não regularizaram em seguida. A técnica de enfermagem avisou o médico que pediu para Ana mudar de posição ou se sentar, para ver se melhorava os batimentos. Ela não conseguiu sentar mas mudou a posição. Os batimentos melhoravamm por alguns poucos minutos e baixavam novamente. O médico avaliou a dilatação, que estava completa, mas o bebê estava alto. Ana disse que não sentia vontade de empurrar.

O médico sugeriu que Ana ficasse em pé novamente, ela não conseguia e insistiu que a dor estava estranha, não parecia algo normal. A equipe esperou mais ou menos uma hora para ver se o bebê descia, e se os batimentos do bebê regularizavam. Mas não aconteceu, era cada vez mais frequente os batimentos baixarem e não voltarem rápido ao normal. Nesse momento o médico avisa para a Ana que ia ser cesárea, avisando a equipe que era uma cesárea de emergêcia. E veio explicar que o bebê estava em sofrimento, não estava descendo e parecia ser um bebezão.

O Centro cirúrgico foi arrumado o mais rápido possível, me deixaram ficar com ela, Ana recebeu anestesia e nesse meio tempo chamaram Clayton para ver o nascimento. Às 5:15 do dia 28/08 Pietro nasceu, com deliciosos 4.540 gramas e medindo 52 cm,  demorou um pouquinho para chorar e foi para neonatologista receber alguns cuidados. Depois ouvimos um choro alto que tranquilizou  a mamãe e o papai dele.

Pietro veio conhecer a mamãe, que beijou demais esse filho e ele ficou quietinho ouvindo a mamãe. Ana foi para a sala de recuperação e Pietro veio logo depois para mamar, mas quis ficar quietinho, dormindo no colo da mamãe.



Quero agradecer a Ana e ao Clayton por me convidarem a presenciar o nascimento do lindo Pietro.

Ana Paula, foste mais além do que muitas mulhares podem imaginar, és forte, guerreira e no final tudo acabou bem. Parabéns querida!

Clayton, o que dizer de um marido tão prestativo, parceiro e carinhoso com a esposa. Foste a fonte de força da Ana, e colaborou integralmente para a vinda de teu filho!

E deixo aqui um agradecimento a coordenação do Hospital de Tramandaí que permitiu a entrada da doula, tanto no pré parto, no CC já que foi preciso e no pós parto.

Analu  – mãe e doula

A famosa "manha" - por Raquel de Andrade

Texto muito interessante que encontrei no site do Grupo Para Noites Sem Choro. Leiam com atenção e sem preconceito, tentem entender o ponto de vista do bebê. Segue o texto...

