Assistam os vídeo e já peguem as dicas de como relaxar e aproveitar o trabalho de parto e parto.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Vídeo: Parteira Ina May Gaskin fala sobre parto natural
Fiquei conhecendo estes vídeos, com a palestra da parteira Ina May Gaskin, pelo blog Doula em Campinas e achei muito proveitoso. Como diz Ina May, os esfincteres são tímidos e não obedecem ordens, o que me faz lembrar da Mariana que ganhou o Samuel a quase 1 ano atrás. Na ultima consulta pré natal estava com 2 cm, foi para o hospital e chegou com 1 cm de dilatação, em 30 minutos foi para 9 cm, e em seguida 10 cm, graças a conversa grosseira do plantonista, e a possibilidade de cair em uma cesárea sem necessidade. Samuel nasceu super saudável e Mariana não recebeu intervenção alguma que não quisesse, recebendo só analgesia, que nem deu tempo de fazer efeito. Confira o relato AQUI.
Assistam os vídeo e já peguem as dicas de como relaxar e aproveitar o trabalho de parto e parto.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Lista de assinaturas do abaixo-assinado pelo direito da Gestante ser acompanhada por uma doula durante o trabalho de parto, parto e pós parto em qualquer hospital brasileiro.
Lista de assinaturas do abaixo-assinado pelo direito da Gestante ser acompanhada por uma doula durante o trabalho de parto, parto e pós parto em qualquer hospital brasileiro.
Assinem! Toda mulher deve ter o direito ao acompanhamento de uma doula, independente de estar presente um familiar!!
Assinem! Toda mulher deve ter o direito ao acompanhamento de uma doula, independente de estar presente um familiar!!
sábado, 26 de janeiro de 2013
NOTÍCIA: Amamentação exclusiva salva cerca de seis milhões de crianças no mundo a cada ano, estima OMS.
| Minha filhota com 4 meses |
Leite materno deve ser a única alimentação da criança até os seis meses de vida.
A amamentação deve ser a alimentação exclusiva da criança até os seis meses de vida, de acordo com a recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois disso, o bebê pode começar a receber outros alimentos saudáveis, mas a orientação é que seja mantida a amamentação até os dois anos de idade ou mais, decisão que fica a critério da mãe.
Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas preveníveis. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária.
Segundo a OMS e o Programa das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em torno de seis milhões de vidas de crianças estão sendo salvas no mundo, a cada ano, por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva.
Contudo, no Brasil, dados da II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno — realizada nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, em 2008 — revela que somente 41% das crianças menores de seis meses de vida estavam em aleitamento materno exclusivo. As demais tinham experimentado outro alimento já nas primeiras semanas ou meses de vida.
Contudo, no Brasil, dados da II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno — realizada nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, em 2008 — revela que somente 41% das crianças menores de seis meses de vida estavam em aleitamento materno exclusivo. As demais tinham experimentado outro alimento já nas primeiras semanas ou meses de vida.
— A amamentação é uma estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança. O recomendado à mãe é que ela amamente seu filho até dois anos ou mais — afirma Paulo Bonilha, coordenador de Saúde da Criança do Ministério da Saúde.
Alimentação complementar
Muitos pais e mães se sentem inseguros quando chega a hora de introduzir novos alimentos à dieta das crianças que completam seis meses de idade.
— O profissional de saúde tem um papel fundamental na orientação e no auxílio à família da criança. E o sucesso da alimentação complementar depende de paciência, afeto e apoio de todos envolvidos nos cuidados da criança — afirma Patrícia Jaime, coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.
Como destaca Patrícia Jaime, os hábitos alimentares são formados nos primeiros anos de vida. A oferta de alimentos não saudáveis contribui para o desenvolvimento um modelo de nutrição que favoreça o excesso de peso, deficiências nutricionais e diversas doenças.
Incentivo à alimentação saudável
A partir do próximo mês, o Ministério da Saúde promoverá novas ações de incentivo à alimentação saudável para crianças menores de dois anos, como parte da estratégia da Rede Cegonha, programa que busca dar assistência à mulher e ao bebê.
Por meio de oficinas de formação, o governo federal pretende capacitar mil profissionais de saúde que atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBS) para que sejam multiplicadores de informações que incentivem, também, o aleitamento materno até o segundo ano de vida da criança.
Por meio de oficinas de formação, o governo federal pretende capacitar mil profissionais de saúde que atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBS) para que sejam multiplicadores de informações que incentivem, também, o aleitamento materno até o segundo ano de vida da criança.
O objetivo é que o aumento da qualidade dos alimentos consumidos até os dois anos de idade — complementados com leito materno, quando possível — influenciem para a melhoria dos indicadores de saúde das crianças nesta faixa etária.
Para 2013, estão previstas 50 oficinas de capacitação de tutores em todo o território brasileiro. Os cursos vão ocorrer em todos os estados e os profissionais formados terão a responsabilidade de replicar a estratégia a outros profissionais de saúde.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Vídeo: Muito além do peso...
