sexta-feira, 7 de junho de 2013

Mas e Se o Bebê Nascer Antes de Chegar na Maternidade? - por Adele Doula

Então meus queridos leitores, estou compartilhando este post fantástico da minha colega de Brasília, a Adele Doula. Este assunto caiu como uma luva com o que vivenciei no dia 29/05/2013.
Com menos de 3 horas de trabalho de parto, minha doulanda Mariana pariu sua filha Melissa no carro, dentro do estacionamento do HMV. Eu recebi a neném e a entreguei para a mãe, logo em seguida Melissa começou a chorar e se mostrava muito ativa , o que me deu certeza do bem estar da criança. E também para todos os fins estávamos dentro do hospital , e se houvesse algo de errado o socorro seria imediato.
Mas o que fazer quando não dá tempo de chegar em um hospital ou em uma maternidade? Como proceder se o nascimento acontece em casa, no carro ou até na rua, como foi noticiado alguns dias atrás, no qual uma moça pariu seu neném no chão de uma lanchonete em Gravataí... Minha dica baseado no que EU vivi, e o que verifiquei, para a pessoa que ira auxiliar a mulher, é:

- se mantenha calmo;
- se conseguir higienize as mãos;
- não peça para a mulher fechar as pernas, ou trancar a criança no canal de parto;
- quando o bebê nascer o entregue para a mãe, para a criança sentir a pele e o calor materno;
- pegue o pano que tiver a mão para tapar o bebê logo após o nascimento e mante-lo aquecido;
- não mexa no cordão umbilical, deixe isso para quem sabe o que fazer;
- se o bebê se mostra ativo, choroso, tosse, etc, ele esta bem;
- ligue para a policia ou para o SAMU 192 e aguarde a ajuda chegar.
Doula Analu

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LEIAM O TEXTO DA ADELE PARA OBTER MAIS INFORMAÇÕES:

Às vezes, simplesmente não dá tempo de chegar na maternidade antes do bebê nascer! | Fonte

Como Doula, meu trabalho consiste em ajudar as mulheres a se prepararem para vivenciar um parto natural. Isso significa explicar-lhes o que é normal, o que elas podem esperar do processo, além de dar dicas que podem ajudar esse trabalho de parto a evoluir mais facilmente e buscar responder às maiores dúvidas dessas mulheres. Uma dessas dicas é: "fique em casa o máximo possível antes de ir para a maternidade." E essa dica sempre gera a mesma dúvida: "mas e se não der tempo de chegar na maternidade e o bebê nascer antes? O que eu faço?". Efetivamente, existem alguns casos (raros) em que o bebê nasce antes de chegar na maternidade. Às vezes, como é o caso da foto acima, ele nasce bem na porta da maternidade! A seguir, veremos algumas situações em que o bebê pode chegar "por acidente" e o que se deve fazer nessas situações.
Espero que gostem!
E se não der tempo de sair de casa?

É muito raro o bebê nascer em casa por acidente quando o casal planeja um parto hospitalar. Isso geralmente acontece em caso de trabalhos de parto muito rápidos, que já começam intensos e evoluem disparados, pegando todo mundo de surpresa! (são uma minoria...) Geralmente os casais que planejam um parto hospitalar tendem, pelo contrário, a ir cedo demais para o hospital!

É mais comum isso acontecer em casos de partos domiciliares planejados: em vários relatos, a equipe só chega depois que o bebê já nasceu! É o que acontece no vídeo abaixo: a equipe chega na casa, o marido vai abrir a porta e o bebê aproveita para nascer, surpreendendo a mãe que tentava não fazer força:




O que eu posso fazer?

Bom, em primeiro lugar: DEIXE NASCER! Não faça nada para impedir o bebê de sair se esse for o momento dele. É bom alguém ligar para o seu obstetra ou parteira para avisar que o bebê está nascendo, assim ele/ela pode lhe dar instruções sobre como proceder (ligar para o SAMU também pode ser uma boa opção).
Segundo passo: pegue-o. Geralmente o simples toque + o contato do ar na pele do bebê são suficientes para fazê-lo respirar. ELE NÃO PRECISA CHORAR IMEDIATAMENTE! Se ele estiver roxinho, durinho e se mexendo, tossindo, espirrando ou fazendo barulhinhos, ele está OK. (É instinto da mãe acariciar o bebê ao nascer, o que também estimula a respiração.)
Terceiro passo: cubra o bebê com um pano para mantê-lo aquecido, sobretudo a cabecinha (40% do calor corporal é perdido pela cabeça) e MANTENHA-O EM CONTATO PELE-A-PELE COM A MÃE.
Quarto passo: Verifique que o cordão umbilical está livre e não está sendo esmagado. NÃO TENTE AMARRAR, PUXAR OU CORTAR O CORDÃO UMBILICAL.
Quinto passo: curta o seu bebê até a equipe ou a ambulância chegarem. Eles farão os primeiros procedimentos necessários e, caso necessário, cuidarão da transferência para o hospital. NÃO DESLOQUE A MULHER PARA O HOSPITAL POR SEUS PRÓPRIOS MEIOS.




