quinta-feira, 26 de maio de 2016

Cursos Online e E-books MATERNA

E- BOOK  DE ALIMENTAÇÃO NA GESTAÇÃO E AMAMENTAÇÃO



E-book elaborado por uma Nutricionista Materno infantil, com informações atualizadas e evidenciadas. Este material oferece uma noção de como deve ser, em um aspecto geral, a alimentação na gestação e amamentação. Ele é informativo e não dispensa o acompanhamento de um Nutricionista.


Quem tiver interesse em adquirir o e-book deve mandar mensagem para o email: maternaespacodeacolhimento@gmail.com . Fazer pix no valor de 49 reais e enviar o comprovante. 

Assim que isso for feito o e-book será enviado para o seu e-mail.


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E-BOOK DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO CONSCIENTE

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E-book de excelente qualidade, que passa informações atualizadas e de acordo com a Organização Mundial da Saúde, baseada em evidências cientificas. Neste material são abordados temas como aspectos psicológicos da gestação e parto, fisiologia do parto, posições e técnicas de alivio da dor, dicas de alimentação, dias para um pós parto tranquilo e amamentação, alguns passos para o sucesso. 


Foi elaborado por AnaLu Muñoz, Doula e Educadora perinatal e Terapeuta holística.


Interessados em adquirir o E- book devem entrar em contato pelo e-  mail: maternaespacodeacolhimento@gmail.com, fazer PIX no valor de 75 reais e enviar o comprovante. O envio do e-book será no mesmo dia.


Quaisquer dúvidas entrar em contato!

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sexta-feira, 4 de março de 2016

Amamentação durante a gravidez e em tandem

Ola queridos e queridas! Depois de um fim de ano e começo de ano avassalador, de muita dor e aprendizado, aos poucos volto a compartilhar aqueles artigos, textos e pensamentos de profissionais que vão abrir nossos horizontes! Gratidão a todos que curtem o blog, a minhas douladas e doulandas. 
Para começar, vou compartilhar este texto, retirado de um trabalho de conclusão sobre Amamentação na gestação e em Tandem. É esclarecedor e poe a baixo muitos mitos. Espero que curtam!

Não esquecem de sinalizar o que acharam e de compartilhar!