A obesidade infantil é um problema gravíssimo, que atinge milhares de crianças no Brasil. Resultado da péssima alimentação e por vários outros fatores. É o fim da picada o que a preguiça pode fazer. Hoje em dia não temos tempo para preparar as refeições em casa e fazer alguma atividade física.... não temos tempo????? Ou estamos muito preguiçosos? Podemos fazer uma caminhada, um alongamento, brincar com os filhos, usar a bicicleta para trabalhar, usar as escadas....
Precisamos de politicas que incentivem realmente a alimentação saudável e a atividade física assistida. Precisamos de Informação REAL!!!! O povo precisa saber o que esta comendo! O Brasil precisa de Vergonha na cara!! Mudar, tirar a preguiça da cabeça, fazer, acontecer, pararmos de ser egoístas (sim egocêntricos) e ver o que estamos fazendo, principalmente para as nossas crianças.
Não, não estou dizendo que a mudança acontece da noite para o dia, e nem que vai ser fácil... mas é NECESSÁRIO. Tentem todos os dias, não parem, vocês irão conseguir melhorar a alimentação, e perceber que o que "parece" gostoso´e saudável, só parece, mas não é. Como eu digo aos meus filhos, deixa a cenoura (ou qualquer outra verdura) te mostrar como ela é gostosa de várias formas, e ela vai te dar muita saúde!
Assumam que estão errando e corram atrás do prejuízo!! Assistam o vídeo!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Relato da cesárea intra parto de Tatiana pela doula
Tatiana entrou em contato comigo pelo facebook. Eu havia
sido indicada pela doula Cris de Melo. Começamos a conversar, e ela perguntou
se eu atendia a cidade dela Osório, disse que sim, e começamos a combinar algumas
coisas. Ela foi me contando um pouco da sua história, que havia passado por uma
gestação ectópica, e que depois de algum tempo engravidou novamente, com ajuda
da técnica in vitro.
Depois de algum tempo marcamos o primeiro encontro aqui em
casa. Tati já sabia muita coisa sobre o parto, e confessou que tinha muito medo
da cesariana Expliquei como era meu atendimento, e ela me contou como estavam
as consultas no pré natal. Qualquer dúvida que ela tinha, me perguntava.
Fizemos mais alguns encontros e muita conversa pelo facebook.
Chegando perto das 40 semanas, Tati começou a sentir
ansiedade e medo, pois ela havia lido que bebê in vitro não poderia passar das
40 semanas. Tentei tranquiliza-la explicando que não era bem assim, e Tati se
acalmou em relação a DPP.
No dia 19 conversamos muito pelo face, e Tati me comentou
que estava com algumas contrações mais próximas, que vinha em intervalos
regulares, mas paravam até por hora. Deixamos combinado que se não engrenasse
as contrações, nos encontraríamos no Divina no dia seguinte para avaliação e
talvez uma indução.
No mesmo dia pela noite Tati me pede para ir a casa dela,
que as contrações estavam presentes, mas com intervalos desregulares e que
estava ficando com medo. A felicidade era enorme, mas o medo bateu.
Cheguei já
no dia 20, nos primeiros minutos do dia. Papai Daniel me recebeu, e fui ver como
estava Tatiana. Estava no quarto, na cama, com uma carinha cansada, mas feliz
por sentir que era a hora tão esperada.
Conversamos muito, e decidimos de ir para o hospital fazer o
exame para ver como estava Milena de qualquer forma, e torcendo para termos dilatação.
Conversamos mais um pouco, o sono estava batendo em todos até que decidimos
tentar dormir. Daniel foi descansar em outro quarto para estar apto a dirigir
mais tarde. Tati se acomodou e tentou descansar, mas não conseguia . Eu sentada
na poltrona, também não consegui dormir, rs.
Até que vimos o sol raiar e decidimos usar o chuveiro. Sua
mãe havia chegado e estava preocupada com a filha. Tati sentia um alivio muito
grande no chuveiro, mas tinha medo de ficar tonta e cair. E o friozinho da
manhã estava incomodando também. Ficamos assim entre bolsas de água quente,
massagens, chuveiro até perto da hora de sair. No carro as contrações se mantiveram em 5-5
minutos, as vezes um pouco mais, um pouco menos. E Tati conseguiu dar umas
cochiladas boas no carro, assim como a doula, rs.
Chegamos no Hospital Divina Providência, Daniel e eu
esperamos um pouco, até que fui autorizada pela Dra. Ana Claudia a entrar e
ficar com a Tati que já estava com 5 cm!! Estávamos felizes por chegar com
algum sinal de progresso. Fiquei com ela no Bloco de recuperação até vagar o
quarto PPP. Nesse meio tempo foram algumas apertadas de mão, massagem na
lombar, doula comendo barrinha de cereal (já era meio dia, e tinha que ficar em
pé mesmo sem fome) até irmos para o quarto.