google imagem
"Sinceramente, "manha" não existe. Pelo menos durante os 2 primeiros anos de vida. Pelo menos não essa "manha" que as pessoas usam como álibi para se isentar de acudir o bebê que permanece chorando, pau da vida. Me desculpe se, porventura, minha opinião difere da sua, mas, por amor, vamos pensar juntas... 
Convenhamos, um bebê de meses não tem capacidade de fazer essa tal "manha"! Se ele chora é porque algo vai mal, e o choro é a única forma de comunicação que ele tem.
Imagine-se num país estranho, cujo idioma você não fala uma palavra. Aí você tenta se comunicar usando um pouco de mímica ou outro artifício qualquer e... ninguém faz a menor força para tentar entendê-la. Puxa, isso é indignante! É o maior egoísmo e falta de solidariedade.
O bebê não sabe falar. O choro é a única linguagem que ele conhece. Ele só pode apelar para ela. Cabe aos adultos tentar entender o que se passa e acudir o pequeno.
Bom, se o neném está chorando, você faz o "check-list" dos possíveis motivos:
está com fome? Não, mamou há pouco; está com a fralda molhada ou suja? Não, já troquei; está com frio ou calor? Não; a roupa está incomodando? Não, está uma beleza de confortável; está com cólica? Não, não é choro de cólica; está com alguma dor? Não aparentemente;
Aí vem alguém e diz:
Áh, então é "manha"... deixa chorar pra aprender...
Bom, aí o neném põe a boca no mundo, berra à beça, se esvai em lágrimas, e ninguém faz nada... Todos se isentam, pois já verificaram as razões materiais para o choro e se certificaram que nada está errado (não está com fome, não está molhado, não é cólica...).
Nada errado para eles, pois se o bebê está chorando é porque tem algo errado com certeza - mesmo que seja meramente um desconforto passageiro.
Gente, sabe-se lá o que um bebê traz em sua mente como sensações e sentimentos? Sabe-se lá que memória ele tem? Você nunca sentiu medo por estar sozinha? Mesmo um medinho passageiro, que você resolveu em segundos através de sua capacidade de raciocínio?
Pois é! Vai ver o bebê está sentindo um medo parecido. Acontece que um jovem bebê não tem a menor capacidade de raciocínio, ele é emoção pura, em estado bruto! Não se pode exigir de um bebê que ele use sua razão - isso é uma coisa que vai acontecer aos poucos, através de muito aprendizado e de muito estímulo.
Esse bebê que está "fazendo manha" pode estar se sentindo inseguro. Pode estar com medo. Pode estar tendo uma sensação ruim, de vazio. Pode estar carente de contato físico - de colo - por alguns momentos. Sei lá... pode estar tendo um monte de sensações que não conseguimos imaginar, e precisa de amparo, de atenção, de segurança, de colo.
É um absurdo essas pessoas que esgotam as explicações materiais e concluem, com a maior cara de pau: "é manha, deixa chorar pra aprender". Gente, isso é a maior desumanidade! É cruel. O bebê fica aterrorizado, indignado, frustrado. Ele vai acabar por se calar sim. Vai cansar e vai calar. Mas até lá, minha amiga, esse bebê vai ter passado maus momentos!
Vai ter tido uma péssima experiência de desamparo e rejeição ("que mundo horrível, ninguém me quer"). Vai ter experimentado uma frustração grande ("sou incapaz, não consigo o que quero"). Vai ter acumulado, em todo o seu corpinho, as tensões deste mau momento (músculos retesados). Vai ter armazenado em seu cérebrozinho - tão puro e sem maldade - um stress totalmente desnecessário. Ele vai guardar esta experiência, pode crer.
Você quer isso pro seu filho? Papai, você quer isso? Coloque-se no lugar do pequeno? Você gostaria de passar por isso?
Agora me diga: o que ele aprendeu de bom com isso? Nada! Ele não precisa aprender as regras da vida desta maneira, pela via da dor. Ele pode aprender pela via do entendimento. Talvez dê mais trabalho, mas é muito melhor para todos.
Se o bebê está fazendo a tal "manha", ampare-o. Dê colo a ele. Ofereça o seio mesmo que ele não esteja com fome. Cante baixinho. Faça carinho. Converse com ele com a voz serena e firme, transmitindo confiança e amor. Não pense que ele não entende. Ele entende sim!! Com certeza! Pode não entender o sentido das palavras, mas seu cérebro percebe as vibrações de sua voz, e é assim que a comunicação se dá.
Boto a minha mão no fogo se esse bebê não se acalmar - mesmo que demore - e não crescer mais confiante e seguro. Uma criança tratada com humanidade vai ser muito mais amiga, obediente... vai ser uma criança mais fácil. Aquela tratada com egoísmo poderá se revoltar, ou então poderá ser uma "santa" mas escondendo que neuroses e que infelicidade em sua alma!
Quando o bebê cresce um pouco e já tem uma certa capacidade de raciocínio, mesmo assim ele não deve ser "abandonado" aos prantos. Nessa hora, ele deve ser reconfortado e devem lhe explicar que não precisa chorar, que está tudo bem, que mamãe e papais voltam, etc. Pode ser que ele continue chorando um pouco, mas ele vai se acalmar rápido - ele vai ter elementos para lidar com a situação, sua mente terá recursos para se tranqüilizar e ter confiança.
As pessoas podem apresentar inúmero argumentos. O mais compreensível é o da mãe cansada, exausta, que não tem apoio do marido e da família para lidar com o bebê. Mas mesmo assim eu finco pé... não se pode recusar atendimento a um bebê assim. Um bebê é responsabilidade de todos - não só da mãe!
Em resposta final a todos os argumentos que possam surgir, eu prefiro seguir a orientação de Jesus Cristo. Ele disse: "confortai os que choram". Então, pelo sim pelo não, "manha" ou não "manha", eu fico com Jesus: acudo a criança. Depois a gente vê como é que fica.
Uma última palavra às mães zelosas e amorosas, e aos pais e avós idem: também não vá se culpar se o neném tiver chorado um pouco, se você estiver meio sem paciência, cansada, etc. Isso acontece. Se você, em geral, não nega atenção ao pequeno, tudo bem. Essa reflexão toda é mais para aquelas pessoas que ainda não formaram sua opinião, e para aquelas que acreditam na tal "manha"...
"
Autora: Raquel de Andrade Dantas Figueirôa
Texto extraido do site:http://www.infonet.com.br/meubebe/obebe05.htm