E se o bebê nascer no carro?

Existe a possibilidade do bebê nascer no carro, à caminho da maternidade. Mais uma vez, isso tende a acontecer com mulheres que têm trabalhos de parto muito rápidos e intensos (uma minoria), como foi o caso da Natalie:



É importante não entrar em pânico caso o bebê nasça no carro. O pânico só atrapalha! Como se pode ver no vídeo abaixo, mesmo quando a mulher não está preparada nem conta com acompanhantes que sabem o que se deve fazer nesses casos, a resposta instintiva é geralmente a correta:


O que eu posso fazer?

Os procedimentos a serem feitos são basicamente os mesmos que devem ser feitos caso o bebê tivesse nascido em casa por acidente:

Em primeiro lugar: DEIXE NASCER e ligue para o seu obstetra ou para o SAMU.
Segundo passo: pegue-o no colo. ELE NÃO PRECISA CHORAR IMEDIATAMENTE! 
Terceiro passo: cubra o bebê com um pano para mantê-lo aquecido e MANTENHA-O EM CONTATO PELE-A-PELE COM A MÃE.
Quarto passo: NÃO TENTE AMARRAR, PUXAR OU CORTAR O CORDÃO UMBILICAL, deixe-o terminar de pulsar.
A única diferença é o quinto passo: chegar ao hospital. Se o bebê nasceu no carro em movimento e é possível chegar ao hospital em pouco tempo, NÃO PARE! Agora, se você estiver pres@ no trânsito, isso pode ser um problema... Ligue para o 190 ou para o SAMU e explique a situação, assim você conseguirá um transporte mais eficaz, ou pelo menos uma escolta.




E se o bebê nascer na privada?

Outra dúvida comum das mães é o que fazer caso o bebê nasça na privada. Isso é bastante comum, até porque a privada provê uma posição de expulsão com a qual estamos mais acostumados. A banqueta auxiliar para parto de cócoras tem um design inspirado justamente em uma privada, porque a privada é um dos lugares mais confortáveis de se dar à luz:



O que eu posso fazer?

Se você sentir que a cabeça do bebê está nascendo enquanto você está sentada na privada, coloque as mãos para apará-lo quando ele sair. Em seguida, os passos são os mesmos citados acima:

Em primeiro lugar: DEIXE NASCER e ligue para o seu obstetra ou para o SAMU.
Segundo passo: pegue-o no colo e acaricie-o.
Terceiro passo: cubra-o com um pano e MANTENHA-O EM CONTATO PELE-A-PELE COM A MÃE.
Quarto passo: NÃO TENTE AMARRAR, PUXAR OU CORTAR O CORDÃO UMBILICAL.
Quinto passo: curta o seu bebê até a equipe ou a ambulância chegarem e NÃO TENTE DESLOCAR A MULHER POR SEUS PRÓPRIOS MEIOS.



Aqui tem um videozinho bonitinho que explica o que fazer em um parto desassistido por acidente:


Espero que tenham gostado do post!

Retirado daqui

segunda-feira, 3 de junho de 2013

RELATO DE PARTO NATURAL DA SHEILA PELA DOULA

Mamãe Coruja
Sheila e eu nos conhecíamos virtualmente antes dela engravidar, foi onde ela me contou sobre sua gestação ectópica, como havia sofrido com o procedimento cirúrgico e como tomou consciência de que uma cesárea não era mais o que ela queria para ele e para o futuro filho. Estava com ela em cada descida de fluxo menstrual, dando apoio até o dia em que me falou que havia conseguido conceber. Realmente fiquei muito feliz quando soube!

Desde este momento começamos a manter um contato mais frequente pelo facebook, e combinamos de nos encontrar em minha casa, assim eu já tomaria alguma aulas de artesanato (rs). Logo em seguida descobri minha gestação, e compartilhei para ela, que ficou radiante em saber. Sheila é uma pessoa extremamente carinhosa, simpática, companheira mesmo. Neste dia solidificamos nossa amizade!