No quarto foram feitas as perguntas de sempre, avaliação da
Tati e do bebê, e depois entrou o pai e começamos os trabalhos. Muito chuveiro,
aguá morninha junto com a bola no box, gemidos, cromoterapia, com a luz verde
no quarto e banheiro, massagens, posições, rebolados, apertos de mão, chuveiro,
bola, massagem.... algumas avaliações, conversa, até que foi feita uma
avaliação a noite e Tati continuava com 7 cm. Mais bola, chuveiro, rebolados,
agachamento junto com o marido, que não saia de perto, até que o cansaço era
demais para suportar.
Já havíamos passado de 24 horas de trabalho de parto. Tati
aceitou tomar um remédio para relaxar possibilitando que descansasse e ficasse
recarregada para continuar. Nesse meio tempo ela comentou que a Milena estava
posicionada de maneira estranha, que ela sentia algo errado, mas a bebê estava
bem pelos exames. O remédio foi dado, mas deu o efeito contrário, raro, ela
ficou ligadona, a mil, não conseguia parar, andava de um lado para o outro, rs.
Demos boas risadas!
Mais um tempo se passou entre chuveiro, bola, massagem,
caminhada, banheiro, até que Tati decidiu pedir analgesia. Foi aplicada a analgesia, mas minha doulanda
não sentiu um grande alivio, estava incômodo, dolorida, e depois da analgesia
Dra. Ana decidiu fazer outra avaliação, que constataram os mesmos 7 cm.
Conversamos, e a Dra. sugeriu para Tati colocar ocitocina, para diminuir o
intervalo da contrações que ficaram de 4-4 minutos, as vezes menos, e ver se
teríamos progresso. Tati aceitou. Passado um pouco mais de hora, Tati pediu que
a Dra. fizesse uma avaliação do quadro, e o que poderia ser feito, pois estava
cansada, dolorida, com medo, e não sabia mais o que fazer.
Depois de conversarem Tati optou pela cesárea. Eu não pude
assistir, então decidi ir para casa, dormir para voltar recarregada e ajuda -la
com a amamentação e no que fosse necessário. Logo fui informada que Milena
havia nascido bem, no dia 21/10, pesando 3.855 gramas e medindo 51 cm. Uma bonequinha
como a mãe! E a doula mega feliz por tudo ter ficado bem!
| Bem vinda Milena! |
Tatiana, te agradeço de coração por me escolher para
acompanhar este belo momento, o Nascimento de uma mãe junto ao seu bebê. O que
dizer do teu trabalho e dedicação para trazer a Mileninha ao mundo...és
Guerreira, não só por passar mais de 1 dia em trabalho de parto, mas por tudo
que passou antes disso também. Gratidão minha linda!
Daniel, te agradeço por te manter firme e forte ao lado da
Tatiana, sem ti teria sido mais difícil para ela. Grata!
Ana Luisa
Mãe do Bê e da Fifi
Doula
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Cesarianas no Brasil: uma preferência das gestantes ou dos médicos?
Muito bom o artigo. Leiam, se informem sempre, questionem os seus obstetras!
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| Mais Você- Globo |
Por Gabriela Lamarca e Mario Vettore
Em geral, o parto deveria ser um evento essencialmente fisiológico, e segundo a Organização Mundial de Saúde não existem motivos que justifiquem uma taxa de cesariana superior a 15,0% em nenhum lugar do mundo. No entanto, essa taxa tem crescido em muitos países nos últimos 30 anos e o Brasil já foi conhecido por ter a maior taxa de cesáreas do mundo. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2010, 52% dos partos no país foram cirúrgicos.
Na rede privada o índice nacional chega a 82%, e na rede pública, onde ocorre ¾ de todos os partos, a 37%. O Ministério da Saúde do Brasil considera que as elevadas taxas de cesarianas são fatores determinantes da morbimortalidade materna e perinatal (Brasil, 2001). Além disso, a cesariana tem se associado a condições indesejáveis como o retardo na recuperação puerperal, tempo aumentado de internação, início tardio da amamentação e elevação de gastos para o sistema de saúde.
Existem fatores demográficos, socioeconômicos e relacionados ao risco gestacional, além do acesso e uso do pré-natal, que podem estar associados ao tipo de parto das mulheres brasileiras. Dentre eles se destacam a idade, a cor da pele, o estado nutricional, a diabetes, a hipertensão, a escolaridade, a situação de domicílio, o local do pré-natal e do parto. Esses fatores se dispõem em diferentes níveis de influência e apresentam, possivelmente, algum grau de interação capaz de determinar a via de nascimento do bebê.
Existem fatores demográficos, socioeconômicos e relacionados ao risco gestacional, além do acesso e uso do pré-natal, que podem estar associados ao tipo de parto das mulheres brasileiras. Dentre eles se destacam a idade, a cor da pele, o estado nutricional, a diabetes, a hipertensão, a escolaridade, a situação de domicílio, o local do pré-natal e do parto. Esses fatores se dispõem em diferentes níveis de influência e apresentam, possivelmente, algum grau de interação capaz de determinar a via de nascimento do bebê.