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Meu bebê briga com o peito


Texto excelente da Simone de Carvalho, que vai esclarecer porquê alguns bebe brigam tantop na hora de mamar. Calma, calma, é normal, uma fase. Leiam o texto:


Sobre os bebês aparentemente impacientes e brigões com o seio materno


Tenho lido muitos relatos esses dias de mães que se queixam dos seus bebês que parecem "brigar" com o seio. Os relatos são mais ou menos assim:

"Começa mamando, solta o peito, fica irritado, chora, parece empurrar o seio, se distrai, olha para a mãe...Volta a mamar, pára, olha para a mãe, dá uma risadinha, e solta novamente..."

Por que isso acontece?

O primeiro trimestre da vida de um bebê é rodeado por vários desafios: Em reconhecer a mãe, em praticar o processo de sucção, e em se conhecer como ser único. Sua percepção é limitada, onde uma vez que soltam do seio, não conseguem voltar para ele, se perdem. No final desse trimestre, passam a compreender algo que não seja apenas a sua mãe: o ambiente que vive, as pessoas que estão ao seu redor, sons, ruídos, movimentos...E, tudo isso leva à distração. Bebês são curiosos e atentos e estão despertos para captar todo esse mundo ao seu redor.

A concentração da amamentação começa a ser um desafio, onde antes, o seu foco de visão era o seio e o olhar da sua mãe. Mas, de repente, ele percebe que sua mãe não é a única pessoa em sua vida. E, a medida que crescem, tornam-se excelentes sugadores e passam a voltar sua atenção para o externo desta relação.

Essa é a primeira crise, que muitos pediatras chamam da Crise dos 3 Meses. E esse processo de "crises" continua... A próxima, é por volta dos oito meses, onde muitas mães afirmam que o seu bebê quer largar a amamentação, que rejeita o peito. Mas é apenas um desinteresse temporário, uma fase.

As mães acabam se desesperando neste processo, e geralmente se frustrando. Acreditam que não produzem leite suficiente, que o seu leite é fraco e até que o bebê realmente não gosta de mamar. E claro, essa pausa de sucção por parte do bebê, ou o "mamar pouco" reduz a produção de leite e ai, todos esses conceitos passam a ganhar mais força.

A Livre Demanda entra então neste processo como fator determinante para que a saga da amamentação continue. Quanto mais o bebê mamar, mas leite você irá produzir, e, com distração ou não, amamentar é extremamente prazeroso para o bebê, não importa a idade.