Neste mesmo encontro já conversamos sobre todos os desejos no parto e no atendimento do bebê. Os próximos encontros foram de acordo com a necessidade dela, com uma massagem nas costas, outro dia massagem nos pés, outro uma pintura no ventre, outro exercícios de desbloqueio e vivência, e assim fomos criando mais intimidade que nos ajudaria na hora P.

No dia 20 de abril, Sheila me manda uma mensagem dizendo que a bolsa havia estourado as 15:50 hs, que não tinha contrações, só cólicas leves, mas meu celular não tinha sinal, e eu estava no encontro do grupo. Pelas 17:15 liguei para ela e as contrações haviam começado, de 10 em 10 minutos, e que ela estava bem. Ela mora em Canoas, resolvi encerrar o encontro e fui pegar minhas coisas em casa para ir logo ao encontro deles.

a bolsa estourou!

Quando cheguei as contrações estavam vindo de 7-7 minutos, e Sheila estava no quarto, sentada um pouco angustiada, mas feliz que estava vivendo o TP. Ficamos em torno de 6 horas na casa dela onde ela se manteve ativa, comeu, usou o chuveiro, ganhou massagem, relaxou com musica e rimos muito! Saímos um pouco antes da 01 hora da manhã, do dia 21 de abril, com contrações a cada 5 minutos, diminuindo padrão, por pelo menos 2 horas. Quando chegamos no hospital a Dra. Ana chegou junto e já entramos todos direto para a sala PPP, no hospital Divina Providência.  Sheila foi avaliada, estava com 3cm e colo apagado, o que entristeceu a minha amiga um pouco.


Chá de canela



Canjinha








 Mas continuamos as atividades e Sheila foi para o chuveiro, onde visivelmente as contrações se intensificaram, vindo a cada 2 minutos  Assim ficamos, entre chuveiro, massagem, rebolado, negrinho para a Sheila repor as energias, abraço e massagem do marido, abraço da doula, musica, chuveiro (que não agradava mais, pois intensificava tudo, rs) até as mais ou menos 7 horas da manhã... Dra. Ana havia feito outra avaliação onde Sheila já estava com 7 cm. E de repente, de tanto minha amiga pedir, as contrações foram diminuindo e pararam de vez. Temi um pouco neste instante, mas aguardei, e Sheila aproveitou e descansou. 

ducha quente

apoio do marido

apoio da doula


Mas, a Natureza é sabia! Perto das 10 hs da manhã Dra. Ana enfatiza que é importante Sheila se movimentar para ver se as contrações voltavam, e eu sugeri o chuveiro onde as contrações vinham fortes. Ela ficou na ducha por 10 minutos e nada de contrações, mas quando saiu elas voltaram uma em cima da outra, a cada minuto, e ela percebeu que se realmente se entregasse a cada contração, doeria menos e seria mais fácil de lidar com elas. Em 1 hora Sheila começou a sentir os puxos e chamamos a Dra que constatou dilatação completa.


dilatação completa

Sheila começou a se posicionar da maneira que se sentia bem, começou a empurrar junto com as contrações, mas como estava não ajudava muito na descida do Arthur. Se ajeitou de cócoras com os cotovelos na poltrona, depois o marido e eu a apoiando em cada lado, até que me sentei na poltrona e a segurei pelos braços. Com mais algumas empurradas nasceu Arthur, as 13:30 do dia 21/04, pesando 3465 gramas, medindo 51 cm, apagar 9 e 10, foi direto para a mamãe Sheila. Lindo, lindo! A amigadoula bem boba chorou, claro. E papai Eduardo todo emocionando gravando os primeiro instantes de vida do filho. Sheila cortou depois o cordão e foi para a cama, onde auxiliei ela com a amamentação. Para a emoção da mamãe,  Arthur pegou o seio direitinho e não quis mais largar!

Muita emoção!!


Mãe e filho se reconhecendo... <3

Família linda 
Amo!

Primeiro mamá!

Impressão da placenta

Visita pós parto, amamentação com sucesso!

Arthur !

Sheila e Eduardo, agradeço imensamente por terem me convidado a participar deste momento único na vida de vocês. Foi emocionante demais!

E ainda, te agradeço Sheila pela tua amizade, foste maravilhosa comigo quando eu precisava! Terás minha eterna amizade <3

Agradecendo também a Dra Ana Claudia pelo atendimento que prestou, sem igual!