No caso do parto cesáreo, a decisão é definida por um conjunto de ‘causas’ e está relacionada a uma cadeia de assistência ao parto que envolve vários atores que influenciam todo o processo. São os médicos, seguradoras, hospitais, governo, por meio de políticas de saúde, e a própria gestante, quando omite sua opinião ou quando interfere na decisão. Isso dificulta a identificação da motivação de cada ator e seu efeito no desfecho (Patah & Malik, 2011).
A escolha do tipo de parto é motivo de grande discussão. A maioria das mulheres mostra uma preferência por partos vaginais, mas existe uma crença generalizada de que as cesarianas são preferíveis por serem menos dolorosas (Victora et al. 2011). No entanto, a maioria das gestantes, não participa dessa discussão, sendo simplesmente informada sobre a decisão médica final. A sua aceitação ou não em relação à conduta médica, e a associação entre a sua aceitação e os possíveis resultados perinatais, não são levados em consideração na grande maioria das vezes (Meller & Schäfer, 2011).
A escolha do tipo de parto é motivo de grande discussão. A maioria das mulheres mostra uma preferência por partos vaginais, mas existe uma crença generalizada de que as cesarianas são preferíveis por serem menos dolorosas (Victora et al. 2011). No entanto, a maioria das gestantes, não participa dessa discussão, sendo simplesmente informada sobre a decisão médica final. A sua aceitação ou não em relação à conduta médica, e a associação entre a sua aceitação e os possíveis resultados perinatais, não são levados em consideração na grande maioria das vezes (Meller & Schäfer, 2011).
Além disso, há uma desvinculação entre médico e paciente, que ocorre porque no serviço público não é o mesmo profissional que faz o pré-natal e o parto. Essa desconexão resulta em falta de informações sobre a gestação atual e as anteriores no momento do parto, e o parto cesáreo acaba sendo uma opção onde o obstetra ‘tem maior controle’ sob a situação (Patah & Malik, 2011), até porque em alguns casos nem pode deixar que a gestante que entrou em trabalho de parto em seu plantão termine no plantão seguinte.
Especialistas defendem que a cesariana tem indicações clínicas precisas como eclampsia ou nos casos da mãe sensibilizada pelo tipo sanguíneo (fator RH) do bebê. Entretanto, além da falta de consideração em relação à opinião da gestante, é possível encontrar o oposto a essa situação, onde mulheres que nem sequer entraram em trabalho de parto e já negociam a data do parto com o obstetra, marcando a cesárea previamente.
Especialistas defendem que a cesariana tem indicações clínicas precisas como eclampsia ou nos casos da mãe sensibilizada pelo tipo sanguíneo (fator RH) do bebê. Entretanto, além da falta de consideração em relação à opinião da gestante, é possível encontrar o oposto a essa situação, onde mulheres que nem sequer entraram em trabalho de parto e já negociam a data do parto com o obstetra, marcando a cesárea previamente.
Essa situação é comum e ocorre possivelmente devido a uma predisposição intervencionista dos médicos, que não seguem as recomendações para o parto cesáreo. Além disso, alguns agem de acordo com a sua própria conveniência, já que é possível constatar que cesarianas são realizadas com mais frequência em horários diurnos e em dias úteis (Nagahama & Santiago, 2011).
Segundo Fernanda Meller e Antônio Schäfer, da Universidade Federal de Pelotas, das mulheres brasileiras com idade entre 15 e 49 anos avaliadas pela Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006), a maioria (57,1%) teve parto normal. Entre as que fizeram o parto cesáreo, prevaleceram as mulheres mais velhas (acima de 30 anos), as obesas, e as de cor da pele branca.
Apesar de ser forte a associação entre as características biológicas e o parto cesáreo, alguns determinantes sociais se revelam como uma influência importante sobre nesse desfecho. No que diz respeito à escolaridade, por exemplo, enquanto algumas pesquisas não encontraram associação entre o nível educacional e o tipo de parto (D’orsi et al., 2006; Silveira et al., 2004), outras têm relatado maior ocorrência de partos por cesariana entre mulheres com melhor nível educacional e entre aquelas de grupos socioeconômicos mais privilegiados (Freitas et al., 2005; Althabe & Belizan, 2006). Nas mulheres estudadas pelos pesquisadores da Universidade de Pelotas não foi evidenciada diferença significativa entre tipo de parto e escolaridade.
Segundo o pesquisador Paulo Freitas, da Universidade Federal de Santa Catarina, uma estratégia frequentemente utilizada pelas mulheres com melhores condições socioeconômicas para conseguir cesariana no setor público é negociá-la durante o pré-natal conveniado ou privado. Nesse sentido, a escolaridade parece aumentar a chance de cesariana, não apenas pela diferenciação econômica, mas também pela maior capacidade de negociação com o obstetra (Freitas & Behague, 1995).