Beijos Analu

Sofia mamando e Joaquim no ventre
Como acontece com a amamentação de forma geral, há muitos mitos sobre amamentar durante a gravidez e em tandem (amamentar em tandem é amamentar duas crianças de idades diferentes ao mesmo tempo), que são com frequência sustentados por profissionais da saúde muito mal informados. A principal associação de apoio à amamentação da Catalunha (Alba Lactancia) fez um pequeno estudo sobre o tema, que chegou à conclusão que muitos já esperávamos: a amamentação em tandem só tem benefícios, é uma beleza! Compartilho aqui com vocês os resultados e as conclusões:
1) A amamentação durante a gravidez não prejudica a saúde da mãe.
Costuma-se acreditar que a mãe vai ficar sobrecarregada nutrindo o bebê de dentro e o de fora ao mesmo tempo. De acordo com o estudo, não houve difereças significativas no ganho de peso da mãe nas duas gravidezes. Curiosamente, na segunda gravidez, em que estavam amamentando, as mães tiveram um aumento de peso ligeiramente maior (13.86Kg na segunda vs 12.19Kg na primeira). Também não houve mais casos de anemia na segunda gravidez, em que as mães estavam amamentando, do que na primeira, sem amamentar.
2) A amamentação durante a gravidez não aumenta o risco de aborto ou parto prematuro.
Muitos médicos dizem às mães que elas devem parar de amamentar porque a amamentação produz a oxitocina, o mesmo hormônio que provoca a contração uterina no parto, e isso poderia causar um aborto ou um parto prematuro. Não seria possível que a amamentação provocasse um aborto, já que os receptores de oxitocina no útero não se ativam até o sexto mês. Também é verdade que o orgasmo produz muita oxitocina, e nenhum médico diz que o sexo pode ser perigoso, a não ser em casos de gravidez de risco. No estudo feito pela Alba Lactancia, não houve nenhum caso de parto prematuro entre as mães que amamentaram durante a gravidez, e também nenhum caso de aborto. Mais da metade das mães (57.57%) tiveram contrações leves durante a amamentação, que cediam quando a criança largava o peito. E as gravidezes com amametação não duraram menos do que as primeiras gravidezes, em que as mães não estavam amamentando (a média foi de 39.75 semanas na primeira gravidez e 39.45 semanas na segunda, dando o peito, praticamente a mesma duração). Na verdade, muitas mães que viam que a segunda gravidez se prolongava muito tentaram fazer com que os filhos mamassem mais para tentar favorecer o início do trabalho de parto e nenhuma alcançou o objetivo, todos os bebês nasceram quando tinham que nascer. Entretando, concluíram que no caso de uma gravidez de risco, em que se recomenda repouso absoluto, não fazer sexo, etc, também é uma boa ideia interromper a amamentação. Com exceção desses casos, parece mesmo que a amamentação não representa um fator de risco para a gravidez.
3) A amamentação durante a gravidez não prejudica o desenvolvimento do feto.
Outro mito é de que o filho que está mamando vai “roubar” os nutrientes que deveriam ir para o bebê que está em formação na barriga. De acordo com o estudo, o peso do segundo filho, gerado durante a gravidez com amamentação, em média foi na verdade ligeiramente maior do que o peso do primeiro filho, gerado sem amamentação (peso do primeiro filho 3,353Kg, e peso do segundo filho, com amamentação 3,511Kg).
4) A amamentação em tandem não afeta negativamente o correto desenvolvimento do recém-nascido.
Costuma-se acreditar que o filho mais velho vai mamar “todo o leite” e que não vai sobre nada pro pobrezinho que acabou de nascer. Mas nós sabemos bem que quanto mais sucção houver mais leite será produzido, ou seja, um irmãozinho maior mamando na verdade ajuda a aumentar a produção de leite pro pequeno, que ainda não mama com tanta eficácia, e favorece que o leite saia mais facilmente. No estudo, os bebês mais novos ganharam no primeiro mês 21% mais de peso do que o irmão mais velho tinha ganhado no seu primeiro mês de vida. A perda de peso nos primeiros dias também foi menor, já que quando o irmão mais velho mama o colostro sai mais facilmente e em maior quantidade.
5) A amamentação em tandem não prejudica a saúde do filho mais velho.
Pelo contrário, é claro, o filho mais velho desfruta dos benefícios da amamentação por mais tempo e toma o colostro, esse leite tão poderoso, duas vezes. Pode ser que o filho mais velho apresente as fezes um pouco mais desfeitas ou que tenha um pouco de diarreia quando aparece o colostro, por volta do terceiro trimestre para a maioria das mães, e isso se deve ao efeito laxante que o colostro tem. Porém, isso não é patológico e não tem nenhuma importância.
6) A amamentação em tandem favorece uma melhor relação e adaptação entre os irmãos.
Que bonito! Obviamente a amamentação em tandem não garante que o filho mais velho não vai passar pela sua difícil fase de ciúmes mortais, o que é muito normal. Mas é claro que dividir o peito entre os dois, ao invés de transferir a exclusividade para o mais novo, pode dar uma boa ajudinha.
Outras curiosidades sobre o tema:
-Se ocorrer um desmame espontâneo durante a gravidez, ou seja, se o próprio filho resolver largar o peito, isso pode ser resultado de uma queda na produção de leite (em geral entre o 3º e o 4º mês) ou da aparição do colostro (em geral entre o 5º e o 6º mês), que altera o sabor do leite. Entretanto, muitas crianças continuarão mamando muito felizes, mesmo com pouca quantidade e com um sabor diferente.
-Quando o irmão pequeno nasce, o mais velho costuma mamar mais do que o recém-nascido se a mãe deixa. São as mães que costumam colocar limites nessas mamadas depois dos primeiros meses, enquanto amamentam o irmãozinho em livre demanda.
-98.9% das mães que amamentaram durante a gravidez e em tandem no estudo aqui na Catalunha tinham um nível de escolarização médio alto.
-Muitas mães deixam de contar ao ginecologista ou ao pediatra que continuam amamentando o filho mais velho porque sabem que serão criticadas. De acordo com o estudo, 55% dos ginecologistas e 70% dos pediatras tiveram uma atitude de rejeição ou crítica quando foram comunicados sobre a decisão da mãe.
-Amamentar em tandem não evita que a mãe tenha uma ingurgitação quando nasce o bebê pequeno, mas ter a ajuda do filho mais velho, um especialista em mamar, pode ajudar bastante com isso.
-A maioria das mães que continuam amamentando o filho mais velho quando nasce o segundo o fazem porque reconhecem que mamar ainda é uma necessidade importante do filho.
-Se a mãe decide amamentar em tandem ela pode fazer como preferir: amamentar os dois ao mesmo tempo, alternar as mamadas de cada um, designar um peito para cada filho… O importante é que todos estejam felizes! :)
*Esse texto se refere às conclusões de um estudo, que estão em consonância com a observações de várias mães e profissionais dessa área. Entretanto, é importante que cada caso individual seja acompanhado e avaliado por um bom profissional.
Fonte

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Relato de parto da Melissa

O Grande Dia...