E agradeço a Deus sempre por ter me colocado neste caminho de Luz!

Ana Luisa
Mãe do Bê e da Fifi

Doula e Nutricionista

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Entrevista e relato da cesárea intra parto da Tati Brum

Duas bonequinhas!

1-      Como soube das Doulas e porque se interessou em ter este acompanhamento? Soube pela Internet. Já admirava o trabalho de uma profissional e descobri as vantagens para mãe e bebê,  ao escolher o parto normal.

2-      Como escolheu a sua doula? Por indicação.
3-      Como foi ter uma doula no parto? Excelente.

4-      Por quê decidiu ter um parto normal/ natural? Pelos benefícios ao bebê.

5-      Como foi o trabalho de parto e nascimento? Se pudesse voltar atrás,faria algo diferente? Foi intenso, mas suportável. No mesmo contexto não mudaria nada.

6-      Se tiver outro filho, pretende parir de novo e ter uma doula ao seu lado? Gostaria bastante.

7-      Como esta se sentindo depois da experiencia de parir, como esta a recuperação pós parto? Acabei não podendo realizar o meu parto normal;  mas tentei por tantas horas que Deus foi muito bom comigo ( sem tirar o mérito da minha ginecologista,  que foi incrível também), tive um excelente pós operatório.

8-      E os cuidados com o bebê e a amamentação estão seguindo bem? Sim,  tudo bem.

9-      Sua experiencia com o parto foi positiva? Ainda me questiono,  mas sei que fizemos tudo que estava ao nosso alcance. Talvez meu sedentarismo tenha atrapalhado a evolução do meu parto.

10-  Você ficou satisfeita com o trabalho da doula? Foi incansável durante as mais de 24hs. Só tenho elogios a tecer.

11-  Conte em algumas linhas como foi seu parto e ver seu bebe pela primeira vez. Se quiser deixe uma dica para as futuras mães.
Meu TP foi longo e isso me assustou um pouco.  Me diziam que estava tudo bem com a minha filha mas teve uma hora que eu não acreditei mais e precisei enfrentar o meu maior medo: a cesarea. Não foi tão ruim quanto eu imaginava;  mesmo assim sou e sempre serei a favor do PN. Talvez eu não tenha ficado com traumas pois sei que tentamos de tudo!  Me senti apoiada e cuidada. Respeitada. Pena que a minha querida doula não pode ficar comigo no bloco.  Sei teria sido mais interativo;  por exemplo , o campo ficou alto e não vi ela nascendo.  Mas tudo bem.  Quem sabe o próximo bebê não será de PN? Para Deus nada impossível. Mesmo com outra FIV irei correr dos médicos cesaristas que queriam tirar minha filha de mim com 38 semanas.  Curti intensas 40 semanas e 5 dias! Fui feliz em todas as minhas decisões!  Recomendo a Ana Luiza. Excelente profissional.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mães, Médicos e Parto Pélvicos- por Ana Cristina Duarte (obstetriz)


Compartilhei este texto da obstetriz, devido o atendimento de uma médica exemplar no Hospital onde acompanhei um parto ontem. Parece que a mãe que tinha cesárea marcada com seu médico, devido o bebê estar pélvico, chegou com dilatação completa no hospital e o médico não estava presente para a cirurgia no momento, o que acabou resultando num parto pélvico tranquilo e fácil! Então gente, creio que falta mais estudo, menos neuras! Parir é Natural!



Olha, vou contar para vocês um pouco sobre partos pélvicos, o que conversei ontem com uma linda gestante cujo bebê resolveu ficar sentado até o final da gestação. Ela agora está na difícil tarefa de ter que escolher o que fazer.

Houve um tempo, até uns 50 anos atrás, que pélvico era um tipo de parto. Simples assim. Os médicos sabiam, as parteiras sabiam, e pronto. As nossas bisavós tiveram ou tinham uma irmã ou amiga que teve parto pélvico, sem maiores delongas. 

Até que surgiu a cesárea, cada vez mais segura, cada vez mais comum. Nos cursos de medicina os médicos foram perdendo contato com o pélvico e na ausência do professor, operavam. Muitos cursos de medicina pararam de ensinar parto pélvico. 

Em 2000 uma mulher do Canadá publicou um artigo enorme dizendo que o parto pélvico tinha mais risco para o bebê do que a cesárea. Esse artigo destruiu de vez as chances de um médico aprender a fazer parto pélvico e as mulheres de terem esse direito. 