Segundo Fernanda Meller e Antônio Schäfer, da Universidade Federal de Pelotas, das mulheres brasileiras com idade entre 15 e 49 anos avaliadas pela Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006), a maioria (57,1%) teve parto normal. Entre as que fizeram o parto cesáreo, prevaleceram as mulheres mais velhas (acima de 30 anos), as obesas, e as de cor da pele branca.
Apesar de ser forte a associação entre as características biológicas e o parto cesáreo, alguns determinantes sociais se revelam como uma influência importante sobre nesse desfecho. No que diz respeito à escolaridade, por exemplo, enquanto algumas pesquisas não encontraram associação entre o nível educacional e o tipo de parto (D’orsi et al., 2006; Silveira et al., 2004), outras têm relatado maior ocorrência de partos por cesariana entre mulheres com melhor nível educacional e entre aquelas de grupos socioeconômicos mais privilegiados (Freitas et al., 2005; Althabe & Belizan, 2006). Nas mulheres estudadas pelos pesquisadores da Universidade de Pelotas não foi evidenciada diferença significativa entre tipo de parto e escolaridade.
Segundo o pesquisador Paulo Freitas, da Universidade Federal de Santa Catarina, uma estratégia frequentemente utilizada pelas mulheres com melhores condições socioeconômicas para conseguir cesariana no setor público é negociá-la durante o pré-natal conveniado ou privado. Nesse sentido, a escolaridade parece aumentar a chance de cesariana, não apenas pela diferenciação econômica, mas também pela maior capacidade de negociação com o obstetra (Freitas & Behague, 1995).
Ao contrário das gestantes com acesso a convênios médicos ou serviços particulares, aquelas que realizam o pré-natal pelo SUS frequentemente não têm a chance de escolher o médico que irá assisti-las e, provavelmente, não terão poder de negociação sobre o tipo de parto de sua preferência ou a forma de atendimento que desejam (Patah & Malik, 2011). Sendo assim, de maneira geral, as mulheres que não interferem na decisão sobre o tipo de parto, ou simplesmente não são consultadas sobre sua opinião, são oriundas de classe social baixa e possuem menor nível de escolaridade.
Por outro lado, os pesquisadores de Pelotas (Meller e Schäfer) apontam que o tipo e qualidade de informação e sugestões transmitidas pelos serviços de saúde durante o pré-natal podem influenciar na via de nascimento do bebê. Nesse caso, a realização de consultas pré-natais aumentaria a probabilidade para a opção pela cesariana. Os autores revelaram que houve uma maior prevalência de parto cesariano entre as mulheres que utilizaram o serviço particular para a realização da consulta pré-natal, indicando uma possível influência dos profissionais de saúde dos serviços privados para a realização desse tipo de parto.
Por outro lado, os pesquisadores de Pelotas (Meller e Schäfer) apontam que o tipo e qualidade de informação e sugestões transmitidas pelos serviços de saúde durante o pré-natal podem influenciar na via de nascimento do bebê. Nesse caso, a realização de consultas pré-natais aumentaria a probabilidade para a opção pela cesariana. Os autores revelaram que houve uma maior prevalência de parto cesariano entre as mulheres que utilizaram o serviço particular para a realização da consulta pré-natal, indicando uma possível influência dos profissionais de saúde dos serviços privados para a realização desse tipo de parto.
Além disso, entre as mulheres que realizaram o parto em hospital particular foi observado maior prevalência de parto cesáreo. Nesse caso, é interessante notar que, possivelmente, essas mulheres que utilizaram o serviço particular para o pré-natal e realizaram o parto em hospital particular foram as mais escolarizadas e de maior renda, o que reduziria a potencial influência do serviço e dos profissionais de saúde do setor privado na decisão do parto cesáreo.
Em relação às macrorregiões, a região Sudeste foi a que apresentou maior prevalência de parto cesariano (51,7%), em contrapartida, as menores taxas foram encontradas nas regiões Norte (30,8%) e Nordeste (30,9%), onde uma grande proporção dos partos são feitos por enfermeiras obstétricas. Segundo Victora e colaboradores, em apenas oito anos (2001–08), as cesarianas aumentaram de 38,0% para 48,8%, e em várias Unidades da Federação (UF) os partos cesáreos passaram a ser mais numerosos que os vaginais (Victora et al. 2011).
Em relação às macrorregiões, a região Sudeste foi a que apresentou maior prevalência de parto cesariano (51,7%), em contrapartida, as menores taxas foram encontradas nas regiões Norte (30,8%) e Nordeste (30,9%), onde uma grande proporção dos partos são feitos por enfermeiras obstétricas. Segundo Victora e colaboradores, em apenas oito anos (2001–08), as cesarianas aumentaram de 38,0% para 48,8%, e em várias Unidades da Federação (UF) os partos cesáreos passaram a ser mais numerosos que os vaginais (Victora et al. 2011).