Bem, meu parto começou a ser planejado antes mesmo da gravidez... Na verdade, nunca havia parado pra pensar seriamente sobre o assunto, até que minha irmã Clarissa teve sua primeira filha por parto normal (com direito a episiotomia, ocitocina, posição ginecológica e por aí vai...) na época isso nos pareceu bom, porém ela sentiu que havia algo errado e que poderia ter outra forma de nascer melhor. O seu segundo filho, nosso Kaio, nasceu de um parto natural, sem nenhuma intervenção médica, uma benção! Após muita pesquisa e informação ela me trouxe o conceito de parto humanizado (que na minha cabeça só poderia ser através do parto vaginal). Fui atrás e descobri que a humanização diz respeito à forma de nascer e não quanto à via de nascimento em si. Depois de quase 2 anos de tentativas tive finalmente meu “positivo” nas mãos! Então começou a saga... Minha GO estava de licença maternidade, consegui consulta com a Dra Ana Codesso (uma das poucas disposta a esperar por um trabalho de parto sem intervenções) pra dali 4 meses, enquanto isso, fui acompanhando com outra GO, que após a primeira glicemia em jejum me encaminhou para uma endócrino, que por sua vez me diagnosticou com diabetes gestacional...( Aliás, muito questionável por mim e pela Dra Ana posteriormente) mas fui acompanhando. Pronto! A primeira coisa que escutei foi: “se teu bebê não nascer até 39 semanas terá que fazer cesárea”... Por um momento meu mundo parou... Mas voltou a girar quando na primeira consulta a Dra Ana me disse: “faremos uma cesárea se houver indicação... E diabetes não é uma delas!”. Então agora era me preparar pro grande dia, conheci a Doula Analu (novamente minha irmã me orientou) que me apoiou em todo o processo e foi fundamental pro meu desfecho. A gravidez foi tranquila, fiz uso de insulina, com 29 semanas tive algumas contrações doloridas que cessaram com uns dias de repouso... Alguma coisa me dizia que ela viria um pouquinho antes... Minha data prevista era 20/07/15 (quando questionada eu sempre dizia: pode ser 2 semanas antes ou depois, justamente pra evitar aquele tipo de perguntas: mas vai esperar? E se passar da hora?). Então, com 34 semanas eu tinha uma leve dor em baixo ventre e 1 dedo de dilatação, fiquei feliz, aquele papo de que mulher não dilata não ia rolar comigo! Parei de trabalhar e fui orientada a fazer repouso (o que não segui bem a risca), me sentia bem, fomos viajar e caminhei um pouco além da conta, então com 36 semanas e 2 dias, no dia de São João, em 24/06/2015, as 02:45 h, senti um líquido escorrer e pensei: não to segurando o xixi... ao ir no banheiro vi que não era urina e sim líquido amniótico! Chamei meu marido do banheiro com “amor minha bolsa estourou”, em 1 segundo ele estava na porta do banheiro sorrindo e disse” é hoje que nós vamos conhecer a Lavínia”. Me bateu um misto de medo e alegria, afinal, ainda faltava quase um mês! Era uma madrugada fria, tomei um banho e voltamos pra cama (sim! Voltamos pra cama, só me restava esperar as contrações antes de acordar médica, doula, vovó, dindas). As 05:35 veio a primeira... Durou poucos segundos e não era aquela dor que eu imaginava... As 06:05 veio outra, pensei: mas de 30 em 30 já... Liguei pra médica que me disse: menininha com 36 semanas quando o trabalho de parto engrenar vem, fica tranquila que ela está pronta! Então avisamos a doula e ligamos pra vovó e dindas! Doula Analu chegou aqui em casa por volta das 09:00 (ainda estava de 30 em 30, sem ritmo certo, sem doer muito), após 2 horas de massagens, exercício na bola e orações, minhas contrações foram pra de 15/15 e 10/10 e 7/7 quase como um milagre, liguei pra Dra Ana que disse: pode ir pro hospital que estou indo. Saí de casa com contrações de 4/4, não acreditava que estava indo tão rápido assim, no carro elas passaram pra de 1/1 minuto e achei que ia parir ali mesmo. Analu me deu muita força, segurava minha mão e me tranquilizava dizendo que ia dar tempo... Não lembro de ter escutado a voz do Gui durante todo o caminho, só me lembro do trânsito... E da dor! Quando chegamos no hospital (as 11:50h, enquanto o Guilherme foi estacionar e fazer a papelada eu fui encaminhada ao CO. Eu já não conseguia caminhar, minha roupa estava molhada e eu gritava a cada contração, não conseguia mais controlar a dor... Me entreguei de vez). Nunca vou esquecer a forma como fui recebida por minha médica... Passou a mão no meu rosto, beijou minha testa, e disse: vamos conhecer teu bebê, pode gritar se tiver dor, esse é o teu momento. Lembro de alguém da equipe perguntando se o acompanhante seria a doula ou o marido (sim! Só é permitido um acompanhante – o plano era a doula e perto da hora de nascer o Gui entraria). Após o exame físico a médica falou: dilatação completa, faz força que ela vem! Pedi pra chamarem o Guilherme e fiquei com medo que ele não chegasse a tempo. Então a dor parou, uma das técnicas perguntou se eu tinha recebido analgesia... Eu não queria intervenções a menos que necessário. Nunca me senti tão abençoada na vida... Como meu trabalho de parto evoluiu tão rápido? Por alguns instantes eu achei que não ia conseguir mas o Gui me disse: faz força amor já estou vendo os cabelinhos... Então as 13:10h a Lavínia nasceu... Perfeita, chorando a plenos pulmões. Veio direto pro meu colo, com os olhinhos arregalados e com a mãozinha segurando minha camisola!! Eu chorava e agradecia, ficamos assim até o cordão parar de pulsar, então foi cortado pelo pai! Após uns 30 minutos levaram ela para os “procedimentos”, só pedi que ela não recebesse o banho, e assim foi, minha filha ficou com o vérnix por 24 horas e por isso não fez hipoglicemia nem precisou de suplemento.. Senti o cheiro do meu líquido amniótico por 24 horas ao cheirá-la! Me senti poderosa, uma fêmea com seu filhote, simples assim! 






quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Falando sobre castigo...

Um vídeo esclarecedor com a psicologa Daniela Freixo de Faria. Assistam, tenho certeza que assim como eu, vocês vão ver suas crianças e vocês mesmos de outra maneira.



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Quando o medo domina...



Quem de nós não ficou paralisado pelo medo de uma situação, acontecimento? Volta e meia este tal de medo vem para nos atrapalhar...ou NÃO, para nos ensinar, o que acham?! Como pessoa, o medo, devastador, veio em momentos singulares na minha Vida. Pude, com muito empenho e auto analise, ver que o meu medo estava ligado ao CONTROLE. Controle esse que ninguém de nós tem! Com a luta para ficar no controle, a falta de Fé na vida, diminui. Portanto, temos que deixar "rolar" e ter Fé na Vida. ACREDITAR em si e/ou em algo MAIOR.

Como Doula, vejo com frequência o medo estar presente. Medo de não conseguir parir, amamentar, Ser mãe... medo do filho ficar doente, de ele não comer bem, não ter o que precisa... E como já disse, este medo deve ser transformado em oportunidade de aprendizado. Temos que acreditar em NÓS e soltar as "rédeas". Conseguiremos solucionar qualquer DESAFIO que a Vida nos mostrar, e o medo não precisa estar presente. Como eu já disse, medo é o produto da nossa ânsia de estarmos no controle de tudo, mas não temos este controle, NÃO EXISTE ESTE CONTROLE! Quanto mais cedo nos dermos conta disso, mais tranquilos enfrentaremos nossos desafios, mais conhecimento próprio teremos.