Cinco anos depois, já tinham saído mais dois artigos, um provando que o anterior foi tremendamente mal feito e não tinha o valor acadêmico que lhe foi atribuído e outro acompanhando essas mesmas crianças que nasceram no trabalho anterior e mostrando que a médio prazo a via de parto não fazia diferença para as crianças. Mas que a médio prazo continuava sendo pior para as mulheres a cesariana. 

Agora já estão em andamento trabalhos nos EUA, Alemanha, Israel, França e Austrália mostrando que o parto pélvico é tão seguro quanto a cesárea, respeitadas algumas condições (bebê de termo, com menos que 4kg). 

Qual é a questão no Brasil? A questão principal é a do risco profissional. Para os que não sabem fazer parto pélvico, o cara tem pavor de acontecer alguma coisa. Para os que sabem, o problema é o risco jurídico. Diante da cultura da cesariana no Brasil, qualquer coisa que aconteça num parto pélvico, mesmo que seja alguma coisa nada a ver com o parto, algo que a criança já tinha, até um problema congênito, por exemplo, o médico vai ser acusado de ter causado aquele dano.

Às vezes não é nem o paciente que move processo, mas sim outros médicos. Num parto pélvico recente que acompanhei num hospital, o bebê nasceu e foi atendido por um pediatra da casa (não deu tempo de chamar um dos nosso). O pediatra enlouqueceu por terem deixado o bebê pélvico nascer de parto normal e disse pro médico e para os pais que tinham fraturado as duas pernas do bebê. O bebê não teve fratura alguma, raio X veio lindo, o médico não se conformou, mandou fazer de novo o raio X, que veio lindo novamente, e só assim ele parou de infernizar a pobre mãe e o pobre médico. 

E tem muito médico por aí que acha um absurdo parto normal ou natural, quanto mais um parto pélvico. Que loucura, que perigo! 

Até mesmo em partos normais a gente vê isso. Qualquer problema que o bebê tenha, se nasceu de parto normal, a culpa foi do parto. Paradoxalmente são os bebês nascidos de cesariana que têm mais problemas. Mas ninguém se preocupa com esses, nesse caso o bebê é que era doentinho. Mesmo que seja um pulmão molhado com 10 dias de UTI. Não são só médicos que estão tão mal-educados quanto à questão do nascimento. Toda a sociedade está! Muitos maridos, famílias, amigas, enchendo a cabeça das mulheres que terão ou que tiveram um parto pélvico normal. 

Atender, dentro desse cenário, um parto pélvico, é um serviço para heróis. O risco que esses médicos e parteiras correm não é do parto. É o da sociedade em que vivemos. 

É o papel de cada uma de nós aqui, como mães, profissionais e educadoras (toda mãe é uma educadora), mostrar para a sociedade, em palavras meigas e sutis, que as pessoas enlouqueceram! Que as pessoas não estão entendendo a questão do nascimento. 

Ninguém pensa nos riscos que uma mulher corre a longo prazo após uma ou mais cesarianas. Ninguém quer saber das placentas acretas, prévias, rupturas, infertilidade. Ninguém cumprimenta uma mulher que teve um parto pélvico. As pessoas a chamam de louca! 

E cabe a cada uma de nós ajudar a mudar esse cenário. 

Deixo aqui meu abraço a cada mãe que teve a coragem de ter um parto pélvico e um abraço ainda mais forte em cada mãe que não conseguiu vencer essa gigantesca onda contrária, quase tsunâmica. E um abraço ainda mais forte e profunda solidariedade a quem quis tentar, mas teve seu direito negado. 

Todos vocês são absolutamente dignas de toda a nossa admiração. 

Um abraço longo e demorado a cada profissional de saúde que tem a coragem de permtir a uma mulher parir um bebê que resolveu vir com o bumbum primeiro.

Ana Cris
Artigo de 2000 que destruiu a arte do parto pélvico em todo o planeta (Valeu Hannah, amei, fofa):http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(00)02840-3/abstract

Artigo feito 5 anos após criticando o de 2000 (valeu, pessoal!)

Analisando as crianças 2 anos após o parto e mostrando que no final não havia diferença:

Revisão sobre Versão Cefálica Externa (manobra para virar o bebê ainda dentro da barriga, possibilitando um parto cefálico)

Alguns vídeos que eu gosto sobre parto pélvico:

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Alfarroba: O chocolate bom para o bebê!