Essa distração pode ser "combatida" com um ambiente propício, e claro, se possível aconchegante e calmo (a noite é um momento excelente para isso). Uma voz suave materna é de grande ajuda. Somando a distração do dia, e distração também na fase da introdução dos sólidos, aos seis meses, geralmente se reduz as mamadas diurnas por conta da nova rotina e também, as mães ficam frustradas mais um vez, porque esse processo é lento e gradual e muitas relatam que seus bebês comeram meia colher de comida.

Mais uma vez, a Livre Demanda entra como salvadora neste momento, e, se um bebê tem o hábito de mamar a noite toda, ele acaba suprindo essa complementação em sua alimentação. E a mãe consegue descansar e dormir também, principalmente nas mamadas noturnas. Pense nisso! E fique tranquila que não desencadeia otites e nem cáries (mas, cuide da higiene bucal do seu bebê rigorosamente!).

Amamentar no sling pode ser também uma boa opção. Dependendo da posição que o bebê está dentro dele (deitado) a concentração á mamada se intensifica. O sling é um ninho muito aconchegante. A posição futebol (invertida) induz o bebê e olhar diretamente para você e sua cabecinha ficar apoiada em uma de suas mãos. Aproveite este momento para ter toda a atenção dele: faça carinho, converse, cante. Isso prenderá a atenção dele para você.

Todo este processo é natural e percebem como os bebês precisam ser treinados e orientados o tempo todo? Temos o grande privilégio como mães de direcionar e vivenciar cada fase desse ser que nos foi dado de presente e debaixo da nossa grande responsabilidade de cuidado, mas com uma alma pura e um espírito livre.

Fica muito mais fácil compreender a complexidade do desenvolvimento humano, entendendo cada uma dessas fases como processos de evolução e crescimento e assim, deixaremos de focar em processos de "crises". Não são crises, são evoluções sadias e necessárias.

Por Simone de Carvalho em Aleitamento Materno Solidário

domingo, 19 de agosto de 2012

Como lidar com os comentários contra a Amamentação Prolongada


Adorei este texto! Estou passando pela fase dos olhares tortos, pessoas desviando do caminho porque me veem amamentando minha filha de 2 anos e 7 meses. Realmente fico muito triste com isso e me sinto mal pelas pessoas verem algo errado em um ato tão normal...AMAMENTAR. Ah sei, ela não é mais um bebê, e meu leite virou aguá, certo? Errado! Os psicólogos que me corrijam se eu estiver errada, mas psicologicamente, ela é um bebe até os 3 anos!! Meu leite virou água?? Óh uma informação 'basiquinha' para quem acha isso!


O texto a seguir é de Simone de Carvalho da Aleitamento Materno Solidário
Meu anjinho mamando!

"É muito comum em nossa sociedade ocidental capitalista o conceito social de que uma mãe amamentar seu bebê exclusivamente e por um longo período é sinônimo de consentimento passivo da mãe, motivo de repúdio e preconceito.

É como se essa mãe fizesse parte de uma comunidade alternativa, á margem da realidade social. Muitas vezes é interpretada como ativista radical, naturalista e compactuante de uma visão já passada, antiga e careta. Pois a modernidade não combina com a amamentação.
O problema é que as pessoas estão ocupadas demais e focadas em reunir seus esforços, tempo e talento apenas em adquirir bens materiais, e nada além disso. Não é só a maternidade que vive os seus dias de extinção, mas também os comportamentos sociais de reflexão e crítica e principalmente o tempo preciso de filosofar e discutir sobre os comportamentos sociais e interpretar por de fato eles acontecem e o porque de suas consequências.

Eu cada vez mais chego á conclusão de que as pessoas sabem menos, discutem menos, refletem menos. Parece uma grande manifestação de aceitação passiva do senso comum. Ele é mais fácil: eu o aceito e não o questiono. Não perco meu tempo refletindo e questionando uma coisa banal e natural como o aleitamento materno.
O que fazemos aqui enquanto grupo virtual que reflete, discute e promove a amamentação pode ser visto por muitos como: mais uma manifestação libertária, própria dos anos 70, onde a máquina internet se consolidou para democratizar impositivamente os pensamentos e ideias de um determinado grupo que se opunha ao Estado, como o de mães que lutam pela importância da amamentação como o nosso.