Compartilho um texto, que dá um exercício simples, mas que dependendo do grau de intensidade deste medo, não seja possível faze-lo. Mas tentem! Para gestantes é ótimo praticar este exercício para dissolver determinados medos, que podem travar o parto ou dificultar a vivência e experiencia da maternidade. Espero ter ajudado um pouco mais!
Segue o texto...

MEDO - O GRANDE INIMIGO


Afirma-se que o medo é o maior inimigo do homem. O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos.
Um menino pode ficar paralisado pelo medo quando lhes dizem que há um homem mau debaixo de sua cama e que vai levá-lo. Quando o pai acende a luz e mostra-lhe que não há ninguém, ele se liberta do medo. O medo na mente do menino foi tão real como se houvesse de fato um homem debaixo de sua cama. Ele se curou de um pensamento falso em sua mente. A coisa que temia, na verdade, não existia. Da mesma forma, a maioria dos seus medos não têm base na realidade. Constitui apenas um conglomerado de sombras sinistras e as sombras não têm realidade.
Ralph Waldo Elerson, filósofo e poeta, disse: Faça aquilo que você receia e a morte do medo será certa.

Quando você afirma positivamente que vai dominar seus receios e chega a uma decisão definitiva em sua mente consciente, liberta o poder do subconsciente, que flui em resposta à natureza do seu pensamento.
Vou descrever agora um processo e uma técnica que ensino há muitos anos. Funciona como um encantamento. Tente-o!
Suponha que você tem medo da água, de montanhas, de uma entrevista, do público ou de lugares fechados.

Se você tem medo de nadar, comece agora a sentar-se tranquilamente durante uns cinco a dez minutos, três a quatro vezes por dia, e imagine que está nadando. É uma experiência subjetiva. Mentalmente você está se projetando como se estivesse dentro d’água. Você sente a friagem da água e o movimento de seus braços e pernas. É tudo tão real e vívido, constituindo uma alegre atividade da mente. Não é um devaneio inútil, pois você sabe que está experimentando em sua imaginação o que depois se desenvolverá em sua mente consciente. Você será compelido a expressar a imagem da representação do quadro que imprimiu em sua mente mais profunda. Essa é a lei do subconsciente.

Você pode aplicar a mesma técnica se tem medo de montanhas ou de lugares altos. Imagine que está escalando uma montanha, sinta a realidade desse ato, aprecie o cenário, sabendo que, fazendo-o mentalmente, o fará depois fisicamente com facilidade e segurança.

Você nasceu apenas com dois medos: o medo de cair e o medo do barulho. Todos os seus outros medos são adquiridos. Livre-se deles.
O medo normal é bom, o medo anormal é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo acarreta o medo anormal, obsessões e complexos. Temer alguma coisa persistentemente provoca um sentimento de pânico e terror. Você pode superar o medo anormal quando sabe que o poder do seu subconsciente pode mudar os condicionamentos e realizar os desejos acalentados por seu coração. Dedique sua atenção e devote-se, imediatamente, ao seu desejo, que é o oposto do seu medo. Este é o amor que expulsa o medo. Enfrente seus temores, traga-os à luz da razão. Aprenda a sorrir dos seus temores. Esse é o melhor remédio.

Texto extraído de:
O Poder do Subconsciente
Dr. Joseph Murphy
Cedido por:
Marcia Villas-Bôas

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Post Especial!!! Gravataí é a 1ª cidade do RS a aprovar a Lei das Doulas!


Moro a 20 anos em Gravataí, uma cidade que gosto muito, apesar de muitas noticias tristes que andam sendo comentadas. Uma cidade no qual vejo muito verde por ai, o que me da uma paz no coração... A 5 anos atras me formava Doula (pela ANDO), e me lembro de no curso perguntar ao obstetra Ricardo Jones, que nos passava seu conhecimento técnico vivencial de assistência ao parto, se seria uma "boa" elaborar um projeto e entregar ao hospital de Gravataí. Ele me deu força e ficou a disposição. Confesso que não sou boa em elaborar grandes textos, tentei mas desisti de escrever. Pensei em me munir de evidencias e agendar uma hora com o Diretor do CO do hospital ou ate mesmo a Direção Geral , mas foi em vão meus telefonemas. Aguardei uma ideia surgir, um oportunidade aparecer...

Num dia desses qualquer, recebo o folheto da Vereadora Maribel Wagner, do PC do B, cujo o slogan me chamou a atenção, "Vereadora da Família", um raio caiu na minha cabeça, olhei para meu marido e disse "É ela que vai me ajudar, vou mandar a carta!". Carta essa que já havia mandado para o Gabinete do Prefeito, endereçado a Primeira Dama que é madrinha do Dia do Bebê daqui, mas não obtive resposta. No dia 16 de abril mando a carta, via facebook, uma carta totalmente intuitiva, vinda do coração....O começo da carta é assim...

Me chamo  Ana Luisa Muñoz Rosa, moro em Gravataí há 20 anos. Sou casada com Roberto, mãe do Bernardo, da Sofia e do Joaquim. Todos nascidos aqui. Sou formada como Nutricionista, consultora em Aleitamento Materno a 5 anos. Também sou Doula, formada pela Associação Nacional de Doulas a 4 anos, trabalho no qual me dedico desde formada. Me tornei doula devido duas experiências tristes que tive. Meu primeiro filho, com 41 semanas nasceu por cesariana imposta pela medica que me acompanhava, e minha recuperação pós cirúrgica foi sofrida. Minha segunda filha nasceu de parto normal hospitalar (Dom João Becker), o qual foi cheio de intervenções, tanto em mim quanto na minha filha..."