Para Luciano Patah e Ana Malik, da Fundação Getúlio Vargas, a cobertura de planos de saúde também é um fator relevante, pois nas regiões em que a cobertura de planos de saúde é maior, as taxas de cesárea também o são. Em relação às macrorregiões e à situação de domicílio, o estudo de Meller e Schäfer observou uma maior prevalência desse tipo de parto entre as mulheres que residiam na região Sudeste e na zona urbana do país.
Podemos considerar uma iniquidade social no cuidado em saúde o fato de que mulheres com piores condições socioeconômicas e, consequentemente, maior risco de complicações no parto tenham menor probabilidade de cesariana do que aquelas com baixo risco obstétrico, alto poder aquisitivo e maior acesso à tecnologia médica (Freitas & Behague, 1995), o que nos remete mais uma vez a lei do cuidado inverso. A cesariana é indicada com a intenção de preservar a vida da mãe e do filho em situação de risco, e não deve ser decidida em função do desejo da grávida nem de acordo com a conveniência do médico. Além disso, é preciso reduzir ainda mais as disparidades regionais, socioeconômicas e étnicas que persistem apesar do progresso alcançado, de maneira que interfiram cada vez menos na decisão sobre o tipo de parto.
Podemos considerar uma iniquidade social no cuidado em saúde o fato de que mulheres com piores condições socioeconômicas e, consequentemente, maior risco de complicações no parto tenham menor probabilidade de cesariana do que aquelas com baixo risco obstétrico, alto poder aquisitivo e maior acesso à tecnologia médica (Freitas & Behague, 1995), o que nos remete mais uma vez a lei do cuidado inverso. A cesariana é indicada com a intenção de preservar a vida da mãe e do filho em situação de risco, e não deve ser decidida em função do desejo da grávida nem de acordo com a conveniência do médico. Além disso, é preciso reduzir ainda mais as disparidades regionais, socioeconômicas e étnicas que persistem apesar do progresso alcançado, de maneira que interfiram cada vez menos na decisão sobre o tipo de parto.
--
Gabriela de A. Lamarca é Odontóloga, Mestre em Psicologia Social, Doutoranda em Epidemiologia em Saúde Pública.
Mario Vianna Vettore é Odontólogo, Mestre em Odontologia, Doutor em Saúde Pública.
Fonte: Portal Determinantes Sociais da Saúde - 13/12/12
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Mitos e verdades sobre a alimentação vegetariana
Muito interessante esta matéria da revista época! Quem quiser se informar mais sobre vegetarianismo leia:
POR CRISTIANE SENNA
FONTE
![]() |
A alimentação vegetariana gera muitas dúvidas em relação à saúde. Uns dizem ser prejudicial devido à falta de proteína e ferro, outros acreditam que o estilo de vida é mais saudável e evita algumas doenças. Pensando nisso, ÉPOCA Online conversou com Eric Slywitch, médico coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira, e George Guimarães, nutricionista especializado em vegetarianismo. Confira os principais mitos e verdades.
O que um vegetariano come?
O vegetariano come tudo o que qualquer pessoa come, exceto as carnes. No entanto, há formas diferentes de adotar a dieta vegetariana, utilizando-se ou não os derivados animais, como ovos, queijos e leite. Assim, além da possibilidade de utilizar os derivados animais citados acima, um vegetariano tem todo o reino vegetal para utilizar como alimento: cereais, leguminosas, oleaginosas, vegetais amiláceos, legumes, verduras e frutas.
O vegetariano come tudo o que qualquer pessoa come, exceto as carnes. No entanto, há formas diferentes de adotar a dieta vegetariana, utilizando-se ou não os derivados animais, como ovos, queijos e leite. Assim, além da possibilidade de utilizar os derivados animais citados acima, um vegetariano tem todo o reino vegetal para utilizar como alimento: cereais, leguminosas, oleaginosas, vegetais amiláceos, legumes, verduras e frutas.
A dieta vegetariana pode trazer algum risco à saúde?
Quando bem planejada, a dieta vegetariana é viável em qualquer fase da vida. Já dietas onívoras estão mais sujeitas às doenças do excesso alimentar. Já a dieta vegana exige um cuidado maior com relação ao cálcio e vitamina B12. A partir do terceiro ano de veganismo, é necessário uma suplementação de vitamina B12, pois não existe a ingestão da vitamina.
Quando bem planejada, a dieta vegetariana é viável em qualquer fase da vida. Já dietas onívoras estão mais sujeitas às doenças do excesso alimentar. Já a dieta vegana exige um cuidado maior com relação ao cálcio e vitamina B12. A partir do terceiro ano de veganismo, é necessário uma suplementação de vitamina B12, pois não existe a ingestão da vitamina.
Mulheres vegetarianas têm uma gestação normal?