Achei muito interessante este post do blog Alimentação e Saúde Infantil. Um chocolate saudável que podemos introduzir na alimentação dos nossos bebês! No texto tem receitas (links) do próprio blog, entrem e peguem todas as dicas para tornar a alimentação dos seus filhos saudável e saborosa!



Alfarroba: O chocolate bom para o bebê!

Alfarroba é uma espécie de “chocolate” que só faz bem, desde que consumido conforme as recomendações de Paracelsus*. 
É naturalmente doce, e rica em vitaminas A, D e do complexo B, boa dose de cálcio, potássio, zinco, cobre, manganês e fibras, além de apenas 1/3 das calorias do chocolate tradicional.
A cocção de sua polpa serve para aliviar dores por gastrite ou úlcera, azia, diarreia ou refluxo gastroesofágico.
Suas fibras, aliadas á pectina, impedem que o conteúdo estomacal ácido retorne pela garganta, ocasionando em vômitos.
Pectina é uma espécie de gel solúvel em água, que protege o organismo de infecções bacterianas. Auxilia a digestão, ajuda a limpar e aliviar irritações estomacais, e do esôfago, e em tratamentos da diarreia. 
A alfarroba também tem lignanas, fitoestrógenos indicados na menopausa, que protegem contra o câncer.
São antivirais, antifúngicas, antibacterianas e anti-inflamatórias.
E cadê ela?
Típica das regiões mediterrâneas, é ainda pouco acessível por essas bandas. Entretanto, possui história de longa data.
Tudo começou há milhares de anos, na Mesopotâmia (atual Iraque), onde suas vagens eram utilizadas no preparo de sucos e doces.
Dali, foi para todo o Oriente Médio e norte da África, especialmente o Egito, onde, assim como na Grécia, servia de medicamento para infecções e distúrbios gástricos, tosse e problemas na garganta.
Os egípcios a utilizavam em casos de indigestão, diarreia ou azia, devido suas propriedades adstringentes, emolientes e purgantes no organismo humano. Aproveitavam ainda para fazer cola com sua goma e atar suas múmias.
Antes mesmo de o açúcar da cana ser “descoberto” pelo homem branco, a alfarroba já era utilizada como adoçante em larga escala.
E, assim como o açúcar da cana, foi moeda de troca em tempos passados.
Os espanhóis levaram as primeiras mudas para a América do Sul. Os ingleses a cultivavam na América do Norte, desde meados de 1800.
Em toda a Europa, as vagens da alfarrobeira são famosas por seu sabor naturalmente doce, e capacidade de deter a diarreia infantil.
Boa para os bebês…
... e também para os cães e gatos!!
Chocolate é feito de açúcar e cacau, que é rico em teobromina, uma substância similar á cafeína
A teobromina afeta o sistema nervoso dos animais, provocando vômitos, diarreia, reações alérgicas, taquicardia, tremores, convulsões, coma e até morte.

Os cães também possuem baixa produção de lactase, uma enzina importante para a digestão do leite de vaca. Por isso, podem apresentar sintomas como inchaço, vômitos e diarreias.
A alfarroba não depende da lactose do leite de vaca, utilizada para mascarar o sabor amargo do cacau.
E, por seu sabor adocicado, não são necessários outros açúcares ou adoçantes no preparo de seu chocolate.
FONTES:
Farinha de alfarroba para o tratamento de diarreia em bebês prematuros -PubMed - National Center for Biotechnology Information
* Paracelso : “A diferença entre o veneno e o remédio está na dose”.
RECEITAS COM ALFARROBA

Cobertura de alfarroba
250 g de gordura de coco
300 ml de açúcar em pó
Baunilha em fava
150 ml de alfarroba em pó
Derreta a gordura de coco em temperatura média á baixa.
Adicione os outros ingredientes, misturando bem.
Cubra bolos, muffins, cupcakes, biscoitos, etc.
Receita > purevege.com
Trufas de alfarroba com hortelã
2 xícaras de alfarroba em pó
3/4 xícara de óleo de coco
2 colheres de sopa de óleo de hortelã
2 xícaras (I datas encharcadas de molho em água de coco)
1/4 xícara de mel certificado
1/2 xícara de farinha de coco
Pitada de sal marinho
Passe todos os ingredientes em um processador de alimentos, ou liquidificador de alta velocidade.
Forme bolas, e role no pó de alfarroba.
Deixe na geladeira,  por cerca de 01 hora.
Polvilhe com coco ralado ou alfarroba em pó.
Receita >> rawfoodrecipes.com
Veja aqui>: Receitas de Ovos de Páscoa e Creme de alfarroba

FONTE
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