No mesmo dia a assessoria da vereadora me responde informando que passaria a carta a ela. Torci muito, havia esperança. No dia 4 de maio recebo mensagem dizendo que a vereadora estava encaminhando o Projeto de Lei, e que gostaria de conversar comigo no gabinete dela! Vibrei de emoção, avisei minhas "doulamigas", doulandas, douladas e fiquei no aguardo. Por acaso encontrei a vereadora numa celebração na igreja do meu bairro, e fui perguntar a ela como andava o projeto, ela me abraçou e disse que havia passado e que iria para votação!!! Mais uma pequena vitória!! E quando fosse a votação ela me avisaria para levar todos da Humanização para a plenária e mostrar a importância desta profissional.

Nesta terça feira que passou, a Vera, secretaria da Maribel me avisa que a votação aconteceria na quinta, dia 06/08. Avisei todos no facebook, por mensagem e pedi copia do Projeto de Lei, no qual Liane (Nutri e Doula) e eu lemos, e parecia tudo "ok". Chegamos poucas, munidas de cartazes na plenária, mas com uma só intenção, VENCER! Liane pediu a palavra e foi sensacional. E depois de algumas horas, de um ressesso, a votação se iniciou e ao poucos os votos foram surgindo, todos a favor a Lei, e quando aquele painel era todo verde, eramos lágrimas de alegria, me agarrei na Liane , na Thays, abracei e beijei minhas queridas que foram nos dar força. Não parávamos de chorar, Liane e eu tremíamos. E ela exclamou " Vou ligar pro Ricardo!". Saímos flutuando daquela Câmara... Missão cumprida, e é por TODAS NÓS!! Temos o direito!

Liane explicando a importância da Doula

Cíntia e JP, Karine e Vicente, minhas douladas do coração!



Ingryd (minha salvadora e primeiro amor do me Kim) com a Gil enfermeira maravilhosa!

Nós! Batman e Robin, doulas por AMOR!
 





16 X 0

Mesmo eu escrevendo este texto, ainda acho que é um sonho... sonho bom demais!!! E agora, vamos lutar pela Casa de Parto!!! Quem mandou o Vereador Carlito Nicolait dar a ideia! Outra pauta para nossa unica mulher dentro da Câmara de Vereadores. Gratidão Maribel, por acolher minhas palavras, e entender, reconhecer a importância desta profissional no cenário de parto e nascimento. Estamos todas de parabéns pela conquista!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

A Hora do Mamaço 2015!!

Em mais um ano, na Semana Mundial de Aleitamento Materno (1 a 7 de agosto), teremos o Mamaço em Porto Alegre!! O tema este ano é "Retorno ao Trabalho e a Manutenção da Amamentação". 

Venham, participem, prestigiem, apoiem!!! O leite materno é o único alimento necessário ao bebe nos primeiros 6 meses, e pode e deve ser oferecido ate 2 anos ou mais. Muitas mulheres são obrigadas a voltar a trabalhar antes do 6º mês, mas a amamentação pode e deve ser mantida!

Busque orientação de profissionais da área atualizados! Fale com um consultor em aleitamento materno. Eu sou consultora e atendo em Gravataí, próximo a Porto Alegre!


terça-feira, 28 de julho de 2015

Relato de parto da Thays

Thays foi minha doulanda, e depois de 3 anos conseguiu relatar seu parto. Assistida por péssimo profissional, o "obstetra" Derly Fofonca, humilhou e submeteu ela a diversas intervenções que não foram autorizadas. Leiam o relato:


Era 6:38 da manhã, eu estava de bobeira na cama, estava cedo, frio e a preguiça não deixava nem abrir os olhos direito.
De repente aquela colicazinha veio.
Meus pensamentos voaram: “Ué o que foi isto?!?!?”
Continuei deitada na cama.... 15 minutos depois mais uma colicazinha..... “Ai meu Deus”
Levantei fui caminhar na sala.....mais 15 minutos e outra colicazinha... “É hoje!!!!”
O sorriso estampou meu rosto de orelha a orelha.
O marido foi atrás de mim saber o que foi “É hoje, já põe as coisas no carro.” eu disse
Era uma mistura de ansiedade, medo, felicidade, amor.... Difícil explicar o que estava sentindo, mas era muito bom...
Meia hora mais tarde, as contrações tomaram ritmo de 5 em 5 minutos.
Caminhei, rebolei, agachei, fazia tudo àquilo que o meu corpo mandava, estava literalmente me abrindo para uma nova era...

La pelas 8:30 liguei para minha Doula AnaLu, “Aninha é hoje, vem para ca”
Também liguei para a minha medica Dra Ana Claudia Codesso (mais uma Ana na minha vida)“ Dra Ana, contrações de 5 em 5 mas bem curtinhas ta, então acho que vai demorar”
Continuei no mesmo ritmo, quando a AnaLu chegou eu estava de quatro na sala e estava sentindo que tudo estava diferente.
Comecei a vocalizar, não conseguia mais segurar, era uma vontade de gritar “Aaaaaahhhhhh”
A cada contração, vinha lá de dentro do meu ser um grito, que não podia ser parado.
Logo a caminhada, agachada, rebolada, os gritos, as massagens, nada aliviavam aquela dor. Perguntei a AnaLu “Que horas vamos no hospital” E com toda aquela calma do mundo ela respondeu “A hora que você quiser”.“Então vamos porque a coisa apertou”. Ela me deu um sorriso e disse “Tu já estas diferente, as contrações estão de 3 em 3 minutos, vamos la”.