Os estudos que acompanharam mulheres vegetarianas com uma dieta variada e equilibrada demonstram que o desenvolvimento do feto é normal e totalmente adequado. É importante, por prevenção, a suplementação a vitamina B12 e Ômega 3, já que auxiliam na formação do sistema nervoso do feto.
Os estudos que acompanharam mulheres vegetarianas com uma dieta variada e equilibrada demonstram que o desenvolvimento do feto é normal e totalmente adequado. É importante, por prevenção, a suplementação a vitamina B12 e Ômega 3, já que auxiliam na formação do sistema nervoso do feto.
Crianças precisam de carne para se desenvolver normalmente?
Não há nenhum componente presente na carne que não seja encontrado nos outros alimentos utilizados pelos vegetarianos, portanto, não. Os estudos que encontraram crescimento inadequado foram realizados com crianças submetidas a dietas extremamente restritas, como nas macrobióticas. A dieta vegetariana (inclusive sem ovos, queijo e leite), bem planejada, promove crescimento e desenvolvimento normais.
Não há nenhum componente presente na carne que não seja encontrado nos outros alimentos utilizados pelos vegetarianos, portanto, não. Os estudos que encontraram crescimento inadequado foram realizados com crianças submetidas a dietas extremamente restritas, como nas macrobióticas. A dieta vegetariana (inclusive sem ovos, queijo e leite), bem planejada, promove crescimento e desenvolvimento normais.
Vegetarianos podem praticar esportes regularmente?
Claro! Uma alimentação que fornece todos os nutrientes essenciais, como é a vegetariana, não traz nenhuma limitação à prática de atividades físicas, muito pelo contrário. Alguns atletas famosos e medalhistas olímpicos, como Carl Lewis e o pugilista brasileiro Éder Jofre, são vegetarianos.
Claro! Uma alimentação que fornece todos os nutrientes essenciais, como é a vegetariana, não traz nenhuma limitação à prática de atividades físicas, muito pelo contrário. Alguns atletas famosos e medalhistas olímpicos, como Carl Lewis e o pugilista brasileiro Éder Jofre, são vegetarianos.
A dieta vegetariana previne o câncer?
O estilo de vida vegetariano está associado às principais medidas que reduzem o surgimento do câncer, como menor consumo de álcool, menor incidência de tabagismo, maior prática de atividades físicas, menor prevalência de obesidade, maior consumo de frutas e vegetais, cereais integrais, assim como maior consumo de vitaminas antioxidantes, como vitamina C, E, carotenóides e alimentos funcionais. Devido a isso, nenhum estudo científico comparando onívoros com vegetarianos encontrou maior incidência de câncer em populações vegetarianas. Ao mesmo tempo, diversos estudos demonstram menor incidência de diversos tipos de câncer em populações vegetarianas, principalmente de cólon e próstata.
O estilo de vida vegetariano está associado às principais medidas que reduzem o surgimento do câncer, como menor consumo de álcool, menor incidência de tabagismo, maior prática de atividades físicas, menor prevalência de obesidade, maior consumo de frutas e vegetais, cereais integrais, assim como maior consumo de vitaminas antioxidantes, como vitamina C, E, carotenóides e alimentos funcionais. Devido a isso, nenhum estudo científico comparando onívoros com vegetarianos encontrou maior incidência de câncer em populações vegetarianas. Ao mesmo tempo, diversos estudos demonstram menor incidência de diversos tipos de câncer em populações vegetarianas, principalmente de cólon e próstata.
O vegetariano tem menos chances de sofrer doenças cardiovasculares?
Sim! Não há mais dúvidas com relação a isso. Os resultados dos estudos são unânimes nessa constatação. Devido a isso, a American Heart Association recomenda a dieta vegetariana.
Sim! Não há mais dúvidas com relação a isso. Os resultados dos estudos são unânimes nessa constatação. Devido a isso, a American Heart Association recomenda a dieta vegetariana.
É necessário fazer suplementação de vitaminas, minerais, ao se tornar vegetariano ?
O único nutriente que necessita ser suplementado na dieta vegetariana é a vitamina B12, mas apenas quando o indivíduo não utiliza ovos, leite e derivados. Todos os demais nutrientes, inclusive as proteínas e o ferro, são obtidos com facilidade na dieta vegetariana.
O único nutriente que necessita ser suplementado na dieta vegetariana é a vitamina B12, mas apenas quando o indivíduo não utiliza ovos, leite e derivados. Todos os demais nutrientes, inclusive as proteínas e o ferro, são obtidos com facilidade na dieta vegetariana.
| ESPORTES O grande pugilista brasileiro Éder Jofre é vegetariano |
Vegetarianos não obtêm proteínas suficientes?
Não há motivo algum para se preocupar com as proteínas na dieta vegetariana. A preocupação teórica criada pela nutrição científica antiga não se sustentou ao observar as populações vegetarianas. Todos os estudos demonstram que os vegetarianos ultrapassam tranqüilamente as necessidades protéicas, mesmo quando todos os derivados animais são retirados do cardápio. Para atingir as necessidades protéicas, basta atingir as necessidades calóricas diárias, com ênfase numa dieta baseada em grãos. A dieta brasileira é excelente nesse sentido. A combinação de arroz com feijão fornece uma composição de aminoácidos, que são os formadores das proteínas, considerada excelente.