Seremos então uma minoria neste mar social de padrões pré-estabelecidos e cada vez mais cegos e alienados da real importância do tempo crucial de gestar, nutrir, vincular e formar uma estrutural emocional fundamental para a formação de uma sociedade equilibrada, feliz e saudável?

O discurso de muitas mães da geração passada se baseiam em argumentos rasos de que: eu não fiz nada disso e estão todos fortes e saudáveis por ai. Todos sobreviveram. Todos foram amamentados com fórmulas artificiais e isso contribui para as mães ingressarem no mercado de trabalho, pois, sem uma substituição materna (leia-se chupetas e mamdeiras) a mulher não se "libertaria" da maternidade. Este pensamento sempre foi machista acima de tudo, e incorporamos o machismo á nossa feminilidade de forma natural e passiva.
A humanidade então passou a determinar que a sua espécie teria de se adequar aos novos comportamentos da Revolução Industrial, pois isso era realmente um sinônimo de modernidade. E este conceito, cravado e fundado até hoje em nosso meio, rejeitou e rejeita a importância do tempo de dedicação, cuidado e vínculo com um bebê.

Como mães conscientes que somos, lactivadoras e lutadoras incondicional da amamentação exclusiva, cabe á nós uma importante missão: a de empoderar a sociedade. Isso não é pretensão, pois somos um pequeno grupo diante desse "mar social", mas acredito que a força e o ideal de um grupo plenamente comprometido poderá de fato mudar o mundo.

"Seja a mudança que você quer ver no mundo" DALAI LAMA

Quais são as minhas motivações:

1) Sendo uma mãe empoderada, cada vez mais tenho acesso á informações fundamentais e pesquisas sobre os inúmeros benefícios do Leite Materno;
2) Eu passo a ser uma multiplicadora dessas informações e passo a ser ouvida e reconhecida pelas pessoas ao meu redor;
3) Pois aquilo que falo, que tenho conhecimento e que comprovo é de fato algo a ser considerado e seguido;
4) Cada vez mais meus filhos comprovam a minha ação: são crianças mais saudáveis, mais inteligentes e  mais equilibradas;
5) A maternidade consciente é então sinônimo de um profundo preparo e esforço para que eu promova o equilíbrio, a saúde e a felicidade da minha família;
6) Só eu mãe sou capaz de produzir o leite materno, que é insbustituível em seus nutrientes e benefícios;
7) Sou capaz de transformar e empoderar as mães ao meu redor, pois, os meus conhecimentos e experiências de fato são respostas satisfatórias e solucionávies para as mães que enfrentam problemas com a amamentação;
8) Eu passo a comprovar que todo o entorno cultural e os saberes familiares que as mães se encontram acabam por não satisfazer e responder efetivamente os problemas enfrentados na amamentação;
9) Eu passo então a ser uma referência, um ponto de apoio e uma figura fundamental para que mães e bebês ao meu redor possam desfrutar de uma maternidade plena;
10) Por fim, eu passo a ser uma figura fundamental na promoção da importância tão urgente de se exercitar uma maternidade consciente no nosso tempo.

Por Simone de Carvalho

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Vídeo: A Hora do Mamaço- 2012

Este vídeo foi uma iniciativa maravilhosa da AMS -Aleitamento Materno Solidário em comemoração a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). São fotos de ma~es e seus bebês em vários lugares no mundo, em amamentação simultânea, no mesmo horário! Sofia aparece mamando nos 07 minutos e 53 segundos, e são 2 anos e 7 meses de amamentação continuada, que só trás benefícios para minha filha e para mim. Com muita alegria e orgulho participamos deste evento!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

MundoBrasileiro