No carro, fui no banco de trás, tentando ficar sentada (que posição horrível) era de quatro que aliviava, AnaLu foi fazendo massagens em minhas costas. Nossa como ficar em um local pequeno e quase sem possibilidades de movimento foi ruim, a dor aumentou e com ela veio o medo. Tadinha da AnaLu fiquei pensando que ela iria ficar surda, eu vocalizava muito alto no carro, mas era meu primitivo falando, ela dizia “Não te preocupas a Doula agüenta”.

No trajeto tentávamos ligar para a Dra Ana, mas o telefone dela não estava pegando! Eu só pensava “Respira, calma.....” Faltando pouco para chegar ao hospital, começou a vontade de fazer força “Ai meu Deus, esta guria vai nascer no carro” AnaLu só falava “Calma, respira, deixa as contrações virem”
Eu tinha vontade de chorar, mas as lagrimas não saiam, era uma mistura de sentimentos e também o medo de não saber o que vinha pela frente.
Chegamos ao hospital, fui direto para a avaliação “Já esta com 8 centímetros, colo apagado e ela já esta aqui” disse a enfermeira, com um belo sorriso.
No corredor indo para uma sala, encontramos o plantonista, a enfermeira passou as informações para ele, e ele perguntou “É cesárea?” Eu gritei “NÃO”
Quando cheguei a sala de parto, AnaLu e o meu marido apareceram logo em seguida.

Colocaram-me deitada numa maca, o plantonista me avaliou “Já esta com 10, vamos romper a bolsa” “Não quero” eu disse “Deixa ela romper sozinha”, mas foi em vão. Ele enfiou a comadre embaixo de mim e estourou a bolsa.
As dores pioraram e eu só dizia “Quero anestesia, não aguento” ficar deitada, deixava tudo pior.
Fui levada para outra sala, agora na maca pude ficar semi-deitada.
“Põe as pernas nas perneiras, mãezinha” Falou a enfermeira. Eu disse “Não quero” e o plantonista revidou “Tu não é índia para ganhar de cócoras”
Naquele instante meu mundo desabou, entendi que aquele plantonista era o tipo de “medico” de quem eu fugi a gravidez inteira. Ele era mais um que não sabe tratar as mulheres com respeito na hora mais preciosa e sensível delas.
Contra minha vontade colocaram minhas pernas “naquilo”.
Tentava respirar, tentava me ajeitar, tudo estava errado, não foi assim que imaginei, e não era assim que deveria ser.
Logo apareceu uma enfermeira tentando pegar minhas digitais para o cadastro do hospital, acho que ela entendeu que não era a hora certa quando ela pegou minha mão e ganhou meu olhar fuzilador!!!
Na outra mão, outra enfermeira me colocando um acesso com soro, eu dizia “ Precisa mesmo disto?” e ela “Sim”.
Aquele acesso caiu da minha mão direita DUAS vezes. Então colocaram na esquerda, com uma fita bem firme.
Naquela altura as contrações eram insuportáveis, e a minha vocalização estava no auge até que o plantonista me mandou calar a boca “Tu ta fazendo escândalo, fica quieta”.
“Meus Deus, o que faço? Senhor só me da forças” eu implorava em pensamento.
AnaLu e o marido, cada um de uma lado. AnaLu com aquela mão leve e suave era a minha fortaleza que não me deixava desabar e desistir, hora com a mão no meu ombro, hora colocando aquele paninho gelado na testa. Como um simples pano molhado e gelado teve tanto impacto naquele momento.
Agora foi a hora de fazer força, e o plantonista me explicou como fazer. “Queixo no peito, segura a respiração e faz força para baixo, segura nestas barras e “puxa” para trás.
Mas como a Thays sempre foi delicada (hahah), tentava fazer tudo aquilo, mas teimava em puxar as barras para cima, e como elas são só encaixadas, saiam nas minhas mãos, as enfermeiras pegavam, colocavam novamente e eu tirava. Ate que eu desisti de segurar aquilo e me agarrei as barras das perneiras.
“Olha aqui paizinho” disse o plantonista “Já da para ver os cabelinhos”. E lá vai o marido olhar!!!!
Logo em seguida veio “Tu ta fazendo força errado, assim não da”
Eu tentava não olhar para o plantonista, mas eis que sinto umas picadas. Fui obrigada a olhar e la estava ele segurando uma seringa. “Não quero episio” Falei bem certa de que ele estava me dando anestesia local.
“Vamos ver” disse ele em tom irônico.
Novamente ele disse “Assim não adianta, vou ter que .....” Não consegui entender o que ele falou, ele se levantou deu dois passos para traz e pegou das mãos da enfermeira um utensílio. Eu sabia o que era um fórceps, mas não acreditava que era tão grande. Quando ele veio na minha direção, eu só fechei os olhos, virei a cabeça de lado. Não lembro se só pensei ou se falei “Deus me ajuda”

Não lembro de sentir o ferro entrando, mas lembro muito bem de sentir saindo e junto levando minha filha, pequena e indefesa. Nada bom.
Colocou ela em cima de mim, toda ensangüentada, não pude ver seu rosto, estava de costas.Ela logo chorou e eu dei graças por ter terminado aquele horror, ilusão minha.

Ela nasceu as 12:40 da manhã, com lindos 2.730Kg e 49,5 cm, uma bonequinha.
Ao piscar os olhos “Cadê minha filha?” eu perguntei a AnaLu e ela respondeu “calma teu marido ta junto dela”. Eu tremia tanto, era tanta adrenalina correndo em minhas veias, que eu não conseguia nem respirar direito.

Logo a enfermeira a trouxe, toda enroladinha. E pôs no meu colo, pedi ajuda a AnaLu para me ajudar a segura-la, a tremedeira estava forte, tinha medo de deixar cair.