Não há motivo algum para se preocupar com as proteínas na dieta vegetariana. A preocupação teórica criada pela nutrição científica antiga não se sustentou ao observar as populações vegetarianas. Todos os estudos demonstram que os vegetarianos ultrapassam tranqüilamente as necessidades protéicas, mesmo quando todos os derivados animais são retirados do cardápio. Para atingir as necessidades protéicas, basta atingir as necessidades calóricas diárias, com ênfase numa dieta baseada em grãos. A dieta brasileira é excelente nesse sentido. A combinação de arroz com feijão fornece uma composição de aminoácidos, que são os formadores das proteínas, considerada excelente.
Vegetarianos têm problemas com a falta de ferro?
Não. O que ocorre é que o ferro de origem vegetal é mais sensível aos fatores que estimulam e inibem a sua absorção. Os vegetarianos têm a mesma prevalência de anemia por falta de ferro do que os não vegetarianos. A dieta vegetariana, ao contrário do que muitos pensam, não é pobre em ferro e, aliás, costuma ser mais rica nesse mineral do que a onívora. Por outro lado, a ingestão de vitamina C, que promove a absorção do ferro vegetal, costuma ser duas vezes maior do que a de onívoros. Deve-se evitar a utilização de quaisquer tipos de chá, mas principalmente o chá preto, junto com as refeições, pois ele inibe a absorção de ferro. Os grãos de cereais integrais, assim como os feijões, devem ser deixados de molho na água por pelo menos 12 horas, para que o seu teor de ácido fítico seja reduzido. Esse ácido reduz a absorção do ferro ingerido.
Não. O que ocorre é que o ferro de origem vegetal é mais sensível aos fatores que estimulam e inibem a sua absorção. Os vegetarianos têm a mesma prevalência de anemia por falta de ferro do que os não vegetarianos. A dieta vegetariana, ao contrário do que muitos pensam, não é pobre em ferro e, aliás, costuma ser mais rica nesse mineral do que a onívora. Por outro lado, a ingestão de vitamina C, que promove a absorção do ferro vegetal, costuma ser duas vezes maior do que a de onívoros. Deve-se evitar a utilização de quaisquer tipos de chá, mas principalmente o chá preto, junto com as refeições, pois ele inibe a absorção de ferro. Os grãos de cereais integrais, assim como os feijões, devem ser deixados de molho na água por pelo menos 12 horas, para que o seu teor de ácido fítico seja reduzido. Esse ácido reduz a absorção do ferro ingerido.
Mito culinário do vegetarianismo
É interessante esclarecer que a dieta vegetariana, apesar de limitar a ingestão de determinados alimentos e parecer restritiva, faz com que as pessoas consumam uma variedade maior de alimentos. Em uma dieta onívora, o prato principal é sempre um tipo de carne, seja ela assada, grelhada ou cozinha. Quando uma pessoa se torna vegetariana, o acompanhamento de uma dieta onívora vira o prato principal, como uma lasanha de carne de soja, um ensopado de glúten ou um prato com grão-de-bico. A partir do contato com diversas cozinhas, como a indiana e a mediterrânea, pode-se dizer que a vegetariana é mais saborosa, mais variada e o mais importante: é mais saudável e ética. |
FONTE
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Para driblar intervenções médicas, mães optam por parto domiciliar
Este vídeo mostra o parto domiciliar de um casal lindo. Um parto belíssimo e poderoso! Mas tenho que fazer sérias criticas ao Dr. Drauzio Varella, um profissional que admiro por muitos motivos. Não vou nem me pronunciar sobre o que o Conselho Medico falou, porque é o mesmo "mimimi" de sempre, terminando em uma frase ditatorial "não aconselhamos, porque não" , sem embasamento, sem evidência qualquer sobre parto domiciliar.
Dr. Drauzio Varella, não são "estas pessoas que inventam isso", são profissionais, muitos com PhD, especialistas em parto domiciliar, que dão esta assitência com todos os equipamentos necessários para garantir um atendimento de emergência se necessário( não só "um paninho e um ramo de ervas", como diz a obstetriz Ana Cristina Duarte) que defendem a escolha da mulher por parir em casa, se ela assim o quiser e se ela for gestante de baixo risco, ok?! Eles não falam da boca para fora, eles estão respaldados por evidências Dr. Drauzio, evidência...eles continuam lendo, estudando e se ATUALIZANDO!!! Palavra essa, que creio eu, muitos médicos não conhecem hoje em dia, de qualquer área da saúde a não ser os acadêmicos ou recém formados. Leiam o documento da OMS, estudem!
Estuda Dr. Drauzio, Estuda!!
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