Tiramos uma foto. Outra enfermeira abriu minha roupa e fez a minha pequena Giulia colocar a boca no meu seio e lógico ela nem abriu a boca, não sabia de quem era aquilo. Ficou ali comigo uns 5-10 minutos e logo levaram para dar banho.E o plantonista ainda estava lá, me costurando, ele fez a episio, foram 7 pontos. Quando ele terminou, falou a frase de ouro “Vou tirar a placenta” e eu ainda tentei e rebati “Não da para esperar ela sair naturalmente?” mal terminei a frase ele puxou e ali veio uma ultima e dolorosa contração.

AnaLu ainda me disse “Olha a placenta” eu não estava com animo para nada, eu estava me sentindo num show de horrores, sabendo que tudo aquilo não deveria ser daquele jeito. Mas olhei, mentalmente agradeci por ela ter nutrido minha filha.
Graças aos céus aquele plantonista sumiu da minha vista. E minha princesa veio finalmente para ficar comigo. Ela estava dormindo, eu penso que quase hibernando, para ela também foi sofrido e doloroso, sentir tudo que sentimos, não foi fácil. Então ela assim permaneceu até que fomos para o quarto as 19h. La estava minha mãe e a AnaLu, consegui tomar banho, com ajuda da enfermeira, aqueles pontos "ui", enquanto Giulia era paparicada pela nova Vovó.
Consegui sentar na poltrona e ela veio, cheia de fome, se agarrou no seio e lá ficou mamando, as vezes abria os olhos, ficamos assim quase uma hora, nos reconhecendo. Tínhamos que nos reconectar. Não foi fácil amamentar, mas eu sabia que era necessário, era somente aquilo que Giulia precisava. Meu calor, meu colo, meu seio, meu leite, meu cheiro.

E assim terminamos a primeira de muitas aventuras.
Agradeço de todo o coração a AnaLu por estar comigo me dando forças. Ao meu marido e parceiro por acreditar na minha força. E a Deus por sempre saber o que eu preciso passar. Nunca nada é por acaso.
Hoje a minha razão de viver completa 3 anos. E eu acabei virando DOULA, para principalmente passar informações de qualidade às pessoas, dar apoio emocional e físico.

Nada nunca é por acaso, eu precisei passar por tudo aquilo. Hoje agradeço a Deus, por colocar em meu caminho as pessoas certas e no tempo certo.





domingo, 14 de junho de 2015

Fisiologia do Parto

No último encontro de gestantes, falamos sobre a Fisiologia do Parto. O tema foi conduzido pela enfermeira obstetra e também doula, Adriana de Lima Mello. Para quem não pode comparecer ou quer relembrar um pouquinho do que foi discutido, segue um resumo feito por ela com carinho para você!!

Fisiologia do Parto

por Adriana de Lima Mello
 Enfermeira Obstetra, Doula e Educadora Perinatal

O parto é um processo involuntário conduzido por partes “arcaicas” do cérebro portanto, quando uma mulher está em trabalho de parto, a parte mais ativa de seu corpo é o cérebro - primitivo, o sistema límbico: hipotálamo e a hipófise, que nós compartilhamos com todos os mamíferos. O neocórtex (parte racional de nosso cérebro) é quem é capaz de nos inibir durante este processo.

Para parir a mulher libera um coquetel de hormônios; ocitocinaresponsável pela contração uterina e ejeção de leite - HORMÔNIO DO AMOR; endorfinas responsáveis pela diminuição da sensação dolorosa; prolactina; responsável pela produção de leite; ACTH (hormônio adreno - corticotrófico) em reposta aos hormônios que o feto libera, mostrando que está pronto e desencadeando as ações hormonais do corpo materno;prostaglandinas que preparam o colo uterino e o útero para responder a ocitocina com a dilatação.

Qualquer situação que estimule a produção de hormônios da família da adrenalina, estimula a atividade do neocórtex e pode inibir o processo do parto. O que pode desencadear a produção de adrenalina?? Frio, mau humor, medo, auto piedade, conflitos situacionais, dúvidas e inseguranças, distrações, falta de privacidade, vergonha, excesso de toques, expectativas, internação precoce, preocupações, conversas excessivas (incluindo perguntas), ambiente muito iluminado, barulhento.

Podem existir dois ciclos rondando este processo de trabalho de parto e parto: 

NEGATIVO – Medo – Dor – Tensão
POSITIVO – Aceitar – Aproveitar –Relaxar


Portanto a mulher em trabalho de parto necessita do respeito a fisiologia de seu corpo, precisa ser permitida e permitir seu corpo agir. Para isso é necessário: sentir-se protegida, segura e apoiada, confortável, relaxada, estar em um ambiente aconchegante, quente, agradável com penumbra e silêncio, ter privacidade, não sentir-se observada e ter liberdade.

A dilatação e o nascimento acontecem em diversas fases e forma progressiva, é comum mulheres terem contrações que podem se manter durante horas e depois passar, podem ser incômodas ou tão fracas que você pode continuar fazendo as atividades do dia a dia, chamamos isso de “falso trabalho de parto” ou “pródomos de trabalho de parto” O importante neste momento é descansar, se alimentar, segurar a ansiedade, aproveitar os últimos momentos de barrigão e... NÃO ficar triste pois estas contrações são importantes e úteis para: a centralização do colo, o amolecimento do mesmo, a insinuação e descida do bebê na pelve materna , etc.

Podem ocorrer também: perda do tampão mucoso – secreção espessa, consistente com ou sem raias de sangue – pode acontecer no início do TP ou durante o TP. As vezes depois da perda do tampão o trabalho de parto pode demorar alguns dias para ser efetivo; rompimento da bolsa – uma grande ou pequena quantidade líquido escorre pelas pernas, um rompimento cedo da bolsa (fora de trabalho de parto) ocorre em 6 – 19% dos partos a termo ( idade gestacional maior que 37 semanas) e então 70% dessas mulheres darão a luz em até 24h e outras 30% em 48h,importante comunicar o médico e/ou sua parteira; uma dor contínua e maçante na região lombar, que pode ser causada pelas contrações uterinas ou uma diarréia, pois existe uma tendência natural de esvaziar o intestino no período que antecede o início do trabalho de parto.

O trabalho de parto se divide “didaticamente” em duas fases:

FASE LATENTE: dilatação entre 2 a 3 cm; o colo do útero mais afina do que dilata, com duração média de 8 horas em mães de primeira viagem e 5 horas em mães com mais de um parto. As contrações acontecem a cada 20 ou 30 min com duração de 20 a 30 segundos.
O que fazer neste momento?? Conversar com sua doula, obstetra ou parteira, alimentar-se, descansar, passear, enfim...aproveitar e economizar energia para a próxima etapa.

FASE ATIVA: dilatação maior ou igual a 4cm, aumentando progressivamente; o colo do útero mais dilata do que afina; com duração média 6 a 12 horas, as contrações aumentam  progressivamente até que na fase final de dilatação chegam a ter intervalos de um minuto e meio e podem durar cerca de 60 a 90 segundos.
O que fazer na fase ativa do trabalho de parto?? Ter a companhia de sua doula, familiares de seu desejo, estar em um ambiente calmo, familiar, aquecido, aconchegante, tomar uma ducha gostosa, ficar na banheira, dançar, ouvir música, se alimentar, fazer exercícios na bola, caminhar, receber massagens, gritar, enfim... o que você tiver vontade: permita o seu corpo!!!

O parto é dividido “didaticamente“ em 4 períodos:
Dilatação que é trabalho de parto, o expulsivo que inicia-se com 10 cm e presença de vontade de empurrar (puxos) e se entende até saída do bebê; a dequitação que inicia-se após o nascimento do bebê até o término do desprendimento da placenta e o período de Greenberg que é um período de recuperação e contração do útero, para que não aconteça hemorragia, se estende a 1 hora após o término do parto (saída da placenta), momento em que se procede os cuidados como medicações e sutura se necessário. Portanto como podemos ver o parto só termina quando a placenta sai.

A adrenalina que nós queríamos lá no início do trabalho de parto, agora é muito bem vinda pois, têm um papel de interação entre mãe e bebê após o parto e durante as últimas contrações antes do nascimento, seu nível de adrenalina se eleva bruscamente, é por isso que assim que se iniciam os PUXOS as mulheres ficam ALERTAS, tendem a optar pela posição vertical, cheias de energia e com uma súbita necessidade de se agarrar a alguém ou algo. Para o bebê o afluxo de noradrenalina possibilita que se adapte a privação de oxigênio, e que esteja alerta ao seio da Mãe. O bebê ativo abre os olhos e busca o contato com a Mãe, o que libera mais ocitocina, fundamental para os momentos seguintes do processo como dequitação da placenta e amamentação.

O coquetel de hormônios necessário para o nascimento está em nosso corpo e quando protegemos a fisiologia permitindo o corpo atual, percebemos o quão é importante para o nascimento, desenvolvimento do bebê e vínculos afetivos. Atualmente a rotina hospitalar atual é caracteriza por um violência ( frio, luz forte, manuseio grosseiro, isolamento). O bebê é induzido desnecessariamente a um estado estresse, que provoca a liberação de cortisol que pode prejudicar o desenvolvimento cerebral. Em contra partida no processo de nascimento fisiológico a Mãe secreta endorfinas e hoje sabemos que o bebê também, portanto logoapós o parto o cérebro dos dois estão impregnados de opiáceos e dopaminas que induzem dependência e vínculo.

Optar e se preparar para um trabalho de parto e parto ATIVOS e de forma NATURAL é ser respeitada, permitir-se fazer o que tiver vontade; ser instintiva; mudar de posições, entregar-se, assumir posições verticais que ajudam a aumentar a dimensão da pelve, a gravidade ajuda a descida do bebê, rotação interna do bebê e circulação sanguínea útero-placentária. E acima de tudo ter autonomia sobre o seu corpo e ter co-reponsabilidade no processo do nascimento de sua família.

Optar por intervenções é assumir riscos, começando pelo risco de precisar de mais de uma intervenção, o uso de hormônios sintéticos (ocitocina), medicações (anestésicos ou analgésicos) e condições de atendimento e ambiente não adequadas podem interferir e/ou interromper a rede fisiológica hormonal e a sequencia do trabalho de parto e parto. Os hormônios sintéticos causam efeitos físicos em determinadas partes do corpo, mas não comportamentais como os produzidos pelo próprio cérebro. A ocitocina materna atravessa a placenta e entra no cérebro do bebê durante o trabalho de parto, agindo para proteger as células cerebrais fetais “desligando-as” e diminuindo o consumo de oxigênio, em um momento em que os níveis de oxigênio disponíveis para o feto são NATURALMENTE baixos. A ocitocina sintética, porém, não têm a capacidade de ultrapassar a parede placentária portanto, não atingirá o organismo do bebê.

Acredite no seu corpo, dedique-se a você, leia, participe de grupo e busque os melhores profissionais e alternativas para o seu parto. VOCÊ PODE!!!


Bibliografia:

- Parto Ativo - Janet Balaskas. Ed. Ground

- WorkShop: “ Parto como escapar das armadilhas” – Michel Odent.Julho de 2011, São Paulo. Anotações pessoais: Adriana de Lima Mello

- A cientificação do Amor – Michel Odent

- Parto, aborto e puerpério – Ministério da Saúde.

Retirado do blog do Grupo Vinculo
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